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Seg, Nov

Estatal quer melhorar o saneamento em todo o Estado (Foto: Divulgação)

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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) recebe, até 4 de novembro, projetos que contribuam com a área de saneamento. O objetivo é selecionar e colocar em prática soluções inovadoras na atuação da empresa. A inscrição é gratuita, pelo www.sabesp.com.br/pitchsabesp. Podem participar pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, incluindo startups.

O assessor da presidência da empresa, Eduardo Azevedo, disse que a companhia reconhece que a demanda por saneamento é cada vez maior no Estado. “Temos que encontrar soluções para atender todos os clientes. É um projeto colaborativo, inovador, para realizar práticas modernas”, disse.

O concurso conta com 27 desafios, para cinco áreas específicas: experiência dos clientes; redução de perdas; tecnologias para o saneamento; eficiência operacional e energética; e gestão corporativa. O principal benefício para o autor da proposta é oportunidade de negócio e reconhecimento, além de ter certificação e atestado técnico para participar de licitações.

Os projetos serão avaliados por comissões, que irão selecionar até 30 levando em consideração os critérios de solução (atendimento aos benefícios, inovação, criatividade e singularidade), maturidade (estágio de desenvolvimento), modelo de negócio (viabilidade técnica) e equipe (experiência profissional e acadêmica do grupo).

A lista de finalistas será divulgada no dia 22 de novembro. Uma semana depois, eles devem apresentar a solução e responder questionamentos da banca examinadora, composta por profissionais especialistas em saneamento. Após o evento, a companhia irá divulgar os finalistas.

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Governo fez investimentos necessários, mas a população tem colaborado? (Foto: Lucas Dantas)

Opinião

O ano de 2015 foi difícil para os paulistanos, que tiveram de aprender a conviver com o rodízio de água por conta da forte crise hídrica que atingiu o Estado de São Paulo. Aquele foi um ano muito complicado para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), já que a água disponível para a capital paulista e sua Região Metropolitana não era suficiente. Com os reservatórios em níveis críticos, os técnicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) apontaram que era possível aumentar a proporção de água disponível com a captação do chamado volume morto, que era a água abaixo da tubulação dos reservatórios. Foi a salvação para os paulistas.


Obras emergenciais, junto com testes de qualidade da água, garantiram o sucesso da empreitada e o abastecimento de mais de 20 milhões de pessoas. Ainda assim, apesar da sobrevida com o volume morto, os níveis dos reservatórios ficaram baixíssimos. Houve, diga-se de passagem, uma grande contribuição da população, que reduziu o consumo pelo bem de todos. Para alegria geral, as chuvas de 2016 foram consistentes para recuperar os reservatórios. Tanto é verdade que aquelas notícias sobre o volume de água nas bacias dos Sistemas Cantareira, Guarapiranga e Alto Tietê, que apareciam diariamente nos diferentes meios de comunicação, deixaram a pauta justamente porque o problema não existia mais.


O último mês de fevereiro, apesar de ser uma época tida como chuvosa, foi o mais seco dos últimos 13 anos. Mas os investimentos da Sabesp para interligar as bacias de Jaguari e Atibainha, além da construção do Sistema São Lourenço, impedirão qualquer possibilidade de retorno da temida crise hídrica, mesmo em um ano de poucas chuvas. O governo estadual aprendeu e gastou R$ 2,7 bilhões em obras estruturantes em longo prazo. Mas e a população? Será que hoje se economiza água, da mesma forma que durante aquele dias de seca? A sensação é que as pessoas só se preocupam com os problemas quando eles batem à porta. Evitá-los, isso sim, seria um grande aprendizado.

Salários variam entre R$1.855 a R$7.964,50 (Foto:Reprodução/Facebook Sabesp)

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A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) abre concurso público para a contratação de 661 funcionários, que atuarão na Capital, litoral, interior e Grande São Paulo, com salários que variam entre R$ 1.855 a R$ 7.964,50.

As vagas estão distribuídas por 16 cargos diferentes, que exigem o ensino fundamental, médio, técnico ou universitário. Não é necessário ter experiência anterior na função.

As inscrições estão abertas e se encerram às 14h do dia 26. As taxas de inscrição variam de acordo com o grau de instrução desejado para vaga: ensino superior (R$ 70); ensino médio e técnico (R$ 60) e ensino fundamental (R$ 50). Mais informações podem ser obtidas pelo próprio edital, disponível no site da Fundação Carlos Chagas (www.concursosfcc.com.br).

Os aprovados serão contratados em regime de CLT e receberão também: participação nos lucros, plano de saúde, cesta básica, vale-refeição, previdência suplementar e gratificação de férias.O cargo com o maior número de vagas é o de agente de saneamento ambiental, com 256 oportunidades.

Sabesp age para que reservatórios não sequem novamente (Foto: Lucas Dantas)

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Com a proximidade do fim de período de chuvas no Estado de São Paulo, surge um medo na população: afinal, é possível que os municípios vivam uma nova crise hídrica? A última situação deste tipo teve seu ápice em 2016, quando o Sistema Cantareira teve uma redução drástica e histórica na sua capacidade.

Mas, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), isso dificilmente ocorrerá novamente. Em março, a oferta de água para a região vai aumentar por conta do início da operação de duas obras estruturantes: o novo Sistema São Lourenço e a interligação do reservatório Jaguari, localizado na bacia do paraíba do Sul, com o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, levando mais 11,5 mil litros de água por segundo para o abastecimento, volume suficiente para 3,5 milhões de pessoas. As duas obras somam um investimento de R$ 2,7 bilhões.

De acordo com o engenheiro hídrico Antônio Eduardo Giansante, professor do Mackenzie, apesar de o uso de água ter diminuído 15% na Região Metropolitana de SP pós-crise hídrica, faltam campanhas permanentes de conscientização. “A população tem que ser alertada, a todo momento, que o desperdício de água é prejudicial e, sem ela, não há futuro para a humanidade”, afirmou.

Para Fernando Braz Tangerino Hernandez, professor de hidráulica e irrigação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), segurança hídrica depende de planejamento, obras e conscientização. “O uso racional ou inteligente da água depende do homem, não da natureza”, concluiu.

Fórum Mundial da Água ocorre este mês

Pela primeira vez, o Fórum Mundial da Água, em sua oitava edição, será realizado no Hemisfério Sul. E o local escolhido foi Brasília. O evento ocorre entre 19 e 21 de março. Para o professor Giansante, a escolha foi certeira. “Esse tipo de discussão dentro do nosso País pode ajudar bastante na melhora dos nossos recursos hídricos”, comentou.

Durante o fórum, a Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vão realizar uma premiação para soluções ecoinovadoras em gestão de águas. “Precisamos utilizar os recursos, como a água, de maneira mais eficiente e evitar ou reduzir os impactos negativos para o meio ambiente”, disse Regina Cavini, Oficial Sênior da ONU Meio Ambiente. A expectativa é que se reunirão cerca de 40 mil representantes de 170 países.

 

Estrutura acumula água da chuva que poderá ser reutilizada (Foto: Lucas Dantas)

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A Prefeitura de São Paulo pretende investir R$ 350 milhões, nos próximos dois anos, para construir seis reservatórios de água no município, os chamados piscinões. De acordo com a administração, serão quatro no Córrego Aricanduva (R$ 169 milhões), um no Taboão (R$ 144 milhões) e um no Cordeiro (R$ 38 milhões).

Um deles fica entre as ruas Benedita de Paula Coelho, João Geraldo e Homero Massena, há dois quilômetros do local onde uma criança foi arrastada, segunda-feira, 26, em córrego, na Vila Matilde. A obra deve ser concluída apenas em julho de 2019. Hoje a Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais administra 20 piscinões.

De acordo com o engenheiro hídrico Antônio Eduardo Giansante, professor do Mackenzie, essa solução é adotada há mais de 100 anos. “O piscinão é uma estrutura que acumula água de chuva, que pode ser reutilizada”, explicou. “Em alguns casos graves, como em construções em cima de córregos, não adianta fazer essa obra. Teria que realocar a população dessa região”, afirmou

Piscininhas” podem ser efetivas

Para o engenheiro civil Cláudio Barboza Ferreira Junior, professor da Univeritas, o piscinão é, hoje, uma das poucas alternativas baratas e que cumpre sua função. “Mas tem que existir uma manutenção. Por exemplo, o acúmulo de lixo é muito prejudicial para o piscinão”, disse. Uma solução apontada por Antônio Eduardo Giansante é a construção de “piscininhas”, estruturas menores, mas com a mesma função dos reservatórios municipais, em calçadas e praças

Secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga rechaça nova crise de abastecimento de água em SP (Foto: Divulgação/Sabesp)

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Nas ruas de Perdizes, na zona oeste de São Paulo, placas fixadas nas fachadas dos prédios lembram um drama recente na vida dos paulistanos: "Este condomínio utiliza água de reúso". Quatro anos após o início da crise hídrica paulista, mudanças forçadas nos hábitos de consumo de água feitas por moradores que temiam ou sofreram o racionamento viraram o principal antídoto contra uma nova estiagem severa.

"O consumo era alto porque a gente gastava muita água lavando o jardim, o pátio e a garagem. Quando a crise começou, fizemos um sistema de captação de água da chuva com 14 mil litros de capacidade e diminuímos em 30% o gasto com água", diz Reginaldo de Lima, de 60 anos, zelador de um condomínio com 40 apartamentos em Perdizes que montou sozinho uma estrutura para reaproveitar água pluvial nas áreas comuns do edifício.

Nos dois anos de crise hídrica, esse e outros métodos para reduzir o consumo - instalação de redutores de pressão em torneiras e chuveiros e de hidrômetros individuais, e abertura de poços artesianos - geraram um efeito permanente que poupou os mananciais e definiu um novo padrão de consumo de água. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que, mesmo após dois anos do fim do racionamento, no início de 2016, o consumo na Região Metropolitana ainda é 15% menor do que era antes do início da seca que assolou o Cantareira, o maior manancial paulista, em fevereiro de 2014, quando a empresa lançou o programa de desconto na conta para quem reduzisse o gasto.

Hoje, a Sabesp produz 60,9 mil litros por segundo para atender 21 milhões de pessoas na Grande SãoPaulo. Há quatro anos, a demanda era de 71,4 mil l/s. O volume "poupado" - 10,5 mil l/s - seria o suficiente para abastecer 3 milhões de pessoas por dia ou encher quase duas represas Guarapiranga por ano, com 326 bilhões de litros. No auge da crise, em 2015, a produção caiu até 53,2 mil litros por segundo, com o racionamento que chegou a durar 15 horas por dia.

Indicador

Um outro indicador da Sabesp mostra que, de fato, um novo padrão de consumo de água se estabeleceu depois da crise. Isso porque o gasto médio per capita na Grande São Paulo em 2017 foi de 129 litros por habitante/dia, o mesmo índice de 2016, o primeiro pós-racionamento. Em 2013, antes da crise, esse índice era de 169 litros por habitante/dia, 31% maior.

"Durante a crise houve um posicionamento muito importante da população, que passou a consumir menos água e a ter hábitos diferentes. No pós-crise, essa economia continuou e os números mostram que houve uma mudança de hábito da população. É um legado da crise", diz o secretário de Recursos Hídricos, Benedito Braga.

O prédio onde a aposentada Cleonice Lima Boiati, de 62 anos, é síndica, no Cambuci, zona sul, é um exemplo. Em 2014, ela promoveu uma ação caça-vazamento nos 36 apartamentos e nas áreas comuns e alterou o sistema de limpeza da piscina, o que fez consumo cair de 498 mil litros por mês para 286 mil, queda de 42%. E os condôminos colhem até hoje o resultado financeiro da mudança. "Isso fez toda a diferença porque mesmo com esses aumentos todos que tiveram na conta de água a gente ainda paga menos do que há quatro anos."

Para Raquel Tomasini, Gerente da Lello Condomínios, que administra 2,5 mil condomínios na Grande São Paulo, a economia financeira com as ações de redução de consumo de água, que representa até 20% do gasto total dos prédios, estimula síndicos e condôminos. "Essas mudanças de hábitos impactaram de forma positiva nas despesas dos condomínios. E nesse período de crise econômica, desemprego e aumento da inadimplência, os zeladores fazem até vigília do hidrômetro para monitorar o consumo e não deixar a conta aumentar", afirma.

Nenhuma das quatro obras estruturantes foi entregue

Quatro anos após o início da pior estiagem nos mananciais paulistas em oito décadas, nenhuma das quatro grandes obras estruturantes planejadas pela gestão Geraldo Alckmin (PSDB) para dar mais segurança hídrica à Região Metropolitana foi concluída

Duas delas - o novo Sistema Produtor São Lourenço, no Vale do Ribeira, e a transposição de água do Rio Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira - estão previstas para serem entregues no mês que vem e devem aumentar em 11,5 mil litros por segundo a capacidade de produção de água na Grande SãoPaulo, o suficiente para abastecer quase 3,5 milhões de pessoas.

Já a captação de água no Rio Itapanhaú, que abastece o litoral paulista, e a construção de duas barragens na região de Campinas sequer saíram do papel. A primeira obra acabou de ser contratada e deve ser concluída em 2019. Já a segunda ainda está em fase de contratação pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee)

Para o secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, mesmo com as obras ainda não concluídas, o atual cenário hídrico afasta qualquer possibilidade de uma nova crise de abastecimento de água em São Paulo.

Volume ideal seria por volta de 70% nesta época do ano (Foto: Divulgação/ Sabesp)

Cidade

O volume do Sistema Cantareira, um dos maiores complexos de abastecimento de água de São Paulo, está com 51% de sua capacidade nesta sexta-feira (16). O Consórcio PCJ, que gerencia os recursos hídricos das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e participa do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, considera o número preocupante e avalia que o volume ideal seria por volta de 70% nesta época do ano.

Segundo relatório divulgado pelo consórcio no mês passado, caso as chuvas do início deste ano não ocorram de forma consistente, as chances de indisponibilidade de água são grandes, principalmente porque é esperada para 2018 a ocorrência do fenômeno La Niña, o que pode representar fortes secas na região Sudeste.

Outra questão importante a ser considerada, segundo o consórcio, é que os lençóis freáticos ainda não se recuperaram da escassez de água dos últimos anos. Apesar das chuvas intensas de 2015 e 2016, elas tiveram curta duração e o lençol freático não foi carregado suficientemente.

Em 2017, as chuvas chegaram a quedas próximas de 15% da média histórica e, neste ano, os lençóis freáticos não estariam preparados para uma possível crise. Além disso, a região Sudeste tem grande impermeabilização do solo, o que causa mais dificuldades para o carregamento do lençol.

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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