Messi assistiu ao show da Espanha direto das tribunas do Estádio Wanda Metropolitano, em Madri (Foto: Site Ole da Argentina)

Copa 2018

O jornal Ole, periódico tradicional argentino, em sua versão web, comentou o fracasso do técnico da seleção argentina, Jorge Sampaoli, ao escalar um time alternativo diante da Espanha, em Madrid, nesta terça-feira, 27.

Sem Messi, Mascherano e Dybala, os hermanos perderam por 6 a 1, com destaque para Isco, do lado da Fúria, que fez três gols.  A goleada, de acordo com o Ole, aconteceu porque o treinador fez modificações sem nexo. Tanto que classificou a equipe que encerrou a partida como "insólita":  Caballero; Mercado, Otamendi, Rojo e Tagliafico; Biglia, Pérez, Pavón, Meza e Acuña; Lautaro.

"O time terminou o amistoso com três estreantes, seis atletas com menos de quatro partidas pela Argentina e nenhuma referência no ataque", destacou o veículo de comunicação. 

Os amistosos que antecedem a Copa do Mundo servem para os técnicos fazerem seus últimos testes. Sampaoli, a julgar pelo que se viu nesta terça-feira, terá muito trabalho na Rússia. 

Adversários do Brasil

Os três adversários do Brasil no Grupo E do Mundial também entraram em campo nesta terça-feira, a exemplo da própria Seleção, que venceu a Alemanha, em Berlim.

A Sérvia, única equipe da chave que perdeu na última sexta-feira, recuperou-se e ganhou da Nigéria por 2 a 0. Já a Costa Rica, que havia derrotado a Escócia, foi superada pela Tunísia, enquanto a Suíça goleou o Panamá. Veja os resultados:

Nigéria 0 x 2 Sérvia

Tunísia 1 x 0 Costa Rica

Suíça 6 x 0 Panamá

 

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Quem mora em áreas de risco deve se imunizar o quanto antes (Foto: Rodrigo Nunes/MS/ Fotos Públicas)

Saúde

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro informou hoje (19) que, desde janeiro deste ano, foram registrados 74 casos de febre amarela silvestre em humanos, com 33 mortes.

O maior número de casos ocorreu em Valença, no centro-sul do estado: 17, com seis mortes. Angra dos Reis, na Costa Verde, registra 12 casos, sendo sete óbitos. Teresópolis e Nova Friburgo, na região serrana, têm nove e sete casos, respectivamente, com cinco e três óbitos.

Ainda na região serrana fluminense, Sumidouro apresenta seis casos, com duas mortes, e Cantagalo, cinco casos, com três óbitos. Outros municípios em que foram registrados casos de febre amarela são Petrópolis (um caso); Miguel Pereira (um caso e um óbito); Duas Barras (quatro casos); Rio das Flores (três casos e duas mortes); Vassouras (um caso); Paraíba do Sul (um caso e um óbito); Carmo (dois casos, uma morte); Maricá ( dois casos, um óbito); Paty do Alferes (um caso); Engenheiro Paulo de Frontin (um caso, um óbito); Mangaratiba (um caso).

O boletim epidemiológico revela que foram confirmados 10 casos de febre amarela em macacos, nas cidades de Niterói, Angra dos Reis (na Ilha Grande), Barra Mansa, Valença, Miguel Pereira, Volta Redonda, Duas Barras, Paraty, Engenheiro Paulo de Frontin e Araruama.

A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou, mais uma vez, que os macacos não transmitem febre amarela. A doença é transmitida pela picada de mosquitos. A recomendação para a população é que, se encontrar macacos mortos ou doentes, que mostrem comportamento anormal, estejam afastados do grupo ou com movimentos lentos, informe o mais depressa possível às secretarias de Saúde do município ou do estado do Rio de Janeiro.

De acordo com a secretaria, as pessoas que ainda não se vacinaram devem buscar um posto de saúde próximo de casa para serem imunizadas.

O boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde leva em consideração o Local de Provável Infecção (LPI).

Tite começa a dar forma para a seleção que vai disputar a Copa (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

Além do amistoso entre Brasil e Rússia, que acontece em Moscou, nesta sexta-feira, 23, a partir das 13h (horário de Brasília), outras partidas agitam o dia, já em clima de Copa do Mundo. Inclusive, os três adversários da Seleção na primeira fase do Mundial entram em campo.

A Suíça enfrenta a Grécia, em Atenas, às 15h. Já a Sérvia, em campo neutro, na cidade italiana de Turim, encara o Marrocos, às 16h30. A seleção africana também estará na Copa da Rússia. Por fim, a Costa Rica visita a Escócia, em Glasgow, às 16h45. 

Outros jogos que acontecem nesta sexta são considerados verdadeiros clássicos mundiais: Alemanha e Espanha fazem o duelo dos dois últimos campeões do mundo, na cidade germânica de Düsseldorf, às 16h45. Itália, que depois de 60 anos não vai ao Mundial, pega a Argentina, de Lionel Messi, em Manchester, na Inglaterra, no mesmo horário. 

Por falar na Terra da Rainha, o English Team, também às 16h45, visita a Holanda, que não disputará a Copa, em Amsterdã. Ainda às 15 para 17h, outro duelo que chama a atenção é entre Portugal e Egito, em Zurique. Os africanos contam com Salah, astro do Liverpool, para atuar no Mundial após 28 anos de ausência. Já a seleção lusitana tem o atual melhor do mundo, o craque Cristiano Ronaldo. 

Brasil x Rússia

Sem contar com Neymar, a seleção brasileira volta a campo, na sexta-feira, 23, contra a Rússia, anfitriã da Copa do Mundo 2018. A partida acontece no Estádio Luzhniki, palco da final do torneio, no próprio país europeu. Os times se enfrentam a partir das 13h, do horário de Brasília.

O principal jogador do selecionado ainda se recupera de uma cirurgia no pé direito para corrigir uma fissura. Ele será substituído por Douglas Costa. De acordo com o goleiro Alisson, da Roma, escolhido para ser o capitão do Brasil no jogo, o amistoso será um aperitivo da Copa. “Já dá para sentir o ‘gostinho’. Estamos na Rússia, vivenciando o ambiente, vamos jogar contra um adversário duro”, disse, em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, 22.

O técnico Tite deve fazer um teste no amistoso desta sexta, deixando Renato Augusto no banco e colocando Fernandinho no lugar dele.

Na terça-feira, 27, a seleção realiza partida contra a Alemanha. A nova camiseta amarela será lançada nesta oportunidade. Será a primeira vez em que as seleções se enfrentarão depois do vexatório 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014, em jogo realizado no Mineirão, em Belo Horizonte.

Rússia

Akinfeev; Granat, Kudriashov e Ignatiev; Samedov, Glushakov, Golovin, Dzaegoev e Zhirkov; Zabolotni e Smolov. Técnico: Stanislav Tchertchesov

Brasil

Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho e Coutinho; Willian, Douglas Costa e Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

Árbitro: Aleksei Kulbakob (Bielorrússia)

Confira todos os amistosos desta sexta:

8h35

Uruguai x República Tcheca

9h20

Japão x Mali

13h

Chipre x Montenegro

Azerbaijão x  Bielorússia 

Finlândia x Macedônia

13h30

Gâmbia x República Centro-Africana

Noruega x Austrália,

Senegal x Uzbequistão 

Bulgária e Bósnia-Herzgovina

14h30

Turquia x Irlanda

15h

Hungria x Cazaquistão 

Grécia x Suíça

15h15

Tunísia x Irã

16h

Ucrânia x Arábia Saudita

16h30

Sérvia x Marrocos

16h45

Alemanha x Espanha

Portugal x Egito

Polônia x Nigéria

Holanda x Inglaterra

Escócia x Costa Rica

Itália x Argentina 

Áustria x Eslovênia

17h

França x Colômbia.

21h

Croácia x Peru 

23h30

México x Islândia 

Jogos foram marcados por pedido de Tite (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

A CBF anunciou nesta segunda-feira, 19, a programação de treinos e amistosos da seleção brasileira antes da Copa do Mundo da Rússia. O Brasil enfrentará Croácia e Áustria nos dias 3 e 10 de junho, respectivamente. A estreia do time de Tite no Mundial será no dia 17 de junho, diante da Suíça, em Rostov.

Os jogadores vão se apresentar à seleção no dia 21 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis. Após uma semana de exames médicos e treinos, o time embarca para Londres, onde ficará entre o dia 28 de maio e 8 de junho. Na capital inglesa, o Brasil treinará no CT do Tottenham. O amistoso com a Croácia, no dia 3 de junho, ainda não tem cidade definida. A CBF anunciou apenas que o jogo será disputado na Inglaterra.

No dia 8 de junho, a delegação brasileira embarca para Viena, na Áustria. Após um treino na cidade, o time faz um amistoso com os donos da casa no dia 10. No dia 11, o Brasil viaja para Sochi, na Rússia, onde treinará até o dia 15 e embarca para Rostov, local da estreia no Mundial.

A confirmação dos amistosos contra Croácia e Áustria é um pedido do técnico Tite, que gostaria de enfrentar seleções europeias antes do Mundial. As datas dos jogos foram escolhidas pela comissão técnica para que a seleção entre em campo semanalmente. O objetivo de Tite e seus auxiliares é criar um ciclo de trabalho e de jogo até o jogo contra a Suíça.

A Croácia está no Grupo D do Mundial ao lado de Argentina, Islândia e Nigéria. Já a Áustria não conseguiu a classificação para a Copa.

Com Tite, Brasil ainda não perdeu jogos oficiais (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Copa 2018

Começou a contagem regressiva para Copa da Rússia. No dia 14 de junho, daqui a exatos 100 dias, às 12h, entram em campo Rússia e  Arábia Saudita, para o jogo de abertura, no estádio Lujniki, em Moscou. 

Entre as 32 equipes, mais uma vez estará a Seleção Brasileira, que, depois de tempos difíceis, segue mais uma vez confiante para conquistar o hexacampeonato. Afinal, já ganhou o torneio em 1958, 1962, 1970, 1994, 2002, todas de forma invicta. 

Após o vexame em casa, a Seleção Canarinho recuperou a autoestima e o bom futebol e embarca para a Rússia cheia de esperança e listada entre as favoritas ao título. Mas não está sozinha. Neste seleto grupo que os especialistas credenciam ao título, também estão a sempre forte Alemanha, a respeitada França, a confiante Espanha e a respeitável e arquirrival Argentina.

Além delas, é bom ficar de olho em Portugal e Bélgica, que correm por fora, mas também têm bons times e podem surpreender.Nesta edição, os torcedores não verão em campo algumas seleções tradicionais e bem ranqueadas na Fifa: o Chile, atual campeão da Copa América, a Itália, quatro vezes campeã do mundo, e a Holanda, normalmente uma pedra no sapato dos brasileiros. O trio não conseguiu classificação para o Mundial. Por outro lado, as seleções da Islândia e do Panamá serão estreantes no torneio.

Jonny Evans é um dos atletas envolvidos no furto (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

Quatro atletas do West Bromwich, lanterna da Premier League, furtaram um táxi em Barcelona após comer no McDonald's, na última quarta-feira (14) segundo informações do site português Record. 

De acordo com a publicação, os jogadores pediram um táxi no hotel para ir até a lanchonete. Quando retornaram ao veículo, encontraram-no vazio e  com a chave na ignição, pois o motorista também havia saído para comer. Então, tiveram a ideia de dirigir o carro até o hotel.

O próprio clube identificou os quatro jogadores responsáveis pelo furto: Jonny Evans, Gareth Barry, Jake Livermore e Boaz Myhill.Eles utilizaram o site oficial do West Bromwich para pedir desculpas ao restante do elenco, à torcida, ao técnico e aos dirigentes pela atitude. 

A equipe é a última colocada do Campeonato Inglês, com 20 pontos, e volta a campo pela competição no dia 24 de fevereiro, quando recebe o Huddersfield. A delegação foi a Barcelona para uma semana de treinamentos.  

CR7 marcou dois sobre o time de Neymar - PAUL WHITE / ASSOCIATED PRESS / AE

Futebol

Após grande expectativa pelo, até então, o confronto do ano, o Real Madrid fez a lição de casa e venceu o PSG  por 3 a 1, no Santiago Bernabéu, em jogo válido pela ida das oitavas de final da Champions League. O grande destaque da partida foi Cristiano Ronaldo, autor de dois gols. O brasileiro Marcelo também balançou as redes pel time espanhol. Rabiot descontou para os visitantes. 

O jogo começou quente. Zidane não quis esperar e, logo de início, impôs marcação alta sobre a zaga do PSG. que quase resultou em gol. Mas foi a equipe francesa que inaugurou o placar. Aos 32 minutos, Mbappé cruzou e a bola sobrou para Rabiot marcar, esfriando a barriga dos mais de 80 mil madrilhenhos presentes no Santiago Bernabéu.

                                                                                                                                                                                                                               

Marcelo Real Madrid x Paris Saint Germain 140218 FRANCISCO SECO ASSOCIATED PRESS AE

 FRANCISCO SECO / ASSOCIATED PRESS / AE

O banho de água fria veio 12 minutos depois, quando Lo Celso puxou  Kroos dentro da área e o árbitro Gianluca Rocchi assinou penalidade máxima. Atual melhor do mundo, Cristiano Ronaldo não desperdiçou, alcançando seu 100º gol pelo Real Madrid em Liga dos Campeões da UEFA. O gol 101 do craque veio aos 38 do segundo temp. Após cruzamento de Lucas Vásquez, o goleiro Areola rebateu no joelho do atacante português. Marcelo ainda marcou o terceiro, aos 41.

Neymar parou em Nacho

O camisa 10 do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira é o principal trunfo do técnico Unai Emery. Porém, o atacante parou na marcação de Nacho, zagueiro improvisado por Zidane na lateral direita. Neymar sofreu para "fugir" do espanhol. O brasileiro chegu a ficar irritado, fez falta dura e foi punido com cartão amarelo.  Também criou chances, mas pecou ao não finalizar na melhor hora.

Ainda tem volta

O Real Madrid visita o Paris Saint-German dia 6 de março, às 16h45 (horário de Brasília), no Stade Parc des Princes, em Paris, podendo perder por um gol de diferença ou até dois, desde que marque pelo menos dois. Caso a partida termine 3 a 1 para o PSG, o classificado será definido na prorrogação. Se nenhum time fizer gols, a vaga será decidida nos pênaltis. 

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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