Jogadores do México celebraram muito a vitória (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

O México surpreendeu a Alemanha no domingo, 17, em Moscou. Com um futebol veloz e determinado, a equipe soube explorar os contra-ataques, segurou os atuais campeões do mundo e saiu de campo com uma excelente vitória por 1 a 0, em jogo disputado no estádio Luzhniki. É deste grupo que saem os adversários dos times da chave da seleção brasileira e, agora, já não há mais ninguém certo de quem vai enfrentar quem nas oitavas de final.

O jogo foi bom, em ritmo eletrizante, como os mexicanos presentes nas arquibancadas - eles foram a maioria absoluta. No primeiro tempo, a velocidade foi a maior arma da seleção do México. O time chamou a Alemanha para o seu campo, correu riscos, mas conseguiu explorar muito bem os contra-ataques durante os primeiros 45 minutos.

A primeira boa chance surgiu aos dois minutos, quando Vela fez ótimo lançamento pelo lado esquerdo da área alemã, Lozano deixou Kimmich no chão e bateu firme, mas Boateng se esticou todo e conseguiu mandar a bola para escanteio. A resposta da Alemanha veio um minuto depois, quando Muller esticou passe para Timo Werner, que passou nas costas de Gallardo e chutou cruzado, mas a bola passou raspando a trave esquerda.

Aos seis minutos, a Alemanha chegou de novo com perigo. Müller e Özil tentaram tabelar pelo lado esquerdo do campo, Salcedo travou mas a bola sobrou para Hummels. O zagueiro alemão arriscou para o gol, mas Ochoa defendeu bem, sem rebote.

Perto dos 15 minutos foi a vez de o México assustar. Guardado cobrou falta na pequena área e Moreno testou firme no meio do gol, para defesa firme do goleiro alemão. Um minuto depois, a Alemanha respondeu com perigo. Kimmich cruzou da ponta direita na segunda trave, Khedira não alcançou a bola e Ayala quase mandou para dentro do próprio gol.

A Alemanha chegou com perigo de novo aos 19, quando Kimmich encontrou Timo Werner dentro da área. Ele dominou, girou em cima de Ayala e bateu firme de esquerda, mas Ochoa, bem colocado, fez a defesa. O México foi com força para o ataque aos 25. Guardado partiu em velocidade e acionou Lozano na esquerda, ele invadiu a área e rolou para trás. Layún bateu colocado e a bola raspou o travessão.

Depois de muito lá e cá, os mexicanos saíram na frente do placar aos 34 minutos. Em rápido contra-ataque puxado por Layún, Lozano recebe de Chicharito na área pela esquerda, deu um corte seco em Hummels e bateu firme no canto direito de Neuer para fazer o gol, para explosão da torcida mexicana no Luzhniki.

A Alemanha quase empatou aos 38, em linda cobrança de falta de Kroos - a bola passou pela barreira, Ochoa resvalou e ela explodiu no travessão. Antes do intervalo, o México ainda perdeu mais uma boa chance. Mais uma vez Layún disparou em contra-ataque pela esquerda e tocou para Lozano, que encontrou Guardado na meia-lua da grande área. Ele encheu o pé e a bola passou rente à trave direita do goleiro Ochoa.

O segundo tempo continuou em ritmo acelerado. Logo aos dois minutos, Kimmich cruzou para a área, a zaga do México cortou muito mal e Plattenhardt chutou forte da entrada da área, mas o goleiro Ochoa defendeu mais uma. Aos sete, Kimmich foi acionado por Draxler na entrada da área, mas finalizou sobre o gol mexicano.

Aos nove, quase o empate alemão. Kroos disparou pela direita, Ozil recebeu a bola próximo a meia-lua e lançou na área pela esquerda. Draxler bateu de primeira, a bola explodiu em Salcedo e saiu tirando tinta da trave esquerda. Aos 19, Ozil lançou no bico da área pela direita, Boateng deu cavadinha para dentro da área e Kimmich tentou uma bicicleta, que saiu por cima do gol de Ochoa.

Aos 26, Boateng lançou na área pela direita, Marco Reus encheu o pé, mas a bola bateu no rosto de Gallardo e sobrou limpa para o alemão, que chutou forte por cima da meta do goleiro mexicano. A equipe do técnico colombiano Juan Carlos Osorio poderia ter definido a partida aos Chicharito Hernández disparou em contra-ataque, lançou na entrada da área, Layún passou por Hummels, mas bateu por cima do gol de Neuer.

O técnico alemão, Joachim Löw, tentou de tudo e mandou a campo Mario Gomez, Marco Reus e Julian Brandt para tentar o empate. Osorio respondeu tentando fechar ainda mais o México, com a entrada de Rafa Marquez, Alvarez e Jimenez. Aos 36, mais uma chance desperdiçada pelo México. Em rápido contra-ataque puxado por Gallardo, Layún foi lançado na entrada da área e entrou sozinho pela direito, mas bateu por cima do gol de Neuer. Dois minutos depois, Kroos foi acionado por Draxler na entrada da área, e bateu forte. Ochoa pulou no canto esquerdo e defendeu em dois tempos.

O jogo ficou eletrizante no final, Aos 43, Reus invadiu a área pela esquerda, bateu cruzado, Mario Gomez desviou no gol e Ochoa defendeu. No rebote, Mario Gomez tocou a bola para trás, Kimmich dividiu com Gallardo e a bola sobrou para Brandt, que bateu de primeira da meia-lua, mas a bola explodiu na trave esquerda.

Já nos acréscimos, o goleiro Neuer foi para a área para tentar o empate. Ele foi para a área em cobrança de escanteio quase aos 47, mas não havia mais tempo. O México dá um passou importante para avançar às oitavas de final e, quem sabe, evitar o Brasil já na primeira disputa eliminatória da Copa do Mundo

Confira os melhores momentos


FICHA TÉCNICA

ALEMANHA 0 X 1 MÉXICO

ALEMANHA -Neuer; Kimmich, Hummels, Boateng e Plattenhardt (Mario Gómez); Khedira (Marco Reus), Kroos, Ozil, Muller e Draxler; Timo Werner (Brandt). Técnico: Joachim Löw.

MÉXICO - Ochoa; Salcedo, Héctor Moreno, Ayala e Gallardo; Guardado (Rafael Márquez), Herrera, Layún, Vela (Alvarez) e Lozano (Jimenez); e Javier Hernández. Técnico: Juan Carlos Osorio.

GOL - Lozano, aos 34 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - Alireza Faghani (Fifa/Irã).

CARTÕES AMARELOS - Hector Moreno, Hummels, Herrera.

PÚBLICO - 78.011 torcedores.

LOCAL - Estádio Luzhniki, em Moscou (RUS).

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Camisa 10 e destaque da Suíça, Xhaka pode aprontar para cima do Brasil (Foto: Facebook)

Copa 2018

Todas as 32 seleções que vão disputar a Copa do Mundo - 2018, na Rússia, entraram em campo na última sexta-feira, 23. O Brasil, que está no Grupo E do Mundial, venceu a Rússia por 3 a 0, em Moscou.

Enquanto a Seleção enfrentou os anfitriões do torneio, os seus adversários na primeira fase da Copa também fizeram amistosos para realizar os últimos ajustes antes do início da competição.

A Suíça, rival do Brasil na estreia do Mundial, no dia 17 de junho (domingo), às 15h, derrotou a Grécia por 1 a 0, em Atenas. Vale ressaltar que os gregos não se classificaram para o torneio na Rússia. 

Já a Costa Rica, adversária brasileira no dia 22 de junho (sexta-feira), às 9h, bateu a Escócia, também por 1 a 0, em Glasgow. A seleção escocesa, a exemplo da grega, não irá à Copa. 

Por fim, a Sérvia, que encara os comandados de Tite no dia 27 de junho (quarta-feira), às 15h, foi derrotada pelo Marrocos por 2 a 1, em Turim, na Itália. Desta forma, os sérvios foram os únicos do Grupo E que perderam na última sexta-feira. No entanto, eles pegaram outra seleção classificada ao Mundial. 

Em outros amistosos realizados no dia 23, as últimas duas campeãs do mundo, Alemanha e Espanha, empataram por 1 a 1, em Berlim. Já a Argentina, em Manchester (ING), derrotou a tetracampeã Itália por 2 a 0. A Inglaterra, por sua vez, ganhou por 1 a 0 da Holanda, em Amsterdã. 

Amistosos do Grupo E na sexta, 23.

Sérvia 1 x 2 Marrocos

Escócia 0 x  1 Costa Rica

Grécia 0 x 1 Suíça

Outros resultados:

Argentina 2 x 0 Itália*

Holanda* 0 x 1 Inglaterra

Alemanha 1 x 1 Espanha

*Itália e Holanda não se classificaram para o mundial de 2018.

Próximos jogos das seleções do grupo E:

Alemanha x Brasil - 27/03, 15h45.

Suíça x Panamá- 03/06, 14h.

Nigéria x Sérvia – 27/03, 16h.

Tunísia x Costa Rica – 27/03, 16h.

 

Tite começa a dar forma para a seleção que vai disputar a Copa (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

Além do amistoso entre Brasil e Rússia, que acontece em Moscou, nesta sexta-feira, 23, a partir das 13h (horário de Brasília), outras partidas agitam o dia, já em clima de Copa do Mundo. Inclusive, os três adversários da Seleção na primeira fase do Mundial entram em campo.

A Suíça enfrenta a Grécia, em Atenas, às 15h. Já a Sérvia, em campo neutro, na cidade italiana de Turim, encara o Marrocos, às 16h30. A seleção africana também estará na Copa da Rússia. Por fim, a Costa Rica visita a Escócia, em Glasgow, às 16h45. 

Outros jogos que acontecem nesta sexta são considerados verdadeiros clássicos mundiais: Alemanha e Espanha fazem o duelo dos dois últimos campeões do mundo, na cidade germânica de Düsseldorf, às 16h45. Itália, que depois de 60 anos não vai ao Mundial, pega a Argentina, de Lionel Messi, em Manchester, na Inglaterra, no mesmo horário. 

Por falar na Terra da Rainha, o English Team, também às 16h45, visita a Holanda, que não disputará a Copa, em Amsterdã. Ainda às 15 para 17h, outro duelo que chama a atenção é entre Portugal e Egito, em Zurique. Os africanos contam com Salah, astro do Liverpool, para atuar no Mundial após 28 anos de ausência. Já a seleção lusitana tem o atual melhor do mundo, o craque Cristiano Ronaldo. 

Brasil x Rússia

Sem contar com Neymar, a seleção brasileira volta a campo, na sexta-feira, 23, contra a Rússia, anfitriã da Copa do Mundo 2018. A partida acontece no Estádio Luzhniki, palco da final do torneio, no próprio país europeu. Os times se enfrentam a partir das 13h, do horário de Brasília.

O principal jogador do selecionado ainda se recupera de uma cirurgia no pé direito para corrigir uma fissura. Ele será substituído por Douglas Costa. De acordo com o goleiro Alisson, da Roma, escolhido para ser o capitão do Brasil no jogo, o amistoso será um aperitivo da Copa. “Já dá para sentir o ‘gostinho’. Estamos na Rússia, vivenciando o ambiente, vamos jogar contra um adversário duro”, disse, em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira, 22.

O técnico Tite deve fazer um teste no amistoso desta sexta, deixando Renato Augusto no banco e colocando Fernandinho no lugar dele.

Na terça-feira, 27, a seleção realiza partida contra a Alemanha. A nova camiseta amarela será lançada nesta oportunidade. Será a primeira vez em que as seleções se enfrentarão depois do vexatório 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo de 2014, em jogo realizado no Mineirão, em Belo Horizonte.

Rússia

Akinfeev; Granat, Kudriashov e Ignatiev; Samedov, Glushakov, Golovin, Dzaegoev e Zhirkov; Zabolotni e Smolov. Técnico: Stanislav Tchertchesov

Brasil

Alisson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho e Coutinho; Willian, Douglas Costa e Gabriel Jesus. Técnico: Tite.

Árbitro: Aleksei Kulbakob (Bielorrússia)

Confira todos os amistosos desta sexta:

8h35

Uruguai x República Tcheca

9h20

Japão x Mali

13h

Chipre x Montenegro

Azerbaijão x  Bielorússia 

Finlândia x Macedônia

13h30

Gâmbia x República Centro-Africana

Noruega x Austrália,

Senegal x Uzbequistão 

Bulgária e Bósnia-Herzgovina

14h30

Turquia x Irlanda

15h

Hungria x Cazaquistão 

Grécia x Suíça

15h15

Tunísia x Irã

16h

Ucrânia x Arábia Saudita

16h30

Sérvia x Marrocos

16h45

Alemanha x Espanha

Portugal x Egito

Polônia x Nigéria

Holanda x Inglaterra

Escócia x Costa Rica

Itália x Argentina 

Áustria x Eslovênia

17h

França x Colômbia.

21h

Croácia x Peru 

23h30

México x Islândia 

Zagueiro Miranda abriu o caminho para a vitória brasileira (Foto: Pedro Martins/MoWa Press)

Copa 2018

O Brasil realizou um de seus últimos testes antes da Copa do Mundo. Nesta sexta-feira, 23, a Seleção venceu a Rússia, anfitriã do Mundial, por 3 a 0, em Moscou, com gols de Miranda, Coutinho (pênalti) e Paulinho. 

Apesar de ter tomado alguns sustos, os comandados de Tite dominaram o amistoso, mesmo sem o craque Neymar, que se recupera de uma operação no pé direito e deve voltar às vésperas da Copa. Douglas Costa substituiu o camisa 10 do Brasil e do PSG.

Agora, o desafio brasileiro é contra a algoz Alemanha, no Estádio Olímpico de Berlim, na próxima terça-feira, 27, às 15h45 (horário de Brasília). É a primeira vez que as seleções se encontram depois dos 7 a 1, no Mineirão, na semifinal da Copa do Mundo de 2014. 

"O jogo estava difícil. Tomamos um monte de contra-ataque, mas, felizmente, controlamos o jogo. E fui feliz em fazer o primeiro gol", disse Miranda à TV Globo. 

"A equipe toda foi bem. Tivemos tranquilidade. Acho que correspondi as expectativas", avaliou o atacante Douglas Costa. "O espírito da Seleção é vencer. O Thiago Silva salvou em cima da linha em um lance em que já estava batido. Todos se entregaram. Estão todos de parabéns", analisou o goleiro Alisson, que foi o capitão brasileiro nesta sexta-feira.  

Ex-atacante do São Paulo e do Santos é a surpresa de Tite na lista (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

 Tite vinha dizendo nas últimas semanas que buscava um "ritmista" para a seleção brasileira, mas na lista de convocados divulgada nesta segunda-feira para os amistosos contra Rússia e Alemanha, respectivamente nos dias 23 e 27 de março, o treinador foi ortodoxo. Ele não chamou nenhum novo articulador de "carteirinha" e as novidades ficaram no setor ofensivo, com o meia-atacante Anderson Talisca e o atacante Willian José.

 

O treinador se derramou em elogios ao atacante da Real Sociedad. "Willian José e Talisca trazem componentes diferentes. Willian José faz duas grandes temporadas no Real Sociedad, tem a qualidade técnica, um desenvolvimento muito grande como atleta", disse o comandante, durante a entrevista coletiva que se seguiu à lista de convocados, na sede da CBF, no Rio. "O objetivo é termos opções com características diferentes, termos um pivô, apesar de ser um jogador móvel, de 1,89m, com muita mobilidade. Cabeceia muito, evoluiu muito."

Já ao comentar sobre o jogador do Besiktas, da Turquia, que foi outra novidade desta convocação, o treinador ressaltou: "Talisca tem finalização de média distância, tem números importantes em duas temporadas muito boas, uma bola aérea e um cabeceio de muita qualidade, além de imposição física".

Sobre a ausência de seu propalado "ritmista", Tite frisou que o fato de um jogador com essa característica não estar na lista desta segunda-feira não significa que ele e outros não chamados agora ficarão de fora da Copa do Mundo. O técnico foi mais longe e deu exemplos de atletas que podem fazer a função.

"Fernandinho tem (papel de articulador), Renato Augusto, Philippe Coutinho, Willian menos, mas têm", enumerou, citando jogadores que estão garantidos na Copa. Depois, deu indicativos de outros que podem estar na lista final. "Arthur, Fred, Rodriguinho, Diego, Lucas Lima, Giuliano...", completou.


Confira a lista de convocados da seleção brasileira:

Goleiros - Alisson (Roma), Neto (Valencia) e Ederson (Manchester City).

Laterais - Fagner (Corinthians), Daniel Alves (Paris Saint-Germain), Filipe Luis (Atlético de Madrid) e Marcelo (Real Madrid).

Zagueiros - Marquinhos (Paris Saint-Germain), Thiago Silva (Paris Saint-Germain), Miranda (Inter de Milão), Pedro Geromel (Grêmio) e Rodrigo Caio (São Paulo).

Meio-campistas - Casemiro (Real Madrid), Fernandinho (Manchester City), Fred (Shakhtar Donetsk), Paulinho (Barcelona), Philippe Coutinho (Liverpool), Renato Augusto (Beijing Guoan), Willian (Chelsea) e Anderson Talisca (Besiktas).

Atacantes - Douglas Costa (Juventus), Roberto Firmino (Liverpool), Gabriel Jesus (Manchester City), Taison (Shakhtar Donetsk) e Willian José (Real Sociedad).

 

Com Tite, Brasil ainda não perdeu jogos oficiais (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Copa 2018

Começou a contagem regressiva para Copa da Rússia. No dia 14 de junho, daqui a exatos 100 dias, às 12h, entram em campo Rússia e  Arábia Saudita, para o jogo de abertura, no estádio Lujniki, em Moscou. 

Entre as 32 equipes, mais uma vez estará a Seleção Brasileira, que, depois de tempos difíceis, segue mais uma vez confiante para conquistar o hexacampeonato. Afinal, já ganhou o torneio em 1958, 1962, 1970, 1994, 2002, todas de forma invicta. 

Após o vexame em casa, a Seleção Canarinho recuperou a autoestima e o bom futebol e embarca para a Rússia cheia de esperança e listada entre as favoritas ao título. Mas não está sozinha. Neste seleto grupo que os especialistas credenciam ao título, também estão a sempre forte Alemanha, a respeitada França, a confiante Espanha e a respeitável e arquirrival Argentina.

Além delas, é bom ficar de olho em Portugal e Bélgica, que correm por fora, mas também têm bons times e podem surpreender.Nesta edição, os torcedores não verão em campo algumas seleções tradicionais e bem ranqueadas na Fifa: o Chile, atual campeão da Copa América, a Itália, quatro vezes campeã do mundo, e a Holanda, normalmente uma pedra no sapato dos brasileiros. O trio não conseguiu classificação para o Mundial. Por outro lado, as seleções da Islândia e do Panamá serão estreantes no torneio.

Ex-diretor não concordava com política protecionista de Trump (Foto: Reprodução/Facebook)

Mundo

Gary Cohn, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, renunciou nesta terça-feira, 6, após menos de 14 meses no cargo, na esteira da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio. Cohn se opunha à ideia.

"Foi uma honra servir meu país e conduzir politicas favoráveis ao crescimento econômico para beneficiar o povo americano, em particular a passagem da histórica reforma tributária. Sou grato ao presidente por me dar essa oportunidade e desejo a ele e ao governo grande sucesso no futuro", disse Cohn em um comunicado.

Trump elogiou o "trabalho soberbo" de Cohn como conselheiro econômico e disse que ele possuía um "talento raro". "Eu o agradeço por seu serviço dedicado ao povo americano", disse Trump.

O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, disse que Cohn "serviu seu país com grande distinção, dedicando suas habilidades e liderança ao crescimento da economia dos EUA e passar uma reforma tributária histórica".

Cohn era parte de uma ala globalista da Casa Branca que tem recuado recentemente. Peter Navarro, um outro conselheiro que ajudou a construir a política protecionista de Trump na campanha eleitoral, permaneceu na luta sobre as novas tarifas. Cohn lutou internamente para que essa política não fosse aplicada e disse a assessores, na semana passada, que poderia renunciar se o presidente Trump seguisse com os planos.

Alemanha


A ministra da Economia alemã, Brigitte Zypries, está preocupada com as tarifas planejadas pelos Estados Unidos e também com a demissão do principal assessor econômico do presidente Donald Trump, Gary Cohn, um defensor do livre comércio. "A situação é séria", afirmou Zypries, no momento em que a União Europeia debate as possíveis tarifas americanas sobre o aço e o alumínio importados.

"A UE estará, se o pior ocorrer, pronta para reagir de maneira apropriada. Mas nossa meta é impedir um conflito comercial", afirmou a autoridade. A ministra acrescentou esperar que Trump mude de ideia. "O comércio cria prosperidade se ele for baseado na troca, na interação. Os defensores disso nos EUA são muito importantes. Até agora, os sinais atuais vindos dos EUA me deixam preocupada", comentou ela.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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Vale a reflexão sobre o desarmamento no Brasil (Foto: Arquivo/ABR)

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