Corinthians conquista o título na casa do rival. O 29º Paulista de sua história (Foto: Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians)

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O Corinthians se tornou campeão paulista com cara de Corinthians. O time não tremeu no Allianz Parque lotado, domou o ambiente de favoritismo do Palmeiras neste domingo e chegou ao segundo título estadual consecutivo graças à frieza e ao controle de quem venceu por 1 a 0 no tempo normal, com um gol no primeiro minuto, e confirmou a conquista nos pênaltis, com vitória por 4 a 3. 

A partida foi marcada por uma grande polêmica. No segundo tempo, o árbitro Marcelo Aparecido de Souza chegou a marcar um pênalti no palmeirense Dudu, mas voltou atrás. A ação revoltou os atletas alviverdes. O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, chegou a dizer que o Paulista foi "manchado". "Foi vergonhoso o que aconteceu. Peço para a torcida esquecer este campeonato. O Palmeiras é muito maior do que um Paulistinha. Vamos brigar por coisas maiores", disse o dirigente. 

A final teve um roteiro como a torcida corintiana gosta. Foi preciso sofrer, aguentar e ser humilde diante de um rival favorito que ganhou por 1 a 0 em Itaquera o jogo de ida. O herói nas penalidades foi Cássio, que pegou as cobranças de Dudu e Lucas Lima, enquanto Danilo, Romero, Lucca e, por fim, Maycon, confirmaram o título de um clube, que apesar de ser o defensor do título, era zebra para a finalíssima.

O reencontro entre os dois rivais em uma decisão após 19 anos foi em uma intensidade altíssima, como se fosse para compensar o longo hiato sem decisões entre os clubes no Estadual. O jogo começou tão corrido que mal a torcida havia sentado, o placar estava alterado, no primeiro minuto. Mateus Vital fez jogada individual pela esquerda, rolou para trás e Rodriguinho, com frieza, arrematou e contou o desvio em Victor Luís para fazer 1 a 0. A vantagem palmeirense no placar havia acabado.

Com tudo igual, a decisão passou a ser um desafio para os nervos No lado emocional o Corinthians estava mais forte, pois encontrou um atalho para o gol. Mateus Vital ganhava quase sempre as jogadas de Marcos Rocha, superava Antônio Carlos e chegava à linha de fundo com perigo. A resposta palmeirense quase veio aos cinco minutos. Willian teve um gol de cabeça anulado por poucos centímetros de impedimento.

O gol precoce deixou os times em estados de ânimo opostos. O Palmeiras era nervoso, sentia a angústia de precisar marcar e ao se aproximar da área, sempre tomava a decisão errada. O Corinthians estava com o jogo a seu gosto. Cômodo por gostar de ser atacado, a equipe confiava no dia brilhante de Mateus Vital e em velhas práticas para ganhar tempo e enervar o rival. Cássio, por exemplo, levou cartão amarelo ainda aos 16 minutos.

O ritual do Palmeiras no jogo era de martelar até a muralha rival ceder. Em uma rara brecha, o time finalmente conseguiu finalizar com perigo a gol, já aos 33 minutos. A escolha do técnico Roger Machado para buscar o empate foi acionar Keno para o segundo tempo. O Corinthians continuou firme à proposta de aguentar a pressão e esperar por uma oportunidade. O jogo ficou mais travado no segundo tempo, sem emoções. A torcida sentiu a dificuldade e ficou mais calada.

A maior esperança do empate veio no lance que seria estopim para o nervosismo, aos 26 minutos. Ralf dividiu com Dudu na área, tocando primeiro a bola e depois no atacante. O palmeirense caiu. O árbitro Marcelo Aparecido de Souza marcou pênalti e, após longas reclamações, voltou atrás. A partida ficou oito minutos parada, enquanto princípios de tumulto e muita discussão tomavam conta do gramado. Se o time de casa já estava nervoso, passou a ficar transtornado, assim como a torcida.

Os longos dez minutos de acréscimo seriam massacrantes para os dois lados. O primeiro viria com o Palmeiras. Thiago Santos cabeceou por cima uma oportunidade sem goleiro. O Corinthians fez a torcida alviverde prender a respiração logo depois, com uma tentativa perigosa de Sidcley. Outra polêmica colocou ainda mais pressão no clássico, por um possível toque de mão de Henrique dentro da área.

A definição ficou para os pênaltis. O nervosismo pareceu pesar contra o Palmeiras, que começou errando. Dudu parou nas mãos de Cássio e depois Lucas Lima também. Frio na hora decisiva, sendo que apenas Fagner desperdiçou uma penalidade, o Corinthians foi eficaz nas cobranças, assim como foi nos 90 minutos. Um time fatal e, é claro, campeão.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 0 (3) X 1 (4) CORINTHIANS

PALMEIRAS - Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Thiago Martins e Victor Luís; Bruno Henrique (Thiago Santos), Moisés e Lucas Lima; Willian (Keno), Dudu e Borja (Deyverson). Técnico: Roger Machado

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Balbuena, Henrique e Sidcley; Ralf, Maycon; Jadson (Emerson), Rodriguinho (Danilo), Mateus Vital (Lucca) e Romero. Técnico: Fábio Carille

GOL - Rodriguinho, a 1 minuto do primeiro tempo

ÁRBITRO - Marcelo Aparecido de Souza.

CARTÕES AMARELOS - Cássio, Romero, Dudu, Fagner, Balbuena, Moisés e Rodriguinho.

PÚBLICO - 41.227 torcedores.

RENDA - R$ 4.001.277,68.

Local: Allianz Parque, em São Paulo (SP)

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Rodriguinho fez os gols que levaram o Corinthians às decisões de pênaltis na semi e na final do Paulistão (Foto: Reprodução/ Facebook)

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O Paulistão deste ano talvez não tenha sido o melhor campeonato de Rodriguinho, mas foi neste torneio que ele se mostrou mais importante e deixou de ser coadjuvante no Corinthians. O meia assumiu a responsabilidade de ser o cérebro da equipe e, além de ditar o ritmo da equipe, conseguiu marcar gols importantes na campanha do bicampeonato estadual.
Aos 47 minutos do segundo tempo contra o time do Morumbi, quando o Corinthians parecia eliminado, ele usou a cabeça para manter o time vivo na disputa na vitória por 1 a 0 na arena corintiana no confronto de volta da semifinal. No último domingo, na grande finalíssima da competição, mais uma vez ele mostrou sua estrela e, no primeiro minuto, superou Jailson.

"Fico muito feliz de estar sendo decisivo em momentos importantes do time. Divido isso com meus companheiros. Todo mundo tem seu momento de protagonista, como fiz gol hoje (domingo), o Cássio pegou pênalti, Maycon fez gol contra o Bragantino... Todo mundo teve seu momento", comentou o meia, mostrando humildade.



A mudança do esquema tático, a queda de rendimento e a lesão de Jadson foram fundamentais para que Rodriguinho pudesse brilhar no Campeonato Paulista. No ano passado, ele teve destaque, mas os aplausos foram para Jô, Jadson e Guilherme Arana. Por isso, vencer o Palmeiras fazendo gol teve um gosto especial para o meio-campista.

"Foi incrível o que conseguimos fazer aqui. Nos reerguemos rapidamente depois da derrota (no primeiro jogo). No dia seguinte, todo mundo sabia que teríamos condições de vir aqui e sair com o título. Esse grupo está de parabéns por tudo o que foi feito no torneio. Temos de seguir fortes porque virão muitas batalhas pela frente", comentou.

Neste ano, tudo mudou. A esperança de ser convocado por Tite para a seleção e a mudança no esquema tático fizeram Rodriguinho crescer em campo e sua participação se tornou fundamental para a evolução do time. Quando ele não estava bem ou era bem marcado, como aconteceu no primeiro jogo da decisão, a equipe não rendia.

"Eu, se enfrentasse o Corinthians, a primeira coisa que faria era marcar o Rodriguinho. É o jogador que faz o time rodar", disse o técnico Fábio Carille, reforçando a importância do jogador.

A possibilidade de disputar uma Copa do Mundo, algo que parecia inimaginável para o jogador até o começo do ano passado, deu uma motivação extra ao jogador, que admitiu ter ficado frustrado por não ter sido convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha, os dois últimos testes antes do anúncio oficial dos convocados para a Copa do Mundo.

Entretanto, ele não deixou isso abalá-lo e, mesmo com a decepção de aparecer longe da lista dos que vão para a Rússia, manteve o bom futebol e se tornou o alvo dos adversários, para tentar parar o Corinthians. No primeiro jogo da decisão, por exemplo, o Palmeiras fez uma marcação especial em cima dele e isso ajudou a vencer a partida por 1 a 0.

Com o título do Paulistão, Rodriguinho sobe mais um pouco de patamar e consegue mostrar que também pode ser protagonista. Sorte de Fábio Carille e, quem sabe, de Tite.

Clube afirma que se preocupa com bem-estar dos paulistanos (Foto: Divulgação/Facebook)

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 Após “peitar” a Polícia Militar e o Ministério Público, o Corinthians recuou e remarcou o treino aberto para sexta-feira, 6, às 20h. O clube afirmou que mudou sua decisão para preservar o bem-estar dos paulistanos.

 Desta forma, o Palmeiras mantém sua atividade no sábado, 7, às 10h. As duas equipes se enfrentam neste domingo, 8, a partir das 16h, no Allianz Parque.

 Confira a nota do Corinthians:

 “O Sport Club Corinthians vem a público informar a mudança do horário do treino aberto que originalmente seria realizado no sábado (07), às 10h da manhã para sexta-feira (06), às 20h na Arena Corinthians.

A iniciativa da torcida e da direção do clube visam preservar o bem-estar de todos os paulistanos, a paz social e evitar medidas judiciais contra a agremiação. Aqueles que se sentirem prejudicados deverão procurar o clube para reaver os donativos trocados pelo ingresso.

Hoje, mais uma vez, reiteramos o significado de ser corinthiano, um torcedor que cresce na adversidade.   Aqui é sempre preciso aquele esforço a mais. Aqui, quando tudo parece perdido, a gente encontra o caminho.

E nesse caso o caminho é o de nossa casa, a Arena Corinthians, onde nos encontraremos para dar apoio ao Timão e onde fogos celebrarão o orgulho de sermos o que somos, corinthianos.”

 

Meia é o líder de assistências do Paulistão, com seis passes para gol (Foto: Reprodução/Facebook)

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O Palmeiras venceu o Corinthians por 1 a 0, neste sábado, na arena em Itaquera, com um gol de Borja aos 6 minutos do primeiro tempo, em jogo válido pela final do Campeonato Paulista. Após sair na frente do rival logo no início da partida, o Verdão conseguiu se defender bem e controlou o Derby, dando pouco espaços aos mandantes.

Parte da eficiência defensiva alviverde pode ser creditada ao meia Lucas Lima, que não deixou os volantes corintianos jogarem com liberdade. Para o camisa 20 palmeirense, o seu esforço valeu a pena.

 “O professor [técnico Roger Machado] me colocou para tentar anular a saída deles, com o Maycon. Acho que deu certo fazer o sacrifício. A equipe está de parabéns. Lutamos até o final. Foi um grande resultado. Não ganhamos nada, tem outro jogo em casa ainda. Vamos manter os pés no chão para decidir com muita força”, disse o meio-campista, que é o líder de assistências do Estadual.

Outro que exaltou a atuação do Palmeiras foi o atacante Willian. “Fizemos um baita jogo, de disposição, de garra. Sabemos do histórico do clássico, do que significa um Palmeiras e Corinthians. É um momento especial para nós, podemos deixar nossos nomes na história do clube. Entramos com este pensamento. Fomos merecedores, conseguimos marcar bem e criar oportunidades de gol”, avaliou.

Antes da finalíssima, que será disputada no domingo, 8, às 16h, no estádio palmeirense, o Verdão tem compromisso pela Libertadores. A equipe de Roger Machado recebe o Alianza Lima, também no Allianz Parque, nesta terça-feira, às 21h30.

 

Promessa corintiana é uma das apostas do Corinthians para reverter vantagem palmeirense (Foto: Bruno Riganti/FRAMEPHOTO/AE)

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Sem poder contar com Clayson, o técnico Fábio Carille tem três substitutos para escalar no Corinthians para o segundo jogo da decisão do Campeonato Paulista contra o Palmeiras, no próximo domingo, às 16h, no Allianz Parque. Jadson, Romero e Pedrinho disputam a vaga.

Se o treinador decidir manter o esquema tático, Pedrinho é quem melhor se encaixa na vaga, pois é driblador como Clayson. Carille disse, após a derrota por 1 a 0, neste sábado, na Arena Corinthians, que iria montar um time ofensivo para o novo encontro na arena palmeirense.

Em uma formação mais experiente e técnica, Jadson ganha força. Já Romero também joga pelas pontas e consegue marcar mais, mas não tem a mesma habilidade que o jovem atacante.

TJD-SP deve analisar confusão do clássico 

O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) estuda analisar, nesta terça-feira, a confusão do primeiro tempo entre Corinthians e Palmeiras no Paulistão, de acordo com o presidente do órgão, o delegado Antônio Olim. Além das expulsões de Felipe Melo e Clayson pela troca de agressões, o árbitro Leandro Bizzio relatou outras duas situações.

A torcida corintiana tentou acertar um copo plástico em Felipe Melo e ocorreu um empurra-empurra entre o corintiano Lucca e Robert Lampert, auxiliar-técnico do Palmeiras. O TJD deve avaliar ainda se o goleiro Jailson, que joga por efeito suspensivo obtido pelo clube, pode perder a final por ter cumprido o afastamento de apenas dois de três jogos.

Ex-volante recordou que mais de 25% dos jogadores convocados por Felipão em 2002 estavam na decisão do Paulistão de 99 (Foto:Reprodução/Facebook)

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Corinthians e Palmeiras voltam a se enfrentar em uma final de Campeonato Paulista após 19 anos. A última vez em que a decisão do Estadual contou com um Derby foi em 1999, com duas partidas disputadas no Morumbi. Na ocasião, o Timão levou a melhor e se sagrou campeão.

Além do título alvinegro, aquela final remete às embaixadinhas do atacante Edilson. O Corinthians venceu o primeiro jogo por 3 a 0 e empatava a segunda partida em 2 a 2, quando o então camisa 10 corintiano provocou os palmeirenses, dando início a uma confusão generalizada.

Para o ex-volante alvinegro Vampeta, que atuou naquela decisão e atualmente comenta jogos pela Rádio Jovem Pan, os dois times não devem protagonizar cenas parecidas neste ano. O primeiro duelo será disputado neste sábado, às 16h30, em Itaquera.  A volta acontecerá no dia 8 de abril (domingo), às 16h, no Alliianz Parque.

“Em termos de clima quente e tensão para ter confusão, [não há em 2018] jamais. Claro que sempre tem cobrança. Em 99, estávamos em uma sequência. Jogamos pelas quartas de final da Libertadores e decidimos o Paulista em poucas semanas. Aí voltamos a nos enfrentar em 2000 na semifinal da Libertadores”, relembrou Vampeta.

Ele ainda afirmou que estes jogos consecutivos acirraram a rivalidade. “No Paulista de 99, houve aquela confusão do Edilson, por parte das duas equipes, mas hoje acho que não vai ter esta confusão porque não há motivo. Naquela época houve motivo. Tinha muita rivalidade, briga. Não que isso não tenha hoje, mas a gente vivia enfrentando o Palmeiras direto nas competições estaduais, Campeonato Brasileiro e Libertadores. Então o bicho pegava sempre. Mas não vejo esta rivalidade para ter confusão não”, opinou. 

Vale ressaltar que depois de eliminar o Corinthians da Libertadores em 99, fato que se repetiria em 2000, os jogadores do Palmeiras entraram na finalíssima com os cabelos pintados de verde, atitude que à época foi encarada como uma provocação pelos corintianos.

Copa do Mundo

Vampeta também recordou que seis jogadores presentes na final de 99 foram convocados por Felipão para a Copa de 2002. O técnico, inclusive, também estava presente na decisão do Estadual como comandante do Verdão. “Pelo Palmeiras, Marcos, Júnior e Roque Júnior. Pelo Corinthians, eu, Ricardinho e Edílson. Ou seja, dos 23 convocados, seis jogadores estavam nesta partida”, pontuou.  Isto significa que mais de 25% dos jogadores presentes na convocação de Felipão para o Mundial disputaram aqueles clássicos há 19 anos.

O ex-volante corintiano acredita que Tite esteja de olho em alguns atletas que vão jogar estes dois clássicos pelo Paulistão 2018. “É um grande clássico. É a oportunidade deles. Acredito em dois grandes jogos, tanto na Arena Corinthians como no Allianz Parque”, avaliou. Na última lista do treinador da Seleção, apenas Fagner, entre todos os atletas de Corinthians e Palmeiras, esteve presente.

 

Palmeiras se posicionou contra a inversão de mando no Paulista (Foto: Reprodução/Facebook)

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O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, mostrou-se bastante incomodado com o fato de o Corinthians jogar duas vezes em São Paulo nos jogos de ida e volta das quartas de final do Campeonato Paulista. Para ele, tal fato é uma distorção desportiva.

Os confrontos da segunda fase da competição foram definidos nesta terça-feira, em congresso na sede da Federação Paulista. O time alvinegro jogará como visitante do Bragantino no Pacaembu no domingo e depois recebe o time do interior em casa, no Itaquerão.

"Cabe aos clubes discutirem melhor o regulamento do ano que vem. Isso depõe contra o campeonato, que é respeitado e muito sério. Trazer um jogo que seria no interior para a capital é uma distorção desportiva", criticou o mandatário alviverde.

Galiotte reconheceu que a situação poderia ter sido evitada caso os clubes tivessem barrado a possibilidade de transferência do local de jogo na discussão para definição do regulamento.

"A decisão é do Bragantino, mas não deveríamos seguir por este caminho. O Palmeiras não aprova. Falhamos ao aprovar essa possibilidade no regulamento no início do ano. Temos que repensar para o ano que vem", avaliou Galiotte.

O diretor de futebol do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, minimizou as críticas e destacou que o regulamento está sendo cumprido. "O regulamento permite. Entendemos a necessidade dos clubes do interior, assim como foi no ano passado (quando o Linense transferiu seu mando para enfrentar o São Paulo no Morumbi). É uma atitude dentro do regulamento e que vai ajudar o Bragantino."

Duilio comentou as declarações de Galiotte. "Ele colocou a posição dele, de que isso não é bom para o campeonato, mas temos que entender os clubes do interior. Isso não vai mudar o desempenho do time dele nem o resultado do campeonato."

Para o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, os clubes devem decidir se a troca de local de jogo deve continuar a valer ou não no próximo Estadual. "Quando isso aconteceu no ano passado, sentamos depois para discutir, mas é uma situação difícil. Administramos o que os clubes decidem. O assunto vai aparecer de novo. É só os clubes aprovarem essa mudança se quiserem, de vetar jogar na cidade do adversário."

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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