Cadastro Positivo dá mais garantias para que lojistas e empresários façam negócios (Joel Vargas/PMPA/Fotos Públicas)

Economia

Embora tenha apenas 5 milhões de adeptos desde sua implantação no Brasil, em 2011, o Cadastro Positivo já é uma realidade bem-sucedida em países desenvolvidos e é visto como um olhar mais justo sobre o histórico financeiro do consumidor. Mas o que é este registro? Em poucas palavras, é o currículo financeiro do bom pagador.

Diferente do Cadastro Negativo, responsável pelo popular jargão “nome sujo na praça”, a ideia do novo modelo é exatamente o contrário, de permitir ao consumidor criar um histórico, conhecido como score, de acordo com a regularidade de seus pagamentos, para que possa negociar taxas de juros e obter crédito com mais facilidade.

 Para o vice-presidente de Informações sobre o Consumidor do Serasa Experian, Vander Nagata, o Cadastro Positivo funciona como uma balança para medir o real potencial de inadimplência de um cliente. “Hoje, as empresas só se apegam ao lado negativo do cliente que está pedindo crédito. Sem vitimizar o consumidor – porque temos uma inadimplência alta no Brasil –, mas o que vai mudar é que pequenos deslizes que prejudicam o solicitante de crédito não vão mais atingir todo o perfil de bom pagador daquele cidadão”, explicou.

Por não ser lei, o registro positivo possui deficiência no Brasil. Como a adesão depende do próprio consumidor, fica complicado exigir das empresas que elas se baseiem neste cadastro. “Estas companhias  [que utilizam o sistema] conseguiram incluir muita gente no sistema financeiro que, antes, era deixada de lado”, afirmou Rogério Cardozo, diretor-executivo da Enova.

Senado aprovou regra; só faltam os deputados

Para sanar o problema da falta de informações sobre o histórico do consumidor, já foi aprovado no Senado e tramita na Câmara dos Deputados o projeto de lei 441/2017, que tem a função de regulamentar o Cadastro Positivo. Na América Latina, apenas o Brasil não utiliza esta ferramenta. 

Segundo o Banco Central, a implantação oficial do Cadastro Positivo permitiria a recolocação de 22 milhões de pessoas no mercado de tomada de crédito e impulsionaria o PIB brasileiro em 0,54%. “O Cadastro Positivo olha para o valor e a situação de pagamento”, explicou Nagata. Para aderir ao Cadastro Positivo, o consumidor deve apenas acessar o link www.serasaconsumidor.com.br/cadastro-positivo e se cadastrar.

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