Maradona fez jogada genial em gol de Cannigia (Foto: Mark Lennihan/AP/AE)

Copa 2018

Apesar de ter participado de todas as Copas do Mundo até aqui, algumas aparições da Seleção Brasileira poderiam ser facilmente esquecidas. Os jogos de 1990, na Itália, que deixaram o Brasil na nona colocação, com toda a certeza fazem parte desse pacote.

O treinador era Sebastião Lazaroni, responsável por modificar a equipe de quatro anos antes e implantar o esquema 3-5-2, em que três zagueiros, cinco meias e dois atacantes tentam sufocar os adversários. No entanto, as aparições foram modestas e o técnico ficou mais lembrado por ter deixado de fora da convocação Neto, que brilhava no Corinthians, à época.

A equipe venceu a Suécia (2 a 1), com dois gols de Careca, a Costa Rica (1 a 0) e a Escócia (1 a 0), ambas com gols de Müller. A Seleção só foi melhorar sua atuação justamente nas oitavas-de-final, contra a Argentina.

Aos 30 minutos do segundo tempo, porém, Maradona tirou Alemão do lance, escapou de um carrinho de Dunga, passou por Ricardo Rocha e tocou para Caniggia. O craque driblou Taffarel e mandou para o gol. A Seleção, de novo, saiu dos eixos, deixou escapar oportunidades de empate e foi eliminada em uma de suas piores participações em Copas do Mundo.

Enquanto isso, Fernando Collor de Mello tomou posse como presidente do Brasil, o primeiro a ser eleito de forma direta depois da Ditadura Militar.

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Pelé tenta passar por jogador búlgaro na única partida vencida pelo Brasil no Mundial da Inglaterra (Foto: CBF)

Copa 2018

Bicampeã da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira chegou a ser apontada como a grande favorita para vencer o torneio que foi realizado na Inglaterra, em 1966. De fato, a equipe era formada por jogadores acima da média, como Pelé, Gérson, Garrincha e Tostão. Além disso, o técnico Vicente Feola continuou à frente da equipe que fora campeã quatro anos antes.

Só que, o que se viu em campo, foi um vexame histórico. A equipe até ganhou da inexpressiva Bulgária na primeira fase, por 2 a 0, com gols de Pelé e Garrincha, mas foi superada pela Hungria, que venceu por 3 a 1, e por Portugal, pelo menos placar. Isso rendeu apenas dois pontos na fase de grupos.

Vários fatores podem ser apontados para a queda precoce: o envelhecimento dos principais jogadores, a presença de dois rivais de peso na chave, mas a política novamente interferiu no caminho da Seleção: a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) pediu para que Feola convocasse 49 nomes (ao invés de definir uma lista de 23), para agradar diversos clubes. Nos treinos, os jogadores eram divididos em quatro equipes, causando uma bagunça no planejamento.

No fim, a anfitriã Inglaterra foi campeã pela primeira – e única – vez. Com a política fervendo, a Ditadura Militar institui eleições indiretas para cargos de governador e nomeação de prefeitos. O marechal Artur da Costa e Silva foi eleito presidente pelo Congresso Nacional.

Pernas tortas de Garrincha não eram empecilho para ele "humilhar" adversários (Foto: Arquivo/ AE)

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Consagrado como campeã mundial após fazer grande campanha em 1958, a Seleção Brasileira mudou muito pouco sua escalação para conseguir o bicampeonato em 1962, no Chile. O novo técnico Aymoré Moreira, substituindo Vicente Feola, se assustou, no entanto, quando na segunda partida, contra a Tchecoslováquia, em um empate em 0 a 0, Pelé saiu lesionado, com um problema no músculo adutor da perna direita.

A essa altura, o Brasil já tinha ganhado do México, por 2 a 0, com gols de Zagallo e do próprio Rei. Após o empate na segunda partida, precisava de uma vitória contra a Espanha. Aos 35 minutos da primeira etapa, os adversários abriram o marcador. Só aos 27 do segundo tempo, Amarildo empatou. Faltando quatro minutos para o fim da partida, o atacante marcou seu segundo tento e levou o Brasil às quartas-de-final.

Contra a forte Inglaterra, Garrincha deslanchou e atuou por ele mesmo e por Pelé. Marcou dois gols e foi protagonista na vitória por 3 a 1. Contra o Chile, nas semifinais, mais dois (assim como o atacante Vavá), no trunfo por 4 a 2.

Na final, a Seleção voltou a enfrentar a Tchecoslováquia. O craque Masopust abriu o placar aos 15 minutos, mas poucos instantes depois, Amarildo empatou. Possesso, substituto de Pelé, serviu Zito, que desempatou aos 24 minutos do segundo tempo. Vavá marcou mais um, aos 33 e o Brasil sagrou-se bicampeão mundial naquele ano.

Na política, o presidente João Goulart sancionou a Lei que instituiu o 13º salário, que vigora até os dias de hoje no Brasil.

Dida disputa bola com zagueiro austríaco na estréia do Brasil na Copa de 58 (Foto: Arquivo/ AE)

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Após vários percalços e até uma pegadinha do destino, ao se ver de frente com a melhor geração da Hungria logo nas quartas-de-final em 1954, a Seleção Brasileira ficou mais fortalecida em 1958, quando foi campeã pela primeira vez da competição. Não era para menos: os meias Didi e Garrincha, além do Rei Pelé, defenderam as cores do Brasil durante o torneio.

Na fase de grupos, a boa campanha foi marcada por duas vitórias e um empate. Caíram para o selecionado brasileiro Áustria (3 a 0) e União Soviética (2 a 0). A Inglaterra conseguiu empatar com os favoritos, em 0 a 0. Nas quartas-de-final, o Brasil eliminou o País de Gales com um gol antológico de Pelé.

Depois, enfrentou a seleção francesa, ganhando por 5 a 2. O mesmo placar foi repetido na final, contra a anfitriã Suécia, sendo essa a maior goleada de uma seleção em uma final de Copa do Mundo. Mas não foi fácil. Os adversários abriram o marcador aos quatro minutos, com Liedholm. O atacante Vavá empatou aos nove e virou o placar aos 32. Pelé marcou aos 10 do segundo tempo, Zagalo aos 13. Os suecos, com Simonsson, fizeram mais um, mas o Rei, com apenas 18 anos à época, novamente anotou aos 45.

Na política, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurou o Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial do cargo até hoje. A inflação fechou o ano em 24,39%, o que levou JK a fazer mudanças no Ministério da Fazenda, trocando seu comando, para estabilizar os números.

Confira lances da final do primeiro título mundial da Seleção:

A famosa camisa amarela da Seleção foi vista pela primeira vez na Copa da Suíça (Foto: Associated Press/ AE)

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Depois de mais uma decepção em Copas do Mundo em 1950, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) considerou que todos os percalços enfrentados até então estavam ligados ao azar. Portanto, decidiu inovar e criar um novo uniforme para 1954, na Suíça, como o que se vê até hoje: camisa amarela, com detalhes verdes, ao contrário de antes, quando a Seleção jogava de branco e azul.

O time era forte. Apenas seis atletas de 1950 foram convocados, mas a equipe tinha grandes nomes como Julinho Botelho, Didi e Djalma Santos. Eles começaram bem a caminhada no torneio, vencendo o México por 5 a 0 e empatando com a Iugoslávia em 1 a 1.  Só que, pela frente, o destino colocou mais um azar na história da Seleção: a Hungria, que tinha goleado a Coreia do Sul (por 9 a 0) e a Alemanha Ocidental (por 8 a 3) na primeira fase. Entretanto, os alemães se sagraram campeões do torneio contra a própria Hungria.

Os adversários eram considerados uma “sensação” e tinham um dos melhores jogadores do mundo: Frenc Puskás. Os brasileiros entraram nervosos e, com menos de 10 minutos, a Hungria já fazia 2 a 0. Djalma Santos marcou, de pênalti, aos 18 minutos. No segundo tempo, os rivais marcaram de novo e, no final, o placar marcava 4 a 2 para eles.

No campo político, em 24 de agosto daquele ano, o então presidente Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no coração. Café Filho, vice, se torna o comandante do País na ocasião.

Primeira Copa realizada na França teve a Itália como bicampeã e Leônidas como artilheiro (Foto: Reprodução/ Google)

Copa 2018

Depois de duas decepções nas Copas do Mundo de 1930 e 1934, a Seleção Brasileira finalmente compareceu a um mundial com sua força máxima em 1938. O técnico Ademar Pimenta conseguiu convocar o craque do Flamengo Leônidas da Silva, que foi o artilheiro da competição, oficialmente com sete gols (a Fifa retirou, em 2006, um gol do “Diamante Negro” contra a Tchecoslováquia, nas quartas-de-final, após revisão de pesquisadores independentes).

No jogo da estreia, uma partida espetacular terminou em 6 a 5 para o Brasil contra a Polônia, decidida na prorrogação. No tempo normal, o resultado terminou 4 a 4. Leônidas da Silva marcou três vezes, o último deles, descalço após perder a chuteira, e se tornou o primeiro jogador a fazer um ‘hat-trick’ em Copa do Mundo.

Nas quartas-de-final, um empate em 1 a 1 contra a Tchecoslováquia causou várias contusões, como no próprio Leônidas e no atacante Perácio. Conforme o regulamento, uma segunda partida seria realizada e o Brasil venceu por 2 a 1. Mesmo machucado, o “Diamante Negro” marcou, mas acabou agravando a lesão.

Pela primeira vez na semifinal, a Seleção enfrentou a campeã Itália sem seu principal jogador. Perdeu por 2 a 1, mas acabou ganhando da Suécia por 4 a 2 na disputa pelo terceiro lugar.

Contexto histórico

Ainda no poder, Getúlio Vargas sofria uma tentativa de assassinato do Levante Integralista, mas acabaria derrotando, prendendo e exilando Plínio Salgado, um dos seus principais rivais na política.

O "Gran Parque Central", estádio do Nacional Club (Uruguai), foi palco do primeiro jogo da Seleção Brasileira em Copas do Mundo (Foto: Reprodução/ Site Nacional Club)

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Apesar da grande expectativa de vitória brasileira em 1930, quando a Copa aconteceu no Uruguai, isso não se confirmou. Em uma briga aberta por poder, a Liga de São Paulo não liberou os 15 jogadores de times paulistas convocados para defender a então Confederação Brasileira de Desporto (CBD). Com isso, a Seleção foi formada apenas por jogadores cariocas. Só Araken Patuska, que estava sem contrato com o Santos, conseguiu liberação ao se filiar ao Flamengo.

Craques como Clodô (São Paulo), Del Debbio (Corinthians) e Pepe (Palestra Itália, hoje Palmeiras) ficaram de fora do selecionado. O formato de disputa era com quatro grupos: o Brasil pegou a Iugoslávia, demorando para se acostumar com o frio do país vizinho e perdeu por 2 a 1. Preguinho (Fluminense) marcou o único tento brasileiro.

Depois, a Seleção venceu a Bolívia, por 4 a 0 (com dois gols de Preguinho), ficou na segunda posição do grupo dois e foi desclassificada. Naquele ano, três meses depois da primeira Copa, um movimento armado, liderado por Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes, depondo Washington Luís. Getúlio Vargas tomou o poder, dando início à Era Vargas.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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