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Seg, Nov

Daniel estava emprestado ao São Bento (Foto: LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO)

Futebol

Jogadores de Ponte Preta e São Bento prestaram uma homenagem ao meia Daniel Corrêa, nesta sexta-feira, 2, em Campinas. Ele foi morto de forma brutal, aos 24 anos, no último final de semana, no Paraná.

Atletas dos dois times entraram no gramado do Moisés Lucarelli, nesta sexta-feira, em jogo válido pela 34 ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, vestindo uma faixa preta representando o luto ao meia. Daniel pertencia ao São Paulo, mas estava emprestado para o São Bento.  Jogadores da equipe de Sorocaba ainda exibiram uma enorme foto do atleta antes do início da partida. O duelo terminou 2 a 1 para a Ponte Preta. 

O JOGO

No primeiro tempo o técnico Marquinhos Santos, do São Bento, precisou fazer uma mudança logo aos 22 minutos. Samuel Santos sentiu dores e teve que ser substituído. No lugar dele entrou Paulo Vinícius fazendo a sua estreia com a camisa do Azulão. 

A Ponte abriu o placar aos 23 minutos com o gol de Renan Fonseca. Aos 40 minutos Ewerton Páscoa empatou de cabeça para o São Bento, após escanteio cobrado por Roni. 

No segundo tempo a Ponte tentou uma pressão. Aos 10 minutos Viana fez boa defesa, mas em uma falta cometida por Bruno Ré em cima de André Luis, o árbitro viu pênalti. Danilo Barcelos cobrou, fez e definiu o placar. 

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Os aparatos político e jurídico do PT mantiveram neste domingo, dia 8, a postura de pressionar o Supremo Tribunal Federal para mudar o entendimento sobre prisão após condenação em segunda instância. O caso, que deve ser votado nesta semana, pode beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato.

A presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, afirmou que espera que o STF "cumpra o seu papel" e que a ministra Rosa Weber, do STF, mantenha a palavra de mudar seu voto em um eventual julgamento sobre o tema. "O Supremo é a última instância que nós temos. É o Supremo que vai dar a decisão final sobre isso", disse Gleisi. "Temos expectativa para que na quarta-feira a ministra Rosa Weber cumpra com aquilo que falou no último julgamento."

Na sessão que rejeitou o habeas corpus de Lula, quarta-feira passada, Rosa votou contra o recurso da defesa do petista. Ela disse que votava pela jurisprudência da Corte, de permitir prisão após condenação em segunda instância, contrariando sua convicção pessoal, uma vez que o que estava sendo decidido era o habeas corpus de Lula e não questão de repercussão geral sobre o tema.

Relator das duas ações que contestam a prisão após condenação em segundo grau no STF, o ministro Marco Aurélio Mello afirmou que é um "dever" levar ao plenário na próxima quarta-feira o pedido de liminar do autor de uma das ações (PEN/Patriota). Se deferido, pode beneficiar diversos réus que estão cumprindo pena nessa condição, incluindo o ex-presidente. A defesa de Lula conta com essa nova análise sobre o tema para retirar o petista da cadeia.

"Eu tenho que cumprir o meu dever. De duas uma, ou eu enfrento individualmente, o que eu não posso fazer porque processo é objetivo e o requerimento é em cima de um ato do plenário, ou então eu levo (ao plenário). Não posso engavetar. Só deixarei de levar se quem está pleiteando a liminar recuar", disse ele na noite de domingo à reportagem.

Marco Aurélio não apresentará uma questão de ordem, que demandaria uma votação preliminar sobre se os pedidos mereceriam ser julgados ou não. Mas o ministro decidiu levar o pedido de liminar em mesa no plenário, sem inclusão prévia em pauta. Caberia à presidente da Corte, Cármen Lúcia, definir o momento da votação, na ordem que entender apropriada.

Para Marco Aurélio, não há dúvida de que Rosa Weber, na sessão de quarta-feira passada, mostrou-se a favor da procedência das ações declaratórias de constitucionalidade que contestam a prisão em segunda instância. "Ela (ministra Rosa Weber) afirmou que, julgando o processo objetivo (as ações genéricas), ela se pronunciará como se pronunciou antes", afirmou o ministro.

No sábado, Gleisi afirmou que advogados do PT fizeram "vários contatos" com Rosa e os demais magistrados da corte sobre o assunto.
Após visitar o ex-presidente no domingo, o advogado Cristiano Zanin Martins afirmou que acredita em uma reversão da prisão no STF. "Nós vamos reverter essa decisão porque nem a condenação nem a prisão para cumprimento antecipado da pena são compatíveis com a lei", disse.

Zanin afirmou ainda a jornalistas que não anteciparia nenhuma estratégia jurídica, ao ser questionado sobre que ferramenta a defesa usaria para reverter a prisão do ex-presidente.

Recursos

A defesa de Lula vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar livrar o ex-presidente da prisão, sempre insistindo na tese de sua inocência. Os advogados alegam que Lula foi condenado "por um crime sem conduta" no processo do triplex do Guarujá - cuja pena foi de 12 anos e um mês de reclusão.

Aos ministros do STJ, onde cabe recurso especial, os advogados vão reiterar a versão de que o triplex não é e nunca foi de Lula. "Os argumentos ao STJ são inúmeros, inclusive atipicidade da conduta", afirmou ao Estado o criminalista José Roberto Batochio, do núcleo de defesa do ex-presidente.

"De quem é o apartamento?", questiona o advogado, referindo-se ao fato de que, formalmente, o triplex está em nome da OAS - a Operação Lava Jato sustenta que a empreiteira pagou propinas de R$ 2,2 milhões a Lula por meio de obras de reforma e melhorias do apartamento do Guarujá, em troca de contratos com a Petrobras durante o governo do petista.

Para Batochio, este é um "caso muito claro de crime sem conduta". Ele confirmou que a defesa irá recorrer da condenação nas instâncias superiores. "Vamos recorrer sim. Discute-se isso no STJ, em nível de recurso especial, e no Supremo, em nível de recurso extraordinário. A lei diz que ninguém pode ser condenado por fato que não seja criminoso", afirmou.

Outro defensor, o advogado Cristiano Zanin Martins, disse que via o ex-presidente como preso político. Para ele, há motivação fora do campo jurídico no processo que levou à condenação do petista. "O presidente se considera um preso político", disse. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Carille lamenta má atuação do Corinthians

Esporte

Após a derrota do Corinthians por 1 a 0 para o São Bento na noite da última quarta-feira (14), na Arena Corinthians, o técnico Fábio Carille não escondeu o incômodo com o segundo resultado negativo seguido da equipe do Parque São Jorge. Mesmo descontente, o treinador enxerga que o momento permite uma rápida evolução da equipe alvinegra.

“Faz parte do futebol. Não fizemos por merecer, temos de ser justos. A gente tem que jogar mais, e sabemos que podemos jogar mais. É bom que está acontecendo num momento que ainda dá para melhorar o time, trabalhar o que precisa trabalhar. Vamos fazer um bom jogo contra o RB para ir com confiança para o clássico e depois para a estreia da Libertadores”, disse o treinador.

Já na tarde desta quinta (15), o Corinthians enfrenta o Atlético-PR em jogo-treino no CT Dr. Joaquim Grava. De olho na partida contra o Red Bull Brasil, na próxima segunda (19), o Carille avaliará as condições físicas do elenco para ver quem participará da atividade.

“A partir de amanhã passamos a trabalhar o time para enfrentar o RB. Amanhã temos jogo-treino importante contra o Atlético-PR que será pesado, eles vêm com time principal. Vou ver as condições do grupo e escolher os 11 para continuar na competição”, finalizou.

Em entrevista ao SporTV, Rodriguinho deixa claro sua decepção por Corinthians não ter um reconhecimento maior na premiação da FPF (Foto: Reprodução/SporTV)

Futebol

Jogadores e diretores do Corinthians não aceitaram muito bem o fato de o Palmeiras ter dominado a seleção dos melhores do Campeonato Paulista, divulgada na segunda-feira. O clube rival contou com oito atletas no time ideal do Estadual, além do técnico Roger Machado e do goleiro Jailson ter sido eleito o craque da competição, algo que parece ter incomodado ainda mais.

Antes do início da festa, o meia Rodriguinho estava dando entrevista quando foi questionado sobre a possibilidade de o atacante Dudu ter sido eleito o craque do campeonato, informação que circulava nos bastidores da premiação e acabou não se confirmando. Visivelmente constrangido com a possibilidade, ele questionou um dos assessores de imprensa do clube e, logo em seguida, disse: "Mais uma decepção". Além de Rodriguinho, Balbuena foi o único atleta do Corinthians presente na festa.

Como a maioria dos vencedores não estavam presentes, a Federação Paulista de Futebol decidiu mudar o formato da premiação e não chamou os eleitos ao palco, algo que também chateou os corintianos, já que Rodriguinho, Balbuena e Gabriel Barbosa, do Santos, eram os únicos membros da seleção do Paulistão que estavam presente no evento.

Representaram o Corinthians, além de Balbuena e Rodriguinho, o presidente Andrés Sanchez, o diretor de futebol Duílio Monteiro Alves, o diretor adjunto de futebol Jorge Kalil, o gerente de futebol Alessandro Nunes, o técnico Fábio Carille, o preparador Walmir Cruz e o observador Mauro da Silva.

Quando o nome de Jailson foi anunciado como o craque da competição, Rodriguinho mais uma vez mostrou sua insatisfação. Ele virou na direção da mesa onde estava parte da diretoria corintiana e bateu palmas. Como consolo, o meia corintiano ganhou o prêmio de gol mais bonito, o que ele marcou contra o Palmeiras, na fase de grupos.

A votação dos melhores do Paulistão foi feita por jornalistas em processo encerrado antes da decisão entre Corinthians e Palmeiras. O time alviverde decidiu não enviar representantes ao evento de segunda-feira como protesto pela polêmica arbitragem do clássico realizado no último domingo, que teve o time alvinegro como campeão estadual ao vencer no tempo normal por 1 a 0 e depois por 4 a 3 nos pênaltis.

Em entrevista ao SporTV, Rodriguinho também disse que Carille deveria receber o prêmio de melhor treinador da competição. Veja. 

Rodriguinho fez os gols que levaram o Corinthians às decisões de pênaltis na semi e na final do Paulistão (Foto: Reprodução/ Facebook)

Futebol

O Paulistão deste ano talvez não tenha sido o melhor campeonato de Rodriguinho, mas foi neste torneio que ele se mostrou mais importante e deixou de ser coadjuvante no Corinthians. O meia assumiu a responsabilidade de ser o cérebro da equipe e, além de ditar o ritmo da equipe, conseguiu marcar gols importantes na campanha do bicampeonato estadual.
Aos 47 minutos do segundo tempo contra o time do Morumbi, quando o Corinthians parecia eliminado, ele usou a cabeça para manter o time vivo na disputa na vitória por 1 a 0 na arena corintiana no confronto de volta da semifinal. No último domingo, na grande finalíssima da competição, mais uma vez ele mostrou sua estrela e, no primeiro minuto, superou Jailson.

"Fico muito feliz de estar sendo decisivo em momentos importantes do time. Divido isso com meus companheiros. Todo mundo tem seu momento de protagonista, como fiz gol hoje (domingo), o Cássio pegou pênalti, Maycon fez gol contra o Bragantino... Todo mundo teve seu momento", comentou o meia, mostrando humildade.



A mudança do esquema tático, a queda de rendimento e a lesão de Jadson foram fundamentais para que Rodriguinho pudesse brilhar no Campeonato Paulista. No ano passado, ele teve destaque, mas os aplausos foram para Jô, Jadson e Guilherme Arana. Por isso, vencer o Palmeiras fazendo gol teve um gosto especial para o meio-campista.

"Foi incrível o que conseguimos fazer aqui. Nos reerguemos rapidamente depois da derrota (no primeiro jogo). No dia seguinte, todo mundo sabia que teríamos condições de vir aqui e sair com o título. Esse grupo está de parabéns por tudo o que foi feito no torneio. Temos de seguir fortes porque virão muitas batalhas pela frente", comentou.

Neste ano, tudo mudou. A esperança de ser convocado por Tite para a seleção e a mudança no esquema tático fizeram Rodriguinho crescer em campo e sua participação se tornou fundamental para a evolução do time. Quando ele não estava bem ou era bem marcado, como aconteceu no primeiro jogo da decisão, a equipe não rendia.

"Eu, se enfrentasse o Corinthians, a primeira coisa que faria era marcar o Rodriguinho. É o jogador que faz o time rodar", disse o técnico Fábio Carille, reforçando a importância do jogador.

A possibilidade de disputar uma Copa do Mundo, algo que parecia inimaginável para o jogador até o começo do ano passado, deu uma motivação extra ao jogador, que admitiu ter ficado frustrado por não ter sido convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha, os dois últimos testes antes do anúncio oficial dos convocados para a Copa do Mundo.

Entretanto, ele não deixou isso abalá-lo e, mesmo com a decepção de aparecer longe da lista dos que vão para a Rússia, manteve o bom futebol e se tornou o alvo dos adversários, para tentar parar o Corinthians. No primeiro jogo da decisão, por exemplo, o Palmeiras fez uma marcação especial em cima dele e isso ajudou a vencer a partida por 1 a 0.

Com o título do Paulistão, Rodriguinho sobe mais um pouco de patamar e consegue mostrar que também pode ser protagonista. Sorte de Fábio Carille e, quem sabe, de Tite.

Cantora fez show com discurso político na Avenida Paulista (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Na despedida do carnaval de São Paulo, a cantora Daniela Mercury agitou neste domingo (18) os foliões com um show com cara de carnaval, mas que também lembrou de importantes questões políticas. O bloco se apresentou por mais de cinco horas.

Na esquina entre a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, na área central da capital, o trio Pipoca da Rainha começou a se apresentar às 15h30 com um público que cobria toda a extensão da via. Daniela começou o show dizendo que se considera "soteropaulistana" e que ama a cidade. 

Com a Paulista aberta neste domingo, a primeira música cantada por Daniela foi "O Canto da Cidade", que virou marca da ocupação dos espaços públicos de São Paulo. Foi ovacionada pelo público. Daniela também ressaltou que "o povo precisa se juntar e se conscientizar neste ano eleitoral" e cantou o lançamento do ano passado, "Samba Presidente". Era aplaudida e acompanhada em coro pela plateia.

A cantora continuou a apresentação debaixo de uma garoa fina, protegida por um guarda-chuva com as cores do arco-íris. Em cima do trio estava sua mulher, a jornalista Malu Verçosa. 

Ana Paula dos Santos, de 25 anos, acompanhou o pré, o carnaval e o pós e não quis perder Daniela. "O Pipoca da Rainha é uma tradição em São Paulo. Nosso carnaval está crescendo e cada vez melhor. Ainda não é como Salvador, mas chegamos lá."

A Secretaria das Prefeituras Regionais estimou neste domingo que 12 milhões de pessoas tenham participado do carnaval paulistano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A cantora Daniela Mercury é uma das principais atrações nos blocos de SP (Foto: SECOM Salvador)

Cidade

A programação para o carnaval de rua na capital paulista traz, neste final de semana, 97 blocos oficiais (57 no sábado e 40 no domingo), segundo a prefeitura. Entre as principais atrações estão as cantoras Daniela Mercury, Cláudia Leitte, Gilmelândia e a Banda Falamansa.

No sábado, o ritmo de axé de Cláudia Leitte arrasta uma multidão estimada em 100 mil pessoas na Avenida 23 de Maio, a partir do meio-dia, da altura do Viaduto Santa Generosa até o Viaduto Pedroso. O uso da 23 de Maio para o circuito de carnaval é novidade neste ano, tendo reunido, entre domingo (11) e terça-feira (13), 2,6 milhões de pessoas em sete desfiles apenas nesta via.

No mesmo local, terá o Navio Pirata do Baiana System, trio elétrico que se apresenta pela primeira vez fora de Salvador, às 13h. O grupo usa a guitarra baiana na mistura de ritmos de afro-latinos como frevo, samba-reggae, pagode, groove arrastado, ijexá, kuduro, bass music e cumbia. São esperados até 50 mil foliões.

Em Pinheiros, bairro que concentra grande número de blocos, a Banda Falamansa leva o rastapé para um público estimado em 100 mil pessoas na Avenida Faria Lima, às 14h. O Bloco vai tocar os maiores sucessos do grupo, além de frevo e xote. No Largo da Batata, está programado o Bloco Xuca Feita, que tocará música POP e brasilidades, com blocos do Apego, DRE, Kaia na Gandaia, Se Joga, Desliga e Vem, Medpholia e Te Amo, Mas Só Como Amigo.

Domingo é dia do Bloco Pipoca da Rainha, com a cantora Daniela Mercury, que se apresenta na Rua da Consolação às 15h. A expectativa de público é 100 mil pessoas. Na Faria Lima, a cantora Gilmelândia anima o Bloco Se Te Pego, Não Te Largo às 14h. A Orquestra Voadora levará a fanfarra com mistura de ritmos como rock, funk, pop, jazz, frevo, samba e maracatu para a Praça da Republica, no centro. O coletivo de artistas deve atrair até 50 mil foliões.

Balanço

Desde o pré-carnaval, cerca de 9 milhões de pessoas se divertiram nos 387 blocos de rua de São Paulo. Apenas entre sábado (10) e terça-feira (13), o público foi estimado em 5,1 milhões de pessoas. Segundo pesquisa encomendada pela prefeitura, 35,3% dos foliões participaram, este ano, do carnaval paulistano pela primeira vez.

A organização dos eventos estava melhor do que no ano passado para 70% dos entrevistados. Aproximadamente 34% dos foliões eram de fora da capital paulista, um aumento de 66% em relação ao ano passado. Do total, 88,6% afirmaram que a prefeitura deve continuar apoiando o carnaval de rua da cidade.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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