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Sex, Nov

Marcas de supermercado ganham força no cotidiano dos brasileiros (Foto: Reprodução/Flickr)

Economia

Muitas vezes elas estão na mesa, na alimentação, no vestuário, na hora da limpeza e até nos momentos de lazer. Segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (Abmapro), praticamente nove em cada dez brasileiros adquirem um produto de marca própria de redes de supermercados e atacadistas durante as compras do mês.

Aro (Makro), Great Value (Walmart), Qualitá e Taeq (ambas encontradas no Pão de Açúcar e no Extra) e Carrefour são alguns exemplos das apostas de grandes redes em produtos próprios. “Os grandes players das redes varejistas voltaram a ter diretorias exclusivas para marcas próprias”, explicou Neide Montesano, presidente da Abmapro. 

A qualidade destes produtos também melhorou. Em 2000, cerca de 17% das pessoas achavam que estes produtos tinham qualidade, mas hoje este número chega a 87%.

A economia nas compras pode variar entre 20% a 40%. Geralmente, estes produtos chegam de forma mais acessível ao consumidor porque não possuem certos custos, entre eles o de marketing. Ainda assim, o grupo GPA, responsável pelas redes Extra e Pão de Açúcar, vai iniciar, no mês de outubro, a troca da comunicação visual dos produtos Qualitá no começo de outubro explicou Wilhein Alexander Kauth, diretor de marcas próprias do grupo.    

Produtos também criam conceitos   

Especialista em gestão de marcas e comportamento do consumidor do Mackenzie, Sérgio Dantas diz que os grandes varejistas não querem só economizar ou vender mais barato. “Trazem outros tipos de valores, como qualidade de vida”, explicou. Entre os exemplos está a Taeq, marca de alimentos saudável do grupo GPA. “A Taeq veio com um preço muito mais acessível”, explicou o diretor marcas próprias. 

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Manutenção alivia o bolso e preserva o meio ambiente (Foto: Reprodução/pxhere)

Economia

Pode demorar um pouco – dependendo do aparelho, de seis a sete anos -, mas a troca de eletrodomésticos antigos por novos pode gerar uma economia na energia elétrica tamanha que, no fim das contas, o consumidor não paga nada na compra. De acordo com Rubens Leme, coordenador de Usos Finais e Eficiência Energética da Eletropaulo, neste período o usuário consegue recuperar praticamente todo o valor investido numa geladeira, por exemplo.

Para a economista Leila Pellegrino, coordenadora do curso de Administração da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, o impacto no orçamento familiar é imediato. “Tão logo o equipamento é substituído, já dá para notar um valor menor na conta de luz. Isso ajuda a reduzir os custos fixos da casa”, comentou.

Foi o caso da aposentada Ana Odete Piteriano, que trocou sua geladeira antiga, um modelo dos anos 1990, por uma nova este ano. “Deu para sentir uma diferença de quase R$ 15 por mês”, contou.

Além das novas tecnologias, no caso específico da geladeira, trata-se de um item que fica 24h na tomada e que tem um termostato que a liga e desliga conforme necessidade. “Nas mais antigas, elas ficam mais tempo ligadas do que o contrário. Nas novas, isso é muito mais eficiente”, explicou Leme.

Tecnologia é também sustentável

Outro ponto que deve ser pensado na hora de decidir se os eletrodomésticos devem ser trocados por novos é a sustentabilidade. “Há uma economia de energia muito grande. No setor elétrico, quanto mais se consome, mais serão necessários recursos”, disse Leme. No caso do meio ambiente, uma termelétrica, por exemplo, queima derivados do petróleo e gera custos para as empresas e para o Estado. “A eficiência energética é boa para quem faz e para a sociedade em geral”, concluiu.

Orçamento familiar é essencial

Antes de comprar um eletrodoméstico novo, deve-se calcular o orçamento familiar, segundo a economista Pellegrino. “Não adianta o consumidor querer uma economia na conta de luz e acabar se endividando com uma parcela cara, que não caiba no bolso”, explicou.

Um ponto importante é organizar as finanças. “É só pegar uma calculadora e ver os valores que entram e os que saem do orçamento mensal. Também têm que ser levados em conta os juros”, falou a especialista. Outra dica é pesquisar antes de comprar para que um gasto não planejado não acabe com as finanças da família.

A Gillette mantém notoriedade no mercado (Foto: Reprodução/Facebook)

Economia

Ouvir uma pessoa dizer que vai ao mercado comprar “hastes flexíveis com pontas de algodão” ou “lâmina de barbear” é uma coisa rara e praticamente impossível de se acontecer. Isso porque esses produtos, dentre muitos outros, têm uma associação muito forte com o nome de marcas poderosas. No exemplo, Cotonetes (Johnson&Johnson) e Gillette (Procter & Gamble).

O coordenador do MBA de Marketing Estratégico da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Boschi, explicou que esse fenômeno é conhecido como marcas notórias. “Isso acontece quando a marca se transforma em sinônimo de uma categoria de produtos”, disse.

Apesar de, segundo o especialista, ser necessário estudar caso a caso, isso ocorre, muitas vezes, pela idade e pioneirismo da marca. “É provável que as mais antigas ocorreram por associação mesmo”, afirmou.

O professor de Publicidade e Propaganda da UNG, Rodolfo Nakamura, enxerga que, além do pioneirismo, a inovação também é importante. “No caso da lâmina de barbear, por exemplo, a Gillette trouxe um formato descartável, ao contrário da navalha que existia antes”, explicou. Na época da criação dos Cotonetes, houve uma propaganda muito grande. “Também foi uma inovação: não existia nada similar”.

Atualmente, além das marcas mais antigas, como a palha de aço Bombril, marcas mais novas também se tornaram notórias, como nos casos de Google, Spotify e Uber. 

Consumidores nem notam a diferença 

Para os consumidores, é bastante comum utilizar o nome de algumas marcas como sinônimo de algum produto. É o caso da professora Cristina Carrero que, apesar de adquirir sabão em pó de outros nomes, sempre diz que precisa de Omo. “Mas já utilizei diversas marcas, sempre dou uma variada”, falou.

Na percepção de quem vai ao mercado comprar um produto, tornar-se uma marca notória só traz pontos positivos para uma empresa. Segundo o jornalista Jota Henrique, como a marca acaba virando sinônimo do produto, a propagação de seu nome só tende a aumentar. “É uma espécie de irmão siamês, vamos dizer assim, entre marca e produto”, disse. 

Pedra no sapato

Segundo o professor Boschi, em alguns casos essa associação pode se tornar uma pedra no sapato. “Um exemplo foi quando a Yakult tentou lançar uma marca de cosméticos. Você se imagina comprando um xampu com esse nome? Quando se fala Yakult, já dá até para sentir o cheiro da bebida láctea. É bem complicado tentar se estabelecer em outro nicho”, completou o especialista.

Rodolfo Nakamura, da UNG, explicou que a empresa tentou fazer uma extensão de marca, utilizando o nome já conhecido para estender sua oferta de produtos. “Eles, provavelmente, quiseram associar o valor de qualidade de vida também nos cosméticos, mas é um produto muito diferente do que o que já é vendido”, falou. A Coca-Cola foi um case bem-sucedido. “Eles são sucesso na venda de roupas também. Neste caso, deu certo”.  

Rede varejista espera impacto positivo para o próximo ano fiscal (Foto: Reprodução/Google Street View)

Economia

A Advent International adquiriu 80% do Walmart Brasil, segundo comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira, 4. Ainda de acordo com o texto, a empresa comprará os 20% restantes após a conclusão da transação. Agora, ambas as partes aguardam uma aprovação regulatória no País. 

"Estamos no Brasil há mais de 20 anos e ficamos entusiasmados com essa parceria com um dos principais varejistas do País", disse o gerente da Advent International no Brasil, Patrice Etlin.

“Acreditamos que, com nosso conhecimento do mercado local e experiência em varejo, podemos posicionar a empresa para gerar resultados significativos e alcançar novos níveis de sucesso no Brasil. Planejamos investir no negócio, trabalhar com a equipe de gerenciamento do Walmart Brasil, associados, Walmart e nossos consultores do setor para criar uma empresa mais ágil e moderna para acelerar seu desenvolvimento e melhorar a experiência do cliente ”, concluiu o executivo. 

Para o Walmart, a negociação terá um leve impacto positivo apenas no próximo ano fiscal. "O Walmart está comprometido em construir negócios fortes e resilientes que se adaptem continuamente às necessidades dos clientes locais em um mundo em rápida mudança", afirmou o vice-presidente e CEO do Walmart UK, América Latina e África, Enrique Ostale.

“Manteremos participação no Walmart Brasil e continuaremos compartilhando nossa experiência global em varejo, dando ao nosso negócio no Brasil a melhor oportunidade de crescimento de longo prazo, proporcionando oportunidade para associados e preços baixos para os clientes", finalizou. 

Consumidor não deve comprar produtos ilegítimos (Foto: Marco Augusto)

Cidade

No comércio da Capital é comum encontrar lojas que ofereçam produtos originais e paralelos. O Metrô News entrevistou dois consumidores que entraram numa "cilada", na tentativa de gastar menos. Para não repetir os mesmos erros dos entrevistados, a reportagem também consultou o Procon-SP, que deu dicas para que as pessoas comprem mercadorias com tranquilidade. 

A farmacêutica Larissa Santana, 23, deixou seu celular com um vendedor estrangeiro, que disse que trocaria a tela por uma original em 20 minutos e cobraria R$ 280, mais a taxa de cartão de crédito, totalizando R$ 320. O resultado foi terrível. Ela notou um tom alaranjado na tela, e, depois de uma nova queda, o display quebrou novamente. Na assistência técnica autorizada da Samsung, o serviço sairia por R$ 400 - ou seja, quase o mesmo valor que ela gastou.

Já o cinegrafista Marco Augusto, 25, também foi enganado, mas ao comprar um relógio digital: “Comprei o relógio perto de casa, na Zona Norte. Depois de alguns dias, o touch screen já não obedecia aos meus comandos, o horário mudava sozinho e o cronômetro contava errado. Peguei porque achei bonito e custava R$ 30”, contou o rapaz, que não quis reclamar com o dono do comércio. O mesmo modelo, da Nike, com garantia e nota fiscal, custa em média R$ 3.150.

No entanto, mesmo gastando uma quantia cem vezes menor, Augusto agora não tem amparo nenhum e, na prática, perdeu o dinheiro que gastou com a mercadoria paralela. 

Saiba como evitar dor de cabeça

O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP), questionado pelo Metrô News, informou que o consumidor deve estar atento à emissão de nota fiscal, tíquete do caixa, recibo ou equivalente. Estes, segundo a entidade, “são documentos importantes caso o consumidor precise fazer valer os seus direitos e formalizar uma reclamação. Quando um produto apresenta problema de fabricação, é um direito buscar a solução com o fornecedor”, diz a nota. Não se obtendo a solução diretamente com o fornecedor, deve-se recorrer ao órgão de defesa do consumidor do município.

Para fazer uma reclamação no Procon-SP é necessário estar amparado por documentos (nota ou cupom fiscal, por exemplo) que possibilitam a apuração da legalidade do produto, a sua adequação à lei ou normas técnicas, a responsabilidade do comerciante e/ou fabricante, entre outros pontos. A aquisição de produtos com vendedores ambulantes impossibilita a apuração desses itens, especialmente no que se refere à legalidade do produto.

Oficinas vão ensinar técnicas de produção audiovisual (Foto: Reprodução/PX Here)

Cidade

A Rádio Conectados vai realizar, no mês de agosto, a 2ª Semana da Comunicação, com o intuito de levar à comunidade conhecimentos sobre diversos temas ligados aos meios de comunicação (locução comercial, locução AM e FM, rádio popular, locução esportiva, locução publicitária, web rádio, comunicação na TV, fake news, cinema ).

Este ano o evento traz muitas novidades, com diversas palestras como: A Arte No Dia A Dia, Os Princípios Básicos Da Fotografia Profissional; Conteúdo Estratégico Para Rádios nos Dias de Hoje; Os Primeiros Passos de Um Jornalista no Século XXI; Rádio, de Onde Veio, Como Está e Onde Vai Parar; Rádio Entre o Offline e o Online; O Processo de Produção de Um Programa de Televisão; Cinematografia: Estética, Crítica e História do Audiovisual; Tudo Sobre os Encontros das Tribos; Como Ser Um Bom Fotografo. 

Haverá também vários Workshops como: Captura e Tratamento de OFF, onde o participante vai aprender a forma correta de capturar, limpar e comprimir sua voz; Web Rádio, aprenda a montar a sua própria web rádio; Introdução ao Photoshop e Locução Publicitária, neste workshop a pessoa vai aprender a melhor forma de usar a sua voz em trabalhos publicitários (spots), Produção publicitária, aprenda a forma correta de montar um comercial para rádio (spot), Narração Esportiva, Assessoria de Imprensa, Tratamento de foto, jornalismo e outros. 

Para falar sobre esses temas, o evento contará com a participação de vários profissionais do meio de comunicação em geral como: Paulinho Correria e DJ Zambol, da 105 FM; Pati Liberato, da Band FM, Cyro César, da Radioficina; Edinho Filho, locutor; Jorge Crinspum e Amaury Brito, coordenador e professor, respectivamente, do Festival Entretodos; Robson Ferri, da RF Mídia; Fabiano Pascarelli, produtor executivo do SBT; Vinicius Rodrigues, locutor da TV Gazeta; Érica Resende, da TV ALESP, entre outros grandes profissionais da comunicação. 

O evento será aberto ao público, com entrada franca e acontecerá de 06 a 10 de agosto de 2018, em três períodos, na Rádio Conectados, Rua Clóvis Bueno de Azevedo, 159, Ipiranga, São Paulo.  Informações e inscrições em www.radioconectados.com.br.

Angelino Alfano disse que italianos estão atentos ao desenvolvimento dos fatos no Brasil (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Em visita ao Brasil, o chanceler italiano Angelino Alfano disse nesta quinta-feira, 22, que seu país espera uma solução para o caso Cesare Battisti, condenado na Itália a prisão perpétua por envolvimento em quatro homicídios. "A Itália segue com máxima atenção a evolução do tema Battisti na instância da Justiça brasileira", disse ele após reunir-se com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes. 

Ele acrescentou que essa é uma questão "muito sentida" em seu país. Alfano terá nesta quinta uma audiência com o presidente Michel Temer. 

Battisti permanece no Brasil graças a um decreto editado em 2010 pelo então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. O Supremo Tribunal Federal (STF) discute se o presidente Michel Temer pode revogar essa decisão. 

Na semana passada, a Advocacia Geral da União (AGU) enviou um parecer ao ministro relator do caso, Luiz Fux, no qual sustenta que tal decisão é decisão "soberana" do governo brasileiro. O Ministério da Justiça tem entendimento semelhante.

Aloysio não citou o caso Battisti em sua fala. O ministro brasileiro cumprimentou a Itália por sua presença no conselho das Nações Unidas e seu trabalho no acolhimento de refugiados. 

Ele informou, ainda, que o país europeu acenou com a possibilidade de ampliar parcerias com o Brasil na produção de equipamentos militares, como carros de combate. Os dois chanceleres mencionaram a cooperação na área agrícola, capitaneada pela Embrapa.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião