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Sáb, Out

Operação foi adiada por 60 dias (Foto: Reprodução/Google Street View)

Cidade

O processo de reintegração de posse de um prédio localizado na Rua Sete de Abril, no Centro, ocupado por aproximadamente 95 pessoas, foi suspenso por 60 dias. A decisão foi tomada durante reunião realizada junto ao Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse (Gaorp), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), realizada na segunda-feira, 6.

De acordo com informações divulgadas pela Promotoria, após manifestações do proprietário do imóvel e dos moradores da área ocupada, ficou definida a suspensão do processo por 60 dias para que a Prefeitura atue no sentido de buscar alternativas de aquisição do imóvel pelos ocupantes e a inclusão destas famílias em programas habitacionais de interesse social. Quando o prazo terminar, uma nova reunião será realizada.

Ainda ficou acordado entre as partes que, em 30 dias, o valor do imóvel será atualizado e apresentado à lista de moradores interessados na aquisição, a ser enviada à Secretaria Municipal de Habitação para os devidos estudos.  

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Manifestantes já deixaram o imóvel (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Manifestantes da Frente Povo Sem Medo, da qual faz parte o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam na manhã desta segunda-feira, 16, o triplex do Guarujá, no litoral de São Paulo, que motivou a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo estendeu faixas dizendo "Se é do Lula, é nosso", "Se não é, por que prendeu?" e "Povo sem Medo".

A ocupação do triplex pelos manifestantes foi anunciada nas redes sociais do líder do MTST e pré-candidato do PSOL à presidência da República, Guilherme Boulos. "MTST e a Povo Sem Medo acabam de ocupar o tríplex do Guarujá, atribuído a Lula por Moro. Se é do Lula, o povo poderá ficar. Se não é, por que então ele está preso?", disse Boulos, repetido os dizeres das faixas dos manifestantes.

Segundo a TV Globo, todos os manifestantes já deixaram o imóvel e causaram danos no local. 

Edifício na Rua do Carmo não possui acabamento e tem instalações irregulares de água e energia (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Mais de 30 famílias que ocupavam um prédio em condições precárias, conhecido como Caveirão, começaram, na quarta-feira, 11, a deixar o imóvel, na Rua do Carmo, próximo à Praça da Sé. Segundo informado pela Defesa Civil, o intuito é evitar uma nova tragédia como a que ocorreu no Largo do Paissandu e vitimou sete pessoas, uma vez que há risco de desabamento no edifício.

A maioria das famílias que mora ali é formada por camelôs que trabalham na praça e que ganham de R$ 30 a R$ 80 por dia com a atividade. Todos eles terão auxílio-moradia pago pela Prefeitura, por pelo menos um ano, no valor de R$ 400, mas afirmaram que este dinheiro não será suficiente para alugar uma casa na região. “A gente não tem pra onde ir e se sairmos daqui ficaremos longe de onde conseguimos trabalhar. Um quarto, aqui na região, custa pelo menos R$ 700”, disse Valéria da Silva Nascimento, 41. Ela morava na ocupação com o esposo, uma filha de 14 anos, a cunhada, a sobrinha de três anos e a sogra. Esperava, no próximo mês, receber um filho cadeirante que não vê há muito tempo.

Efetivamente, o prédio faz jus ao apelido que recebe, de Caveirão, pois a estrutura não possui acabamento e instalações irregulares de água e de luz são feitas para dar condições de moradia para as famílias. Com o curto-circuito que levou ao incêndio e desabamento no prédio do Largo do Paissandu, a Prefeitura começou a vistoriar os prédios ocupados da cidade, cerca de 70. Embora não tenha confirmado quantos edifícios foram visitados, sabe-se que o Caveirão, que possui escadas de madeiras, foi visto com grande potencial para uma nova tragédia.

Desabrigados procuram nova ocupação

Uma senhora de 64 anos, que viveu cinco deles na ocupação, afirmou que não tinha para onde ir e que o dinheiro do auxílio-moradia tinha sido gasto com comida, para ela e para a filha de sete anos. “A gente não quer ficar na rua, vamos ter de procurar outra ocupação, outro lugar para ir”, afirmou. Ela não é única com este pensamento. Muitos dos invasores retiraram materiais como tapumes, espumas, aço e madeira para levá-los para outro lugar. Outra mulher, de 37 anos, que não quis se identificar para que a mãe não a reconhecesse no jornal, afirmou que procurou, mas não achou pensão que aceitasse a filha de quatro anos. 

Universitários ocupam PUC desde terça-feira, 22 (Foto: Reprodução/Instagram)

Cidade

Estudantes ocupam desde terça-feira, 22, parte do campus Monte Alegre da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em Perdizes, na zona oeste da cidade de São Paulo. Nesta quarta-feira, 23, um segundo prédio da unidade foi tomado pelos alunos, ligados ao curso de Serviço Social, que reivindicam a inclusão da disciplina "Gênero, Raça e Etnia" na grade obrigatória e a contratação definitiva da professora substituta Marcia Campos Eurico, que é negra.

Pela manhã, a universidade anunciou a suspensão de todas as atividades acadêmicas e administrativas do campus. O Centro Acadêmico de Serviço Social da PUC São Paulo afirma que a contratação definitiva de Marcia é uma forma de garantir diversidade racial dentro do curso e reverter o "racismo institucional". Segundo o texto, divulgado nas redes sociais, a docente é a primeira mulher negra a lecionar na graduação em Serviço Social.

"Pontuamos, a importância da discussão acerca das temáticas de gênero e raça/etnia como elementos transversais da formação profissional e não somente como eixos opcionais e complementares da questão de classe, como o corpo docente vem pontuando. A discussão de gênero, raça e etnia é essencial para nossa formação profissional, uma vez que essas questões perpassam a nossa categoria, publico usuário e a sociedade como um todo", divulgou o Centro Acadêmico de Serviço Social da PUC São Paulo (CASS PUC-SP).

Nas redes sociais, estudantes reivindicam a permanência da professora com a hashtag "MarciaFica". Com o mesmo nome, o abaixo assinado virtual "#MARCIAFICA" foi criado há cinco dias e teve 1.656 assinaturas até as 10h desta quarta-feira. O texto está em nome dos "Pesquisadoras(es) Profissionais Docentes em Serviço Social".

Marcia Campos Eurico discursa durante seminário (Foto: Divulgação)

"Relevância"

Por meio de nota, a reitoria da PUC-SP afirmou reconhecer a "relevância das demandas dos alunos do curso de Serviço Social, que incorporam questões acerca da temática racial na Universidade". Segundo o texto, a universidade está elaborando uma "política de cotas étnico-raciais" para a contratação de docentes, que deve ser discutida dentro da comunidade acadêmica em 2018.

"A reitoria reafirma sua disposição em manter o diálogo com os estudantes acerca de suas demandas e reitera a necessidade de que a Universidade retome seu funcionamento normal, uma vez que questões estruturais relativas ao tema continuarão sendo tratadas e implementadas em âmbito institucional", acrescentou.

Doutorado

Na próxima sexta-feira, 25, Marcia Campos Eurico defenderá sua tese de doutorado em Serviço Social, cursado na PUC-SP. O estudo é intitulado "Preta, preta, pretinha: o racismo institucional no cotidiano de crianças e adolescentes negras(os) acolhidos(as)".

Além do cargo temporário na PUC-SP, Marcia é professora na Faculdade Paulista de Serviço Social (FAPSS) e tem como principais áreas de estudo "raça/etnia", "adoção inter-racial", "gênero", "saúde da população negra" e "racismo institucional".

Desabrigados ocupam o Largo do Paissandu há mais de 20 dias (Foto: Ivo Lindenbergh)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo afirma que a maioria das pessoas que estão no espaço separado por grades, dentro do Largo do Paissandu, não foram vítimas do desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, ocorrido em 1º de maio. Elas estariam sendo atraídas pelas doações feitas aos prejudicados. Pelo menos 100 pessoas estão no local.

A Prefeitura afirma que não pode incentivar a continuidade destas pessoas no lugar insalubre e, por isso, não oferece infraestrutura.

De acordo com o Governo, 149 famílias que moravam no edifício foram cadastradas para receber o auxílio-moradia do Governo do Estado, pelo período de 12 meses. O benefício será arcado pelo governo municipal após o fim deste prazo, até que eles sejam atendidos com moradias dignas. 

Um dos líderes da ocupação que está na praça, que se apresentou como Rafael Ribeiro, de 32 anos, conversou com a reportagem do Metrô News, segunda-feira, 21, e chamou de “fraude” o cadastro das famílias feito pela Prefeitura. Na mesma manhã, as Defensorias Públicas de São Paulo e da União entraram com uma ação civil para obrigar o governo municipal a ceder estrutura para os moradores e chegou a indicar três imóveis vazios da região.

Ribeiro já tinha conhecimento da ação civil e afirmou que não recebe auxílio-moradia ou qualquer outro tipo de ajuda da administração pública. “Temos sobrevivido com a ajuda de voluntários”, afirmou. Ele não permitiu ser fotografado, tampouco autorizou que a reportagem conversasse com as mães que estão no local sobre as condições das crianças que dormem naquele espaço. “O que eu disse que acontece com as crianças é o que acontece”, afirmou.  

Ocupantes mostram resistência

Mesmo a madrugada mais fria do ano, registrada na segunda, com temperatura média de 8° C, não amedrontou quem está acampado no Largo do Paissandu. Após mais de 20 dias na área separada por grades, Ribeiro afirmou que os desabrigados vão ficar no local até receberem moradia digna.

Com as doações angariadas, os acampantes construíram uma cozinha improvisada, que foi movida um pouco mais adiante dentro da área de isolamento para evitar a chuva. Era possível ver um estoque de água e até um fogão desgastado, mas que parecia funcionar. Segundo a Prefeitura, cerca de 15 crianças estão no local. Era possível reparar em algumas delas escolhendo roupas cedidas por voluntários.

Os menores são um dos motivos pelos quais os ocupantes afirmam não querer ir para abrigos. “No albergue todo mundo fica separado. Muitas mães têm medo de acontecer alguma coisa com seus filhos e não estar perto para ajudar”, afirmou um dos ocupantes.

A Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania enviou ofício à Promotoria da Infância e Juventude informando as condições de vulnerabilidade dos menores. A Prefeitura espera que o Ministério Público, em conjunto com o Conselho Tutelar e a Justiça, possa facilitar a desocupação do ambiente.

Mortes 

Dois moradores de rua morreram na Capital, na madrugada de segunda. A suspeita é de que os óbitos aconteceram por causa das baixas temperaturas. Um corpo foi achado na Rua General Jardim, no Centro, e o outro na Avenida do Rio Pequeno, Zona Oeste.

Segundo o Estado, 163 famílias foram afetadas pela ação (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cidade

A Justiça de São Paulo cumpriu nesta segunda-feira, 16, mandado de reintegração de posse de nove imóveis na região da Cracolândia, na região central da capital paulista. De acordo com o governo do Estado, 163 famílias são afetadas pela ação.

A quadra 36, como ficou conhecido o local, foi desapropriado pelo Estado para abrigar a nova sede do Hospital Pérola Byington. Na sexta-feira, 13, a Justiça determinou a reintegração de nove imóveis. A ordem de despejo foi marcada para a manhã desta segunda-feira, 16.

A quadra fica entre as alamedas Glete e Barão de Piracicaba, Avenida Rio Branco e Rua Helvétia. Segundo o governo, neste domingo, 15, foram cadastradas 52 famílias. Outras saíram ao longo da semana e restam dez famílias no local. Entre os endereços, estão um casarão tombado na esquina da Avenida Rio Branco, um prédio de três andares, um ferro velho e casas.

A Secretaria da Habitação informou que todas as famílias dos imóveis ocupados vão receber auxílio aluguel de R$ 1,2 mil no primeiro mês e R$400 nos demais, até que as unidades habitacionais sejam entregues. As pessoas removidas assinaram um termo antes de sair, segundo a pasta.

O comerciante Porfírio Rabaça Valente, de 90 anos, morava havia mais de três décadas em um dos apartamentos reintegrados pela Justiça na Alameda Glete. "Me avisaram só ontem (domingo). Foi uma correria para tirar tudo", diz ele. "Além disso, não acho justo o valor que me deram de indenização. Vale mais do que me deram".

Segundo ele e o genro, o técnico de informática Emiliano Santos, que acompanhou o cumprimento do mandado com o parente, o Estado indenizou em R$ 134,9 mil, mas o imóvel vale mais que o dobro.

No prédio onde Porfírio morava, outras cinco famílias residiam de aluguel e também foram retiradas. No casarão da esquina da Alameda Glete com a Avenida Rio Branco, nove famílias que ainda não foram cadastradas pela Prefeitura de São Paulo permanecem no local, de acordo com o advogado Thiago Nascimento.

Em 2013, o governo entrou com uma ação pedindo a reintegração de posse da quadra. Apesar de a juíza Alexandra Fuchs, da Central de Mandados, ter determinado a suspensão de todas as remoções da quadra 36 com base em pedido do Ministério Público, o governo do Estado recorreu ao Tribunal de Justiça e conseguiu manter a ordem de despejo das famílias marcada para a manhã desta segunda.

Neste domingo, caminhões de mudança e vans da Construcap, empreiteira que irá construir o novo prédio do hospital, estavam no local para transportar as dezenas de famílias que viviam nos imóveis. Elas foram desalojadas mediante o pagamento de três meses de auxílio-moradia (R$ 1,2 mil). Elas continuarão recebendo mensalmente R$ 400 até a entrega de um imóvel definitivo.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, 163 famílias que viviam no local foram cadastradas no sistema de habitação da cidade. No início da tarde, ao menos duas famílias ainda não haviam saído dos imóveis. Nos locais deixados pelas famílias, operários ergueram paredes de alvenaria para impedir o retorno da ocupação.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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