Administrar uma franquia não é missão simples. Saiba como empreender (Foto: Foto: Milton Michida/GESP/Fotos Públicas)

Economia

Empreender tem se tornado uma maneira eficaz, e muitas vezes necessária, de se livrar da crise financeira e garantir uma fonte de renda. De acordo com uma pesquisa da Global Entrepreneurship Monitor, de cada 10 pessoas no Brasil, ao menos quatro estão envolvidas em algum tipo de empreendimento. Investir em franquias pode ser uma boa sacada, já que o mercado teve um aumento de 7% no faturamento no último ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Mas é preciso ter paciência para alcançar os lucros do negócio.

Segundo especialistas, as franquias levam, em média, 12 meses para começar a dar um retorno positivo, prazo que pode variar até 24 meses, de acordo com o custo da operação. Segundo Georgios Frangulis, CEO da rede de franquias Oakberry Açaí Bowls, Lucas Moreira, fundador e CEO da Splash cafés e bebidas urbanas, e Adrielle Freitas, contadora da Contabilizei, escritório de contabilidade para micro e pequenas empresas, cinco dicas essenciais podem te auxiliar na lucratividade do negócio.

  1. Monte uma estratégia

Apresente uma proposta diferente das tradicionais do mercado. Uma demanda de mercado reprimida é um excelente início. "Trabalhar de maneira estruturada e com um formato operacional, que ofereça pouca margem de erro de gestão por parte do franqueado e dos fornecedores, é essencial, principalmente no início", destacou Georgios Frangulis.

  1. Escolha um ponto comercial

O fluxo de pessoas que passam por determinado local é o primeiro fator a ser considerado, ainda mais quando se pretende consolidar o nome de uma marca.

  1. Simplifique sua operação

Uma operação sem complexidade, além de trazer agilidade ao serviço prestado, também diminui bastante a margem de erro do seu negócio, evitando gastos desnecessários que podem se transformar em ganhos positivos.

  1. Mantenha o padrão

Franqueado e franqueador devem manter o padrão estabelecido no fechamento do contrato. "O lucro acontece exatamente com uma gestão próxima do franqueado, conseguindo manter o baixo custo, boa margem nos produtos, estancar perdas e aumentar as vendas", explicou Lucas Moreira.

  1. Fique de olho na contabilidade

Apesar de ser um comércio varejista, as franquias possuem detalhes que deverão ser cuidadosamente avaliados, principalmente em relação aos dados contábeis. "É importante encontrar uma empresa especializada no assunto para tomar conta de todos os seus dados contábeis e ainda te orientar sempre que precisar", alertou Adrielle Freitas.

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Renata consegue mais tempo para a pequena Carolina (Foto: Divulgação)

Economia

Conciliar a carreira com a criação dos filhos é algo muito mais difícil para as mães do que para os pais. Segundo pesquisa divulgada pela Catho, no ano passado, após a chegada dos filhos, as mulheres deixam o mercado de trabalho cinco vezes mais que os homens.

A pesquisa, feita com 13.161 pessoas, concluiu que 28% das mulheres deixaram o emprego para cuidar dos filhos. No caso dos homens, o índice é de 5%. Segundo a empresária executiva de carreiras Madalena Feliciano, da Outliers Careers, empreender pode ser uma boa saída, não porque se trabalha menos, mas porque a flexibilidade de horários é maior. “A gente trabalha, no mínimo, o dobro”, afirmou a empresária.

Madalena diz que mulheres com filhos trabalham mais (Foto: Divulgação)

De acordo com Madalena, retomar a carreira é realmente mais desafiador nos primeiros anos de criação de um filho. Mesmo no período de licença maternidade é possível fazer cursos on-line e até estudar para concursos públicos. Já no caso de empreender, a especialista alerta que “o primeiro passo é o autoconhecimento, saber quais são seus talentos, fazer um planejamento, saber quais negócios de fato que pode se ter um retorno, para ver qual o capital que se pode investir e qual é o tempo que a gente tem para fazer isso”.

Um filho pode ser um caminho para se tomar ciência de uma veia empreendedora. A secretária Vanessa Manso não abriu mão da carreira por conta do filho. Ao contrário, conseguiu mudar de horário no trabalho e ainda teve uma ideia nova de venda de peças de roupas infantis. “Precisei comprar para meu filho e passei a conhecer melhor modelos e tipos de roupas. Durante uma atividade conheci uma pessoa que trabalhava com roupas infantis. Vi que eram boas peças e daria para encarar. Assim comecei a vender”, contou.

Vanessa mudou seu horário de trabalho para ficar com Vitor (Foto: Divulgação)

A vida não pode parar

No caso de mulheres que já empreendem antes da gravidez, muitas vezes não é possível ter tempo para planejar um novo rumo. É preciso trocar o pneu com o carro em movimento.

A publicitária Renata Alarcon é consultora amorosa e idealizadora da TV Armário Feminino, um serviço à la Netflix com 22 programas voltados ao público feminino. Mãe de Maria Carolina, de um ano e nove meses, a publicitária contou que quando soube da gravidez estava em um ritmo alucinante, pois já tinha o blog Armário Feminino e se preocupava em como adequar a vida de mãe com a rotina de empresária.

Antes mesmo de nascer, Maria Carolina foi decisiva na vida profissional da mãe. “Estava sozinha em casa e conversava muito com a barriga. Falei para minha filha que ela podia me dar uma luz para eu saber o que fazer para mudar um pouco esta história de trabalhar tanto e ter tempo para você. No dia seguinte, eu acordei com a ideia da televisão na cabeça”, contou.

Carolina influenciou na criação de outros subprodutos para o canal virtual e mudou a visão de mundo de Renata.

Rede de fast-food McDonald's é a sexta maior franqueadora do país (Foto: Divulgação)

Economia

De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a projeção de crescimento de franquias para este ano é de até 10%. Em 2017, o setor apresentou o crescimento de 8% e fechou com saldo de R$ 163 bilhões.

Na avaliação do presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior, “a baixa inflação, a queda da taxa básica de juros da economia (Selic), a melhora dos índices de confiança do consumidor e do empresariado e a retomada do crescimento do varejo e da atividade industrial são alguns dos fatores que contribuíram para o crescimento do franchising e que nos permitem projetar um desempenho mais positivo do setor em 2018”.

Este ano, a associação divulgou a lista das 50 maiores franquias do Brasil. A Boticário é disparada a primeira colocada e pretende crescer ainda mais. Na sexta-feira, 9, a empresa anunciou a compra da Vult Coméstica, que encerrou ano passado com receita bruta de R$ 12,3 bilhões. A Boticário controla também as marcas Eudora, Quem Disse, Berenice?, The Beauty Box,  Multi B e, com a nova aquisição, passa a controlar 10,9% do mercado de beleza, segundo a revista Exame.

Políticos precisam buscar soluções para ajudar empreendedores (Foto: Wilson Dias/ABR)

Opinião

Em qualquer sociedade democrática para o Estado manter sua governabilidade precisamos seguir regras de procedimento, regras que regem pessoas e empresas, isso acaba gerando o chamado sistema burocrático. Infelizmente, hoje o Brasil é um dos países mais burocráticos do planeta, segundo levantamento do Banco Mundial.


O que significa um entrave para os negócios, pesquisas científicas e tecnológicas. Também atrapalha investimentos sociais feitos por entidades da sociedade civil. E dificulta a vida dos cidadãos quando pretendem exercer seus direitos. O brasileiro se vê lançado num labirinto de filas, papéis e carimbos.

Exemplo claro da burocracia é quando um cidadão quer se tornar um empreendedor. São aproximadamente dois meses só para abrir uma empresa legalmente. Já para conseguir todas as licenças e alvará, são mais de nove meses de espera. O número de empregos gerados pelos novos empreendedores poderia ser ainda maior, mas a burocracia trava a economia e dificulta a vida dos brasileiros.

Com toda certeza, isso prejudica o Brasil, limitando a capacidade de crescimento do País e a concorrência no cenário global. Estudos indicam que o Brasil poderia poupar mais de 1% do PIB se simplificasse os procedimentos burocráticos exigidos da sociedade.


Mas, apesar disso tudo, o enfrentamento dos excessos burocráticos tem sido um assunto secundário na agenda nacional. Como representante da população na Câmara Federal, estou trabalhando com minha assessoria técnica para a criação de projetos que ajudem a unificar os procedimentos, diminuir os custos e a burocracia exigida pelo estado, assim poderemos facilitar a vida das pessoas.

*Jorge Tadeu Mudalen é deputado federal pelo DEM/SP

Procon de São Paulo atua para garantir aplicação do Código do Consumidor (Foto: Divulgação)

Nacional

Pense na seguinte situação: na hora de concluir a compra, o vendedor faz algumas contas na calculadora e diz: “infelizmente, o preço não é este da etiqueta”. Ao invés de pagar R$ 100, por um tênis em promoção, você teria que desembolsar R$ 150, de repente. Para coibir esse e outros tipos de abusos existe o Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A lei foi sancionada em 1990, passou por algumas alterações, mas continua valendo atualmente. De acordo com Alessandro Segalla, especialista em defesa do consumidor da São Judas, o documento é muito importante. “O cliente é sempre o elo mais fraco da cadeia. Se o código não existisse, as nossas necessidades não seriam levadas em conta”, explicou.

Apesar de sua relevância, o documento ainda é pouco conhecido pelo público, segundo Ageu Camargo, professor da Univeritas. “Todos os estabelecimentos comerciais devem ter o CDC exposto, mas o pessoal ainda é acanhado em pegá-lo, lê-lo e fazer valer o direito”, disse. “Há uma barreira, porque ele sempre acha que não será respeitado”, afirmou.

O coordenador dos cursos de tecnologia na área de negócios da FMU, Arnaldo Vhieira, esclareceu que o direito mais importante é o à informação. “Sem isso, o consumidor não saberia o peso, quantidade, maneira como vai utilizar, possíveis riscos à saúde, entre outros”, falou. “A livre escolha também é essencial. Ninguém pode nos empurrar um produto que não queremos”, concluiu.

Confira alguns direitos presentes no código

O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à restituição em dobro do valor pago a mais, confome o artigo 42. É útil, principalmente em supermercados, onde os preços no caixa nem sempre estão de acordo com a etiqueta;

O artigo 49 assegura o direito à devolução do produto ou serviço no prazo de até sete dias, sempre que a compra for efetuada fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone e internet. Assim protege o consumidor de ofertas enganosas;

O inciso III do artigo 6 exige informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços (quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preços);

Já o inciso IV do mesmo artigo 6 protege contra publicidade enganosa e métodos comerciais coercitivos ou desleais.

Confusão estabelecimentos quebrados no centro de SP (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Um confronto entre policiais e usuários de droga terminou em depredação na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, na noite desta quarta-feira, 11. Segundo a Polícia Militar, uma lotérica, uma agência bancária e algumas lojas na região foram depredadas.

Bombas de gás foram lançadas para dispersar o grupo, que se concentrava no entorno da Praça Júlio Prestes, na avenida Duque de Caxias. Os usuários de droga construíram barricadas, fizeram fogueiras e atiraram pedras contra os policiais. Uma viatura foi atingida.

As portas de uma agência bancária foram quebradas durante o tumulto. Segundo comerciantes da região, houve correria pelo bairro.

Os militares foram acionados pela Guarda Civil Metropolitana por volta das 20h30 e permaneceram na região até o início da madrugada desta quinta-feira, 12, para patrulhamento. O grupo de usuários foi disperso e se espalhou pelas ruas da região.

Não se sabe os motivos que levaram ao tumulto, mas informações iniciais mostram que o problema pode ter começado durante uma operação rotineira de limpeza, feita por funcionários da Prefeitura, com apoio de guardas civis metropolitanos. Não há informações sobre feridos.

Band não se pronunciou sobre o assunto (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

Hoje eu inicio a minha coluna comentando o calote que o apresentador Amaury Jr. levou de uma famosa loja de móveis planejados, que está em crise financeira. Como seus produtos não estão saindo e o valor do custo é grande, nem os móveis já pagos estão sendo entregues. Com isso, a empresa não conseguiu quitar o combinado, que é R$ 1,2 milhão ao apresentador da Band.

A Band, por sua vez, não se manifestou a respeito por se tratar de um contrato particular entre Amaury Jr. e a empresa de móveis. Por outro lado, a emissora está com toda a preparação para apresentar sua grade de programação. Ela tomou alguns cuidados enquadrando o próprio Amaury Jr. no novo esquema da Band, fazendo o contrato só de um ano com o apresentador, com direito a renovação.

Silvio Santos afirmou, no último domingo, em seu programa, que agora quer ser ator. Ele disse que cansou de ser apresentador e, como é o dono do SBT, poderá ser o protagonista da próxima novela da sua emissora. Como o Homem do Baú vem cada vez mais fazendo tudo o que quer e o que gosta no ar, não é de se duvidar que ela tenha uma participação na próxima novela.

A Record TV poderá enviar Fábio Porchat para a Rússia durante a Copa do Mundo. A emissora dedicará um espaço básico em sua grade de programação para a cobertura dos acontecimentos no maior evento esportivo do planeta. Afinal, a falta dos direitos de transmissão não impede o canal de fazer uma cobertura paralela.

Joel Datena é o novo contratado da Band. O anúncio foi dado por José Luiz Datena, pai do jornalista. Joel tem um contrato de dois anos com a emissora  e vai substituir o pai, que vai comandar outro programa na Band.  Aliás, a grade de programação ainda não foi anunciada, mas deve trazer novidades.

Esquadrão da Moda, comandado por Isabella Fiorentina e Arlindo Groud, vem garantindo a vice-liderança isolada para o SBT, com uma média de 8 pontos no Ibope, em um horário muito competitivo, à noite. O programa dita as tendências da moda e tem no público feminino a sua maior audiência.  A produção tem contrato até 2019.

O ex-árbitro e comentarista Arnaldo Cezar Coelho está prestes a assumir uma nova função na TV. Desta vez, em Portugal. Ele terá uma coluna na Sportv que, apesar do nome, não pertence ao grupo Globo. Sua participação será com o objetivo de comentar os jogos da Copa do Mundo, na Rússia.   

Conexão Repórter, apresentado por Roberto Cabrini, é hoje um dos melhores programas jornalísticos da TV Brasileira. No SBT, sua audiência vem subindo a cada programa, em decorrência de matérias exclusivas que vêm sendo apresentadas. O programa é exibido as segundas-feiras, a partir das 23h30,  e já se consolidou na vice-liderança.

Frase final: “A educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo.”

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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: Reprodução/Facebook)

Politica

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
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Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

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Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

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Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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