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Ter, Out

Famílias têm dificuldades para fechar contas durante crise (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Economia

O percentual de famílias endividadas no país manteve-se estável em 60,7% de agosto para setembro deste ano. Na comparação com setembro do ano passado, houve uma queda, já que naquele período o indicador registrou uma parcela de endividados de 61,7%.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgados na quarta-feira, 3, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A porcentagem de famílias com dívidas ou contas em atraso também se manteve estável de agosto para setembro (23,8%), mas recuou em relação aos 26,5% de setembro do ano passado.

Já as famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso aumentaram de 9,8% em agosto para 9,9% em setembro, mas apresentou queda em relação aos 10,9% de setembro de 2017.

O cartão de crédito segue na liderança como principal tipo de dívida (76,7% das famílias entrevistadas). Também representam parcelas importantes das dívidas os carnês (14,6%) e o financiamento de carro (10,2%).

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 65,2 dias em setembro de 2018, acima dos 64,3 no mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses.

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Fintechs têm taxas de juros inferiores às praticadas pelos bancos tradicionais do Brasil (Foto: Divulgação)

Tecnologia

Você já ouviu falar das fintechs? A palavra pode soar estranha, mas é uma junção entre Financial e Technology. E diz tudo: são startups (empresas pequenas, criadas recentemente) que propõem aos clientes, que precisam de serviços financeiros, inovações e menos burocracia. Não se trata de um banco, pois cada empresa oferece um serviço diferente, como investimentos, empréstimos e cartões de crédito.

Segundo levantamento da Venture Scanner, já existem mais de duas mil fintechs em todo o mundo. Somente no Brasil, um relatório do Fintechlab, de fevereiro de 2017, listou 244 iniciativas do tipo.

De acordo com Mariana Congo, gerente de conteúdo da Magnetis e jornalista especializada em finanças pessoais, o que define uma fintech são os seguintes pontos: foco na tecnologia, especialização em poucos produtos, soluções inéditas e menos burocracia. Entre esses produtos, estão cartão de crédito sem anuidade e conta bancária sem tarifas.

Para se fazer um investimento ou empréstimo, não é necessário ir até uma agência e conversar com o gerente. Cada empresa oferece um produto, promovendo um atendimento mais especializado naquele assunto.

A liquidação extrajudicial do Banco Neon e notícias sobre possível vazamento de dados de clientes do Banco Inter, no início deste mês, no entanto, estremeceram o mercado de fintechs. Isso mostra que há desafios em uma indústria nascente que se dispõe a enfrentar o domínio de grandes bancos no Brasil.

Cartão de crédito gerenciado por aplicativo

Um exemplo de fintech bem-sucedida é a Nubank, uma empresa de cartões de crédito totalmente gerenciados por meio de aplicativo. Trata-se de uma startup criada, em 2013, para combater o pagamento de tarifas e juros altíssimos por serviços nem tão bons assim. “Somos contra burocracia, papelada, agências e centrais de atendimento caras e ineficientes”, define-se a empresa em seu portal. São mais de 4 milhões de clientes.

Algumas gigantes de tecnologia, como o Google, a Apple e a Samsung, também gerenciam seus próprios aplicativos para atuarem como meio de pagamento. O usuário cria uma carteira virtual com os cartões no celular, encosta seu celular em uma maquininha e faz o pagamento. 

Famílias estão mais cautelosas por causa da situação econômica brasileira (Foto: Rovena Rosa/ABR/Fotos Públicas)

Economia


Em julho, o porcentual de famílias com dívidas subiu pela primeira vez no ano, alcançando 59,6% ante os 58,6% registrados em junho. Já os que se declaram muito endividados são 13,2%, uma pequena alta em relação aos 13% de junho. Quase um terço dos brasileiros tem dívidas para mais de um ano e 20,5% têm mais da metade da renda comprometida com esses pagamentos.

Os dados estão na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). De acordo com a CNC, os indicadores de endividamento estão abaixo do observado no mesmo período do ano passado, quando 60,2% das famílias estavam endividadas e 14,6% informavam estar muito comprometidas. Na prática, porém, a evolução do indicador mostra que seis em cada dez famílias continuam com dívidas.

"Apesar do aumento pontual, o indicador permaneceu em patamar inferior ao do ano passado, refletindo ritmo menor de recuperação do consumo das famílias e maior cautela na contratação de novos empréstimos e financiamentos", diz a economista da CNC Marianne Hanson.

De acordo com a CNC, o menor nível de endividamento e a redução dos juros ajudaram a reduzir os indicadores de inadimplência em relação ao ano passado. No levantamento de julho, o porcentual de famílias com contas em atraso - 23,7% - se manteve estável em relação ao mês anterior. Foi menor, porém, que o verificado em julho de 2017. Na época, 25,5% estavam inadimplentes.

Entre as famílias pesquisadas, 9,4% declararam não ter condições de pagar as contas. É quase a mesmo taxa de junho do ano passado e menos do que os 9,9% que informaram que permaneceriam inadimplentes em julho de 2017.

Os compromissos com cartão de crédito ainda correspondem à maior parte das dívidas das famílias - 77%. O peso é ainda maior para as famílias de renda até dez salários mínimos. Segundo o levantamento, 78,3% dessas famílias estão comprometidas com cartão de crédito ante 75,1% das famílias com renda superior a dez salários mínimos.

Famílias deixam de quitar as suas dívidas; além disso, muitas abandonaram a prática de parcelar (Foto: Divulgação)

Economia

Quase 20% das famílias paulistanas estão inadimplentes, ou seja, não conseguiram quitar suas dívidas até a data de vencimento. Segundo estudo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), no mês passado, quase 750 mil lares estavam nessa situação, o que representa 19,2% das quase 3,7 milhões de famílias moradoras de São Paulo.

De acordo com Guilherme Dietze, assessor econômico da entidade, o preocupante é que o índice se mantém estável, enquanto o número de famílias endividadas com cartão de crédito caiu em 70 mil. Ou seja, os paulistanos estão evitando fazer compras de bens duráveis e parcelamentos. “Isso indica que o índice de confiança do consumidor segue baixo.”

Certo é que o endividamento e a inadimplência trazem uma lição para quem passa por dificuldades. Foi o que aconteceu com o editor de vídeos Luiz Henrique Barbosa Almeida, 29, que se enrolou com contas e cartão de crédito há quatro anos. “Cheguei a dever R$ 3 mil, ficou difícil de pagar”, explicou.

Em janeiro de 2015, ele resolveu limpar o nome, negociando as suas dívidas. “Um ano depois, consegui sair da inadimplência e aprendi a pensar antes de sair comprando”, disse. De acordo com a pesquisa, o cartão de crédito é o grande vilão das dívidas, pois representa cerca de 70% delas.

Dicas para fugir dos atrasos

Segundo a orientadora financeira e especialista em Contabilidade, Dora Ramos, alguns passos são essenciais para que as famílias não coloquem o pé na lama e fuja do endividamento. Comprar à vista é o primeiro deles. “Além de criar uma dívida à prazo, utilizando o crédito, corre-se o risco de se enrolar e cair nos juros e taxas que estão cada vez mais abusivos”, disse.

A organização também é eficaz. Colocar todas as despesas na ponta do lápis, neste caso, é muito importante. “As despesas devem ser relacionadas a cada semana, para que, no final do mês, haja um relatório completo”, afirmou. Não abusar das compras, pensar no futuro e poupar são passos enormes para fugir da inadimplência.  

Apesar do valor pago pelo INSS por auxílio-doença ou acidente de trabalho, muitos reclamam de falta de acesso aos benefícios (Foto: André Dusek/AE)

Economia

Em 2017, os trabalhadores afastados por doença ou acidentes de trabalho no Estado de São Paulo receberam R$ 544,2 milhões em benefícios. Segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o número de empregados que recebem auxílio-doença devido a acidentes variou entre 29,8 mil em janeiro do ano passado e 23,6 mil em dezembro.

Ao longo de 2017, foram concedidos 50,5 mil benefícios a acidentados e adoecidos em todo o Estado. As fraturas do punho e da mão foram a maior causa desses afastamentos, com 7,5 mil casos. Além das fraturas, há ainda os ferimentos nessa região, que somam 1,4 mil ocorrências e as amputações da mão, 1,2 mil. Foram registradas ainda 3,4 mil fraturas do antebraço. As fraturas da perna, pé e tornozelo somaram 8,5 mil casos. Em todo o País, foram 196,7 mil afastamentos por problemas de saúde relacionados ao trabalho.

Somado com as aposentadorias por invalidez, o INSS desembolsou R$ 1,6 bilhão em 2017 para trabalhadores vítimas de doenças ou acidentes de trabalho em São Paulo. Em dezembro eram 50,3 mil beneficiários nessa situação no estado.

Ambiente de trabalho

São Paulo foi, em 2017, o Estado com o maior número de autuações por não cumprimento das normas de segurança, representando 15,54% do total. Das 78,3 mil autuações aplicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego ao longo do ano, 12,2 mil foram em empresas paulistas, atingindo 3,3 mil estabelecimentos.

A norma mais desrespeitada, com 2,6 mil registros, é a que estabelece a implementação de sistemas de segurança na indústria da construção. Até abril deste ano, já foram registrados mais de 1,5 mil casos em desacordo com a regra. Em 2018, o Ministério do Trabalho autuou, até o momento, 1,4 mil empresas paulistas, somando 5,4 mil autos de infração.

Nacionalmente, a norma que tem mais casos de descumprimento é a da implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, responsável por 47,9% das autuações em 2017.  

Acidentes com a mão

As ocorrências com as mãos sempre foram um dos principais tipos de acidente de trabalho, ressalta o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, Marcelo Rosa de Rezende, com 30 anos de experiência na área.

“Antigamente, era quase uma rotina você dentro de um plantão receber um amputado da mão ou do punho”, lembra o médico, que chefia o grupo especializado em mão na área de traumatologia do Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Apesar da melhoria dos sistemas de segurança e com o crescimento da mecanização, especialmente na indústria, Rezende explica que a mão é um membro que continua exposto em diversas atividades. “Seja para pegar os objetos em uma linha de montagem ou apertar um parafuso em um motor. A mão é o que de fato vai de encontro ao que você está fazendo”, enfatiza. 

Condições de produção

Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves, as ocorrências graves com os trabalhadores, especialmente na indústria de transformação e construção civil, decorrem das condições de produção. “Do nosso ponto de vista, isso acontece principalmente como fruto da reestruturação produtiva. Antes no local onde trabalhavam três, trabalha um fazendo o serviço dos outros dois”, avalia, acrescentando que a pressão sobre os funcionários acaba aumentado a chance de fatalidades.

O problema é maior do que questões de infraestrutura nas fábricas e empresas, na avaliação do sindicalista, que também faz parte do grupo setorial de segurança do trabalho da central sindical Conlutas. “Muitas vezes ele [funcionário] tem que fazer hora extra no sábado, domingo e feriado. Isso que vai gerar os acidentes”, acrescentou. 

Casos mais comuns de portabilidade acontecem no mercado de imóveis (Foto: Divulgação)

Economia

Muitos consumidores acreditam que, ao realizar um financiamento, vão ficar amarrados com a taxa de juros contratada enquanto durar a dívida, mas a portabilidade de financiamentos permite mudar este rumo. Trata-se de uma barganha. O cliente pode procurar outra instituição financeira e verificar se obtém alguma vantagem em migrar o financiamento de qualquer bem ou crédito de uma empresa para outra.

De acordo com o professor de economia Marcos Antônio de Andrade, da Universidade Mackenzie, a forte queda da Selic contribui para a realização deste processo. “Quem paga um financiamento há mais de dois anos, com certeza, está com uma taxa de juros mais alta que a do mercado atual”, explicou. O resultado se reflete em número: foram movimentados R$ 15,3 bilhões contra R$ 7,6 bilhões durante o mesmo período do ano passado.

Segundo o vice-presidente da Ordem dos Economistas do Brasil, o professor de matemática financeira José Dutra Vieira Sobrinho, este tipo de transação é mais natural no mercado imobiliário e pode resultar tanto numa parcela menor, quanto em um reembolso por parte da nova financiadora.

De acordo com Vieira, os bancos possuem interesse neste sistema por conta da fidelização do cliente. “Mesmo que um cliente que parcelou um imóvel em 30 anos e ainda tem 15 para pagar é interessante. Ao pegar o financiamento, o banco ganha um novo cliente, que vai abrir conta e vai ficar cativo, consultar outros serviços”, explicou.    

Um exemplo simples

Em uma conta rápida, Vieira calculou quanto ficaria a portabilidade de um financiamento de imóvel, com tomada de crédito de R$ 300 mil, em 30 anos, no qual a mudança da taxa vai de 0,9% ao mês para 0,8% com a portabilidade. Neste caso, os juros ao ano, vai de 11,35% para 10,03%, com base no cálculo de juros compostos. Supondo que todas as parcelas são fixas, o financiamento em 360 vezes ficaria com parcela de R$ 2.811,73, com juros de 0,9%. “Vamos supor que depois de pagar a metade, 180 parcelas, o cliente decide migrar para a instituição financeira que tem a taxa de 0,8%.

Considerando que neste cálculo não há correção monetária ou mesmo a inclusão dos seguros na parcela, ele poderia reduzir a parcela para R$ 2.627,12, uma diferença de R$ 184,61 por mês”, explicou Vieira. Em 180 vezes, seria gerada uma economia de R$ 33,229,80. Mas, segundo Vieira, com base em cálculos financeiros, o banco ainda poderia ofertar um crédito de R$ 17.577 em dinheiro vivo para o novo cliente manter o mesmo valor de parcela junto ao novo financiador. “Neste caso, o banco tem um prazo mais curto para trabalhar com o dinheiro do novo cliente. Por isso, ele paga menos do que o que seria economizado nos 15 anos restantes de pagamento. 

Consumidor conseguiu reduzir uma dívida de R$ 4 mil para R$ 450 (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Com a expectativa de atender até 4 milhões de inadimplentes que vivem na cidade de São Paulo, o Feirão Limpa Nome, realizado pelo Serasa Consumidor, tem concedido descontos que chegam a 90% para que o paulistano volte a ter acesso a crédito no mercado.

As negociações, iniciadas na segunda-feira, 19, seguem até este sábado das 9h às 18h, no Vale do Anhangabaú, embaixo do Viaduto do Chá.

Em um dos casos, um dos endividados conseguiu reduzir uma dívida de R$ 4 mil para R$ 450. “Desde o início do feirão, cerca de 80% das pessoas que têm procurado negociar seus débitos conseguiram sanar a dívida com uma proposta que cabe dentro do orçamento”, ressaltou Claudianne Andrade, superintendente de cobrança da Recovery, uma das responsáveis pelos acordos.

No local, é possível negociar também com Omni, Banco Pan, Santander, Porto Seguro Cartões e Caixa Econômica Federal. No ano passado, mais de 1,5 milhão de acordos foram fechados durante o evento. Consulte possíveis pendências no site: https://www.serasaconsumidor.com.br.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

No último domingo, apesar de boa parte da mídia ignorar, por questões de interesse, milhões de pessoas foram às ruas, por vontade própria, num admirável gesto de democracia, apoiar o candidato que, de forma extremamente inovadora, com praticamente custo zero perto do que se gastam com campanhas políticas, lidera as pesquisas. Ao que parece, o povo se desprendeu das garras do quarto poder e democraticamente exige mudança. Se esta será boa ou não, o tempo vai dizer, mas uma coisa é fato: a alternância de poder é saudável em qualquer democracia e por aqui já se passou da hora de mudar. A dita esquerda no Brasil tentou a todo custo um projeto criminoso de poder que, graças à Operação Lava Jato, resultou na prisão de diversos políticos poderosos e apresentou ao Brasil os bastidores sujos e asquerosos da política que desviou trilhões da educação, segurança, saúde, etc... A todo custo tentam ainda agarrar-se ao poder com mentiras, ataques e o velho jogo sujo da política sifilítica. Culpar o aplicativo de mensagem WhatsApp pelas atrocidades que o próprio partido cometeu é tão estúpido e absurdo quanto tentar comparar Bolsonaro com Trump. O norte-americano venceu apenas no colégio eleitoral, mas Bolsonaro pode vir a vencer na maioria absoluta de votos, o que numa democracia é literalmente a voz e o desejo do povo. Se você não enxerga isto, precisa urgente sair da bolha, e se não respeita, está muito próximo do palavrão que costuma xingar os colegas que discordam de você. Trump é bilionário e teve total apoio da máquina do Partido Republicano na campanha. Bolsonaro está em um partido anão e possuía oito segundos na TV. Trump tem as nuances e vícios de todo gênio comunicador, pois por anos liderou a audiência na TV americana. Bolsonaro é um sujeito simples com discurso coloquial, por vezes até rasteiro, mas que vai ao encontro das massas, sem esforço para tal.Goste você ou não, é um fenômeno popular maior ainda até do que Lula, que diferentemente do “capitão” foi programado e produzido por esquemas publicitários, a custo de ouro do dinheiro público, para transformá-lo num “mito”. Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução, como comprovou a manifestação gigantesca no domingo. Isto chama-se democracia, senhores. Aprendam com isto e deixem o País seguir. Bolsonaro foi o primeiro brasileiro, em campanha, a sofrer um atentado político; o primeiro a não fazer os velhos acordos; o primeiro a ter um nome (até aqui) limpo, algo que nem sonharíamos existir na política; e pode vir a ser o primeiro presidente a vencer uma eleição com o menor investimento já feito em campanha, comprovando que o tal fundo partidário é desnecessário e deveria ser direcionado para o que importa à população. O sujeito com uma caneta Bic nas mãos, um relógio Cassio e roupas simples, sozinho, sem verba, peitou a maior emissora do País, desafiou a imprensa e toda turma arrogante que se diz intelectual sem nunca ter produzido nada que valha o adjetivo. Amigos, se isto não é, no mínimo, uma expressiva revolução política e total quebra de paradigmas do status quo, você realmente precisa sair do jardim da infância e viver no mundo real.

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.

Ex-capitão lidera em todas as pesquisas (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Nova pesquisa do BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira, 22,  mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aumentou sua vantagem dentro da margem de erro contra Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, o ex-capitão conta com 60% dos votos válidos, contra 40% do adversário. A margem de erro continua sendo de dois pontos percentuais. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é dito ao entrevistado, o ex-militar caiu um ponto percentual, ficando com 48%, enquanto Haddad cresceu um ponto, chegando a 31%. Os votos brancos e nulos atingem 6%, enquanto 5% responderam “nenhum” e 11% não souberam opinar. Na intenção de voto estimulada, porém, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois. A pesquisa também abordou a decisão definitiva de votos de cada eleitor. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. A rejeição dos candidatos ficou em 52% para Fernando Haddad e 38% para Bolsonaro. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro.

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.
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Colunistas

Bolsonaro é um fenômeno que boa parte da imprensa insiste em ignorar, mas que a população tem como única solução (Foto: Tânia Rêgo/ABR)

Opinião

Profissionais consagram suas vidas ao serviço da humanidade (Foto: ASCOM SUSIPE/Fotos Públicas)

Opinião

O último bastião do PT ainda é o Nordeste, mas este já não é tão inexpugnável (Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/ Fotos Públicas)

Opinião

Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião