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Sex, Nov

Time de várzea da Zona Norte faz campanha do agasalho anualmente (Foto: Divulgação)

Cidade

O fim de maio e os meses de junho, julho e agosto fazem parte da época mais fria do ano. E os moradores em situação de rua são os que mais sofrem com o inverno.  Durante a estação, os termômetros da Capital já marcaram 0,8°C em 1948 e 1994. Os dados são do site O Globo.

Para combater o frio, ONG's, empresas e até times de futebol de várzea organizam campanhas de agasalho nos quatro cantos de São Paulo. O Metrô News selecionou cinco ações nas zonas norte, sul, leste e oeste. Desta forma, caso o leitor queira colaborar com alguma delas, poderá encontrar a mais próxima de sua casa. 

Entrega de cobertores e agasalhos na Zona Norte

A ONG Geração Solidária colocou três pontos de coletas de agasalho e cobertores na zona norte de SP:

  • Mercado Pão de Açúcar, na Avenida Nova Cantareira, 240/248 – Tremembé.
  • All Net, na Avenida Coronel Sezefredo Fagundes, 2742 – Jardim Tremembé.
  • Escola Estadual Professor Izac  Silvério, na Rua Bitencourt da Silva, 218 – Vila Albertina.

As doações serão recolhidas no dia 15 de julho e destinadas às pessoas que ficam nas ruas próximas às Estações de Metrô Santana, Tietê e República, além de atender às comunidades da Vila Albertina, Vila Zilda, Jardim Fontalis e à Ocupação Brilho Sol Nascente.

“O objetivo é levar solidariedade para as pessoas em situação de rua ou carentes”, disse o professor Heleno Oliveira, é um dos organizadores da ONG, responsável por outros projetos sociais desde 2005.

No bairro do Imirim, o time de futebol Balalaika Mecânica FC. arrecada cobertores e agasalhos para distribuir aos moradores de rua. As entregas serão feitas na próxima quinta-feira, 21. Mais informações na página do Facebook ou do Instagram do time. 

Árvore Solidária na Zona Sul

Na Vila Mariana, é numa árvore, na calçada da Rua Capitão Cavalcanti, que as doações são feitas. A iniciativa é da empresa Team Worker, de comunicação social, que inovou em 2016 e manteve a campanha. “Vimos muitas pessoas na região que precisavam de doações, então colocamos o cartaz na árvore do calor, que ajuda muita gente da região”, disse Tatiane Carvalho, que atua na administração financeira da empresa.

As doações ocorrem de maneira rotativa e diária. Moradores em situação de rua podem recolher as roupas nos galhos (Foto: Caroline Pelegrini)

ONG ajuda aldeias indígenas na Zona Oeste

Na zona oeste da Capital, a ONG Pena Indígena, liderada por Thiago Zagare, recolhe agasalhos, cobertores e calçados nas casas dos doadores nas regiões de Pirituba e Freguesia do Ó. Depois, as peças são separadas de acordo com a necessidade de cada aldeia do Jaraguá e levadas pelo próprio Zagare. 

"São cinco aldeias, mas com as poucas doações que recebo, só consigo auxiliar duas”, disse o organizador. Quem quiser doar, basta acessar a página no Facebook da ONG e mandar uma mensagem via inbox.

Salão de beleza oferece descontos em troca de roupas na Zona Leste

O salão de beleza Studio JM – Estética, Bem Estar e Autoestima, localizado no bairro Parque Savoy City, na zona leste de SP, recebe doações em troca de desconto em serviços estéticos.  

“No primeiro dia de campanha, abri mão de todo o meu lucro pela troca de doações. Foi num sábado, dia que mais tem movimento no salão. Foram tantas doações que até fugiu da minha alçada”, disse a esteticista Jully Ronqui, que encaminha as peças à ONG CEA Manchester e aos moradores de rua. Interessadas em fazer depilação ou retocar as sobrancelhas com desconto podem ir até a Avenida Alziro Zarur, 1286. Maiores informações no Facebook do salão.

Esteticista abriu mão de lucro para combater frio (Foto: Divulgação)

Pontos de coleta espalhados pela cidade

A Prefeitura da Cidade de São Paulo, em parceria com a Turma da Mônica, também coleta doações em delegacias, mercados, Poupatempos e demais órgãos públicos distribuídos na Capital. No site do Executivo paulistano é possível ver os locais mais próximos de sua residência. Basta inserir o CEP local.

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Gerente do COB vê evolução na participação brasileira nos Jogos de Inverno (Foto: Reprodução/Twitter)

Esporte

Uma cena que até tempos atrás parecia impossível marcou a cerimônia de encerramento da Olimpíada de Inverno, neste domingo Desafetas históricas, as Coreias do Sul e do Norte entraram lado a lado no estádio em Pyeongchang, sinalizando a desejada paz que terminaria com longos anos de conflitos entre as nações.

A cena foi vista logo no início da cerimônia. As delegações de ambos os países desfilaram pelo estádio sob intensos aplausos, portando bandeiras das duas Coreias, além das cores da península coreana. Mesmo que houvessem muito mais atletas sul-coreanos, os símbolos de ambos os países foram divididos.

Na plateia, tudo era visto pelo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, pelo vice-diretor no Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, Kim Yong Chol, e pela filha e assessora do presidente dos Estados Unidos, Ivanka Trump. Foi antes da cerimônia, aliás, que Chol sinalizou que os norte-coreanos estão dispostos a abrir conversas com os norte-americanos em busca da diplomacia.

Foi sob este clima de paz que se transcorreu a cerimônia. Se o foco eram as duas Coreias, houve também lembranças sobre a China Afinal, o país receberá a próxima edição dos Jogos de Inverno, que acontecerão em Pequim, em 2022. Para homenagear a China, a organização sul-coreana preparou uma apresentação cheia de luzes, que formaram um panda que patinava no gelo.

Outro ponto alto da noite foi a exibição de drones iluminados que formaram o mascote da Olimpíada de Inverno no céu Houve também muita música. Foram dois shows de K-pop, o pop sul-coreano, gênero bastante apreciado no país e que tem muitos fãs no Brasil. No fim, um DJ fez a festa dos atletas com música eletrônica.

Noruega em primeiro e Brasil sem medalhas

A Noruega terminou os Jogos de Inverno como a grande campeã na Coreia do Sul. Ao todo, foram 39 medalhas: 14 de ouro, 14 de prata e 11 de bronze. 

Já o Brasil encerrou o torneio sem medalhas. No entanto, apesar de não ver nenhum atleta do País subir no pódio, o gerente geral de alto rendimento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) ficou satisfeito com o resultado. 

"Nosso objetivo em participar dos Jogos de Inverno é buscar a melhor representatividade possível do País no evento. Neste contexto, o Brasil alcançou o seu objetivo diante da classificação da terceira maior delegação de um pais das Américas no evento, ficando apenas atrás delegações dos Estados Unidos e do Canadá", pontuou.

Isadora não conseguiu repetir atuação que a levou para a final (Foto: Reprodução/Facebook)

Esporte

Após fazer história e conseguir chegar à final da patinação artística, a brasileira Isadora Williams, de 22 anos, ficou longe do pódio na modalidade nos Jogos de Inverno de PyeongChang, na Coreia do Sul. Na sua apresentação pelo programa longo, ela sofreu uma queda e se desestabilizou em alguns movimentos, o que a colocou na 24º posição, a última na classificação geral.

A brasileira se apresentou ao som da música Nyah, do filme Missão Impossível 2 (2000). Sua performance no Programa Livre durou quase cinco minutos, em um repertório obrigatoriamente maior que o Programa Curto. Na segunda metade da apresentação já era possível ver o cansaço na atleta. Ela caiu no primeiro salto e depois que se levantou e retomou a coreografia não conseguiu se recuperar completamente. 

Isadora estava no segundo grupo que se apresentou nesta quinta-feira, e foi a última a se apresentar. Ela disse que o tempo de espera a deixou muito nervosa. A brasileira obteve 88,44 pontos na última apresentação, que somados à sua nota do Programa Curto, deu um total de 144,18. Dias antes, na quarta-feira, ela teve um bom desempenho e seus 55,74 pontos a deixaram na 17ª posição. 

"Estou feliz por ter qualificado o Brasil para o Programa Longo pela primeira vez em uma Olimpíada. Mas eu tinha mais expectativas porque gosto muito da minha apresentação", afirmou a brasileira. "Depois que errei o primeiro salto eu fiquei muito nervosa. Eu estava treinando muito bem e já realizei várias vezes o Programa Longo sem nenhum erro. Eu não sei porque não fiz o uma apresentação limpa", completou. 

Como já se esperava, o ouro e a prata ficaram com as russas. A novata Alina Zagitova, de 15 anos, desbancou a favorita Evgenia Medvedeva, de 18, e conquistou o ouro com 238,57 pontos. Evgenia se apresentou ao som de uma música russa clássica, e conseguiu a prata, com 238,26. O terceiro lugar ficou com a canadense Kaetlyn Osmond, com 231,02. O ouro de Alina foi o primeiro da Rússia em Pyeongchang - o país compete nesta edição dos Jogos de Inverno sob uma bandeira neutra.

EUA havia perdido as quatro decisões anteriores para o Canadá. "Vingança" foi emocionante (Foto: Divulgação/COI)

Esporte

Em uma tensa disputa de pênaltis, os Estados Unidos superaram o Canadá por 3 a 2, nesta quinta-feira, e asseguraram a medalha de ouro na disputa feminina do hóquei feminino dos Jogos de Inverno de Pyeongchang, após uma final que terminou empatada em 2 a 2 e ficará marcada como uma das mais emocionantes decisões da história olímpica. "Deveríamos fazer um filme disso", afirmou a norte-americana Hilary Knight. "Tivemos todo o drama. É como uma história que termina como uma série incrível de conquistas".

Essa foi a primeira vez que as norte-americanas foram campeãs desde 1998, quando derrotaram o Canadá por 3 a 1 no primeiro torneio olímpico feminino de hóquei desde 1998. O Canadá havia vencido as quatro últimas edições do evento, incluindo a anterior, em Sochi-2014, quando reverteu uma desvantagem de dois gols das norte-americanas, batidas em todas essas decisões. Dessa vez, porém, foi a seleção dos Estados Unidos que estava perdendo, por 2 a 1, antes de garantir a sua vitória nos pênaltis.

LINDSEY VONN SE DESPEDE - Naquela que foi a sua última prova olímpica, a norte-americana Lindsey Vonn se despediu fora do pódio no combinado do esqui alpino. A atleta, de 33 anos, até liderou a disputa no downill, mas não foi Ben no slalom, sem conseguir concluí-lo.

Assim, ela terminou a sua história olímpica com o ouro no downhill e o bronze no Super G conquistados nos Jogos de 2010, além do bronze no downhill em PyeongChang. E a sua última competição olímpica foi vencida pela suíça Michelle Gisin, com a norte-americana Mikaela Shiffrin em segundo lugar e a também suíça Wendy Holdener na terceira posição.

OUTRAS MEDALHAS - Na patinação velocidade, o chinês Wu Dajing venceu a disputa de 500 metros. A holandesa Suzanne Schulting levou a melhor na prova de mil metros, após as sul-coreanas Minjeong Choi e Sukhee Shim se chocarem na volta final, ficando ambas fora do pódio. Já no revezamento masculino de 5.000m, o outro foi para a equipe masculina da Hungria.

Também nesta quinta-feira, na disputa do esqui estilo livre halfpipe, o ouro ficou com o norte-americano David Wise, mesmo após ele sofrer quedas nas suas duas primeiras tentativas. No revezamento 4x16km do biatlo, a equipe da Bielo-Rússia levou a medalha de ouro com o registro de 1h12min3s4.

A austríaca Anna Gasser se tornou nesta quinta a primeira campeã olímpica do snowboard big air, enquanto a Alemanha faturou o ouro na disputa masculina por equipes no combinado nórdico. Com isso, chegou aos 13 ouros, sete pratas e cinco bronzes no quadro de medalhas, só atrás da Noruega, também com 13 douradas, mas 12 pratas e dez bronzes. O terceiro lugar é do Canadá, com nove ouros, sete pratas e oito bronzes.

Decisão será disputada nesta quinta-feira e Isadora estará nela (Foto: Divulgação/COB)

Esporte

Em Sochi 2014, com apenas 18 anos, Isadora Williams tornou-se a primeira sul-americana a competir na patinação artística em uma edição dos Jogos Olímpicos. Quatro anos depois, a brasileira fez história mais uma vez e foi além.

Isadora encantou o público presente na Gangneung Ice Arena nesta terça-feira (no horário de Brasília) e se classificou entre as 24 melhores patinadoras do mundo que disputarão o Programa Longo dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018. Tornando-se, assim, a primeira brasileira (e sul-americana) a chegar à decisão da patinação artística nos Jogos de Inverno. A disputa final da patinação artística está marcada para às 22h da quinta-feira (22).

Com uma apresentação impecável, Isadora Williams mostrou que se supera em competições importantes. Ao som de Halleluja (de Leonard Cohen na versão de K.D. Lang), a brasileira fez a maior pontuação dos elementos técnicos e do Programa Curto de sua vida (55,74) para alcançar a 17ª colocação entre as 30 participantes. Essa é a primeira vez que uma atleta sul-americana passa para o Programa Longo dos Jogos Olímpicos, também chamado de Livre, porque as atletas não precisam realizar os movimentos obrigatórios que caracterizam o Curto.

A brasileira ainda ficou à frente da quinta, sétima e oitava colocadas do último Campeonato Europeu de Patinação Artística, realizado em janeiro de 2018. “Estou sentindo muito orgulho de representar o Brasil no Programa Longo dos Jogos Olímpicos pela primeira vez. Eu estou muito feliz. Fiz a apresentação que queria ter feito, uma apresentação limpa, sem erros. Realizei meu sonho, que era fazer uma apresentação perfeita nos Jogos Olímpicos”, disse Isadora. “Eu estava muito nervosa antes da prova. Mas já me senti muito bem no treino da manhã. Foi a melhor apresentação da minha vida. Foi um dia muito divertido hoje”, afirmou a brasileira, de 22 anos.

Em 2014, nos Jogos Olímpicos de Sochi, Isadora não conseguiu passar para o Programa Longo, ficando em último entre as 30 concorrentes no Curto. Isadora sofreu muito por não ter se apresentado bem em sua estreia olímpica. Mas não desistiu de seu sonho. Saiu da casa dos pais e foi morar sozinha em Little Falls, no estado de Nova Jersey (EUA), para treinar sob a coordenação dos técnicos Igor Lukanin e Kristin Fraser. A jovem amadureceu suas apresentações e incorporou novos elementos.

Rotina

A rotina da brasileira é dura. Isadora estuda Nutrição e Negócios do Esporte na Montclair State University, além de dar aulas de patinação para crianças. Como se não bastasse, Isadora ainda treina ao ponto de se colocar entre as 20 melhores atletas do mundo em sua modalidade. Nesta terça-feira, a brasileira tirou um peso das muito grande das costas. Peso que carregava desde Sochi-14. “Eu precisava apagar a decepção de Sochi. Foram três anos de muito sacrifício. Estou me sentindo muito mais leve. O meu objetivo em Sochi eu fiz aqui na Coreia. Agora eu vou ter uma memória boa dos Jogos Olímpicos”, disse.

Filha de mãe brasileira e pai norte-americano, Isadora Marie Williams nasceu em Marietta, nos Estados Unidos, e possui dupla cidadania. Começou a patinar aos cinco anos, após o pai a levar em um rink onde moravam. Aos nove, quando já participava de competições nos Estados Unidos, manifestou seu desejo de representar o Brasil na modalidade. Estreou pelo país em março de 2010, no Mundial Júnior de Patinação Artística realizado na Holanda. Em 2013, conquistou a 25ª colocação no Mundial Senior, ainda hoje a melhor marca brasileira na competição. No mesmo ano, Isadora Williams conquistou uma das vagas olímpicas disponíveis no Troféu Nebelhorn e tornou-se na primeira sul-americana a participar dos Jogos Olímpicos de Inverno na patinação artística, em Sochi 2014.

Na próxima quinta-feira (do Brasil), a brasileira volta a Gangneung Ice Arena para mais um capítulo de sua bela história. “Eu gosto mais do meu Programa Longo, tenho mais espaço para fazer mais saltos e gosto também da minha música, é mais sexy”, disse a atleta, que irá se apresentar ao som de um tango.

A posição final da competição individual feminina da patinação artística dos Jogos Olímpicos de Inverno PyeongChang 2018 será determinada pela soma das notas do Programa Curto e do Longo. Isadora mantém a meta de realizar uma apresentação sem erros e que encante o público mais uma vez. “Agora o meu objetivo é fazer uma apresentação muito limpa, sem erros. Eu não tenho controle do que os meus adversários vão fazer. Então eu tenho que me preocupar com o que eu vou fazer. Quero fazer um programa limpo, com todos os saltos e piruetas perfeitas. Esse é meu objetivo”, afirmou Isadora Williams, com convicção.

A russa Alina Zagitova, de 15 anos, foi a melhor do Programa Curto, com 82.92 pontos - novo recorde mundial.

Brasileiros estão otimistas em prova com quarteto (Foto: Divulgação/ COB)

Esporte

Pela primeira vez na história, o Brasil teve uma dupla no bobsled nos Jogos Olímpicos de Inverno. No entanto, Edson Bindilatti e Edson Martins não se classificaram entre os 20 primeiros que avançaram para a quarta e última bateria desta segunda-feira (19), em Pyeongchang, Coreia. Eles ficaram em 27º lugar entre os 30 trenós que participaram da disputa.

A dupla brasileira terminou com um tempo total de 2min30s71 no somatório das três primeiras descidas da competição e se mantiveram na mesma 27ª posição que já haviam conseguido no domingo (18). Na única disputa que realizaram nesta segunda, os xarás terminaram com o tempo de 50s35, depois de terem aberto a disputa no domingo com 50s14 na primeira descida do trenó e em seguida 50s22 na segunda.

Os brasileiros, porém, saíram satisfeito com o que mostraram e lembraram que conseguiram classificar o País para uma disputa inédita para o País em Jogos de Inverno. 

"Eu saio muito contente com a participação do Brasil no 2-man. Conseguimos colocar mais um trenó entre os principais países do mundo, que são os que disputam os Jogos Olímpicos. Quem se classificou para os Jogos é competitivo e tem condições de fazer bons resultados", ressaltou Edson Bindilatti, que é piloto dos dois trenós do Brasil em Pyeongchang, onde estará presente também na prova do 4-man, com equipes de quatro atletas em cada país participante.

Os xarás formarão com Odirlei Pessoni e Rafael Souza a equipe brasileira desta outra prova do bobsled dos Jogos na Coreia do Sul. Neste tipo de disputa, o Brasil já esteve presente com times nas edições de Salt Lake City-2002, Turim-2006 e Sochi-2014 da Olimpíada de Inverno. E o quarteto do País em Pyeongchang-2018 competirá no sábado e no domingo, dois últimos dias de competições em solo sul-coreano.

"Nosso 4-man é mais forte que o 2-man e tem mais chances de chegar à final. Podemos fazer um bom resultado com o 4-man aqui em Pyeongchang. Mas, para isso, temos que melhorar algumas coisas. O push e a pilotagem podem ser melhores. Preciso acertar a curva dois também. Quando você erra na curva dois, o trenó perde velocidade na pista toda", disse Bindilatti, por meio de declarações reproduzidas nesta segunda pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Ouro dividido

E a disputa por medalhas desta prova de duplas do bobsled em Pyeongchang contou com um fato curioso nesta segunda-feira. Tricampeões mundiais, os alemães Francesco Friedrich e Thorsten Margi estavam com o ouro garantido com o tempo somado de 3min16s86 após a quarta e última descida, mas tiveram que dividir o topo do pódio com os canadenses Justin Kripps e Alexander Kopacz, que cravaram exatamente a mesma marca da dupla alemã no somatório dos tempos.

Assim, as duas nações dividiram o ouro, enquanto o bronze ficou com a parceria da Letônia formada por Oskars Melbardis e Janis Strenga, com 3min16s91. Um empate na luta pelo ouro desta prova também aconteceu nos Jogos de Nagano-1998, no Japão, onde uma outra dupla canadense terminou empatada com outra da Itália, sendo que naquela ocasião o bronze ficou com a Suíça.

Noruega no topo

Apenas outras duas disputas por pódios aconteceram nesta segunda-feira. E elas tiveram dois ouros somados pela Noruega, que asseguraram assim a liderança no quadro geral de medalhas, com um total de 11 douradas, contra dez da Alemanha, vice-líder.

Um dos ouros do dia dos noruegueses foi obtido na prova por equipes do salto de esqui masculino, no qual os alemães levaram a prata e o bronze ficou com o time polonês. Já o outro ouro do país nórdico veio na prova masculina de 500 metros da patinação de velocidade, com a vitória de Havard Lorentzen, enquanto a prata foi conquistada pelo sul-coreano Cha Min Kyu e o bronze pelo chinês Gao Tingyu.

Brasileira faz história ao ir para a sua sexta Olimpíada

Esporte

Jaqueline Mourão terminou a prova do esqui cross-country dos Jogos de Inverno de Pyeongchang apenas na 74ª colocação entre as 90 atletas que competiram nesta disputa de quinta-feira na Coreia do Sul, mas fez história pelo Brasil ao completar a sua sexta participação em uma Olimpíada e igualar a marca de outros cinco ídolos do esporte nacional: a jogadora de futebol Formiga, os velejadores Torben Grael e Robert Scheidt, o cavaleiro Rodrigo Pessoa e o mesa-tenista Hugo Hoyama.

Aos 42 anos, Jaqueline assim deu mais um passo de uma trajetória que contou com duas presenças em Jogos de Verão, nos quais competiu em Atenas-2004 e Pequim-2008 no mountain bike, além de mais quatro na Olimpíada de Inverno. Antes de ingressar no grande evento em solo sul-coreano, ela foi aos eventos olímpicos de Turim-2006, Vancouver-2010 e Sochi-2014, sendo que na Rússia figurou entre as atletas do biatlo.

Mais velha a competir nos Jogos de Pyeongchang, a brasileira não era candidata a conquistar uma medalha no esqui cross-country, mas superou competidoras de 15 países e foi a mais bem colocada entre as esquiadoras latino-americanas da prova, completada por ela em 30min50s3.

Assim, Jaqueline ficou quase seis minutos atrás da norueguesa Ragnhild Haga, que garantiu a medalha de ouro com o tempo de 25min00s5, enquanto a prata ficou com a sueca Charlotte Kalla (25min20s8) e o bronze foi dividido por duas atletas: Marit Bjoergen, também da Noruega, e a finlandesa Krista Parmakoski, ambas com a marca de 25min32s4.

Ao comentar sobre o seu desempenho em Pyeongchang nesta quinta-feira, Jaqueline Mourão comemorou o fato de ter conseguido fazer história ao igualar o recorde de participações olímpicas de outros cinco grandes nomes do esporte brasileiro.

"Nunca imaginei que chegaria tão longe. Estou muito feliz de estar aqui e de representar mais uma vez o meu País e conseguir a minha sexta participação olímpica", afirmou a brasileira, que depois valorizou outro feito comemorado por ela.

"Sou de longe a melhor latino-americana nessa prova. Bati um monte de países. Nos Jogos Olímpicos estão apenas as melhores do mundo. Foi uma prova muito dura. Dei o máximo que eu pude, mesmo passando um susto na véspera", disse a mineira de Belo Horizonte, que teve problemas estomacais e precisou receber atendimento médico um dia antes da prova desta quinta.

E Jaqueline, inclusive, não descartou a possibilidade de buscar uma sétima participação olímpica e se tornar a recordista isolada de representatividade entre os brasileiros. "Se o Brasil estiver comigo para me dar força para treinar eu vou para mais uma Olimpíada sim. A idade é um tabu. Uma vez que você passa por isso, acaba percebendo que não é um problema. O mais importante é evoluir na parte técnica. Seguir se desenvolvendo apesar da idade", destacou Jaqueline, que conseguiu a ir a seis Jogos Olímpicos mesmo após ter dois filhos nesta última década: Jade, de 3 anos, Ian, de 7.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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