Ex-volante recordou que mais de 25% dos jogadores convocados por Felipão em 2002 estavam na decisão do Paulistão de 99 (Foto:Reprodução/Facebook)

Futebol

Corinthians e Palmeiras voltam a se enfrentar em uma final de Campeonato Paulista após 19 anos. A última vez em que a decisão do Estadual contou com um Derby foi em 1999, com duas partidas disputadas no Morumbi. Na ocasião, o Timão levou a melhor e se sagrou campeão.

Além do título alvinegro, aquela final remete às embaixadinhas do atacante Edilson. O Corinthians venceu o primeiro jogo por 3 a 0 e empatava a segunda partida em 2 a 2, quando o então camisa 10 corintiano provocou os palmeirenses, dando início a uma confusão generalizada.

Para o ex-volante alvinegro Vampeta, que atuou naquela decisão e atualmente comenta jogos pela Rádio Jovem Pan, os dois times não devem protagonizar cenas parecidas neste ano. O primeiro duelo será disputado neste sábado, às 16h30, em Itaquera.  A volta acontecerá no dia 8 de abril (domingo), às 16h, no Alliianz Parque.

“Em termos de clima quente e tensão para ter confusão, [não há em 2018] jamais. Claro que sempre tem cobrança. Em 99, estávamos em uma sequência. Jogamos pelas quartas de final da Libertadores e decidimos o Paulista em poucas semanas. Aí voltamos a nos enfrentar em 2000 na semifinal da Libertadores”, relembrou Vampeta.

Ele ainda afirmou que estes jogos consecutivos acirraram a rivalidade. “No Paulista de 99, houve aquela confusão do Edilson, por parte das duas equipes, mas hoje acho que não vai ter esta confusão porque não há motivo. Naquela época houve motivo. Tinha muita rivalidade, briga. Não que isso não tenha hoje, mas a gente vivia enfrentando o Palmeiras direto nas competições estaduais, Campeonato Brasileiro e Libertadores. Então o bicho pegava sempre. Mas não vejo esta rivalidade para ter confusão não”, opinou. 

Vale ressaltar que depois de eliminar o Corinthians da Libertadores em 99, fato que se repetiria em 2000, os jogadores do Palmeiras entraram na finalíssima com os cabelos pintados de verde, atitude que à época foi encarada como uma provocação pelos corintianos.

Copa do Mundo

Vampeta também recordou que seis jogadores presentes na final de 99 foram convocados por Felipão para a Copa de 2002. O técnico, inclusive, também estava presente na decisão do Estadual como comandante do Verdão. “Pelo Palmeiras, Marcos, Júnior e Roque Júnior. Pelo Corinthians, eu, Ricardinho e Edílson. Ou seja, dos 23 convocados, seis jogadores estavam nesta partida”, pontuou.  Isto significa que mais de 25% dos jogadores presentes na convocação de Felipão para o Mundial disputaram aqueles clássicos há 19 anos.

O ex-volante corintiano acredita que Tite esteja de olho em alguns atletas que vão jogar estes dois clássicos pelo Paulistão 2018. “É um grande clássico. É a oportunidade deles. Acredito em dois grandes jogos, tanto na Arena Corinthians como no Allianz Parque”, avaliou. Na última lista do treinador da Seleção, apenas Fagner, entre todos os atletas de Corinthians e Palmeiras, esteve presente.

 

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Roger elogiou Miguel Borja, que fez 9 gols em 13 partidas nesta temporada (Foto: Reprodução/ Facebook)

Esporte

Desafiado pela maratona de jogos importantes, o técnico Roger Machado aparentou serenidade na coletiva de imprensa após a vitória sobre o Alianza Lima (PER) por 2 a 0, no Allianz Parque, na segunda partida do Verdão pela Libertadores da América, nesta terça-feira, 3. O treinador destacou a qualidade do elenco e a evolução de Borja.

“Conseguimos um gol logo cedo em uma jogada de bola parada. Nós tínhamos identificado uma pequena ausência de jogadores na primeira trave e poderíamos levar vantagem. O segundo tempo foi mais controlado, conseguimos fazer um gol com o Miguel [Borja], que vive um grande momento. Conseguimos confirmar essa vitória que nos dá a vantagem e, a partir de agora, pensaremos no clássico”, afirmou Roger.

O Palmeiras obteve as melhores chances da partida, abrindo as etapas com gol e controlando a partida, inclusive deixando a bola no pé do time peruano por mais tempo na segunda etapa, quando a partida já estava praticamente definida, com gols de Thiago Martins e Borja.

Quem não escondeu felicidade foi o meio-campo Moisés, que não jogava por 90 minutos desde novembro de 2017, quando atuou contra o Flamengo no Brasileirão. “Todos sabem que tive uma lesão complicada no começo do ano passado. Então tivemos que ir progredindo aos poucos. Mas, graças a Deus, agora me sinto recuperado e sei que posso ajudar o time, o que é o mais importante”, disse o camisa dez, que foi fundamental na campanha do Palmeiras campeão brasileiro de 2016.

Nesta terça, o meia completou 70 jogos com a camisa alviverde com números  positivos: 42 vitórias, 12 empates, 16 derrotas e 8 gols marcados. Ele ainda aproveitou para falar da importância da final do Campeonato Paulista, que acontecerá no próximo domingo, às 16h, no Allianz Parque. 

“Normalmente, depois de uma decisão, você se desconcentra no jogo seguinte. Não deixamos isso acontecer”, declarou. E completou: “Será um grande jogo com duas camisas pesadas. Agora não tem como pensar em Libertadores de novo. Vamos descansar para fazer uma boa partid no domingo, contra o Corinthians”, concluiu. 

Palmeiras ignora PM e marca treino aberto

O presidente Maurício Galiotte confirmou, na mesma noite da vitória do Palmeiras sobre o Alianza, que Roger Machado comandará o treino de sábado com portões abertos, apesar do veto da Polícia Militar. O treino vai acontecer às 10h, no mesmo horário da preparação do Corinthians. O time alvinegro também vai realizar uma atividade com presença da torcida, em seu estádio, em Itaquera.  

Apesar da admiração por parte dos finalistas, Tite não vai à Arena Corinthians e ao Allianz Parque (Foto: Reprodução Facebook)

Esporte

Fábio Carille e Roger Machado têm mais coisas em comum do que fazer parte de uma nova geração de treinadores com futuro promissor e o sonho de conquistar o Campeonato Paulista deste ano. Ambos devem aos ensinamentos de Tite muito do que são atualmente.

Tanto o comandante do Corinthians como o do Palmeiras admitem com orgulho que se espelham no treinador da seleção brasileira. Apesar de eles terem trabalhado com dezenas de outros técnicos, Tite é quem parece ter ensinado mais a dupla. Um reflexo do "legado" deixado pelo comandante da seleção é a organização tática de ambos, que gostam de ter um time mais sólido na defesa

Carille foi auxiliar de Tite no Corinthians e conviver com ele no dia a dia fez com que pegasse até alguns vícios e métodos de trabalho. O atual treinador corintiano muitas vezes dá declarações parecidas com as de seu "professor".

O corintiano não é de fazer mistério em escalação e gosta de comandar "treinos fantasmas" - ensaiar a formação titular sem time reserva. "Sou muito parecido com o Tite no lado emocional e mais tranquilo também. É uma pessoa que respeito muito", disse Carille.

A relação de Roger com Tite teve início nos tempos que ele era lateral-esquerdo no Grêmio. O treinador já percebia sua personalidade para ser técnico tanto que, ainda na época de jogador, lhe deu um disquete com um programa de tática para montar treinamentos 3D. O presente é utilizado como um troféu pelo palmeirense até hoje.

"Gostava de ver a forma como o Tite trabalhava e projetava que, se um dia eu virasse treinador, teria aquelas características em meu trabalho", explicou o treinador do Palmeiras. 

O professor Tite tem tanta confiança e orgulho em seu aluno Roger que o indicou para substituí-lo no Corinthians, em 2015, e deu boas referências ao Palmeiras quando o time alviverde decidiu contratá-lo, no fim do ano passado.

Uma outra característica absorvida do trabalho de Tite e utilizada por Carille e Roger é explorar ao máximo a parte tática nos treinamentos. Raramente há atividades recreativas como rachão. Em vez disso, preferem explorar as fragilidades de cada setor da equipe nos treinos e não têm o menor pudor em poupar seus principais atletas em caso de desgaste.

Eles também têm um relacionamento com os jogadores quase de pai para filho. Dão bronca quando necessário e passam a mão na cabeça nos momentos mais complicados. Assim, Tite ganha fãs por onde passa. Já Roger e Carille caminham para isso.

Em paz

Tite não deve ir no sábado, 31, à Arena Corinthians nem ao Allianz Parque no domingo, 08, mas deverá assistir aos jogos pela TV, segundo pessoas próximas a ele. 

Os alunos também mostram sintonia. Na quinta-feira, Carille e Roger foram até a sede da Federação Paulista de Futebol para uma reunião sobre a final do Estadual e mostraram simpatia e cordialidade recíproca. Eles ficaram cerca de 30 minutos conversando e depois foram embora juntos, com o treinador corintiano dando carona ao palmeirense.

Meia é o líder de assistências do Paulistão, com seis passes para gol (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

O Palmeiras venceu o Corinthians por 1 a 0, neste sábado, na arena em Itaquera, com um gol de Borja aos 6 minutos do primeiro tempo, em jogo válido pela final do Campeonato Paulista. Após sair na frente do rival logo no início da partida, o Verdão conseguiu se defender bem e controlou o Derby, dando pouco espaços aos mandantes.

Parte da eficiência defensiva alviverde pode ser creditada ao meia Lucas Lima, que não deixou os volantes corintianos jogarem com liberdade. Para o camisa 20 palmeirense, o seu esforço valeu a pena.

 “O professor [técnico Roger Machado] me colocou para tentar anular a saída deles, com o Maycon. Acho que deu certo fazer o sacrifício. A equipe está de parabéns. Lutamos até o final. Foi um grande resultado. Não ganhamos nada, tem outro jogo em casa ainda. Vamos manter os pés no chão para decidir com muita força”, disse o meio-campista, que é o líder de assistências do Estadual.

Outro que exaltou a atuação do Palmeiras foi o atacante Willian. “Fizemos um baita jogo, de disposição, de garra. Sabemos do histórico do clássico, do que significa um Palmeiras e Corinthians. É um momento especial para nós, podemos deixar nossos nomes na história do clube. Entramos com este pensamento. Fomos merecedores, conseguimos marcar bem e criar oportunidades de gol”, avaliou.

Antes da finalíssima, que será disputada no domingo, 8, às 16h, no estádio palmeirense, o Verdão tem compromisso pela Libertadores. A equipe de Roger Machado recebe o Alianza Lima, também no Allianz Parque, nesta terça-feira, às 21h30.

 

Promessa corintiana é uma das apostas do Corinthians para reverter vantagem palmeirense (Foto: Bruno Riganti/FRAMEPHOTO/AE)

Futebol

Sem poder contar com Clayson, o técnico Fábio Carille tem três substitutos para escalar no Corinthians para o segundo jogo da decisão do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, no próximo domingo, às 16h, no Allianz Parque. Jadson, Romero e Pedrinho disputam a vaga.

Se o treinador decidir manter o esquema tático, Pedrinho é quem melhor se encaixa na vaga, pois é driblador como Clayson. Carille disse, após a derrota por 1 a 0, neste sábado, na Arena Corinthians, que iria montar um time ofensivo para o novo encontro na arena palmeirense.

Em uma formação mais experiente e técnica, Jadson ganha força. Já Romero também joga pelas pontas e consegue marcar mais, mas não tem a mesma habilidade que o jovem atacante.

TJD-SP deve analisar confusão do clássico 

O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) estuda analisar, nesta terça-feira, a confusão do primeiro tempo entre Corinthians e Palmeiras no Paulistão, de acordo com o presidente do órgão, o delegado Antônio Olim. Além das expulsões de Felipe Melo e Clayson pela troca de agressões, o árbitro Leandro Bizzio relatou outras duas situações.

A torcida corintiana tentou acertar um copo plástico em Felipe Melo e ocorreu um empurra-empurra entre o corintiano Lucca e Robert Lampert, auxiliar-técnico do Palmeiras. O TJD deve avaliar ainda se o goleiro Jailson, que joga por efeito suspensivo obtido pelo clube, pode perder a final por ter cumprido o afastamento de apenas dois de três jogos.

Goleiro foi expulso após pênalti polêmico em Derby (Foto:Reprodução/Facebook)

Futebol

O presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), delegado Antonio Olim, prometeu, nesta segunda, 26, que vai convocar o goleiro Jailson e o diretor de futebol Alexandre Mattos, ambos do Palmeiras, para darem explicações sobre as críticas feitas contra a arbitragem na derrota por 2 a 0 para o Corinthians, pelo estadual. Os dois atacaram a atuação do árbitro Raphael Claus.

Indignados com o pênalti e a expulsão, Mattos, Dudu (não foi convocado) e o goleiro Jailson reclamaração da arbitragem, dizendo que foram garfados e que é muito difícil jogar na Arena Corinthians.Claus foi eleito o melhor árbitro do Campeonato Brasileiro 2017, pela CBF - quando o alvinegro foi campeão.

“Ele [Jailson] vai ser chamado para dar explicações sobre o que falou. Não interessa se ele estava no calor do jogo, falou demais. Mandei chamar também o diretor de futebol do Palmeiras”, disse Antonio Olim à rádio Jovem Pan. Jailson reclamou de ter sido expulso. “Passaram a mão na gente de novo aqui dentro". O caso deve ter desdobramento na tarde desta terça-feira, 27.

Manifestação é contra a reforma da previdência que tramita na Câmara (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Cidade

Professores da rede municipal de ensino de São Paulo protestaram na tarde desta quarta-feira, 14, na Câmara dos Vereadores contra a reforma da Previdência municipal (Sampaprev). Alguns deles conseguiram entrar na Câmara para acompanhar e pressionar os vereadores durante a audiência de votação do projeto. Houve confusão com violenta reação dos agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que, a cacetetes, agrediram os docentes. Ao menos uma professora foi ferida e foi carregada com sangramento na cabeça. Nas imagens do vídeo abaixo é possível acompanhar o momento em que este fato aconteceu. 

Entenda o caso

Docentes realizam uma paralisação desde quinta-feira, 8, contra a reforma da previdência dos servidores públicos (Sampaprev). O texto tramita na Câmara e prevê que todos os servidores passem a contribuir com, no mínimo,14%. Atualmente a alíquota é de 11%. Nesta terça-feira, 14, segundo números divulgados pela TV Globo, mais de 90% das unidades de ensino municipais ficaram fechadas. 

Na semana passada, os servidores fizeram uma manifestação em frente à Prefeitura.“Não será aceita a redução de salários, nem o desconto de até 19% nos salários. Hoje, um agente de apoio recebe apenas R$ 755 de salário-base, ou seja, menos do que um salário mínimo”, afirmou o sindicato, na ocasião, em nota publicada no site da instituição.

Em nota, a Secretaria de Educação disse, na última quinta, que as aulas serão repostas. 

 

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Alckmin é o candidato que mais tem batido na polarização (Foto: José Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

A polarização da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, indicada pelas recentes pesquisas de intenção de voto Ibope e Datafolha, tem feito adversários subirem o tom contra os candidatos que lideram a corrida em seus programas de TV e rádio. Nos programas que foram ao ar nesta quinta-feira, 20, os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) fizeram ataques diretos a Bolsonaro e Haddad. "De um lado, a turma de vermelho, que quer o fim da Lava Jato para encobrir o maior caso de corrupção da história; do outro, a turma do preconceito, da intolerância e do ódio a tudo e todos", diz o tucano no programa. Alckmin ainda disse que o Brasil já elegeu "um poste vermelho", em referência a Dilma Rousseff (PT), sucessora indicada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que não pode entrar "de novo em uma aventura, de um candidato que se diz o novo", em referência a Fernando Collor (hoje no PTC, que foi presidente pelo PRN). Já Meirelles apostou no discurso de que o Brasil precisa de um governo que imponha confiança. Com recortes de jornais em que mostra notícias relacionadas a Bolsonaro e ao PT, disse que ninguém confia em gente "desequilibrada" ou "corrupta". "Confiança é a chave que abre todas as portas", diz Meirelles. "Quando você pede uma indicação para cuidar dos seus filhos, você pergunta se a pessoa é de confiança. A mesma coisa acontece com o País. As empresas precisam confiar no governo para fazer investimentos, criar empregos. Ou você acha que vão confiar num governo de alguém despreparado, desequilibrado ou corrupto? Claro que não." Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) mostrou seu currículo e da proposta de limpar o nome de pessoas negativadas no SPC e Serasa. Atual quinta colocada nos levantamentos, Marina Silva (Rede) falou sobre fazer investimentos na saúde e na educação, ao lado de seu vice Eduardo Jorge (PV).

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Há exatos 13 dias Jair Bolsonaro foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas, apesar de um susto aqui e outro ali, o presidenciável está bem ativo, como demonstram os boletins médicos e sua assídua presença nas redes sociais. Ontem, o candidato do PSL agiu rápido e buscou contornar uma declaração de Paulo Guedes, seu conselheiro econômico e nome escolhido para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do ex-militar. Guedes propôs a criação de um tipo de CPMF, a partir da qual o cidadão pagaria uma taxa sobre qualquer movimentação bancária, que seria destinada ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, via Twitter, Bolsonaro destacou que sua equipe “trabalha para a redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos”. O posicionamento do candidato vai ao encontro do que pede a sociedade brasileira, que sente o peso de viver no país com a maior carga tributária de toda a América Latina e Caribe. Em 2016, por exemplo, tudo que as três esferas de governo arrecadaram equivaleram a 32,38% do PIB, depois de subir por dois anos consecutivos. Mas, de fato, o novo presidente terá de encarar a questão fiscal do País, que todos comentam, mas que ninguém até agora conseguiu resolver. E o sucessor de Temer não estará imune a isso, pois herdará uma casa desorganizada. Portanto, a ele caberá construir acordos visando a, entre outras coisas, alcançar a estabilidade fiscal. Aumentar impostos pode ser um caminho necessário e o mais fácil. No entanto, não será possível fechar os olhos a temas espinhosos, como previdência, funcionalismo, salário mínimo e, claro, reforma tributária, que certamente, fazem parte da solução.

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião

Em muitas eleições há o candidato ideal e o útil. E, nesta, muitos apostam que, no final, o eleitor que ainda não tem o voto consolidado ou que teme um segundo turno polarizado entre PT e Jair Bolsonaro abra mão da paixão, ideologia, apreço ou preferência por determinado candidato (que não tem chance de vencer) e faça uma escolha estratégica e tática na tentativa de evitar a vitória daquele a quem rejeita. Ciro Gomes disse abrir mão desta possibilidade. Segundo ele, “voto útil é insulto à experiência popular”, e disse querer ser eleito por aqueles que o consideram uma saída para o Brasil e não por quem “não queria votar em outro”. Mas esse não é pensamento do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta atrair o eleitorado de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e também de Marina Silva (Rede), ao mesmo tempo que faz um chamamento ao voto anti-PT e fustiga a candidatura de Bolsonaro. “A nossa percepção é que Haddad vai para o segundo turno. Já o voto em Bolsonaro não está cristalizado”, disse João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin, aparentemente alheio às pesquisas, que mostram que os eleitores de Bolsonaro são os mais convictos. Cerca de 70% deles dizem que não mudará sua decisão ou que a escolha é “firme”, segundo o penúltimo Ibope (11 de setembro), número levemente superior ao de Haddad. Mas a estratégia de atacar pesadamente o ex-capitão do Exército e líder nas pesquisas não é consenso nem entre aqueles que conduzem a campanha de Alckmin. Uma ala da coligação quer que os ataques mirem apenas o PT, e não no candidato do PSL. E mesmo Marina briga por seu lugar ao sol. Depois de perder terreno, a acreana vem se colocando como aquela capaz de fazer um governo de transição, com duração de apenas quatro anos e sem direito a reeleição. Se estes discursos vão funcionar é o que se verá nos próximos dias. O certo é que ainda existe um amplo segmento insatisfeito com mais uma eleição marcada pela radicalização e polarização, que sonha com um nome de consenso e capaz de trazer normalidade ao País. Isso seria bastante útil, mas, aparentemente, está cada vez mais difícil.

Candidatos com ideias opostas crescem em pesquisa (Fotos: Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Paulo Lopes/AE)

Nacional

O crescimento de Fernando Haddad (PT) na semana que foi oficializado como candidato do PT à Presidência aumentou as chances de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e o petista, afirma a diretora executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari. Na pesquisa divulgada pelo instituto nesta noite de terça-feira, 18, Haddad cresceu 11 pontos em relação ao levantamento apresentado no último dia 11, indo de 8% para 19% das intenções de voto e se isolando em segundo lugar. Bolsonaro continua liderando o cenário, com 28% - ele tinha 26% há uma semana. "Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários", disse Marcia Cavallari ao Estadão/Broadcast Político. No cenário em que os dois se enfrentam na segunda etapa da eleição, há um empate: 40% a 40%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 16 a 18 de setembro em 177 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.
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