Candidatos tentam vagas em 26 empresas participantes (Foto: Aloisio Mauricio/AE)

Economia

Mais de 6 mil pessoas estiveram presentes na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo (Secsp), na região central, em busca de emprego, na segunda-feira, 6. Este é o segundo mutirão organizado em parceria com a União Geral dos Trabalhadores e oferece mais de 4 mil postos de trabalho.

Mesmo debaixo de chuva, os desempregados não desistiram. “Estamos aqui desde as 6h, com fome e frio e temos esperança de conseguirmos um emprego”, disse Josenilda Adriana da Silva, 38, por volta das 12h.

O casal Ana Cristina e Daniel França de Souza, de 23 e 20 anos, respectivamente, já tinha encarado boa parte da fila no mesmo horário e estava prestes a ser atendido. “Eu trabalho como eletricista, mas qualquer oportunidade que surgir, estou agarrando”, disse o rapaz. No caso da moça, a busca era pelo primeiro emprego.

“É uma tristeza ver que tanta gente precisa de emprego e está numa situação desagradável. Mas há também uma satisfação enorme em perceber que estamos fazendo uma corrente do bem, oferecendo vagas sem qualquer situação em troca”, disse Ricardo Patah, presidente da UGT.

Serviço

Mutirão do emprego

Quem não foi atendido  na segunda pode voltar nesta terça-feira, 7, ao local, que funcionará das 8h às 17h. É preciso levar carteira de trabalho, RG, CPF, comprovante de endereço e currículo. A sede do Secsp fica na Rua Formosa, 99, Centro.

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Indústria de transformação puxou a alta (Foto: Arquivo/ABR)

Economia

O Brasil criou 77.822 mil novos postos formais de trabalho em janeiro, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta sexta-feira, 2, pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o melhor para o período desde 2012 e é a primeira vez, desde 2014, que as contratações superam as demissões. O saldo é resultado de 1,3 milhão de admissões e 1,2 milhão de desligamentos.

Considerados os últimos 12 meses, de fevereiro de 2017 a janeiro, foram criados 83,5 mil postos com carteira de trabalho. A última divulgação, que trouxe o saldo de 2017, mostrou que o Brasil fechou o ano passado com resultado negativo, foram fechadas 20,8 mil vagas de trabalho.
Segundo a publicação, o salário médio daqueles que foram desligados no mês, descontada a inflação, foi de R$ 1.636,41. Já o salário médio daqueles que foram admitidos foi menor: R$ 1.535,51.


Setores e estados

Segundo o levantamento, em janeiro, a indústria de transformação liderou a geração de empregos, com 49,5 mil novos postos de trabalho. O setor é seguido pela área de serviços, que registrou 46,5 mil novos postos.

No setor de agropecuária foram criados 15,6 mil postos; na construção civil, aproximadamente 15 mil, e, em serviços industriais de utilidade pública, 1,1 mil postos de trabalho.

Na outra ponta, o comércio registrou o maior fechamento de postos, foram 48,7 mil a menos no mês. Na administração pública foram fechadas 802 vagas e, em extrativa mineral, 351.


Nos Estados, São Paulo liderou as contratações, com mais de 20,3 mil novos postos. O Estado é seguido pelo Rio Grande do Sul (17,8 mil), Santa Catarina (17,3 mil) e Paraná (11,6 mil).

O Rio de Janeiro foi o Estado com mais fechamento de postos de trabalho, com a demissão de 98,4 mil pessoas e contratação de 88,6 mil, terminando o mês com 9,8 mil postos fechados.

O índice de desemprego não alterou muito em relação ao último trimestre (Foto: Camila Domingues/Palácio do Piratini)

Economia

A taxa de desemprego ficou em 12,2% no trimestre encerrado em janeiro, o que representa 12,7 milhões de pessoas desocupadas. O índice é estável na comparação com o trimestre anterior, de agosto a outubro de 2017.

Os dados estão sendo detalhados nesta quarta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - Pnad Contínua. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, entre novembro de 2016 e janeiro de 2017, a taxa apresentou queda de 0,4 ponto percentual.

A população desempregada ficou em 12,7 milhões de pessoas e o nível de ocupação no país é de 54,2%, num total de 91,7 milhões de pessoas. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve aumento de 2,1% no nível de ocupação, com 1,8 milhão a mais de pessoas.

Também na comparação com o trimestre móvel de novembro de 2016 a janeiro de 2017, o IBGE mostra que houve queda de 1,7% no número de trabalhadores com carteira assinada, o que corresponde a 562 mil pessoas. Os empregados sem carteira assinada subiram no período 5,6%, abrangendo 581 mil pessoas.

aumento nas contratações foi puxado, principalmente, pelo setor de veículos automotores, reboques e carrocerias

Economia

As vagas abertas pela indústria de transformação paulista no primeiro mês deste ano foram quase quatro vezes superiores à média registrada nos meses de janeiro nos cinco anos anteriores. O saldo de admissões somou 10,5 mil empregos, enquanto a média nesse período entre 2005 e 2017 havia atingido 2,8 mil. Esse foi o melhor desempenho já obtido em um mês de janeiro desde 2012, segundo a Pesquisa de Nível de Emprego da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp / Ciesp).

No entanto, comparado a dezembro último, houve pequena elevação de apenas 0,5%. Esse aumento nas contratações foi puxado, principalmente, pelo setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, com a oferta de 2.939 postos, seguido de confecção de artigos do vestuário e acessórios, com 2.123, e produtos de minerais não metálicos, com 1.426. De um total de 22 setores pesquisados, 16 ampliaram o quadro de pessoal.

Entre as empresas que efetuaram cortes estão as dos setores de produtos químicos (694), de produtos de madeira (273) e de impressão e reprodução de gravações (155).

Para o segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, esse resultado “demonstra a consistência do processo de crescimento da economia”. Para Roriz Coelho, o desempenho está em sintonia com o aumento da produção, em 2017, que atingiu 3,4%.

A região de São João da Boa Vista foi a que apresentou o maior avanço, de 3.01%, com destaque para o setor de produtos de minerais não metálicos e máquinas e equipamentos. Na sequência da lista de regiões que mais admitiram pessoal aparece Mogi das Cruzes (2,42%), com a melhoria dos setores de produtos têxteis e veículos automotores e autopeças e Araraquara (2,07%), onde as chances de emprego cresceram nas empresas de produtos têxteis e confecção de artigos do vestuário.

Desemprego é pior entre negros e mulheres (Foto; Camila Domingues/Palácio Piratini)

Opinião

O desânimo que toma conta do País, atingindo as camadas mais vulneráveis da população, ganha dimensão em São Paulo. Aumento do desemprego, sem perspectiva de uma nova colocação, e inflexão nas políticas sociais são componentes para o aprofundamento da exclusão e violência.

Pesquisa da Fundação Seade aponta a taxa de 18% de desempregados, equivalente a 2 milhões. É a maior desde 2004 na região metropolitana e supera o índice de 13% do País. Em queda até 2013, sempre é bom lembrar, o desemprego era de cerca de 4%, percentual considerado como pleno emprego por organismos internacionais.

Em São Paulo, os dados são um desalento. O Ibope Inteligência aponta, em pesquisa da Rede Nossa São Paulo, que 44% dos desempregados procuram colocação há um ano, 18% há dois e 29% há mais de dois anos. Muitos não vislumbram um novo emprego e não têm como se locomover no caríssimo transporte.

A frieza dos números é cruel na Capital. O desemprego atinge 59% de negros e pardos, 58% de mulheres e 26% de jovens. Mais de um terço tem renda inferior a dois salários e 43% com baixa instrução. É um cenário revelador de regiões periféricas e pobres, sem atenção dos governantes.

O golpe tirou Dilma e impôs um governo ilegítimo, comandado por forças conservadoras, que aplica medidas recessivas. Os pobres são os mais afetados com a interrupção de ações interligadas de inclusão social, geração de emprego e distribuição de renda.

O quadro tenebroso é também exposto em Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Com as políticas de um governo rejeitado por 97% dos brasileiros, mais de 26 milhões começaram 2018 sem trabalho ou subempregados. O preconceito e o racismo agravam a situação: 63% dos desempregados no País são pretos e pardos.

A tragédia se aprofunda com as antirreformas em andamento. O povo recebe do Estado as forças de repressão em um ciclo assustador e perverso de violência. A síntese visível da destruição é o Rio de Janeiro, onde pobre, jovem, negro são fichados, mas não para emprego ou inclusão em programas educacionais.

*Edmilson Souza é professor de história, educador e vereador em Guarulhos

Brasil tem mais de 13 milhões de desempregados (Foto: Camila Domingues/ Palácio Piratini)

Opinião

Ainda não é oficial, mas o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1% em 2017. O cálculo não é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgará seus números apenas em 1º de março. É da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mensurou a riqueza produzida no País, no ano passado, em R$ 6,51 trilhões. Esse pequeno avanço soa como uma música angelical, uma vez que a economia nacional vem de dois anos seguidos (2015 e 2016) em retração.


A matemática econômica nem sempre merece a atenção de boa parte dos brasileiros. Mas, de uma forma simplista, um ano de avanço, depois de dois em marcha ré, é bastante significativo, principalmente para os mais de 13 milhões de pessoas que aguardam sua vez na fila do emprego. Atualmente, segundo uma pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mesmo com esse aspecto positivo, o tempo médio de recolocação no mercado de trabalho, em 2017, foi de 14 meses, o que representa uma eternidade para a massa que convive com o problema. E, de novo, ainda com o aumento do PIB, o número de desempregados aumentou em 1,5 milhão no ano passado.


De qualquer forma, um fator está atrelado ao outro. Assim, a percepção de mudança começou a ser sentida já nos derradeiros meses do ano. No último trimestre, por exemplo, o avanço do PIB se acentuou (2,3% a mais em relação ao anterior) e o número de desempregados diminuiu 5% (650 mil pessoas a menos). E os bons ventos seguem em 2018. A quantidade de vagas abertas pela indústria de transformação paulista no primeiro mês deste ano foi a melhor desde 2012, com saldo de 10,5 mil admissões. Só para efeito de comparação, a média do período entre 2005 e 2017 foi de apenas 2,8 mil. É um bom indício. Assim, se 2017 já pode ser chamado de o ano da retomada do crescimento econômico, o corrente pode representar um caminho para a consolidação deste processo, algo que o brasileiro sempre espera, mas que, normalmente, se vê obrigado a conviver em uma gangorra cheia de altos e baixos.

Salário é de $ 3.113 (Foto: Divulgação/metrosp_oficial)

Cidade

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está com inscrições abertas para o concurso referente a oito vagas de oficial de logística almoxarifado I, das quais uma é reservada para pessoa com deficiência. O salário inicial para o cargo é de R$ 3.113. O contrato é válido por um ano com possibilidade de renovação para o mesmo período.

Para participar é preciso ter cursado o ensino médio e ter carteira nacional de habilitação (CNH) categoria B ou superior.  Além do salário, os contratados terão direitos aos benefícios de auxílios refeição e alimentação, bilhete de serviço, plano de saúde, previdência suplementar e seguro de vida em grupo (os últimos três são opcionais) 

A prova será composta por 60 questões de múltipla escolha de português, informática, matemática e raciocínio lógico e conhecimentos específicos. O teste deve ser realizado no dia 8 de abril e os locais das provas serão divulgados pela organizadora do processo de seleção.

As inscrições para o processo seletivo estão abertas desde o dia 6 de fevereiro e se encerram em 6 de março. O cadastro pode ser feito site da Fundação Carlos Chagas – www.concursosfcc.com.br. O valor da taxa é de R$ 65. 

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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