Além de impulsionar economia, uso de bicicleta colabora para a saúde dos brasileiros (Foto: Genivaldo Cavalho/ I.O./ Fotos Públicas)

Economia

Substituir o transporte coletivo ou o carro por uma bicicleta no caminho ao trabalho pode gerar redução no tempo de viagem e uma economia de R$ 138 a R$ 451 no bolso do cidadão, além de elevar o PIB em R$ 870 milhões. Estes dados fazem parte de um estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e levam em consideração apenas viagens pedaláveis, ou seja, percursos de até 8 quilômetros, feitos entre 6h e 20h, e por pessoas com até 50 anos.

“Para chegar a este resultado sobre o impacto no PIB, nós consideramos estudos que comprovam que quanto menos tempo a pessoa leva para chegar ao trabalho, mais produtiva ela se torna, fica menos doente e falta menos”, afirmou Victor Callil, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

No caso do cálculo referente ao PIB, R$ 18,7 milhões são oriundos de pessoas que deixariam o carro e ganhariam mais tempo com o uso da bicicleta no trajeto ao trabalho, valor que sobe a R$ 628 milhões no caso do transporte coletivo. Já os R$ 225 milhões restantes são resultado do aumento da fluidez do trânsito com a redução de automóveis.

“Existe um grande potencial pedalável em São Paulo, mas é preciso dar infraestrutura não só com ciclovias, mas tornar as ruas um local menos inóspito para o ciclista, o que favorece tantos os pedestres quanto os motoristas”, argumentou Callil.

Outro dado importante apontado pela pesquisa é que o uso da bicicleta nos casos citados traria uma economia de R$ 34 milhões ao Sistema Único de Saúde nos custos hospitalares de doenças cardíacas e diabetes.

“Minha economia pagou a bicicleta”

O diretor de engenharia de máquinas Marcos Alberto Costa utilizou a bicicleta por três anos para ir ao trabalho. Ele gastava cerca de R$ 200 por mês com condução, mas decidiu parcelar uma bicicleta em seis vezes. O valor de cada parcela era equivalente ao gasto mensal com passagens do transporte coletivo. “Depois que eu paguei a bicicleta, eu fiquei por dois anos e meio com R$ 200 a mais no bolso para fazer qualquer coisa”, contou Costa. Se ele fosse de carro, a economia seria ainda maior, pois o custo da viagem com o veículo iria variar de R$ 300 a R$ 400 a cada 30 dias.

Segundo ele, além do resultado financeiro, as pedaladas diárias lhe garantiram um melhor rendimento físico. “Eu emagreci 13 kgs, meu condicionamento físico mudou e até meu sono melhorou. Melhorou em todos vários aspetos, não foi só no bolso”, explicou. 

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Modelo é reeditado e propõe ocupar o posto de sedã automático de entrada da linha Chevrolet (Foto: Divulgação)

Opinião

O novo Prisma Advantage chega às concessionárias Chevrolet com visual atualizado e configuração inédita para manter-se fiel a sua essência: ser um sedã que reúna os itens mais valorizados pelo consumidor do segmento dentro da melhor relação custo-benefício.

“Nossas pesquisas revelaram que o consumidor, neste momento, carecia de um sedã automático moderno, porém mais acessível. Foi isso que norteou o desenvolvimento do novo Prisma Advantage 1.4 ECO”, declara Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM. A transmissão automática é o item de conforto que ganha mais relevância, e o Prisma Advantage amplia o acesso a essa tecnologia por ser a opção de sedã mais em conta no portfólio Chevrolet.

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Carro possui motor flex 1.4 ECO de até 106V e transmissão automática de até 6 velocidades (Foto:divulgação)

O Prisma Advantage traz os itens de conveniência e segurança considerados prioritários, como ar-condicionado, direção elétrica progressiva, sistema de áudio com bluetooth, travas, retrovisores externos e vidros dianteiros com acionamento elétrico, além regulagens de altura do volante, cinto e banco do motorista. Sistema Ixofix e Top Tether para fixação de cadeirinha infantil, alerta de baixa pressão dos pneus, alerta de esquecimento dos faróis acesos, alerta de não utilização do cinto de segurança, duplo airbag e freios ABS com EBD também fazem parte de um pacote único.

O Prisma Advantage diferencia-se pelas calotas escurecidas aro 15, pelos adesivos de coluna e as capas dos retrovisores externos em preto brilhante, além do emblema com nome da versão nas portas dianteiras. O interior predominantemente escuro replica o mesmo acabamento contemporâneo do exterior. A carroceria traz quatro opções de cores: cinza, branco, preto ou prata. 

Após dois anos, ciclovia Tim Maia volta a ceder no Rio (Foto: Reprodução/Twitter)

Nacional

O temporal que atingiu na madrugada de hoje (15) a cidade do Rio de Janeiro provocou o fechamento da Ciclovia Tim Maia, no trecho entre a Barra da Tijuca e São Conrado, devido ao afundamento de parte da pista, onde uma cratera de cerca de dez metros se abriu ao lado da Autoestrada Lagoa-Barra, na zona sul da cidade.

Segundo a Defesa Civil do município, técnicos do órgão e guardas municipais estão no local para evitar a aproximação de pessoas do local do afundamento. Não há registro de feridos.

Em abril de 2016, um trecho suspenso da ciclovia desabou ao ser atingido por ondas durante forte ressaca no mar, matando duas pessoas.

Chuva recorde

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio de Janeiro, a estação Barra da Tijuca/Riocentro registrou 123,6 milímetros (mm) de chuva entre 0h e 1h de hoje, o maior volume já constado desde 1997, quando o Alerta Rio começou a armazenar os dados.

O recorde anterior, de 116,2 mm, foi registrado em Campo Grande, também na zona oeste, em 19 de março de 2000.

Em toda a cidade, choveu 75% do esperado para o mês de fevereiro. Na Barra/Riocentro, a chuva chegou a 126% do esperado. Em Jacarepaguá, até as 2h de hoje já havia chovido 150% da expectativa para fevereiro.

Estágio de atenção

A cidade entrou em "estágio de crise" pouco depois da meia-noite, e retornou ao "estágio de atenção" às 5h30, segundo o Alerta Rio. A previsão, para o dia, é de áreas de instabilidade e predomínio de céu nublado, com condições para ocorrência de pancadas de chuva isoladas a qualquer hora do dia.

 

A frente do carro ficou completamente destruída (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Um motorista morreu após colidir o carro na traseira de um ônibus articulado na zona sul de São Paulo na manhã desta quinta-feira, dia 1º. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 5h30 na Rua José de Barros Magaldi, altura do número 2.000, no Jardim São Luis.

A frente do veículo ficou completamente destruída. A vítima, que ainda não teve o nome divulgado, foi retirada das ferragens com parada cardiorrespiratória. Os bombeiros realizaram procedimento de massagem cardíaca por alguns minutos, mas o motorista não resistiu e morreu no local.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a Rua José Barros Magaldi, sentido centro, esta totalmente interditada por volta das 7h. O desvio era feito pela Rua Teodósio de Matos, uma bifurcação com a rua do acidente, e o trânsito fluía normalmente no horário acima.

Ciclista

Um carro e um bicicleta colidiram no Viaduto Miguel Mofarrej, sentido centro, sobre a Avenida Doutor Gastão Vidigal, na zona oeste da capital paulista. Segundo os bombeiros, o ciclista estava consciente, teve ferimentos e foi atendido no local.

Será a 5ª edição da "Sexta Sem Carro" em São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A 5ª edição da “Sexta sem Carro” acontece nesta sexta-feira, 23, das 6h às 18h, quando serão fechadas algumas vias do Centro Histórico de São Paulo para a circulação de veículos. A ação começou em outubro e é realizada em toda última sexta-feira de cada mês para, segundo a Prefeitura, promover o uso de transporte público e bicicletas, além de incentivar soluções como a prática da carona entre amigos e vizinhos e as pequenas viagens a pé.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não informou quais foram os resultados obtidos. Funcionários da empresa vão acompanhar o evento durante o dia, realizando monitoramento nos desvios e os principais cruzamentos afetados, orientando os motoristas sobre a restrição na circulação.

Desvios

Sentido da Praça da Sé/Praça Ramos de Azevedo: Rua Senador Feijó, Rua Cristóvão Colombo, Rua Riachuelo, Túnel Papa João Paulo II, Avenida Prestes Maia, Avenida Senador Queirós, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Rua Coronel Xavier de Toledo e Praça Ramos de Azevedo.

Sentido da Praça Ramos de Azevedo/Praça da Sé: Rua Conselheiro Crispiniano, Avenida São João, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí, Rua Maria Paula, Viaduto Dona Paulina, Praça Dr. João Mendes, Rua Anita Garibaldi, Rua Roberto Simonsen, Rua Venceslau Brás e Praça da Sé.

Grande parte das multas é por excesso de velocidade (Foto: Divulgação/ Detran)

Cidade

UM Citroen C3 com R$ 10,5 milhões em multas foi apreendido por policiais militares do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), que atuam no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na segunda-feira (19), na Avenida Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo.

Grande parte das 1.390 infrações cometidas refere-se a excesso de velocidade e não indicação de condutor em caso de pessoa jurídica. Fabricado em 2013, o automóvel está registrado em nome de uma empresa. 

De acordo com a legislação federal de trânsito, quando a empresa não indica o motorista que cometeu a infração, o valor da multa é multiplicado pelo número de vezes que aquela mesma infração se repetiu nos 12 meses anteriores.

O automóvel apreendido não estava licenciado e foi removido ao pátio Sul da Prefeitura. O carro poderá ir para leilão como forma de pagar parte dos débitos. O restante da dívida permanece em nome do proprietário.

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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