Maioria dos paulistanos optou por parcelar suas compras (Foto: Dirceu Portugal/ FOTOARENA/AE)

Economia

O Dia das Mães ajudou a movimentar uma alta de 4,1% nas vendas do varejo paulistano, durante a primeira quinzena de maio, se comparado ao mesmo período do ano passado. O sistema “à vista” teve queda de 4%, enquanto o “a prazo” teve aumento de 12,2%. Os dados são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Com a queda dos juros, alongamento de prazos e recuperação salarial, segundo o presidente da ACSP, Alencar Burti, houve maior escolha pelo parcelamento das compras. “Diferentemente do ano passado, neste Dia das Mães houve espaço para bens duráveis, geralmente parcelados e, portanto, incentivados pela conjuntura mais favorável”, explicou.

O Metrô News mostrou, na semana passada, em um levantamento exclusivo do Zoom, que as duas maiores buscas de preços no site durante o período anterior ao Dia das Mães foram smartphones e aparelhos televisores. Logo em seguida, vinham os tênis, os notebooks, as geladeiras, os fogões e as lavadoras de roupa.

Em 2017 o Balanço de Vendas registrou alta média de 1,3% na primeira quinzena de maio frente ao mesmo período de 2016, com alta de 4,7% no sistema à vista e retração de 2,2% a prazo. Burti ressaltou que o resultado da quinzena não pode ser projetado para o mês como um todo, uma vez que eventuais mudanças na temperatura (como as recentes frente frias) podem ajudar a alavancar o segmento de vestuário.

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Ópera La Triviata é inspirada no livro "A Dama das Comédias", de Alexandre Dumas Filho, de 1848 (Foto: Theatro Municipal/Divulgação)

Economia

Comprar um presente de Dia das Mães não é uma tarefa muito difícil. Normalmente, um creme, uma maquiagem, um calçado ou uma roupa já deixam as mamães felizes. O mais complicado é inovar e surpreender na data. Por isso, o Metrô News preparou dicas para os que pretendem dar um presente fora dos padrões e, ainda assim, agradar a mulher mais importante de sua vida.

A primeira dica é para quem tem uma mãe mais descolada: os presentes cervejeiros. Para o churrasco de domingo, um balde de alumínio da Original, que tem até abridor de garrafa, com seis unidades de 300 ml, custando R$ 112,64 é a primeira sugestão. O kit Colorado também é lindo: são quatro rótulos variados de 600 ml, com misturas entre cerveja e rapadura, mel, café e até mandioca. O valor sugerido é de R$ 46,90.

Outra ideia é dar de presente um ingresso para um concerto. Como sugestão, a programação do Theatro Municipal, no Centro, é sempre uma boa pedida. Para o domingo, 13, na própria comemoração do Dia das Mães, às 12h, a Orquestra Jazz Sinfônica faz apresentação de uma hora. Às 18h, é a vez da ópera La Traviata ser dirigida por Jorge Takla, durante 2h30. Ingressos, a partir e R$ 20, pelo link https://bit.ly/2rsnLFs.

A última proposta é uma viagem. Existem locais em que sua mamãe certamente gostaria muito de conhecer. No TripAdvisor ou no Decolar.com, por exemplo, é possível encontrar, planejar e fechar um orçamento on-line para uma viagem inesquecível.

Planeje o quanto gastar

De acordo com o coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, não se deve deixar a compra do presente de Dia das Mães para a última hora, nem sair de casa sem saber quanto pretende gastar. “É interessante colocar uma margem de mínimo e máximo, que não comprometa o orçamento e que permita um presente interessante”, afirmou. “Em tempos de crise, sempre vale, também, negociar um desconto”, disse. 

Serviço

Kit da Original
R$ 112,64


Kit Colorado 
R$ 49,90


Orquestra Jazz Sinfônica
(às 12h) e La Traviata (às 18h) à partir de R$ 20 - Theatro Municipal - Praça Ramos, s/no, Centro de São Paulo.

TripAdvisor

Decolar.com

Eletrônicos estão em alta no Dia das Mães (Foto: Divulgação)

Economia

Levantamento exclusivo do Zoom, realizado a pedido do Metrô News, mostrou que os produtos mais procurados na internet para o Dia das Mães são smartphones, aparelhos televisores e tênis. A pesquisa levou em consideração o período de 2 à 9 de maio.

De acordo com Leonardo Oliveira, especialista de produtos do Zoom, isso evidencia que há uma tendência maior a esquecer produtos para a casa em dias de comemoração e trocá-los por presentes mais pessoais. “Por isso, é importante pesquisar antes de comprar, porque há uma oferta muito grande de várias marcas”, explicou. “Assim, fica mais fácil acertar na hora de presentear quando há certeza do que sua mãe precisa”, disse.

Depois das três categorias mais buscadas, segundo o portal, os notebooks, as geladeiras, os fogões e as lavadoras de roupa também foram lembrados pelos filhos. “O investimento é bastante grande na maioria dessas seções e, por isso, é preciso ser assertivo. Se a mamãe gosta de tirar fotos, o celular ou o tablet deve ser voltado para isso”, afirmou Oliveira.

Completam o top 10 dos itens mais procurados no comparador de preços jogos de PlayStation 4, livros e fones de ouvido. O portal conta com especialistas para ajudar na compra dos presentes, que podem ajudar e recomendar um produto mais adequado às necessidades da pessoa.

Livros, flores e ingressos possuem menos impostos

De acordo com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), os produtos com menor carga tributária são livros, flores e ingressos de teatro ou cinema, quando comparados com perfumes, relógios e cosméticos. Dos R$ 50 pagos por um livro, R$ 7,76 equivalem a impostos. É o presente com menor tributação (15,52%) no ranking de mais de 30 itens que a ACSP encomendou ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Quem for levar a mãe ao teatro ou cinema irá desembolsar 20,85% de impostos sobre o preço do ingresso. Presentes tradicionais têm as cargas mais elevadas do levantamento: perfume (69,13%), relógio (56,14%), cosmético (55,27%), maquiagem (51,41%), joia (50,44%), calçado (36,17%) e roupa (34,67%). “A diferença de taxação entre os produtos ocorre em razão da atribuição de impostos. Sobre o preço final do perfume há incidência de ICMS (25%) e IPI (30%). Por outro lado, sobre o livro e a flor não incidem esses encargos”, explicou Alencar Burti, presidente da ACSP.   

Renata consegue mais tempo para a pequena Carolina (Foto: Divulgação)

Economia

Conciliar a carreira com a criação dos filhos é algo muito mais difícil para as mães do que para os pais. Segundo pesquisa divulgada pela Catho, no ano passado, após a chegada dos filhos, as mulheres deixam o mercado de trabalho cinco vezes mais que os homens.

A pesquisa, feita com 13.161 pessoas, concluiu que 28% das mulheres deixaram o emprego para cuidar dos filhos. No caso dos homens, o índice é de 5%. Segundo a empresária executiva de carreiras Madalena Feliciano, da Outliers Careers, empreender pode ser uma boa saída, não porque se trabalha menos, mas porque a flexibilidade de horários é maior. “A gente trabalha, no mínimo, o dobro”, afirmou a empresária.

Madalena diz que mulheres com filhos trabalham mais (Foto: Divulgação)

De acordo com Madalena, retomar a carreira é realmente mais desafiador nos primeiros anos de criação de um filho. Mesmo no período de licença maternidade é possível fazer cursos on-line e até estudar para concursos públicos. Já no caso de empreender, a especialista alerta que “o primeiro passo é o autoconhecimento, saber quais são seus talentos, fazer um planejamento, saber quais negócios de fato que pode se ter um retorno, para ver qual o capital que se pode investir e qual é o tempo que a gente tem para fazer isso”.

Um filho pode ser um caminho para se tomar ciência de uma veia empreendedora. A secretária Vanessa Manso não abriu mão da carreira por conta do filho. Ao contrário, conseguiu mudar de horário no trabalho e ainda teve uma ideia nova de venda de peças de roupas infantis. “Precisei comprar para meu filho e passei a conhecer melhor modelos e tipos de roupas. Durante uma atividade conheci uma pessoa que trabalhava com roupas infantis. Vi que eram boas peças e daria para encarar. Assim comecei a vender”, contou.

Vanessa mudou seu horário de trabalho para ficar com Vitor (Foto: Divulgação)

A vida não pode parar

No caso de mulheres que já empreendem antes da gravidez, muitas vezes não é possível ter tempo para planejar um novo rumo. É preciso trocar o pneu com o carro em movimento.

A publicitária Renata Alarcon é consultora amorosa e idealizadora da TV Armário Feminino, um serviço à la Netflix com 22 programas voltados ao público feminino. Mãe de Maria Carolina, de um ano e nove meses, a publicitária contou que quando soube da gravidez estava em um ritmo alucinante, pois já tinha o blog Armário Feminino e se preocupava em como adequar a vida de mãe com a rotina de empresária.

Antes mesmo de nascer, Maria Carolina foi decisiva na vida profissional da mãe. “Estava sozinha em casa e conversava muito com a barriga. Falei para minha filha que ela podia me dar uma luz para eu saber o que fazer para mudar um pouco esta história de trabalhar tanto e ter tempo para você. No dia seguinte, eu acordei com a ideia da televisão na cabeça”, contou.

Carolina influenciou na criação de outros subprodutos para o canal virtual e mudou a visão de mundo de Renata.

Mãe é sinônimo de amor (Foto: Anya Colman/FEAES/Fotos Públicas)

Opinião

No próximo domingo, dia 13 de maio, vamos celebrar o Dia das Mães em todo o Brasil. Além das comemorações e das festividades tradicionais, a data é um momento extremamente importante para lembrar e fazer uma reflexão a respeito daquela que é a pessoa mais importante na vida de cada um de nós e o seu papel em nossa sociedade.


Sou do tempo em que tínhamos a sagrada virtude de pedir a bênção da mãe ao acordar e à noite, antes de dormir. Um costume que, infelizmente, vem perdendo o seu espaço em nossa sociedade, principalmente em razão dos modismos culturais de hoje em dia e do relativismo moral, que a todo momento tenta banalizar a família brasileira.


Todavia, o amor materno é muito superior às ciladas que nos cercam a todo instante. E neste domingo novamente teremos a oportunidade de declarar e sacramentar o nosso amor pelas nossas mamães. A família é a célula fundamental da nossa sociedade, e a mãe é um dos pilares da nossa existência. Sem ela não há vida, não há sociedade, não há amor verdadeiro sobre a terra.


A presença da mãe no seio das famílias, no centro da nossa sociedade, sempre foi e sempre será a maior demonstração do amor de Deus em nossa existência. Muitas são mães e pais ao mesmo tempo, trabalhadoras, guerreiras, esteio das famílias, exemplo de luta e de vitórias. Mãe é doação, o princípio de tudo, a expressão máxima do amor no mundo. Um sacrário de sabedoria onde o afeto e o perdão são onipresentes. Nesta data especial, abrace forte aquela que lhe deu a vida. Lembre-se de que o seu carinho, respeito e reconhecimento valem muito mais que mil presentes.


Ser mãe é uma das maiores dádivas que Deus também me concedeu ao me presentear com três maravilhosos filhos, Rodrigo, Diogo e Stephanie. Com isso, posso, com propriedade, afirmar que, desde a Criação, o amor materno permanece como a grande força que nos conduz e que nos ilumina com o seu exemplo, carinho e dedicação.


Deixo aqui registrado o meu mais profundo respeito, carinho e admiração às nossas queridas mamães. Desejo a todas um feliz Dia das Mães, sob as bênçãos e a proteção de Deus, sempre.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB/SP

Batata frita é um dos pratos mais pedidos no Outback (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Para quem vai levar a mamãe para um restaurante no Dia das Mães e não quer gastar muito, ou para quem tem mais dinheiro no bolso e vai abrir a mão para comemorar, o Metrô News separou algumas sugestões de ótima qualidade.

 Preço baixo e boa qualidade

Para os bolsos menos afortunados, o restaurante Mocotó, localizado na Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1.100, na Vila Medeiros, é uma das melhores sugestões. A comida é boa e custa pouco: uma porção de chips de mandioca custa R$ 12,90, assim como os deliciosos dadinhos de tapioca com queijo-de-coalho, com 12 unidades, custando R$ 24,90.

O Don Wok, que conta com pratos tailandeses, indianos e chineses, além de sushis, conta com pratos entre R$ 20 e R$ 40. O local fica na Rua Tabapuã, 539, no Itaim Bibi, e atenderá no Dia das Mães das 12h às 16h e das 18h às 23h. Destaque para o prato de Shimeji na manteiga, com cebolinha, a R$ 25.

Já no Boteco Coutinho para se comer bem, com uma companhia de cervejas nacionais e importadas, gasta-se entre R$ 25 e R$ 40. O local serve estrogonofe de mignon com arroz e fritas, filet mignon à milanesa com purê de mandioquinha, sanduíches e pizzas bem recheados. O restaurante fica na Rua Fradique Coutinho, 1.070, na Vila Madalena.

Valor médio e pratos de dar água na boca

As mães que celebrarem a data no Outback serão presenteadas com uma carteira customizada porta-celular e cartões. A sugestão é o Alice Springs Chicken (R$ 52,50), peito de frango grelhado e temperado com molho, coberto de bacon, champignons e queijos gratinados, servido com porção de fritas.

O Madero, grande franquia de hambúrgueres, também é uma sugestão viável para quem pretende ter um gasto médio. O cheeseburguer tradicional, que leva o nome do restaurante, custa R$ 38, acompanhando fritas. Já pelo Cordeiro Bacon é cobrado R$ 50. Para quem pretende comer uma carte com arroz, batatas, farofa penne ou cesta de pães, o preço varia de R$ 37 a R$ 67.

Na Pier Trattoria, localizado nos Jardins, há uma promoção durante todo o mês de maio: na compra de um prato principal, é possível escolher uma sobremesa grátis. O destaque do salgado é o Espaguete ao Frutos do Mar (R$ 69). O prato traz molho napolitano, salteados com cebola, azeite, alho, camarões, lulas, vôngoles e mariscos.

Para quem pretende gastar um pouco mais

Também na linha mais fina, o Bistrô da Enoteca, em São Bernardo do Campo, recebe a chef prodígio Daphne Sonn, relevada no Marterchef Junior de 2015. As mamães receberão uma taça de espumante no dia 13 de maio e o menu, com empanada, frango jerk e torta de limão custa R$ 86 por pessoa.

Outra sugestão é do Jamile, uma das casas do chef Henrique Fogaça. Ele prepara um namorado com crosta de panko e gremolata, acompanhado de massa negra com tomate pelado e burrata a R$ 84. Serão distribuídos mimos para as mamães no dia 13.

Quem tem mais dinheiro disponível pode visitar O Costellone, da Churrascaria Villares, na Zona Norte. O cardápio de Dia das Mães abrange um prato de picanha, para três pessoas, no valor de R$ 274. A tradicional costela do espaço, para duas pessoas, sai mais em conta: R$ 145. O local fica na Avenida Luis Dumont Villares, 542, em Santana.

Serviço

Mocotó: Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1.100, na Vila Medeiros

Don Wok: Rua Tabapuã, 539, no Itaim Bibi

Boteco Coutinho: Rua Fradique Coutinho, 1.070, na Vila Madalena

Outback: Endereços no https://bit.ly/2i9Rz6G

Madero: Endereços no https://bit.ly/2InVMka

Pier Trattoria: Rua Caconde, 177, nos Jardins

Bistrô da Enoteca: Avenida Kennedy, 38, no Jardim do Mar, em São Bernardo do Campo

Jamile: Rua Treze de Maio, 647, no Bixiga

O Costellone: Avenida Luis Dumont Villares, 542, em Santana

Governador Márcio França destacou a coragem da PM (Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo)

Cidade

A cabo da Polícia Militar Kátia Sastre, que, no sábado, 12, estava de folga, reagiu a um assalto na porta da escola infantil onde a filha estuda, em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, e matou o ladrão, foi homenageada pelo governador Márcio França neste Dia das Mães.

Ela baleou o ladrão no momento em que o homem tentava fazer um arrastão em um grupo de pais, na entrada de uma escola particular no Jardim dos Ipês, em Suzano. O bandido levou tiros na perna e no peito e morreu.

A PM é mãe de duas meninas que estudam no colégio. Ela estava na escola, onde estuda uma das filhas, para assistir uma homenagem às mães. Kátia recebeu flores do governador como forma de agradecimento.

O ladrão aproveitou o momento anterior à abertura dos portões do Colégio Ferreira Master para anunciar o assalto. Enquanto o homem começa a revistar um segurança do colégio, que estava sob a mira de sua arma, a policial militar sacou a pistola e atirou contra o agressor. Havia ao menos cinco mães na calçada, cada uma com seus filhos.

Ao ouvir os disparos, elas pegaram as crianças pelas mãos e saíram correndo, em desespero. Câmeras de segurança filmaram toda ação e as cenas foram espalhadas pelas redes sociais.

Ao entregar o buquê, o governador destacou que a própria policial solicitou socorro médico para o homem, como já está previsto no treinamento policial. Por ter agido rápido sem deixar feridos, França disse que a PM é um exemplo para outros policiais.

"Quero agradecer sua coragem. Uma coragem que é de nossos PMs, que são treinados e preparados", afirmou o governador. E completou: "A cabo Kátia agiu por dois importantes motivos, em defesa da sociedade e de suas filhas, de sua família".

A PM agradeceu a homenagem e disse que o apoio recebido tem sido "gratificanete". "A gente é preparado para isso. Temos treinamento, temos que pensar muito rápido. É para isso que estamos nessa profissão, para defender vidas. Foi isso o que fiz", disse.

O homem tombou no chão assim que recebeu os disparos e deixou cair seu revólver. Na sequência, passou a mostrar a palma das duas mãos para a PM em sinal de rendição. A policial, após atirar, buscou proteção em um carro estacionado na porta da escola. Dentro do veículo, entretanto, havia outra mãe, que buscava manobrar para fugir. Ao ver a arma caída, sem tirar o homem de sua mira, a PM caminhou em direção ao revólver e o chutou, para afastá-lo do alcance do homem. Em seguida, recolheu a arma e mandou o homem, já sangrando, virar de bruços para que fosse detido.

Segundo a Polícia Civil, o homem foi levado para o pronto-socorro da Santa Casa de Suzano, mas não resistiu aos ferimentos. Até o começo da noite deste sábado, a Secretaria Estadual da Segurança Pública não havia passado informações sobre o caso, afirmando que a ocorrência ainda estava em apuração.

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O PT foi omisso em relação à falta de democracia na Venezuela, enquanto Temer não tem dado o suporte necessário para Roraima (Foto: Reprodução/Rede TV/Fotos Públicas)

Opinião

O lamentável episódio na remota cidade de Pacaraima, um dos pontos mais ao Norte do território brasileiro, serviu não apenas para desnudar a crise que representa a imigração venezuelana para o Estado de Roraima e para o País como um todo. Mas também para alinhar o discurso de boa parte dos presidenciáveis. De Geraldo Alckmin (PSDB) a Guilherme Boulos (Psol), de João Amoêdo (Novo) a Marina Silva (Rede), houve um chamamento ao bom-senso e da lembrança da tradição brasileira de acolher os mais diversos povos que aqui chegaram, deixando para trás uma dura realidade de sua nação natal. “Temos uma tradição humanitária no Brasil, de receber as pessoas que estão fugindo, na realidade, do desastre econômico venezuelano”, lembrou Alckmin.  Amoêdo destacou que 87% da população da Venezuela vive na pobreza e que “o Brasil, como nação, tem o dever de ajudar”. Boulos repudiou o que chamou de “atos movidos por ódio e xenofobia” e, na mesma linha, seguiu Álvaro Dias, que considerou ainda que “o Governo federal deveria enviar força-tarefa ao Estado.” Já Marina lembrou que são dois grupos de “desvalidos” que precisam de ajuda: os venezuelanos e os habitantes de Roraima. Por um aspecto, a visão da ex-senadora está precisa. Foi ela quem lembrou que o Brasil negligenciou duplamente a situação da Venezuela, e este silêncio contribuiu, ainda que indiretamente, para o quadro que hoje se assiste. Primeiro, o governo do PT, em função de seu alinhamento político e ideológico fez vistas grossas à situação de falta de democracia no país vizinho, desde a época de Hugo Chávez, se deteriorando ainda mais com Nicolás Maduro. Como a grande potência regional, o Brasil foi omisso e não usou de sua então privilegiada condição para denunciar e tentar dar novos rumos àquela realidade. Agora, sob Temer, lavaram-se simplesmente as mãos e pouco se fez para ajudar o paupérrimo Estado da região Norte, que está longe demais da capital federal. É nítido que Roraima não tem condições de lidar com o problema. A questão é complexa. Mas, certamente, fechar fronteiras, atear fogo em acampamento de imigrantes e expulsá-los a chutes, tiros e pontapés não representa a solução.

Maria Aparecida Pinto é a única negra candidata ao Senado por São Paulo (Foto: Alesp/Divulgação)

Cidade

A média de candidatos negros no Estado de São Paulo é menor do que a média nacional. Entre os paulistas, 72,52% dos 3.737 candidatos são brancos, enquanto os negros são apenas 26,2% dos postulantes paulistas a cargos eletivos. Na análise do Brasil inteiro, 52,78% dos candidatos são brancos, enquanto pretos (como é denominado na pesquisa) e pardos sobem para 46,13%. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral. A maioria dos candidatos paulistas é formada por homens, com 68,1% de representatividade, e exercem as funções de empresário (12,34%) e advogado (7,89%), com índice de curso superior de 54,88%.  Segundo Jacqueline Quaresemin, especialista em opinião pública, o Congresso tem um perfil de branco, rico e conservador, mas não se deve usar isto para um embate entre o branco rico e o negro pobre. Ela avalia que isso se trata de uma questão histórica, com grandes famílias que sempre tiveram recursos e que continuam a se perpetuar no poder, e do interesse de outras classes, como as empreiteiras citadas na Lava Jato, que criam este cenário. “Continuamos em uma visão colonial de classe. Se esse ciclo não for rompido, nada vai mudar”, argumentou. A opinião da especialista vai ao encontro a um estudo dos doutores em Ciência Política Luiz Augusto Campos e Carlos Machado, que concluíram, com base em dados das eleições de 2012 e 2014, que a raça não é o valor determinante para o voto. “A origem da classe [econômica], combinada aos critérios de recrutamento partidário, explicam em grande medida a ausência de não brancos no Parlamento”, afirmam. A Justiça Eleitoral não divulga dados sobre classe econômica.  Mulheres ainda têm menor representatividade A concorrência por uma das 94 cadeiras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) é de 22 candidatos para cada vaga. Mas, na atual Legislatura, apenas dez mulheres conseguiram votos suficientes para obter o diploma de deputada estadual, sendo que somentes duas são negras. Para muitas candidatas, o problema maior é consolidar as tarefas familiares, a campanha e o trabalho, uma espécie de tripla jornada, que dificulta a participação feminina na Alesp. Pelo menos é isso que ocorre com a candidata Rute Barbosa (PCdoB), que é mulher e autodeclarada negra. Ela não acha que o fato de ter mais brancos impeça a criação de políticas públicas, mas avalia que existe uma diferença de pensamento. “Quando você tem um entendimento real da situação de um grupo social você tem mais condição de defender as necessidades destas pessoas”, disse. Segundo Rute, o principal problema é a representatividade e, mesmo em um partido de esquerda, é difícil para uma mulher conseguir recursos para financiar a campanha. Já na disputa por uma das vagas no Senado, a psicóloga Maria Aparecida Pinto (MDB), conhecida como Cidinha, é a única negra candidata paulista. 

Candidato do Novo acredita que a máquina pública brasileira está inchada (Foto: Reprodução/Instagram)

Nacional

O Partido Novo foi criado em 2011 com um alinhamento liberal, o que significa menor tamanho da máquina pública, redução de privilégios e de números de políticos e uma maior liberdade para empreender. Apesar de apresentar medidas que muitos eleitores elencam como essenciais, a sigla ainda não conseguiu transformar este ideal em voto, segundo João Amoêdo, pré-candidato à Presidência da República, porque “ainda são desconhecidos”. Na última eleição que participou, em 2016, o Novo elegeu quatro vereadores em cinco cidades que disputou vagas ao Legislativo. Este ano, a sigla, que recusa a utilizar o fundo partidário e eleitoral – que deve esvaziar em R$ 2,5 bilhões os cofres públicos –, concorre com cerca de 300 nomes ao pleito de deputado federal e 130 ao estadual. Seis senadores devem se candidatar pela legenda, que conta ainda com seis postulantes à função de governador. Estes políticos se comprometem em reduzir o número de cargos e até da verba utilizada com despesas pessoais. Os 22 mil filiados do Novo, que passam por uma espécie de processo seletivo, contribuem com R$ 29,90 por mês. Para Amoêdo, a meta é conseguir eleger 30 deputados federais para que o partido tenha corpo e “consiga avançar com propostas de renovação da sigla”. Carioca, executivo do setor bancário e com 55 anos, Amoêdo acredita que a alta burocracia e a falta de competitividade complicam a vida do brasileiro, que arca com uma máquina pública inchada e custosa que pesa cada vez mais no bolso do brasileiro. Com 55 anos, João Amoêdo tem como bandeira a facilitação da vida do empreendedor brasileiro (Foto: Reprodução Instagram) Qual o principal diferencial do Novo para com os outros partidos? Tem vários aspectos: o único partido ficha limpa, o único partido que não utiliza dinheiro público, nem fundo partidário, nem fundo eleitoral. Entendemos que temos que ter mais liberdade econômica para o cidadão brasileiro, que hoje paga impostos demais. Nós queremos desburocratizar, para deixar os pequenos e médios empreendedores crescerem e gerarem empregos. Uma diferença é justamente a defesa que a gente faz mais do cidadão, e não do governo. A privatização de todas as empresas estatais. Nós entendemos que seria um bom sistema para reduzir a corrupção, aumentar concorrência e a qualidade dos produtos. Apesar de falar em cortar gastos, o eleitor brasileiro espera assistência do governo em praticamente todas as áreas. Como o senhor pretende atrair o eleitor? O eleitor brasileiro começou a notar que o Estado cresceu muito sobre a justificativa de que iria nos dar muita coisa e foi ficando menos eficiente, tirando nossa poupança. O Estado deveria se concentrar nas áreas essenciais: saúde, educação básica e segurança. Qual seria o número ideal de ministérios para vocês? A gente trabalha com a ideia de dez a doze ministérios. O Estado brasileiro foi sendo inchado pela necessidade dos políticos de se perpetuarem no poder em troca de cargos, indicações política, e toda essa conta acabou indo para o cidadão brasileiro.  Como você faria para reduzir a dívida pública? A primeira coisa é equilibrar as contas. Mais responsabilidade fiscal, Reforma da Previdência, redução do Estado. Algo que tem que estar claro é que o equilíbrio das contas tem que ser via corte de custos, sem aumento de impostos. No liberalismo do Novo, existe espaço para agências reguladoras? Eu entendo que as principais agências reguladoras são os consumidores em um ambiente de livre mercado. Mas, como não temos este modelo, as agências podem ter o seu papel em alguns setores. No entanto, no período em que existirem, tem que ter uma indicação de cargos técnicos. Nós vimos, recentemente, que elas são aparelhadas politicamente. O MDB lidera estas indicações e as agências acabam se desvirtuando, viram um local de atendimento de demandas e negociações políticas. Amoêdo afirma que agências reguladoras não podem ser balcões de negócios (Foto: Reprodução/Instagram) Mas este comportamento traria um descontentamento de muitos políticos. Como você faria para governar neste meio? O nosso principal desafio é ter um grande aliado: a população. Hoje, existem três grandes grupos que precisamos cortar privilégios e benefícios que são pagos pelo povo cujos recursos deviam ir para áreas essenciais. O primeiro grupo é dos políticos. Tem que acabar com dinheiro público para partidos políticos, reduzir em um terço o número de congressistas e diminuir muito a verba de gabinete e o número de assessores. Quando elegemos quatro vereadores, eles cortaram 39 assessores, ficaram apenas com seis, e cada um faz uma economia de R$ 4 milhões por ano. Interessante lembrar que são quase 58 mil vereadores. Um dado que eu gosto de deixar claro é que o Congresso custa, hoje, R$ 29 milhões por dia. E quais seriam os demais grupos? O segundo grupo é a elite do funcionalismo público que recebe, especialmente, pensões muito elevadas. Um estudo feito pelo Banco Mundial mostrou que funcionários federais recebem 67% a mais que o setor privado. Enquanto na área privada não tem reajustes, na iniciativa pública tem sempre reajuste salarial, pressão dos funcionários e outro ponto, na área privada, se você não tem bom desempenho pode ser demitido, mas no serviço público, não. E o terceiro grupo são setores empresariais que têm grandes benefícios do governo, como taxas de juros subsidiadas e isenção de impostos. Tudo isso cria uma distorção na economia e uma transferência de renda. O Estado brasileiro acaba, no fundo, sendo um grande concentrador de renda, fomentando a desigualdade quando se espera o contrário.   Os bancos hoje cobram juros exorbitantes em seus empréstimos, mas pagam valores risíveis nos rendimentos de investimentos. Como mudar isso? O que eu entendo é que a burocracia e a falta de concorrência favorecem os grandes bancos. Vários bancos estrangeiros que estiveram no Brasil decidiram ir embora, fecharam sua operação. Com mais oferta e mais concorrência você vai conseguir baixar os spreads bancários. E como seria a sua relação com o Judiciário? Eu entendo que temos grandes desafios. Aumentar a independência das instituições para que uma não aumente seu poder sobre a outra. O Judiciário, em alguns casos, age de forma correta, mas no Brasil tudo tem sido muito judicializado.  Este é um problema que tem que ser resolvido. Perdemos produtividade, atrasam processos e acaba trazendo instabilidade quando as regras não são muito claras. Deste jeito é difícil atrairmos investimentos. O Judiciário tem autonomia nos seus salários, então temos que começar dando o exemplo, cortando 50% de assessores, verba de políticos eleitos. Pretendo cortar vários gastos do presidente da República, que custa R$ 560 milhões por ano. Candidato se diz a favor da união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento (Foto: Reprodução/Facebook) Você acredita no conceito de meritocracia? Eu entendo que as pessoas têm que ter o reconhecimento pelo trabalho que entregam, independentemente do ponto de largada que elas têm. Pessoas com o mesmo ponto de largada podem ter resultados diferentes. O que falta no Brasil, fundamental na educação básica, é permitir que todas as pessoas tenham alguma formação inicial que as permita ter oportunidades, mas o Estado tem deixado muito a desejar neste quesito. Tem que ter uma avaliação meritocrática que valorize os bons funcionários e substitua os maus. Em temas como união entre casais homoafetivos, liberação de armas e aborto, como você se posiciona? Nos dois primeiros temas sigo o entendimento do partido. Sou favorável à união homoafetiva e contra o Estatuto do Desarmamento. O aborto o partido deixa como uma questão pessoal. Eu, particularmente, sou contra, mas não travaria a pauta no Congresso. O que você melhoria no Sistema Único de Saúde (SUS)? O que precisa fazer é melhorar a gestão. O SUS é importante, tem uma estrutura montada, agora a gente quer melhorar a gestão, melhorar a responsabilidade, incluir tecnologia, marcação de consultas, prontuário eletrônico, tudo sendo integrado. E como seria na questão habitacional? A gente tem que melhorar a renda das pessoas para que elas possam ter a capacidade de comprar suas casas, ter uma estabilidade para financiamento em longo prazo. Existem programas de habitação, mas a gente acaba vendo que eles não funcionam.    

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

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Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 
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