Lateral teria chamado atenção de Tite durante monitoramento de Taison, também no radar do treinador (Foto: Reprodução/Instagram)

Copa 2018

Natural de Ivinhema (MT), o lateral esquerdo Ismaily, do Shaktar Donestsk, convocado por Tite para os amistosos contra Rússia e Alemanha, nos dias 23 e 27 deste mês, não é muito conhecido no Brasil, mas já marcou um belo gol em partida da Liga dos Campões, em 2012, contra a Udinese, quando ainda atuava pelo Braga, de Portugal.

Ele passou a fazer parte da lista da Seleção Brasileira após Alex Sandro, da Juventus, e Filipe Luís, do Atlético de Madri, serem cortados por lesões. 

Com 28 anos, ele jamais havia sido convocado para a Seleção. No Brasil, o jogador atuou pelo Desportivo Brasil e São Bento, o último disputou a elite do Paulistão neste ano. 

Destacou-se no futebol português pelo Estoril, Olhanense e Braga, chamando a atenção de Shakstar Donetsk, clube com o qual possui vinculo desde fevereiro de 2013, segundo dados do site Transfermkt. Na temporada 2017/18, o camisa 31 fez quatro gols e deu nove assistências em 32 partidas. O seu atual valor de mercado é de 5, 5 milhões de euros - aproximadamente R$ 22, 4 milhões. 

A comissão técnica brasileira já vinha analisando Ismaily desde o fim de 2017. Além disso, o lateral já está acostumado a atuar no leste europeu, onde será disputado o amistoso contra os anfitriões da Copa. A partida entre Brasil e Rússia acontece sexta-feira, 23, às 13h (Horário de Brasília).

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Ex-atacante do São Paulo e do Santos é a surpresa de Tite na lista (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

 Tite vinha dizendo nas últimas semanas que buscava um "ritmista" para a seleção brasileira, mas na lista de convocados divulgada nesta segunda-feira para os amistosos contra Rússia e Alemanha, respectivamente nos dias 23 e 27 de março, o treinador foi ortodoxo. Ele não chamou nenhum novo articulador de "carteirinha" e as novidades ficaram no setor ofensivo, com o meia-atacante Anderson Talisca e o atacante Willian José.

 

O treinador se derramou em elogios ao atacante da Real Sociedad. "Willian José e Talisca trazem componentes diferentes. Willian José faz duas grandes temporadas no Real Sociedad, tem a qualidade técnica, um desenvolvimento muito grande como atleta", disse o comandante, durante a entrevista coletiva que se seguiu à lista de convocados, na sede da CBF, no Rio. "O objetivo é termos opções com características diferentes, termos um pivô, apesar de ser um jogador móvel, de 1,89m, com muita mobilidade. Cabeceia muito, evoluiu muito."

Já ao comentar sobre o jogador do Besiktas, da Turquia, que foi outra novidade desta convocação, o treinador ressaltou: "Talisca tem finalização de média distância, tem números importantes em duas temporadas muito boas, uma bola aérea e um cabeceio de muita qualidade, além de imposição física".

Sobre a ausência de seu propalado "ritmista", Tite frisou que o fato de um jogador com essa característica não estar na lista desta segunda-feira não significa que ele e outros não chamados agora ficarão de fora da Copa do Mundo. O técnico foi mais longe e deu exemplos de atletas que podem fazer a função.

"Fernandinho tem (papel de articulador), Renato Augusto, Philippe Coutinho, Willian menos, mas têm", enumerou, citando jogadores que estão garantidos na Copa. Depois, deu indicativos de outros que podem estar na lista final. "Arthur, Fred, Rodriguinho, Diego, Lucas Lima, Giuliano...", completou.


Confira a lista de convocados da seleção brasileira:

Goleiros - Alisson (Roma), Neto (Valencia) e Ederson (Manchester City).

Laterais - Fagner (Corinthians), Daniel Alves (Paris Saint-Germain), Filipe Luis (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid).

Zagueiros - Marquinhos (Paris Saint-Germain), Thiago Silva (Paris Saint-Germain), Miranda (Inter de Milão), Pedro Geromel (Grêmio) e Rodrigo Caio (São Paulo).

Meio-campistas - Casemiro (Real Madrid), Fernandinho (Manchester City), Fred (Shakhtar Donetsk), Paulinho (Barcelona), Philippe Coutinho (Liverpool), Renato Augusto (Beijing Guoan), Willian (Chelsea) e Anderson Talisca (Besiktas).

Atacantes - Douglas Costa (Juventus), Roberto Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City), Taison (Shakhtar Donetsk) e Willian José (Real Sociedad).

 

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Alckmin é o candidato que mais tem batido na polarização (Foto: José Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

A polarização da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, indicada pelas recentes pesquisas de intenção de voto Ibope e Datafolha, tem feito adversários subirem o tom contra os candidatos que lideram a corrida em seus programas de TV e rádio. Nos programas que foram ao ar nesta quinta-feira, 20, os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) fizeram ataques diretos a Bolsonaro e Haddad. "De um lado, a turma de vermelho, que quer o fim da Lava Jato para encobrir o maior caso de corrupção da história; do outro, a turma do preconceito, da intolerância e do ódio a tudo e todos", diz o tucano no programa. Alckmin ainda disse que o Brasil já elegeu "um poste vermelho", em referência a Dilma Rousseff (PT), sucessora indicada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que não pode entrar "de novo em uma aventura, de um candidato que se diz o novo", em referência a Fernando Collor (hoje no PTC, que foi presidente pelo PRN). Já Meirelles apostou no discurso de que o Brasil precisa de um governo que imponha confiança. Com recortes de jornais em que mostra notícias relacionadas a Bolsonaro e ao PT, disse que ninguém confia em gente "desequilibrada" ou "corrupta". "Confiança é a chave que abre todas as portas", diz Meirelles. "Quando você pede uma indicação para cuidar dos seus filhos, você pergunta se a pessoa é de confiança. A mesma coisa acontece com o País. As empresas precisam confiar no governo para fazer investimentos, criar empregos. Ou você acha que vão confiar num governo de alguém despreparado, desequilibrado ou corrupto? Claro que não." Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) mostrou seu currículo e da proposta de limpar o nome de pessoas negativadas no SPC e Serasa. Atual quinta colocada nos levantamentos, Marina Silva (Rede) falou sobre fazer investimentos na saúde e na educação, ao lado de seu vice Eduardo Jorge (PV).

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Há exatos 13 dias Jair Bolsonaro foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas, apesar de um susto aqui e outro ali, o presidenciável está bem ativo, como demonstram os boletins médicos e sua assídua presença nas redes sociais. Ontem, o candidato do PSL agiu rápido e buscou contornar uma declaração de Paulo Guedes, seu conselheiro econômico e nome escolhido para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do ex-militar. Guedes propôs a criação de um tipo de CPMF, a partir da qual o cidadão pagaria uma taxa sobre qualquer movimentação bancária, que seria destinada ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, via Twitter, Bolsonaro destacou que sua equipe “trabalha para a redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos”. O posicionamento do candidato vai ao encontro do que pede a sociedade brasileira, que sente o peso de viver no país com a maior carga tributária de toda a América Latina e Caribe. Em 2016, por exemplo, tudo que as três esferas de governo arrecadaram equivaleram a 32,38% do PIB, depois de subir por dois anos consecutivos. Mas, de fato, o novo presidente terá de encarar a questão fiscal do País, que todos comentam, mas que ninguém até agora conseguiu resolver. E o sucessor de Temer não estará imune a isso, pois herdará uma casa desorganizada. Portanto, a ele caberá construir acordos visando a, entre outras coisas, alcançar a estabilidade fiscal. Aumentar impostos pode ser um caminho necessário e o mais fácil. No entanto, não será possível fechar os olhos a temas espinhosos, como previdência, funcionalismo, salário mínimo e, claro, reforma tributária, que certamente, fazem parte da solução.

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião

Em muitas eleições há o candidato ideal e o útil. E, nesta, muitos apostam que, no final, o eleitor que ainda não tem o voto consolidado ou que teme um segundo turno polarizado entre PT e Jair Bolsonaro abra mão da paixão, ideologia, apreço ou preferência por determinado candidato (que não tem chance de vencer) e faça uma escolha estratégica e tática na tentativa de evitar a vitória daquele a quem rejeita. Ciro Gomes disse abrir mão desta possibilidade. Segundo ele, “voto útil é insulto à experiência popular”, e disse querer ser eleito por aqueles que o consideram uma saída para o Brasil e não por quem “não queria votar em outro”. Mas esse não é pensamento do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta atrair o eleitorado de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e também de Marina Silva (Rede), ao mesmo tempo que faz um chamamento ao voto anti-PT e fustiga a candidatura de Bolsonaro. “A nossa percepção é que Haddad vai para o segundo turno. Já o voto em Bolsonaro não está cristalizado”, disse João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin, aparentemente alheio às pesquisas, que mostram que os eleitores de Bolsonaro são os mais convictos. Cerca de 70% deles dizem que não mudará sua decisão ou que a escolha é “firme”, segundo o penúltimo Ibope (11 de setembro), número levemente superior ao de Haddad. Mas a estratégia de atacar pesadamente o ex-capitão do Exército e líder nas pesquisas não é consenso nem entre aqueles que conduzem a campanha de Alckmin. Uma ala da coligação quer que os ataques mirem apenas o PT, e não no candidato do PSL. E mesmo Marina briga por seu lugar ao sol. Depois de perder terreno, a acreana vem se colocando como aquela capaz de fazer um governo de transição, com duração de apenas quatro anos e sem direito a reeleição. Se estes discursos vão funcionar é o que se verá nos próximos dias. O certo é que ainda existe um amplo segmento insatisfeito com mais uma eleição marcada pela radicalização e polarização, que sonha com um nome de consenso e capaz de trazer normalidade ao País. Isso seria bastante útil, mas, aparentemente, está cada vez mais difícil.

Candidatos com ideias opostas crescem em pesquisa (Fotos: Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Paulo Lopes/AE)

Nacional

O crescimento de Fernando Haddad (PT) na semana que foi oficializado como candidato do PT à Presidência aumentou as chances de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e o petista, afirma a diretora executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari. Na pesquisa divulgada pelo instituto nesta noite de terça-feira, 18, Haddad cresceu 11 pontos em relação ao levantamento apresentado no último dia 11, indo de 8% para 19% das intenções de voto e se isolando em segundo lugar. Bolsonaro continua liderando o cenário, com 28% - ele tinha 26% há uma semana. "Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários", disse Marcia Cavallari ao Estadão/Broadcast Político. No cenário em que os dois se enfrentam na segunda etapa da eleição, há um empate: 40% a 40%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 16 a 18 de setembro em 177 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.
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