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Ter, Out

Pelé é considerado o melhor jogador da história (Foto: Reprodução/Pixabay)

Copa 2018

Nenhum jogador do mundo pode bater, em 2018, um recorde que Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, possui: o de erguer três vezes a taça da Copa do Mundo. Alguns chegaram até perto do feito, como Ronaldo e Cafu (campeões em 1994 e 2002), mas não conseguiram empatar com o lendário jogador.

O tricampeonato de Pelé foi conquistado em 1958, 1962 e 1970, quando Pelé tinha 17, 21 e 29 anos, respectivamente. A primeira taça fez dele o jogador mais jovem a vencer uma Copa, além de ter gosto especial para os brasileiros, já que também foi o primeiro troféu do torneio conquistado pela Seleção depois de campanhas frustrantes em 1930, 1934, 1938, 1950 e 1954.

Ronaldo e Cafu chegaram perto de se igualarem ao Rei, já que chegaram até a final da Copa de 1998 (em que a Seleção saiu derrotada pela França, por 3 a 0) e ainda jogaram o torneio de 2006 (mais uma desclassificação para a França, por 1 a 0, nas quartas-de-final).

Alguns jogadores também podem se aproximar do feito de Pelé, caso Alemanha ou Espanha sejam campeãs este ano. No caso, ficariam a uma taça os alemães Neuer, Boateng, Hummels, Draxler, Khedira, Kross, Müller, Özil e Marco Reus e os espanhóis De Gea, Sérgio Ramos, Jordi Alba, Piqué, Azpilicueta, Busquets, Iniesta, Koke, David Silva e Diego Costa.

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O técnico Levir Culpi apontou que o clima político do Santos, que passará por eleições presidenciais no fim do ano, vem afetando o desempenho do time dentro de campo. Essa foi a avaliação do treinador após o empate por 1 a 1 com o Sport, na Ilha do Retiro, na noite de quinta-feira, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

“Tenho certeza. Já trabalhei em vários clubes que tinham o mesmo problema. As eleições serão em dezembro e vocês já sabem o que vai acontecer”, afirmou Levir, que não tem permanência assegurada no Santos para 2018 e indicou pessimismo nas suas palavras sobre a possibilidade de seguir à frente do time.

 

Ao mesmo tempo, porém, o treinador assegurou que há boa relação entre jogadores e membros da comissão técnica do Santos, apontando que o time segue firme na briga por uma vaga na edição de 2018 da Copa Libertadores. “O ambiente está bom no elenco, mas nós queremos classificar o time para a Libertadores”, disse.

 

O empate com o Sport foi o terceiro consecutivo do Santos no Brasileirão e o impediu de se aproximar do líder Corinthians, o deixando com 50 pontos, na quarta colocação, a nove do primeiro colocado. Questionado se a equipe ainda tem chances de alcançar o rival, Levir se irritou na sua entrevista coletiva no Recife.

 

“É uma resposta boba. O que você quer que eu responda?. O Corinthians está muito na frente. A gente pode alcançar, é muito difícil, mas é possível. Temos que acreditar no trabalho e buscar a vitória. A pergunta foi inteligente, mas não existe resposta”, concluiu.

 

O Santos voltará a jogar pelo Brasileirão no domingo, quando vai receber o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro, pela 30ª rodada.

O São Paulo acertou nesta quarta-feira o empréstimo do zagueiro Lucão ao Gil Vicente, de Portugal. O atleta ficará por um ano no time europeu, que poderá comprar o jogador ao final do empréstimo pelo valor de 2 milhões de euros (cerca de R$ 7,44 milhões).

Lucão saiu dos planos da equipe depois da derrota em casa do São Paulo para o Atlético Mineiro por 2 a 1, quando Rogério Ceni ainda comandava a equipe. Criticado pela torcida, o jogador disse depois do jogo que “para alegria de muitos”, já estaria indo embora.

O zagueiro carrega um histórico de falhas no São Paulo. A maior delas foi contra o Corinthians, no campo do adversário. Desde então, parte da torcida passou a pegar no pé do jogador.

Com as falhas contra o Atlético-MG, o zagueiro ficou em situação delicada e a diretoria decidiu afastá-lo da equipe. Desde então, Lucão treinava em separado do elenco. O atleta chegou a ser sondado pelo Atlético-PR, mas informou que uma negociação com um clube do exterior já estaria avançada.

Decisivo para a seleção brasileira se classificar antecipadamente à Copa do Mundo de 2018, Tite teve o seu bom começo à frente da equipe nacional reconhecido nesta quinta-feira pela Fifa, quando foi um dos 12 nomes indicados ao prêmio de melhor técnico do mundo.

Tite está à frente da seleção brasileira desde junho de 2016 e, nesse período, registrou 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, com oito vitórias. Além disso, disputou três amistosos, com dois triunfos e um empate. E esse desempenho levou o Brasil a assumir a liderança do ranking de seleções da Fifa.

Agora, então, ele foi incluído entre os 12 indicados ao prêmio de melhor técnico do mundo por uma comissão da Fifa. Mas ele terá adversários que também realizaram grandes trabalhos nos últimos meses na disputa pela honraria, caso, principalmente, de Zinedine Zidane, campeão espanhol e da Liga dos Campeões pelo Real Madrid na última temporada.

A relação também conta com os italianos Massimiliano Allegri, campeão italiano e vice da Liga dos Campeões pela Juventus, Carlo Ancelotti, campeão alemão pelo Bayern de Munique, e Antonio Conte, campeão inglês pelo Chelsea. Os espanhóis Luis Enrique, que deixou o Barcelona ao término da última temporada, e Pep Guardiola, do Manchester City, foram indicados.

A lista também conta com os portugueses Leonardo Jardim, campeão francês pelo Monaco, e José Mourinho, campeão da Liga Europa pelo Manchester United. E a lista é completada pelos argentinos Mauricio Pochettino, do Tottenham, e Diego Simeone, do Atlético de Madrid, e por Joachim Löw, campeão da Copa das Confederações com a Alemanha e outro treinador indicado ao prêmio que está à frente de uma seleção, ao lado de Tite.

O vencedor do prêmio será escolhido através dos votos de treinadores de seleções nacionais, seus capitães, jornalistas e torcedores. A votação se encerrará em 7 de setembro e leva em consideração o período de 20 de novembro a 2 de julho. E os três finalistas serão anunciados ainda em setembro, assim como os dos outros prêmios distribuídos pela Fifa. A cerimônia de entrega está agendada para 23 de outubro, em Londres.

Um desses prêmios é o de melhor técnico de equipes femininas. E, nesse caso, a Fifa apontou nesta quinta-feira dez candidatos. São eles: Olivier Echouafni (seleção francesa), Emma Hayes (Chelsea), Ralf Kellermann (Wolfsburg), Xavi Llorens (Barcelona), Nils Nielsen (seleção dinamarquesa), Florence Omagbemi (seleção nigeriana), Gerard Precheur (Lyon), Dominik Thalhammer (seleção austríaca), Sarina Wiegman (seleção holandesa), Hwang Yong-Bong (seleção norte-coreana).

A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região multou Neymar, seus pais e três empresas que administram a carreira do atacante do Paris Saint-Germain em R$ 3,8 milhões. O valor corresponde a 2% da causa que bloqueou R$ 192,7 milhões em bens da família do jogador para garantir o pagamento de dívidas com a Receita Federal do Brasil.

 

Na decisão em que aplicou a multa, o desembargador Carlos Muta alega que a conduta de Neymar no processo “caracteriza litigância de má-fé e ato atentatório à dignidade da Justiça”. Ainda de acordo com o desembargador, a multa foi aplicada “em razão do caráter manifestamente protelatório do recurso manejado” pela defesa do jogador. Em outro trecho da decisão, Muta afirma que Neymar buscou “embaraçar a continuidade do processamento”.

 

O Tribunal Regional Federal da 3.ª Região informou ao jornal O Estado de S.Paulo que a multa ainda não foi paga e que a defesa de Neymar não protocolou recurso contestando a cobrança. Advogado do jogador, Marcos Neder disse à reportagem que não poderia “comentar sobre o caso no momento”. A assessoria de imprensa do atleta foi procurada, mas optou por não se pronunciar.

 

Desde setembro de 2015, a Justiça mantém bloqueados R$ 192,7 milhões em bens do atacante do Paris Saint-Germain por causa de multas e impostos cobrados ao jogador pela Receita Federal. O valor inicial era de R$ 188 milhões, mas foi corrigido.

 

A acusação do Fisco é de que Neymar não quitou os seus tributos como pessoa física e teria usado empresas da família para pagar menos imposto. A alíquota do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) é de 27,5%, enquanto que a do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) varia entre 15% e 25%. Para a Receita Federal, inclusive, o jogador criou as empresas com o único objetivo de receber salário em forma de direitos de imagem e, assim, pagar menos tributos.

 

O bloqueio judicial abrange imóveis do jogador e de sua família em Santos, Guarujá, São Vicente, Praia Grande, São Paulo e Itapema (SC), além de um iate e um avião. O jogador pode usufruir dos bens, mas está impedido de negociá-los.

 

A Justiça vê riscos de Neymar e seus pais venderem o patrimônio e não pagarem os tributos. Por isso que os bens da família continuam indisponíveis por tempo indeterminado.

 

Em março deste ano, o jogador obteve vitória em processo fiscal julgado pelo Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), em Brasília, e seus advogados estimam que a decisão poderá reduzir a cobrança da Receita Federal entre 50% e 70%. A falta de comprovação dos efeitos práticos do julgamento do Carf, porém, fez com que a Justiça mantivesse indisponíveis os bens de Neymar.

 

Para evitar novos problemas com o Fisco, o contrato entre o atacante e o Paris Saint-Germain, assinado em agosto, prevê o pagamento apenas de salários, sem direitos de imagem. Neymar recebe 30 milhões de euros por ano (R$ 111,8 milhões pela cotação atual).

O Sul do Brasil pode voltar a fazer parte de uma Copa do Mundo. Organizadores da campanha para sediar a competição em 2030 admitiram ao Estado que estudam envolver a região Sul do País no projeto. O obstáculo, por enquanto, é político, com presidentes da região resistindo à ideia de usar o território brasileiro no torneio.

 

A campanha para 2030 começou com Uruguai e Argentina, como forma de celebrar os 100 anos dos Mundiais da Fifa – o primeiro foi realizado em 1930 em território uruguaio. Mas diante da constatação de que faltariam estádios e o custo para promover o torneio poderia ser pesado, foi fechado um entendimento para que o Paraguai também faça parte da candidatura. O acordo foi estabelecido entre os governos dos três países.

 

Ainda assim, existem dúvidas sobre a capacidade dos três países do Cone Sul em receber o novo modelo de Copa do Mundo. A partir de 2026, serão 48 seleções, em um evento que ganha uma nova dimensão e vai exigir dezenas de campos de treinamentos, hotéis e, claro, um número maior de estádios.

 

A reportagem apurou que entre integrantes da cúpula da Conmebol existe a ideia de que o Sul do Brasil poderia ser envolvido no projeto. Entre os cenários sob debate de alguns dirigentes estão o uso de campos de treinamento e bases para seleções ou até mesmo estádio para algumas partidas da primeira fase, ajudando a reduzir a pressão sobre o número limitado de arena nos três países.

 

Somente em Porto Alegre, capitão do Rio Grande do Sul, há duas arenas modernas em condições de receber uma Copa do Mundo. O estádio Beira-Rio, do Internacional, que aliás foi palco de partidas no Mundial de 2014, além da Arena Grêmio. Em Curitiba, no Paraná, a Arena da Baixada, do Atlético Paranaense, também se enquadra nos critérios da Fifa.

 

O que parte dos dirigentes defendem, porém, não é alvo de consenso político. No governo do Uruguai, a presidência é contrária à inclusão dos brasileiros na “festa”. Na CBF, um envolvimento é ainda considerado como prematuro. Além disso, colocar o Brasil em uma candidatura oficial poderia ser um obstáculo, já que se criaria questionamentos depois de pouco tempo de um Mundial no País.

 

O que a CBF espera é que seleções estrangeiras escolham o Sul do Brasil como eventuais sedes e que a região seja base para parte da organização.

 

O temor dos sul-americanos é de que, com uma candidatura frágil, poderão perder a ocasião, principalmente se tiverem de concorrer contra a China. Pequim já indicou que quer a Copa do Mundo e, desde já, começa a participar da Fifa como patrocinadora.

 

INCHAÇO – O que os sul-americanos também reconhecem é que a nova dimensão da Copa com 48 seleções tem criado um desafio até mesmo para México, Canadá e Estados Unidos, que querem o evento em 2026.

 

Pelo novo plano da Fifa, as 48 seleções serão repartidas em 16 grupos de três seleções cada. Se a entidade admite que o Mundial expandido vai garantir um aumento de renda de US$ 1 bilhão, ela também vai exigir uma nova estrutura para receber um número recorde de atletas e de torcedores.

 

Entre os três países candidatos para 2026, os dirigentes consideram que contam com 40 ou 50 estádios que poderiam sediar os jogos, a grande maioria deles nos Estados Unidos. De acordo com a Fifa, pelo menos 12 sedes serão necessárias.

 

A proposta de proliferar sedes, porém, vai contra a ideia de entidades do esporte que, diante de críticas, vêm tentando minimizar o impacto desses megaprojetos.

 

Uma decisão sobre a sede de 2026 será tomada em maio de 2020, ainda que os norte-americanos queiram antecipar uma votação. Para 2030, a decisão poderia ser tomada em quatro anos, ou seja, um ano antes da realização da Copa do Mundo do Catar.

O atacante Rhian Brewster tirou a seleção brasileira sub-17 da luta pelo seu quarto título mundial. Nesta quarta-feira, em Calcutá, na Índia, ele marcou todos os gols da Inglaterra no triunfo por 3 a 1 sobre o Brasil, garantindo a passagem da sua equipe para a decisão do torneio.

 

No próximo sábado, a seleção inglesa vai disputar a decisão do Mundial Sub-17 às 12h30 (horário de Brasília) contra o time que avançar na outro confronto das semifinais, entre Espanha e Mali. E a equipe que for derrotada será a adversária do Brasil no jogo que valerá o terceiro lugar no sábado, às 9h30, na preliminar da decisão em Calcutá.

 

Até está quarta-feira, o Brasil tinha campanha perfeita no Mundial Sub-17, com cinco vitórias e apenas dois gols sofridos, tentando repetir os títulos conquistados em 1997, 1999 e 2003. Mas acabou parando na seleção inglesa e em Brewster, jogador das divisões de base do Liverpool e que se tornou o artilheiro da competição com sete gols marcados.

 

Assim como nos dois confrontos anteriores com seleções europeias – Espanha, na estreia, e Alemanha, nas quartas de final -, o Brasil havia levado o primeiro gol da partida, mas depois obteve a virada, algo que agora não conseguiu concretizar nas semifinais.

 

A Inglaterra jamais havia estado entre os quatro primeiros colocados da competição de juvenis e acumulava quatro vitórias no tempo normal e uma nos pênaltis, nas oitavas de final, após empatar sem gols com o Japão, no Mundial Sub-17 realizado Índia. Agora, então, obteve o seu quinto triunfo.

 

A classificação à final confirma o bom momento das seleções de base da Inglaterra. Neste ano, a equipe sub-17, inclusive, foi vice-campeã do Europeu da categoria. Agora, então, tentará “unificar” os títulos das categorias de base, pois em junho levou o título do Mundial Sub-20.

 

O JOGO – Brasil e Inglaterra fizeram um confronto aberto desde os minutos iniciais em Calcutá, com a equipe europeia sendo mais perigosa no começo, logo abrindo o placar. Aos nove minutos, em jogada em que o sistema defensivo da seleção falhou, Brewster, livre, finalizou. O goleiro Brazão também bobeou ao espalmar para a frente, deixando o rebote para o atacante empurrar a bola às redes.

 

Liderada por Paulinho, o Brasil reagiu, aproveitando os espaços deixados pelos defensores ingleses e impondo pressão. E a equipe arrancou o empate aos 20 minutos. A revelação do Vasco tabelou com Wesley e finalizou de fora da área. O goleiro adversário espalmou e o próprio Wesley chegou antes para finalizar ao gol.

 

O Brasil desperdiçou uma grande chance em um chute colocado de Brenner e acabou sendo “punido” pouco depois, novamente por Brewster. Aos 38 minutos, Sessegnon fez cruzamento rasteiro, a defesa brasileira não conseguiu fazer o corte e o atacante finalizou às redes, levando a seleção inglesa a ir ao intervalo em vantagem de 2 a 1 no placar.

 

No segundo tempo, o Brasil tentou envolver a seleção inglesa e, mesmo com Lincoln bastante apagado, criou chances de gol. Brenner, Paulinho e Yuri, que iniciou o duelo no banco de reservas, tiveram oportunidades e deram trabalho ao goleiro Anderson, que fez boas defesas.

 

E a Inglaterra definiu a sua classificação e a passagem para a decisão aos 31 minutos, com mais um gol de Brewster e nova falha da defesa brasileira. Na jogada, Rowe cruzou para Brewster, que, livre, não teve dificuldades para fazer o seu terceiro gol na partida.

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Doria foi em manifestação pró-Bolsonaro no último domingo (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

O candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, acertou em cheio na sua estratégia de se aproximar de Jair Bolsonaro (PSL), utilizando termos como “BolsoDoria” durante a campanha. Esta é a análise de três especialistas no assunto, o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, Philippe Franco Scerb (mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo) e a internacionalista e mestre em Ciências Sociais, Marina Pequeneza de Moraes. “Ele reavaliou sua estratégia e aproveitou-se da polarização que permeia a candidatura à presidência, vinculando sua campanha ao discurso anti-PT”, avaliou Marina. De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Instituto Paraná Pesquisas, o tucano cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Para o cientista político Gleibe Pretti, professor da UNG, o ex-prefeito conseguiu vincular sua imagem à de Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência. “Com isso, ele conquistou muitos votos. O eleitorado de São Paulo já é historicamente contra o PT e o Doria está conseguindo personificar isso com suas ações de marketing”, explicou. Após o primeiro turno das eleições, João Doria tentou se aproximar à imagem de Bolsonaro. A campanha dele criou, por exemplo, o termo “BolsoDoria”, presente até em adesivos distribuídos no Estado. França está ‘travado’, analisa especialista De acordo com o mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, a candidatura de Doria acertou ao vincular sua imagem à de Bolsonaro, forçando com que França tenha que rechaçar, a todo momento, um apoio velado do PT à sua eleição. “O Doria faz um esforço gigantesco para falar que França é um candidato da esquerda. Isso o obriga a discordar e permanecer neste tema durante o programa eleitoral e nos debates”, analisou. Segundo o especialista, ao contrário da corrida presidencial, ainda pode haver uma reviravolta na disputa do Estado. “Os eleitores se concentraram muito no embate entre Bolsonaro e Haddad, deixando França e Doria em segundo plano. Isso pode mudar nesta reta final”, concluiu.

Bolsonaro é visto como um candidato "teflon", pois nada gruda nele (Fotos: Tãnia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Especialistas em Ciência Política acreditam que muito dificilmente a vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) poderá ser revertida nos próximos dias, que precedem a eleição presidencial. De acordo com o cientista político Eduardo Grin, professor da FGV EAESP, nada “cola” no candidato preferido dos eleitores – segundo pesquisa do BTF/FSB, ele tem 60% dos votos válidos, contra 40% de Fernando Haddad (PT). “Já teve declaração desastrosa de companheiros políticos, aquela denúncia do pacote do Whatsapp, mas nada parece abalar a candidatura do Bolsonaro”, disse. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro, segundo o levantamento. A margem de erro segue sendo de dois pontos percentuais. O mestre em Ciência Política e doutorando pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade de São Paulo (USP), Philippe Franco Scerb, analisou que a imagem “antissistema” do ex-capitão o favorece muito nesta corrida presidencial. “A denúncia de um possível Caixa 2, por exemplo, se tornou motivo de ironia entre o eleitorado”. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. Na intenção de voto estimulada, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois.Votação expressiva pode gerar capital político maior Segundo Grin, a ideia da campanha de Bolsonaro, agora, é de vencer com maior número de votos do que os últimos presidentes eleitos no Brasil. Luís Inácio Lula da Silva (PT) obteve 52,7 milhões de votos (61,27%) em 2002 e 58,2 (60,83%) em 2006. Já Dilma Rousseff (PT) ganhou com 55,7 milhões (56,05%) em 2010 e 54,5 milhões (51,64%) em 2014. “Se obtiver maior percentagem do que Lula em 2002, por exemplo, ele terá um poder político maior para negociar com o Congresso no início do mandato”, explicou o especialista. “Sem dúvidas, uma votação bastante expressiva pode levar Bolsonaro a aprovar sua pauta junto a partidos que nem o apoiaram formalmente”, disse Scerb. “Candidatos com uma base semelhante entendem que seus eleitores querem que aquela agenda seja aprovada e isso gera mais força ao governo”. Ibope e Datafolha também divulgarão pesquisas Hoje será a vez do Ibope divulgar sua segunda pesquisa deste turno das eleições. Em 15 de outubro, Bolsonaro tinha 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. O Datafolha vai publicar levantamento na quinta-feira, 25. No último estudo, os candidatos contavam com o mesmo percentual levantado pelo Ibope.

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.
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Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

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Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

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O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

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Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

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