Time de várzea da Zona Norte faz campanha do agasalho anualmente (Foto: Divulgação)

Cidade

O fim de maio e os meses de junho, julho e agosto fazem parte da época mais fria do ano. E os moradores em situação de rua são os que mais sofrem com o inverno.  Durante a estação, os termômetros da Capital já marcaram 0,8°C em 1948 e 1994. Os dados são do site O Globo.

Para combater o frio, ONG's, empresas e até times de futebol de várzea organizam campanhas de agasalho nos quatro cantos de São Paulo. O Metrô News selecionou cinco ações nas zonas norte, sul, leste e oeste. Desta forma, caso o leitor queira colaborar com alguma delas, poderá encontrar a mais próxima de sua casa. 

Entrega de cobertores e agasalhos na Zona Norte

A ONG Geração Solidária colocou três pontos de coletas de agasalho e cobertores na zona norte de SP:

  • Mercado Pão de Açúcar, na Avenida Nova Cantareira, 240/248 – Tremembé.
  • All Net, na Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, 2742 – Jardim Tremembé.
  • Escola Estadual Professor Izac  Silvério, na Rua Bitencourt da Silva, 218 – Vila Albertina.

As doações serão recolhidas no dia 15 de julho e destinadas às pessoas que ficam nas ruas próximas às Estações de Metrô Santana, Tietê e República, além de atender às comunidades da Vila Albertina, Vila Zilda, Jardim Fontalis e à Ocupação Brilho Sol Nascente.

“O objetivo é levar solidariedade para as pessoas em situação de rua ou carentes”, disse o professor Heleno Oliveira, é um dos organizadores da ONG, responsável por outros projetos sociais desde 2005.

No bairro do Imirim, o time de futebol Balalaika Mecânica FC. arrecada cobertores e agasalhos para distribuir aos moradores de rua. As entregas serão feitas na próxima quinta-feira, 21. Mais informações na página do Facebook ou do Instagram do time. 

Árvore Solidária na Zona Sul

Na Vila Mariana, é numa árvore, na calçada da Rua Capitão Cavalcanti, que as doações são feitas. A iniciativa é da empresa Team Worker, de comunicação social, que inovou em 2016 e manteve a campanha. “Vimos muitas pessoas na região que precisavam de doações, então colocamos o cartaz na árvore do calor, que ajuda muita gente da região”, disse Tatiane Carvalho, que atua na administração financeira da empresa.

As doações ocorrem de maneira rotativa e diária. Moradores em situação de rua podem recolher as roupas nos galhos (Foto: Caroline Pelegrini)

ONG ajuda aldeias indígenas na Zona Oeste

Na zona oeste da Capital, a ONG Pena Indígena, liderada por Thiago Zagare, recolhe agasalhos, cobertores e calçados nas casas dos doadores nas regiões de Pirituba e Freguesia do Ó. Depois, as peças são separadas de acordo com a necessidade de cada aldeia do Jaraguá e levadas pelo próprio Zagare. 

"São cinco aldeias, mas com as poucas doações que recebo, só consigo auxiliar duas”, disse o organizador. Quem quiser doar, basta acessar a página no Facebook da ONG e mandar uma mensagem via inbox.

Salão de beleza oferece descontos em troca de roupas na Zona Leste

O salão de beleza Studio JM – Estética, Bem Estar e Autoestima, localizado no bairro Parque Savoy City, na zona leste de SP, recebe doações em troca de desconto em serviços estéticos.  

“No primeiro dia de campanha, abri mão de todo o meu lucro pela troca de doações. Foi num sábado, dia que mais tem movimento no salão. Foram tantas doações que até fugiu da minha alçada”, disse a esteticista Jully Ronqui, que encaminha as peças à ONG CEA Manchester e aos moradores de rua. Interessadas em fazer depilação ou retocar as sobrancelhas com desconto podem ir até a Avenida Alziro Zarur, 1286. Maiores informações no Facebook do salão.

Esteticista abriu mão de lucro para combater frio (Foto: Divulgação)

Pontos de coleta espalhados pela cidade

A Prefeitura da Cidade de São Paulo, em parceria com a Turma da Mônica, também coleta doações em delegacias, mercados, Poupatempos e demais órgãos públicos distribuídos na Capital. No site do Executivo paulistano é possível ver os locais mais próximos de sua residência. Basta inserir o CEP local.

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Gerente do COB vê evolução na participação brasileira nos Jogos de Inverno (Foto: Reprodução/Twitter)

Esporte

Uma cena que até tempos atrás parecia impossível marcou a cerimônia de encerramento da Olimpíada de Inverno, neste domingo Desafetas históricas, as Coreias do Sul e do Norte entraram lado a lado no estádio em Pyeongchang, sinalizando a desejada paz que terminaria com longos anos de conflitos entre as nações.

A cena foi vista logo no início da cerimônia. As delegações de ambos os países desfilaram pelo estádio sob intensos aplausos, portando bandeiras das duas Coreias, além das cores da península coreana. Mesmo que houvessem muito mais atletas sul-coreanos, os símbolos de ambos os países foram divididos.

Na plateia, tudo era visto pelo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, pelo vice-diretor no Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, Kim Yong Chol, e pela filha e assessora do presidente dos Estados Unidos, Ivanka Trump. Foi antes da cerimônia, aliás, que Chol sinalizou que os norte-coreanos estão dispostos a abrir conversas com os norte-americanos em busca da diplomacia.

Foi sob este clima de paz que se transcorreu a cerimônia. Se o foco eram as duas Coreias, houve também lembranças sobre a China Afinal, o país receberá a próxima edição dos Jogos de Inverno, que acontecerão em Pequim, em 2022. Para homenagear a China, a organização sul-coreana preparou uma apresentação cheia de luzes, que formaram um panda que patinava no gelo.

Outro ponto alto da noite foi a exibição de drones iluminados que formaram o mascote da Olimpíada de Inverno no céu Houve também muita música. Foram dois shows de K-pop, o pop sul-coreano, gênero bastante apreciado no país e que tem muitos fãs no Brasil. No fim, um DJ fez a festa dos atletas com música eletrônica.

Noruega em primeiro e Brasil sem medalhas

A Noruega terminou os Jogos de Inverno como a grande campeã na Coreia do Sul. Ao todo, foram 39 medalhas: 14 de ouro, 14 de prata e 11 de bronze. 

Já o Brasil encerrou o torneio sem medalhas. No entanto, apesar de não ver nenhum atleta do País subir no pódio, o gerente geral de alto rendimento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ficou satisfeito com o resultado. 

"Nosso objetivo em participar dos Jogos de Inverno é buscar a melhor representatividade possível do País no evento. Neste contexto, o Brasil alcançou o seu objetivo diante da classificação da terceira maior delegação de um pais das Américas no evento, ficando apenas atrás delegações dos Estados Unidos e do Canadá", pontuou.

Isadora não conseguiu repetir atuação que a levou para a final (Foto: Reprodução/Facebook)

Esporte

Após fazer história e conseguir chegar à final da patinação artística, a brasileira Isadora Williams, de 22 anos, ficou longe do pódio na modalidade nos Jogos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul. Na sua apresentação pelo programa longo, ela sofreu uma queda e se desestabilizou em alguns movimentos, o que a colocou na 24º posição, a última na classificação geral.

A brasileira se apresentou ao som da música Nyah, do filme Missão Impossível 2 (2000). Sua performance no Programa Livre durou quase cinco minutos, em um repertório obrigatoriamente maior que o Programa Curto. Na segunda metade da apresentação já era possível ver o cansaço na atleta. Ela caiu no primeiro salto e depois que se levantou e retomou a coreografia não conseguiu se recuperar completamente. 

Isadora estava no segundo grupo que se apresentou nesta quinta-feira, e foi a última a se apresentar. Ela disse que o tempo de espera a deixou muito nervosa. A brasileira obteve 88,44 pontos na última apresentação, que somados à sua nota do Programa Curto, deu um total de 144,18. Dias antes, na quarta-feira, ela teve um bom desempenho e seus 55,74 pontos a deixaram na 17ª posição. 

"Estou feliz por ter qualificado o Brasil para o Programa Longo pela primeira vez em uma Olimpíada. Mas eu tinha mais expectativas porque gosto muito da minha apresentação", afirmou a brasileira. "Depois que errei o primeiro salto eu fiquei muito nervosa. Eu estava treinando muito bem e já realizei várias vezes o Programa Longo sem nenhum erro. Eu não sei porque não fiz o uma apresentação limpa", completou. 

Como já se esperava, o ouro e a prata ficaram com as russas. A novata Alina Zagitova, de 15 anos, desbancou a favorita Evgenia Medvedeva, de 18, e conquistou o ouro com 238,57 pontos. Evgenia se apresentou ao som de uma música russa clássica, e conseguiu a prata, com 238,26. O terceiro lugar ficou com a canadense Kaetlyn Osmond, com 231,02. O ouro de Alina foi o primeiro da Rússia em Pyeongchang - o país compete nesta edição dos Jogos de Inverno sob uma bandeira neutra.

EUA havia perdido as quatro decisões anteriores para o Canadá. "Vingança" foi emocionante (Foto: Divulgação/COI)

Esporte

Em uma tensa disputa de pênaltis, os Estados Unidos superaram o Canadá por 3 a 2, nesta quinta-feira, e asseguraram a medalha de ouro na disputa feminina do hóquei feminino dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, após uma final que terminou empatada em 2 a 2 e ficará marcada como uma das mais emocionantes decisões da história olímpica. "Deveríamos fazer um filme disso", afirmou a norte-americana Hilary Knight. "Tivemos todo o drama. É como uma história que termina como uma série incrível de conquistas".

Essa foi a primeira vez que as norte-americanas foram campeãs desde 1998, quando derrotaram o Canadá por 3 a 1 no primeiro torneio olímpico feminino de hóquei desde 1998. O Canadá havia vencido as quatro últimas edições do evento, incluindo a anterior, em Sochi-2014, quando reverteu uma desvantagem de dois gols das norte-americanas, batidas em todas essas decisões. Dessa vez, porém, foi a seleção dos Estados Unidos que estava perdendo, por 2 a 1, antes de garantir a sua vitória nos pênaltis.

LINDSEY VONN SE DESPEDE - Naquela que foi a sua última prova olímpica, a norte-americana Lindsey Vonn se despediu fora do pódio no combinado do esqui alpino. A atleta, de 33 anos, até liderou a disputa no downill, mas não foi Ben no slalom, sem conseguir concluí-lo.

Assim, ela terminou a sua história olímpica com o ouro no downhill e o bronze no Super G conquistados nos Jogos de 2010, além do bronze no downhill em PyeongChang. E a sua última competição olímpica foi vencida pela suíça Michelle Gisin, com a norte-americana Mikaela Shiffrin em segundo lugar e a também suíça Wendy Holdener na terceira posição.

OUTRAS MEDALHAS - Na patinação velocidade, o chinês Wu Dajing venceu a disputa de 500 metros. A holandesa Suzanne Schulting levou a melhor na prova de mil metros, após as sul-coreanas Minjeong Choi e Sukhee Shim se chocarem na volta final, ficando ambas fora do pódio. Já no revezamento masculino de 5.000m, o outro foi para a equipe masculina da Hungria.

Também nesta quinta-feira, na disputa do esqui estilo livre halfpipe, o ouro ficou com o norte-americano David Wise, mesmo após ele sofrer quedas nas suas duas primeiras tentativas. No revezamento 4x16km do biatlo, a equipe da Bielo-Rússia levou a medalha de ouro com o registro de 1h12min3s4.

A austríaca Anna Gasser se tornou nesta quinta a primeira campeã olímpica do snowboard big air, enquanto a Alemanha faturou o ouro na disputa masculina por equipes no combinado nórdico. Com isso, chegou aos 13 ouros, sete pratas e cinco bronzes no quadro de medalhas, só atrás da Noruega, também com 13 douradas, mas 12 pratas e dez bronzes. O terceiro lugar é do Canadá, com nove ouros, sete pratas e oito bronzes.

Decisão será disputada nesta quinta-feira e Isadora estará nela (Foto: Divulgação/COB)

Esporte

Em Sochi 2014, com apenas 18 anos, Isadora Williams tornou-se a primeira sul-americana a competir na patinação artística em uma edição dos Jogos Olímpicos. Quatro anos depois, a brasileira fez história mais uma vez e foi além.

Isadora encantou o público presente na Gangneung Ice Arena nesta terça-feira (no horário de Brasília) e se classificou entre as 24 melhores patinadoras do mundo que disputarão o Programa Longo dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018. Tornando-se, assim, a primeira brasileira (e sul-americana) a chegar à decisão da patinação artística nos Jogos de Inverno. A disputa final da patinação artística está marcada para às 22h da quinta-feira (22).

Com uma apresentação impecável, Isadora Williams mostrou que se supera em competições importantes. Ao som de Halleluja (de Leonard Cohen na versão de K.D. Lang), a brasileira fez a maior pontuação dos elementos técnicos e do Programa Curto de sua vida (55,74) para alcançar a 17ª colocação entre as 30 participantes. Essa é a primeira vez que uma atleta sul-americana passa para o Programa Longo dos Jogos Olímpicos, também chamado de Livre, porque as atletas não precisam realizar os movimentos obrigatórios que caracterizam o Curto.

A brasileira ainda ficou à frente da quinta, sétima e oitava colocadas do último Campeonato Europeu de Patinação Artística, realizado em janeiro de 2018. “Estou sentindo muito orgulho de representar o Brasil no Programa Longo dos Jogos Olímpicos pela primeira vez. Eu estou muito feliz. Fiz a apresentação que queria ter feito, uma apresentação limpa, sem erros. Realizei meu sonho, que era fazer uma apresentação perfeita nos Jogos Olímpicos”, disse Isadora. “Eu estava muito nervosa antes da prova. Mas já me senti muito bem no treino da manhã. Foi a melhor apresentação da minha vida. Foi um dia muito divertido hoje”, afirmou a brasileira, de 22 anos.

Em 2014, nos Jogos Olímpicos de Sochi, Isadora não conseguiu passar para o Programa Longo, ficando em último entre as 30 concorrentes no Curto. Isadora sofreu muito por não ter se apresentado bem em sua estreia olímpica. Mas não desistiu de seu sonho. Saiu da casa dos pais e foi morar sozinha em Little Falls, no estado de Nova Jersey (EUA), para treinar sob a coordenação dos técnicos Igor Lukanin e Kristin Fraser. A jovem amadureceu suas apresentações e incorporou novos elementos.

Rotina

A rotina da brasileira é dura. Isadora estuda Nutrição e Negócios do Esporte na Montclair State University, além de dar aulas de patinação para crianças. Como se não bastasse, Isadora ainda treina ao ponto de se colocar entre as 20 melhores atletas do mundo em sua modalidade. Nesta terça-feira, a brasileira tirou um peso das muito grande das costas. Peso que carregava desde Sochi-14. “Eu precisava apagar a decepção de Sochi. Foram três anos de muito sacrifício. Estou me sentindo muito mais leve. O meu objetivo em Sochi eu fiz aqui na Coreia. Agora eu vou ter uma memória boa dos Jogos Olímpicos”, disse.

Filha de mãe brasileira e pai norte-americano, Isadora Marie Williams nasceu em Marietta, nos Estados Unidos, e possui dupla cidadania. Começou a patinar aos cinco anos, após o pai a levar em um rink onde moravam. Aos nove, quando já participava de competições nos Estados Unidos, manifestou seu desejo de representar o Brasil na modalidade. Estreou pelo país em março de 2010, no Mundial Júnior de Patinação Artística realizado na Holanda. Em 2013, conquistou a 25ª colocação no Mundial Senior, ainda hoje a melhor marca brasileira na competição. No mesmo ano, Isadora Williams conquistou uma das vagas olímpicas disponíveis no Troféu Nebelhorn e tornou-se na primeira sul-americana a participar dos Jogos Olímpicos de Inverno na patinação artística, em Sochi 2014.

Na próxima quinta-feira (do Brasil), a brasileira volta a Gangneung Ice Arena para mais um capítulo de sua bela história. “Eu gosto mais do meu Programa Longo, tenho mais espaço para fazer mais saltos e gosto também da minha música, é mais sexy”, disse a atleta, que irá se apresentar ao som de um tango.

A posição final da competição individual feminina da patinação artística dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018 será determinada pela soma das notas do Programa Curto e do Longo. Isadora mantém a meta de realizar uma apresentação sem erros e que encante o público mais uma vez. “Agora o meu objetivo é fazer uma apresentação muito limpa, sem erros. Eu não tenho controle do que os meus adversários vão fazer. Então eu tenho que me preocupar com o que eu vou fazer. Quero fazer um programa limpo, com todos os saltos e piruetas perfeitas. Esse é meu objetivo”, afirmou Isadora Williams, com convicção.

A russa Alina Zagitova, de 15 anos, foi a melhor do Programa Curto, com 82.92 pontos - novo recorde mundial.

Brasileiros estão otimistas em prova com quarteto (Foto: Divulgação/ COB)

Esporte

Pela primeira vez na história, o Brasil teve uma dupla no bobsled nos Jogos Olímpicos de Inverno. No entanto, Edson Bindilatti e Edson Martins não se classificaram entre os 20 primeiros que avançaram para a quarta e última bateria desta segunda-feira (19), em Pyeongchang, Coreia. Eles ficaram em 27º lugar entre os 30 trenós que participaram da disputa.

A dupla brasileira terminou com um tempo total de 2min30s71 no somatório das três primeiras descidas da competição e se mantiveram na mesma 27ª posição que já haviam conseguido no domingo (18). Na única disputa que realizaram nesta segunda, os xarás terminaram com o tempo de 50s35, depois de terem aberto a disputa no domingo com 50s14 na primeira descida do trenó e em seguida 50s22 na segunda.

Os brasileiros, porém, saíram satisfeito com o que mostraram e lembraram que conseguiram classificar o País para uma disputa inédita para o País em Jogos de Inverno. 

"Eu saio muito contente com a participação do Brasil no 2-man. Conseguimos colocar mais um trenó entre os principais países do mundo, que são os que disputam os Jogos Olímpicos. Quem se classificou para os Jogos é competitivo e tem condições de fazer bons resultados", ressaltou Edson Bindilatti, que é piloto dos dois trenós do Brasil em Pyeongchang, onde estará presente também na prova do 4-man, com equipes de quatro atletas em cada país participante.

Os xarás formarão com Odirlei Pessoni e Rafael Souza a equipe brasileira desta outra prova do bobsled dos Jogos na Coreia do Sul. Neste tipo de disputa, o Brasil já esteve presente com times nas edições de Salt Lake City-2002, Turim-2006 e Sochi-2014 da Olimpíada de Inverno. E o quarteto do País em Pyeongchang-2018 competirá no sábado e no domingo, dois últimos dias de competições em solo sul-coreano.

"Nosso 4-man é mais forte que o 2-man e tem mais chances de chegar à final. Podemos fazer um bom resultado com o 4-man aqui em Pyeongchang. Mas, para isso, temos que melhorar algumas coisas. O push e a pilotagem podem ser melhores. Preciso acertar a curva dois também. Quando você erra na curva dois, o trenó perde velocidade na pista toda", disse Bindilatti, por meio de declarações reproduzidas nesta segunda pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Ouro dividido

E a disputa por medalhas desta prova de duplas do bobsled em Pyeongchang contou com um fato curioso nesta segunda-feira. Tricampeões mundiais, os alemães Francesco Friedrich e Thorsten Margi estavam com o ouro garantido com o tempo somado de 3min16s86 após a quarta e última descida, mas tiveram que dividir o topo do pódio com os canadenses Justin Kripps e Alexander Kopacz, que cravaram exatamente a mesma marca da dupla alemã no somatório dos tempos.

Assim, as duas nações dividiram o ouro, enquanto o bronze ficou com a parceria da Letônia formada por Oskars Melbardis e Janis Strenga, com 3min16s91. Um empate na luta pelo ouro desta prova também aconteceu nos Jogos de Nagano-1998, no Japão, onde uma outra dupla canadense terminou empatada com outra da Itália, sendo que naquela ocasião o bronze ficou com a Suíça.

Noruega no topo

Apenas outras duas disputas por pódios aconteceram nesta segunda-feira. E elas tiveram dois ouros somados pela Noruega, que asseguraram assim a liderança no quadro geral de medalhas, com um total de 11 douradas, contra dez da Alemanha, vice-líder.

Um dos ouros do dia dos noruegueses foi obtido na prova por equipes do salto de esqui masculino, no qual os alemães levaram a prata e o bronze ficou com o time polonês. Já o outro ouro do país nórdico veio na prova masculina de 500 metros da patinação de velocidade, com a vitória de Havard Lorentzen, enquanto a prata foi conquistada pelo sul-coreano Cha Min Kyu e o bronze pelo chinês Gao Tingyu.

Brasileira faz história ao ir para a sua sexta Olimpíada

Esporte

Jaqueline Mourão terminou a prova do esqui cross-country dos Jogos de Inverno de Pyeongchang apenas na 74ª colocação entre as 90 atletas que competiram nesta disputa de quinta-feira na Coreia do Sul, mas fez história pelo Brasil ao completar a sua sexta participação em uma Olimpíada e igualar a marca de outros cinco ídolos do esporte nacional: a jogadora de futebol Formiga, os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, o cavaleiro Rodrigo Pessoa e o mesa-tenista Hugo Hoyama.

Aos 42 anos, Jaqueline assim deu mais um passo de uma trajetória que contou com duas presenças em Jogos de Verão, nos quais competiu em Atenas-2004 e Pequim-2008 no mountain bike, além de mais quatro na Olimpíada de Inverno. Antes de ingressar no grande evento em solo sul-coreano, ela foi aos eventos olímpicos de Turim-2006, Vancouver-2010 e Sochi-2014, sendo que na Rússia figurou entre as atletas do biatlo.

Mais velha a competir nos Jogos de Pyeongchang, a brasileira não era candidata a conquistar uma medalha no esqui cross-country, mas superou competidoras de 15 países e foi a mais bem colocada entre as esquiadoras latino-americanas da prova, completada por ela em 30min50s3.

Assim, Jaqueline ficou quase seis minutos atrás da norueguesa Ragnhild Haga, que garantiu a medalha de ouro com o tempo de 25min00s5, enquanto a prata ficou com a sueca Charlotte Kalla (25min20s8) e o bronze foi dividido por duas atletas: Marit Bjoergen, também da Noruega, e a finlandesa Krista Parmakoski, ambas com a marca de 25min32s4.

Ao comentar sobre o seu desempenho em Pyeongchang nesta quinta-feira, Jaqueline Mourão comemorou o fato de ter conseguido fazer história ao igualar o recorde de participações olímpicas de outros cinco grandes nomes do esporte brasileiro.

"Nunca imaginei que chegaria tão longe. Estou muito feliz de estar aqui e de representar mais uma vez o meu País e conseguir a minha sexta participação olímpica", afirmou a brasileira, que depois valorizou outro feito comemorado por ela.

"Sou de longe a melhor latino-americana nessa prova. Bati um monte de países. Nos Jogos Olímpicos estão apenas as melhores do mundo. Foi uma prova muito dura. Dei o máximo que eu pude, mesmo passando um susto na véspera", disse a mineira de Belo Horizonte, que teve problemas estomacais e precisou receber atendimento médico um dia antes da prova desta quinta.

E Jaqueline, inclusive, não descartou a possibilidade de buscar uma sétima participação olímpica e se tornar a recordista isolada de representatividade entre os brasileiros. "Se o Brasil estiver comigo para me dar força para treinar eu vou para mais uma Olimpíada sim. A idade é um tabu. Uma vez que você passa por isso, acaba percebendo que não é um problema. O mais importante é evoluir na parte técnica. Seguir se desenvolvendo apesar da idade", destacou Jaqueline, que conseguiu a ir a seis Jogos Olímpicos mesmo após ter dois filhos nesta última década: Jade, de 3 anos, Ian, de 7.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Eymael disse acreditar que Haddad estará no segundo turno (Foto: Ivo Lindbergh)

Nacional

O gaúcho José Maria Eymael, conhecido principalmente pelo jingle de campanha “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão”, criado em 1985, chega a disputa de sua quinta eleição presidencial e garante: “somos os únicos capazes de derrotar o PT nas urnas”. Crente de que o candidato petista Fernando Haddad (PT) herdará os votos do ex-presidente Lula (PT) e estará no segundo turno, Eymael acredita que seu partido, o Democracia Cristã, é prejudicado pela falta de espaço na televisão e no rádio, assim como pela recente reforma eleitoral, “feita para manter quem está no poder”, e que se muitos soubessem de sua história com certeza lhe confiariam o voto.  Segundo Eymael, sua legenda não está nem à esquerda e nem à direita. “A democracia cristã é uma força transformadora”, explicou o democrata. Entre suas principais propostas está a Reforma Tributária, para diminuir a pressão governamental sobre as empresas e colocar o Brasil para surfar nas “ondas do desenvolvimento”. Eymael foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com 72.132 votos, tendo sido reeleito em 1990 com 34.191 sufrágios. Questionado se está na hora de rever a Constituição, o democrata cristão negou esta possível necessidade. “A Constituição precisa amadurecer, mas é a responsável pelo maior período democrático de nosso País”.    Candidato é contra o Fundão Partidário e critica falta de espaço na TV e nas rádios (Foto: Ivo Lindbergh) O que faltou para a Democracia Cristã crescer como outros partidos, a exemplo do PT, PSDB e MDB? Então, hoje, o pouco tempo que nós temos é o grande obstáculo. Com as redes sociais, este problema é um pouco amenizado. Se eu tivesse tempo para falar o que fiz aos trabalhadores: aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, proteção contra demissão sem justa causa, a estimulação de lazer como promoção social e mecanismos para proteger a mulher no mercado de trabalho…Seria um outro universo. As pessoas me conhecem, mas não conhecem o conteúdo. É uma dificuldade. E como driblar esta falta de tempo? Redes sociais. Hoje, a minha fanpage tem participação do Brasil inteiro. Embora não tenha como negar a importância da TV. Tenho feito também a campanha corpo a corpo. Minha agenda está lotada: Brusque (SC), Brasília, Campinas, Cuiabá (MT). Não tem lugar em que eu me sinta melhor do que a rua. Qual é o principal mote da sua campanha? Qual seria a primeira coisa que faria ao ser eleito? Primeira coisa: montar um time do presidente. Reduzir 29 ministérios para 15. Não economiza quase nada, mas o presidente, assim, terá um time próximo, com pessoas que conversam diariamente com ele. Também tem que ser feita uma reforma tributária. Este sistema tributário que nós temos, com todas as mexidas que ele sofreu, esmaga as empresas. Tem que ser algo que o empresário entenda. Perde-se muito tempo só para entender o que se paga. O sistema também é muito injusto. Um comerciante da zona leste de São Paulo, por exemplo, recebe uma multa e tem quinze dias para recorrer. Até ele falar com o contador, o prazo já acabou. É preciso ter uma igualdade maior entre contribuinte e fisco. E quais seriam os critérios para escolher este time do presidente? Nenhuma indicação de partido político. Se eu me eleger presidente, eu me elejo de forma independente. Vou me eleger pela Democracia Cristã. Chega de indicação de partido político. Nós temos que buscar pessoas que tenham excelência na sua área de trabalho. É isto que tem que ser feito. Temos que conversar, respeitar opiniões diferentes, mas sempre ir para o diálogo preparado. Assim, você sensibiliza as pessoas. Na elaboração da Constituição, falaram que o nosso partido não tinha representatividade e que iríamos nos machucar. No final, fui um dos 15 deputados com mais propostas aprovadas. Sintetizando: o Legislativo legisla e fiscaliza. O Executivo governa. E o Judiciário julga. Eymael afirmou que corte abrupto do imposto sindical foi um erro (Foto: Ivo Lindbergh) O que é preciso fazer na questão da segurança? Quem foi que propôs a criação do Ministério da Segurança Pública em 2010? Nós. A intenção era integrar as inteligências das forças de segurança do País – municipais, estaduais e federal. Colocar o Exército para fechar as fronteiras. Adotar procedimentos internacionais de sucesso em países desenvolvidos na área de segurança. Agora apresentaram o Ministério da Segurança Pública como se fosse uma novidade em 2018. O que vemos hoje é uma situação em que as polícias não se comunicam e não compartilham informações. Um Estado não está conjugado com os demais. Isso que gera esta insegurança nacional. E na área da saúde? Eu falo sempre na “Saúde da Inteligência”. É a saúde da prevenção. Tem que se prevenir, mas, na prática, isto não existe. Por exemplo, a falta de saneamento é uma das grandes causadoras de doenças no Brasil. Só que não se faz nada em termos de saneamento no País. Qual a sua visão sobre o atentado a Jair Bolsonaro? Nós tivemos uma posição oficial. É um retrato da insegurança do País. Veja o seguinte. O Bolsonaro estava cercado por 25 agentes da polícia federal. Vai alguém com uma faca e consegue atingir o Bolsonaro. O próprio discurso do Bolsonaro falando que a solução era armar todo mundo não é a solução. Para Eymael, processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder foi indecente (Foto: Ivo Lindbergh) O senhor é contra o armamento então? Porte de armas seletivo. Que é mais ou menos o sistema que temos hoje. Só que nós temos que fazer que nem o sistema europeu. Você tem o porte de arma seletivo, mas a pessoa que tem periodicamente tem que demonstrar que tem condições de ter uma arma. Em um segundo turno, quem o senhor apoiaria? Hoje, o Haddad vai para o segundo turno e eu estou absolutamente convencido disso. E só a democracia cristã pode derrotar o Haddad. Nenhum outro candidato tem condições. O Lula vai transferir os votos. Hoje os jornais já dizem: um terço do eleitorado brasileiro já aceita votar em alguém indicado pelo Lula. Mesmo só com 9% ele já vence o Bolsonaro no segundo turno. Por que? Porque nós somos as conquistas sociais dos trabalhadores. O partido com a totalidade dos avanços sociais na Constituição, todos os avanços sociais dos trabalhadores presentes na Constituição são da Democracia Cristã. Num segundo turno, o tempo de TV é igual, não são mais os oitos segundo que nós temos. E se o senhor não chegar no segundo turno, apoiaria outro candidato? Se eu te responder esta pergunta eu já estaria aceitando não ir para o segundo turno (risos). Quais estatais você manteria e quais você privatizaria? Eu mantenho Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, por uma questão de segurança nacional. As demais eu ia fazer uma análise da vantagem de continuar com elas ou não. Como o senhor trataria a questão dos refugiados venezuelanos? Tem que acolhê-los e fazer uma distribuição dentro do território nacional. Mas o Brasil não pode ficar indiferente à situação da Venezuela, que é um regime ditatorial. No governo do PT houve uma certa condescendência. O Temer poderia ter um certo posicionamento. Qual sua posição sobre a Reforma Trabalhista? Em termos gerais eu acho que houve um avanço. Dando um pouco mais de liberdade na relação entre patrão e empregado. O que eu acho que foi um erro foi o corte abrupto do imposto sindical, sem uma transição, sem dar uma chance para os sindicatos se adequarem e criarem novas fontes de receita. O estrago já está feito. Tem que fazer um amplo debate nacional para ver como os sindicatos vão se manter. É preciso fazer a Reforma da Previdência? Tem que fazer. O problema fundamental é o período de vida mais longo. A previdência foi calculada com base em um período mais curto. Tem que ter uma elevação na idade mínima e tem que ter uma transição inteligente. A Previdência está quebrada. Tem que ter reforma, mas também tem que cobrar quem está devendo. Como o senhor avalia os resultados do último impeachment? Olha os dois anos do Temer. Tinha que ter sido mais transparente o sistema de impeachment. Uma análise realmente, uma comprovação de desvio. Aquilo foi carta marcada com o vice-presidente tramando para tomar o lugar da presidente. Nós defendíamos, em 2016, a convocação de novas eleições. A coisa foi alongando, o TSE acabou não julgando, com o MDB articulado para tomar conta do governo. Eymael conta a história do seu famoso jingle:  Foi um golpe então? Foi indecente. O que o senhor pretende fazer para gerar emprego? Emprego é fruto do desenvolvimento. Tem algumas medidas que podem ser tomadas. Uma delas, eu coloquei que o ICMS pode ser seletivo, menor, para os produtos mais necessários, como no caso dos genéricos, em São Paulo. A cesta básica da constituição poderia ter este critério. O setor que mais reage é a construção civil. Ter uma redução no ICMS da Construção Civil poderia ser um avanço. Outra questão é a seguinte. Hoje tem financiamento, a pessoa tem que ter 20% para comprar o imóvel. Ela não compra. Se ela tivesse 100% de financiamento ela passaria a ter este financiamento e pagaria um valor inferior ao que paga de aluguel. O risco para os bancos é zero porque tem a garantia do imóvel. Mas hoje os juros são elevadíssimos. A parcela ainda fica, muitas vezes, muito mais alta o que o aluguel. Como resolver isto? Aí você entra em uma outra área. A falta de renda não pode representar a falta de moradia. Isto é básico, é fundamental. Hoje, se você não tem renda, você não tem moradia. Este é um problema de gestão pública.    

Skaf acredita que pode se beneficiar do desgaste do PSDB (Foto: Karim Kahn)

Cidade

 Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, do MDB, diz que é possível construir 50 quilômetros de linha metroviária em um espaço de quatro anos.  “Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô”, continua o candidato, 63, que é do mesmo partido do presidente Michel Temer e tenta pela terceira vez chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Foi quarto em 2010 e segundo em 2014. Apesar de estar na mesma sigla de Temer, Skaf busca desvencilhar a sua imagem à do presidente, que sofre com grande rejeição no fim de seu mandato. Como bandeira de sua campanha no Estado, o empresário paulistano aposta no sistema educacional implantado no Serviço Social da Indústria (Sesi) durante a sua gestão. Confira a entrevista completa do candidato.  Como pretende implementar o “Sistema de Ensino Sesi” na Rede Pública? Pretende ampliar o EAD no Ensino Superior?  Pretendo implementar um plano gradual para a universalização do ensino em tempo integral na rede estadual, nos mesmos moldes que fiz com sucesso no Sesi. Em 2020, os alunos que entrarem no primeiro ano do Ensino Fundamental terão aulas em tempo integral. Ao longo de quatro anos adequarei a rede de escolas para receberem o ensino integral. Deixarei todo o caminho pronto para que, em dez anos, todos os alunos do Ensino Fundamental I tenham educação em tempo integral de qualidade. Sobre o ensino à distância, acredito que é uma boa alternativa para educação profissional e superior. Ela vem ganhando força ao longo dos últimos anos. O Senai já possui 210,5 mil matrículas de ensino à distância. Quero levar a experiência do Senai para o Estado de São Paulo. Skaf afirma que deseja proibir as "saidinhas" dos presidiários (Foto: Karim Kahn)  Apesar dos números decrescentes em relação aos homicídios, o paulista não se sente seguro. O que fazer para diminuir esta sensação de insegurança? Como pretende agir em relação às facções?  Não podemos aceitar a insegurança instalada no Estado. A segurança pública está abandonada. A cada 1 hora e 8 minutos, uma pessoa é morta ou sofre tentativa de homicídio. A cada 47 minutos, uma pessoa (mulher ou vulnerável) é estuprada. A cada hora, 107 pessoas são roubadas ou furtadas no estado. É dever do governador garantir que os cidadãos possam ir e vir em segurança. Pretendo agir em três frentes. Primeiro, vou equipar, modernizar e integrar o trabalho das nossas polícias. Elas estarão voltadas para a atividade-fim. Ou seja, para a investigação e o patrulhamento. O nosso foco será a inteligência policial. Além disso, é urgente reassumir o controle dos nossos presídios. Hoje, eles estão nas mãos do crime organizado. Não é possível que o governo paulista seja refém do crime organizado. Pretendo também, utilizar a minha força e liderança política como governador para atualizar a lei penal no Congresso Nacional. Quero acabar com as saidinhas, visitinhas e redução de penas.  Mulheres têm relatado abusos nas proximidades e, até mesmo, dentro das estações do Metrô. Haverá uma política específica para a segurança delas?  É inadmissível que mulheres e meninas sejam violentadas a caminho do trabalho, da escola ou em seu tempo de lazer. As mulheres enfrentam diariamente situações absurdas no transporte público. Precisamos coibir e investigar os crimes e abusos sexuais dentro e fora do transporte público. Para isso, como disse, pretendo aumentar o efetivo policial alocado na atividade-fim. Vou desburocratizar o serviço policial, aumentando assim a quantidade de policiais militares em patrulhamento nas ruas e policiais civis investigando. Com relação especificamente ao transporte público, pretendo aumentar a vigilância por meio da instalação de câmeras nos trens e estações de metrô, da CPTM e nos ônibus intermunicipais da EMTU, cuja licitação compete ao governo. Além disso, no meu governo intensificaremos o programa de denúncia a casos de abusos no transporte público. Precisamos conscientizar a população sobre a importância de denunciar os agressores. Tanto as vítimas quanto as pessoas que presenciam abusos devem denunciar e cabe ao governo garantir que esses crimes não fiquem impunes. Não podemos nos omitir.  Falando em Metrô, o transporte sobre trilhos é um tema que gera bastante palpitação nos paulistas, sobretudo, paulistanos. O que fazer para melhorá-lo?  Mobilidade urbana é um problema que precisa ser enfrentado com planejamento, boa gestão e direcionamento de investimentos. O metrô de São Paulo tem a mesma idade dos metrôs da Cidade do México e de Seul, mas com uma rede bastante inferior. Enquanto São Paulo conta com uma rede de 92 quilômetros, Seul conta com 331 quilômetros de metrô e a Cidade do México com 226 quilômetros. Não podemos continuar expandindo a rede num ritmo de 2 quilômetros por ano. Vamos fazer um amplo projeto de investimentos em metrô, de forma a aumentar o número de conexões da rede e equilibrar a quantidade de passageiros nas estações. Temos um plano de expansão de 100 km de rede metrô em dez anos. Vamos implantar de 40 a 50 quilômetros durante o mandato de quatro anos e criar as condições necessárias para que as obras continuem futuramente no mesmo ritmo. Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô. Paulo Skaf ao lado de Cidinha Raiz, candidata ao Senado pelo MDB (Foto: Karim Kahn)  Voltamos a nos assustar com o baixo nível do Sistema Cantareira. O que fará para que o abastecimento não seja afetado mesmo em tempos de seca?  Na nossa avaliação, o abastecimento no ano de 2018 está garantido, pois o Cantareira está com nível de 37%, recebendo água da transposição da Bacia do Paraíba do Sul e foram feitas obras de interligação dos sistemas que abastecem a cidade de São Paulo. Para 2019, o abastecimento depende do volume de chuvas que será verificado no período de novembro a abril. Ainda que não haja necessidade de racionalização do consumo este ano, São Paulo não pode ficar à mercê das crises hídricas. Minha prioridade para garantia do abastecimento é o combate às perdas de água. Anualmente, a Sabesp perde mais de 30% do volume total de água captada. Isso representou, apenas em 2017, o desperdício de 850 milhões de metros cúbicos de água. É quase esvaziar um sistema Cantareira inteiro, só em perdas na rede. Além de representar o desperdício de um recurso escasso, afeta a segurança no abastecimento da região metropolitana. Vamos fazer um amplo programa para redução das perdas de água, com investimento em manutenção e renovação da rede, uso de tecnologia e combate às ligações irregulares. Além disso, vamos concluir as obras de interligação dos diferentes sistemas de abastecimento da Grande São Paulo.  Temos visto muitos problemas na área da saúde pública. Quais são os seus planos para estes temas?  Não há maior desrespeito a uma pessoa do que necessitar de atendimento médico e não conseguir. Precisamos garantir atendimento médico com qualidade e rapidez. Não podem existir hospitais sem equipamentos ou com equipamentos quebrados, muito menos equipamentos sem médicos ou técnicos para operá-los. No meu governo vou organizar a saúde por região, desde o primeiro atendimento até a alta complexidade. Precisamos organizar e articular os entes de saúde que compõem a rede SUS no estado de São Paulo, dando resolutividade à atenção básica e desafogando os grandes hospitais para o atendimento à alta complexidade. Além disso, vou implantar o prontuário eletrônico em todo o Estado. O prontuário eletrônico guardará todo o histórico clínico dos pacientes.  E para a habitação?  Com relação à habitação, nos últimos anos, muitos bairros populares foram formados por loteamentos clandestinos e invasões. Essas ocupações trazem insegurança jurídica aos cidadãos. As famílias têm pouco conhecimento técnico e condições financeiras para regularizar a situação da sua moradia. Por outro lado, o CDHU tem forte experiência no tema, precisamos vocacionar o CDHU para gestão, regulação e regularização das habitações. No meu governo, o objetivo do CDHU será a regularização fundiária, gestão de plano de terrenos estaduais para construção de habitações e fomentação de PPPs para construção de moradias. Também investiremos na urbanização das favelas. As comunidades são áreas nas quais o estado não se faz presente. Como se sabe, essas regiões carecem de infraestrutura urbana, educação, saúde, cultura, entre outros. Candidato pretende replicar sistema educacional do Sesi na rede pública estadual (Foto: Karim Kahn)  O Sesi tem um projeto vencedor no esporte. Como replicar isto no governo do Estado? Quais são seus planos em relação à área esportiva?  O esporte é uma poderosa ferramenta à serviço da saúde, da educação e da inclusão social. No Sesi adotamos a pedagogia do exemplo, ao fomentar o aperfeiçoamento de atletas e equipes profissionais, o Sesi não apenas busca resultados expressivos como também contribui para a criação de novos exemplos e dissemina à sociedade uma ampla gama de modalidades esportivas ainda pouco conhecidas no Brasil. Hoje, o Programa Atleta do Futuro do Sesi promove a formação esportiva de quase 115 mil crianças e adolescentes. Pretendo levar a experiência do Programa Atleta Do Futuro para toda a rede estadual de ensino, em parceria com as prefeituras, empresas e demais membros da sociedade civil. Vamos também incentivar a prática de esportes paraolímpicos, com a instalação de equipamentos esportivos adaptados para a prática de esporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Como ferramenta de inclusão social, vamos ampliar os equipamentos esportivos nas comunidades da capital e do interior.  Como pretende se relacionar com as administrações municipais, principalmente, da Capital?  Eu pretendo ter um relacionamento muito próximo com os prefeitos. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. Os problemas dos municípios também são problema do governador. As prefeituras são responsáveis pela gestão dos serviços mais essenciais para população, como educação e saúde, mas são os entes da Federação que recebem a menor parcela da arrecadação. Ao longo desses quase trinta anos, a carga tributária aumentou 9 pontos percentuais, saindo de 23,3% em 1988, para 32,36% em 2017.  No entanto, só a União se beneficiou desse crescimento. Do total da arrecadação, 50% é destinado à União, 27% aos estados e apenas 24% são destinados aos municípios. Vamos defender o aumento a fatia dos estados e municípios na receita tributária e apoiar os municípios na geração de soluções eficientes para saúde e educação.  Acredita que a máquina pública está inchada? Pretende diminuí-la?  Uma das minhas primeiras ações como governador será melhorar a gestão do governo, aumentando a eficiência e cortando gastos desnecessários. Faltam professores, policiais, médicos e sobram funcionários em atividades burocráticas. Quero desburocratizar o serviço público e alocar os funcionários nas atividades-fim. Quero os policiais militares nas ruas evitando crimes. Quero a Polícia Civil investigando e punindo os crimes que infelizmente ocorreram. Quero que nossos professores sejam valorizados e respeitados. É assim que vamos transformar São Paulo. Skaf evitou falar sobre Temer na entrevista (Foto: Marcello Casal Jr./ABR/Fotos Públicas)  Como amenizar o problema do desemprego? Quais são seus planos para a economia?  O estado de São Paulo possui 3,5 milhões de pessoas desempregadas. Ampliando esse montante, todo ano aproximadamente 700 mil jovens atingem idade para trabalhar e muitos deles já buscam seu primeiro emprego. Precisamos gerar novos postos de trabalho. Para isso, pretendo atrair mais investimentos para o estado de São Paulo, por meio da busca ativa por novas empresas no Brasil e no exterior. Além disso, tenho um grande programa de investimentos em ferrovias, rodovias, metrô e habitação, áreas que oferecem muitas vagas. Além de gerar empregos, precisamos qualificar a nossa mão-de-obra. O mundo mudou, estamos entrando na quarta revolução industrial, na era da internet das coisas, da nanotecnologia. Essa revolução está criando novos empregos, altamente tecnológicos. Precisamos preparar nossos jovens para esse novo mercado. Para isso, precisamos de educação básica de qualidade e modernização das ETECs e FATECs. Vou equipar, modernizar e implantar laboratórios modernos nas ETECs e FATECs. Além disso, precisamos direcionar as ETECs e FATECs para as vocações locais. O objetivo dos cursos técnicos tem que ser o emprego. Não adianta formar as pessoas em áreas para as quais não há empregos na região. Por isso, vou utilizar a experiência de sucesso do Senai, direcionando os cursos das ETECs e FATECs para o mercado local.  Tendo em vista que o PSDB está há 24 anos no poder e que a taxa de aprovação do presidente Michel Temer, do seu partido, é baixa, como mostrar para o paulista que o senhor é uma opção melhor do que o Doria em um eventual segundo turno?  A população procura um candidato que resolva os problemas que precisam ser atacados. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. O que eu quero mostrar para o povo é que sou um candidato de fazer e não de falar. Foi-se o tempo das promessas vazias, dos padrinhos políticos, do jogo de empurra, do só falar e não fazer. Quem me conhece sabe: eu faço antes de falar. Ao longo de anos à frente do Sesi e do Senai, percorri grande parte do estado de São Paulo, mas não foi fazendo política. Foi construindo e reformando escolas, transformando a vida das pessoas. Eu quero apresentar ao eleitor de São Paulo as minhas propostas. Se for da vontade de Deus e a decisão do povo do estado de São Paulo que eu seja eleito, garanto que não vão se arrepender.  

Chequer não se arrepende de ter apoiado o impeachment de Dilma (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Fundador do movimento Vem Pra Rua, que chegou a reunir até 6 milhões de pessoas em protestos pelo impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff (PT), Rogerio Chequer, aos 50 anos, é o candidato do Novo ao Governo do Estado e quer implantar “a nova política”, que “trabalha junto com a população, não contra ela”. Sem coligações e sem tempo de TV, Chequer aposta no poder das mídias sociais e da tecnologia para chegar ao eleitor, além de ações como a que realiza na Avenida Paulista, aos domingos, com dois microfones, um para ele e outra para alguém fazer perguntas sobre as suas propostas. Se eleito, acredita que poderá contar com o apoio da população para inibir os deputados estaduais de votarem contra ou pedirem barganhas em troca da aprovação de projetos necessários aos paulistas. Ele garantiu que não irá lotear Secretarias em troca de apoio. Crítico ferrenho do PT, Chequer não se considera nem de esquerda e nem de direita, e disse que estes argumentos são erros que levam a desvios de informação.  O que você faria em uma situação de crise hídrica? Temos que começar um programa para preparar não apenas as bacias ao redor da cidade de São Paulo, mas as outras bacias hidrográficas do Estado para terem tanto armazenamento de água quanto qualidade, além da necessidade de um saneamento fiscalizado. Hoje, a Sabesp coleta e não trata tudo, e quem regula é a Cetesb. As duas empresas são de controle do Estado. Se você tem interferência governamental nas duas, quem perde é o cidadão que vai ficar sem a devida fiscalização. Chequer acredita que a população paulista perde com a administração estatal da Sabesp e da Cetesb (Foto: Ivo Lindbergh) Então você pensa em passar à iniciativa privada estes serviços? A regulamentação não. A responsabilidade é do Estado. A Sabesp deveria oferecer serviço do que nível que oferecem hoje as empresas de saneamento privado. E os municípios deveriam estar livres e desimpedidos para fazerem parcerias público-privadas de saneamento. O que você pretende fazer para reduzir a sensação de insegurança no Estado? Um dos motivos principais de insegurança é que a capacidade investigativa da polícia civil é muito baixa, que tem que ser recuperada. A outra é o monitoramento de limites. São Paulo não produz nem drogas nem armas. O que chega aqui vem por caminhões. Chegou a hora de nós utilizarmos tecnologia de escaneamento de containers para investigar as cargas que chegam em São Paulo. Na prática, como você pretende crescer o Metrô? A interligação de São Paulo com as outras cidades do Estado é importante. Precisamos avançar nos projetos de montar eixos Norte-Sul e Leste-Oeste: do Vale do Paraíba, Sorocaba, Campinas e Americana e Baixada Santista. Com isto, você diminui esse fluxo de 1,8 milhões de carros que chegam todo dia à Região Metropolitana de São Paulo. Como você pretende ter o apoio da Assembleia Legislativa? O Legislativo, tanto no nível federal ou estadual, sempre que necessário exige novas barganhas ao governo. Além de pedir de emendas e cargos. Este sistema não funciona. Nós vamos fazer uma triangulação com o povo. Na nossa campanha, falaremos quais são as nossas promessas e vamos falar quais são as medidas que precisam da Assembleia. Eu pretendo conversar com toda a Assembleia, mas se houver resistência em projetos de melhoria à vida da população é a população que vai cobrar. Candidato afirma que o transporte sobre trilhos deve ser ampliado no Estado (Foto: Ivo Lindbergh) Como você pretender sanar o déficit habitacional do Estado? Por meio de parcerias feitas com a iniciativa privada. A construção de moradias requer um investimento inicial e os governos não têm recursos suficientes para colocar este pagamento inicial. No entanto, eles conseguem montar parcerias. Não só para construir ou reformar, mas para a zeladoria. O que não pode ser feito é você dar espaços para as pessoas morarem e depois não se preocupar com a qualidade destes espaços. O prédio do Paissandu é o melhor exemplo disso. E para sanar os problemas da Saúde? Trazer modernização à saúde como nunca foi feito no Estado de São Paulo. É absurdo que, em 2018, um usuário do SUS não possa marcar uma consulta ou exame pelo próprio celular. Para isto é preciso um cadastro único, que permitirá um histórico do paciente registrado. Queremos trazer também o conceito do médico de família, que cuidará com uma equipe de uma região geográfica.  Nesta região, ele  fará medicina preventiva, vitaminas, diagnósticos precoces e encaminhará estas pessoas diretamente ao especialista, quando necessário, desafogando o atendimento inicial e resolvendo antes que a pessoa precise perder um dia de trabalho para ficar em uma fila. E como gerar emprego no Estado de São Paulo? O maior empregador do Brasil, hoje, são as médias e pequenas empresas. Existem 5,3 milhões empresas registradas no Estado.  Se cada um contratar uma pessoa você chega a quase metade do desemprego nacional. Precisamos facilitar a forma, os meios, a legislação, para que estes empreendedores que realmente tomam risco possam fazer contratações. Algumas dessas contratações terão de ser feitas em parceria com o Governo Federal e com o Congresso, na mudança de algumas reformas trabalhistas que ainda prejudicam a contratação de pessoas. "Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer" (Foto: Ivo Lindbergh) Os resultados do impeachment para o Brasil, com Michel Temer (MDB) presidente, compensaram? A qualidade do vice-presidente jamais pode ser o critério para não afastar um presidente ou uma presidente criminosa do poder. O dia que nós deixarmos de punir porque o vice-presidente tem baixa qualidade estaremos prejudicando todo processo constitucional e democrático no País. Nós não votamos no Temer. Eu não votei no Temer. Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer. O Temer tem baixa qualidade então? Principalmente pela qualidade das pessoas que ele se cercou. Trazendo para o governo a velha política. O movimento Vem Pra Rua foi o único que pediu o afastamento do presidente Temer, mas algumas pessoas tinham esperança que ele poderia fazer as reformas necessárias e preferiram fazer vista grossa para a falta de ética que estava rondando a Presidência.  

Plataforma da Justiça Eleitoral garante o anonimato de denunciantes (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Desde a disponibilização do aplicativo Pardal pela Justiça Eleitoral em agosto, o sistema recebeu, no Estado de São Paulo, 953 comunicações. Desse total, 69% referem-se à propaganda eleitoral e as demais denúncias se relacionam a crimes eleitorais, uso da máquina pública, compra de votos, entre outras. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Social do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Além da opção de download do Pardal para uso em dispositivos móveis, eleitores podem acessá-lo também em sua versão web no site do TRE paulista, que atua no maior colégio do País, com 33 milhões de eleitores. O sistema Pardal, ferramenta de fiscalização e denúncia, possibilita ao eleitor denunciar diferentes irregularidades durante as eleições de 2018, como propagandas eleitorais, compra de votos, uso da máquina pública, crimes eleitorais, doações e gastos de campanha. Infrações nas propagandas veiculadas em emissoras de TV e rádio e na internet não serão processadas pelo sistema. Para realizar a denúncia, o autor deve inserir elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, além do nome e CPF. As denúncias são encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral, que é uma das partes legítimas para ajuizar representações perante o TRE-SP contra supostas infrações eleitorais. Além do Pardal, o eleitor pode denunciar irregularidades no sistema de Denúncia online. Entretanto, por meio desse sistema, é possível denunciar somente propagandas de rua consideradas fixas, ou seja, veiculadas por meio de outdoors, balões, bonecos, cavaletes, pichações e de inscrições a tinta em muros e fachadas. A denúncia enviada por esse sistema é encaminhada diretamente ao juiz eleitoral que, caso constate a irregularidade, notificará o responsável para retirar a propaganda irregular no prazo de 48 horas. Se a ordem for cumprida, o procedimento será arquivado, mas se persistir a irregularidade, o expediente será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral. O sistema recebeu, desde a sua implementação em junho, 461 denúncias.

Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

Opinião

Nesta semana, a polêmica da vez foi a declaração de um militar acerca dos malefícios de uma criança crescer longe da figura do pai ou do avô. De acordo com ele, jovens nesta condição ficam mais vulneráveis à criminalidade, principalmente se viverem em áreas dominadas pelo tráfico. Sinceramente, não entendi o porquê de tanta celeuma para uma afirmação tão óbvia. Ao contrário do que a grande mídia propagou por aí, a assertiva do tal general não constitui qualquer ofensa às mulheres e às mães em geral. Trata-se, apenas e tão somente, de uma constatação empírica. Crescer em uma família desestruturada (sem pai ou mãe) contribui, sim, para que o jovem venha a trilhar no mundo do crime, bastando para tanto analisar os estudos e pesquisas sobre o tema. O fato de o militar ter feito referência somente à ausência da figura masculina não significa que o contrário não seja também verdadeiro. Isso só não foi explicitado porque a grande maioria dos jovens com famílias cindidas vive na companhia da mãe e da avó, e não do pai ou do avô. E, na ausência destes últimos, surge então a necessidade de um referencial paterno, de uma figura masculina, que, infelizmente, pode vir a ser o traficante do morro, vez que dotado de autoridade, poder e dinheiro. Alguma incoerência em tal discurso? Creio que não! No ano de 2007, inclusive, um grande jornal do país divulgou um trabalho com esta mesma conclusão. No entanto, ninguém reclamou de nada. Já em 2008, foi a vez de Barack Obama dizer que crianças sem pai têm 20 vezes mais chances de acabarem na prisão. Todavia, mais uma vez o silêncio foi sepulcral. Por fim, em 2016, um estudo de minha instituição revelou não só que dois em cada três jovens infratores vêm de lares sem pai, como também que 60% deles não professam nenhuma religião. Em outras palavras, Deus e família (pai e mãe) são sim inibidores do crime, não havendo como se negar o óbvio. Na realidade, o problema não foi o conteúdo do que foi dito, mas sim por quem foi dito. E isso já bastou para se dar início a um verdadeiro assassinato de reputações. Lamentável! Hoje em dia, creio que tão ou mais grave que a corrupção material e financeira, é a corrupção espiritual, intelectual e de personalidade de alguns. Definitivamente, o maior problema do Brasil é a corrupção da inteligência! Rodrigo Merli Antunes é Promotor de Justiça do Tribunal do Júri de Guarulhos e pós-graduado em Direito Processual Penal*

157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é o único barrado pela Lei da Ficha Limpa para as eleições deste ano. Até agora, foram 157 candidatos impedidos de prosseguirem na disputa com base em dados ainda parciais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número representa 6% de todas as 2.599 candidaturas rejeitadas pela Justiça Federal. Restam 27.402 consideradas aptas, entre presidenciáveis, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Em 2014, foram 250 nomes tirados da lista, cerca de 60% a mais do que neste pleito. Ainda assim, não conseguiu barrar Paulo Maluf como deputado federal, que, em 2013, fora condenado em segunda instância por improbidade administrativa. Já se vão mais de oito anos desde que a Lei Complementar 135/10, mais conhecida como Ficha Limpa, entrou em vigor, em 4 de junho de 2010. Passou a valer já nas eleições de 2012, proibindo candidaturas de condenados em segunda instância e sentenciando a oito anos de inelegibilidades aqueles que renunciassem ao cargo para evitar processo de cassação. O texto, que revolucionou a história eleitoral brasileira, é de uma clareza singular, embora ainda não falte quem ouse questioná-lo. Mas esta lei segue viva e atual, cumprindo o seu papel de depuração e ajudando a separar o joio do trigo. Pode até parecer pouco que apenas 6% do total de candidatos seja retido. Mas, sem a Lei da Ficha Limpa, o número de fichas sujas seria certamente bem maior. Cientes das restrições legais, os próprios partidos já fazem sua triagem, impedindo inscrições daqueles que seriam enquadrados pela legislação. Assim, a lei de iniciativa popular, nascida a partir da assinatura de mais de 1,6 milhão de cidadãos, vai mostrando sua importância no processo eleitoral. Seus efeitos são limitados no que diz respeito aos resultados finais, mas é um sopro de esperança para que os eleitores tenham opções de mais qualidade na disputa.

Candidato do PT foi atacado em debate da TV Aparecida (Foto: Reprodução/TV Aparecida)

Nacional

Com a ausência de Jair Bolsonaro (PSL), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, foi o alvo principal dos adversários durante o debate realizado na noite desta quinta-feira, 20, pela TV Aparecida, na cidade do interior paulista. Estreante num encontro entre os presidenciáveis, Haddad foi questionado sobre denúncias de corrupção envolvendo petistas e a crise econômica originada no governo da presidente cassada Dilma Rousseff. Haddad assumiu a candidatura presidencial do PT somente no dia 11 deste mês, em substituição a Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato e barrado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme as mais recentes pesquisas, ele está em segundo lugar nas intenções de voto, atrás do líder Bolsonaro - o candidato do PSL permanece internado se recuperando de uma facada. O debate desta quinta-feira foi promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no Santuário Nacional de Aparecida. O Ibope, em sua mais recente pesquisa, mediu as intenções de voto entre os católicos. Jair Bolsonaro lidera e, no dia 18, tinha 25%. Fernando Haddad estava com 21%, mas tinha 9% na pesquisa anterior. A transferência dos votos do ex-presidente Lula lhe deu 12 pontos entre os católicos. Ciro Gomes oscilou para cima, com 13% do eleitorado desta religião. 
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Fala do General Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, causou polêmica (Foto: Henrique Barreto/AE)

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157 candidatos já foram barrados pela Justiça com base na Ficha Limpa, incluindo Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

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Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

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