Croácia faz história e decide título contra a França (Foto FA/Staff)

Copa 2018

Pela primeira vez em sua história, a Croácia vai decidir uma Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, no estádio Luzhniki, em Moscou, a seleção começou mal, mas se ajeitou durante a partida e virou em cima da Inglaterra, vencendo por 2 a 1. Com três prorrogações nas três fases de mata-mata do Mundial da Rússia, os croatas chegam desgastados fisicamente para a finalíssima deste domingo contra a favorita França, no mesmo estádio. Mas é bom ninguém duvidar da força desse time.

No primeiro tempo da partida, a Inglaterra dominou todas as ações e poderia ter ido aos vestiários com um placar maior. Na segunda etapa, a Croácia esteve bem melhor, empatou o jogo e só não virou por detalhes. No primeiro tempo da prorrogação, as duas seleções tiveram chances para desempatar, mas foram os croatas, com Mandzukic, que chegaram ao segundo gol.

O jogo começou quente. Logo aos três minutos do primeiro tempo, Dele Alli recebeu ótimo passe de Lingard perto da meia-lua e sofreu a falta do craque Modric. Na cobrança, Trippier lembrou o craque inglês Wayne Roonie de tão bem que pegou bem na bola, que fez a curva por fora da barreira e entrou no canto esquerdo alto de Subasic - o goleiro da Croácia nem mesmo tentou pular na bola.

A seleção da Croácia parecia não ter forças para buscar uma reação. Modric e Rakitic, meio-campistas de grande categoria e titulares de Real Madrid e Barcelona, respectivamente, não conseguiam se entender. Distantes um do outro, pouco produziram na primeira etapa.

Assim, cheio de espaços para atacar, a Inglaterra foi avançando, principalmente com Dele Alli, que tinha liberdade para receber a bola - quase sempre o primeiro combate era feito já por um dos zagueiros da Croácia e não pelos volantes.

Em uma dessas jogadas, a Inglaterra quase chegou ao segundo gol. Lingard achou Harry Kane dentro da área. O atacante bateu rasteiro, mas Subasic fez grande defesa. No rebote, o próprio Kane, de dentro da pequena área, fez o mais difícil e chutou na trave. Contudo, o bandeirinha já havia assinalado impedimento na primeira jogada.

Aos 35 minutos, mais uma ótima chance para os ingleses. Harry Kane dominou pela meia-esquerda e abriu para Dele Alli. O camisa 20 dominou já dentro da área e rolou para Lingard que, de frente para o gol e sem marcação, bateu à direita do gol de Subasic.

No segundo tempo, os primeiros 10 minutos foram do mesmo cenário. Mas a partir daí, a seleção da Croácia mudou de postura. Mesmo cansada, passou a ter mais disposição em todas as divididas. Com a posse da segunda bola, o time foi para cima. A Inglaterra, de forma perigosa, recuou o time na tentativa de explorar o contra-ataque, que não aparecia com frequência.

Aos 19 minutos, quase o empate. Modric cruzou da direita, Stones cortou mal e a bola sobrou limpa para Perisic dominar e bater firme. A bola que tinha endereço certo explodiu em Walker.

Mas o resultado de tanto empenho croata deu resultado aos 24 minutos. Vrsaljko recebeu boa bola pela direita e cruzou dentro da pequena área para Perisic, que se antecipou a Walker e com o pé esquerdo todo esticado empatou o jogo, para explosão da torcida da Croácia no estádio Luzhniki.

Dois minutos depois, a Croácia quase virou. Após bobeada da defesa inglesa, Perisic dominou sozinho dentro da área, levou para a esquerda e bateu firme cruzado. A bola explodiu na trave e voltou nos pés de Rebic, que chutou para defesa do goleiro Pickford.

Aos 37 minutos, mais uma vez o goleiro inglês apareceu bem. Mandzukic recebeu dentro da área, dominou no peito e bateu para outra boa defesa de Pickford. Um minuto depois, Vrsaljko cruzou na segunda trave, Perisic cabeceou para cima e o arqueiro da seleção inglesa saiu mal do gol. No rebote, o próprio Perisic mandou por cima do gol, perdendo ótima chance.

Na prorrogação, a primeira grande chance surgiu aos oito minutos e foi para a Inglaterra. Após cobrança de escanteio, Stones cabeceou firme, mas Vrsaljko apareceu em cima da linha para impedir o segundo gol inglês.

Aos 17 do primeiro tempo, foi a vez da Croácia quase marcar o gol de desempate. Peresic recebeu linda bola de Modric pela esquerda e cruzou para Madzukic finalizar na saída de Pickford, que fez uma grande defesa e evitou o gol.

Mas no segundo tempo da prorrogação não teve jeito. Aos dois minutos, Pivaric tentou cruzar na área pela esquerda, mas a defesa da Inglaterra cortou. No rebote, Rakitic cabeceou de volta para a área e aí a defesa inglesa falhou feio, principalmente Walker e Stones. A bola sobrou limpa para o atacante Mandzukic tocar na saída de Pickford e virar a partida.

Depois, até o final da partida, a Croácia tocou a bola. A Inglaterra não teve forças para empatar e levar o jogo para os pênaltis. Agora, neste domingo, às 12 horas (de Brasília), a seleção croata encara a favorita França na decisão da Copa do Mundo da Rússia. Aos ingleses resta o consolo de, assim como em 1990, brigar pelo terceiro lugar, neste sábado, às 11 horas, contra a Bélgica, em São Petersburgo.

FICHA TÉCNICA

CROÁCIA 2 x 1 INGLATERRA

CROÁCIA - Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Brozovic, Rakitic e Modric (Badelj); Rebic (Kramaric), Perisic e Mandzukic (Corluka). Técnico: Zlatko Dalic.

INGLATERRA - Pickford; Walker (Vardy), Stones e Maguire; Trippier, Henderson (Dier), Dele Alli, Lingard e Young (Rose); Sterling (Rashford) e Kane. Técnico: Gareth Southgate.

GOLS - Trippier, aos 4 minutos do primeiro tempo; Perisic, aos 24 minutos do segundo tempo; e Mandzukic, aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação.

ÁRBITRO - Cuneyt Cakir (Fifa/Turquia).

CARTÕES AMARELOS - Mandzukic e Rebic (Croácia); Walker (Inglaterra).

RENDA - Não disponível.

PÚBLICO - 78.011 pagantes.

LOCAL - Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia).

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O Utah Jazz derrotou o Los Angeles Lakers na noite de domingo por 112 a 97, fora de casa, e garantiu vaga nos playoffs da NBA. A equipe é a quarta da Conferência Oeste a confirmar um lugar na fase mata-mata da competição.

Os três primeiros colocados, Houston Rockets, Golden State Warriors e Portland Trail Blazers, respectivamente, também já estavam classificados. Agora, restam cinco equipes brigando por quatro vagas para os playoffs.

A importante vitória no domingo veio graças à grande atuação de Donovan Mitchell, que marcou 28 pontos, pegou nove rebotes e deu oito assistências. Joe Ingles também fez um bom jogo com 22 pontos e dez assistências. Jae Crowder marcou 18.

No Lakers, os destaques foram Josh Hart, com 25 pontos, e Julius Randle, com 17 pontos e sete rebotes. As boas atuações, no entanto, não foram capazes de evitar a sexta derrota em oito jogos da equipe de Los Angeles.

WARRIORS VENCE LANTERNA - Também na noite de domingo, o Golden State Warriors venceu o lanterna Phoenix Suns por 117 a 100, fora de casa, e colocou fim à sequência de duas derrotas seguidas. O resultado confirmou o time da casa como a pior campanha da competição.

O destaque do jogo foi Klay Thompson, que marcou 34 pontos. Kevin Durant terminou com 17 pontos e nove assistências, e Green fez 14. Mais uma vez, o Warriors atuou desfalcado de Stephen Curry, que se recupera de uma lesão no joelho esquerdo e já foi vetado pelo técnico Steve Kerr da primeira rodada dos playoffs.

No Suns, quem mais pontuou foi Danuel House, com 22. Alex Len conseguiu um "double-double" com 16 pontos e 10 rebotes. A equipe, no entanto, faz uma temporada para ser esquecida, pois ocupa a última colocação da Conferência Oeste com 20 vitórias e 61 derrotas.

SIXERS NO EMBALO - O Philadelphia 76ers derrotou o Dallas Mavericks por 109 a 97, em casa, e alcançou a 14ª vitória consecutiva na temporada. A boa sequência igualou o recorde da temporada 1982/1983.

Mais uma vez o destaque da equipe anfitriã foi o calouro Ben Simmons, que fechou o jogo com 16 pontos, 7 rebotes e 9 assistências. JJ Redick marcou 18 pontos e Robert Covington conseguiu um "double-double" com 15 pontos e dez rebotes.

O resultado manteve o 76ers em terceiro lugar na Conferência Leste, com 50 vitórias e 30 derrotas. O Mavericks é o 13º colocado do lado Oeste, com 24 vitórias e 57 derrotas, já sem chances de ir aos playoffs.

Confira os resultados deste domingo:

Charlotte Hornets 117 x 123 Indiana Pacers
Philadelphia 76ers 109 x 97 Dallas Mavericks
Boston Celtics 106 x 112 Atlanta Hawks
Memphis Grizzlies 117 x 130 Detroit Pistons
Toronto Raptors 112 x 101 Orlando Magic
Los Angeles Lakers 97 x 112 Utah Jazz
Phoenix Suns 100 x 117 Golden State Warriors

Confira os jogos desta segunda-feira:

Detroit Pistons x Toronto Raptors
Brooklyn Nets x Chicago Bulls
Miami Heat x Oklahoma City Thunder
New York Knicks x Cleveland Cavaliers
Milwaukee Bucks x Orlando Magic
Minnesota Timberwolves x Memphis Grizzlies
San Antonio Spurs x Sacramento Kings
Denver Nuggets x Portland Trail Blazers
Los Angeles Clippers x New Orleans Pelicans

Antes de correr, é recomendado passar por exames médicos (Foto: Divulgação)

Saúde

Na hora de escolher qual exercício praticar, a maioria das pessoas se baseia nos níveis de queima de calorias, visando à eliminação dos indesejáveis quilinhos extras. Para esse objetivo, corrida e spinning (conhecido também como pedalada indoor) são ótimas opções.

Atividades aeróbicas rítmicas envolvem grande volume muscular. Segundo os cálculos gerais do American College of Sports Medicine, uma pessoa de 80 quilos queima cerca de mil calorias em uma hora de corrida. Já pedalando em uma velocidade constante de 18 a 25 km/h queima cerca de 850 calorias. “É claro que os dados são relativos. Apesar de existir um valor médio para a perda de peso, a intensidade é fator determinante”, comenta a Dra. Karina Hatano, médica do exercício e do esporte.

Entretanto, a corrida apresenta alguns aspectos negativos, pois oferece mais riscos de lesões que podem se tornar crônicas, principalmente no joelho, quadril e tornozelo. Já o spinning é mais suave por ser de baixo impacto, traz enormes benefícios ao sistema cardiovascular e ajuda a fortalecer pernas e coxas. Para produzirem resultados significativos, é fundamental a orientação de um especialista. A melhor atividade será aquela que a pessoa mais gosta e o recomendado pelo médico após avaliação. E, se liberado pelo especialista, pode, inclusive, associar as duas modalidades.  

Alunos que praticam esporte rendem 20% a mais que os que não praticam nenhum esporte (Foto: Divulgação)

Saúde

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Illinois (EUA) mostrou que os estudantes que praticam esportes regularmente têm um rendimento escolar 20% maior do que os outros alunos.

Os exercícios físicos ajudam a aumentar a concentração, fixando melhor o conteúdo estudado. Além disso, o esporte colabora para o convívio social, autoestima, pré-disposição, diminui a ansiedade, melhora a memória e as noites de sono.

Segundo Fabrício Cortezi, coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, cada aluno tem o seu próprio rendimento e intercalar os estudos com o esporte pode proporcionar maior disposição. “O legal do esporte é poder se despir da mente e exercitar o corpo, assim se tem mais disposição para estudar depois”, afirmou.

Algumas sugestões são: futebol, vôlei, handball, musculação, basquete, natação e corrida ao ar livre. Todos eles podem ser praticados por homens e mulheres gratuitamente, em parques públicos. É importante verificar o condicionamento com um especialista antes de iniciar uma atividade intensa.

Rodriguinho fez os gols que levaram o Corinthians às decisões de pênaltis na semi e na final do Paulistão (Foto: Reprodução/ Facebook)

Futebol

O Paulistão deste ano talvez não tenha sido o melhor campeonato de Rodriguinho, mas foi neste torneio que ele se mostrou mais importante e deixou de ser coadjuvante no Corinthians. O meia assumiu a responsabilidade de ser o cérebro da equipe e, além de ditar o ritmo da equipe, conseguiu marcar gols importantes na campanha do bicampeonato estadual.
Aos 47 minutos do segundo tempo contra o time do Morumbi, quando o Corinthians parecia eliminado, ele usou a cabeça para manter o time vivo na disputa na vitória por 1 a 0 na arena corintiana no confronto de volta da semifinal. No último domingo, na grande finalíssima da competição, mais uma vez ele mostrou sua estrela e, no primeiro minuto, superou Jailson.

"Fico muito feliz de estar sendo decisivo em momentos importantes do time. Divido isso com meus companheiros. Todo mundo tem seu momento de protagonista, como fiz gol hoje (domingo), o Cássio pegou pênalti, Maycon fez gol contra o Bragantino... Todo mundo teve seu momento", comentou o meia, mostrando humildade.



A mudança do esquema tático, a queda de rendimento e a lesão de Jadson foram fundamentais para que Rodriguinho pudesse brilhar no Campeonato Paulista. No ano passado, ele teve destaque, mas os aplausos foram para Jô, Jadson e Guilherme Arana. Por isso, vencer o Palmeiras fazendo gol teve um gosto especial para o meio-campista.

"Foi incrível o que conseguimos fazer aqui. Nos reerguemos rapidamente depois da derrota (no primeiro jogo). No dia seguinte, todo mundo sabia que teríamos condições de vir aqui e sair com o título. Esse grupo está de parabéns por tudo o que foi feito no torneio. Temos de seguir fortes porque virão muitas batalhas pela frente", comentou.

Neste ano, tudo mudou. A esperança de ser convocado por Tite para a seleção e a mudança no esquema tático fizeram Rodriguinho crescer em campo e sua participação se tornou fundamental para a evolução do time. Quando ele não estava bem ou era bem marcado, como aconteceu no primeiro jogo da decisão, a equipe não rendia.

"Eu, se enfrentasse o Corinthians, a primeira coisa que faria era marcar o Rodriguinho. É o jogador que faz o time rodar", disse o técnico Fábio Carille, reforçando a importância do jogador.

A possibilidade de disputar uma Copa do Mundo, algo que parecia inimaginável para o jogador até o começo do ano passado, deu uma motivação extra ao jogador, que admitiu ter ficado frustrado por não ter sido convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha, os dois últimos testes antes do anúncio oficial dos convocados para a Copa do Mundo.

Entretanto, ele não deixou isso abalá-lo e, mesmo com a decepção de aparecer longe da lista dos que vão para a Rússia, manteve o bom futebol e se tornou o alvo dos adversários, para tentar parar o Corinthians. No primeiro jogo da decisão, por exemplo, o Palmeiras fez uma marcação especial em cima dele e isso ajudou a vencer a partida por 1 a 0.

Com o título do Paulistão, Rodriguinho sobe mais um pouco de patamar e consegue mostrar que também pode ser protagonista. Sorte de Fábio Carille e, quem sabe, de Tite.

Zucatelli foi um dos demitidos pela direção da Rede TV! (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando as demissões na Rede TV!. A emissora não consegue emplacar sua programação, até porque tem a menor audiência da TV aberta em São Paulo. Toda a sua grade não chega a 1%, com uma média apenas de 0.36%, muito pouco para um canal que se apresenta como competitivo.

Entretanto, apesar da emissora não ter uma programação atrativa, promoveu na semana passada uma série de demissões, começando por Celso Zucatelli, além da limpa no seu quadro de repórteres e apresentadores. A direção não tem parâmetros  para demitir, mesmo sabendo que não possui uma grade que possa atrair os telespectadores.

Para se ter uma ideia, o Departamento Comercial da Rede TV! cobra de qualquer concessionário que queira um horário na emissora a média de R$ 65 mil a hora, um preço não compatível com a audiência que possui, aliado a uma grande diferença no mercado de São Paulo.

A Rede TV!, apesar de ser uma emissora muito bem equipada, não consegue mudar o seu desempenho, até porque tem como opção para gerar receitas a locação de horários para as igrejas evangélicas. Com uma programação sem alternativa para atrair  os telespectadores, o canal não consegue pontuar no Ibope, perdendo, às vezes, até para a TV Cultura.

Com isso, comenta-se à boca pequena que a direção da Rede TV estuda a possibilidade de a emissora virar um canal  exclusivamente de esportes a partir do próximo ano. Tanto é verdade que a Rede TV já transmite os jogos da Série B e acaba de negociar os direitos para a transmissão do Campeonato Italiano. Talvez seja esse o único caminho.

O autor Carlos Lombardi voltou a tocar novamente o projeto Mamonas Assassinas,   que deverá virar filme e série a partir do segundo semestre deste ano, na Record TV. O projeto foi engavetado, no ano passado,  por falta de acordo entre as partes. Entretanto, agora, com a liberação, a iniciativa vai caminhar.

Os Experientes, seriado que a Globo começa gravar na próxima semana, terá Stênio Garcia e Rosamaria Murtinho, com previsão de estreia em junho, a partir das 23h. As gravações vão acontecer na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. A emissora pretende investir em séries e conquistar o horário das 23h definitivamente.

A TV Cultura deve mudar a sua grade de programação nos próximos dias. A emissora quer popularizar a sua grade, mas sem deixar de manter o cunho cultural que se propõe desde a sua fundação. A ideia é ter programas musicais, como novas opções para os seus telespectadores.

Frase final: “Se o conhecimento pode criar problemas, não é por meio da ignorância que podemos solucioná-los.” (Isaac Asimov)

Instalação é feita para atletas treinarem em melhores condições (Foto: Marivaldo Oliveira/AE)

Cidade

O muro de vidro, de 2,2 quilômetros de extensão, que deverá liberar a visão para a Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na Marginal do Pinheiros, está em fase final de construção e deve ser entregue até o fim de março. Nos próximos dias, a atual mureta de concreto deverá ser demolida.


Onde hoje fica a mureta de concreto começará a ser instalada uma calçada verde, com gramado entre as pistas da Marginal, sentido Interlagos, em um trabalho de paisagismo. Haverá um recuo entre a nova mureta transparente e as faixas de rolamento. O vidro é temperado, com dez milímetros de espessura e película de proteção.


O projeto foi apresentado em junho do ano passado. Em maio, inicialmente, a gestão João Doria (PSDB) havia proposto uma grade, mas foi levantado o problema de aumento de barulho e poluição do ar para os atletas que usam a raia. A solução foi a mureta de vidro, orçada em R$ 15 milhões, com custo pago por 12 empresas privadas – entre operadores de saúde e instaladores desse tipo de mureta

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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: HENRIQUE BARRETO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Nacional

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

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