Maradona fez jogada genial em gol de Cannigia (Foto: Mark Lennihan/AP/AE)

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Apesar de ter participado de todas as Copas do Mundo até aqui, algumas aparições da Seleção Brasileira poderiam ser facilmente esquecidas. Os jogos de 1990, na Itália, que deixaram o Brasil na nona colocação, com toda a certeza fazem parte desse pacote.

O treinador era Sebastião Lazaroni, responsável por modificar a equipe de quatro anos antes e implantar o esquema 3-5-2, em que três zagueiros, cinco meias e dois atacantes tentam sufocar os adversários. No entanto, as aparições foram modestas e o técnico ficou mais lembrado por ter deixado de fora da convocação Neto, que brilhava no Corinthians, à época.

A equipe venceu a Suécia (2 a 1), com dois gols de Careca, a Costa Rica (1 a 0) e a Escócia (1 a 0), ambas com gols de Müller. A Seleção só foi melhorar sua atuação justamente nas oitavas-de-final, contra a Argentina.

Aos 30 minutos do segundo tempo, porém, Maradona tirou Alemão do lance, escapou de um carrinho de Dunga, passou por Ricardo Rocha e tocou para Caniggia. O craque driblou Taffarel e mandou para o gol. A Seleção, de novo, saiu dos eixos, deixou escapar oportunidades de empate e foi eliminada em uma de suas piores participações em Copas do Mundo.

Enquanto isso, Fernando Collor de Mello tomou posse como presidente do Brasil, o primeiro a ser eleito de forma direta depois da Ditadura Militar.

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Pelé tenta passar por jogador búlgaro na única partida vencida pelo Brasil no Mundial da Inglaterra (Foto: CBF)

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Bicampeã da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira chegou a ser apontada como a grande favorita para vencer o torneio que foi realizado na Inglaterra, em 1966. De fato, a equipe era formada por jogadores acima da média, como Pelé, Gérson, Garrincha e Tostão. Além disso, o técnico Vicente Feola continuou à frente da equipe que fora campeã quatro anos antes.

Só que, o que se viu em campo, foi um vexame histórico. A equipe até ganhou da inexpressiva Bulgária na primeira fase, por 2 a 0, com gols de Pelé e Garrincha, mas foi superada pela Hungria, que venceu por 3 a 1, e por Portugal, pelo menos placar. Isso rendeu apenas dois pontos na fase de grupos.

Vários fatores podem ser apontados para a queda precoce: o envelhecimento dos principais jogadores, a presença de dois rivais de peso na chave, mas a política novamente interferiu no caminho da Seleção: a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) pediu para que Feola convocasse 49 nomes (ao invés de definir uma lista de 23), para agradar diversos clubes. Nos treinos, os jogadores eram divididos em quatro equipes, causando uma bagunça no planejamento.

No fim, a anfitriã Inglaterra foi campeã pela primeira – e única – vez. Com a política fervendo, a Ditadura Militar institui eleições indiretas para cargos de governador e nomeação de prefeitos. O marechal Artur da Costa e Silva foi eleito presidente pelo Congresso Nacional.

Pernas tortas de Garrincha não eram empecilho para ele "humilhar" adversários (Foto: Arquivo/ AE)

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Consagrado como campeã mundial após fazer grande campanha em 1958, a Seleção Brasileira mudou muito pouco sua escalação para conseguir o bicampeonato em 1962, no Chile. O novo técnico Aymoré Moreira, substituindo Vicente Feola, se assustou, no entanto, quando na segunda partida, contra a Tchecoslováquia, em um empate em 0 a 0, Pelé saiu lesionado, com um problema no músculo adutor da perna direita.

A essa altura, o Brasil já tinha ganhado do México, por 2 a 0, com gols de Zagallo e do próprio Rei. Após o empate na segunda partida, precisava de uma vitória contra a Espanha. Aos 35 minutos da primeira etapa, os adversários abriram o marcador. Só aos 27 do segundo tempo, Amarildo empatou. Faltando quatro minutos para o fim da partida, o atacante marcou seu segundo tento e levou o Brasil às quartas-de-final.

Contra a forte Inglaterra, Garrincha deslanchou e atuou por ele mesmo e por Pelé. Marcou dois gols e foi protagonista na vitória por 3 a 1. Contra o Chile, nas semifinais, mais dois (assim como o atacante Vavá), no trunfo por 4 a 2.

Na final, a Seleção voltou a enfrentar a Tchecoslováquia. O craque Masopust abriu o placar aos 15 minutos, mas poucos instantes depois, Amarildo empatou. Possesso, substituto de Pelé, serviu Zito, que desempatou aos 24 minutos do segundo tempo. Vavá marcou mais um, aos 33 e o Brasil sagrou-se bicampeão mundial naquele ano.

Na política, o presidente João Goulart sancionou a Lei que instituiu o 13º salário, que vigora até os dias de hoje no Brasil.

Dida disputa bola com zagueiro austríaco na estréia do Brasil na Copa de 58 (Foto: Arquivo/ AE)

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Após vários percalços e até uma pegadinha do destino, ao se ver de frente com a melhor geração da Hungria logo nas quartas-de-final em 1954, a Seleção Brasileira ficou mais fortalecida em 1958, quando foi campeã pela primeira vez da competição. Não era para menos: os meias Didi e Garrincha, além do Rei Pelé, defenderam as cores do Brasil durante o torneio.

Na fase de grupos, a boa campanha foi marcada por duas vitórias e um empate. Caíram para o selecionado brasileiro Áustria (3 a 0) e União Soviética (2 a 0). A Inglaterra conseguiu empatar com os favoritos, em 0 a 0. Nas quartas-de-final, o Brasil eliminou o País de Gales com um gol antológico de Pelé.

Depois, enfrentou a seleção francesa, ganhando por 5 a 2. O mesmo placar foi repetido na final, contra a anfitriã Suécia, sendo essa a maior goleada de uma seleção em uma final de Copa do Mundo. Mas não foi fácil. Os adversários abriram o marcador aos quatro minutos, com Liedholm. O atacante Vavá empatou aos nove e virou o placar aos 32. Pelé marcou aos 10 do segundo tempo, Zagalo aos 13. Os suecos, com Simonsson, fizeram mais um, mas o Rei, com apenas 18 anos à época, novamente anotou aos 45.

Na política, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurou o Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial do cargo até hoje. A inflação fechou o ano em 24,39%, o que levou JK a fazer mudanças no Ministério da Fazenda, trocando seu comando, para estabilizar os números.

Confira lances da final do primeiro título mundial da Seleção:

A famosa camisa amarela da Seleção foi vista pela primeira vez na Copa da Suíça (Foto: Associated Press/ AE)

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Depois de mais uma decepção em Copas do Mundo em 1950, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) considerou que todos os percalços enfrentados até então estavam ligados ao azar. Portanto, decidiu inovar e criar um novo uniforme para 1954, na Suíça, como o que se vê até hoje: camisa amarela, com detalhes verdes, ao contrário de antes, quando a Seleção jogava de branco e azul.

O time era forte. Apenas seis atletas de 1950 foram convocados, mas a equipe tinha grandes nomes como Julinho Botelho, Didi e Djalma Santos. Eles começaram bem a caminhada no torneio, vencendo o México por 5 a 0 e empatando com a Iugoslávia em 1 a 1.  Só que, pela frente, o destino colocou mais um azar na história da Seleção: a Hungria, que tinha goleado a Coreia do Sul (por 9 a 0) e a Alemanha Ocidental (por 8 a 3) na primeira fase. Entretanto, os alemães se sagraram campeões do torneio contra a própria Hungria.

Os adversários eram considerados uma “sensação” e tinham um dos melhores jogadores do mundo: Frenc Puskás. Os brasileiros entraram nervosos e, com menos de 10 minutos, a Hungria já fazia 2 a 0. Djalma Santos marcou, de pênalti, aos 18 minutos. No segundo tempo, os rivais marcaram de novo e, no final, o placar marcava 4 a 2 para eles.

No campo político, em 24 de agosto daquele ano, o então presidente Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no coração. Café Filho, vice, se torna o comandante do País na ocasião.

Primeira Copa realizada na França teve a Itália como bicampeã e Leônidas como artilheiro (Foto: Reprodução/ Google)

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Depois de duas decepções nas Copas do Mundo de 1930 e 1934, a Seleção Brasileira finalmente compareceu a um mundial com sua força máxima em 1938. O técnico Ademar Pimenta conseguiu convocar o craque do Flamengo Leônidas da Silva, que foi o artilheiro da competição, oficialmente com sete gols (a Fifa retirou, em 2006, um gol do “Diamante Negro” contra a Tchecoslováquia, nas quartas-de-final, após revisão de pesquisadores independentes).

No jogo da estreia, uma partida espetacular terminou em 6 a 5 para o Brasil contra a Polônia, decidida na prorrogação. No tempo normal, o resultado terminou 4 a 4. Leônidas da Silva marcou três vezes, o último deles, descalço após perder a chuteira, e se tornou o primeiro jogador a fazer um ‘hat-trick’ em Copa do Mundo.

Nas quartas-de-final, um empate em 1 a 1 contra a Tchecoslováquia causou várias contusões, como no próprio Leônidas e no atacante Perácio. Conforme o regulamento, uma segunda partida seria realizada e o Brasil venceu por 2 a 1. Mesmo machucado, o “Diamante Negro” marcou, mas acabou agravando a lesão.

Pela primeira vez na semifinal, a Seleção enfrentou a campeã Itália sem seu principal jogador. Perdeu por 2 a 1, mas acabou ganhando da Suécia por 4 a 2 na disputa pelo terceiro lugar.

Contexto histórico

Ainda no poder, Getúlio Vargas sofria uma tentativa de assassinato do Levante Integralista, mas acabaria derrotando, prendendo e exilando Plínio Salgado, um dos seus principais rivais na política.

O "Gran Parque Central", estádio do Nacional Club (Uruguai), foi palco do primeiro jogo da Seleção Brasileira em Copas do Mundo (Foto: Reprodução/ Site Nacional Club)

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Apesar da grande expectativa de vitória brasileira em 1930, quando a Copa aconteceu no Uruguai, isso não se confirmou. Em uma briga aberta por poder, a Liga de São Paulo não liberou os 15 jogadores de times paulistas convocados para defender a então Confederação Brasileira de Desporto (CBD). Com isso, a Seleção foi formada apenas por jogadores cariocas. Só Araken Patuska, que estava sem contrato com o Santos, conseguiu liberação ao se filiar ao Flamengo.

Craques como Clodô (São Paulo), Del Debbio (Corinthians) e Pepe (Palestra Itália, hoje Palmeiras) ficaram de fora do selecionado. O formato de disputa era com quatro grupos: o Brasil pegou a Iugoslávia, demorando para se acostumar com o frio do país vizinho e perdeu por 2 a 1. Preguinho (Fluminense) marcou o único tento brasileiro.

Depois, a Seleção venceu a Bolívia, por 4 a 0 (com dois gols de Preguinho), ficou na segunda posição do grupo dois e foi desclassificada. Naquele ano, três meses depois da primeira Copa, um movimento armado, liderado por Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes, depondo Washington Luís. Getúlio Vargas tomou o poder, dando início à Era Vargas.

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