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Seg, Nov

Ambientes com mais janelas ou aberturas para luz reduzem gastos com energia elétrica (Foto: Divulgação)

Economia

Com todas as transformações ambientais que têm acontecido nos últimos tempos, é comum que as pessoas se preocupem cada vez com a natureza. Até empreiteiras buscam certificações sustentáveis para valorizar os seus empreendimentos. Por isto, o Metrô News ouviu especialistas para mostrar que é possível construir ou reformar sem agredir muito o ecossistema.

Historicamente, o setor madeireiro é um dos maiores “vilões” da sustentabilidade, mas o marceneiro Osvaldo Matos Júnior explicou que utilizar MDF (Medium Density Fiberboard ou placa de fibra de média densidade) já é uma medida que ameniza os danos causados ao meio ambiente.

“Para se fabricar o MDF, as empresas usam madeiras reflorestadas. É um material fácil de se trabalhar. Já vem praticamente pronto. É só cortar e refilar (fazer o acabamento). Então todo o processo fica mais ágil. Sem falar também que é uma opção mais barata no mercado”, argumentou Júnior, que apontou uma única desvantagem: “O MDF não é muito resistente à umidade, ou seja, em ambiente úmidos, degrada-se muito rápido”, alertou.

Já o engenheiro civil Samuel Nascimento, da Empresa R. Nascimento Construtora e Empreendimentos Ltda., salientou que durante uma construção ou reforma, vale a pena projetar uma cisterna para a captação de água de chuva. “A pessoa vai gastar dinheiro em tubos e recipientes para captar e armazenar a água. Porém, a economia futura é significativa”, argumentou.

Nascimento também indicou o investimento em sistema solar. “É um processo que ficou mais barato nos últimos anos, pois muitas empresas prestam este serviço agora. E a redução de custos com o passar do tempo também é notável”, pontuou.

Outras dicas

O engenheiro civil Samuel Nascimento fez outras sugestões para quem deseja construir ou reformar de maneira sustentável.

Aproveite a luz natural

Manter a casa sempre bem iluminada sem a necessidade de energia elétrica. Exemplos: aberturas maiores das janelas, instalação de telhados de vidro e, em alguns casos, paredes de vidros também.  E, em locais que exijam lâmpadas, priorize as de LED

Utilização de tintas à base de água

São produtos que possuem menos química na sua composição e evitam o surgimento de bactérias e fungos.

 Construa jardins

Está na moda ter uma pequena horta em casa. A grama é muito mais barata do que o piso, além de ser mais sustentável. O único problema é que dá mais trabalho para cuidar.

 

 

 

 

 

 

 

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Morar em uma casa que possua seu estilo pode ser mais barato do que se imagina (Foto JF Arquitetos/ Divulgação)

Imóveis

Com a atual situação econômica do País, cada centavo economizado na hora de construir ou reformar uma casa pode fazer uma grande diferença no final do mês. Por isto, o Metrô News ouviu especialistas para reunir dicas aos leitores que estão dispostos a realizar obras em seus imóveis ou, até mesmo, iniciar uma construção do zero.

1 –Sempre procure um profissional

É comum as pessoas recorrerem àquele conhecido que “faz tudo” e cobra um valor menor em relação ao mercado para realizar serviços relativamente simples. Mas esta nem sempre é a melhor opção, como avaliou o engenheiro civil Samuel Nascimento, da empresa R. Nascimento Construtora e Empreendimentos Ltda.

 “O barato sai caro e ninguém faz milagre.  É sempre bom fazer cotações e buscar informações sobre o profissional para evitar dores de cabeça no futuro. O serviço mais barato é o serviço que é concluído com qualidade e no prazo combinado”, argumentou.

 2 – Não tenha preguiça de fazer cotação

 Construções e reformas sempre geram impactos, por menor que seja o serviço. Então é importante se dedicar com atenção a todas as etapas do processo.

 Às vezes, por comodidade, as pessoas compram materiais em uma loja mais próxima, sem levar em consideração o preço. De acordo com o docente do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNG – SP, Evandro Pereira da Silva, isto é um erro.

 “As cotações e negociações devem ser realizadas junto a vários fornecedores, a fim de se obter os melhores preços, qualidade, prazos e taxas de entrega. Geralmente, no final de cada semestre, o consumidor consegue descontos maiores”, alertou.

Para a arquiteta Juliana Nogueira Freitas, do escritório JF Arquitetos, o cliente, sempre que possível, deve evitar intermediários na hora de comprar materiais.

“É muito importante saber se as empresas consultadas estão orçando o mesmo produto, com a mesma qualidade. Essa negociação final é o cliente quem deve fazer diretamente com os fornecedores”.

Sempre procure profissionais. O barato, muitas vezes, sai caro (Foto: JF Arquitetos/Divulgação)

 3 – Evite desperdícios

 Segundo o professor Evandro Pereira da Silva, o desperdício sempre foi o “calcanhar de Aquiles” na construção civil. “Vale a estratégia de solicitar a lista de materiais necessários à atividade e o tempo em que se pretende utilizar, pois alguns se deterioram quando armazenados de forma incorreta, como o cimento tipo Portland”, pontou.

 4 – Cuidado com as condições climáticas

Com as nocivas intervenções humanas no meio ambiente, é cada vez mais difícil fazer uma previsão do tempo com precisão. No entanto, apesar desta imprevisibilidade, ainda é seguro dizer que o período de dezembro a março é o mais chuvoso no Brasil.

“Chove praticamente todos os dias nestes meses. Se a obra for externa, a chance de haver atrasos é maior. Agora se o trabalho for em uma área interna, as precipitações não interferem em nada”, analisou o arquiteto Caio Milan.

 5 – Preocupe-se com o design interior

Morar em um imóvel aconchegante e que tenha a sua cara pode ser mais barato do que se imagina. Há incontáveis opções para se mudar completamente um ambiente sem que haja gastos excessivos.

“Uma das opções para transformar totalmente o espaço é o papel de parede, com diferentes cores e texturas. Com certeza, é uma boa saída e com forte poder estético. Outra opção mais econômica é a pintura, que apesar de ser uma ideia simples e mais convencional, pode-se obter um resultado diferenciado”, disse a arquiteta Juliana Nogueira Freitas.

Outra alternativa apontada por Juliana é a utilização de espelhos nas paredes. “Salas pequenas ficam amplas e espaços escuros ficam mais leves. Deve-se tomar cuidado em dois pontos: o primeiro é a qualidade do material, pois corre o risco de a imagem ficar distorcida caso a fabricação seja ruim. Outro ponto é a utilização em excesso, pois pode estragar o ambiente, deixando-o desconfortável”, destacou.

Para Ali Mohamed Arabi, da BY Arabi Móveis Planejados, escolher o piso certo e comprar alguns adereços para a casa são medidas que também fazem toda a diferença.

“Existem diversas maneiras e produtos de baixo custo que destacam o ambiente: quadros, almofadas, revestimentos, um piso adequado e artigos exclusivamente decorativos. Estes itens vão fazer com que sua casa seja única e sem que seja necessário um alto investimento para tal”.

 

 

 

 

 

Ana Amélia será a vice na chapa de Alckmin (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado/Fotos Públicas)

Opinião

Até ontem (quinta-feira, 2), apenas os partidos nanicos tinham assegurado a formação completa da chapa eleitoral, com a escolha do vice. Diante da simplicidade de suas estruturas e das reduzidas possibilidades de alianças, estas legendas foram direto ao ponto e definiram a questão. Assim, o Psol será encabeçado por Guilherme Boulos, coordenador do MTST, em parceria com a líder indígena Sonia Guajajara. No PSTU, a militante sindical Vera Lúcia terá a companhia de Hertz Dias, do movimento negro. A Democracia Cristã (antigo PSDC) terá José Maria Eymael pela quinta vez, agora ao lado de Helvio Costa, pastor da Assembleia de Deus. E o Podemos (ex-PTN) juntou Álvaro Dias a Paulo Rabello de Castro, ex-presidente do BNDES.


Mas, nesta quinta-feira, Geraldo Alckmin e Marina Silva avançaram nesta questão e, finalmente, têm um vice para apresentar aos seus eleitores. O tucano recebeu o “sim” da senadora Ana Amélia (PP-RS), embora ainda aguarde a resolução de aspectos internos dos pepistas para o anúncio oficial. Já Marina firmou uma aliança com o PV e terá em sua chapa Eduardo Jorge. O acordo é excelente para a ex-senadora, que, com os quatro deputados e um senador do Partido Verde, terá garantida sua presença nos debates eleitorais.


Quanto aos outros concorrentes, segue uma grande incógnita. Boa parte deles planeja resolver este imbróglio até domingo, mas terão até 15 de agosto como data-limite para fazê-lo junto ao TSE. Em outros tempos, isso poderia até ser apenas um detalhe periférico. Mas a história brasileira tem mostrado que não existe vice decorativo – como bem demonstraram João Goulart, José Sarney, Itamar Franco e Michel Temer –, pois seu papel é determinado na Constituição. O vice certo pode representar mais do que tempo extra na propaganda eleitoral. Se bem preparado, ajuda a alavancar ideias, defender princípios programáticos e, se for convincente, atrair outro tipo de eleitor que normalmente não votaria naquela determinada chapa. Se tudo isso fosse levado em conta, mais difícil ainda seria para os presidenciáveis fazer a sua escolha. Mas os bons nomes já disseram “não”. Agora cada um vai com o que se tem à disposição.

Marina não poderá fugir de temas polêmicos durante a campanha (Foto: Ándre Carvalho/CNI/Fotos Públicas)

Opinião

Marina Silva concorre este ano pela terceira vez à Presidência da República. E, como um genuíno caso brasileiro, fará isso por três partidos diferentes. Ela que por 30 anos defendeu as bandeiras do PT, rompeu com o partido de Lula em 2009 para, no ano seguinte, encabeçar a chapa com o PV. Acabou ficando em terceiro lugar, conquistando quase 20 milhões de votos (19,33%). Em 2014, filiada ao PSB e com a morte de Eduardo Campos, assumiu a titularidade da candidatura. De novo foi bem votada no primeiro turno, sendo a opção para mais de 22 milhões de eleitores (21,32%). Mas, de novo, ficou na terceira colocação e não conseguiu ir para o segundo turno.


Agora, pela Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar e que obteve registro em setembro de 2015, Marina tem a grande chance de sua trajetória política para romper a barreira de votos necessários e não ficar pelo caminho na disputa presidencial. E as pesquisas, até agora, apontam nesta direção. Com Lula na disputa, a acreana patina com modestos 7%. Mas, sem o petista, mais do que dobram as intenções de votos destinados a ela. Assim, a candidata se coloca como rival de Jair Bolsonaro, que, até agora, tem liderado as pesquisas nos cenários sem o petista. E mais: desde abril, sondagens do Datafolha têm apontado que Marina seria o único dos concorrentes a bater o ex-capitão em um hipotético segundo turno.


Na hora H, certamente, faltará a Marina o peso e a estrutura de um partido forte e tempo de propaganda no rádio e na TV, assim como para seu principal concorrente do momento. Mas a candidata da Rede carece de algo mais: de protagonismo. Mesmo na condição privilegiada que se encontra neste momento da disputa, pouco se fala dela, em comparação aos candidatos do PSL, PDT, PSDB e mesmo PT.

Ela, que é evangélica vinculada à Assembleia de Deus, é preterida pelos líderes evangélicos, que preferem apoiar o católico Bolsonaro. E eles têm os seus motivos. Mais uma vez, Marina será testada e, se quiser ir além, terá de falar de maneira clara e com conhecimento de causa sobre assuntos relevantes da realidade nacional; e abertamente a respeito de assuntos polêmicos, dos quais sempre quer fugir. Do contrário, ficará mais uma vez pelo caminho.

Bicicleta é uma boa alternativa para os grandes centros, mas ainda vulnerável (Foto: Rovena Rosa/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Muito tem se falado sobre alternativas de transporte sustentável para as grandes cidades, como São Paulo, Campinas e tantas outras no Brasil. Vivemos em cidades vivas sobre rodas. Veículos motorizados e não motorizados fazem parte do caótico cotidiano de cada dia. Neste cenário surgem as propostas de meios que possam, de alguma maneira, suprir de forma ágil e inteligente a crescente demanda por transporte urbano em nossos municípios.


O futuro aponta para um novo perfil de cidade, saudável, em harmonia com o meio ambiente. As discussões sobre o uso da bicicleta, como uma grande proposta de transporte sustentável, eficiente e barato, ganham força em nossa sociedade. Todavia, em razão da falta de uma cultura amigável, de interatividade e respeito com este modal, a bicicleta se apresenta como um meio vulnerável frente ao trânsito caótico.


Neste sentido, buscando uma solução para o problema, fizemos uma importante reunião para debater o tema na Assembleia Legislativa de São Paulo. O encontro reuniu associações do setor, ativistas e técnicos, que apresentaram suas propostas para que possamos, a médio prazo, criar um plano cicloviário para o nosso Estado, que inclui o incentivo ao uso das bicicletas e a criação de campanhas educativas para o setor.


O maior desafio, entretanto, está na construção de um novo paradigma social, de respeito ao ciclista e da criação de políticas públicas e investimentos oficiais para que o ciclismo, como meio de transporte urbano, se torne uma realidade em nosso País.


Nosso trabalho no Legislativo inclui o Projeto de Lei nº 985/15, que propõe a criação do Sistema Estadual de Prevenção ao Furto, Roubo e Comércio Ilegal de Bicicletas no Estado de São Paulo. A missão é incentivar e tornar o ciclismo seguro e atraente para mais pessoas a cada dia. Juntos temos a possibilidade de construir uma cidade mais humana e mais bela, a exemplo dos países mais desenvolvidos do mundo. Uma outra cidade, uma nova sociedade, de respeito e sustentabilidade no transporte, é totalmente possível. E para este sonho se tornar realidade só depende de cada um de nós.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB/SP

Marina e Alckmin relutam, mas podem se unir em uma única chapa (Fotos: José Cruz/ABR/Fotos Públicas e Divulgação/GOVESP/Fotos Públicas)

Opinião

A quatro meses das eleições presidenciais, o PSDB, ou pelo menos parte dele, parece sem rumo. Depois de fechar em torno do ex-governador Geraldo Alckmin como seu candidato nesta difícil disputa, ainda há falta de clareza sobre a unidade do partido em torno do nome e os sinais relativos ao desejo de mudar aquilo que já foi estabelecido começam a vir à tona. O projeto da vez é atrair Marina Silva para formar uma chapa com os tucanos. Caso as conversas avancem, difícil mesmo será estabelecer quem encabeçará a aliança.

Evidentemente, política é a arte de costurar acordos, principalmente aqueles inconcebíveis. Mas este não é o caso, ao que parece. No entanto, como demover a acreana Marina, filiada e fundadora da Rede Sustentabilidade, do seu sonho de governar o País? Ou, por outro lado, como fazer com que Alckmin aceite a condição de figurante em um projeto para o qual vem movendo mundos e fundos para torná-lo viável? Certamente, não será fácil. Mas, no meio de tudo isso está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que, segundo dizem, vê com bons olhos esta união política em nome de um benefício maior.

Evidentemente, se a pré-campanha do ex-governador estivesse indo de vento em popa, esta discussão seria descabida a essa altura dos acontecimentos. No entanto, os números não têm sido amigáveis com o paulista. Enquanto, sondagem após sondagem, sua margem de intenção de votos não supera os 10%, ele vê o deputado federal Jair Bolsonaro liderar as pesquisas com folga, tendo como perseguidor mais próximo justamente Marina Silva.

A ex-senadora, por enquanto, refuta a ideia. Optou por destacar a independência de sua candidatura e se colocar como uma alternativa à polarização que marca o País. Já Alckmin preferiu elogiá-la, dizendo admirá-la por seu idealismo e retidão. Exaltações à parte, uma chapa PSDB-Rede ainda parece bem distante, mas o que não falta são interessados dos dois lados da trincheira. Se vier a se confirmar, este seria de fato um evento novo na atual corrida eleitoral, capaz de mexer com as intenções de voto dos eleitores e trazer mais certezas a um cenário repleto de dúvidas e de indecisos.

Expor em rótulos dos alimentos a quantidade de água gasta para produzi-los, incentivaria economia de indústrias (Foto: Reprodução/Pixabay)

Cidade

Depois da crise hídrica, os paulistanos aprenderam a gerir e não desperdiçar água. Na Região Metropolitana, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo é, em média, 15% menor do que antes do período.

Dentre as mudanças citadas pelos especialistas Antônio Eduardo Giansante, professor de engenharia hídrica do Mackenzie, e Mauricio Costa Cabral da Silva, docente da Anhembi Morumbi na área de saneamento, escovar os dentes e fazer a barba com a torneira fechada, banhos menos longos e reuso de água foram as mais eficientes e importantes.

No entanto, ainda faltam medidas efetivas, tomadas pelo poder público, para que a economia seja mais efetiva. “Um meio de ajudar seria informar a quantidade de água consumida para se produzir um produto vendido no mercado, por meio de um selo”, sugeriu Giansante. “As pessoas comprariam mais de empresas sustentáveis e haveria busca para, cada vez mais, usar menos água”, disse.

“Seria importante criar uma resolução para que todo empreendimento construído a partir de uma determinada data tivesse duas tubulações: uma para água potável, outra para de uso não-potável”, comentou Silva.

Ambos concordaram que, como a situação está hoje, ficará cada vez mais difícil do abastecimento ocorrer normalmente. “Temos que ter em mente que a quantidade de água no planeta é única. Se desperdiçarmos, vamos perder o pouco que temos”, concluiu Giansante.

Dicas para economizar água

  •  Fechar a torneira ao escovar os dentes e/ou fazer a barba;
  •  Tomar banhos cada vez mais curtos;
  •  Não utilizar água de torneia para lavar o quintal e/ou o carro (É possível usar água da lavagem de roupa para estes fins);
  •  Promover discussões sobre reuso de água nos condomínios;
  •  Ter consciência de que o uso indiscriminado pode gerar uma crise hídrica maior do que a de 2015;
  •  Checar vazamentos nos canos;
  •  Usar água de chuva para regar plantas.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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