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Cresce o uso de cigarro eletrônico entre adolescentes no Brasil, aponta pesquisa da Unifesp

joao macedo Por joao macedo
17/06/2025 - 23:52 2 min de leitura
Foto: haiberliu/Pixabay

Uma pesquisa recente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou um dado preocupante sobre o comportamento de jovens brasileiros: um em cada nove adolescentes afirma fazer uso de cigarro eletrônico. O estudo faz parte do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad 3) e traz, pela primeira vez, dados sobre esse tipo de dispositivo.

Levantamento nacional destaca avanço dos vapes entre os jovens

Realizada com cerca de 16 mil pessoas com 14 anos ou mais, em todas as regiões do país, a pesquisa utilizou dados coletados entre 2022 e 2024. Os resultados mostram que o número de adolescentes que consomem cigarros eletrônicos é cinco vezes maior do que os que ainda usam o cigarro tradicional.

Apesar de serem proibidos no Brasil, os chamados vapes têm se tornado cada vez mais acessíveis, especialmente por meio de vendas online. Essa facilidade de compra foi destacada pela coordenadora do estudo, Clarice Madruga, professora de psiquiatria da Unifesp.

Alerta para os riscos à saúde

Clarice também chama atenção para os riscos associados ao cigarro eletrônico. Segundo ela, a exposição à nicotina e outras substâncias tóxicas tende a ser ainda mais elevada do que no cigarro comum, elevando os perigos à saúde dos usuários — especialmente entre os mais jovens, que estão em fase de desenvolvimento.

Ela lamenta que o Brasil esteja enfrentando um novo desafio no combate ao tabagismo, após anos de avanços conquistados com políticas públicas. “A gente teve uma história gigantesca de sucesso de políticas que geraram uma queda vertiginosa no tabagismo, mas que um novo desafio quebrou completamente essa trajetória. E a gente hoje tem um índice de consumo, principalmente entre adolescentes, muito superior e que está totalmente invisível”, afirmou.

Ações de apoio e tratamento

Os participantes que demonstraram necessidade foram orientados e encaminhados para atendimento especializado, tanto no Hospital São Paulo quanto no Centro de Atenção Integral em Saúde Mental da Unifesp. A medida faz parte do compromisso da universidade com a saúde pública e o enfrentamento do consumo de substâncias entre os jovens.

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