Economistas aconselham a gastar com responsabilidade (Foto: Reprodução/PX Here)

Economia

Seja pela falta de criatividade, seja pelo medo de comprometer o orçamento ou não agradar, a escolha do presente para o Dia dos Pais pode se tornar difícil. Mas não se preocupe. O Metrô News visitou os maiores portais de vendas on-line e separou dicas de mimos para pais de estilos variados. Além disso, a reportagem conversou com três especialistas, que disseram ser bastante possível comprar o presente e economizar ao mesmo tempo.

De acordo com a economista Nilza Siqueira, professora dos cursos de Gestão da UNG, a escolha do presente tem de levar em conta os gostos e preferências do pai, mas não se deve esquecer das finanças nessas horas. “É preciso ter cautela para que não sejam contraídas dívidas”, disse. “Para agradar o pai, não é preciso gastar além das possibilidades. Um dia tão especial não pode, e nem deve, causar dificuldades financeiras futuras”, afirmou Nilza.

Para a economista Leila Rocha Pellegrino, coordenadora do curso de Administração do Mackenzie Campinas, o ideal é buscar soluções criativas, pesquisar bastante e evitar compras por impulso. “O equilíbrio orçamentário e a saúde financeira das famílias deve ser a prioridade”, concordou a especialista. “Gastar além das possibilidades pode custar muito caro e limitar as opções de consumo das famílias nos próximos meses”, falou.

Já Gabrielle Ferreira Fernandes, sócia-diretora da HAI Consultoria & Varejo, afirmou que três fatores são essenciais para economizar na hora de presentear o paizão: antecedência, pesquisa e aproveitar ofertas e combos de loja.

A primeira dica se baseia em evitar deixar a compra para a última hora, enquanto a pesquisa de preços pode ser feita em buscadores na internet. “No caso das ofertas, muitas lojas já estão remarcando os preços das coleções de Inverno. Outras oferecem descontos de acordo com a quantidade de peças de roupas ou outros objetos que se compra”, explicou.

Gamers

Headset para PC OEX

R$ 79,90 pelo http://bit.ly/2KB2S1P

Forza Motorsport 7 (Xbox One)

R$ 138,37 à vista pelo http://bit.ly/2LWc5Hn

FarCry 5 (PS4 e Xbox One)

R$ 159,99 à vista pelo http://bit.ly/2Kzyzs6

God Of War (PS4)

R$ 170,91 à vista pelo http://bit.ly/2ONz990

 

Aventureiros

Caixa Estanque GoPro para Hero 5 Black

R$ 149,63 pelo http://bit.ly/2vLW5N8

Câmera de ação Atrio

R$ 195 pelo http://bit.ly/2M7ASYq

 

Geeks

Boneco Homem de Ferro de 17,8 cm

R$ 39,90 pelo http://bit.ly/2vmKDs8

Bonecos Flecha e Zezé (Os Incríveis) de 12 cm

R$ 86,90 pelo http://bit.ly/2ORYgHY

 

Leitores

O Milagre da Manhã (Hal Elrod)

R$ 23,90 pelo http://bit.ly/2vGgUte

O Poder da Ação (Paulo Vieira)

R$ 15,90 pelo http://bit.ly/2Og84dG

Propósito (Sri Prem Baba)

R$ 29,90 pelo http://bit.ly/2AQAAk8

 

Amantes de academia

Coqueleteira preta

R$ 8,93 pelo http://bit.ly/2LX9htr

Kit Whey, BCAA, Creatina, Coqueleteira e Dextrozz

R$ 129,26 http://bit.ly/2vrFrmH

 

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Presentes variam entre R$ 963 e R$ 5.774 (Foto: Divulgação)

Autos e Afins

O que torna um presente inesquecível? Beleza, qualidade premium e durabilidade são algumas das características encontradas na linha de produtos de lifestyle da BMW do Brasil.  Disponíveis nas concessionárias autorizadas da BMW no País, os itens são excelentes opções de presentes para celebrar o Dia dos Pais.

A Bolsa BMW M Business (R$ 963) é perfeita para o dia a dia. Com design moderno e aspecto fosco, ela tem detalhes em couro genuíno, costuras em azul marina bay (a mesma do novo BMW M5), volume de 17 litros e organização inteligente dos compartimentos.

O porta-cartões Meisterstück (R$ 1.000), por sua vez, é feito sob medida para os pais elegantes. Da coleção Montblanc para BMW, ele é feito em couro italiano premium e tem dois compartimentos para cartões, além de outro adicional. A técnica artesanal de alta qualidade está evidente no forro jacquard e no logo do BMW Série 7 em alto relevo. As dimensões são de 7 cm x 10,5 cm.

Para completar o look do dia, o relógio automático BMW Iconic Luxury (R$ 5.774) é para o pai à frente do seu tempo: com caixa em aço inoxidável e vidro de safira antirreflexo, ele tem movimento Selitta SW200 produzido na Suíça e pulseira 100% em couro de vitelo, com bordas e acabamento feito à mão e fecho de borboleta com logo da BMW gravado a laser. Além disso, há ponteiros fluorescentes para facilitar a leitura e o relógio resiste à água por até 10 ATM.

A Bolsa BMW M Business (R$ 963) é perfeita para o dia a dia. Com design moderno e aspecto fosco, ela tem detalhes em couro genuíno, costuras em Azul Marina Bay (a mesma do novo BMW M5), volume de 17 litros e organização inteligente dos compartimentos. 

O Porta-cartões Meisterstück (R$ 1.000), por sua vez, é feito sob medida para os pais elegantes. Da coleção Montblanc para BMW, ele é feito em couro italiano premium e tem dois compartimentos para cartões, além de outro adicional. A técnica artesanal de alta qualidade está evidente no forro jacquard e no logo do BMW Série 7 em alto relevo. As dimensões são de 7 cm x 10,5 cm. 

Para completar o look do dia, o Relógio automático BMW Iconic Luxury (R$ 5.774) é para o pai a frente do seu tempo: com caixa em aço inoxidável e vidro de safira antirreflexo, ele tem movimento Selitta SW200 produzido na Suíça e pulseira 100% em couro de vitelo, com bordas e acabamento feito à mão e fecho de borboleta com logo da BMW gravado a laser. Quer mais? Ponteiros fluorescentes para facilitar a leitura e o relógio resiste à água por até 10 ATM.

Souza e Letícia estão na expectativa da chegada de Liv (Foto: Arquivo Pessoal)

Saúde

Você está tranquilo e calmo quando, de repente, um acontecimento impactante muda a sua vida e permeia seus pensamentos pelos próximos nove meses: você vai ser pai! Foi essa notícia que transformou a rotina de Danilo Souza, que vai ser pai em setembro, aos 19 anos de idade.

“Foi uma surpresa! Descobrimos a gravidez quando ela [Letícia, também de 19 anos, namorada de Danilo] já estava com dois meses de gestação. Mas eu sabia que era uma grande responsabilidade. Quando contei à minha mãe, recebi total apoio. Nós temos uma relação de amizade e confiança”, disse Souza, que ainda não concluiu o ensino médio, mas já começou a trabalhar como atendente de uma esfiharia na Zona Sul, para ajudar nas despesas da bebê Liv.

"Cada pessoa tem uma maneira de reagir à notícia da paternidade. Depende da estrutura familiar e da própria sensação dele de se responsabilizar demais por isso. Entretanto, a melhor maneira de enfrentar essa surpresa é entender que ali há, de fato, algo sensível e sério", falou a psicóloga Lilia Alves Maria.

Saber que vai ser pai sem um planejamento prévio é o medo de muitos homens. Mas a maioria das pessoas do universo masculino despreza o uso da camisinha, método simples, barato e eficaz também como método anticoncepcional. Levantamento de 2016, por exemplo, da Gentis Panel, apontou que 52% dos brasileiros nunca ou raramente usavam o preservativo. Daí, de vez em quando, a surpresa.

O psicólogo Samuel Cândido explica o resultado desta pesquisa. "Desde criança, a pessoa precisa ter consciência de seus atos. Quando a criança brinca, os pais devem ensiná-la a guardar seus brinquedos. Assim, ela aprende a se responsabilizar por suas atitudes. Atualmente, temos pais que fazem tudo por seus filhos. Isto pode gerar um adulto despreparado para os diversos desafios da vida", argumentou o especialista. 

Souza foi um dos que foi pego de surpresa, mas soube lidar com a notícia e reconhece que está ansioso com a sua nova condição. “Eu me questiono sobre o que pode acontecer e em como resolver a situação. Ao mesmo tempo, eu tenho que acalmar a Letícia. 'Você vai ser uma boa mãe’, digo. E tento manter o pensamento positivo", revelou o rapaz que abandonou o sonho de se tornar jogador de futebol para se dedicar à família. “Não me arrependo de nada. Aconteceu o que tinha que acontecer. Ser chamado de pai também é um sonho.”  

Antônio busca fazer Bruno feliz a cada dia (Foto: Rômulo Magalhães)

Saúde

Quando Antônio Marques de Carvalho decidiu ter mais um filho, aos 60 anos, ele não estava pensando nele, mas na mulher, Raquel Matias, de 39 anos. Ele já tinha dois filhos, mas a companheira ainda não havia experimentado a maternidade. Até que, depois de quase dez anos de relacionamento, a vontade dela de ser mãe se tornou realidade e, o pai, mais experiente e com mais tempo disponível do que na criação dos dois primeiros filhos, revelou que o garoto, Bruno Martins de Carvalho, de sete anos, é a alegria da casa.

“Não poderia ter me acontecido nada melhor nesta fase”, contou Carvalho. Dono de uma pequena transportadora, ele explicou que tem um horário mais flexível e que acompanha o filho em diversas atividades.

Carvalho ressaltou que foi alvo de brincadeiras maldosas, mas ele  garante que nem liga, e até entende quando um amigo do filho acha que ele é o avô, ao invés do pai.

A história de Carvalho é um pouco diferente da Dilceu Dal Bosco, de 52 anos, empresário do ramo imobiliário que queria aumentar o número de filhos de três para quatro, e, futuramente, para cinco. A mulher dele, Aline Villa, ainda esperava ser mãe, até que tomou a decisão no ano passado e o pequeno Dilceu Dal Bosco Filho nasceu em dezembro.

Dal Bosco contou que tinha receio do tratamento que os outros filhos dariam ao caçula, mas afirmou que todos foram receptivos ao novo irmão, que virou o xodó da casa. Sobre ser pai aos 50 anos, ele diz que consegue estar mais presente.

Exames podem evitar problemas 

Nos casos de Carvalho e Dal Bosco não houve problemas durante a gravidez ou mesmo no nascimento do filho. Segundo o Dr. Edson Borges Júnior, diretor científico da Fertility, clínica especializada em fertilidade, não existe uma idade ideal para ser pai, porém, a partir dos 50 anos, alguns exames podem indicar o diagnóstico de algumas doenças que continuam raras, mas que aumentam a sua incidência em descendentes de homens desta idade.

“Teoricamente, o homem tem uma produção nova de espermatozoides a cada 75 dias, mas, depois de uma determinada idade, a fertilidade do homem naturalmente apresenta queda. Além disso, outros fatores,  como a poluição ambiental e a radiação, também contribuem para este processo, tanto para a mulher quanto para o homem”, explicou o especialista. Mas, segundo o Dr. Borges Júnior, alguns exames ajudam a identificar este incômodo quadro e, com as iniciativas corretas, preservar a fertilidade masculina.

Presentes de luxo vão de bike até jaqueta reforçada (Foto: Divulgação)

Autos e Afins

Crush, bebê, anjo, vida, mozão.... Todo casal tem um apelido carinhoso. Então, uma boa pedida para celebrar em grande estilo o amor neste Dia dos Namorados, 12 de junho, é um presente do BMW Group. Disponíveis nas concessionárias autorizadas da BMW, Mini e BMW Motorrad no País, os produtos trazem toda a qualidade e sofisticação da marca premium e agradarão a todos os tipos de casais, dos aventureiros aos românticos – ou aqueles que são ambos, por que não? 

Mala BMW M Business 

Possui design moderno e aspecto fosco, com detalhes em couro genuíno e costuras em azul Marina Bay, a mesma cor de posicionamento do novo BMW M5. Com o custo de R$ 963, a mala oferece estilo, qualidade e durabilidade para encarar os leões do dia a dia.

Mini JCW Aviator

Falando em elegância, os óculos Mini JCW Aviator, fabricados na Itália, adotam o clássico estilo aviador, com lentes Zeiss antirreflexo de alta qualidade, resistentes a arranhões, que garantem 100% de proteção contra raios UV-A e UV-B. No preço de R$ 996, o acessório inclui estojo preto com o logo da marca em relevo e pano para limpeza.

Jaqueta BMW Soft

O Inverno está chegando, e a Jaqueta BMW Soft é a companheira ideal para a estação. Produzida em nylon com revestimento brilhante e impermeável Oil Cire, o modelo tem forro de plumas com penas, gola alta moderna, elementos de design em cobre com puxador BMW e pode ser encontrada no valor de R$ 1.253.

Mini Folding Bike 

Compacta e leve, a bicicleta Mini Folding Bike é ideal para aquele passeio no parque de fim de semana. Traz câmbio de oito marchas, aros de 20 polegadas e selim em couro. Quem se interessar, terá que desembolsar, em média, R$ 5.907, para adquirir a bike.

Relógio BMW Cronógrafo Esportivo

Para não perder a hora, o relógio BMW Cronógrafo Esportivo tem pulseira e caixa em aço inoxidável, mostrador azul e movimento quartzo suíço Ronda, com a função de cronômetro, mostrador de data, vidro mineral, ponteiros fluorescentes e logotipo BMW. O preço do relógio em design luxuoso é de R$ 2.776.

Movimentação para o Dia dos Pais é bem inferior à registrada no Dia das Mães e no Natal (Foto: Renato S. Cerqueira/AE)

Cidade

Apesar de não ser a melhor data para o comércio varejista, já que, em comparação com o Dia das Mães e o Natal, há uma movimentação muito menor entre os consumidores, o Dia dos Pais pode impulsionar um pouco o faturamento do setor durante agosto.

Segundo um levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a tendência é de que haja crescimento de 2% nas vendas na Capital, com relação ao mesmo período do ano passado. Serão mais de R$ 17,5 bilhões injetados, cerca de R$ 350 milhões a mais do que no mesmo período de 2017.

De acordo com o assessor econômico da entidade, Guilherme Dietze, setores tradicionais do varejo na época, como lojas de vestuário, tecidos e calçados, ainda devem ter um recuo de 3% no faturamento. “Faz parte de nossa cultura presentear mães e crianças, em suas respectivas datas, e dar apenas uma lembrança para os pais”, disse.

No entanto, muitas lojas ainda tentam reverter o fraco movimento. “As lojas de roupas, de chocolate e livros, principalmente, tentam fazer mais ofertas para atrair mais gente”, analisou o especialista. “Se eles não fizerem nada, o consumidor não vai se movimentar também”, concluiu.

De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SCPC), 61% dos brasileiros pretendem ir às compras para a data. Não há pesquisa sobre o percentual paulistano.

Esperança é de que gastos cheguem a R$ 120 

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, o Dia dos Pais tem demonstrado menor poder de alavancagem no movimento do comércio. Ele afirmou, porém, que é possível comprar um presente bacana com um tíquete médio que gire entre R$ 100 e R$ 120.

Para o professor de gestão financeira e contabilidade da IBE Conveniada FGV, Cleber Zanetti, ações simples, como carros de som em bairros ou propagandas em rádios locais foram bastante utilizadas na data porque podem atingir consumidores específicos, sem comprometer o orçamento. “Outra forma que vale o investimento são as redes sociais. Hoje, vemos o consumidor pesquisar na internet dicas de presentes que supram suas expectativas”, disse.  

Raimundo entrou no Metrô há 30 anos e ajudou a filha Naiana a ingressar, ela auxiliou o marido Christian, que depois incentivou o pai, Josenildo (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Uma história de amor entre pais e filhos para lá de curiosa, envolvendo a vida profissional de integrantes das famílias Silva e Torres, aconteceu no Metrô. O patriarca da primeira, Raimundo Nonato Cândido da Silva, 56, quando ainda era bastante jovem, iniciou sua jornada na empresa, há mais de 30 anos. Ele teve duas filhas: Naiana e Caroline.

Durante a criação das meninas, elas escutavam o pai contar histórias curiosas e interessantes que ele via e vivia nas linhas, como OTM – sigla utilizada para caracterizar o funcionário que auxilia os passageiros nas plataformas. profissional

Quando as duas chegaram à adolescência, ele deu uma forcinha para que elas seguissem pelo mesmo caminho. “Ele nunca nos obrigou, mas incentivou para que a gente entrasse no Metrô também”, contou Naiana. Ela iniciou sua carreira na área de manutenção em 2006, como aprendiz. Depois, estudou, prestou concurso público e, desde 2008, é funcionária da empresa.

Acontece que, durante os estudos, ela conheceu Christian Silva Torres, 29, na sala de aula. Eles iniciaram o namoro e o rapaz trabalhava em outra companhia, também com a manutenção de equipamentos. “Quando abriu um novo concurso, há cinco anos, ela começou a me incentivar a entrar também”, disse.

Nesse momento, ele começou a estudar mais intensamente para a prova. E teve a essencial ajuda do seu pai, Josenildo Vieira Torres Júnior. “Ele foi muito importante, porque me auxiliou na hora dos estudos”, disse.

O casal se realizou profissionalmente, mas a história do sogro de Naiana, e pai de Christian, sofreu um baque quando ele ficou desempregado. “Eu atuava na área de telecomunicações, que foi muito afetada pela crise. Acabei perdendo o emprego e, com 53 anos, fica mais difícil de achar alguma vaga”, falou.

Foi então que filho, nora e até o consogro tiveram uma ideia: no próximo concurso, avisariam Josenildo e o ajudariam a passar na prova. Dito e feito: este ano, ele conseguiu sair da fila dos desempregados e entrou para o Metrô. “É muito curioso, porque normalmente os pais que ajudam os filhos a conseguirem uma carreira. No nosso caso, foi o contrário”, disse Christian, rindo. 

Próximas gerações

Christian conversou com o Metrô News em seu posto de trabalho, na estação Tamanduateí. Já Naiana estava na Corinthians-Itaquera. No entanto, a grande distância entre os dois não os impediu de dar a mesma resposta para uma pergunta em comum: vão incentivar os filhos a entrarem no Metrô. “É uma empresa que nos deu tudo, desde o meu pai, até nós, agora”, falou Naiana. “Não tem porque dizer não. A gente é muito feliz aqui. Claro que, se eles quiserem seguir outras carreiras, não vamos impedir”, disse Christian. Os dois moram em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Josenildo também tem uma casa. Já Cândido vive em São Mateus. 

Treinamento árduo antes de começar 

Josenildo está há três semanas em treinamento, que ocorre no pátio da estação Jabaquara. Ele contou que se trata de um período de três meses, difícil, mas sabe que valerá a pena. “Estou muito feliz e realizado com tudo isso”, disse.  

Raimundo Nonato Cândido da Silva

“O que eu quero dizer para minhas filhas é que elas são o meu orgulho. Fico muito feliz de ver que elas estão bem, trabalhando, conquistando suas coisas.” 

Naiana Rodrigues Cândido

“Eu queria agradecer pelo incentivo que meu pai me deu. Ele me guiou. Desejo que a gente fique muitos e muitos anos contando nossas histórias engraçadas um para o outro. Eu te amo, pai!” 

Christian Silva Torres

“Eu e meu pai temos uma relação que é de parceria, fazemos piadas, brincamos. Somos muito amigos. Eu desejo toda a sorte do mundo para ele nessa nova caminhada.”

 
Josenildo Vieira Torres Júnior

“O Christian é o meu motivo de orgulho. Eu o admiro muito e sou muito grato pelo que ele fez por mim. Por toda a ajuda que ele me deu nesse momento da minha vida.”

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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