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Sex, Nov

Medicina ainda é o curso mais concorrido no País (Foto: Divulgação)

Economia

Conquistar uma vaga para ingressar na faculdade é um sonho de muitos estudantes que vão realizar o Exame Nacional do Ensino Médio, mas para alguns, esta disputa pode ser ainda mais difícil. Como já é praxe, o curso de medicina é sempre com mais inscrições.

Somente este ano, nos dois semestres, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) registrou 350.133 inscrições e foi o campeão. O segundo curso mais procurado é o de direito, com 269.350 participantes, seguido por administração, com 261.933 inscritos no processo seletivo.

Aos 20 anos, a estudante Luanna de Moraes Attard está em seu quarto Enem. Ela sonha em cursar medicina, mas sabe que procurar uma faculdade particular, com mensalidades que ultrapassam R$ 8 mil por mês, está fora de cogitação, e prefere enfrentar uma nota de corte que vai de 800 a 900 em uma escala de mil.

“As faculdades no Brasil são extremamente caras e elitizadas. Nas particulares, além de quem tem como pagar, só alunos com perfis que se encaixam no ProUni e no Fies que conseguem uma vaga, e mesmo assim ainda é bem difícil. São raras as faculdades que dão bolsa 100% por conta própria, inclusive só conheço 2: uma delas da 100% com ajuda moradia e alimentação só para o primeiro lugar. A outra da 100% para o curso conforme sua condição socioeconômica, mas você precisa passar na primeira chamada para ter chance pois são poucas bolsas”.

Segundo a professora Vera Antunes, do cursinho Objetivo, o aluno não deve desistir do sonho se não passar de primeira. “Na verdade, não é o estudante, o problema é que o Enem é aplicado para todo mundo igual. Imagine que um aluno fez numa escola que faltou muito o professor de história, de física. Ele perdeu conhecimento, ele tem que voltar para a aula, para melhorar em cada disciplina”, explicou.

Para Vera, os cursinhos podem contribuir tanto na questão do conhecimento como para entender como funciona a prova. “Muitas vezes, o aluno que entra no cursinho e fala que nunca viu aquela matéria na escola. É sempre importante fazer um simulado da prova anterior também”, concluiu. 

Cursinhos populares buscam igualar diferenças  

Quem não puder optar por um curso particular pode tentar procurar cursinhos sociais criados por entidades sociais. Segundo o professor de redação Vinícius Martins Gonçalves, que atuou no curso popular Mafalda, muitos estudantes deste modelo de reforço escolar chegam com dificuldades em escrita básica e até mesmo na construção dos textos.

De acordo com Gonçalves, “o aluno não muda só por uma questão de vestibular ou Enem, ele tem uma mudança social de comportamento, de ensinamento, ele vê com outros olhares, de uma forma mais divertida e tranquila e isto coloca-o em outro patamar. Muitas vezes eleas fazem o cursinho mais de uma vez”.

O professor ressaltou que, diferente dos cursos particulares, os que são ministrados pelo por iniciativas sociais não costumam ser diários, o que exige que os alunos tenham mais dedicação. Outro ponto importante é o fato de que os professores estão sempre abertos para responder dúvidas dos estudantes, atitude que ficou mais fácil com o uso da tecnologia, por meio de aplicativos como Facebook e Whatsapp. 

Sisu, 1º semestre de 2018

Medicina – 235.508

Adminsitração – 221.413

Direito – 218.470

Pedagogia – 199.300

Educação Física – 146.575

Enfermagem – 136.343

Ciências Biológicas – 107.525

Psicologia – 102.807

Ciências Contábeis – 92.778

Medicina Veterinária – 78.556

 

Sisu, 2º semestre de 2018 – 10 maiores inscrições

Medicina – 114.625

Direito – 50.880

Administração – 40.520

Pedagogia – 31.600

Enfermagem – 28.849

Psicologia – 26.666

Nutrição – 23.094

Engenharia Civil – 22.391

Odontologia – 22.248

 

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Morte de vereadora ainda é um mistério para as autoridades (Foto: Renan Olaz/CMRJ)

Mundo

Numa iniciativa rara, sete relatores da Organização das Nações Unidas (ONU) se uniram para emitir um comunicado duro contra as autoridades brasileiras, pedindo que a intervenção federal no Rio de Janeiro seja repensada e exigindo respostas diante do assassinato de Marielle Franco, vereadora carioca do Psol.

Os peritos ainda enviaram uma carta ao governo brasileiro e deram 60 dias para que esclarecimentos sejam apresentados. Nesta segunda, um comunicado dos relatores indicou que é “profundamente alarmante o assassinato de Marielle Franco, mulher negra e proeminente defensora de direitos humanos, que criticou o uso da força militar no Rio de Janeiro”. “Marielle era uma crítica feroz do decreto de 16 de fevereiro de 2018 que autoriza a intervenção federal em questões de segurança pública no Estado do Rio de Janeiro”, alertou o comunicado.

Os relatores lembram que a vereadora integraria a comissão que vai acompanhar a intervenção das Forças Armadas no Rio de Janeiro. O comunicado também aponta que, no último final de semana, “oito pessoas morreram supostamente durante uma operação policial em uma favela no Rio de Janeiro”. Os relatores pedem sérias investigações.

Projeto de Lei vai beneficiar cerca de 12 milhões de pessoas (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

No final do mês de fevereiro, a Assembleia Legislativa de São Paulo, por meio da Comissão de Transportes, aprovou o projeto de lei, de minha autoria, que concede o Passe Livre às pessoas com deficiência no sistema de transporte coletivo intermunicipal, nos modais rodoviário, ferroviário e aquaviário, no Estado.


O projeto tramita no Legislativo Paulista desde o ano de 2003, quando foi protocolado. Desde então, passou a ser debatido entre os parlamentares, recebeu parecer favorável e, em 2016, foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia.


Todo este processo acontece em razão da dimensão e importância do impacto social que o projeto, quando se tornar lei, vai proporcionar em nossa sociedade. No Estado de São Paulo temos cerca de 12 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Boa parte é composta por pessoas comprovadamente carentes, que necessitam de políticas públicas que possam, de alguma maneira, minimizar as suas dificuldades.


O Passe Livre intermunicipal foi concebido nos mesmos moldes do modelo federal, que permite viagens interestaduais para deficientes carentes. Em São Paulo, o Passe Livre vai permitir que milhares de pessoas com deficiência possam viajar também entre as nossas centenas de municípios, proporcionando uma inclusão mais efetiva e garantindo o direito de ir e vir para todos, sem discriminação.
O projeto determina ainda que todas as empresas, que realizam transporte intermunicipal de passageiros, reservem 5% dos assentos para pessoas que possuam o Passe Livre. Os interessados deverão fazer a reserva do assento com, pelo menos, duas semanas antes do embarque e os lugares deverão ser identificados com o símbolo internacional de acesso.


Este é, sem sombra de dúvidas, um dos principais avanços em benefício das pessoas com deficiência, pelo qual estamos lutando na Assembleia Legislativa. O projeto está pronto para a Ordem do Dia, para ser debatido em plenário e, depois, se tornar Lei. Com trabalho forte, apoio e perseverança, vamos vencendo as nossas batalhas e superando as nossas barreiras.

Mulheres precisam participar mais da política no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR)

Opinião

Amigos, comemoramos no mês de março o dia internacional das mulheres, data que destaca e evidencia a importância das mulheres na família e no desenvolvimento da sociedade. Infelizmente, no Brasil, a igualdade de direitos ainda está longe de ser alcançada de forma plena.

Na Câmara dos Deputados, venho trabalhando para diminuir tamanho desequilíbrio entre homens e mulheres. Lutando pela equiparação salarial e ao apresentar e votar em projetos que garantem e ampliem a defesa dos direitos femininos.

Estou na luta para ampliar a licença-maternidade – período que dá licença de 120 dias para a gestante empregada – das mães de bebês prematuros, incluso no meu relatório da Proposta de Emenda à Constituição 181/15.

Na instituição da obrigatoriedade do atendimento psicossocial à menor gestante, oferecido pelo SUS, por meio do Projeto de Lei 626/11, de minha autoria.

Engajei o Congresso Nacional na participação da campanha do Outubro Rosa, enquanto ocupava o cargo de segundo secretário da mesa diretora da Câmara, buscando chamar a atenção nacional na prevenção e diagnóstico precoce do câncer da mama.

No ano passado, sabendo da importância do combate da violência contra a mulher, solicitei ao Governo Federal a liberação dos recursos para o término da obra da Casa da Mulher Brasileira em São Paulo, espaço voltado para mulheres vítimas de violência.

E por intermédio de minha esposa na capital paulista, a vereadora Sandra Tadeu, venho trabalhando para ampliar a participação das mulheres na política, ressaltando o brilhante trabalho desenvolvido por elas à frente de administrações públicas e autarquias.

Ainda estamos longe de garantir igualdade para todas as mulheres, porém com muito trabalho e força de vontade vamos mudar o Brasil e torná-lo mais justo para a Nação.

Fiquem com Deus e uma Boa Semana a Todos.

*Jorge Tadeu Mudalen é deputado federal pelo DEM/SP

Mais de 100 trabalhadoras morreram em incêndio no ano de 1911 (Foto: Reprodução/YouTube)

Opinião

Historicamente, as mulheres sofrem pelo preconceito, machismo e escassez de oportunidades, além da falta de direitos, em comparação com os homens. Muitas pessoas afirmam que isso é coisa do passado, já que as mulheres conseguiram ocupar, à base de muita luta, o seu espaço na sociedade.

Entretanto, não dá para dizer que há muito o que comemorar. Estudo elaborado pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Econômicos (Dieese), divulgado nesta quarta-feira,7, aponta que o desemprego feminino cresceu no ano passado na Região Metropolitana de São Paulo, que inclui 39 cidades, entre as quais, a capital paulista.


O número de mulheres economicamente ativas desocupadas subiu de 18,3%, em 2016, para 19,7%, em 2017. Isso significa que a cada cinco mulheres com potencial produtivo, uma está desempregada. Para efeito de comparação, entre os homens, a taxa ficou em 16,5% no ano passado. E no campo salarial ainda existe disparidade. Elas ganham 87% dos salários deles, apesar de desempenharem as mesmas funções. Entre os empreendedores, apenas 33,4% são mulheres.


O Dia Internacional da Mulher remonta a um incêndio que matou mais de 100 funcionárias da fábrica Triangle Shirtwaist, em Nova York (EUA), no dia 25 de março de 1911. Já em 1917, na Rússia, em 8 de março, ficou marcado por uma marcha de trabalhadoras contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial.

De lá para cá, as mulheres ganharam espaço, mas ainda há muito pelo que lutar e a conquistar para que elas sejam plenamente respeitadas. É preciso que todas possam ter a garantia de competir com os homens, no mercado de trabalhos, apenas pelo critério competência. Não se trata de estabelecer uma guerra sexista, mas apenas uma batalha pela equiparação no que diz respeito ao exercício e usufruto de direitos.

Mulheres ainda têm muito o que conquistar (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Neste dia 8 de março comemoramos mais uma edição do Dia Internacional da Mulher. A data é especial para todas nós, pois está diretamente ligada aos movimentos feministas que buscavam mais respeito e dignidade para as mulheres, que desde o começo do século 20 ainda eram submetidas a um sistema desumano de trabalho, com exaustivas jornadas, em ambientes frequentemente insalubres e perigosos, e com salários muito abaixo daqueles que eram pagos aos homens pelo mesmo serviço.


Na mesma data, no ano de 1857, nos Estados Unidos, 129 operárias foram violentamente mortas quando reivindicavam uma jornada de “apenas” dez horas diárias de trabalho. Por este motivo, em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres, ficou determinado que a data fosse declarada como o Dia Internacional da Mulher, em homenagem àquelas mulheres que morreram lutando por uma vida melhor.


Um pouco mais recente, precisamente em 1932, a mulher conquistava o direito ao voto e o direito de ser votada no Brasil. Fruto de muita luta por parte de corajosas mulheres que ousaram enfrentar um sistema social machista e exigir os seus direitos. Mesmo assim, após 86 anos, ainda somos a minoria em cargos públicos em nosso País, que ocupa a última colocação no ranking de participação feminina na política na América do Sul.


A história nos tem mostrado a evolução feminina, desde os tempos da submissão aos valores masculinos aos dias de hoje. Mães, operárias, donas de casa, mulheres com diploma universitário, mulheres com diploma da vida, ainda travam diuturnamente a luta pela igualdade social, direito básico de qualquer ser humano.


Já caminhamos muito desde aquele fatídico 8 de março de 1857. Mesmo assim, ainda há um longo caminho a ser trilhado para romper as barreiras e tabus que insistem em atravancar os avanços necessários, e que precisam ser banidos da nossa sociedade como condição essencial para a criação de um mundo justo, solidário e harmonioso para todos nós. E essa é a nossa luta, sempre.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB - SP

Quem sonha em ingressar na faculdade neste semestre ainda pode aproveitar todo mês (Foto: Divulgação)

Cidade

Com o fim dos principais vestibulares de universidades públicas, os candidatos têm pouco tempo para realizar os trâmites e tentar estudar ainda neste semestre. Quem quiser utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em entidades particulares ou para o Programa Universidade para Todos (Prouni) ainda tem algumas opções.

Os chamados vestibulares “fora de época”, realizados após o início das aulas, estão com inscrições abertas durante o mês de março. Além disso, o Prouni está disponível até amanhã e o cadastro deve ser realizado por meio do site do programa.

O Metrô News buscou as principais instituições particulares de ensino superior do Estado de São Paulo para questionar sobre o processo seletivo. Na Universidade Paulista (Unip), os descontos para ingresso com a nota do Enem podem chegar a 100%. As provas tradicionais ocorrem até 18 de março e mais informações podem ser obtidas no site da instituição.

Na Anhembi, as provas vão até o dia 10 e as inscrições custam R$ 25. Já na Universidade Cidade de São Paulo e na Unicsul, o prazo vai até dia 18 e o custo é de R$ 30. Na Faculdade Sumaré, a matrícula ocorre no mesmo dia do vestibular, com desconto de 70% na mensalidade de março.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião