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Sex, Nov

ONG Mundo da Fantasia, em Taboão, tem estrutura precária, mas Dayani Carvalho conta com ajuda de amigos e parceiros para construir uma laje (Foto: Arquivo pessoal)

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Desde 2003, a então estudante Dayani Carvalho descobriu a importância de auxiliar pessoas carentes na Grande São Paulo. Hoje, a analista de planejamento mantém perfis nas redes socias para reunir forças em prol dos mais necessitados.

O Gere um Sorriso, como a própria definição no perfil do Instagram diz, surgiu da vontade de unir “amigos que buscam gerar sorrisos a quem precisa, levando respeito, carinho, gentileza e muito amor ao próximo”.  

Há 15 anos, Dayani tem participado de várias ações, que vão desde apadrinhamento de crianças até distribuição de agasalhos no centro da Capital durante os meses de inverno. “Todos estes anos levamos chocolates na Páscoa, doces no Dia das Crianças e, no Natal, os padrinhos presenteiam os pequenos com uma roupa e um sapato”.  

Depois de tanto tempo de atividades solidárias, a analista decidiu, no último mês de agosto, criar o Gere um Sorriso nas redes sociais. “Eu não tenho um projeto específico. Meu objetivo é divulgar diversas ONGs e ações por meio dos nossos perfis no Facebook e do Instagram”, explicou.

Após o “start” na internet, Dayani fez a sua primeira campanha nas ruas: a do Dia das Crianças de 2018. “A princípio, queria montar 100 saquinhos com doces para distribuir a moradores de rua e instituições de caridade. Foi, então, que uma amiga me disse: ‘Vamos dobrar. Eu doo os saquinhos e vamos fazer 200. No final das contas, acabamos fazendo 257 kits”, recordou.

“Entregamos em Taboão da Serra e em Osasco. Neste último, no bairro Jardim Piratininga, conheci uma senhora chamada Cláudia. Em um espaço, ela recebe crianças carentes, que não possuem os pais próximos no dia a dia. Seja porque estão presos ou porque eles abandonaram os filhos. É uma situação bem complicada”, relatou.

Segundo a analista, Cláudia alimenta estas crianças e proporciona atividades culturais, como rodas de leitura e festas. “Depois de conhecer o seu projeto, não há como não a ajudar”, ressaltou Dayani.

No Mundo da Fantasia, em Taboão, brinquedos e colchões ficam amontados por falta de espaço (Foto: Arquivo Pessoal)

A própria idealizadora do Gere um Sorriso o definiu como uma ideia que nasceu no seu coração de proporcionar sorriso nas pessoas. “Independentemente de ser crianças, adultos ou idosos. É gerar sorrisos para quem precisa”, pontuou.

“Quando saio para fazer entrega, também procuro, por exemplo, carregar garrafas de água e pacotes de bolacha. Não costumo dar dinheiro a ninguém na rua. Se quiser, dou alimento”, enfatizou.

Dayani afirmou que agora pretende expandir o alcance do Gere um Sorriso e angariar mais pessoas para ajudá-la nesta missão de levar, não só coisas materiais, mas também carinho e amor ao próximo. “Vamos construir uma laje na ONG Mundo da Fantasia, em Toboão da Serra, além de ajudar a Cláudia, em Osasco. Ela precisa de materiais e roupas para as crianças. Tenho recebido o retorno de amigos próximos, porém necessitamos de mais parceiros e estamos abertos para o apoio de qualquer um que quiser ajudar.  Seja como doador ou como um voluntário que passe um tempo brincando com as crianças", concluiu. Para quem quiser colaborar com o Gere um Sorriso, acesse o Instagram e o Facebook e obtenha mais informações.

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Empresa garante que há mais ônibus em outras linhas (Foto: Divulgação)

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A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (Emtu) cancelou, entre janeiro de 2017 e maio de 2018, 28 linhas intermunicipais de ônibus. Os números foram obtidos pela TV Globo, via Lei de Acesso à Informação.

Entre os municípios afetados, estão Guarulhos, Itaquaquecetuba, Santo André, Barueri, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Santana de Parnaíba, Pirapora do Bom Jesus, entre outros. Os passageiros reclamam que não houve consulta ou aviso prévio.

Segundo a empresa, neste mesmo período, houve crescimento na oferta de outras 240 linhas, que podem ou não substituir os trechos reduzidos. A Emtu afirmou que as alterações são comunicadas com antecedência por meio de cartazes e mídias sociais.

As principais justificativas operacionais da Emtu foram queda na demanda nos últimos quatro anos e existência de outras linhas que cobriam os itinerários.   

Além de roupas da própria cantora, haverá peças de outros famosos (Foto: Divulgação)

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 O tradicional Bazar da Preta, organizado pela cantora Preta Gil, acontece pela primeira vez na capital paulista. A Casa Bossa (Shopping Cidade Jardim) abre suas portas para sediar o evento, que acontece domingo, dia 27, das 14h às 22h, e segunda-feira, dia 28, das 10h às 22h. A entrada do evento é gratuita e todo o lucro será revertido à Casa do Zezinho (SP) e IKMR Brasil.

 Com o objetivo de arrecadar fundos para ajudar instituições beneficentes, o evento vende roupas, sapatos, bolsas e acessórios doados pela própria cantora, bem como por amigos famosos, sensibilizados pela iniciativa.

Assim, o público presente no local poderá comprar peças em ótimo estado, doadas por famosos como Angélica, Carolina Dieckmann, Fernanda Souza, Fernanda Rodrigues, Hugo Gloss, Isis Valverde, Letícia Lima, Sabrina Sato, Lázaro Ramos, Taís Araújo, entre outros, que sempre ajudam na realização do bazar. 

Edmilson Farias lecionava no Instituto Técnico de Barueri (Foto: Reprodução/Google Street View)

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Professor de Física do Instituto Técnico de Barueri, na Grande São Paulo, Edmilson Farias foi preso nesta quinta-feira, 3, sob acusação de pedofilia. Ele é suspeito de abusar de meninas de 8 a 10 anos. A violência era filmada por sua namorada, Miriam, que também foi presa. O acusado, segundo a polícia, confessou os crimes.

Imagens dos estupros das crianças foram apreendidas pela Delegacia de Combate à Pedofilia, do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia apurou o caso após um envelope marrom com um pendrive chegar à delegacia. Ele continha seis vídeos com imagens dos abusos - três contra crianças. Segundo a delegada Kelly Cristina Sacchetto de Andrade, as vítimas eram dopadas com o medicamento Dormonid, que ele misturava com leite e achocolatado. Comprimidos foram apreendidos.

Além do pendrive, havia uma carta dizendo que Farias estaria cometendo o crime com a namorada. De acordo com o texto, uma das vítimas era parente de Miriam. No pendrive, também havia fotos com as meninas e imagens de pedofilia da internet. Ele nunca havia sido preso ou denunciado. Miriam é cuidadora de crianças.

O Setor de Atendimento de Crimes contra Infante, Idoso, Pessoa com Deficiência e Vítima de Tráfico Interno de Pessoas, da 16.ª Vara Criminal de São Paulo, decretou a prisão dos dois. Até a noite desta quinta, cinco vítimas haviam sido localizadas, entre as quais uma sobrinha de 30 anos, que teria sido abusada quando tinha 8.

Uma vítima conta que foi levada à casa do suspeito, que colocou um filme para que ela assistisse. Depois, relata ter dormido e só acordado no dia seguinte, sem saber o que houve.

A reportagem não conseguiu falar com os suspeitos. Em nota, a Fundação Instituto de Educação de Barueri, à qual o instituto está vinculado, informou que instaurou processo administrativo interno e afastou Farias. 

Licitação deve ser totalmente atendida até maio deste ano (Foto:Lucas Dantas)

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A  CPTM entregou 34 dos 65 trens adquiridos por 1,8 bilhão de reais na licitação internacional, que terminou em 2016. As empresas do Consórcio Iesa – Hynday Roten (30 trens a R$ 788 milhões) e a espanhola CAF (35 trens por R$ 1 bilhão) já foram multadas diversas vezes pela demora na entrega dos equipamentos. 

Durante inauguração das obras da nova estação Francisco Morato, o governador Geraldo Alckmin (PSDB), ressaltou que o processo de renovação de toda a frota da Linha 7-Rubi (Luz-Francisco Morato) deve ser concluída até maio. O trajeto tem 19 novos trens em circulação e transporta 415 mil passageiros por dia útil.


“Temos nesta linha alguns trens ainda da década de 1950, com mais de 60 anos. Os novos trens têm vagões contínuos, que são mais seguros, maior motorização, câmeras de segurança e ar-condicionado. São mais confortáveis, seguros e silenciosos”, disse Alckmin.

 A Linha 11-Coral Expresso Leste (Luz-Guaianazes) também foi beneficiada com outros 15 veículos da nova frota. Pelo menos 500 mil pessoas por dia utilizam este percurso. Os demais trens ainda precisam ser entregues e passar pelos testes necessários. 

Secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga rechaça nova crise de abastecimento de água em SP (Foto: Divulgação/Sabesp)

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Nas ruas de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, placas fixadas nas fachadas dos prédios lembram um drama recente na vida dos paulistanos: "Este condomínio utiliza água de reúso". Quatro anos após o início da crise hídrica paulista, mudanças forçadas nos hábitos de consumo de água feitas por moradores que temiam ou sofreram o racionamento viraram o principal antídoto contra uma nova estiagem severa.

"O consumo era alto porque a gente gastava muita água lavando o jardim, o pátio e a garagem. Quando a crise começou, fizemos um sistema de captação de água da chuva com 14 mil litros de capacidade e diminuímos em 30% o gasto com água", diz Reginaldo de Lima, de 60 anos, zelador de um condomínio com 40 apartamentos em Perdizes que montou sozinho uma estrutura para reaproveitar água pluvial nas áreas comuns do edifício.

Nos dois anos de crise hídrica, esse e outros métodos para reduzir o consumo - instalação de redutores de pressão em torneiras e chuveiros e de hidrômetros individuais, e abertura de poços artesianos - geraram um efeito permanente que poupou os mananciais e definiu um novo padrão de consumo de água. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que, mesmo após dois anos do fim do racionamento, no início de 2016, o consumo na Região Metropolitana ainda é 15% menor do que era antes do início da seca que assolou o Cantareira, o maior manancial paulista, em fevereiro de 2014, quando a empresa lançou o programa de desconto na conta para quem reduzisse o gasto.

Hoje, a Sabesp produz 60,9 mil litros por segundo para atender 21 milhões de pessoas na Grande SãoPaulo. Há quatro anos, a demanda era de 71,4 mil l/s. O volume "poupado" - 10,5 mil l/s - seria o suficiente para abastecer 3 milhões de pessoas por dia ou encher quase duas represas Guarapiranga por ano, com 326 bilhões de litros. No auge da crise, em 2015, a produção caiu até 53,2 mil litros por segundo, com o racionamento que chegou a durar 15 horas por dia.

Indicador

Um outro indicador da Sabesp mostra que, de fato, um novo padrão de consumo de água se estabeleceu depois da crise. Isso porque o gasto médio per capita na Grande São Paulo em 2017 foi de 129 litros por habitante/dia, o mesmo índice de 2016, o primeiro pós-racionamento. Em 2013, antes da crise, esse índice era de 169 litros por habitante/dia, 31% maior.

"Durante a crise houve um posicionamento muito importante da população, que passou a consumir menos água e a ter hábitos diferentes. No pós-crise, essa economia continuou e os números mostram que houve uma mudança de hábito da população. É um legado da crise", diz o secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga.

O prédio onde a aposentada Cleonice Lima Boiati, de 62 anos, é síndica, no Cambuci, zona sul, é um exemplo. Em 2014, ela promoveu uma ação caça-vazamento nos 36 apartamentos e nas áreas comuns e alterou o sistema de limpeza da piscina, o que fez consumo cair de 498 mil litros por mês para 286 mil, queda de 42%. E os condôminos colhem até hoje o resultado financeiro da mudança. "Isso fez toda a diferença porque mesmo com esses aumentos todos que tiveram na conta de água a gente ainda paga menos do que há quatro anos."

Para Raquel Tomasini, Gerente da Lello Condomínios, que administra 2,5 mil condomínios na Grande São Paulo, a economia financeira com as ações de redução de consumo de água, que representa até 20% do gasto total dos prédios, estimula síndicos e condôminos. "Essas mudanças de hábitos impactaram de forma positiva nas despesas dos condomínios. E nesse período de crise econômica, desemprego e aumento da inadimplência, os zeladores fazem até vigília do hidrômetro para monitorar o consumo e não deixar a conta aumentar", afirma.

Nenhuma das quatro obras estruturantes foi entregue

Quatro anos após o início da pior estiagem nos mananciais paulistas em oito décadas, nenhuma das quatro grandes obras estruturantes planejadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para dar mais segurança hídrica à Região Metropolitana foi concluída

Duas delas - o novo Sistema Produtor São Lourenço, no Vale do Ribeira, e a transposição de água do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira - estão previstas para serem entregues no mês que vem e devem aumentar em 11,5 mil litros por segundo a capacidade de produção de água na Grande SãoPaulo, o suficiente para abastecer quase 3,5 milhões de pessoas.

Já a captação de água no Rio Itapanhaú, que abastece o litoral paulista, e a construção de duas barragens na região de Campinas sequer saíram do papel. A primeira obra acabou de ser contratada e deve ser concluída em 2019. Já a segunda ainda está em fase de contratação pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee)

Para o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, mesmo com as obras ainda não concluídas, o atual cenário hídrico afasta qualquer possibilidade de uma nova crise de abastecimento de água em São Paulo.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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