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Sáb, Out

Maradona fez jogada genial em gol de Cannigia (Foto: Mark Lennihan/AP/AE)

Copa 2018

Apesar de ter participado de todas as Copas do Mundo até aqui, algumas aparições da Seleção Brasileira poderiam ser facilmente esquecidas. Os jogos de 1990, na Itália, que deixaram o Brasil na nona colocação, com toda a certeza fazem parte desse pacote.

O treinador era Sebastião Lazaroni, responsável por modificar a equipe de quatro anos antes e implantar o esquema 3-5-2, em que três zagueiros, cinco meias e dois atacantes tentam sufocar os adversários. No entanto, as aparições foram modestas e o técnico ficou mais lembrado por ter deixado de fora da convocação Neto, que brilhava no Corinthians, à época.

A equipe venceu a Suécia (2 a 1), com dois gols de Careca, a Costa Rica (1 a 0) e a Escócia (1 a 0), ambas com gols de Müller. A Seleção só foi melhorar sua atuação justamente nas oitavas-de-final, contra a Argentina.

Aos 30 minutos do segundo tempo, porém, Maradona tirou Alemão do lance, escapou de um carrinho de Dunga, passou por Ricardo Rocha e tocou para Caniggia. O craque driblou Taffarel e mandou para o gol. A Seleção, de novo, saiu dos eixos, deixou escapar oportunidades de empate e foi eliminada em uma de suas piores participações em Copas do Mundo.

Enquanto isso, Fernando Collor de Mello tomou posse como presidente do Brasil, o primeiro a ser eleito de forma direta depois da Ditadura Militar.

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Pelé tenta passar por jogador búlgaro na única partida vencida pelo Brasil no Mundial da Inglaterra (Foto: CBF)

Copa 2018

Bicampeã da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira chegou a ser apontada como a grande favorita para vencer o torneio que foi realizado na Inglaterra, em 1966. De fato, a equipe era formada por jogadores acima da média, como Pelé, Gérson, Garrincha e Tostão. Além disso, o técnico Vicente Feola continuou à frente da equipe que fora campeã quatro anos antes.

Só que, o que se viu em campo, foi um vexame histórico. A equipe até ganhou da inexpressiva Bulgária na primeira fase, por 2 a 0, com gols de Pelé e Garrincha, mas foi superada pela Hungria, que venceu por 3 a 1, e por Portugal, pelo menos placar. Isso rendeu apenas dois pontos na fase de grupos.

Vários fatores podem ser apontados para a queda precoce: o envelhecimento dos principais jogadores, a presença de dois rivais de peso na chave, mas a política novamente interferiu no caminho da Seleção: a Confederação Brasileira de Desportos (CBD) pediu para que Feola convocasse 49 nomes (ao invés de definir uma lista de 23), para agradar diversos clubes. Nos treinos, os jogadores eram divididos em quatro equipes, causando uma bagunça no planejamento.

No fim, a anfitriã Inglaterra foi campeã pela primeira – e única – vez. Com a política fervendo, a Ditadura Militar institui eleições indiretas para cargos de governador e nomeação de prefeitos. O marechal Artur da Costa e Silva foi eleito presidente pelo Congresso Nacional.

Pernas tortas de Garrincha não eram empecilho para ele "humilhar" adversários (Foto: Arquivo/ AE)

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Consagrado como campeã mundial após fazer grande campanha em 1958, a Seleção Brasileira mudou muito pouco sua escalação para conseguir o bicampeonato em 1962, no Chile. O novo técnico Aymoré Moreira, substituindo Vicente Feola, se assustou, no entanto, quando na segunda partida, contra a Tchecoslováquia, em um empate em 0 a 0, Pelé saiu lesionado, com um problema no músculo adutor da perna direita.

A essa altura, o Brasil já tinha ganhado do México, por 2 a 0, com gols de Zagallo e do próprio Rei. Após o empate na segunda partida, precisava de uma vitória contra a Espanha. Aos 35 minutos da primeira etapa, os adversários abriram o marcador. Só aos 27 do segundo tempo, Amarildo empatou. Faltando quatro minutos para o fim da partida, o atacante marcou seu segundo tento e levou o Brasil às quartas-de-final.

Contra a forte Inglaterra, Garrincha deslanchou e atuou por ele mesmo e por Pelé. Marcou dois gols e foi protagonista na vitória por 3 a 1. Contra o Chile, nas semifinais, mais dois (assim como o atacante Vavá), no trunfo por 4 a 2.

Na final, a Seleção voltou a enfrentar a Tchecoslováquia. O craque Masopust abriu o placar aos 15 minutos, mas poucos instantes depois, Amarildo empatou. Possesso, substituto de Pelé, serviu Zito, que desempatou aos 24 minutos do segundo tempo. Vavá marcou mais um, aos 33 e o Brasil sagrou-se bicampeão mundial naquele ano.

Na política, o presidente João Goulart sancionou a Lei que instituiu o 13º salário, que vigora até os dias de hoje no Brasil.

Dida disputa bola com zagueiro austríaco na estréia do Brasil na Copa de 58 (Foto: Arquivo/ AE)

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Após vários percalços e até uma pegadinha do destino, ao se ver de frente com a melhor geração da Hungria logo nas quartas-de-final em 1954, a Seleção Brasileira ficou mais fortalecida em 1958, quando foi campeã pela primeira vez da competição. Não era para menos: os meias Didi e Garrincha, além do Rei Pelé, defenderam as cores do Brasil durante o torneio.

Na fase de grupos, a boa campanha foi marcada por duas vitórias e um empate. Caíram para o selecionado brasileiro Áustria (3 a 0) e União Soviética (2 a 0). A Inglaterra conseguiu empatar com os favoritos, em 0 a 0. Nas quartas-de-final, o Brasil eliminou o País de Gales com um gol antológico de Pelé.

Depois, enfrentou a seleção francesa, ganhando por 5 a 2. O mesmo placar foi repetido na final, contra a anfitriã Suécia, sendo essa a maior goleada de uma seleção em uma final de Copa do Mundo. Mas não foi fácil. Os adversários abriram o marcador aos quatro minutos, com Liedholm. O atacante Vavá empatou aos nove e virou o placar aos 32. Pelé marcou aos 10 do segundo tempo, Zagalo aos 13. Os suecos, com Simonsson, fizeram mais um, mas o Rei, com apenas 18 anos à época, novamente anotou aos 45.

Na política, o presidente Juscelino Kubitschek inaugurou o Palácio da Alvorada, em Brasília, residência oficial do cargo até hoje. A inflação fechou o ano em 24,39%, o que levou JK a fazer mudanças no Ministério da Fazenda, trocando seu comando, para estabilizar os números.

Confira lances da final do primeiro título mundial da Seleção:

A famosa camisa amarela da Seleção foi vista pela primeira vez na Copa da Suíça (Foto: Associated Press/ AE)

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Depois de mais uma decepção em Copas do Mundo em 1950, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) considerou que todos os percalços enfrentados até então estavam ligados ao azar. Portanto, decidiu inovar e criar um novo uniforme para 1954, na Suíça, como o que se vê até hoje: camisa amarela, com detalhes verdes, ao contrário de antes, quando a Seleção jogava de branco e azul.

O time era forte. Apenas seis atletas de 1950 foram convocados, mas a equipe tinha grandes nomes como Julinho Botelho, Didi e Djalma Santos. Eles começaram bem a caminhada no torneio, vencendo o México por 5 a 0 e empatando com a Iugoslávia em 1 a 1.  Só que, pela frente, o destino colocou mais um azar na história da Seleção: a Hungria, que tinha goleado a Coreia do Sul (por 9 a 0) e a Alemanha Ocidental (por 8 a 3) na primeira fase. Entretanto, os alemães se sagraram campeões do torneio contra a própria Hungria.

Os adversários eram considerados uma “sensação” e tinham um dos melhores jogadores do mundo: Frenc Puskás. Os brasileiros entraram nervosos e, com menos de 10 minutos, a Hungria já fazia 2 a 0. Djalma Santos marcou, de pênalti, aos 18 minutos. No segundo tempo, os rivais marcaram de novo e, no final, o placar marcava 4 a 2 para eles.

No campo político, em 24 de agosto daquele ano, o então presidente Getúlio Vargas se suicidou com um tiro no coração. Café Filho, vice, se torna o comandante do País na ocasião.

Primeira Copa realizada na França teve a Itália como bicampeã e Leônidas como artilheiro (Foto: Reprodução/ Google)

Copa 2018

Depois de duas decepções nas Copas do Mundo de 1930 e 1934, a Seleção Brasileira finalmente compareceu a um mundial com sua força máxima em 1938. O técnico Ademar Pimenta conseguiu convocar o craque do Flamengo Leônidas da Silva, que foi o artilheiro da competição, oficialmente com sete gols (a Fifa retirou, em 2006, um gol do “Diamante Negro” contra a Tchecoslováquia, nas quartas-de-final, após revisão de pesquisadores independentes).

No jogo da estreia, uma partida espetacular terminou em 6 a 5 para o Brasil contra a Polônia, decidida na prorrogação. No tempo normal, o resultado terminou 4 a 4. Leônidas da Silva marcou três vezes, o último deles, descalço após perder a chuteira, e se tornou o primeiro jogador a fazer um ‘hat-trick’ em Copa do Mundo.

Nas quartas-de-final, um empate em 1 a 1 contra a Tchecoslováquia causou várias contusões, como no próprio Leônidas e no atacante Perácio. Conforme o regulamento, uma segunda partida seria realizada e o Brasil venceu por 2 a 1. Mesmo machucado, o “Diamante Negro” marcou, mas acabou agravando a lesão.

Pela primeira vez na semifinal, a Seleção enfrentou a campeã Itália sem seu principal jogador. Perdeu por 2 a 1, mas acabou ganhando da Suécia por 4 a 2 na disputa pelo terceiro lugar.

Contexto histórico

Ainda no poder, Getúlio Vargas sofria uma tentativa de assassinato do Levante Integralista, mas acabaria derrotando, prendendo e exilando Plínio Salgado, um dos seus principais rivais na política.

O "Gran Parque Central", estádio do Nacional Club (Uruguai), foi palco do primeiro jogo da Seleção Brasileira em Copas do Mundo (Foto: Reprodução/ Site Nacional Club)

Copa 2018

Apesar da grande expectativa de vitória brasileira em 1930, quando a Copa aconteceu no Uruguai, isso não se confirmou. Em uma briga aberta por poder, a Liga de São Paulo não liberou os 15 jogadores de times paulistas convocados para defender a então Confederação Brasileira de Desporto (CBD). Com isso, a Seleção foi formada apenas por jogadores cariocas. Só Araken Patuska, que estava sem contrato com o Santos, conseguiu liberação ao se filiar ao Flamengo.

Craques como Clodô (São Paulo), Del Debbio (Corinthians) e Pepe (Palestra Itália, hoje Palmeiras) ficaram de fora do selecionado. O formato de disputa era com quatro grupos: o Brasil pegou a Iugoslávia, demorando para se acostumar com o frio do país vizinho e perdeu por 2 a 1. Preguinho (Fluminense) marcou o único tento brasileiro.

Depois, a Seleção venceu a Bolívia, por 4 a 0 (com dois gols de Preguinho), ficou na segunda posição do grupo dois e foi desclassificada. Naquele ano, três meses depois da primeira Copa, um movimento armado, liderado por Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes, depondo Washington Luís. Getúlio Vargas tomou o poder, dando início à Era Vargas.

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Colunistas

Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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