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Qua, Nov

Economia

Um dos cotados para ocupar o posto de chanceler em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL) e integrante do grupo que discute as linhas da política externa do candidato, o deputado eleito Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP) disse que o Mercosul será avaliado e, se for o caso, o Brasil sairá do bloco - e o acordo será trocado por um conjunto de acordos bilaterais.

Orléans e Bragança afirmou ainda que o problema número um do Brasil se chama Venezuela. A solução, diz ele, seria "tirar Maduro do poder", referindo-se ao presidente Nicolás Maduro. Mas, como a Constituição brasileira impede iniciativas desse tipo, a solução pode passar pelo endurecimento no tratamento aos migrantes. Por exemplo, adotando cotas. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo.

Num eventual governo Bolsonaro, o que acontecerá com o Mercosul?

A priori, vai haver uma revisão do Mercosul, para verificar se ele atende a seu intento inicial: fomentar livre comércio na região. Se isso está se materializando ou não, se é em benefício do País do ponto de vista financeiro, econômico e político. O acordo será reavaliado por essas três premissas.

E se não estiver atendendo?

Não dá para sair sem uma contraproposta. Já estamos elaborando o que interessa. Por exemplo, um acordo bilateral com a Argentina e com outros países do grupo. Rompendo com o Mercosul. Saindo de um contexto multilateral para um bilateral.

Haveria problemas com o Uruguai, por exemplo, que tem um governo mais à esquerda?

Não. Se um dos países adota uma postura antilivre-comércio, anticapitalismo, antifomento da livre iniciativa, é um problema. Mas é um problema pontual. Se um país se torna socialista e não quer avanços através da livre iniciativa, que não prevê a inovação, naturalmente as trocas vão caindo. É isso que está acontecendo agora. Houve uma utilização do Mercosul para cercear o livre- comércio.

A Bolívia está para entrar no Mercosul como membro pleno. O sr. seria favorável?

Não seria. Acho que a Bolívia é uma ditadura. É sinalização errada absorvê-la.

E em relação à Venezuela, qual é o plano?

Vou dar a minha opinião. No plano geral, acho que temos um grande problema. O maior problema de relações internacionais do Brasil, no dia 1º de janeiro de 2019, vai ser a Venezuela. É um problema imediato. É um país vizinho com quase 6 milhões de pessoas dispostas a migrar para o Brasil ou para a Colômbia. Absorvemos menos de 100 mil pessoas e isso já arruinou cidades fronteiriças de Roraima.

Então, o que fazer?

Resolver o problema é tirar o (presidente Nicolás) Maduro do poder, para a Venezuela deixar de ser uma ditadura. Nosso modelo constitucional não permite que façamos uma interferência militar na Venezuela junto com a Colômbia, como seria a predisposição inicial. Mas podemos fazer uma polícia de fronteira, uma série de cerceamentos de patrimônio venezuelano no Brasil, bloquear acesso de governantes da Venezuela para entrada no Brasil. Imagino que a Colômbia tenha a mesma visão. E o atendimento aos refugiados, (discutir) se isso vai ser feito dentro das nossas fronteiras ou numa área fronteiriça de comum acordo com Colômbia a Venezuela. A absorção de imigrantes tem de ter limite, tem de ter controle.

É um limite quantitativo? Uma cota?

Sim, sim, sim. Cotas, porque entraram 100 mil pessoas que arruinaram a cidadania das pessoas em Boa Vista. Imagine 1 milhão de pessoas. O que acontece naquela região? Eles não são contribuintes e vão ter direitos plenos de cidadão no Brasil. Se chegam com 63, 64 anos, já vão poder se aposentar no Brasil sem documentação nenhuma. Então, temos de por limite nessa entrada.

Mas isso não é inconstitucional?

Claro que não.

O senhor está cotado para assumir o Itamaraty em um eventual governo Bolsonaro?

Eu não tive convite nenhum. Há outros candidatos.

Há uma guerra entre EUA e China e o candidato tem feito afirmações em favor dos EUA. É bom escolhermos um lado?

Do ponto de vista político, é. Do ponto de vista econômico, não necessariamente. Os EUA são politicamente abertos, a China é politicamente fechada. A China dialoga com o mundo do ponto de vista econômico, mas não em termos políticos. Já os EUA dialogam com o mundo em todos os pontos: econômico, político, social. Temos lidado mais com países fechados, marginalizados. Tem de inverter isso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Banco Central faz projeção pouco otimista em relação à inflação (Foto: Arquivo/ABR)

Economia

O mercado financeiro reduziu a projeção de inflação e aumentou a expectativa de crescimento da economia para este ano, de acordo com o boletim Focus, divulgado hoje (19) pelo Banco Central, em Brasília.

A expectativa do mercado é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - a inflação oficial do país - fique em 3,81% em 2018, uma redução em relação aos 3,84% projetados na semana passada.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, deste ano aumentou, passando de 2,70% da semana passada  para 2,80%.

A expectativa do mercado para o crescimento da economia segue, no entanto, menor que a estimativa do governo, que estima um PIB de 3% para 2018.

Para 2019, no entanto, as projeções foram mantidas em relação à última publicação. Para o mercado, a expectativa é que o PIB do ano que vem seja de 3%. A expectativa para a inflação foi mantida em 4,25%.

O Boletim Focus é lançado no início da semana com a média das expectativas de bancos, instituições financeiras, consultorias e empresas sobre os principais indicadores relacionados à economia brasileira, como os diversos índices de inflação, o Produto Interno Bruto, a taxa de câmbio e a taxa de juros básica da economia, a Selic.

Crescimento é parecido com a feita pelo governo no último mês de dezembro (Foto: Reprodução)

Economia

O nível de atividade econômica no país registrou crescimento de 1,04% em 2017, em comparação com 2016, segundo o  Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado hoje (19) pelo Banco Central (BC).

O indicador foi criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica. Mas o indicador oficial é o Produto Interno Bruto (PIB), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O valor aproxima-se à projeção dogoverno para 2017, divulgada em dezembro do ano passado, de 1,1%. A expectativa do mercadofinanceiro, de acordo com o boletim Focus, do BC, é de 1%.

Em dezembro, o nível de atividade econômica no país continuou a registrar crescimento, de 1,41% em relação a novembro. Esse foi o quarto mês seguido de alta do indicador. O crescimento mensal refere-se ao IBC-Br dessazonalizado, ou seja, ajustado para o período.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o Banco Central a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic. O índice inclui informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O Banco Central também reduziu a projeção em relação à inflação neste ano. 

Na contramão da maioria, setor de transportes registrou alta em 2017 (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Economia

O volume de serviços no Brasil caiu 2,8% em 2017, na comparação com o ano anterior. Já a receita nominal fechou o ano com alta de 2,5%. Os dados constam da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em dezembro de 2017, o setor de serviços cresceu 1,3% em volume na comparação com novembro. Na comparação com dezembro de 2016, o volume cresceu 0,5% e interrompeu uma sequência de 32 quedas consecutivas.

“Estávamos desde março de 2015 sem resultados positivos [na comparação do mês com o mesmo período do ano anterior]. É um resultado só, não podemos ainda afirmar que se trata de uma recuperação. Mas, lógico, é um fato positivo. Por enquanto, só podemos ver essa reação no segmento de transportes”, disse o gerente da pesquisa, Roberto Saldanha.

A receita nominal cresceu 0,9% na comparação com novembro e 5% na comparação com dezembro de 2016.

Serviços em 2017

Cinco dos seis segmentos do setor de serviços tiveram queda no volume no ano de 2017, com destaque para os outros serviços, com recuo de 8,9%, e os serviços profissionais, administrativos e complementares, que caíram 7,3%.

Também tiveram queda os serviços prestados às famílias (-1,1%), os serviços de informação e comunicação (-2%) e as atividades turísticas (-6,5%). Os serviços de transporte, auxiliares de transporte e correios foram os únicos com alta em 2017: 2,3%.

Segundo Saldanha, o segmento dos transportes foi impulsionado pelo setor industrial, “que é o grande demandante desse serviço”.

Na comparação de dezembro com novembro de 2017, quatro segmentos tiveram alta: atividades turísticas (2,8%); serviços de transportes, auxiliares de transportes e correios (2,3%); serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) e outros serviços (0,7%).

O mercado financeiro manteve a projeção para a inflação este ano. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em 3,08%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada no site do Banco Central (BC) todas as semanas, com projeções para os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a estimativa para o IPCA é mantida em 4,02% há quatro semanas consecutivas. As projeções para 2017 e 2018 permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem ainda um intervalo de tolerância entre 3% e 6%.

Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 7,5% ao ano. A expectativa do mercado financeiro para a Selic ao final de 2017 e de 2018 segue em 7% ao ano.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no País, foi mantida em 0,73% este ano, e em 2,5% para 2018.

Foto: Eduardo Ogata / SECOM

Economia

Muitos dizem que o ano só começa depois do Carnaval, mas o que muitos não sabem é que, mesmo na Capital, o evento é responsável por movimentar milhões na economia. Este ano, segundo a São Paulo Turismo (SPTuris), as atrações do Sambódromo e do Carnaval de Rua devem movimentar R$ 500 milhões na cidade.

No ano passado, a festa injetou R$ 464 milhões, o que mostra uma espectativa de crescimento de 8% para 2018. Segundo a jornalista Bruna Antunes, que acompanha os blocos desde 2016, muita coisa mudou no Carnaval. Ela e o noivo Shelton Chagas estão em fase de economia para o casamento, portanto, vão curtir as atrações locais. “A gente aproveita para reunir os amigos e conhecer artistas que fazem poucos shows gratuitos, como é o caso do Alceu Valença e da Elba Ramalho”, contou.

Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), aponta que cada brasileiro gasta, em média, R$ 847,35, valor que sobe para R$ 969,10 entre os homens e para R$ 1.185,42 entre as pessoas das classes A e B.

“É necessário estabelecer um limite para os gastos e planejá-los com antecedência”, orientou o educador financeiro José Vignoli.

Multidão no carnaval

A cada ano que passa, o brasileiro economiza menos energia no Horário de Verão (Foto: Hélio Romero/AE)

Cidade

A partir da meia-noite de domingo, 11, os paulistas devem atrasar seus relógios em uma hora para se adaptar ao fim do horário do verão. Vale ressaltar que como o cidadão ganhará uma hora a mais para descansar, não vale usar a desculpa que confundiu o horário de verão e chegou atrasado, alertou o advogado Eli Alves da Silva, presidente da Comissão de Direito Material da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) da seção São Paulo.


“Já quem estiver trabalhando deve seguir a carga horária normal. Se for preciso continuar além do horário por conta da mudança no relógio o empregador terá que pagar a hora extra de trabalho”, explicou o advogado.


O horário de verão é uma maneira que o governo encontrou para reduzir o consumo de energia, mas que tem apresentado resultados menores a cada ano. Em 2013, o Brasil, economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW) com ação. Em 2014 foram para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor sofreu nova queda, para R$147,5 milhões.

 

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