Uma vitória simples de 1 a 0, na Arena do Grêmio, classificará o Tricolor gaúcho (Foto: Lucas Uebel | Grêmio FBPA)

Futebol

O Grêmio lutou até o fim na noite desta terça-feira, 7, mas não conseguiu evitar a derrota por 2 a 1 para o Estudiantes, no estádio Ciudad de Quilmes, em Quilmes, pela ida das oitavas de final da Copa Libertadores. Os argentinos chegaram a abrir 2 a 0 no placar, mas o Grêmio descontou ainda no primeiro tempo, com gol do zagueiro Kannemann.

No entanto, o time brasileiro não conseguiu aproveitar a vantagem de jogar com um a mais em campo nos últimos 15 minutos da partida, em razão da expulsão de Zuqui. Os brasileiros impuseram pressão, criaram boas oportunidades de gol, mas não tiveram sucesso.

Mesmo assim, o clima não era de desânimo na saída de campo. Com o gol marcado fora de casa, o Grêmio poderá sacramentar a classificação às quartas de final com uma vitória por 1 a 0, diante de sua torcida, na partida da volta.

O novo duelo contra o Estudiantes está marcado somente para o dia 28, na Arena Grêmio. Quem se classificar vai enfrentar nas quartas de final da Libertadores o vencedor do duelo entre o Atlético Tucumán, da Argentina, e o Atlético Nacional, da Colômbia.

O JOGO

Poupando titulares nas demais competições por estar focado na Libertadores, o técnico Renato Gaúcho surpreendeu ao escalar Pepê no setor ofensivo na vaga do machucado Everton, quando a expectativa da torcida era de que ele ficaria entre Marinho e Alisson. André, Ramiro e Luan completavam o ataque.

Favorito no confronto, o time brasileiro não se intimidou com a torcida contra e tomou a iniciativa nos primeiros minutos. Mas, apesar de uma boa chance perdida por André, não chegou a assustar. Sem força no ataque, errou na defesa. E viu o Estudiantes abrir o placar aos 8 minutos, quando Apaolaza, de 21 anos, acertou belo chute de fora da área e balançou as redes.

A resposta gremista foi modesta. Aos 13, Cícero cabeceou com perigo, mas o goleiro Andujar fez a defesa com tranquilidade. Travado em suas investidas, o time gaúcho não conseguia ameaçar. O nervosismo, aumentando a cada minuto, culminou numa breve confusão envolvendo jogadores das duas equipes, sem maiores consequências para ambos.

Exibindo grande precisão em suas poucas investidas no ataque, o Estudiantes ampliou aos 37. Após cobrança de escanteio na área, Campi se antecipou à marcação na primeira trave e cabeceou para as redes. A situação só não ficou mais complicada para o atual campeão porque, aos 43, Kannemann pegou rebote do goleiro, após escanteio, e diminuiu o placar.

Depois dos sustos na etapa inicial, o Grêmio voltou mais aguerrido para o segundo tempo. Aos 3, os gaúchos já desperdiçavam grande chance de empatar. André disparou pela direita, entrou na área e bateu rente ao pé da trave.

Ainda insatisfeito com o rendimento de sua equipe, Renato Gaúcho colocou Jael e Marinho em campo. Aos 21, Cícero desperdiçou outra boa chance dos visitantes ao pegar mal na bola quase na pequena área.

A partir dos 31 minutos, o jogo passou a ser mais favorável para a equipe brasileira. Isso porque o volante Fernando Zuqui levou o segundo cartão amarelo e foi expulso de campo. Quase ao mesmo tempo, o Grêmio perdia Luan, machucado. Douglas entrou em sua posição.

E, a partir daí, o time brasileiro se mandou para o ataque na tentativa de arrancar o empate. A pressão durou até os instantes finais. Mesmo com um a mais em campo, o Grêmio não conseguiu buscar a igualdade neste jogo de ida das oitavas de final.

Confira os gols a partida




FICHA TÉCNICA

ESTUDIANTES 2 x 1 GRÊMIO

ESTUDIANTES - Mariano Andújar; Facundo Sánchez, Jonatan Schunke, Gastón Campi e Iván Erquiaga (Fabián Noguera); Fernando Zuqui, Iván Gómez e Lucas Rodríguez; Pablo Lugüercio (Lattanzio), Francisco Apaolaza e Matías Pellegrini (Cascini). Técnico: Leandro Benítez.

GRÊMIO - Marcelo Grohe; Léo Moura, Kannemann, Pedro Geromel e Marcelo Oliveira; Cícero, Maicon, Ramiro, Luan (Douglas) e Pepê (Marinho); André (Jael). Técnico: Renato Gaúcho.

GOLS - Apaolaza, aos 8, Campi, aos 37, e Kannemann, aos 43 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Maicon, Kannemann, Lucas Rodríguez, Erquiaga, Sánchez.

CARTÃO VERMELHO - Zuqui.

ÁRBITRO - Andrés Cunha (Uruguai).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Estádio Ciudad de Quilmes, em Quilmes (Argentina).

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Apodi domina bola observado por rival do Nacional (Foto: Sirli Freitas / Fotos Públicas)

Libertadores

A Chapecoense começou a segunda fase preliminar da Copa Libertadores da pior forma possível. Quarta-feira, 31, na Arena Condá, em Chapecó (SC), o time catarinense foi derrotado pelo Nacional, do Uruguai, por 1 a 0, e se complicou na briga por uma vaga na terceira e última etapa eliminatória antes da fase de grupos do torneio continental.

O time brasileiro precisa de uma vitória por, pelo menos, dois gols de diferença para avançar na próxima quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no estádio Centenário, em Montevidéu. O time catarinense até se classifica com uma vitória por um gol desde que marque mais de uma vez (2 a 1; 3 a 2; 4 a 3 e etc.). Os uruguaios jogam por qualquer empate.

Em falha grotesca da Chapecoense, o Nacional abriu o placar aos 28 minutos do segundo tempo. Bergessio escapou pela esquerda e cruzou rasteiro. A bola passou pelo goleiro Jandrei e pelos zagueiros Fabrício Bruno e Douglas e sobrou limpa para Romero rolar para o fundo das redes.

 

Para treinador palmeirense, enfrentar o Corinthians é diferente (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

O técnico Roger Machado vai comandar o Palmeiras pela primeira vez em um clássico contra o Corinthians, neste sábado, às 17h, em Itaquera, em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Paulista.

Acostumado com a rivalidade no Rio Grande do Sul, da época em que defendeu o Grêmio como atleta e treinador, Roger afirmou que o dérbi paulistano não pode ser considerado uma partida normal.

“Um jogo diferente, não dá para classificar como um jogo normal. Mas temos de entender que é um clássico de uma fase classificatória do Paulista, podemos ter outros depois ou não. Temos de saber o momento em que está sendo jogado”, analisou..

Roger não quis assumir a condição de favorito e nem quis jogar a responsabilidade para o rival. “Acho que não tem favorito. É o atual campeão paulista e brasileiro jogando em casa contra um adversário que está invicto na competição e tem um grande grupo que planeja coisas boas para o ano. Isso tudo poderia valer em um outro momento, com outro time, mas sabemos que a vantagem acaba sendo tirada no clássico. Não vejo favorito, será uma disputa aberta e qualquer um pode vencer”, avaliou.

Com os prováveis retornos de Borja e Felipe Melo, o técnico disse que houve tempo suficiente para se preparar ao clássico. O Palmeiras ainda não foi derrotado na temporada, com seis vitórias e dois empates no Campeonato Paulista. Depois do dérbi, o Verdão estreia na Libertadores, contra o Junior Barranquilla, na próxima quinta, 1º, às 21h30.

 “A semana de trabalho foi muito boa, demos prosseguimento ao planejamento de treinamento do time. Na semana cheia, a gente costuma trabalhar as correções, mas sempre dando continuidade com relação à montagem da equipe”, concluiu. 

Atleta deve ser inscrito no Paulista e Libertadores, mas não jogará clássico contra o Palmeiras (Reprodução/Instagram)

Futebol

O Corinthians anunciou a chegada do lateral esquerdo Sidcley, de 24 anos, que atuava pelo Atlético-PR, até o final do ano. Pelo atleta, o Timão cedeu, também por empréstimo, o volante Camacho ao time paranaense.

Capixaba, Sidcley, curiosamente, vai disputar uma vaga na equipe titular com Juninho Capixaba, que chegou do Bahia em janeiro. O atual camisa 6 corintiano falhou no último jogo, contra o Red Bull, quando chegou a fazer o gol contra que deu o empate ao time de Campinas.

Com o anúncio nesta sexta, o Corinthians deve inscrever Sidcley no Campeonato Paulista e na Taça Libertadores. No entanto, o atleta não será relacionado para o clássico contra o Palmeiras, neste sábado, 24, em Itaquera. Além do Atlético-PR, o lateral passou por São Caetano e Catanduvense. Foi campeão paranaense em 2016.

Guilherme Romão, até então reserva de Juninho Capixaba e titular na estreia do Timão na temporada contra a Ponte – jogo em que foi expulso -, foi emprestado para o Oeste.  

Atleta foi o principal responsável pela classificação do Vasco (Foto: Reprodução/ Facebook)

Futebol

O goleiro uruguaio Martín Silva evitou um vexame histórico para o Vasco, na noite desta quarta-feira, 21, em Sucre.

Pelo segundo mata-mata da Pré-Libertadores, o time carioca havia vencido o boliviano Jorge Wilstermann por 4 a 0, em São Januário, na semana passada. No entanto, perdeu pelo mesmo placar na Bolívia e precisou dos pênaltis para avançar à fase de grupos da competição continental.

Nas penalidades, Martín Silva brilhou e defendeu três cobranças. Após a atuação de gala, o uruguaio foi “transformado” em santo, herói e até ministro da defesa na web. Confira as imagens:

Martin Silva Reprodução Facebook

(Foto: Reprodução/Facebook)

Até o canal Fox Sports se rendeu aos "milagres de San Martín".

Martin Reprodução Facebook

(Foto: Reprodução/Facebook)

Martin Vasco Reprodução Facebook

(Foto: Reprodução/Facebook)

 

Atacante marcou 10 gols pelo ABC em 2018 (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)

Futebol

O Corinthians anunciou na manhã desta quarta-feira, 21, a contratação do atacante Matheus Mathias, de 19 anos. 

O atleta, revelado pelo ABC, do Rio Grande do Norte, é o artilheiro da temporada no Brasil, com 10 gols marcados. O vínculo do jogador com o Timão vai até 2022.

“É uma emoção que não tem explicação. Espero fazer o que eu vinha fazendo e dar muita alegria para a torcida”, disse Matheus ao site oficial do clube.

Nesta terça-feira, 20, o Corinthians apresentou o volante Ralf, multicampeão pela equipe entre os anos de 2011 e 2015. Na segunda, o clube oficializou a chegada do zagueiro Marllon, ex-Ponte Preta.

 

 

Defensor atuava pela Ponte Preta e fez gol no Corinthians na final do Paulista - 2017 (Foto: Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians)

Futebol

O Corinthians oficializou na manhã desta segunda-feira (19) a contratação do zagueiro Marllon, ex-Ponte Preta. Ele assinou acordo para defender o seu novo time por quatro temporadas. O atletar de 25 anos já vinha realizando atividades físicas no CT Joaquim Grava, em São Paulo, e dependia apenas de ser aprovado nos exames médicos para ser confirmado como reforço

O Corinthians pagará R$ 1 milhão por 50% dos direitos econômicos do atleta, que pertenciam ao Cianorte, do Paraná. Revelado pelo Cruzeiro, o jogador comemorou o acerto enquanto assinava os papéis de seu contrato.

"Torcida corintiana, estamos juntos! Estou bastante feliz e mais motivado ainda para vestir essa camisa. Pode ter certeza de que vou dar a minha vida por este clube", afirmou o jogador, por meio de um vídeo reproduzido pelo Corinthians em sua página no Twitter, rede social na qual o atleta também aparece em outra publicação vestindo o uniforme da equipe.

Carioca, Marllon tem 1,86m de estatura e em sua carreira profissional atuou por Cruzeiro, Bangu, Flamengo, Duque de Caxias, Boavista, Rio Claro, Santa Cruz, Capivariano, Atlético Goianiense, Cianorte e Ponte Preta. Os seus principais títulos foram a Copa São Paulo de Futebol Júnior, conquistado com o time flamenguista, em 2011, e a Série B do Brasileiro de 2016, pelo Atlético-GO, quando também foi eleito o melhor zagueiro daquela edição da competição.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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