Folhado de bacalhau: Acompanhado de alho poró, o prato nunca decepciona em banquete especial (Foto: Wellington Nemeth)

Cidade

Durante a Páscoa, a Petit Comité Rotisserie & Deli, localizada em Moema, oferece um cardápio especial, composto por entradas, pratos principais, acompanhamentos e sobremesas. Todos são vendidos por quilo e os clientes ficam à vontade para montar suas próprias combinações. Nas entradas figuram a delicada terrine colorida de legumes, que vem acompanhada de chantilly de roquefort (R$ 89/quilo) e o cuscuz de bacalhau com grão de bico e legumes ao curry (R$ 98/quilo), uma das novas receitas desenvolvidas pela chef Rita Atrib, responsável pela alimentação de boa parte dos popstars internacionais que passam pela Capital, de Justin Bieber a Steven Tyler, da banda Aerosmith.

Uma das clássicas sugestões entre os pratos salgados é a torta Pascoalina, sucesso todos os anos: uma torta típica italiana, da região da Liguria, com massa semifolhada e que leva no recheio espinafre, ricota e ovos em sua receita. Custa R$ 80 o quilo. Entre as novidades estão a moqueca de bacalhau (R$ 152/quilo), o gâteau de bacalhau acompanhado de salsa de camarõezinhos (R$ 98/quilo) e a quiche em duo de salmões e alho poró (R$ 90/quilo). Já o folhado de fricassé de bacalhau com alho poró (R$ 152/kg) nunca decepciona. As encomendas podem ser feitas até segunda-feira, 26, ou final do estoque. 

Chef é conhecida por servir famosos

Se uma celebridade internacional tem show marcado em São Paulo, é quase certo que vai apreciar um  dos pratos preparados por Rita Atrib. Ela já serviu os integrantes das bandas Aerosmith, Guns N’Roses e Rolling Stones, além dos astros Elton John, Ozzy Osbourne e David Bowie. Os banquetes incluem entrada, almoço e jantar, a um custo de até R$ 100 mil.

Assados e sobremesas são destaque

Para quem prefere os assados, destaque para o lombo suíno recheado com migas de broa e pancetta (R$ 98/quilo) e o rosbife rústico de mignon, que pode ser servido frio ou quente, e vem acompanhado de um aveludado molho béarnaise (R$ 152/quilo).

Bolo de Trufas Petit Comite foto Wellington Nemeth 1

(Foto:Wellington Nemeth)

 

E como Páscoa é sinônima de chocolate, a chef preparou uma seleção de deliciosas sobremesas com ingredientes como mini cake ninho de trufas (R$ 98/quilo), mini cake ninho de ovos (R$ 98/quilo) e um de seus carros-chefes, o imponente rocambole de chocolate recheado de brigadeiro nevado de damascos e avelãs, coberto com ganache e acompanhado de calda de damascos (R$ 89/kg). Os pratos da chefe Rita Atrib podem ser entregues para pedidos acima de R$ 350 (taxa de entrega sob consulta) ou retirados na rotisserie.

Serviço

A Petit Comité Rotisserie & Deli fica na Rua Gaivota, 763, em Moema. Mais informações pelo Tel. 2359­0771 ou no site www.buffetpetitcomite.com

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Época da Páscoa serve de incentivo para consumo de chocolates (Foto: Divulgação)

Saúde

Ele invade as gôndolas de supermercados e lojas nessa época do ano por conta da Páscoa, mas é consumido o ano inteiro por crianças, jovens e adultos. Encontrado em diferentes texturas e formas, o chocolate nunca sai de cena, principalmente de uns tempos para cá, em que as propriedades nutricionais do cacau – matéria-prima para a formulação deste queridíssimo alimento – vieram à tona.

E os benefícios à saúde são muitos, desde que consumidos com moderação. Rico em cálcio, ferro, zinco, magnésio e vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C, ele conta com muitos nutrientes. Enquanto os flavonoides da semente do cacau agem na proteção cardiovascular, na diminuição da pressão arterial e no melhor fluxo sanguíneo, as procianidinas têm propriedades antioxidantes, que auxiliam na redução das cardiopatias e na melhoria da saúde vascular.

Contudo, a quantidade e o tipo de chocolate a ser consumido fazem toda a diferença para que esses benefícios apareçam. “O chocolate amargo [56% a 85% de massa de cacau] possui o maior número de substâncias antioxidantes. Vale ressaltar que o consumo deve ser com moderação”, explica a nutricionista Madalena Vallinoti. De acordo com ela, estudos demonstram que o chocolate escuro (dark chocolate, amargo e extra-amargo), tem efeitos benéficos sobre o metabolismo da glicose, diminuindo os níveis desta importante fonte de energia no sangue. Por outro lado, aumenta a sensibilidade à insulina, reduzindo o risco de diabetes.

No Brasil, o consumo anual de chocolate chega a 2,5 quilos por pessoa. Para aqueles que têm costume de comer a iguaria todos os dias, a recomendação é ingerir, no máximo, dois quadradinhos por dia, de preferência do chocolate 70% cacau. Entre as crianças mais novas, a ingestão de chocolate e derivados não é indicada, sendo liberada a partir dos três anos, desde que seja sazonal.

Para a dermatologista Flávia Guglielmino, que é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, a regra é: quanto maior a porcentagem de cacau, melhor a qualidade do chocolate. Por isso, deve-se verificar no rótulo do produto a ser consumido a quantidade de cacau, gordura, tipo e quantidade açúcar, além de outros ingredientes.

O açúcar contido no preparo do chocolate, e não o cacau, é o grande vilão quando o assunto é acne. “O chocolate com açúcar pode piorar a acne, não pelo cacau em si, mas pelo açúcar contido”, analisou a especialista.  

Chocolate e suas variações

Amargo: feito com grãos de cacau torrados sem adição de leite. É também chamado de chocolate puro, pois, além do cacau, leva apenas açúcar. Contém de 50% a 75% de cacau.

Extra-amargo: contém em torno de 75% a 85% de cacau. 

Meio amargo: tem na composição 35% a 55% de cacau.

Ao leite: tem em média de 30% a 40% de pasta de cacau acrescido de manteiga de cacau, leite em pó e açúcar. 

Branco: é apenas um composto de  manteiga de cacau, leite, açúcar e lecitina. 

Efeito reverso

Se por um lado o chocolate apresenta tantas características positivas, por outro é preciso ficar atento aos excessos. Por também conter fenilatilamina, que possui efeitos estimulantes, o consumo excessivo, em algumas pessoas pode desencadear problemas como dores de cabeça, enxaquecas, diarreias e irritações na pele, no estômago e na mucosa intestinal. “Deve-se considerar ainda os indivíduos que apresentam intolerância à lactose, cujos sintomas mais característicos são muitos gases (flatulência, ruídos e cólicas intestinais). Estes podem apresentar diarreia e devem evitar o chocolate, principalmente o ‘ao leite’ e o ‘branco’, que possuem açúcares e gorduras na composição”, conclui a nutricionista Madalena Vallinoti.

Brinquedo dentro de ovo de Páscoa é estratégia de empresas para atrair crianças (Foto:Lucas Dantas)

Economia

O chocolate já foi o grande atrativo da Páscoa para as crianças. Atualmente, elas preferem os brinquedos e brindes escondidos dentro dos ovos do que o doce em si, embora a junção dos dois seja uma combinação ideal para atraí-las.

A professora Tatiane Bergamo tem dois filhos e quatro sobrinhos pequenos. Enquanto pesquisava os valores dos pedidos feitos pelos filhos, ela contou que, este ano, se surpreendeu com o menino de dez anos, que pediu um ovo de KitKat. Já a garota de nove anos deu à mãe opções de ovos com bonecas ou com um copo de canudo especial. “Ano passado eles pediram o ovo de Páscoa do Kinder Ovo. Como todo brasileiro, acabei deixando para a última hora, mas consegui comprar”, contou a professora.

Para o professor de marketing Alencar Gomes Júnior, da Faculdade Estácio de Sá, ao incluir o brinquedo no ovo de chocolate, a empresa cria um valor agregado ao produto. Segundo o especialista, além do atrativo, hoje as empresas investem ainda na tecnologia para prender os clientes.

“Temos ovos de Páscoa que, além do brinquedo, oferecem um aplicativo exclusivo que leva a um jogo, um quadrinho ou outra interatividade do tipo que vai criando um vínculo entre marca e cliente. Esta é uma das apostas das marcas para o futuro”, explicou o professor.

Na opinião de Gomes Júnior, mesmo adultos e adolescentes podem se ver tentados a adquirir um ovo com um preço mais salgado por conta da surpresa. “As marcas apelam para personagens, séries, desenhos que marcaram época exatamente para estreitar este laço com o comprador”, concluiu o professor. 

Antes de comprar bacalhau, pesquise os melhores preços (Foto: Divulgação)

Fora dos Trilhos

Mesmo com um pé fora da crise econômica, que assola o Brasil desde 2015, preparar uma ceia gostosa e barata para comemorações é das missões mais difíceis enfrentadas, hoje, no País. No entanto, o Metrô News conversou com dois especialistas na área e pediu para que eles elaborassem receitas “em conta” para que a Páscoa não passe em branco.

O professor do curso de Gastronomia da Universidade Paulista (Unip), Ronnie Mason, separou um bacalhau de forno fácil e econômico, que rende cinco porções. No caso do doce, a indicação do professor é um pudim de arroz, com castanha de caju e leite de coco, que rende quatro porções. Já a chef Marina Tonete, coordenadora da Gastronomia da Anhembi Morumbi, disse que pasteis de bacalhau são acessíveis.

(Foto: Divulgação)

Pastéis de bacalhau

Ingredientes

400 gramas de bacalhau demolhado;
400 gramas de batata monalisa;
10 gramas de salsa finamente picada;
Meia unidade de clara de ovo;
Duas colheres de café de fermento em pó;
Sal refinado, caso necessário;
Pimenta do reino preta em pó;
Dois litros de óleo de milho.

Modo de preparo

Cozinhar as batatas com a casca. Escorra na água, descasque-as e passe-as por espremedor. Escalde o bacalhau (em fogo muito baixo, sem ferver), escorra, limpe e desfie em um pano ou em batedeira com a raquete.

Misture a batata espremida, o bacalhau desfiado, a salsa picada, o bicarbonato, o sal e a pimenta. Incorpore a clara batida aos poucos (verificar a necessidade de acrescentar toda a clara), ligando bem a massa. Modele os bolinhos e leva à geladeira até que fiquem bem firmes e gelados. Reserve resfriado e frite em óleo quente, sem mexê-los até que se forme uma casca.

Chef Marina Tonete, coordenadora do curso de gastronomia da Anhembi Morumbi

Bacalhau de forno

Ingredientes

Um quilo de bacalhau salgado em lascas (pode ser substituído por polaca em lascas);

Um quilo de batatas cortadas em rodelas médias;

Uma cebola grande cortada em rodelas finas;

Quatro dentes de alho picados;

Dois tomates cortados em rodelas médias;

Um pimentão vermelho ou amarelo cortado em rodelas finas, (pode ser substituído por pimentão verde);

Cinco ovos cozidos cortados em rodelas médias;

150 gramas azeitonas pretas ou verdes;

Meio maço de salsinha fresca picada;

100 mililitros azeite de oliva;

Sal e pimenta do reino preta moída a gosto.

Modo de preparo

As lascas de bacalhau deverão ser dessalgadas em água por 24 horas. Cobre as lascas com água e troque a água de oito em oito horas, (entre as trocas, verifique a concentração de sal). Depois de dessalgado, cozinhe o bacalhau em água por cinco minutos e escorre. Reserve.

Cozinhe os ovos em água por dez minutos, descasque e corte em rodelas médias. Reserve

Cozinhe as batatas em rodelas em água e sal até ficar cozida. Reserve.

Refogue as cebolas e alho com um pouco de azeite. Adicione o bacalhau cozido e refogue por mais alguns minutos.

Montagem

Em um refratário para forno, unte o fundo com azeite.

Coloque uma camada de batatas em rodelas e tempere com sal e pimenta. Regue com azeite.

Faça a próxima camada com a mistura de bacalhau e cebola.

Na sequência, coloque as rodelas de pimentão, tomate, ovos, azeitonas e salsinha.

Vá montando as camadas com os ingredientes na mesma sequência.

Entre cada camada, tempere com sal e pimenta e regue com azeite.

A última camada deverá ser com as rodelas de ovos e azeitonas.

Finalize com uma generosa regada de azeite.

Leve ao forno com temperatura média de 180°C por 20 – 30 minutos, até ficar ligeiramente dourado.

Ronnie Mason, professor do curso de gastronomia da Universidade Paulista (Unip)

(Foto: GShow)

Pudim de arroz com castanha de caju e leite de coco

Ingredientes

Meia xícara de castanha de caju crua;

Uma xícara de leite de coco;

Um quatro de xícara de arroz arbóreo (pode ser substituído por arroz agulhinha);

Três colheres (sopa) de açúcar;

Duas colheres (chá) de raspas de limão taiti;

Uma colher (chá) de extrato de baunilha;

Coco ralado e/ou caju torrado para guarnecer;

Modo de preparo

Coloque as castanhas de caju no liquidificador ou processador de alimentos com uma xícara de água e faça um purê até ficar homogêneo, (leite de castanha de caju);

Coloque o leite de castanha de caju, o leite de coco, o arroz, o açúcar e as raspas de limão em uma panela média e misture bem ao mesmo tempo em que leve ao fogo médio. Cubra levemente e continue a cozinhar suavemente, mexendo sempre, até que o arroz esteja macio, cerca de 25 minutos. Retire a panela do fogo e junte a baunilha. Deixe o pudim à temperatura ambiente e depois refrigere antes de servir;

Sirva o pudim guarnecido com frutas frescas, raspas de coco e/ou castanhas de caju torradas.

Ronnie Mason, professor do curso de gastronomia da Universidade Paulista (Unip)

 

Ovos desenhados eram presentes para as crianças (Foto: Lucas Dantas)

Fora dos Trilhos

Conforme a Páscoa se aproxima, as discussões sobre os ovos de chocolate e quanto daria para comprar em barras com o mesmo valor são recorrentes. Mas se você questionar um pastor, uma antropóloga e um teólogo sobre qual o significado desta data, a resposta será unânime: comemorar a ressurreição de Jesus Cristo.

Então por que esta relação entre Páscoa, coelhos e ovos? Segundo o teólogo Maurício Zágari, depois que o cristianismo deixou de ser perseguido – graças a um documento assinado pelos imperadores Constantino (do Ocidente) e Licínio (do Oriente), no ano de 313, em Milão (daí o nome Édito de Milão) –, muitos dos costumes de povos pagãos foram adaptados aos cultos cristãos.

“O ovo é um símbolo que representa a fertilidade. Isso vem de muitos séculos antes do nascimento de Cristo, de povos pagãos agrícolas”, explicou o teólogo. Zágari ressaltou que era típico de alguns povos pintar ovos com cores alegres durante a passagem do Inverno para a Primavera. A professora de Antropologia do Mackenzie, Lidice Meyer Pinto Ribeiro, afirmou que o costume de quebrar ovos e jogar ao solo, como símbolo de fertilidade, é comum até hoje em algumas regiões do Sul do Brasil.

A ideia mais próxima do ovo de Páscoa de chocolate vem da França. “As pessoas que trabalhavam com as mãos, podemos dizer que eram confeiteiros, pegavam os ovos de galinhas e enchiam de chocolate para presentear alguém”, afirmou Zágari. Segundo a professora Lidice, “rapazes e moças que iam estudar na França conheceram estes costumes e começaram a trazer para o Brasil”, ressaltou.

Com a consolidação deste costume o comércio viu uma oportunidade de fazer dinheiro e começou a comercializar o ovo de chocolate. Já sobre o coelho, não há uma relação histórica. Trata-se apenas de outro símbolo de fertilidade. “O animal que devia representar a Páscoa, na verdade, é o cordeiro. Por isso, a igreja nunca cristianizou o próprio coelho”, ressaltou a antropóloga.

“Esses símbolos não têm nada a ver com a Páscoa dos judeus e a ceia do Senhor. Vem das mitologias egípcia e grega, simbolizando fertilidade. Claro que o comércio aproveita esses elementos, mas nada tem a ver com Israel ou com Jesus”, explicou o pastor Manoel Ramires Filho, presidente da Convenção Batista do Estado de São Paulo. 

Páscoa judaica e cristã

Embora a pronúncia seja igual na língua portuguesa, a Páscoa tem significados diferentes entre os judeus e os cristãos. A Páscoa cristã trata da ressureição de Jesus Cristo, que, segundo a tradição, se deixou sacrificar por amor à humanidade e para redimi-la de seus pecados. Já a Páscoa judaica celebra a libertação dos hebreus da escravidão, no Egito, no ano aproximado de 1440 ou 1280 antes de Cristo.     

Apenas a Galinha Pintadinha "bota" ovos de chocolate (Foto: Lucas Dantas)

Fora dos Trilhos

A Páscoa é uma das mais importantes datas comemorativas da cultura ocidental e seu intuito é celebrar a ressurreição de Jesus, três dias após sua crucificação e morte no Calvário, conforme descrito no Novo Testamento.

O termo vem do latim Pascha e tem sua origem muitos séculos antes de Cristo, quando agricultores, para que obtivessem uma boa colheita, tinham a tradição de enterrar, logo no primeiro dia da Primavera, ovos nas terras de cultivo.

Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, esta cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada à Semana Santa, e assim o ovo se tornou também o símbolo da ressurreição de Cristo. Esta prática iniciou-se com os cristãos primitivos da Mesopotâmia.
“Mas por que o ovo simboliza a ressurreição?” – pergunta o leitor.

Na tradição cristã, o ovo está relacionado à ressurreição de Jesus, porque assim como a ave que está dentro dele precisa quebrar a casca para nascer, Cristo precisou romper o sepulcro para ressuscitar.

Os populares ovos de Páscoa, símbolos desta comemoração, a princípio eram simples ovos de galinha pintados em diversas cores, alguns com desenhos ou até imagens de Cristo, feitos com o intuito de presentear amigos e familiares, para celebrar a vida. Os ovos não eram comestíveis, e muito menos eram de chocolate. Foram os franceses (ah! Sempre os franceses!) que tiveram a brilhante ideia de substituir os ovos naturais, e pintados, por ovos feitos de chocolate.

Sim, mas e o coelho? – pergunta novamente o curioso leitor. Se coelho não bota ovo, porque afinal é ele o símbolo da Páscoa? – insiste pela resposta. A tradição do coelho está simbolicamente relacionada à fertilidade, já que o animal se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Como desde a antiguidade a fertilidade sempre foi sinônimo de preservação da espécie, representando com ela a esperança de novas vidas, nada mais perfeito do que um coelho como “mascote”, certo? As galinhas, infelizmente, não botam ovos de chocolate, com exceção da Galinha Pintadinha, esta sim bota, e por sinal, deliciosos.

Domingo é dia de comemorar ao lado dos amigos e familiares esta importante festividade cristã, lembrando sempre do real “dono” da festa e de seus ensinamentos de paz e de amor em tempos onde ambos são tão necessários. Apesar da lembrança do sacrifício e morte de Jesus, jamais esqueçam de que a Páscoa é uma celebração de alegria e vitória pela ressurreição do filho de Deus. É dia de felicidade, e não tristeza.

O coelho imaginário a gente deixa para a criançada brincar, afinal, ele tem cumprido há anos esta função pelo mundo. Os ovos de chocolate a gente sabe bem como cuidar. Aliás, que tal você presentear uma criança carente com um ovo de Páscoa e dar a ela a oportunidade de ressuscitar a esperança dentro dela? Garanto a você que o verdadeiro dono da festa ficará muito feliz. Feliz Páscoa!

Programação sobre Rei do Baião atende crianças e adultos (Fotos: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O sertão do Brasil é apresentado na programação Fim de Semana em Família, nos dias 31 de março e 1º de abril (sábado e domingo), no Itaú Cultural, por meio da música regional e de seu maior representante, Luiz Gonzaga. Todas as atividades são gratuitas.

A partir das 14h, tem a oficina Chapéu de Cangaceiro, comandada pela atriz Cris Miguel. Mais tarde, às 16h, ela e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado.

Com atividades lúdicas, as crianças e seus acompanhantes mergulham no universo de Luiz Gonzaga nesta oficina, que ensina os pequenos a confeccionarem um chapéu de cangaceiro, utilizando apenas EVA (espuma vinílica acetinada), cola e tesoura, e apresenta a vida e canções do sanfoneiro conhecido também como Mestre Lua. Esta atividade dialoga com o espetáculo em que bonecos, personagens da peça Sanfona Velha do Fole Furado, interagem com o público.

 A partir das 16h, Cris Miguel e o artista Danilo Tomic apresentam o espetáculo Sanfona Velha do Fole Furado. A peça é realizada em forma de teatro de bonecos e xilogravuras para contar o universo do sertão. Ela faz uma homenagem a Gonzagão, contando a história de Severino do Xaxado, filho de cangaceiro que conhece muito sobre este gênero musical, mas não sabe nada a respeito dos outros ritmos.

Severino se aventura pelo Rio de Janeiro, apaixona-se pelo baião e decide viajar para tocar sanfona. Em sua jornada acaba conhecendo o xote, o baião e o forró. O espetáculo fala ainda sobre a seca no nordeste, Lampião e Maria Bonita. Toda a trilha musical é executada ao vivo com sanfona, zabumba, triângulo e piano.

Cantinho da Leitura e Feirinha de Troca

Como já é tradição no Fim de Semana em Família, a partir das 11h, o público pode começar a se divertir com o Cantinho da Leitura e a Feirinha de Troca.

Uma das sugestões é o livro No meio da noite escura tem um pé de maravilha, de autoria de Ricardo Azevedo. O livro resgata dez contos folclóricos que no passado eram contados de pais para filhos. São histórias que falam da existência, espalham brilho e magia em qualquer lugar ou época, mas, que ainda assim, estão ameaçadas de se perderem no meio da noite escura. Esta e outras histórias podem ser lidas no Cantinho da Leitura, onde estão disponíveis 30 publicações do acervo infanto-juvenil da biblioteca do Itaú Cultural. Uma oportunidade para novos aprendizados e novas descobertas.

Na Feirinha de Troca, os pequenos podem trocar uma obra infanto-juvenil – como livro, gibi e DVD – por outra, escolhida entre os materiais disponibilizados pelo instituto. No espaço, monitores e voluntários estão à postos para ajudar no que for preciso.

Neste final de semana, o grupo Rádio Sucata conta histórias no Cantinho da Leitura. Destaque para o conto africano As panquecas de Mama Panya, que identifica a amizade e o compartilhamento como elementos importantes da vida em sociedade.

 

 

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