16
Sex, Nov

Evento amplia acesso da população a diagnóstico, tratamento e mostra como ter cuidados com a pele (Foto: Divulgação)

Cidade

Com o objetivo de reforçar a importância da visita ao dermatologista para diagnosticar, precocemente, as doenças de pele, assim como ter acesso aos tratamentos e procedimentos adequados, as Faculdades BWS e a Associação Pele Saudável realizam, nos dias 18 e 19 de setembro, a 6ª edição da Virada da Pele Saudável. Serão 36 horas ininterruptas de atendimentos dermatológicos gratuitos, incluindo procedimentos.

A pele é o maior e mais versátil órgão do corpo humano. Com aproximadamente dois metros quadrados de área e contribuindo com mais de 15% do peso corpóreo total, ela é responsável por várias funções, como regular a temperatura corporal, reservar nutrientes, detectar estímulos e impedir a entrada de substâncias no organismo. Apesar de ser comumente associada a questões estéticas, é grande o número de doenças que atinge a pele: são centenas, sendo melasma, psoríase, vitiligo, dermatite, urticária e câncer algumas das mais conhecidas.

De acordo com a Dra. Seomara Passos Catalano, dermatologista e coordenadora do curso de pós-graduação em dermatologia das Faculdades BWS, a Virada da Pele Saudável é uma oportunidade não só de atender a população, mas também de disseminar conhecimento a respeito das doenças de pele. “Em geral, as pessoas só vão ao dermatologista quando há uma queixa específica, como queda de cabelo, acne ou uma pinta incomum. É preciso alertar para o fato de que há diversas outras doenças – genéticas, autoimunes e infecciosas, por exemplo – que apresentam manifestações cutâneas. E quanto antes ocorrer o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento exitoso”, afirma.

É o caso, por exemplo, da psoríase, doença crônica e autoimune que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, que aparecem mais frequentemente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Com intensidades variáveis, a psoríase é, normalmente, tratada com facilidade, mas há casos nos quais as articulações podem ser impactadas, levando à incapacidade física. Outro problema de pele comum é o câncer de pele não melanoma, tipo de câncer mais frequente no Brasil e que corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir o tratamento adequado e, consequentemente, o bem-estar do paciente.

Na última edição da Virada da Pele Saudável, centenas de pacientes foram diagnosticados com esses e outros problemas de pele – no total, foram realizadas 4 mil consultas, além de 750 procedimentos dermatológicos apenas nas primeiras 24 horas de evento. “A proposta da Virada é oferecer um atendimento resolutivo, com início, meio e fim. Se um paciente precisa retirar uma lesão na pele, o procedimento pode ser feito imediatamente. No caso de biópsia, ela é realizada em nosso próprio centro cirúrgico, sem qualquer custo. Já quando o procedimento necessita de uma preparação específica, ele é marcado para as semanas subsequentes. O importante é que o paciente saia dali com algo concreto, seja um diagnóstico, um tratamento ou um procedimento agendado”.

Além da prestação de serviço à população, a iniciativa representa uma oportunidade única para os estudantes da instituição, que participam dos atendimentos. “Durante a Virada, os estudantes têm contato com diferentes tipos de casos. Isso é fundamental, pois, independente da especialização que ele venha a seguir, um dermatologista deve estar apto a reconhecer e diagnosticar as mais variadas doenças de pele”, reforça a Dra. Catalano.

A próxima edição da Virada da Pele Saudável tem início no dia 18 de setembro, terça-feira, às 7 horas, no Núcleo de Ensino Superior BWS – Rua São Domingos, 69, Bela Vista. Para ser atendido, basta comparecer ao local com documento de identificação. Mais informações em www.institutobws.com.br

Serviço

6ª Virada da Pele Saudável

Data: 18 e 19 de setembro de 2018

Horário: das 7h da terça-feira (18) às 19h da quarta-feira (19)

Local: BWS Núcleo de Ensino Superior

Endereço: Rua São Domingos, 69 – Bela Vista – São Paulo, SP

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Yuri Alberto lamentou o revés e o gramado pesado em Novo Horizonte (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Esporte

Apesar da derrota para o Novorizontino por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, 7, um jogador do Santos teve pelo menos um motivo para comemorar. Yuri Alberto fez o seu primeiro gol com a camisa do Peixe e se tornou o sexto atleta mais novo a balançar as redes pelo clube praiano – atrás de Coutinho, Pelé, Edu, Victor Andrade e Diego. De quebra, o jovem, de 16 anos, 11 meses e 20 dias, deixou para trás Gabigol, agora o sétimo do ranking, e Neymar, o nono.

“É um momento marcante. Fico muito feliz por fazer parte desse grupo, mas ainda tem muita coisa para acontecer comigo aqui no Santos e espero bater vários recordes no clube. Apesar do gol, infelizmente não consegui ajudar o time a conquistar a vitória em Novo Horizonte”, afirmou o jovem.

Para superar Gabigol, Yuri Alberto contou com uma dica do próprio atual camisa 10 santista, que não atuou em Novo Horizonte.

“Tinha comentado com o Rodrygo e com o Gabriel antes do jogo que esse gol uma hora iria sair. O Gabriel, inclusive, deu uma dica e disse para ficar atento dentro da área, pois sempre acaba sobrando uma bola. Eu fui confiante ali no lance, aproveitei o rebote do goleiro e consegui marcar. Depois que balancei a rede veio muita coisa na cabeça, tudo que passei quando era pequeno até chegar aqui. Foi muito especial”, relembrou.

O jovem agradeceu ao técnico Jair Ventura, comentou sobre a parceria com o amigo Rodrygo, que vem desde os tempos da base, e criticou o estado do gramado, prejudicado pela forte chuva que caiu no interior paulista.

“O Jair já tinha comentado comigo no início do ano que a minha hora iria chegar. Trabalhei firme para estar preparado para quando ela chegasse, e consegui corresponder. Durante o jogo desta quarta eu combinei com o Rodrygo de executar o que já fazíamos na base, mas o estado do campo não ajudou, né!? O jogo acabou sendo mais de força, de primeira e segunda bola. Mas o nosso entrosamento é muito bom. A gente se diverte dentro do campo, como já fazíamos na base, sempre com ousadia e alegria”, concluiu Yuri Alberto.

Confira a lista dos mais jovens a marcar pelo Santos:

1º – Coutinho – 14 anos e 11 meses
17/05/1958 – Santos 7 x 1 Sírio Libanês-GO

2º – Pelé – 15 anos e 10 meses e 15 dias
07/09/1956 – Corinthians-SA 1 x 7 Santos

3º – Edu – 16 anos e 07 meses e 11 dias
17/03/1966 – Santos 4 x 0 Bangu-RJ

4º – Victor Andrade – 16 anos e 10 meses e 09 dias
08/08/2012 – Santos 4 x 2 Cruzeiro

5º – Diego – 16 anos e 11 meses e 15 dias
13/02/2002 – Santos 4 x 2 Ji-Paraná-RO

6º – Yuri Alberto – 16 anos, 11 meses e 20 dias
07/03/2018 – Santos x Novorizontino

7º – Gabriel – 16 anos e 11 meses e 22 dias
21/08/2013 – Santos 1 x 0 Grêmio

8º – Rodrygo – 17 anos e 16 dias
25/01/2018 – Ponte Preta 1 x 2 Santos

9º – Neymar – 17 anos e 1 mês e 10 dias
15/03/2009 – Santos 3 x 0 Mogi Mirim

Neymar deve vestir a 10 da Seleção na Rússia (Foto: Pedro Martins/MoWa Press)

Copa 2018

O número 10 estampado em uma camisa de futebol tem uma mística. A numeração costuma ser utilizada por grandes gênios do futebol, como Pelé, Maradona, Lionel Messi e Zinédine Zidane. Este ano, a expectativa é que Neymar ostente a 10 da seleção.

De 1958 a 1970 o monopólio da 10 da Seleção foi exercido com maestria por Pelé. Destas quatro edições, o rei foi campeão em 1958, aos 17 anos, em 1962 e em 1970. Antes dele, o húngaro Ferenc Puskás, que dá nome ao prêmio de gol mais bonito do ano da Fifa, fez história, de 1954 a 1962.

O francês Michel Platini, de 1978 a 1986, impressionava com a habilidade nos pés. Zico, de 1978 a 1986, brilhou com a amarelinha. E Maradona, de 1982 a 1994, foi o gênio argentino.

Na geração passada, chamaram a atenção Rivaldo, em 1998 e 2002, quando a Seleção sagrou-se pentacampeã, e o francês Zinédine Zidane, carrasco da Canarinho de 1998 a 2006. Messi, desde 2006, não teve grandes atuações pela Argentina em Copas, mas foi eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo. Em 2014, a campeã Alemanha deu a 10 a Lucas Podolski, que não foi protagonista

Supervisora Katy Tang quer tratar seres vivos com igualdade (Foto: Divulgação)

Mundo

Grandes marcas como Gucci, Givenchy e Armani já aderiram. O e-commerce Net-a-Porter também. Agora é a vez da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, adotar a iniciativa livre de pele e proibir a comercialização de produtos feitos do material.

“A venda de pele em São Francisco não condiz com nosso lema de tratar todos os seres vivos, humanos e animais com bondade”, declarou Katy Tang, supervisora do distrito, em comunicado. Esta não é a primeira cidade a banir pele de seus comércios. Berkley, também na Califórnia, alguns distritos da Índia e São Paulo também proíbem a comercialização.

A lei de São Francisco começa a valer a partir de janeiro de 2019 e não se aplica a lojas de revenda, como brechós, e pele de carneiro e ovelha.

Alckmin perdeu foro privilegiado ao deixar o cargo de Governador do Estado de São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

Nacional

A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu nesta quarta-feira, 11, encaminhar à Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito instaurado na Corte para investigar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

A ministra atendeu ao pedido do vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, para remeter os autos da investigação - instaurada com base na delação da Odebrecht - à Justiça Eleitoral de São Paulo. A investigação contra Alckmin tramitava no STJ porque o tucano possuía a prerrogativa de foro privilegiado, por ser governador de São Paulo. Ao deixar o Palácio dos Bandeirantes, Alckmin perdeu o foro.

Em depoimentos, os colaboradores da Odebrecht Benedicto Barbosa Junior, Carlos Armando Paschoal e Arnaldo Cumplido citaram repasse de recursos a Alckmin a título de "contribuição eleitoral". As doações não contabilizadas teriam contado com a participação do cunhado do pré-candidato a presidente, Adhemar Cesar Ribeiro, também investigado no inquérito.

O tucano foi delatado pelo suposto uso de seu cunhado para pegar R$ 10,7 milhões do setor de propinas da empreiteira. Para Mariz Maia, a investigação é sobre crime eleitoral.

Nesta quarta-feira, Alckmin disse que as acusações de delatores da Odebrecht contra ele são de "natureza eleitoral" e "não tem nenhuma procedência".

O Ministério Público Federal também pediu que sejam encaminhadas à primeira instância processos de outros políticos que deixaram o cargo de governador recentemente: Beto Richa, Marconi Perillo, Confúcio Moura e Raimundo Colombo.

Esses pedidos serão analisados por outros ministros do STJ, responsáveis por relatar cada um dos casos - a maioria deles tramita sob sigilo.

Urgência

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo havia pedido ao vice-procurador-geral da República que remetesse "o mais rápido possível" o inquérito sobre Alckmin.

Em resposta, Mariz Maia encaminhou ofício destacando que a apuração sobre o ex-governador de São Paulo "não tem como procuradores naturais' a força-tarefa da Lava Jato de São Paulo"

Mariz Maia ainda disse à força-tarefa que também não foi informado sobre a alegada urgência no encaminhamento das investigações e ressaltou que não lhe parece "cabível falar-se em encaminhamento à força tarefa de feitos judiciais".

"Assim, comprometo-me a informar a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo o juízo considerado competente pelo STJ, para que, perante o mesmo, se for o caso, os integrantes solicitem o compartilhamento de provas", escreveu o vice-PGR.

Atleta também pediu mais respeito a jogadores estrangeiros (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

O atacante corintiano Romero afirmou nesta terça-feira que não quis dizer que o Santos era um time pequeno em sua história e se referia apenas sobre o resultado da partida no Pacaembu - empate por 1 a 1 - ao provocar o rival após o clássico do último domingo. O Corinthians vencia por 1 a 0, gol de Renê Junior, e o time da Vila Belmiro empatou a partida no final do segundo tempo. O jogador preferiu falar em espanhol para não ter problemas de interpretação.
 

"Nunca falei pela grandeza do Santos, nunca disse que Santos não tinha história, como escutei. Nunca disse que Santos não tem troféu. Só disse pelo que aconteceu dentro da partida. Como vocês jornalistas disseram que foi uma das melhores partidas do campeonato, eu disse que em uma partida dessa grandeza comemorar o empate, só disse por esse jogo. Em nenhum momento disse que o Santos não tinha história, não teve Pelé, não teve Neymar e não teve Robinho. Vou repetir para que não me entendam mal", afirmou o atacante em pronunciamento na tarde desta terça-feira no CT Joaquim Grava.

Por outro lado, o jogador reclamou das críticas da imprensa brasileira que, segundo ele, são dirigidas aos jogadores estrangeiros. "Vi que a maioria dos jornalistas, não digo a torcida do Santos, se sentiram ofendidos. Por isso vi que muitos jornalistas são santistas. Mas queria deixar claro que assim como vocês se sentiram ofendidos, eu estou há quatro anos aqui no Brasil e, nas vezes que vocês me criticam dentro de campo, aceito, eu gosto das críticas para obviamente melhorar. Mas quando vocês falam da minha nacionalidade, do meu país, de onde eu nasci e da onde minha família é, aí eu não vou permitir. É extracampo", afirmou o paraguaio.

"Eu supostamente ofendi um clube, que é o Santos. E vocês estão, na maioria, insultando um país, que é diferente. É totalmente diferente de um clube, que é parte do futebol, tem esse folclore do futebol tratar que uma equipe que é menor. Mas se tratando do país é outra coisa. Não digo que agora que passou isso. Faz quatro anos que estou aqui. Não é só aqui no Corinthians que tem essa situação, não é só comigo, Kazim e Balbuena, e sim com outros estrangeiros que vêm jogar aqui no Brasil. Acho que tem que ter mais respeito com jogadores que vêm jogar aqui", reclamou o jogador.

Governo do Estado de SP parou de fornecer o larvicida combatente dos mosquitos (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

"Lá você não consegue ficar 30 segundos sem repelente, a perna fica preta de borrachudos". A declaração da comerciante Isabela Monteiro, de 27 anos, pode parecer exagerada, mas não é. Mesmo usando repelente e vestindo calça jeans, a reportagem saiu com dezenas de picadas de mosquito ao visitar duas cachoeiras do bairro Sertão da Quina, em Ubatuba, no Litoral Norte paulista.

Segundo relatos, a quantidade de pernilongos e mosquitos na região aumentou no ano passado, afetando também quem visita a praia Maranduba, a menos de 4 quilômetros das cachoeiras.

A explicação, segundo a Prefeitura, foi a interrupção, em julho, no fornecimento do larvicida BTI pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB). A substância costumava ser aplicada para combater a proliferação dos mosquitos, especialmente os da espécie Simuliidae, popularmente chamados de borrachudos.
O problema é comum também em praias em outras cidades, como Ilhabela. A dica para quem vai a esses lugares é usar repelente para se proteger das picadas dos mosquitos.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
or
or

Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião