Jaílson comemora gol marcado nos acréscimos (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Futebol

Sem a mesma facilidade do primeiro jogo contra o Monagas, em casa, o Grêmio voltou a derrotar o time venezuelano, desta vez por 2 a 1 na noite desta terça-feira, na cidade de Maturín. O triunfo garantiu a classificação da equipe gaúcha às oitavas de final da Copa Libertadores e manteve o time ao topo do Grupo A.

Com sua defesa titular, mas seu meio-campo e ataque reservas, o time de Renato Gaúcho chegou aos 11 pontos e se manteve à frente do Cerro Porteño, que é o segundo colocado, com dez. O Defensor Sporting é o terceiro, com quatro, e o Monagas, sem mais chances de classificação, tem três.

O Grêmio entrou em campo nesta terça precisando apenas de um empate para se classificar porque, mais cedo, o Cerro vencera o Defensor por 1 a 0. Com estes resultados, os dois classificados da chave já estão definidos, restando definir o primeiro colocado na última rodada, o que dá vantagem no mata-mata.



Para o duelo desta noite, Renato Gaúcho decidiu poupar quase todo o setor ofensivo do seu time. Somente Ramiro esteve em campo, após cumprir suspensão no Gre-Nal do fim de semana. Confiante, o treinador apostava na goleada de 4 a 0 do jogo contra o Monagas, em Porto Alegre, para vencer nesta terça sem precisar da força máxima.

O JOGO - Com uma equipe mista, o Grêmio sofreu no primeiro tempo mais com as limitações do gramado do que com a falta de entrosamento no setor ofensivo. O campo irregular, onde a bola parecia quicar em alguns momentos, prejudicou o conhecido toque de bola gremista, que suava para furar as linhas defensivas do time venezuelano.

Apesar disso, o time brasileiro criou boas oportunidades. Na primeira, e melhor delas na etapa inicial, Madson cruzou da direita e Alisson encheu o pé e mandou longe do gol, logo aos seis minutos de jogo. Logo em seguida o meia-atacante sentiu dores musculares e deu lugar a Maicosuel em campo.

Thonny Anderson, que encabeçava o ataque gremista, também perdeu boa chance aos 25, ao arriscar chute rasteiro e cruzado da esquerda, perto do pé da trave esquerda do goleiro Baroja. A chance não foi tão clara quanto à cobrança de falta de Cícero, que acertou a trave, aos 32. No rebote, Maicosuel mandou longe.

O Monagas só levou perigo nos instantes finais da etapa. Aos 44, Romero deu belo drible em Kannemann dentro da área e acertou forte chute. Marcelo Grohe, contudo, fez linda defesa e deu tranquilidade ao Grêmio.

O segundo tempo começou morno. Com sua zaga titular, o Grêmio praticamente não sofria ameaças. Por outro lado, criava pouco no ataque. O jogo, então, passou a se concentrar no meio-campo, sem maiores chances de gols.

O Grêmio só conseguiu ameaçar o gol de Baroja na etapa final a partir dos 19 minutos. Foi quando Cícero acertou chute colocado de fora da área e o goleiro precisou espalmar para evitar o gol. Na sequência, aos 23, Ramiro tentou chute rasteiro de fora da área e viu a bola atravessar toda a área e morrer no canto direito de Baroja.

Após o gol, o Monagas partiu para o ataque na base do desespero. E quase arrancou o empate. Aos 35, Marcelo Grohe precisou novamente mostrar serviço. À queima-roupa, defendeu chute de Cádiz, quase da marca do pênalti.

Quando o placar parecia definido, dois lances inesperados movimentaram o jogo. Aos 46, Luís González fez cruzamento despretensioso da esquerda e Kannemann, mesmo sem maiores ameaças dentro da área, desviou contra as próprias redes.

Apenas dois minutos depois, Cícero sofreu falta dentro da área. O árbitro confirmou a penalidade e Jailson bateu no canto para confirmar a vitória dos brasileiros, aos 51 minutos do segundo tempo.

O Grêmio encerrará sua participação na fase de grupos da Libertadores contra o Defensor Sporting na quarta-feira da próxima semana, dia 23, em casa. O Monagas, já eliminado, visitará o Cerro Porteño no mesmo dia, no Paraguai.


FICHA TÉCNICA:

MONAGAS 1 x 2 GRÊMIO

MONAGAS - Alain Baroja; Ismael Romero, Lucas Trejo, Roberto Chacón (Palácios) e Óscar González; Javier García, Agnel Flores e Carlos Suárez; Luis González, Jhonder Cádiz e Christian Flores (Reyes). Técnico: Jhonny Ferreira.

GRÊMIO - Marcelo Grohe; Madson (Lima), Pedro Geromel, Kannemann e Cortez; Michel, Jailson, Ramiro, Cícero e Alisson (Maicosuel); Thonny Anderson (Thaciano). Técnico: Renato Gaúcho.

GOLS - Ramiro, aos 23, Kannemann (contra), aos 46, e Jailson (pênalti), aos 51 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Madson, Javier García, Óscar González, Christian Flores.

ÁRBITRO - Fernando Rapallini (Fifa/Argentina).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Monumental, em Maturín (Venezuela).

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O Utah Jazz derrotou o Los Angeles Lakers na noite de domingo por 112 a 97, fora de casa, e garantiu vaga nos playoffs da NBA. A equipe é a quarta da Conferência Oeste a confirmar um lugar na fase mata-mata da competição.

Os três primeiros colocados, Houston Rockets, Golden State Warriors e Portland Trail Blazers, respectivamente, também já estavam classificados. Agora, restam cinco equipes brigando por quatro vagas para os playoffs.

A importante vitória no domingo veio graças à grande atuação de Donovan Mitchell, que marcou 28 pontos, pegou nove rebotes e deu oito assistências. Joe Ingles também fez um bom jogo com 22 pontos e dez assistências. Jae Crowder marcou 18.

No Lakers, os destaques foram Josh Hart, com 25 pontos, e Julius Randle, com 17 pontos e sete rebotes. As boas atuações, no entanto, não foram capazes de evitar a sexta derrota em oito jogos da equipe de Los Angeles.

WARRIORS VENCE LANTERNA - Também na noite de domingo, o Golden State Warriors venceu o lanterna Phoenix Suns por 117 a 100, fora de casa, e colocou fim à sequência de duas derrotas seguidas. O resultado confirmou o time da casa como a pior campanha da competição.

O destaque do jogo foi Klay Thompson, que marcou 34 pontos. Kevin Durant terminou com 17 pontos e nove assistências, e Green fez 14. Mais uma vez, o Warriors atuou desfalcado de Stephen Curry, que se recupera de uma lesão no joelho esquerdo e já foi vetado pelo técnico Steve Kerr da primeira rodada dos playoffs.

No Suns, quem mais pontuou foi Danuel House, com 22. Alex Len conseguiu um "double-double" com 16 pontos e 10 rebotes. A equipe, no entanto, faz uma temporada para ser esquecida, pois ocupa a última colocação da Conferência Oeste com 20 vitórias e 61 derrotas.

SIXERS NO EMBALO - O Philadelphia 76ers derrotou o Dallas Mavericks por 109 a 97, em casa, e alcançou a 14ª vitória consecutiva na temporada. A boa sequência igualou o recorde da temporada 1982/1983.

Mais uma vez o destaque da equipe anfitriã foi o calouro Ben Simmons, que fechou o jogo com 16 pontos, 7 rebotes e 9 assistências. JJ Redick marcou 18 pontos e Robert Covington conseguiu um "double-double" com 15 pontos e dez rebotes.

O resultado manteve o 76ers em terceiro lugar na Conferência Leste, com 50 vitórias e 30 derrotas. O Mavericks é o 13º colocado do lado Oeste, com 24 vitórias e 57 derrotas, já sem chances de ir aos playoffs.

Confira os resultados deste domingo:

Charlotte Hornets 117 x 123 Indiana Pacers
Philadelphia 76ers 109 x 97 Dallas Mavericks
Boston Celtics 106 x 112 Atlanta Hawks
Memphis Grizzlies 117 x 130 Detroit Pistons
Toronto Raptors 112 x 101 Orlando Magic
Los Angeles Lakers 97 x 112 Utah Jazz
Phoenix Suns 100 x 117 Golden State Warriors

Confira os jogos desta segunda-feira:

Detroit Pistons x Toronto Raptors
Brooklyn Nets x Chicago Bulls
Miami Heat x Oklahoma City Thunder
New York Knicks x Cleveland Cavaliers
Milwaukee Bucks x Orlando Magic
Minnesota Timberwolves x Memphis Grizzlies
San Antonio Spurs x Sacramento Kings
Denver Nuggets x Portland Trail Blazers
Los Angeles Clippers x New Orleans Pelicans

Antes de correr, é recomendado passar por exames médicos (Foto: Divulgação)

Saúde

Na hora de escolher qual exercício praticar, a maioria das pessoas se baseia nos níveis de queima de calorias, visando à eliminação dos indesejáveis quilinhos extras. Para esse objetivo, corrida e spinning (conhecido também como pedalada indoor) são ótimas opções.

Atividades aeróbicas rítmicas envolvem grande volume muscular. Segundo os cálculos gerais do American College of Sports Medicine, uma pessoa de 80 quilos queima cerca de mil calorias em uma hora de corrida. Já pedalando em uma velocidade constante de 18 a 25 km/h queima cerca de 850 calorias. “É claro que os dados são relativos. Apesar de existir um valor médio para a perda de peso, a intensidade é fator determinante”, comenta a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Entretanto, a corrida apresenta alguns aspectos negativos, pois oferece mais riscos de lesões que podem se tornar crônicas, principalmente no joelho, quadril e tornozelo. Já o spinning é mais suave por ser de baixo impacto, traz enormes benefícios ao sistema cardiovascular e ajuda a fortalecer pernas e coxas. Para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista. A melhor atividade será aquela que a pessoa mais gosta e o recomendado pelo médico após avaliação. E, se liberado pelo especialista, pode, inclusive, associar as duas modalidades.  

Alunos que praticam esporte rendem 20% a mais que os que não praticam nenhum esporte (Foto: Divulgação)

Saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois (EUA) mostrou que os estudantes que praticam esportes regularmente têm um rendimento escolar 20% maior do que os outros alunos.

Os exercícios físicos ajudam a aumentar a concentração, fixando melhor o conteúdo estudado. Além disso, o esporte colabora para o convívio social, autoestima, pré-disposição, diminui a ansiedade, melhora a memória e as noites de sono.

Segundo Fabrício Cortezi, coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, cada aluno tem o seu próprio rendimento e intercalar os estudos com o esporte pode proporcionar maior disposição. “O legal do esporte é poder se despir da mente e exercitar o corpo, assim se tem mais disposição para estudar depois”, afirmou.

Algumas sugestões são: futebol, vôlei, handball, musculação, basquete, natação e corrida ao ar livre. Todos eles podem ser praticados por homens e mulheres gratuitamente, em parques públicos. É importante verificar o condicionamento com um especialista antes de iniciar uma atividade intensa.

Rodriguinho fez os gols que levaram o Corinthians às decisões de pênaltis na semi e na final do Paulistão (Foto: Reprodução/ Facebook)

Futebol

O Paulistão deste ano talvez não tenha sido o melhor campeonato de Rodriguinho, mas foi neste torneio que ele se mostrou mais importante e deixou de ser coadjuvante no Corinthians. O meia assumiu a responsabilidade de ser o cérebro da equipe e, além de ditar o ritmo da equipe, conseguiu marcar gols importantes na campanha do bicampeonato estadual.
Aos 47 minutos do segundo tempo contra o time do Morumbi, quando o Corinthians parecia eliminado, ele usou a cabeça para manter o time vivo na disputa na vitória por 1 a 0 na arena corintiana no confronto de volta da semifinal. No último domingo, na grande finalíssima da competição, mais uma vez ele mostrou sua estrela e, no primeiro minuto, superou Jailson.

"Fico muito feliz de estar sendo decisivo em momentos importantes do time. Divido isso com meus companheiros. Todo mundo tem seu momento de protagonista, como fiz gol hoje (domingo), o Cássio pegou pênalti, Maycon fez gol contra o Bragantino... Todo mundo teve seu momento", comentou o meia, mostrando humildade.



A mudança do esquema tático, a queda de rendimento e a lesão de Jadson foram fundamentais para que Rodriguinho pudesse brilhar no Campeonato Paulista. No ano passado, ele teve destaque, mas os aplausos foram para Jô, Jadson e Guilherme Arana. Por isso, vencer o Palmeiras fazendo gol teve um gosto especial para o meio-campista.

"Foi incrível o que conseguimos fazer aqui. Nos reerguemos rapidamente depois da derrota (no primeiro jogo). No dia seguinte, todo mundo sabia que teríamos condições de vir aqui e sair com o título. Esse grupo está de parabéns por tudo o que foi feito no torneio. Temos de seguir fortes porque virão muitas batalhas pela frente", comentou.

Neste ano, tudo mudou. A esperança de ser convocado por Tite para a seleção e a mudança no esquema tático fizeram Rodriguinho crescer em campo e sua participação se tornou fundamental para a evolução do time. Quando ele não estava bem ou era bem marcado, como aconteceu no primeiro jogo da decisão, a equipe não rendia.

"Eu, se enfrentasse o Corinthians, a primeira coisa que faria era marcar o Rodriguinho. É o jogador que faz o time rodar", disse o técnico Fábio Carille, reforçando a importância do jogador.

A possibilidade de disputar uma Copa do Mundo, algo que parecia inimaginável para o jogador até o começo do ano passado, deu uma motivação extra ao jogador, que admitiu ter ficado frustrado por não ter sido convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha, os dois últimos testes antes do anúncio oficial dos convocados para a Copa do Mundo.

Entretanto, ele não deixou isso abalá-lo e, mesmo com a decepção de aparecer longe da lista dos que vão para a Rússia, manteve o bom futebol e se tornou o alvo dos adversários, para tentar parar o Corinthians. No primeiro jogo da decisão, por exemplo, o Palmeiras fez uma marcação especial em cima dele e isso ajudou a vencer a partida por 1 a 0.

Com o título do Paulistão, Rodriguinho sobe mais um pouco de patamar e consegue mostrar que também pode ser protagonista. Sorte de Fábio Carille e, quem sabe, de Tite.

Zucatelli foi um dos demitidos pela direção da Rede TV! (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando as demissões na Rede TV!. A emissora não consegue emplacar sua programação, até porque tem a menor audiência da TV aberta em São Paulo. Toda a sua grade não chega a 1%, com uma média apenas de 0.36%, muito pouco para um canal que se apresenta como competitivo.

Entretanto, apesar da emissora não ter uma programação atrativa, promoveu na semana passada uma série de demissões, começando por Celso Zucatelli, além da limpa no seu quadro de repórteres e apresentadores. A direção não tem parâmetros  para demitir, mesmo sabendo que não possui uma grade que possa atrair os telespectadores.

Para se ter uma ideia, o Departamento Comercial da Rede TV! cobra de qualquer concessionário que queira um horário na emissora a média de R$ 65 mil a hora, um preço não compatível com a audiência que possui, aliado a uma grande diferença no mercado de São Paulo.

A Rede TV!, apesar de ser uma emissora muito bem equipada, não consegue mudar o seu desempenho, até porque tem como opção para gerar receitas a locação de horários para as igrejas evangélicas. Com uma programação sem alternativa para atrair  os telespectadores, o canal não consegue pontuar no Ibope, perdendo, às vezes, até para a TV Cultura.

Com isso, comenta-se à boca pequena que a direção da Rede TV estuda a possibilidade de a emissora virar um canal  exclusivamente de esportes a partir do próximo ano. Tanto é verdade que a Rede TV já transmite os jogos da Série B e acaba de negociar os direitos para a transmissão do Campeonato Italiano. Talvez seja esse o único caminho.

O autor Carlos Lombardi voltou a tocar novamente o projeto Mamonas Assassinas,   que deverá virar filme e série a partir do segundo semestre deste ano, na Record TV. O projeto foi engavetado, no ano passado,  por falta de acordo entre as partes. Entretanto, agora, com a liberação, a iniciativa vai caminhar.

Os Experientes, seriado que a Globo começa gravar na próxima semana, terá Stênio Garcia e Rosamaria Murtinho, com previsão de estreia em junho, a partir das 23h. As gravações vão acontecer na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. A emissora pretende investir em séries e conquistar o horário das 23h definitivamente.

A TV Cultura deve mudar a sua grade de programação nos próximos dias. A emissora quer popularizar a sua grade, mas sem deixar de manter o cunho cultural que se propõe desde a sua fundação. A ideia é ter programas musicais, como novas opções para os seus telespectadores.

Frase final: “Se o conhecimento pode criar problemas, não é por meio da ignorância que podemos solucioná-los.” (Isaac Asimov)

Instalação é feita para atletas treinarem em melhores condições (Foto: Marivaldo Oliveira/AE)

Cidade

O muro de vidro, de 2,2 quilômetros de extensão, que deverá liberar a visão para a Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na Marginal do Pinheiros, está em fase final de construção e deve ser entregue até o fim de março. Nos próximos dias, a atual mureta de concreto deverá ser demolida.


Onde hoje fica a mureta de concreto começará a ser instalada uma calçada verde, com gramado entre as pistas da Marginal, sentido Interlagos, em um trabalho de paisagismo. Haverá um recuo entre a nova mureta transparente e as faixas de rolamento. O vidro é temperado, com dez milímetros de espessura e película de proteção.


O projeto foi apresentado em junho do ano passado. Em maio, inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) havia proposto uma grade, mas foi levantado o problema de aumento de barulho e poluição do ar para os atletas que usam a raia. A solução foi a mureta de vidro, orçada em R$ 15 milhões, com custo pago por 12 empresas privadas – entre operadores de saúde e instaladores desse tipo de mureta

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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