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Sex, Nov

França conquistou seu segundo título mundial em 20 anos (Foto: Reprodução/Instagram)

Copa 2018

A vitória sobre a Croácia por 4 a 2, na final da Copa da Rússia, neste domingo, no estádio Luzhniki, coloca a França em um novo patamar no futebol mundial. O time entra agora em clube seleto e qualificado dos bicampeões mundiais, ao lado de Argentina e Uruguai. A seleção deixa para trás Espanha e Inglaterra, donas de uma conquista cada uma. Com uma bela atuação ofensiva, o time sofreu pouco diante da Croácia e conquista seu segundo título exatamente 20 anos depois da vitória de 1998, quando venceu em casa. A França foi consistente do começo ao fim da Copa.

A exemplo do que aconteceu nos jogos anteriores, o time de Didier Deschamps conseguiu equilíbrio entre ataque e defesa e teve poucos momentos de sofrimento na partida. As boas atuações de Griezmann e Mbappé garantiram a folga no placar. A Croácia mostrou desgaste físico após a disputa de três prorrogações na Copa do Mundo, lutou até o final, mas sempre esteve atrás no marcador.

A França adotou uma estratégia arriscada no início do jogo e deixou que a Croácia ficasse com a bola. O time de Didier Deschamps começou a marcar atrás linha da bola e claramente esperava uma chance para contra-atacar. Foi uma atitude inesperada para a equipe favorita antes do início do jogo em função da campanha que fez na Copa: cinco vitórias e um empate. Foi esse estilo que o goleiro belga Courtois criticou após as semifinais, mas depois reconsiderou.

Para abrir o placar, a França usou o mesmo expediente que havia garantido sua classificação à final com a vitória suada sobre a Bélgica: a bola parda. Após cobrança de falta, em um lance polêmico aos 18 minutos, o artilheiro Mandzukic cabeceou para trás e fez gol contra. O mesmo atacante que garantiu a vaga da Croácia na final, marcando diante da Inglaterra na prorrogação, deixou a França à frente no placar.

As arquibancadas do estádio de Luzhniki mostraram divisão. Embora croatas e franceses estejam em grande número, torcedores de diversos países, como México, Argentina, Colômbia e Alemanha, marcaram presença e se dividiram entre os finalistas. Os brasileiros, também em grande número, penderam para o lado croata.

A Croácia mostrou boa movimentação e continuou melhor no jogo. Mesmo depois de três prorrogações nas fases anteriores, o time mostrava um jogo dinâmico com boa variação de jogadas pelos lados do campo. Rakitic, melhor do time no primeiro tempo, apostava nos lançamentos para Perisic. Após cobrança de escanteio, o time croata conseguiu o empate aos 27 minutos. Perisic driblou e chutou firme de perna esquerda. Foi seu terceiro gol em sete jogos.

Grande novidade do Mundial, o VAR (árbitro assistente de vídeo) teve interferência na final da Copa no segundo gol da França. Diante das reclamações dos franceses de toque de Perisic após cobrança de escanteio, o árbitro argentino Nestor Pitana ouviu as recomendações dos assistentes de vídeo e foi à beira do campo para rever o lance. Após muita indecisão, em que voltou ao vídeo por duas vezes, o argentino assinalou o pênalti. Na cobrança, Griezmann deslocou o goleiro Subasic e colocou a França em vantagem novamente. Foi seu quatro gol no Mundial. Foi o primeiro pênalti durante o tempo normal em uma final de Copa desde 2006.

A Croácia quase conseguiu o empate no primeiro em duas cobranças de escanteio que levaram perigo. Embora tenha finalizado o primeiro tempo com 61% de posse de bola e sete finalizações, os croatas acertaram apenas uma vez o alvo.

Com a vantagem no placar, a França voltou a apostar no contra-ataque. O arco era Pogba; a flecha, Mbappé. Com essas peças, o time conseguiu o terceiro gol no início do segundo tempo. Aos 14 minutos, o camisa 6 lançou Mbappé. Após rebatida da zaga, Pogba chutou de perna esquerda. Depois de afirmar que estava fazendo sacrifícios no Mundial, fazendo funções mais defensivas antes de chegar ao ataque, Pogba fez seu primeiro gol na Copa.

Sem a organização e o equilíbrio tático dos últimos jogos, a Croácia deu espaço - muito espaço - para um time mortal no contra-ataque. O quarto gol saiu rapidamente, cinco minutos depois. O astro do time, Kyllian Mbappé, chutou de fora da área, de longe para estabelecer a goleada: 4 a 1. O lance foi construído em grande jogada do lateral Hernandez.

Mesmo em uma final recheada de alternativas técnicas e táticas, os erros também apareceram. Erros grotescos. O goleiro Lloris tentou driblar o atacante Mandzukic e perdeu a bola na pequena área. Gol da Croácia: 4 a 2. Foi provavelmente a única grande falha defensiva da França na Copa.

Essa também foi a final de Mundial com maior número de gols desde 1958, quando o Brasil derrotou a Suécia por 5 a 2, em solo sueco, para ganhar o seu primeiro título.

FICHA TÉCNICA

FRANÇA 4 x 2 CROÁCIA

FRANÇA - Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernandez; Kante (Nzonzi), Pogba, Matuidi (Tolisso), Griezmann e Mbappé; Giroud (Fekir). Técnico: Dider Deschamps.

CROÁCIA - Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pjaca); Brozovic, Rakitic, Perisic, Modric e Rebic (Kramaric); Mandzukic. Técnico; Zlatko Dalic.

GOLS - Mandzukic (contra), aos 18, Ivan Perisic, aos 27, e Griezmann, aos 37 minutos do primeiro tempo; Pogba, aos 14, e Mbappé, aos 19, e Mandzukic, aos 24 minutos do segundo.

CARTÕES AMARELOS - Kanté, Hernandez e Vrsaljko.

ÁRBITRO - Nestor Pitana (ARG).

PÚBLICO - 78.011 torcedores.

LOCAL - Estádio Luzhniki, em Moscou.

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Alunos que praticam esporte rendem 20% a mais que os que não praticam nenhum esporte (Foto: Divulgação)

Saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois (EUA) mostrou que os estudantes que praticam esportes regularmente têm um rendimento escolar 20% maior do que os outros alunos.

Os exercícios físicos ajudam a aumentar a concentração, fixando melhor o conteúdo estudado. Além disso, o esporte colabora para o convívio social, autoestima, pré-disposição, diminui a ansiedade, melhora a memória e as noites de sono.

Segundo Fabrício Cortezi, coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, cada aluno tem o seu próprio rendimento e intercalar os estudos com o esporte pode proporcionar maior disposição. “O legal do esporte é poder se despir da mente e exercitar o corpo, assim se tem mais disposição para estudar depois”, afirmou.

Algumas sugestões são: futebol, vôlei, handball, musculação, basquete, natação e corrida ao ar livre. Todos eles podem ser praticados por homens e mulheres gratuitamente, em parques públicos. É importante verificar o condicionamento com um especialista antes de iniciar uma atividade intensa.

Eastwood venceu o Oscar quatro vezes na carreira (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Estreia nesta quinta-feira, 8, nos cinemas de todo o Brasil, o filme “15h17: Trem Para Paris”, dirigido por Clint Eastwood, quatro vezes vencedor do Oscar (melhor filme e melhor direção por Unforgiven e Million Dollar Baby).

A nova trama conta a história verídica de três homens, cujos atos de bravura os tornaram heróis durante uma viagem em um trem de alta velocidade.

A obra foi baseada em um ataque terrorista frustrado, ocorrido em agosto de 2015, a um trem a caminho de Paris. O filme acompanha a vida dos três amigos, das dificuldades da infância, passando pela descoberta de seu propósito na vida, até a série de eventos improváveis que culminaram com o ataque.

Durante essa experiência angustiante, a amizade entre eles, que nunca se abala, tornou-se sua melhor arma, permitindo que eles salvassem a vida de mais de 500 passageiros a bordo. 

Governador está dividido entre dois candidatos (Foto: Divulgação/GESP)

Cidade

O governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmou, nesta quarta-feira, entender que o duplo palanque que terá no Estado, por apoio de dois candidatos ao Governo, não deve prejudicá-lo eleitoralmente.


“O Brasil não tem um quadro bipartidário. Nosso quadro infelizmente é pluripartidário. Então você vai ter candidatos da mesma base política no País inteiro disputando um com o outro e para presidente apoiando o mesmo candidato”, disse Alckmin, que participou de evento da entrega do bloco 3 do Instituto do Coração (Incor-USP), na capital paulista.


Alckmin evitou comentar a troca de farpas entre os dois pré-candidatos que terão seu apoio – o prefeito João Doria (PSDB) e o vice-governador Márcio França (PSB). “Nós temos o França, que está assumindo o Governo, está preparado, ficou quatro anos conosco, tem boa experiência. O Doria também já tem a experiência do período de prefeito. Vamos caminhar para o futuro”, disse.


Alckmin deixa o Governo apenas no início de abril para se dedicar à sua campanha. Ontem, contudo, ele inaugurou um edifício não mobiliado e que deverá entrar em funcionamento apenas em maio.


“Quando vier visitar como presidente da República, o senhor será recebido como o nosso governador, que tanto fez pelo Incor”, disse o médico e presidente do Conselho diretor do Incor, Roberto Kalil Filho.

Antes de concorrer à Presidência, Alckmin não diz para quem vai pedir votos em São Paulo (Foto: Fábio Vieira/FOTORUA/Estadão)

Cidade

Um dia após o prefeito João Doria vencer as prévias do PSDB para ser o candidato tucano ao Governo de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin fez, nesta segunda-feira, 19, seu primeiro gesto de apoio ao tucano, mas também distribuiu afagos ao vice-governador Márcio França, que disputará o Palácio dos Bandeirantes pelo PSB.


Questionado se pedirá votos para Doria e França ao mesmo tempo, Alckmin desconversou e disse que a campanha começa apenas em agosto. O governador ficou neutro nas prévias e não participou da festa de vitória de Doria na sede do PSDB na Capital, no domingo.


“O candidato do meu partido será o João Doria, portanto estaremos juntos”, disse Alckmin a jornalistas após participar de um evento na sede do Governo. Sobre Márcio França, ele disse que seu vice está preparado para assumir o governo de São Paulo.

Instalação é feita para atletas treinarem em melhores condições (Foto: Marivaldo Oliveira/AE)

Cidade

O muro de vidro, de 2,2 quilômetros de extensão, que deverá liberar a visão para a Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na Marginal do Pinheiros, está em fase final de construção e deve ser entregue até o fim de março. Nos próximos dias, a atual mureta de concreto deverá ser demolida.


Onde hoje fica a mureta de concreto começará a ser instalada uma calçada verde, com gramado entre as pistas da Marginal, sentido Interlagos, em um trabalho de paisagismo. Haverá um recuo entre a nova mureta transparente e as faixas de rolamento. O vidro é temperado, com dez milímetros de espessura e película de proteção.


O projeto foi apresentado em junho do ano passado. Em maio, inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) havia proposto uma grade, mas foi levantado o problema de aumento de barulho e poluição do ar para os atletas que usam a raia. A solução foi a mureta de vidro, orçada em R$ 15 milhões, com custo pago por 12 empresas privadas – entre operadores de saúde e instaladores desse tipo de mureta

Doria é cotado para disputar sucessão de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes Crédito: Lucas Dantas

Cidade

Durante passagem pelo carnaval de Salvador na terça-feira, 13, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), reafirmou que o seu partido terá candidato próprio nas eleições deste ano. O tucano disse ainda que "não há nenhum mal" o vice-governador de São Paulo Márcio França se filiar à legenda e participar do processo de disputa interna pela vaga para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. "Se o vice quiser se filiar ao PSDB, não há nenhum mal", afirmou Doria.

Entretanto, o prefeito da capital paulista defendeu a realização de prévias dentro do partido tanto para eleições estaduais quanto federal. "Sou filho das prévias. É bom, é saudável", pregou, acrescentando que o ideal é que as prévias se realizem simultaneamente em São Paulo e nos demais Estados".

Coletiva DORIA Carnaval de rua 2018

Crédito: Lucas Dantas

O tucano também disse que não fará oposição ao atual vice-governador, caso este lance candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. França tem sido cotado para ser o candidato de atual governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Acompanhando o prefeito paulista na folia baiana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que só vai decidir sobre uma eventual candidatura à Presidência da República "entre março e junho". E lembrou que o DEM conta com outros nomes importantes e em condições de disputa para a vaga. "Acho que essa eleição está aberta. Aquele que conseguir organizar politicamente um campo vai ter chance de ganhar", afirmou.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião