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Seg, Nov

Sob regência do médico Samir Rahme, a apresentação da Orquestra do Limiar acontece em 24 de outubro na capela do Hospital Central e nos corredores da unidade (Foto: Divulgação)

Cidade

Iniciativa da Associação Paulista de Medicina - APM com aprovação do Programa Nacional de Cultura (Pronac), do Ministério da Cultura, o projeto “Música nos Hospitais” comemora 13 anos de muito sucesso e segue sua programação 2018. A próxima apresentação da Orquestra do Limiar será realizada em 24 de outubro, na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, às 12h.

A unidade de saúde será palco de um concerto que, sob a regência do maestro e médico Samir Rahme, acontece primeiramente na capela do Hospital Central e, depois, segue para os corredores, garantindo que a música de qualidade chegue também aos pacientes que não podem se deslocar.

Um dos principais objetivos da iniciativa é deixar a rotina hospitalar mais leve, levando a alegria e os benefícios da música aos pacientes, funcionários e frequentadores. O outro é proporcionar contato com a cultura por meio da realização de concertos de música erudita e instrumental.

Realizado este ano em parceria com o Aché Laboratórios Farmacêuticos, o projeto tem programação 100% gratuita e, até um fim do ano, terá passado por 13 instituições nos Estados de São Paulo, Bahia e Ceará.

Desde 2004, o programa foi realizado 176 vezes, em 21 cidades espalhadas pelo Brasil, contemplando 68 hospitais e reunindo cerca de 60 mil pessoas – entre médicos, enfermeiros, funcionários, pacientes e familiares. Ao longo desses anos, a APM, junto aos parceiros, buscou impactar positivamente o dia a dia das pessoas nos hospitais e, desta forma, ampliar também o gosto pela música erudita.

Estudos publicados pela Associação Americana de Musicoterapia (American Music Therapy Association - AMTA) e pela Federação Mundial de Musicoterapia (World Federationof Music Teraphy - WFMT) indicam os efeitos positivos da música no funcionamento do organismo. Hoje, já se sabe que as atividades musicais melhoram o humor, potencializam a expressão e favorecem o aprendizado.


Formação da Orquestra do Limiar

Regência: Samir Rahme
Spalla: Marcos Scheffel
Violinos: Kleberson Buzo, Gabriel Gorun, Luiz Gustavo Nascimento, Marcela Sarudiansky, Wassi Carneiro, Jair Guarnieri, Tiago Paganini e Nikolay Iliev Iliev
Violas: Everton de Souza e Daniele Benedecte
Violoncelos: Fábio Petrucelli e Mayara Alencar
Contrabaixo: Thiago Hessel

"Música nos Hospitais"

Apresentação na Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Data: 24 de outubro (quarta-feira)
Hora: 12h
Endereço: Rua Dr. Cesário Mota Junior, 112, Vila Buarque, São Paulo (na capela do
Hospital Central)

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A Polícia Federal (PF) em Mato Grosso, em parceria com a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal, deflagrou nesta quinta-feira, 26, a Operação Apate, contra supostas fraudes na aplicação de recursos públicos da Lei Rouanet. De acordo com as investigações, uma empresária investigada teria se utilizado das verbas para comprar sala comercial onde fica sua empresa; 37 contas, veículos e imóveis foram bloqueados.

De acordo com a PF, as "investigações foram iniciadas em 2017, a partir de uma apuração preliminar realizada pela Controladoria Geral da União (CGU), que identificou indícios de fraudes na execução de um projeto cultural por uma empresária de Cuiabá/MT, cuja empresa teria sido beneficiada pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), instituído através da Lei 8.313/1991 (Lei Rouanet)".

"As apurações iniciais apontaram que a empresária, ao realizar a devida prestação de contas junto ao Ministério da Cultura - MinC, utilizava notas fiscais e recibos com valores superfaturados ou contendo a descrição de serviços que não foram prestados. Nessa fase inicial também restou comprovado que, no ano de 2015, as fraudes viabilizaram a locação de uma praça pública por R$ 90.000,00", diz a PF.

A corporação afirma que "o aprofundamento das investigações, foi possível constatar a ocorrência de inúmeras fraudes na execução de dois projetos culturais nos anos de 2014 e 2015".

"No ano de 2014, o Ministério da Cultura - MinC aprovou a execução de um projeto cultural no valor de R$ 460.160,00, sendo constatados indícios que apontam para um prejuízo aproximado de R$ 162.935,70. Já em 2015, o MinC aprovou a execução de outro projeto no valor de R$ 1.200.197,60, mas indícios apontam para um prejuízo aproximado ainda maior, de R$ 699.831,96", afirma a PF, em nota.

A Federal afirma que do "total de recursos desviados, foi identificado que parte foi utilizada pela empresária para adquirir uma sala comercial, onde funciona a sede da empresa investigada".

A corporação informou, por meio de nota, que são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, São Paulo e Ribeirão Preto (SP). "A Justiça Federal deferiu, ainda, o sequestro de valores de 37 contas bancárias, bem como de automóveis e imóveis registrados em nome da empresária e da empresa proponente investigada, além da sala comercial adquirida com a utilização de parte dos recursos públicos desviados", revelou a PF.

Em nota, a PF ainda detalha que a "Justiça Federal deferiu também a suspensão de repasses financeiros de qualquer natureza à investigada ou suas empresas, assim como a suspensão de outros sete projetos culturais em andamento junto ao Ministério da Cultura e sob a responsabilidade da empresária, cujos valores aprovados pelo MinC ultrapassam R$ 9 milhões de reais". A Operação foi deflagrada pela 7ª Vara Federal Criminal de Cuiabá, capital do Mato Grosso. Participam da operação 55 policiais federais e dois auditores da CGU. Segundo a PF, na mitologia grega, Apate era um espírito que personificava a fraude, o dolo e o engano.

 

Posicionamento do Ministério da Cultura a respeito da Operação Apate

O Ministério da Cultura (MinC), entrou em contato com a redação do Metrô News e, por meio de nota fez os seguintes esclarecimentos:

1- Assim que notificado, tomará imediatamente todas as medidas cabíveis na esfera administrativa. Está à disposição da Polícia Federal para contribuir com a investigação. Repudia todo e qualquer ato ilícito no âmbito da Lei Federal de Incentivo à Cultura; e espera que os responsáveis sejam identificados, investigados, julgados e, se comprovada a culpa, devidamente punidos.

2- A partir da notificação, providenciará a imediata inabilitação dos responsáveis pelos projetos investigados. A inabilitação resulta em suspensão dos projetos ativos e no bloqueio de contas, impedindo o recebimento de recursos e a captação de novos patrocínios ou doações, e a apresentação de novas propostas. Resulta também no cancelamento de outras propostas existentes e no arquivamento de projetos sem captação.

3- Tem procurado aprimorar as regras, os procedimentos e os mecanismos de controle da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Instituiu, por exemplo, o uso de trilhas automáticas de controle de risco, comparando dados de proponentes e fornecedores e a situação fiscal dos mesmos, de forma a ter mais segurança e transparência nas operações. Tem colaborado de modo contínuo com a CGU e o Tribunal de Contas da União no sentido de reduzir o risco de fraude.

4- Reitera seu firme compromisso com o mais profundo e absoluto respeito à ética, à coisa pública e aos princípios constitucionais, leis, normas e procedimentos que regem a atuação da Administração Pública.

5- A Lei Federal de Incentivo à Cultura é o principal mecanismo de fomento às atividades culturais e criativas no Brasil. Tem um vasto histórico de ótimos resultados. Eventuais burlas são a exceção, e não a regra. Todos os projetos aprovados para captação de recursos podem ser acompanhados pelo Sistema Salic, disponível online.

6- Por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, pessoas físicas e jurídicas podem investir em projetos culturais e abater o valor do Imposto de Renda, até o limite de 6% e 4%, respectivamente. O MinC é responsável por analisar os pré-requisitos e aprovar os projetos apresentados, acompanhando sua execução e prestação de contas. Autorização de captação não significa captação efetiva, nem “liberação de recursos”.

Empresa cria cenário caracterizado para receber pequenos jogadores (Foto:Reprodução/Pixabay)

Economia

O Aniversário FC proporciona aos pais a oportunidade de transformarem o aniversário de seus filhos em um dia de jogador de verdade. Narração no estilo rádio, premiações, entrada em campo ao som das músicas oficiais das grandes competições e fotos de tudo que acontece dentro de campo formam um dos pacotes mais procurados. Entre as ações, também é possível desenvolver uma coletiva de imprensa que resulta em mais experiência e ambientação diferente no aniversário.

Cada vez mais os pais procuram alternativas diferentes para proporcionar aos seus filhos uma festa de aniversário que não caia em formatos já conhecidos. O objetivo da vez é buscar oportunidades que promovam experiências inesquecíveis.

O viés que aparece como favorito na escolha das crianças e pais para superarem a barreira da “festa já conhecida” é apostar no esporte. Festas em ambientes esportivos ganham cada vez mais a preferência do público e o mercado já está atento a isso, tanto que algumas empresas especializas em organização de aniversários já promovem diferenciais.

Olhar para essa nova tendência, por exemplo, já faz parte do dia a dia do diretor da RP2 Sport Marketing, Raony Pacheco. Por trabalhar com diferentes eventos ligados aos cenários esportivo, Pacheco e sua equipe perceberam que o futebol é a modalidade preferida pelos mais novos para comemorar o aniversário junto dos amigos. Assim, depois dessa pesquisa, ele desenvolveu o Aniversário FC e a adesão já alcança crescimento.

“Interessante é que o fator experiência se torna algo marcante para o aniversariante e convidados. A partir do momento que o aniversariante vive mesmo todo o ambiente que faz parte da um dia de jogo do atleta profissional, a emoção toma conta. Os convidados também vivem a emoção como se estivessem jogando uma competição, por exemplo, como a Champions League”, exalta.

A questão dos valores é a primeira parte questionada pelos pais. Pacheco explica que o investimento é bem menor se comparado aos gastos que uma festa em um buffet traz. “O custo para os pais alugarem uma quadra de futebol é bem barato. E a alimentação também é de baixo custo. Tudo isso já resulta em economia. Assim, os pais conseguem complementar a festa com a experiência do nosso produto”, comenta.

A ação também conta com vídeos dos jogos realizados no aniversário, ambientações com jogos de vídeo-game, um álbum de figurinhas com fotos dos convidados e até a personalização de uniformes com as cores do clube do coração do aniversariante. 

Programação inclui palestras com especialistas (Foto: FCMSC/Divulgação)

Cidade

A Santa Casa de São Paulo inicia nesta terça-feira, 2, a “Campanha Outubro Rosa – Prevenção do Câncer de Mama”, com intuito de instruir mulheres a fazer o autoexame e a zelar pela própria saúde. Silencioso e fatal, o câncer de mama é responsável por atingir 60 mil mulheres por ano no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer.

As ações incluem palestras de diversos temas voltados à saúde da mulher, aulas, apresentação de coral e até corte de mechas para confecção de perucas doadas às pacientes da quimioterapia. Outra atração que chama a atenção é a exposição “Mulheres no Espelho”, com fotos de pacientes que recuperaram sua autoestima após o tratamento do câncer, do dia 8 ao dia 19.

Para Marineide Carvalho, professora e coordenadora da oncologia clínica da Santa Casa, o mais importante é o diagnóstico precoce da doença.  “Com diagnóstico rápido, a paciente vai passar por um tratamento sem uma cirurgia mutiladora”, explicou.

A Santa Casa é pioneira na reconstrução de mamas, tanto que oferece pós-graduação nesta especialidade. A programação com as atividades estão no link https://bit.ly/2lfBm2c

Programação,

02/10 – Abertura da campanha; local: Capela. 9h – Abertura – Dr. Francisco Rinaldi (mastologista) e Dra. Marineide Carvalho (oncologista). 9h05 às 10h – Apresentação do Coral da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP)

06/10 – 4a Pedalada Rosa do IQEB­SP – Local: Avenida Paulista, 2.599. 9h às 12h – Informações e inscrições: www.ticketagora.com.br

08/10 – Início das exposições – Local: Saguão do Hospital Central. 9h às 12h Dr. Paulo Ayrosa (diretor da Ginecologia) e Dra. Marineide Carvalho (responsável pela Oncologia). Apresentação da obra sobre a campanha, da artista Andreza Paula Katsani

8/10 a 19/10 – Exposição “Mulheres no Espelho” (Instituto Viver Hoje e Grupo de voluntárias da instituição)

22/10 a 31/10 – Exposição de imagens com frases motivacionais

10, 11, 15, 16, 17, 18 E 19/10 – Ação Educativa “Mama Amiga”. 9h às 13h – Local: Saguão do Hospital Central (Grupo Amor Rosa)

25/10 – Coral “Música nos Hospitais” (APM)

12h – Local: Capela

30/10 – Ação Educativa – (Dra. Marineide Carvalho). Corte de mechas para confecção de perucas doadas às pacientes da quimioterapia na Santa Casa de São Paulo – (Amor em Mechas). Orientações de automaquiagem – (alunas do curso de estética, Faculdade Anhembi Morumbi). 11h às 13h – Local: Saguão do Hospital Central

31/10 – Ciclo de Palestras – Local: Anfiteatro Paulo Ayrosa.

13h30 às 13h45h – Abertura.

13h45 às 14h05 – Saúde Feminina (Dra. Adriana Campaner – FCMSCSP)

14h05 às 14h25 – Esporte Feminino (Dr. Paulo Kertzman – FCMSCSP)

14h25 às 14h45 – Câncer em Adulto Jovem (Dra. Marineide Carvalho)

14h45 às 15h05 – Meditação – Autoconhecimento (Dra. Lana Okada – IAVC)

15h05 às 15h15 ­ Pitada Positiva (Fisioterapeuta Taluana Helena El Jamel)

15h15 às 15h25 – Grupo Amor Rosa, ações realizadas pelo ONG

15h25 às 15h35 – Instituto Viver Hoje, atividades de cunho educacional e informativo realizadas pela instituição (Dr. Ricardo Caponero)

15h35 às 16h – Projeto Mulheres no Espelho (Cristina Gomes). Local: Auditório Paulo Augusto Ayrosa Galvão – Hospital Central. Endereço: Rua Doutor Cesário Mota Junior, 112 – próximo ao Metrô Santa Cecília.

Campeonatos de futebol de botão podem melhorar o ambiente de trabalho (Foto: Reprodução/Facebook)

Futebol

O mês de setembro inaugura um ponto importante para os departamentos de RH e marketing, que se responsabilizam pela elaboração de ações de confraternização para os colaboradores. Esta é e hora de pensar em como conseguir engajamento, trabalho em equipe, entretenimento e, claro, uma experiência inesquecível aos funcionários no final do ano.

Uma jogada certeira para isto é utilizar o esporte como ferramenta, como explicou o diretor da RP2 Sport Marketing, Raony Pacheco. "Diversas atividades podem ser elaboradas no ambiente de trabalho ou fora dele. Todas no sentido de proporcionar experiência, algo de maior desejo nas pessoas hoje. E o esporte crava no colaborador uma nova história, e o melhor, ao lado dos amigos", afirmou. 

Para Pacheco, o próprio futebol, esporte mais popular do País, pode ser utilizado como uma experiência transformadora em confraternizações.  "Empresas alugam quadras e campos para os seus funcionários jogarem uma partidinha de final de ano, com direito a churrasco no final. Isto não é novidade. Mas há como mudar o cenário", afirmou.

"É possível criar um novo ambiente e uma nova experiência que remetam aos jogos de futebol profissional. Com narração estilo rádio no local, fotos dos lances, exposição de camisas de vários clubes, premiações e vídeos dos gols que podem ser enviados aos colaboradores após o evento", exemplificou. 

"Outra ação é o futebol de botão. Você pode, no ambiente de trabalho, espalhar mesas do jogo, criar um campeonato com os colaboradores, produzir uma ambientação com locutor e uma tabela de classificação. Isto tudo com comes e bebes à vontade. Futebol de botão tem cada vez mais conquistado fãs e de diferentes idades", argumentou o executivo. 

Aos fãs de tecnologia, Pacheco sugere outra opção. "Vídeo game também é uma boa jogada. Se o seu público é jovem, aposte em criar campeonatos. Fifa e PES, ambos de futebol, são sucessos. Você também pode aplicar campeonatos de outras modalidades e satisfazer os mais experientes, com criação de ambientes com games antigos. Inclusive, é possível levar o famoso Atari e agitar o espaço. Lembre-se que o impacto positivo resulta em um funcionário mais feliz, produtivo e atento à importância da empresa", finalizou o diretor. 

Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

Opinião

Antes que o Brasil fosse de fato um país, já existia aqui uma Santa Casa de Misericórdia. A primeira delas surgiu em 1539, na cidade de Olinda (PE). Depois veio a de Santos, em 1543, e só em 1599 nasceu a unidade da isolada e pobre Vila de São Paulo, apenas 45 anos depois de sua fundação. E tão antigas quanto estes hospitais são suas dificuldades financeiras. Daí estarem, boa parte deles, sempre com o pires nas mãos em busca da atenção do Governo. Ontem, Michel Temer, finalmente, olhou para elas e assinou uma medida provisória que libera o uso de recursos do FGTS para financiar todos os 3 mil hospitais filantrópicos e sem fins lucrativos do País, como é o caso das santas casas.


No seu discurso, Temer afirmou que vai trabalhar para tirar essa importante rede da “sala de emergência”. A iniciativa é mais do que bem-vinda, por oferecer crédito mais barato aos filantrópicos. Estes, embora de caráter privado, são contratados pelos gestores públicos para prestarem serviço junto ao Sistema Único de Saúde e, nesta condição, são de grande relevância para o País. Até então, as santas casas pagavam juros de 19% a 22% ao ano ao buscar um empréstimo, mas, com a nova medida, essa taxa cairá para 8,66%, dando um pouco mais de fôlego às suas combalidas finanças. Isso é bom, mas não o suficiente. Afinal, o Governo deixou de mexer em uma questão crucial para os hospitais filantrópicos: o reajuste da tabela dos procedimentos pagos pelo SUS. Assim, o Estado continuará a remunerar mal pelos serviços prestados seus principais parceiros na área da saúde e que, juntos, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões e já fecharam 11 mil leitos.


Mas, ainda que o Governo colabore neste aspecto, é também preciso que as santas casas façam a sua parte. Afinal, elas não primam pela qualidade e eficiência de sua gestão e, pior, não são poucos os casos de irregularidades e desmandos protagonizados por muitas delas e que despertam a atenção do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União. O dinheiro do SUS é pouco, mas é sagrado. Em um País em que faltam recursos para tudo, cada real bem aplicado certamente tem o poder de fazer a diferença. Desta forma, não é perdoável quem o usa mal.

Governo do Estado liberou R$ 110 milhões para a saúde em 465 municípios paulistas (Foto: Divulgação)

Opinião

No começo do mês de abril, o Governo de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, liberou o segundo lote de convênios deste ano, com nada menos que 465 municípios paulistas contemplados com recursos financeiros. Ao todo foram liberados 1.014 convênios, que somam a importância de R$ 110,7 milhões, para serem usados no setor de saúde.


É mais uma grande conquista e um grande avanço em São Paulo. A saúde é assunto de prioridade total da população em todo o Brasil. Em nosso Estado, o Governo vem conseguindo, com muito trabalho, seriedade e gestão eficiente, manter os investimentos em um setor cada vez mais essencial para todos.


O nosso trabalho na Assembleia Legislativa vai ao encontro destas demandas, ou seja, lutar e trabalhar forte para que estes recursos sejam destinados àquelas instituições que mais precisam de ajuda, principalmente no interior paulista, onde vive a maior parte da nossa população.


Entre estes recursos, cujos convênios foram assinados no dia 19 de março, no Palácio dos Bandeirantes, está uma emenda no valor de R$ 400 mil, que por meio da nossa indicação parlamentar, foi direcionada à Santa Casa de Valinhos.


A instituição é uma das mais importantes e de maior demanda em toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC) e vai utilizar a verba para o custeio do hospital, que atende milhares de pessoas todos os meses.


O trabalho na área de saúde, realizado pelas nossas instituições filantrópicas, como o realizado pelas Santas Casas, é da maior importância para a nossa população. Com o apoio dos poderes Legislativo e Executivo, é possível levar saúde de qualidade para mais gente, principalmente para a população mais carente.


Em todo o Brasil, temos cerca de 3 mil Santas Casas e hospitais filantrópicos. Em São Paulo, este número chega a 400 unidades. Com trabalho sério e comprometimento político, aliados a uma sociedade cada vez mais organizada, vamos trilhando o árduo caminho de garantir o cumprimento do preceito constitucional que diz que todos, sem discriminação, têm direito à saúde, com a qualidade e eficiência que a cidadania exige.

*Célia Leão é deputada estadual pelo PSDB-SP

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião