14
Qua, Nov

A Gillette mantém notoriedade no mercado (Foto: Reprodução/Facebook)

Economia

Ouvir uma pessoa dizer que vai ao mercado comprar “hastes flexíveis com pontas de algodão” ou “lâmina de barbear” é uma coisa rara e praticamente impossível de se acontecer. Isso porque esses produtos, dentre muitos outros, têm uma associação muito forte com o nome de marcas poderosas. No exemplo, Cotonetes (Johnson&Johnson) e Gillette (Procter & Gamble).

O coordenador do MBA de Marketing Estratégico da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Boschi, explicou que esse fenômeno é conhecido como marcas notórias. “Isso acontece quando a marca se transforma em sinônimo de uma categoria de produtos”, disse.

Apesar de, segundo o especialista, ser necessário estudar caso a caso, isso ocorre, muitas vezes, pela idade e pioneirismo da marca. “É provável que as mais antigas ocorreram por associação mesmo”, afirmou.

O professor de Publicidade e Propaganda da UNG, Rodolfo Nakamura, enxerga que, além do pioneirismo, a inovação também é importante. “No caso da lâmina de barbear, por exemplo, a Gillette trouxe um formato descartável, ao contrário da navalha que existia antes”, explicou. Na época da criação dos Cotonetes, houve uma propaganda muito grande. “Também foi uma inovação: não existia nada similar”.

Atualmente, além das marcas mais antigas, como a palha de aço Bombril, marcas mais novas também se tornaram notórias, como nos casos de Google, Spotify e Uber. 

Consumidores nem notam a diferença 

Para os consumidores, é bastante comum utilizar o nome de algumas marcas como sinônimo de algum produto. É o caso da professora Cristina Carrero que, apesar de adquirir sabão em pó de outros nomes, sempre diz que precisa de Omo. “Mas já utilizei diversas marcas, sempre dou uma variada”, falou.

Na percepção de quem vai ao mercado comprar um produto, tornar-se uma marca notória só traz pontos positivos para uma empresa. Segundo o jornalista Jota Henrique, como a marca acaba virando sinônimo do produto, a propagação de seu nome só tende a aumentar. “É uma espécie de irmão siamês, vamos dizer assim, entre marca e produto”, disse. 

Pedra no sapato

Segundo o professor Boschi, em alguns casos essa associação pode se tornar uma pedra no sapato. “Um exemplo foi quando a Yakult tentou lançar uma marca de cosméticos. Você se imagina comprando um xampu com esse nome? Quando se fala Yakult, já dá até para sentir o cheiro da bebida láctea. É bem complicado tentar se estabelecer em outro nicho”, completou o especialista.

Rodolfo Nakamura, da UNG, explicou que a empresa tentou fazer uma extensão de marca, utilizando o nome já conhecido para estender sua oferta de produtos. “Eles, provavelmente, quiseram associar o valor de qualidade de vida também nos cosméticos, mas é um produto muito diferente do que o que já é vendido”, falou. A Coca-Cola foi um case bem-sucedido. “Eles são sucesso na venda de roupas também. Neste caso, deu certo”.  

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

O compromisso é o maior desafio do estudante à distância (Foto: Divulgação)

Nacional

O uso da Educação à Distância (EAD) no Brasil cresceu pouco mais de 12% em apenas um ano, comparando-se aos anos de 2015 e 2016. Os dados são do Censo EAD.BR, lançadosn no fim do ano passado. Há dois anos, foram mais de 561 mil matrículas em cursos regulamentados totalmente à distância. Em 2015, eram 498 mil alunos adentrando esta modalidade.

O Censo destaca que estes números são subnotificados, porque algumas instituições de ensino optaram por não divulgar seus dados. A professora Elisabete Brihy, diretora do EAD da Universidade Paulista (UNIP), explicou que a tendência de crescimento deve seguir no País. “Existem diferenças grandes em termos de valores, porque é mais acessível, e na flexibilidade de tempo do aluno”, disse.

O diretor acadêmico de EAD da Estácio, Flavio Murilo de Gouvêa, concordou. “É uma modalidade mais democrática, mais acessível e que respeita o tempo de estudo de cada um dos novos alunos”, disse. “O futuro da educação passa, necessariamente, pelas metodologias da educação digital”, projetou.

Para o gestor do ensino superior do Senac EAD, Alcir Vilela Junior, afirmou que a modalidade já é fundamental para o futuro da educação superior no Brasil. “O EAD também traz novas possibilidades mesmo para o ensino presencial, com novas tecnologias, metodologias e abordagens educacionais”, falou.

Apesar da vida atarefada, Elisabete também é estudante EAD. “Curso gastronomia, estou no último semestre. Não é fácil, mas consigo conciliar com mais facilidade do que se fosse presencial”, afirmou.

Rotina e estudos: combinação perfeita na modalidade

O administrador Rubens de Maris Junior é enquadrado num dos casos em que a rotina é corrida. Ele optou por estudar processos gerenciais na Universidade Univeritas/UNG. “Resolvi reciclar conhecimentos, conciliando atividades profissionais com os estudos”, disse. E para quem acha que o EAD não tem o mesmo poder de ensino das disciplinas presenciais, ele destacou que a disciplina é essencial para o aprendizado ser efetivo. “Mas isso também é na sala de aula. Não adianta ficar mexendo no celular e não prestar atenção. É a mesma coisa”, completou Elisabete.

Coceira, ardor e corrimento genital branco são sintomas da doença: (Foto: Divulgação)

Saúde

Queixa comum dentro dos consultórios ginecológicos, a candidíase vulvovaginal é causada por um fungo chamado Candida e é caracterizada geralmente por intensa coceira, corrimento genital e vermelhidão.

Apesar de fazer parte do organismo, este fungo, quando presente em quantidade elevada, desencadeia a infecção, que atinge cerca de 75% das mulheres. E isso pode ocorrer devido a fatores como desequilíbrio da flora vaginal, baixa imunidade e estresse.


“A Candida está no nosso organismo, às vezes, no trato gastrointestinal, e também fica no meio ambiente. Se nos contaminamos pelo trato gastrointestinal, o fungo, que está neste local, migra para a vagina. É comum termos o fungo também no meio vaginal e não sentirmos nada. Geralmente, os sintomas da candidíase só aparecem quando se tem uma queda na resistência, explica a Dra. Adriana Campaner, responsável pelo Ambulatório de Patologia Genital da Santa Casa de São Paulo.


Existem vários tipos de cândidas, mas a que costuma se manifestar com mais frequência é a Candida albicans, que apresenta os sintomas menos incômodos. Entre eles, estão coceira, ardor e vermelhidão na vulva e na vagina, odor e a presença de um corrimento branco, parecido com nata de leite.


Em algumas situações, também é possível que haja fissuras, que podem surgir por conta do ato de coçar. “Um exame diagnóstico e clínico vai avaliar as características da secreção e o pH da vagina”, descreve o Dr. Renato Oliveira, responsável pela área de Reprodução Humana da Criogênesis e coordenador da disciplina de Saúde Sexual e Reprodutiva da Faculdade de Medicina do ABC.


O tratamento da candidíase é feito com antifúngicos, que são ministrados via medicação oral e associados ao uso de um creme. Dependendo dos sintomas, o tratamento pode durar de um a sete dias.

Parece, mas não é

Nem sempre a coceira vulvovaginal está relacionada a candidíase. Se os sintomas da infecção aparecem mais de quatro vezes ao ano, o problema pode estar associado a outros agentes que desencadeiam sintomas semelhantes. “É preciso solicitar exames, fazer pesquisa das bactérias vaginais e um exame ginecológico adequado. Com isso, se chega à conclusão se a paciente tem mesmo, ou não, a candidíase e, caso a infecção se confirme, que tipo de Candida a está atacando”, explica a Dra. Adriana Campaner.

Segundo ela, neste caso, o tratamento é dividido em dois momentos: inicialmente é feito o tratamento de ataque, com comprimido e medicação vaginal para combater os incômodos sintomas. Depois vem o tratamento preventivo, que pode ser à base de comprimido ou creme vaginal. “Existem vários outros tipos de medicações para uso semanal – geralmente, na véspera da menstruação – para evitar que a Candida volte”, frisa a especialista.

Alimentação e higiene são aliadas para que a candidíase não retorne às mulheres

Quem quer passar longe da candidíase deve associar ao tratamento dois aliados imprescindíveis: alimentação e higiene. Açúcares, doces, gorduras e carboidratos (como pães e massas) devem ser evitados, pois aumentam a incidência da Candida no organismo.

Já a higiene deve ser realizada com sabonete íntimo e as lingeries lavadas à parte, somente com sabão de coco. “O ideal é evitar o sabão em pó e o amaciante, pois eles, geralmente, possuem na formulação uma substância chamada propilenoglicol, que pode causar alergia”, descreve Dr. Renato Oliveira, da Faculdade de Medicina do ABC.  

Evitar roupas apertadas, fazer atividade física e investir em uma alimentação saudável também são conselhos bem-vindos para quem quer se ver livre de uma vez por todas desse desconforto.

Doença possui diferentes tipos de manifestações

A região vulvovaginal não é a única a ser impactada pela candidíase. Ela também pode se manifestar em partes como boca, pele, sangue e garganta. Os homens também podem desenvolver a doença, apesar de ela ser mais recorrente em mulheres devido, principalmente, ao ambiente úmido e quente da região genital feminina.

O tratamento para a candidíase masculina também é feito com comprimidos via oral e pomadas antifúngicas. Vale lembrar que, apesar de também se desenvolver em uma região íntima, a candidíase não é uma doença sexualmente transmissível.

Epidemia da febre amarela causa efeito dominó na saúde (Foto: Marcelo Camargo/ABR)

Saúde

Devido ao surto de febre amarela entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, na Grande São Paulo, o estoque de doação de sangue ficou defasado: 60% abaixo do necessário.

Em entrevista exclusiva ao Metrô News, o responsável pela Fundação Pró-Sangue, Dr. Carlos Roberto Jorge, que administra as bolsas de sangue do Estado de São Paulo, disse que a situação ainda é muito crítica no estoque.

Na semana retrasada, a instituição informou que estava com 60% menos sangue do que o ideal. “A situação sempre foi difícil, mas hoje está muito ruim. Os primeiros meses do ano já contam com poucas doações, mas, com a vacinação contra a febre amarela, isso se agravou”, disse.

Após a imunização, deve-se contar quatro semanas para que o doador se torne apto novamente a contribuir com a fundação. “Tem gente precisando de sangue agora, neste exato momento. Não deixe para doar amanhã, salve uma vida hoje”, disse. Para saber mais e onde doar: www.prosangue.sp.gov.br.

70% dos que pensam em cursar novamente, não estão satisfeitos profissionalmente (Foto: Divulgação)

Nacional

Começar um segundo curso universitário significa voltar para as salas de estudo e, assim como foi na primeira vez, se preparar para estudar muito, fazer trabalhos em grupo e ainda construir outro Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Mas, segundo especialistas, é preciso ter cuidado e avaliar as possibilidades.

Segundo a consultora, empreendedora e coach Simone Ayoub, 70% das pessoas que procuram cursar uma segunda graduação têm interesse em mudar de carreira, enquanto os outros 30% querem apenas somar conhecimento para a atual profissão. “Uma segunda graduação, geralmente, vem quando o profissional percebe que a primeira graduação não tem mais sentido para a carreira”, falou a especialista.Simone alerta que é necessário ter consciência antes de escolher o novo curso. “É importante avaliar bem. O conhecimento é importante, mas é algo que tem que vir acompanhado de uma realização”, disse. 

A psicóloga e coach Leila Martins concorda com as afirmações de Simone. “É preciso saber quais são as próprias fortalezas e quais são as próprias fraquezas. Hoje temos outras maneiras de mudar de carreira sem a necessidade de fazer uma outra graduação. Existem cursos, pós, certificação, uma série de outros caminhos para outra carreira”, afirmou a profissional.

As especialistas também acreditam que tudo depende muito do setor de atuação. “Se a pessoa fez humanas e quer fazer exatas, se ela fez Direito e quer ser engenheira, ela vai ter que fazer em uma nova faculdade. Mas, antes de fazer isso, ela precisa fazer um autoconhecimento para saber se ela tem as competências para assumir esta outra profissão. É imprescindível”, disse.

Resquícios do ônibus envolvido em acidente em Goiás (Foto: Divulgação -Corpo de bombeiros)

Nacional

Segundo o delegado Antônio Humberto Soares,  responsável pela investigação do acidente que matou nove pessoas em Formosa (GO), nesta quinta-feira (15), há evidências de que o motorista Édson Lopes Lima, de 47 anos, teria dormido na direção do ônibus que se chocou com duas carretas na BR-020. As informações são do portal de notícias G1.

O ônibus levava passageiros da Paraíba até Goiás, quando perdeu o controle e colidiu com duas carretas. O delegado eliminou a hipótese do veículo ter batido nos caminhões durante uma tentativa de ultrapassagem. O acidente envolveu 43 passageiros, dos quais 23 se feriram. Eles não correm risco de vida.

Até o momento, apenas quatro vítimas fatais foram identificadas: Édson Lopes Lima, de 47 anos, motorista do Expresso Guanabara; Pedro Nobrega de Araújo, de 54 anos, comerciante; Antônio Elton Pereira Rodovalho, de 38 anos; e Terezinha Félix dos Santos, de 58 anos. 

Acadêmicos do Tatuapé retorna à avenida com enredo que homenageia o Estado do Maranhão (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

A escola de samba campeã do carnaval de São Paulo, Acadêmicos do Tatuapé, desfila novamente no Sambódromo do Anhembi, nesta sexta-feira (16), em apresentação que começa a partir das 21h. Além da primeira colocada, mais quatro escolas do Grupo Especial e três do Grupo de Acesso 2 e Grupo de Acesso voltam ao sambódromo. A campeã, da zona leste, entra na avenida às 4h da madrugada.

Quem abre o desfile das campeãs é a vencedora do Grupo de Acesso 2, Mocidade Unida da Mooca. A segunda a se apresentar é a Colorado do Brás, vice-campeã do Grupo de Acesso, seguida pela campeã da categoria, a Águia de Ouro. Em seguida, vêm as cinco primeiras colocadas do Especial: Dragões da Real, Tom Maior, Mancha Verde, Mocidade Alegre e Acadêmicos do Tatuapé.

Com seu azul e branco, a Acadêmicos do Tatuapé ficou com os mesmos 270 pontos de Mocidade Alegre, Mancha Verde e Tom Maior, mas teve melhor pontuação no quesito de desempate mestre-sala e porta-bandeira. Assinado pelo carnavalesco Wagner Santos, o desfile da Acadêmicos do Tatuapé exaltou as belezas do Maranhão, com o samba enredo Maranhão. Os Tambores vão ecoar na terra da encantaria, entoado por seus 2.761 mil componentes.

A vice-campeã Mocidade Alegre retorna com o samba A voz marrom que não deixa o samba morrer, que homenageou a cantora Alcione. Com 70 anos de vida e 45 de carreira, Alcione deu a introdução para o grito de guerra no começo do desfile e depois subiu no carro em que foi destaque, o último do cinco da noite. O samba e as fantasias da agremiação citaram músicas conhecidas da cantora: Juízo final, O que eu faço amanhã, À flor da pele, Delírios de amor e principalmente Não deixe o samba morrer, que foi a base do refrão.

A terceira colocada, Mancha Verde, volta à passarela com o samba A amizade. A Mancha agradece do Fundo Do Nosso Quintal, que homenageou os 40 anos de história do grupo Fundo de Quintal. A Tom Maior, última a entrar na avenida no primeiro dia dos desfiles, repete a exibição que a colocou em quarto lugar com o enredo O Brasil de duas Imperatrizes: De Viena para o novo mundo, Carolina Josefa Leopoldina; de Ramos, Imperatriz Leopoldinense. Com o samba enredo Minha música, minha raiz! Abram a porteira para essa gente caipira e feliz! também se apresenta a quinta colocada, Dragões da Real, que falou da música caipira e sertaneja.

Ainda desfila a Águias de Ouro, rebaixada para o Grupo de Acesso em 2017, divisão que não disputava desde 2009. A escola volta para o Grupo Especial depois de apresentar um desfile com o tema Mercadores de Sonhos, que falou sobre as influências árabes no Brasil e em São Paulo. A segunda colocada, Colorado do Brás, mostra o samba Axé - Caminhos que levam à Fé, e sobe para o Grupo Especial depois de quase alcançar o posto em 2017, quando ficou em terceiro lugar e perdeu a chance por 0,1 ponto. A vencedora do Grupo de Acesso 2, Mocidade Unida da Mooca, entra com o enredo A Santíssima Trindade de Oyó, que propagou a mensagem de tolerância entre os povos. No ano que vem, a escola disputará o título no Grupo de Acesso.

Os ingressos estão à venda na bilheteria do Sambódromo e na loja da Liga SP na estação São Bento do Metrô. Os valores variam de acordo com o setor, com preços a partir de R$ 70. O horário de atendimento é das 10h às 20h no Sambódromo e das 10h às 19h na estação São Bento do metrô.

Programação:

21:00 - Mocidade Unida da Mooca (Campeã do Grupo de Acesso 2)

22h00: Colorado do Brás (2ª lugar no Grupo de Acesso)

23h00: Águia de Ouro (Campeã do Grupo de Acesso)

00h00: Dragões da Real (5º lugar no Grupo Especial)

01h00: Tom Maior (4º lugar no Grupo Especial)

02h00: Mancha Verde (3º lugar no Grupo Especial)

03h00: Mocidade Alegre (Vice-campeã do Grupo Especial)

04h00: Acadêmicos do Tatuapé (Campeã do Grupo Especial)

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
or
or

Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião