Iguarias voltam a ser consumidas por brasileiros (Foto: Reprodução/Facebook)

Economia

Aos poucos, as famílias brasileiras começam a retomar alguns hábitos de consumo adquiridos nos tempos de bonança da economia. Depois da longa recessão econômica que fez os consumidores cortarem ou substituírem produtos no dia a dia, a lista de compras voltou a ser incrementada com mercadorias um pouco mais caras. No lugar da margarina, a manteiga retornou à mesa; assim como o óleo de soja foi substituído pelo azeite de oliva. O requeijão, a batata congelada e o pão industrializado também estão de volta ao cardápio dos consumidores.

Dados da consultoria Kantar Worldpanel mostram que, em 2017, mais de 2 milhões de lares voltaram a comprar manteiga pelo menos uma vez no ano – indicador que mostra uma reação do mercado de consumo. No auge da crise, o produto estava presente em 32,94% dos lares brasileiros. Com a retomada, a participação subiu para 36,80% – superior à registrada antes da recessão, em 2014 (34,17%). O mesmo ocorreu com o azeite, que retornou à lista de 1,4 milhão de famílias.

Outro motor do consumo foi a redução do endividamento das famílias, que chegou a comprometer 22,8% da renda mensal em 2015. O indicador seguiu um movimento de queda. Segundo o Banco Central, em dezembro do ano passado estava em 19,9%.

A expectativa é de que o varejo tenha um avanço de 4,7% em 2018.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Primeiro passo é abandonar hábitos alimentares prejudiciais (Foto: Divulgação)

Saúde

Emagrecer de forma definitiva e manter o corpo dos sonhos é a meta de nove entre dez pessoas que buscam, por meio de dietas, exercícios e tratamentos da moda, chegar ao peso ideal. No entanto, a falta de uma rotina, que inclua reeducação alimentar, atividade física regular e a inserção de hábitos saudáveis, no dia a dia, atrapalham este processo. Tanto que grande parte daqueles que conseguem se submeter a um processo de emagrecimento e chegam ao peso desejado volta a engordar tempos depois. Não é à toa que mais de 50% dos brasileiros – cerca de 103,5 milhões – ainda estão acima do peso.

De acordo com Maria Edna de Melo, doutora em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), o brasileiro está exposto a uma ingestão calórica maior, ao mesmo tempo em que existe uma propensão ao sedentarismo. “Essa combinação faz a gente ganhar peso, pois comemos mais do que gastamos. A questão dos itens industrializados também conta, pois estes produtos contêm muita gordura e açúcar”, afirma.

Evitar o chamado “efeito sanfona” é o grande objetivo após um processo de emagrecimento. E a mudança de pensamento é a grande chave para garantir que os resultados sejam duradouros. Quem afirma é Gladia Bernardi, coach de emagrecimento e desenvolvedora do método “Emagrecimento Consciente”, baseado em neurociência, programação neurolinguística e coaching. “A única forma de tratar problemas como compulsão alimentar é por meio da mudança de mentalidade. A compulsão por comer deve ser vista como um vício. É preciso mudança de pensamento”, explica.

Nutricionista funcional e ortomolecular, Gladia é autora do livro Código Secreto do Emagrecimento. Ela ressalta que a principal causa do efeito sanfona está ligada a instabilidade emocional. E, com base em estudos e pesquisas, existem 23 sabotadores que contribuem para que as pessoas não percam peso e continuem a engordar. Entre os principais estão saber lidar com as emoções desconfortáveis; encarar a comida como padrão de afeto familiar sabotando, assim, o seu processo de emagrecimento; encarar a comida como maior prazer; e a crença contrária a uma dieta saudável.

“As técnicas de reprogramação da mente estão associadas à ativação das quatro atividades cerebrais: pensamento, sentimento, comportamento e hábito. O desafio é fazer com que estas engrenagens funcionem simultaneamente, pois, somente assim é possível transformar a mente gorda em uma mente magra”, afirma. 

Novos hábitos

Após o término de uma dieta restritiva, é preciso criar uma rotina com a adoção de novos hábitos saudáveis, pois a tendência é de se voltar a comer para compensar o período que foi visto como de privação. Entretanto, qualquer pessoa pode fugir deste problema ao incorporar, no dia a dia, alguns itens essenciais, como:

Mentalidade: a dieta não deve ser vista como castigo ou sacrifício. Importante seguir horários regrados para se alimentar e praticar exercícios físicos.

Atividade física: escolha atividades prazerosas e encare-as como novo estilo de vida. Os novos hábitos não devem ficar restritos a atividade física, pois o prazer pode se tornar uma obrigação e tudo volta a ser como antes.

Dietas de moda: o excesso de restrições, que é uma característica comum desses regimes, é prejudicial por deixar o organismo sem os nutrientes indispensáveis para o bom funcionamento do corpo e da mente. O cérebro deve estar equilibrado para que o processo de emagrecimento seja sustentável em longo prazo.  

Beber água ajuda a digerir alimentos e eliminar substâncias que não devem ser absorvidas pelo corpo (Foto: Divulgação):

Saúde

O consumo de água é essencial para o desenvolvimento completo do organismo de crianças e adolescentes, segundo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, especialista pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Nosso corpo aguenta vários dias sem comer, mas sem beber água, não”, disse.

Um dos problemas enfrentados pelos pais é conseguir mostrar a importância da substância no nosso corpo. De acordo com o médico, no entanto, a conversa é imprescindível. “No caso das crianças, a água deve ser bebida para um melhor desenvolvimento motor e neural, além do bom funcionamento dos rins, bexiga, intestino e dos olhos”, explicou.

Na digestão, a água também tem papel fundamental. “Após comermos, os alimentos são transformados em pequenas porções, que serão absorvidas pelo organismo em um processo fisiológico no qual a água tem importante papel na digestão”, falou. A água ajuda ainda a eliminar do corpo as substâncias que não devem ser absorvidas, por meio da urina e suor, formada basicamente por água e substâncias tóxicas ou em excesso, dissolvidas.

Além de todos esses benefícios, a água ajuda na regulação da temperatura do corpo, sendo especialmente indicada em dias quentes e na prática de atividades físicas. Quando há excesso de calor, a liberação de suor colabora com o resfriamento do corpo, mas as crianças possuem uma menor capacidade de suar e eliminar o calor do corpo do que os adultos. A boa hidratação também previne, entre outras coisas, a prisão de ventre.

Quanto se deve ingerir

De modo geral, no mínimo, uma criança deve beber, aproximadamente, quatro copos de água. Dos sete aos 12 meses, o indicado é 800 mililitros, que devem ser consumidos ao longo do dia. Ao completar um ano, até os três anos de idade, 1,300 ml, e dos três aos oito anos, 1,700 ml.

Uma recomendação importante é evitar oferecer água (ou qualquer outro líquido) durante as refeições, para não “encher” o estômago e reduzir a quantidade de alimentos a ser consumido. Mantenha o hábito de oferecer água 30 minutos antes ou depois das refeições. Fora o período das refeições, ofereça água constantemente.     

Consumo de alimentos processados aumenta em 34% risco da doença (Foto: Reprodução/Pixabay)

Saúde

 Segundo o Instituto de Câncer (Inca), o câncer colorretal é o segundo mais prevalente em mulheres, e o terceiro mais comum em homens.

Um estudo publicado na revista científica Jama Oncology detectou que o alto consumo de alimentos inflamatórios aumenta em 32% o risco da doença.

O Índice de Massa Corporal (IMC) e o consumo de álcool também foram levados em consideração. Para Marcos Belotto, gastro-oncologista dos Hospitais Oswaldo Cruz e Sírio Libanês, a descoberta preocupa.

O uso de agrotóxico pode ser prejudicial à saúde (Foto: Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Enquanto a sociedade brasileira e movimentos internacionais exigem alimentos saudáveis, o Brasil cede à pressão e caminha para liberar o uso sem controle de agrotóxicos. Projeto prevê produtos com componentes cancerígenos que afetam o sistema reprodutivo e hormonal, além de causar mutação genética e malformação de fetos.


Aprovado por comissão especial da Câmara, o relatório joga mais venenos no cultivo, mesmo não aprovados por órgãos de controle e registro. A proposta, que irá à votação, é do ministro da Agricultura de Temer, Blairo Maggi. Estava engavetada há 14 anos e volta à pauta com o golpe.


O aumento de pesticidas trará mais mortes, contaminação de trabalhadores do campo e indústria e danos aos consumidores. Venenos proibidos ou banidos em outros países serão liberados com nomes que escondem a compreensão e impactos.


Mas a pressão ruralista pelo Pacote do Veneno vai contra os alertas de pesquisadores e movimentos sociais e de defesa do consumidor. O Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU já manifestou que a proposta traz ameaças incalculáveis à população.
Com apoio de mais de 250 entidades e órgãos públicos de saúde, ambiente e direitos humanos, o Alto Comissariado adverte sobre danos à natureza, alimentação, água e à saúde física e mental. A ONU já apontou a morte de 200 mil pessoas intoxicadas por ano em países em desenvolvimento.


Enquanto a nova visão centra na agroecologia e produção orgânica e o mundo abre o olho a estes venenos, o projeto banaliza o uso. O Brasil aumentará o consumo per capita anual, que hoje é de cerca de seis litros. O governo Temer não está nem aí com a saúde do brasileiro e o meio ambiente.


Vale é o lucro ao agronegócio e à ganância de multinacionais do agrotóxico. O consumo de veneno dobrou e o crescimento de área cultivada cresceu 20% no Brasil. E o Governo nada sinaliza para o combate à desnutrição e à fome, para a segurança alimentar e também para a redução de mortes.

*Edmilson Souza é professor de história, educador e vereador em Guarulhos

Apesar da queda, nova crise hídrica é descartada (Foto: Luis Moura/AE)

Cidade

O Sistema Cantareira sofreu nova baixa na percentagem do volume de água de seu reservatório. Na terça-feira, 15, de acordo com números da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o nível estava em 48,6% de sua capacidade. Houve recuo de 0,2% em relação a segunda-feira, quando o sistema operava com 48,8%, e de 2,4% com relação a 1º de maio de 2018. Se comparado com igual período do ano passado, a defasagem é gritante. Naquela oportunidade, o volume do sistema, que atende a 8,2 milhões de pessoas de toda a Região Metropolitana, era de 65,7%.

Questionada se há receio de uma nova crise hídrica, já que a época de chuvas passou, a companhia informou que “possui um sistema mais robusto, com mais interligações e maior capacidade de tratamento de água”.

Para o engenheiro Luiz Roberto Gravina Pladevall, presidente da Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente (Apecs), o reaproveitamento ainda é a melhor forma de combater a ameaça. “É uma boa maneira de contribuir para reduzir o consumo de água tratada”, explicou.

Desperdício de alimento é um dos grandes problemas do Brasil (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

 A Unip da Marginal Pinheiros realiza debate sobre desperdício de alimentos, nesta sexta-feira, 23, a partir das 19h, com a presença de Oliver Hillel, membro da Secretaria da Convenção sobre a Diversidade Biológica das Nações Unidas (ONU).

O evento é comandado pela nutricionista, mestre e doutora em saúde pública Gillian Alonso Arruda, com entrada franca ao público. O objetivo é chamar a atenção de empreendedores e profissionais do ramo da nutrição e da indústria alimentícia para ferramentas modernas, já disponíveis no mercado, capazes de diminuir o desperdício de alimentos em toda a cadeia produtiva. O campus fica na Avenida Torres de Oliveira, 330, Jaguaré.

Desperdício no Brasil

Segundo o Instituto Akatu, o Brasil desperdiça cerca de 41 mil toneladas de comida diariamente, dado que coloca o País entre as dez nações que mais desperdiçam alimentos no mundo. Só para se ter uma noção de como este dado é alarmante, com esta quantidade de comida, daria para alimentar 25 milhões de pessoas - uma população equivalente ao dobro de habitantes da cidade de São Paulo. 

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.

Vice de presidenciável do PSL acredita que lar com presença paterna seria diferente (Foto: HENRIQUE BARRETO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Nacional

Vice na chapa de Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, o general da reserva Hamilton Mourão (PRTB) disse na segunda-feira, 17, em São Paulo, que famílias pobres "onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó" são "fábricas de desajustados" que fornecem mão de obra ao narcotráfico. "A partir do momento em que a família é dissociada, surgem os problemas sociais. Atacam eminentemente nas áreas carentes, onde não há pai e avô, mas, sim, mãe e avó, por isso é fábrica de elementos desajustados que tendem a ingressar nessas narcoquadrilhas", disse ele, durante palestra a empresários, fazendo um paralelo entre formação da família e ação de bandidos em áreas carentes. Mourão também criticou a política externa adotada nos governos petistas de aproximação com outras economistas emergentes. Ele se referiu a esses países como "mulambada". "E aí nos ligamos com toda a mulambada, me perdoem o termo, existente do outro lado do oceano, do lado de cá, que não resultou em nada, só em dívidas que foram contraídas e que nós estamos tomando calote disso aí." Na semana passada, Mourão já havia feito declarações consideradas polêmicas. Ele disse que o País precisaria de uma nova Constituição, mais enxuta e focada em "princípios e valores imutáveis", mas não necessariamente por meio de uma Assembleia Constituinte. Para ele, o processo ideal envolveria uma comissão de notáveis, que depois submeteria o texto a um plebiscito, para aprovação popular - o que, hoje, não se enquadra nas hipóteses previstas em lei. Nesta segunda, ele voltou a citar o tema da Constituição. Segundo o candidato a vice, a reforma da Carta representaria a "mãe de todas as reformas", uma vez que ela está desatualizada, apesar das emendas que sofreu. Bolsonaro Adotando um tom presidencial, o candidato a vice discursou por cerca de uma hora no evento promovido pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) com outras 21 entidades, que se reuniram num grupo chamado Reformar Para Mudar. Em sua fala, Mourão citou apenas uma vez Bolsonaro, que continua internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, se recuperando do atentado que sofreu em Juiz de Fora (MG). "Bolsonaro é um estadista, não pensa apenas nesta eleição, mas nas próximas gerações", afirmou ele. Mourão reclamou também da forma como as forças policiais são criticadas quando atuam, na sua definição, "como polícia". "Temos de lembrar que direitos humanos são para humanos direitos", disse o general. "Se a polícia age como polícia, é duramente criticada: é o genocídio, o martírio da população brasileira. É trabalho enfrentar isso daí", disse ele, que foi aplaudido pela plateia. O militar foi aplaudido outras duas vezes enquanto discursava, ambas ao defender o livre mercado e a iniciativa privada. Ele defendeu, por exemplo, a privatização das áreas de refino e distribuição da Petrobras.
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

Opinião