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Sex, Nov

Paulo Sant’Anna é o presidente do Grupo de Mídia de São Paulo (Foto: Adri Felden/Argosfoto)

Economia

Viagem no tempo
Criado em 1968, o Grupo de Mídia, de São Paulo, completa seus 50 anos neste mês de outubro. Para comemorar esta data, o GM montou uma exposição para relembrar os fatos que mais marcaram e influenciaram o País e os brasileiros nestes últimos 50 anos. Trata-se de uma verdadeira viagem no tempo que vai mexer com a memória e emoções de todos os publicitários. Para saber mais, acesse: secretaria@gm.org.br.

Toy Arts do Bob’s
A partir do dia 23, os clientes da rede Bob’s poderão colecionar os bonecos da Liga da Justiça, os super-heróis Flash, Supergirl, Superman, Cyborg e Mulher-Maravilha, que chegarão a todos os pontos de venda até a segunda quinzena do mês de novembro. Os bonecos poderão ser adquiridos no combo Bob’s Fun&Art.

Miami e Orlando
A Gol Linhas Aéreas programou 40 encontros de capacitação para seus parceiros de vendas, agentes de viagens, operadores e representantes de todas as regiões do País. O objetivo é a realização de ações interativas de familiarização e aprendizado sobre os novos destinos da Gol nos Estados Unidos: Miami e Orlando. As rotas para a Flórida terão quatro saídas semanais, com decolagens de Brasília e Fortaleza, com início em 4 de novembro.

Território Q
A Audi do Brasil lançou uma campanha especial para sua família de SUVs. Ambientada na Chapada dos Veadeiros, no Centro-Oeste de Goiás, o conteúdo inédito, chamado de Território Q, engloba os quatro elementos da natureza e coloca os carros Q3, Q5 e Q7 em performance para demonstrar a versatilidade dos modelos em vários terrenos. A campanha já está disponível nas redes sociais da Audi do Brasil.

Lulu Santos
Durante toda a temporada, ao lado da Verão (Aline Riscado), estará o cantor e compositor Lulu Santos, como convidado pela Itaipava para estrelar sua campanha de Verão 2019. A dupla fará uma sequência de filmes. Durante as gravações, Lulu Santos mostrou seu lado ator, com a animação e o carisma de sempre. Ao todo, serão cinco filmes e jingles, que serão veiculados de outubro a março.

Grandes Nomes
Neste próximo domingo, 28, devido a cobertura jornalística da Record News sobre as eleições, o programa não será veiculado.

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Uma réplica em tamanho natural de um barracão de prisioneiros judeus, objetos e peças de vestuários, pôsteres da propaganda nazista. Logo na entrada, a famosa frase do portão do campo de Auschwitz Arbeit Macht Frei (O trabalho liberta, em tradução livre), seguida pela foto de Anne Frank, a garota alemã cujo diário se transformou em uma das mais conhecidas obras do período do Holocausto. Uma exposição inaugurada no último dia 9 em São Paulo vai levar o visitante de volta ao passado para um período importante, embora trágico, da história mundial.

Considerado um dos episódios mais cruéis da humanidade, o Holocausto vitimou durante a Segunda Guerra Mundial mais de 6 milhões de judeus, entre eles 1,5 milhão de crianças, mas ainda é pouco conhecido entre os brasileiros, especialmente os mais jovens. Para preencher essa lacuna, o Memorial da Imigração Judaica inaugurou a exposição permanente sobre o tema e passa a se chamar, a partir da abertura ao público, Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto.

“Essa preservação da memória é fundamental e é feita no mundo inteiro. Há museus do holocausto nas maiores capitais do mundo, então uma capital como São Paulo não podia deixar de ter seu Memorial do Holocausto”, disse o professor de história judaica Reuven Faingold, diretor de projetos educacionais do Memorial.

Desde sua concepção até sua inauguração, a mostra consumiu seis meses de preparação, com um eixo central: além de ser uma exibição de objetos, fotos ou vídeos históricos, é um local que produz um efeito sensorial no visitante. “Tentamos fazer um museu vivo, no sentido de que o visitante sinta na pele um pouquinho do que aqueles prisioneiros sentiram”, diz Faingold.


Vivência – No local há a réplica de um barracão de prisioneiros(Rovena Rosa/Agência Brasil)

Contato com objetos autênticos

A exposição do Memorial também proporciona contato com objetos autênticos pertencentes às vítimas do Holocausto e doados por seus familiares que hoje residem no Brasil. Outra seção comovente é a que exibe desenhos feitos por crianças prisioneiras dos campos de concentração, que retratam cenas observadas durante a terrível estadia naqueles locais.

A exposição ainda exibe vídeos em uma sala especial que narram episódios da época, como a Noite dos Cristais, quando nazistas lançaram uma onda de ataques a judeus em várias regiões da Alemanha e da Áustria em 1938, ou filmes de propaganda feitos para exaltar o governo nazista de Adolf Hitler.


História – Anne Frank também é lembrada na exposição permanente (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Para que jamais volte a acontecer

Faingold falou também sobre a importância de divulgar a exposição entre alunos e ensinar algumas definições pouco conhecidas pelos jovens brasileiros.

“É preciso falar o que é um genocídio, dar exemplos, e contar o que foi o Holocausto: foi apenas um em toda a história da humanidade, pela brutalidade, pelas etapas e a abrangência do fenômeno, pelo uso e abuso de tecnologias na indústria da morte, por todos esses motivos o Holocausto é diferente de outro tipo de genocídio”, explica. “Nós vamos tratar, dentro do possível, para que escolas estaduais com menos recursos possam vir aqui e visitar nosso memorial”, disse ele.

O Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto, fica na Rua da Graça, 160, Bom Retiro, próximo à Estação Luz do Metrô. A exposição permanente pode ser vista, gratuitamente, de segunda a quinta-feira, das 9h às 17h e, às sextas-feiras das 9h às 15h. Aos domingos, a visitação só ocorre mediante agendamento.


Memória – Mostra expõe objetos originais de vítimas da II Guerra (Rovena Rosa/Agência Brasil)

"Escombros" é uma peça que fala sobre perdas materiais e morais (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

O Metrô News  três dicas para os paulistanos curtirem o final de semana sem gastar nada. Há indicação de uma peça gratuita que será encenada ao lado do Metrô Bresser, sugestão de exposições e espetáculos relacionados ao Dia Internacional da Dança e uma opção alusiva ao Dia do Índio, celebrado nesta quinta-feira, 19. Confira no vídeo. 

As oito salas da exposição reúnem peças históricas da marca, fundada por Thierry Hermès, em 1837 (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

O fascínio em torno dos artigos de couro da grife francesa Hermès resiste ao tempo, às tendências e até às crises econômicas. É assim desde 1837, quando Thierry Hermès fundou a casa especializada em selas de montaria e conquistou a elite da época, com sua expertise no material nobre.

De lá para cá, a marca desenvolveu peças icônicas – como a bolsa Birkin, criada em homenagem à atriz e cantora francesa Jane Birkin, que é alvo de listas de espera disputadíssimas ao redor do mundo. A relação da marca com o couro agora é o centro da exposição “Leather Forever”, que chegou ao País na sexta-feira, 6, e fica em cartaz até o dia 22 de abril, no Shopping Iguatemi, na Zona Sul.

Maior exposição do gênero feita por um grife de luxo no Brasil, a “Leather Forever” será dividida em oito salas, reunindo itens emblemáticos, como a sela alada do cavalo Pégaso e um rinoceronte de couro em tamanho natural. Entre as atrações, está ainda uma área que ensina o passo a passo da manipulação do couro; e até um carrinho de mão forrado com couro de bezerro e metais revestidos de ouro, feito especialmente para o duque de Windsor presentear sua esposa, Wallis Simpson, que colecionava tantas luvas da Hermès que, segundo ele, poderiam encher o objeto.

A mostra, que já passou por Madri, Londres, Taipé e Cingapura, evidencia a atenção pelo detalhe e o respeito pela matéria-prima que a grife transmite já há seis gerações. Para celebrar a chegada da exibição ao País, a Hermès desenvolveu duas novas versões da bolsa “2002”, com bordados inspirados pelas ilustrações modernistas do artista carioca Filipe Jardim, que já criou estampas para os famosos lenços de seda da marca. Os modelos, que levaram, cada um, mais de 300 horas para serem confeccionados, estarão expostos na vitrine da loja Hermès do Shopping Iguatemi.

Local apresenta pichações e acúmulo de lixo (Foto: Reprodução/Facebook Eu Sou da Vila)

Cidade

Quem passa pelo Viaduto Dona Matilde, no bairro de Vila Matilde, na zona leste de São Paulo, depara-se com uma construção totalmente pichada e que possui acúmulo de lixo. Trata-se da antiga bilheteria da extinta Estação de Trem de Vila Matilde, inaugurada na década de 20 e desativada em 2000, com o início da operação do Expresso Leste – trecho da Linha 11 - Coral da CPTM que liga a Estação da Luz à de Guaianazes.

Responsável pelo espaço após fechar um convênio com a CPTM, a Prefeitura afirmou que tem planos para reutilizá-lo, sem dar detalhes de como faria isto.

“A Prefeitura Regional Penha informa que está em tratativas com associações de bairro ligadas a projetos sociais e/ou culturais para utilização do espaço. Os serviços de zeladoria no entorno são realizados. Inclusive, a regional já programou um mutirão de serviços nesta semana”, informou o Executivo Paulistano em nota enviada ao Metrô News. Até a tarde desta terça-feira, 1º, nenhum serviço havia sido realizado.

Imagem da antiga bilheteria em 2017 (Foto: Reprodução/Google Street View)

Histórico de abandono

Por um tempo, após a desativação, a fachada da bilheteria ostentava os seguintes dizeres: “Estação Vila Matilde – Galeria de Exposição”, dando a ideia de que, ali, havia algo que preservava a história do local.

Imagem de 2011 (Foto: Reprodução/Google Street View)

No entanto, o Metrô News conversou com alguns moradores e comerciantes da região. Eles disseram que o espaço, há anos, aparenta estar completamente abandonado. “Moro há 14 anos na Vila Matilde. Para não dizer que nunca vi algo na tal da galeria, uma vez expuseram umas fantasias de carnaval. De resto, só alguns moradores de ruas que dormem onde funcionava a bilheteria da estação”, disse a advogada Bruna Carolina Soares.

Administrador da fanpage “Eu sou da Vila”, que possui quase 9.500 curtidas no Facebook, Luiz Fernando Mantovam declarou que nunca viu movimentação no espaço. “Está abandonado. O pessoal invade lá. Seria bacana fazer um museu que contasse a história quase centenária da Vila Matilde [o bairro completou 95 anos em 2017]. Tivemos a Toco, uma casa de shows histórica da Capital, que poderia ser homenageada. Além, claro, de imagens e textos que relembrassem a história da própria estação”, completou Mantovam.

Pichações e rachaduras tomam conta do lugar atualmente (Foto: Vinícius Bacelar)

Ambiente também tem acúmulo de lixo (Foto: Vinícius Bacelar)

 Portões permanentemente fechados mostram que lugar não é visitado (Foto: Vinícius Bacelar)

 

Martinho da Vila é um dos artistas retratados por Elifas Andreato (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

O Estação Cultura, espaço expositivo da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo localizado na sede do órgão (Rua Mauá, 51 – Luz), apresenta a exposição “Elifas Andreato - A Arte Negra na Cultura Brasileira”. A mostra traz doze obras do artista e reforça a importância do Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. Ela fica em cartaz até o dia 29 de março e tem entrada gratuita.

A exposição, com curadoria do próprio artista e de seu filho, Bento Andreato, traz obras que representam o papel do negro na sociedade por meio da arte e da cultura. Além de “Menino e Bandeira”, uma de suas ilustrações mais icônicas, o público poderá conferir a visão de Andreato ao retratar personalidades como Adoniran Barbosa, Clementina de Jesus, Cartola, Martinho da Vila e Paulinho da Viola.

Com mais de 50 anos de carreira, Elifas Andreato se destacou como criador de capas de discos para os mais importantes nomes da MPB, produzindo em torno de 400 trabalhos ao longo de sua trajetória. Também participou da equipe de criação de inúmeras revistas, fascículos e coleções, além de elaborar programas televisivos dedicados ao resgate da memória do Brasil. Em 2011, pelo conjunto da obra, recebeu o Prêmio Especial Vladimir Herzog, concedido a pessoas que se destacam na defesa de valores éticos e democráticos e na luta pelos direitos humanos.

Serviço

“Elifas Andreato - A Arte Negra na Cultura Brasileira”

Lançamento da Bienal Afro-Brasileira do Livro (BienAfro)

Data: Até 29 de março

Local: Estação Cultura (Rua Mauá, 51, bairro da Luz, na sede da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo)

Horário de visitação: Das 10h00 às 18h00

Mostra tem entrada gratuita (Foto: Divulgação)

Cidade

De 28 de abril a 16 de julho, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) recebe a maior mostra de arte contemporânea africana realizada no País. A “Ex Africa” reúne mais de 90 obras dos principais nomes das artes visuais do continente e a entrada é gratuita.

A mostra visa a revelar a história e o novo momento do continente que, ao mesmo tempo em que tenta se reconstruir da ferida causada por séculos de tráfico negreiro e de colonização, volta a expandir as suas cores e cultura para outras fronteiras.
Vinte artistas assinam as obras, que estarão expostas no CCBB. Quem for ao local vai se deparar com esculturas, fotografias, instalações, performances, pinturas e vídeos.

SERVIÇO

Ex Africa

Exposição no Centro Cultural Banco do Brasil

De 28 de abril a 16 de julho.

Rua Álvares Penteado, 112, Centro.

Mais informações pelos Tels. 3113-3651 e 3113-3652.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião