Na Europa, pacotes de figurinhas serão comercializados a 0,9 euros, o que equivale a quase R$ 4 (Foto: Reprodução Facebook/ Torcida Panini)

Copa 2018

 A Panini realizou, segunda, 12, uma live no Facebook e no Youtube para anunciar, oficialmente, o álbum de figurinhas da Copa do Mundo 2018. As vendas começam daqui a uma semana, no dia 20. No entanto, os torcedores ficaram revoltados com o preço de R$ 2 para cada pacotinho, contendo cinco figuras.

Isso representa um aumento de 100% no valor cobrado em 2014, quando o pacote custava R$ 1. “Na Europa, são cobrados 0,90 euros, o equivalente a R$ 4”, justificou Adrien Duarte, diretor comercial da empresa.

A hashtag #preçojusto foi a mais utilizada pelos internautas. “Tivemos uma desvalorização cambial e toda a matéria prima, papel, silicone e tinta, é cotada em dólar”, explicou o presidente da Panini Brasil, José Martins.

Serão produzidos 7 milhões de álbuns, no total, e 40 milhões de figurinhas por dia. O álbum custará R$ 7,90 nas bancas, lojas e postos de gasolina. Serão 682 figurinhas, sendo 50 delas especiais. Sem confirmar valor, a editora mostrou ainda a opção do combo premium family, em que serão vendidos dois álbuns de capa dura, uma caixa e 600 figurinhas.   

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Natalia Milano destacou que Marta já foi cinco vezes melhor do mundo, enquanto o Neymar ainda não ganhou o prêmio entre os homens (Fotos: Lucas Figueiredo/CBF e Marcelo Camargo/ABR)

Copa 2018

Eleita cinco vezes a melhora jogadora do mundo, Marta recebe um salário 72 vezes menor do que Neymar, de acordo com um levantamento feito pela atriz e diretora Natalia Milano, criadora da websérie “O Álbum das Mulheres Incríveis”, exibida no YouTube.

 “Ele nunca ganhou o prêmio de melhor do mundo e a desigualdade salarial entre eles é absurda. Neymar tem um salário 72 vezes maior do que o dela”, indignou-se Natalia. Segundo o site americano TMZ, Neymar recebe cerca de R$ 137 milhões anuais no PSG, enquanto Marta ganha, aproximadamente, R$ 1, 9 milhão por ano no Orlando Pride (EUA).

 A diretora resolveu “mergulhar” na história da alagoana Marta devido à aproximação da Copa do Mundo da Rússia.  O episódio sobre a jogadora estará disponível a partir do dia 13 de junho, na véspera da estreia do torneio.

 Aliás, outra indignação de Natalia é o fato de a Copa do Mundo feminina de futebol não ser transmitida em nenhum canal de TV aberta no Brasil.

 “Eu fico pensando até quando vamos viver numa realidade onde a Copa do mundo masculina mobiliza o País inteiro e a feminina nem sequer é transmitida? Não parece algo muito atrasado? Como podemos nos considerar avançados ou considerar que já temos igualdade de gênero? Estamos muito longe disso”, questionou.

 Apesar da crítica, ela acredita em uma mudança de mentalidade do público e dos responsáveis pelas emissoras brasileiras.  “Nós, mulheres, temos muita força. Somos mais da metade da população. Queremos álbum de figurinhas! Que mensagem estamos passando para as nossas meninas? Queremos nos ver representadas e, no ano que vem, queremos ver Marta”, afirmou, referindo-se ao Mundial que será disputado na França. O Brasil se classificou para a competição ao ganhar a Copa América, disputada no último mês de abril, no Chile.

 Mesmo aos 32 anos, Marta ainda é a grande esperança brasileira para o torneio. A atleta acumula prêmios individuais e títulos coletivos em clubes e na Seleção, mas também teve que lidar com algumas frustrações – como não conseguir a medalha de ouro olímpica com Brasil, embota tenha duas de prata (2004 e 2008). Além de não subir no lugar mais alto do pódio nas Olimpíadas, ela ainda não conseguiu levar a equipe verde e amarela ao título mundial.

 “Desde criança, Marta sempre batalhou muito para jogar e faz isso com amor e muita habilidade. Tenho certeza de que ela vai brilhar no ano que vem [na Copa do Mundo]”, apostou a diretora.

 Natalia destacou que, por muitas vezes, Marta teve que superar fechamentos de times femininos, mesmo com campanhas vitoriosas. “Fiquei impressionada com a disposição que ela possui para encarar desafios.  Repetidas vezes, Marta foi contratada por uma equipe, conquistava títulos e, mesmo assim, as atividades eram encerradas por falta de incentivo ao futebol feminino. E toda vez que ela tinha que recomeçar, dava entrevistas com uma mentalidade muito positiva. Sempre empolgada”.

 Por fim, a diretora disse que as mulheres precisam de mais representatividade em todas as áreas da sociedade e não só no futebol. “Precisamos de mais reconhecimento no esporte, na ciência, no cinema, na política, entre outros segmentos. Espero que o Brasil não aguarde os outros países saírem na frente. Podemos ser o País da igualdade”, concluiu.

Praça Charles Miller vai ser sede de ação da editora (Foto; Reprodução/Google Maps)

Copa 2018

A editora Panini vai realizar o “Panini Day”, no próximo sábado, 26, das 10h às 17h, na área externa do Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu.

A ideia da empresa é ajudar quem ainda não completou o álbum de figurinhas da Copa do Mundo. Além de promover o encontro entre os colecionadores, a editora vai oferecer outras atividades relacionadas ao tema.

Por exemplo, haverá um turbilhão de figurinhas, onde as pessoas poderão pegar, por um determinado tempo, cromos que estarão espalhados. Os visitantes ainda poderão fazer a sua própria figurinha, tirar fotos com molduras da Seleção Brasileira e participar de um campeonato de bafo (bater cromos para virá-los e ganhá-los). Para os saudosistas, a Panini vai expor todas as capas de álbuns de Copas produzidos pela empresa desde 1970.

Presidente da Panini Brasil, José Eduardo Martins, afirmou que a editora incentiva estes eventos com intuito, também, de gerar novas amizades.

“Enxergamos essas iniciativas como oportunidades de conhecer pessoas, oferecer diversão para todos e desconectar um pouco o público do mundo digital, além do objetivo principal de preencher o álbum. Os visitantes terão ainda a chance de pegar figurinhas dos jogadores e as brilhantes em uma cabine que vai desafiar as habilidades dos colecionadores”, argumentou o executivo.

As pessoas ainda poderão levar figurinhas de livros ilustrados antigos e de outras coleções da Panini, não só da Copa do Mundo, para tentar completar todos os álbuns. 

 

Bruna caiu em pegadinha de editora (Foto: Reprodução/Instagram)

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Nesta quinta-feira, 19, Bruna Marquezine foi surpreendida com um presente da Panini, marca que produz o álbum oficial da Copa do Mundo 2018: ela ganhou o álbum e dezenas de saquinhos com figurinhas. Entretanto, o presente era uma brincadeira com o romance dela com Neymar, com quem namora.

Bruna publicou o momento em que abria os recebidos em seu Stories do Instagram. Na capa, havia uma pergunta: "Bruna, a Panini quer saber: figurinha repetida completa álbum?". Então chegou a hora de abrir as figurinhas. "Eu abri o primeiro saquinho, aí olha a primeira figurinha. Eu falei: 'Meu Deus, não acredito! É muita conexão'", disse a atriz, até perceber que se tratava de uma pegadinha. "É uma cilada, Bino. É um jogo comigo".



A atriz então quis saber se as figurinhas de Neymar são raras ou comuns: "Ele pelo menos é raro tipo o Pikachu no Pokemon Go?". Bruna perguntou aos seus seguidores se alguém estava interessado em trocar as figurinhas. "Interessados, favor entrar em contato. Nunca pensei que diria isso, mas eu tô dando meu namorado pra quem quiser. Eu troco por qualquer um, por favor", disse.

Vendas estão previstas para dia 20 de março (Foto: Reprodução)

Copa 2018

O grande momento para os colecionadores de figurinhas está chegando: a Panini vai lançar, esta semana, o álbum da Copa do Mundo da Rússia. O livro já está em pré-venda pelo site da editora e custa R$ 49,90 em capa dura e R$ 31,90 na versão comum, ambas com 12 envelopes (total de 60 figurinhas).

A versão vendida nas bancas deve custar R$ 7,90. Não se sabe ao certo quantas figurinhas serão necessárias para se completar o álbum, mas, normalmente, são por volta de 700 imagens diferentes, sendo ao menos 50 adesivos especiais de estádios, bola oficial, troféu, mascote e logotipo das seleções.

O pacote de figurinhas deve conter cinco adesivos, duas a menos que em 2014, mas o valor dele não foi informado. O álbum, com 80 páginas, dedicará duas folhas para cada equipe do torneio.

Zubivaka substitui Fuleco, o mascote da Copa do Mundo de 2014 (Foto:FIFA)

Copa 2018

 Para a Copa do Mundo deste ano, sai de cena o Fuleco, o tatu-bola escolhido como símbolo da edição de 2014, no Brasil, que cede a vez ao lobo siberiano Zabivaka, eleito pelos russos como o mascote do torneio.

Ele teve 53% dos mais de um milhão de votos, deixando para trás um tigre e um gato. O personagem utiliza óculos laranja acima da cabeça e foi desenhado pela estudante de design Ekaterina Bocharova. Ronaldo, o Fenômeno, foi o responsável por fazer o anúncio em um programa de televisão.

A opção por um lobo tem suas explicações. O animal é rápido, hábil e é do tipo que valoriza a equipe. E é essa unidade que o faz forte e vencer a “jogo” em ambiente selvagem. Espera-se que Zabivaka faça o mesmo sucesso que Fuleco.

Primos aplicaram golpe em distribuidora de revistas no interior paulista (Foto: Jean Sfakianakis)

Cidade

Três pessoas foram presas nesta segunda-feira, 09, após envolvimento com o furto de aproximadamente 138 mil figurinhas da Copa do Mundo, o que dá um valor de R$ 55 mil, em Itapetininga, no interior de São Paulo. Uma dupla realizou o furto e uma terceira pessoa, que também foi presa, compraria a mercadoria em Sorocaba (SP). A informação é do portal R7

Segundo informações da PM, um dos assaltantes confessou o crime, que foi feito em parceria com o seu primo, ex-funcionário da empresa da qual as figurinhas foram levadas.

O empresário lesado confirmou o sumiço de 23 caixas de cromos à delegada Leila Tardelli.  Após a análise das imagens da câmera de segurança do local, a investigação chegou primeiramente à dupla e, depois, ao suposto comprador. 

Redes sociais

Depois do furto, a dupla fez um anúncio no Facebook sobre a venda das figurinhas. Normalmente, nas bancas de jornal, cada pacote com cinco figurinhas é vendida por R$ 2. Pela rede social, o rapaz, de 26 anos, afirmou que comercializaria por um valor menor. 

O comprador, que chegaria ao local com R$7 mil, foi indiciado por receptação, enquanto os outros dois por furto qualificado. Entretanto, apenas seis das 23 caixas foram localizadas pela PM. As outras 17 caixas não foram encontradas.

 

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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