Evento amplia acesso da população a diagnóstico, tratamento e mostra como ter cuidados com a pele (Foto: Divulgação)

Cidade

Com o objetivo de reforçar a importância da visita ao dermatologista para diagnosticar, precocemente, as doenças de pele, assim como ter acesso aos tratamentos e procedimentos adequados, as Faculdades BWS e a Associação Pele Saudável realizam, nos dias 18 e 19 de setembro, a 6ª edição da Virada da Pele Saudável. Serão 36 horas ininterruptas de atendimentos dermatológicos gratuitos, incluindo procedimentos.

A pele é o maior e mais versátil órgão do corpo humano. Com aproximadamente dois metros quadrados de área e contribuindo com mais de 15% do peso corpóreo total, ela é responsável por várias funções, como regular a temperatura corporal, reservar nutrientes, detectar estímulos e impedir a entrada de substâncias no organismo. Apesar de ser comumente associada a questões estéticas, é grande o número de doenças que atinge a pele: são centenas, sendo melasma, psoríase, vitiligo, dermatite, urticária e câncer algumas das mais conhecidas.

De acordo com a Dra. Seomara Passos Catalano, dermatologista e coordenadora do curso de pós-graduação em dermatologia das Faculdades BWS, a Virada da Pele Saudável é uma oportunidade não só de atender a população, mas também de disseminar conhecimento a respeito das doenças de pele. “Em geral, as pessoas só vão ao dermatologista quando há uma queixa específica, como queda de cabelo, acne ou uma pinta incomum. É preciso alertar para o fato de que há diversas outras doenças – genéticas, autoimunes e infecciosas, por exemplo – que apresentam manifestações cutâneas. E quanto antes ocorrer o diagnóstico, maiores as chances de um tratamento exitoso”, afirma.

É o caso, por exemplo, da psoríase, doença crônica e autoimune que se caracteriza por lesões avermelhadas e descamativas, que aparecem mais frequentemente no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Com intensidades variáveis, a psoríase é, normalmente, tratada com facilidade, mas há casos nos quais as articulações podem ser impactadas, levando à incapacidade física. Outro problema de pele comum é o câncer de pele não melanoma, tipo de câncer mais frequente no Brasil e que corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o INCA – Instituto Nacional de Câncer. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para garantir o tratamento adequado e, consequentemente, o bem-estar do paciente.

Na última edição da Virada da Pele Saudável, centenas de pacientes foram diagnosticados com esses e outros problemas de pele – no total, foram realizadas 4 mil consultas, além de 750 procedimentos dermatológicos apenas nas primeiras 24 horas de evento. “A proposta da Virada é oferecer um atendimento resolutivo, com início, meio e fim. Se um paciente precisa retirar uma lesão na pele, o procedimento pode ser feito imediatamente. No caso de biópsia, ela é realizada em nosso próprio centro cirúrgico, sem qualquer custo. Já quando o procedimento necessita de uma preparação específica, ele é marcado para as semanas subsequentes. O importante é que o paciente saia dali com algo concreto, seja um diagnóstico, um tratamento ou um procedimento agendado”.

Além da prestação de serviço à população, a iniciativa representa uma oportunidade única para os estudantes da instituição, que participam dos atendimentos. “Durante a Virada, os estudantes têm contato com diferentes tipos de casos. Isso é fundamental, pois, independente da especialização que ele venha a seguir, um dermatologista deve estar apto a reconhecer e diagnosticar as mais variadas doenças de pele”, reforça a Dra. Catalano.

A próxima edição da Virada da Pele Saudável tem início no dia 18 de setembro, terça-feira, às 7 horas, no Núcleo de Ensino Superior BWS – Rua São Domingos, 69, Bela Vista. Para ser atendido, basta comparecer ao local com documento de identificação. Mais informações em www.institutobws.com.br

Serviço

6ª Virada da Pele Saudável

Data: 18 e 19 de setembro de 2018

Horário: das 7h da terça-feira (18) às 19h da quarta-feira (19)

Local: BWS Núcleo de Ensino Superior

Endereço: Rua São Domingos, 69 – Bela Vista – São Paulo, SP

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Yuri Alberto lamentou o revés e o gramado pesado em Novo Horizonte (Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Esporte

Apesar da derrota para o Novorizontino por 2 a 1, na noite desta quarta-feira, 7, um jogador do Santos teve pelo menos um motivo para comemorar. Yuri Alberto fez o seu primeiro gol com a camisa do Peixe e se tornou o sexto atleta mais novo a balançar as redes pelo clube praiano – atrás de Coutinho, Pelé, Edu, Victor Andrade e Diego. De quebra, o jovem, de 16 anos, 11 meses e 20 dias, deixou para trás Gabigol, agora o sétimo do ranking, e Neymar, o nono.

“É um momento marcante. Fico muito feliz por fazer parte desse grupo, mas ainda tem muita coisa para acontecer comigo aqui no Santos e espero bater vários recordes no clube. Apesar do gol, infelizmente não consegui ajudar o time a conquistar a vitória em Novo Horizonte”, afirmou o jovem.

Para superar Gabigol, Yuri Alberto contou com uma dica do próprio atual camisa 10 santista, que não atuou em Novo Horizonte.

“Tinha comentado com o Rodrygo e com o Gabriel antes do jogo que esse gol uma hora iria sair. O Gabriel, inclusive, deu uma dica e disse para ficar atento dentro da área, pois sempre acaba sobrando uma bola. Eu fui confiante ali no lance, aproveitei o rebote do goleiro e consegui marcar. Depois que balancei a rede veio muita coisa na cabeça, tudo que passei quando era pequeno até chegar aqui. Foi muito especial”, relembrou.

O jovem agradeceu ao técnico Jair Ventura, comentou sobre a parceria com o amigo Rodrygo, que vem desde os tempos da base, e criticou o estado do gramado, prejudicado pela forte chuva que caiu no interior paulista.

“O Jair já tinha comentado comigo no início do ano que a minha hora iria chegar. Trabalhei firme para estar preparado para quando ela chegasse, e consegui corresponder. Durante o jogo desta quarta eu combinei com o Rodrygo de executar o que já fazíamos na base, mas o estado do campo não ajudou, né!? O jogo acabou sendo mais de força, de primeira e segunda bola. Mas o nosso entrosamento é muito bom. A gente se diverte dentro do campo, como já fazíamos na base, sempre com ousadia e alegria”, concluiu Yuri Alberto.

Confira a lista dos mais jovens a marcar pelo Santos:

1º – Coutinho – 14 anos e 11 meses
17/05/1958 – Santos 7 x 1 Sírio Libanês-GO

2º – Pelé – 15 anos e 10 meses e 15 dias
07/09/1956 – Corinthians-SA 1 x 7 Santos

3º – Edu – 16 anos e 07 meses e 11 dias
17/03/1966 – Santos 4 x 0 Bangu-RJ

4º – Victor Andrade – 16 anos e 10 meses e 09 dias
08/08/2012 – Santos 4 x 2 Cruzeiro

5º – Diego – 16 anos e 11 meses e 15 dias
13/02/2002 – Santos 4 x 2 Ji-Paraná-RO

6º – Yuri Alberto – 16 anos, 11 meses e 20 dias
07/03/2018 – Santos x Novorizontino

7º – Gabriel – 16 anos e 11 meses e 22 dias
21/08/2013 – Santos 1 x 0 Grêmio

8º – Rodrygo – 17 anos e 16 dias
25/01/2018 – Ponte Preta 1 x 2 Santos

9º – Neymar – 17 anos e 1 mês e 10 dias
15/03/2009 – Santos 3 x 0 Mogi Mirim

Neymar deve vestir a 10 da Seleção na Rússia (Foto: Pedro Martins/MoWa Press)

Copa 2018

O número 10 estampado em uma camisa de futebol tem uma mística. A numeração costuma ser utilizada por grandes gênios do futebol, como Pelé, Maradona, Lionel Messi e Zinédine Zidane. Este ano, a expectativa é que Neymar ostente a 10 da seleção.

De 1958 a 1970 o monopólio da 10 da Seleção foi exercido com maestria por Pelé. Destas quatro edições, o rei foi campeão em 1958, aos 17 anos, em 1962 e em 1970. Antes dele, o húngaro Ferenc Puskás, que dá nome ao prêmio de gol mais bonito do ano da Fifa, fez história, de 1954 a 1962.

O francês Michel Platini, de 1978 a 1986, impressionava com a habilidade nos pés. Zico, de 1978 a 1986, brilhou com a amarelinha. E Maradona, de 1982 a 1994, foi o gênio argentino.

Na geração passada, chamaram a atenção Rivaldo, em 1998 e 2002, quando a Seleção sagrou-se pentacampeã, e o francês Zinédine Zidane, carrasco da Canarinho de 1998 a 2006. Messi, desde 2006, não teve grandes atuações pela Argentina em Copas, mas foi eleito cinco vezes o melhor jogador do mundo. Em 2014, a campeã Alemanha deu a 10 a Lucas Podolski, que não foi protagonista

Supervisora Katy Tang quer tratar seres vivos com igualdade (Foto: Divulgação)

Mundo

Grandes marcas como Gucci, Givenchy e Armani já aderiram. O e-commerce Net-a-Porter também. Agora é a vez da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, adotar a iniciativa livre de pele e proibir a comercialização de produtos feitos do material.

“A venda de pele em São Francisco não condiz com nosso lema de tratar todos os seres vivos, humanos e animais com bondade”, declarou Katy Tang, supervisora do distrito, em comunicado. Esta não é a primeira cidade a banir pele de seus comércios. Berkley, também na Califórnia, alguns distritos da Índia e São Paulo também proíbem a comercialização.

A lei de São Francisco começa a valer a partir de janeiro de 2019 e não se aplica a lojas de revenda, como brechós, e pele de carneiro e ovelha.

Alckmin perdeu foro privilegiado ao deixar o cargo de Governador do Estado de São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

Nacional

A ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu nesta quarta-feira, 11, encaminhar à Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito instaurado na Corte para investigar o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), que deixou o cargo para disputar a Presidência da República.

A ministra atendeu ao pedido do vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, para remeter os autos da investigação - instaurada com base na delação da Odebrecht - à Justiça Eleitoral de São Paulo. A investigação contra Alckmin tramitava no STJ porque o tucano possuía a prerrogativa de foro privilegiado, por ser governador de São Paulo. Ao deixar o Palácio dos Bandeirantes, Alckmin perdeu o foro.

Em depoimentos, os colaboradores da Odebrecht Benedicto Barbosa Junior, Carlos Armando Paschoal e Arnaldo Cumplido citaram repasse de recursos a Alckmin a título de "contribuição eleitoral". As doações não contabilizadas teriam contado com a participação do cunhado do pré-candidato a presidente, Adhemar Cesar Ribeiro, também investigado no inquérito.

O tucano foi delatado pelo suposto uso de seu cunhado para pegar R$ 10,7 milhões do setor de propinas da empreiteira. Para Mariz Maia, a investigação é sobre crime eleitoral.

Nesta quarta-feira, Alckmin disse que as acusações de delatores da Odebrecht contra ele são de "natureza eleitoral" e "não tem nenhuma procedência".

O Ministério Público Federal também pediu que sejam encaminhadas à primeira instância processos de outros políticos que deixaram o cargo de governador recentemente: Beto Richa, Marconi Perillo, Confúcio Moura e Raimundo Colombo.

Esses pedidos serão analisados por outros ministros do STJ, responsáveis por relatar cada um dos casos - a maioria deles tramita sob sigilo.

Urgência

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo havia pedido ao vice-procurador-geral da República que remetesse "o mais rápido possível" o inquérito sobre Alckmin.

Em resposta, Mariz Maia encaminhou ofício destacando que a apuração sobre o ex-governador de São Paulo "não tem como procuradores naturais' a força-tarefa da Lava Jato de São Paulo"

Mariz Maia ainda disse à força-tarefa que também não foi informado sobre a alegada urgência no encaminhamento das investigações e ressaltou que não lhe parece "cabível falar-se em encaminhamento à força tarefa de feitos judiciais".

"Assim, comprometo-me a informar a força-tarefa da Lava Jato em São Paulo o juízo considerado competente pelo STJ, para que, perante o mesmo, se for o caso, os integrantes solicitem o compartilhamento de provas", escreveu o vice-PGR.

Atleta também pediu mais respeito a jogadores estrangeiros (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

O atacante corintiano Romero afirmou nesta terça-feira que não quis dizer que o Santos era um time pequeno em sua história e se referia apenas sobre o resultado da partida no Pacaembu - empate por 1 a 1 - ao provocar o rival após o clássico do último domingo. O Corinthians vencia por 1 a 0, gol de Renê Junior, e o time da Vila Belmiro empatou a partida no final do segundo tempo. O jogador preferiu falar em espanhol para não ter problemas de interpretação.
 

"Nunca falei pela grandeza do Santos, nunca disse que Santos não tinha história, como escutei. Nunca disse que Santos não tem troféu. Só disse pelo que aconteceu dentro da partida. Como vocês jornalistas disseram que foi uma das melhores partidas do campeonato, eu disse que em uma partida dessa grandeza comemorar o empate, só disse por esse jogo. Em nenhum momento disse que o Santos não tinha história, não teve Pelé, não teve Neymar e não teve Robinho. Vou repetir para que não me entendam mal", afirmou o atacante em pronunciamento na tarde desta terça-feira no CT Joaquim Grava.

Por outro lado, o jogador reclamou das críticas da imprensa brasileira que, segundo ele, são dirigidas aos jogadores estrangeiros. "Vi que a maioria dos jornalistas, não digo a torcida do Santos, se sentiram ofendidos. Por isso vi que muitos jornalistas são santistas. Mas queria deixar claro que assim como vocês se sentiram ofendidos, eu estou há quatro anos aqui no Brasil e, nas vezes que vocês me criticam dentro de campo, aceito, eu gosto das críticas para obviamente melhorar. Mas quando vocês falam da minha nacionalidade, do meu país, de onde eu nasci e da onde minha família é, aí eu não vou permitir. É extracampo", afirmou o paraguaio.

"Eu supostamente ofendi um clube, que é o Santos. E vocês estão, na maioria, insultando um país, que é diferente. É totalmente diferente de um clube, que é parte do futebol, tem esse folclore do futebol tratar que uma equipe que é menor. Mas se tratando do país é outra coisa. Não digo que agora que passou isso. Faz quatro anos que estou aqui. Não é só aqui no Corinthians que tem essa situação, não é só comigo, Kazim e Balbuena, e sim com outros estrangeiros que vêm jogar aqui no Brasil. Acho que tem que ter mais respeito com jogadores que vêm jogar aqui", reclamou o jogador.

Governo do Estado de SP parou de fornecer o larvicida combatente dos mosquitos (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

"Lá você não consegue ficar 30 segundos sem repelente, a perna fica preta de borrachudos". A declaração da comerciante Isabela Monteiro, de 27 anos, pode parecer exagerada, mas não é. Mesmo usando repelente e vestindo calça jeans, a reportagem saiu com dezenas de picadas de mosquito ao visitar duas cachoeiras do bairro Sertão da Quina, em Ubatuba, no Litoral Norte paulista.

Segundo relatos, a quantidade de pernilongos e mosquitos na região aumentou no ano passado, afetando também quem visita a praia Maranduba, a menos de 4 quilômetros das cachoeiras.

A explicação, segundo a Prefeitura, foi a interrupção, em julho, no fornecimento do larvicida BTI pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB). A substância costumava ser aplicada para combater a proliferação dos mosquitos, especialmente os da espécie Simuliidae, popularmente chamados de borrachudos.
O problema é comum também em praias em outras cidades, como Ilhabela. A dica para quem vai a esses lugares é usar repelente para se proteger das picadas dos mosquitos.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

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A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
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