Copa do Mundo pode ser usada como incentivo aos funcionários (Foto: Reprodução/Flickr)

Economia

De quatro em quatro anos, as empresas lamentam a possível perda financeira por causa da paralisação gerada pelos jogos da Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Entretanto, o período pode ser visto como oportunidade para os negócios fluírem ainda mais.

Com criatividade, empreendedores podem usar o torneio de seleções mais importante do calendário futebolístico como um incentivo aos seus funcionários. Vale ressaltar que colaboradores satisfeitos rendem mais no trabalho e geram melhores resultados às empresas.

Diretor da RP2 Sport Marketing, agência espacializada em organização de eventos esportivos e corporativos, Raony Pacheco explica como conseguiu transformar o clima de Copa em lucros para seus clientes. Inclusive, com a criação de um álbum de figurinhas com as fotos dos funcionários do Grupo Tecnowise, que atua na área de tecnologia nos segmentos de educação e segurança para o trânsito. 

"Um colaborador motivado é algo sensacional para os negócios. Criamos a ambientação com telão, comida à vontade e atividades como o famoso bolão na hora dos jogos. Isso já motiva os funcionários. Também usamos vídeo games, elaboramos atividades pontuais como a imitação de um gol e colocamos infláveis para deixar o ambiente mais leve. Além, claro, de recomendarmos a utilização de camisas com as cores brasileiras", afirma Pacheco. 

Tecnowise trocou o álbum oficial da Copa por álbum de funcionários para promover engajamento (Foto:  Divulgação)

Interação entre funcionários gera sensação de reconhecimento

Funcionários ficam satisfeitos quando são bem remunerados, mas, também, gostam da sensação de reconhecimento. Psicóloga e coach de carreira, Aline Moreira diz que a interação entre diversos setores de uma empresa é benéfica ao ambiente de trabalho e faz com que os colaboradores cresçam profissionalmente. 

"Estamos numa geração onde a motivação não vem só de salário. Dinheiro é super importante, mas o reconhecimento, por meio de atividades diferentes e inovadoras, aumenta o rendimento da pessoa na rotina de trabalho", argumenta. 

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App facilita comunicação entre empresas e consumidores

Tecnologia

O WhatsApp, um dos aplicativos mais utilizados nos celulares dos brasileiros, liberou, na semana passada, a versão Business do mensageiro para usuários do País. O app está disponível para celulares Android e permite a criação de um perfil com endereço físico, horário de funcionamento, e-mail e expõe até  informações de site.

Não é necessário possuir CNPJ ou pagar taxas, já que os recursos pagos e opcionais serão adicionados futuramente. O WhatsApp Business é uma versão voltada para a comunicação entre empresas de pequeno e médio porte com seus clientes..

Para que o estabelecimento entre em contato com o usuário, é necessário que a pessoa forneça o número de celular ou tenha acionado primeiro a empresa por meio do aplicativo.

O WhatsApp Business permite respostas rápidas para perguntas frequentes, saudações apresentando a empresa e avisos automáticos, caso o estabelecimento esteja fora do horário de atendimento.

Ainda não se sabe quando será liberada uma versão para iPhone. O app funciona também no computador, similar ao que ocorre hoje com o WhatsApp Web. Além do Brasil, o aplicativo também funciona nos Estados Unidos, Reino Unido, Indonésia, Itália e México.

Desabastecimento prejudicou a economia brasileira (Foto: Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Economia

Após quatro meses de estabilidade, o número de empresas com pagamentos em atraso voltou a acelerar em maio, influenciado pela greve dos caminhoneiros que paralisou o País por mais de dez dias.

No mês passado, 5,5 milhões de companhias estavam na lista de inadimplentes, aponta a Serasa Experian, empresa especializada em informações financeiras. Esse é o maior número de empresas com pagamentos atrasados desde março de 2016, quando o levantamento começou a ser feito.

De janeiro a abril, 5,4 milhões de empresas mensalmente tinham dívidas em atraso. Em maio, mais 100 mil companhias engrossaram essa lista. Em comparação com o mesmo mês de 2017 houve um acréscimo de 400 mil empresas, um aumento de 7,8%. As dívidas com pagamento atrasado também cresceram 4,3% na comparação anual e atingiram R$ 124,3 bilhões.

"A greve dos caminhoneiros impactou as cadeias de produção e as empresas pararam de produzir e vender", afirma o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Sem girar os estoques, elas ficaram sem capital de giro para honrar os pagamentos das contas básicas e as dívidas com sistema financeiro e fornecedores.

Rabi explica que por esse levantamento não é possível saber qual é o período médio de atraso porque o critério de inadimplência é fixado pelo credor. Isto é, a Serasa Experian reúne numa mesma lista o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) das empresas que deixaram de pagar as contas no prazo, seja com um dia de atraso ou mais de 30 dias, por exemplo.

O levantamento mostra que o aumento da inadimplência foi puxado pelas empresas prestadoras de serviços. No mês passado, essas companhias responderam por quase a metade (48%) das empresas com pagamentos atrasados. Em maio do ano passado, as prestadoras de serviços representavam 46,7% do total de companhias inadimplentes.

Rabi argumenta que o prejuízo provocado pela greve se concentrou no setor de serviços porque ele reúne um número maior de pequenas e microempresas. Normalmente as pequenas e microempresas já enfrentam maior dificuldade de capital de giro e, com a greve, tiveram piora nesse quadro.

Para os próximos meses, a tendência para o calote das empresas não é de estabilização, segundo o economista. Ele argumenta que a situação financeira das companhias está muito ligada ao ritmo e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que pode continuar desacelerando.

Descansar é necessário. Mesmo para empresários (Foto: Marcelo Lelis/ Ag. Pará/Fotos Públicas

Opinião

Ser empresário, para muitos, não é exatamente um mar de rosas. Muitas vezes, ele é o primeiro a entrar e o último a sair. Décimo terceiro salário é apenas para os colaboradores e as férias nem sempre vêm como ele quer. Mas, então há um paradoxo por trás disso, pois quase todo empresário montou sua empresa com o sonho de ter liberdade financeira, de tempo e de escolha. E, férias pelo tempo que quiser sem ter de pensar na própria empresa, estão inclusas aí. A pergunta que fica é: quantos dos empresários estão obtendo estes benefícios? Quando faço essa pergunta aos empresários que participam dos nossos eventos, vejo que quase nenhum responde afirmativamente.


Muitas vezes estão estressados, com a saúde já não tão boa e até a família entra na dança. Diferentemente do que muitos pensam, isso não deveria ser assim. Muito trabalho não é sinônimo de resultados e, a consequência é mais sofrimento que prazer em ter a empresa que sonhou.


A questão muitas vezes está mais ligada à forma como pensa o empresário do que a outras questões em si. Até porque a forma como ele pensa leva à forma como decide e, consequentemente, leva às ações tomadas que, por sua vez, tornam-se os resultados. Se os resultados não estão a contento é porque as formas de pensar também não estão.


Como pensa o empresário? Muitos pensam que ele tem de ficar na empresa todo tempo, caso contrário ela não funcionará. Bom, verifique melhor a forma como faz as coisas, porque muitos donos estão assim e não se deram conta disso ainda.
Seria improvável o dono conseguir chegar a dirigir uma empresa média ou grande com eficácia, sozinho. E é exatamente por isso que existem equipes, sistemas e processos dentro de uma empresa. Para que ela funcione sem o dono operando.


Sendo assim, para tirar férias efetivas (muitos têm férias, mas não são efetivas), em primeiro lugar o dono deve mudar a forma de pensar. Deve pensar que em médio/longo prazo, a empresa não deveria ser operada por ele. Isso vai forçá-lo a montar as melhores equipes, sistemas e processos. O que no final das contas significa melhorar a produtividade e, consequentemente, os resultados.

*Marcos Guglielmi é treinador de empresários e sócio fundador da ActionCOACH São Paulo

Situação piora para empresas que não têm proteção à variação do câmbio (Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas)

Economia

A disparada do dólar aumentou em R$ 115 bilhões o total que bancos e empresas terão de desembolsar para fazer frente às dívidas no exterior. Ainda que os empréstimos na moeda estrangeira não tenham crescido, a variação cambial faz com que sejam necessários mais reais para pagar o mesmo compromisso. O quadro pode gerar ainda mais preocupação com a informação do Banco Central de que 46,9% das empresas com dívida em dólar não contam com proteção à variação do câmbio.

Dados do BC mostram que a dívida externa de bancos e empresas somava US$ 471,2 bilhões no fim de março. Esse valor inclui empréstimos bancários, títulos de dívida, crédito comercial e operações intercompanhias. Em dólar, o montante não oscila expressivamente há três anos. Convertida para reais, a dívida passou do equivalente a R$ 1,556 trilhão no fim de março para R$ 1,672 trilhão na última quinta (dia 10) - uma diferença de R$ 115 bilhões.

O cenário pode trazer preocupação especialmente para empresas que eventualmente tomaram crédito em outros países, mas não estavam preparadas para o dólar mais caro. O tema tem surgido discretamente em análises de economistas, executivos e investidores e pode ganhar força à medida que o dólar avança ou com o passar das próximas semanas.

Isso porque a conta para quitar dívidas continua chegando às empresas e bancos, que têm compromissos de US$ 84,4 bilhões até dezembro. Maio é o segundo mês que mais concentra compromissos neste ano: US$ 12 bilhões em principal e juros. À frente, só dezembro com outros US$ 22,8 bilhões.

Tantas cifras podem despertar ainda mais atenção diante de duas informações. A primeira é a que indica que quase metade das companhias consultadas em 2014 pelo próprio BC não se protegia contra a oscilação do dólar com o chamado "hedge". "As empresas não exportadoras sem hedge representam quase metade da dívida total em moeda estrangeira", destaca um estudo do BC. O restante das firmas estava protegida no mercado ou porque tinha receita em dólar.

Uma dessas empresas é a estatal Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Em 30 de março, a empresa registrava dívida de US$ 30,6 milhões. Ela avalia que a recente disparada do dólar deve elevar o gasto no próximo vencimento, em julho, em R$ 747 mil. A Corsan não tem hedge, mas explicou em nota que o "caixa está preparado para esse desembolso adicional" e que a exposição cambial da empresa é relativamente baixa: 6,9% da dívida total.

Periodicamente, o BC estima o total da dívida externa das empresas sem proteção cambial. O dado mais recente, de dezembro de 2016, mostrava valor equivalente a 9% do Produto Interno Bruto (PIB). O patamar é maior que os 8% de 2014, primeira pesquisa. Ainda que parte dessa dívida desprotegida conte com algum tipo de resguardo indireto - como um ativo ou sede no exterior, essas companhias administram o caixa com compromissos futuros em moeda estrangeira sem seguro contra a disparada da moeda.

Com quase metade das empresas desprotegidas, o BC sugere atenção a eventuais mudanças na economia. O estudo da instituição diz que em um "hipotético cenário de reversão" há dois pontos a observar com cautela nas empresas com exposição ao câmbio: "potenciais impactos na capacidade de pagamento das empresas e no total do endividamento".

Economistas avaliam que as últimas semanas reforçam a percepção de que a mudança de cenário hipotética mencionada pelo BC está em curso. Desde março, o dólar subiu mais de 7% e já bateu em R$ 3,60, crescem as incertezas sobre as eleições no Brasil, o aperto do juro nos EUA pode ser mais intenso que o esperado e surgiu uma inesperada crise na Argentina com direito até ao FMI. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Mande as suas dúvidas para a redação do Metrô News (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Nacional

A entrega da declaração de Imposto de Renda pode ser realizada a partir de hoje. A Receita espera receber mais de 3 milhões de documentos somente na Capital.

E você ainda tem dúvidas sobre algum assunto específico da declaração? Então envie para nós! 
Nossa reportagem vai analisar as perguntas e encaminhar para especialistas responderem na semana que vem.

Para encaminhar, basta escrever sua questão e colocar seu nome completo e profissão. Há vários canais em que é possível tirar dúvidas:

- WhatsApp: 9.4021-9397;
- E-mail: redacao@metronews.com.br;
- Telefone: (11) 2475-7824;
- Pelo página do Facebook, clicando em "enviar mensagem".

Aguardamos as suas perguntas!

Um dos principais focos do contrato está a troca das lâmpadas comuns por LED (Foto: Divulgação)

Cidade

O prefeito João Doria (PSDB) assinou, quinta, 08, o contrato de R$ 6,9 bilhões com o consórcio formado pelas empresas FM Rodrigues e Consladel para manutenção e modernização da iluminação pública da Capital por 20 anos.

Entre um dos principais focos do contrato está a troca das lâmpadas comuns por LED. A cidade de São Paulo tem 618 mil pontos de iluminação, dos quais 82,6 mil já tiveram a troca de equipamento realizado pela gestão anterior. A administração de Doria não quis entrar neste mérito para “não afrontar” a PPP (Parceria publico-privada).

A FM Rodrigues já é responsável pela manutenção do parque público desde 2011. O consórcio vencedor, ao qual a empresa integra, não foi o que apresentou a menor proposta. O Consórcio Walks, formado pelas empresas WPR, Quaatro Brasil e Led, se prontificou a assumir o serviço por R$ 5,5 bilhões, mas foi desclassificado porque a empresa Quaatro é controladora da Alumini, empresa citada na Operação Lava Jato e considerada inidônea pelo Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União.

Com o novo contrato, a contraprestação mensal da Prefeitura será de R$ 29 milhões, além do custo aproximado de R$ 13 milhões para pagamento da conta mensal de luz pública.

Trabalhos começam imediatamente

Segundo a Secretaria de Serviços e Obras, os trabalhos terão início imediato nas avenidas Guarapiranga (Zona Sul), Morumbi (Zona Oeste), Luiz Dumont Villares (Zona Norte), Rio Branco (Centro) e Valdemar Tietz (Zona Leste).

Este trabalho poderá servir como um cartão de visitas, junto ao Corujão da Saúde e outras ações da atual gestão, ao prefeito João Doria (PSDB) em uma possível corrida ao Governo do Estado de São Paulo. 

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

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