"É uma alegria pessoal, como prefeito, poder apoiar esta iniciativa", diz João Doria (Foto: Reprodução: Facebook/FIC)

Cidade

A cidade de São Paulo vai realizar, pela 1ª vez, o Festival Internacional de Circo (FIC), com 30 atrações, nacionais e internacionais, divididas entre os dias 11 e 15 de abril no Centro Esportivo Tietê (CET).

O evento será promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com a Associação dos Amigos do Centro de Memória do Circo.

Segundo o prefeito João Doria (PSDB), São Paulo se tornou o principal centro do Hemisfério Sul para atividades de entretenimento, por isso, se justifica a implantação do FIC.

“O lúdico do circo contagia, é insubstituível e é eterno, pelas lembranças que proporciona e pela qualidade dos espetáculos. É uma alegria pessoal, como prefeito, poder apoiar esta iniciativa”, disse o Doria.

Com verba de R$ 1 milhão, o festival inclui ainda uma mostra competitiva de números circenses, realizada a partir de um chamamento público para artistas de diferentes modalidades, como trapézio, malabarismo, palhaços, acrobacia e ilusionismo.

As apresentações serão gratuitas. O evento deve reunir 22 mil pessoas. Os grupos que desejarem participar poderão encaminhar seus materiais até o dia 10 de março. Veja mais informações.

Confira a Programação do 1º FIC - Festival Internacional de Circo:

 

QUARTA – 11/04

 – 20H – LONA FAMÍLIA ORFEI - ABERTURA OFICIAL - MOSTRA COMPETITIVA DO FIC

A Mostra Competitiva teve aproximadamente 600 inscritos e apenas 12 selecionados. Artistas de diversos países competem a dois prêmios de R$ 5.000,00, sendo um prêmio para Número de Pista e outro para Número Aéreo. O público poderá se impressionar com a destreza e capacidade de manipulação de malabaristas, mágicos e acróbatas.

 

 QUINTA - 12/04

 – 19H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO – Petit - FrutillaS con Crema (Chile) – 45 min. LIVRE

O espetáculo é a mais recente criação do clown, bufão e mímico chileno Claudio Martinez, o palhaço FrutillaS con Crema. Através de palhaçaria e técnicas de malabarismo de contato, FrutillaS apresenta uma versão renovada dos circos clássicos.

 – 20H30 – LONA FAMILIA ORFEI - Menu Del Giorno - Compagnia Bellavita (Itália) – 60 min. LIVRE

Menu Del Giorno é um show de malabarismo cômico que sintetiza a atmosfera típica de uma Tratoria Italiana. No show, dois artistas apresentam um menu composto de números de habilidades e esquetes,  servidas como o desenrolar de uma refeição. O espetáculo reúne números com manipulação de cordas e apresenta truques com garrafas, colheres, copos, xícaras e ovos. Para o final a dupla reserva um número à prova de nervos com os pratos giratórios.

 – 21H – LONA FAMÍLIA SEYSSEL – No - Núcleo Desastre (São Paulo – Brasil) – 50 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

Duas letras, vários significados e conceitos: nó. É um laço apertado por fios, uma junção afetuosa, firmeza, dificuldade, mulher (nö, em húngaro). É a partir dessas relações e do significado da palavra nö que as artistas apresentam cenas tecidas de memórias, cheias de nó e cheia de nós, das mães, irmãs, avós, e das tantas outras mulheres que nos habitam. A apresentação une técnicas de trapézio, tecido acrobático, mastro chinês e malabarismos explorando as relações entre as diferentes interpretações da palavra “nó”.

 

SEXTA - 13/04

 – 19H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO – InversUs – Cia Éos (Sorocaba – Brasil) – 50 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

Há uma linha tênue entre a loucura e a sanidade, entre o certo e o errado. InversUs convida o espectador a passar por cima desta linha, e ir além. É uma mistura de circo e dança, onde a dramaturgia é expressada com força e leveza, levando a magia dos movimentos no tecido, ao estático e dinâmico do trapézio, em meio ao estrondo das correntes suspensas junto da melodia balbuciada por Wim Mertens. Com desenvoltura e sensibilidade, as artistas da Cia Éos aprimoram o número de adágio, dominam as referências do double trapézio, da corda, tecido e quadrante.

 – 20H30 - LONA FAMÍIA ORFEI – Cabaré Tradere – Direção de Lu Lopes

 – 21H - LONA FAMILIA SEYSSEL – SobrevoltaS – Grupo Enxame (São Paulo – Brasil) – 55 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 14 ANOS

SobrevoltaS é um espetáculo de circo, sobre circo. Mergulhando na metalinguagem, os artistas se inspiram em suas trajetórias de formação e no sentido do que é o próprio circo hoje. Eles dividem com o público seus anseios, questionamentos e satisfações enquanto artistas: múltiplos, diversos, antagônicos e erráticos. Decidem abordar diversas estéticas do circo, questionando o que o constitui. Corda bamba, malabarismo, corda lisa, acrobacia e música ao vivo são técnicas utilizadas para apresentar um circo que está vivo, que pensa, que está em dúvida, que é aberto para o mundo, para sua história e para o agora.

 

 SÁBADO - 14/04

 - 11H – LONA FAMÍIA ORFEI – Máquina de Brasilidades – Cia Clownbaret (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Nesta atração, sete palhaços convidam o público para acionar um caça níquel, intitulado “Máquina de Brasilidades”. Quando o público aciona a máquina, um tema do imaginário brasileiro é sorteado, e a trupe encena a trama em esquetes com muita comédia e improviso. O repertório contém cerca de 20 temas da cultura brasileira, como frevo, boi-bumbá,  guaraná, peteca, literatura de cordel, quadrilha, ciranda, entre outros.

 – 11H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Acuda Benedito – Cia Abbacircus (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

O espetáculo conta a vida do vaqueiro Benedito, um retirante que se muda para a cidade grande e enfrenta grandes desafios, como uma cobra, a morte e a violência urbana. No espetáculo, a linguagem tradicional do mamulengo mescla-se com técnicas circenses e outras formas animadas, numa saborosa invenção de tipos que recriam a crônica do mundo globalizado, aliando tradição e contemporaneidade.

 - 11H45 – PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 - 11H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Cabaré 80 – Direção de Mônica Alla

 - 12H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO - Menu Del Giorno - Compagnia Bellavita (Itália) – 60 min. LIVRE

Menu Del Giorno é um show de malabarismo cômico que sintetiza a atmosfera típica de uma Tratoria Italiana. No show, dois artistas apresentam um menu composto de números de habilidades e esquetes,  servidas como o desenrolar de uma refeição. O espetáculo reúne números com manipulação de cordas e apresenta truques com garrafas, colheres, copos, xícaras e ovos. Para o final a dupla reserva um número à prova de nervos com os pratos giratórios.

 – 14H – LONA FAMÍIA ORFEI - Circo dos Sonhos no Mundo da Fantasia - Circo dos Sonhos (São Paulo – Brasil) – 90 min. LIVRE

O espetáculo traz à cena a história de uma criança que tem um videogame, porém ele entrou em curto-circuito e se tornou um portal para o mundo da fantasia. Ly é transportada para o reino encantado do Circo dos Sonhos, onde acontece um show de surpresas com atrações inéditas e números aéreos. No picadeiro, há performances de grande impacto e números de báscula, contorção, rola, malabares, monociclo, equilíbrio no arame, tecido aéreo, faixa e muita palhaçada.

 – 14H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Manifest - Tomi Soko (Argentina) – 10 min. LIVRE

Referência nos malabares, Tomi apresentará um número manipulando papel e bolinhas.

 – 14H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Cordas Nupciais - Circo Pitanga (Bélgica) – 50 min. LIVRE

A trupe do Circo Pitanga apresenta um espetáculo que brinca com acrobacias, esquetes de teatro, entre outros. O enredo traz à cena o momento mais importante na vida de um casal: o casamento. Porém, a pressa e o destino os envolvem em vários acontecimentos desastrosos e cômicos, que dão mote para números aéreos de tirar o fôlego. Será que haverá um final feliz?

 – 15H30– LONA FAMILIA QUEIROLO – Petit - FrutillaS con Crema (Chile) – 45 min. LIVRE

O espetáculo é a mais recente criação do clown, bufão e mímico chileno Claudio Martinez, o palhaço FrutillaS con Crema. Através de palhaçaria e técnicas de malabarismo de contato, FrutillaS apresenta uma versão renovada dos circos clássicos.

 – 15H30 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Carne Negra – Pipa Luke (Equador) – 06 min. LIVRE

Referência na manipulação de Bambolês, esta artista autodidata apresentará um bem executado número ao som de Carne Negra, de Elza Soares.

 – 16H – PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 – 16H15 – LONA FAMÍIA ORFEI – Máquina de Brasilidades – Cia Clownbaret (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Nesta atração, sete palhaços convidam o público para acionar um caça níquel, intitulado “Máquina de Brasilidades”. Quando o público aciona a máquina, um tema do imaginário brasileiro é sorteado, e a trupe encena a trama em esquetes com muita comédia e improviso. O repertório contém cerca de 20 temas da cultura brasileira, como frevo, boi-bumbá,  guaraná, peteca, literatura de cordel, quadrilha, ciranda, entre outros.

 – 17H45 – LONA FAMÍLIA QUEIROLO – Alegria no Circo - Cia Reprises (São Paulo - Brasil) – 50 min. LIVRE

Uma flor com o perfume capaz de encantar as mocinhas, uma prova para descobrir o palhaço mais inteligente, uma caçada, histórias de espanto em frente ao cemitério... Essas são algumas das cenas que compõem o espetáculo “Alegria do circo”, criado a partir de tradicionais esquetes cômicos de circo. Nove palhaços em cena, com seus instrumentos, seus trejeitos e suas habilidades transformam qualquer espaço em um verdadeiro picadeiro, dando foco a memória do circo brasileiro e mantendo viva uma tradição que jamais deve acabar

 - 18H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Circo do só eu – Barracão Teatro (Campinas - Brasil) – 60 min. LIVRE

O majestoso Circo do Sol, com todas as suas atrações fenomenais, aceitou prazerosamente o convite para se apresentar nesta cidade até que recebe outra proposta muito mais lucrativa e decide cancelar, de última hora, a apresentação do espetáculo. Zabobrim, o palhaço, vem para tentar apresentar sozinho o grande espetáculo com números de equilíbrio de pratos, macacos em monociclo, hipnose, mágica e acrobacia. Muitas são as confusões e atrapalhações deste palhaço durante o esforço de realizar sozinho o espetáculo de uma companhia inteira.

 – 19H – PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 – 19H45 – LONA FAMÍLIA SEYSSEL – Circo Zanni - Circo Zanni (São Paulo – Brasil)

Circo Zanni é um espetáculo de variedades, que reúne o que há de melhor dos artistas que integram a companhia, formada por diferentes grupos circenses atuantes na cidade de São Paulo (La Mínima, Circo Amarillo, Artinerant’s e Piccolo Circo). O Espetáculo tem uma estrutura próxima do circo clássico ao mesmo tempo que evidencia as caraterísticas contemporâneas trazidas por seus integrantes, através de números aéreos, de acrobacia, equilíbrio e magia, além, é claro, de palhaçaria clássica.

 – 20H15 – LONA FAMÍIA ORFEI - Histórias Contadas de Cima – Fulanas Cia de Circo (Bahia – Brasil) – 60 min. LIVRE

O espetáculo traz à cena cinco mulheres e suas histórias fantásticas, contadas das alturas. No picadeiro, a Menina que Comia Borboletas, Sônia Sonâmbula, A Mulher que Contava Tudo e Virou Número, As Gêmeas do 20º Andar e a Mulher Gorila. As peripécias de cada uma das personagens são vividas no chão, em números cômicos, e no alto, em trapézio, tecido em rede, escada giratória e cadeira aérea.

 – 20H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Chocobrothers – Cia Chocobrothers (Espanha) – 50 min. LIVRE

A trupe combina diferentes técnicas circenses como manipulação de chapéus, equilíbrio em parada de mão, malabarismos com claves, equilíbrio em rola-rola, barra fixa e mesa de dândis mesclando os números com grandes doses de humor. Precisão, projeção, poder e prazer, são maneiras de definir a atuação desses três personagens carismáticos: Brian, o glamuroso apresentador; Jenifer, a dançarina empolgada e James, o “quase” rei da acrobacia. As situações inusitadas que criam durante a apresentação prometem divertir o público com performances de alto risco e cenas nostálgicas.

 – 21H – LONA FAMÍLIA QUEIROLO – Tubinho contra o Lobisomem - Circo de Teatro Tubinho (Paraná - Brasil) – 75 min. CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 16 ANOS

Entra em cena aqui o Circo-Teatro, com Tubinho trazendo ao picadeiro a lenda do Lobisomem. Ao capturar um Lobisomem que amedronta um vilarejo, o herói é arranhado pela fera. Se a lenda se confirmar, em pouco tempo ele se transformará em outro Lobisomem.  O que será do herói ferido? Quantos Lobisomens devem rondar a cidade? No meio desse thriller está o palhaço Tubinho, aprontando suas peripécias para desvendar o mistério.

 

DOMINGO – 15/04

 – 11H – LONA FAMÍIA ORFEI - Histórias Contadas de Cima – Fulanas Cia de Circo (Bahia – Brasil) – 60 min. LIVRE

O espetáculo traz à cena cinco mulheres e suas histórias fantásticas, contadas das alturas. No picadeiro, a Menina que Comia Borboletas, Sônia Sonâmbula, A Mulher que Contava Tudo e Virou Número, As Gêmeas do 20º Andar e a Mulher Gorila. As peripécias de cada uma das personagens são vividas no chão, em números cômicos, e no alto, em trapézio, tecido em rede, escada giratória e cadeira aérea.

– 11H – PALCO DONA CAROLA GARCIA - Sananab – Cia Pé de Chinelo (Ribeirão Preto – Brasil) – 50 min. – LIVRE

O espetáculo retrata o universo de Bisgoio, um ser ingênuo, estúpido e humano a flor da pele.  Vivenciando situações embaraçosas e surpreendentes, o palhaço constrói e desconstrói tudo ao seu redor revelando sua essência. Sananab é um encontro poético e engraçado que tem como principal motivo a troca entre palhaço e público.

 – 11H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Chocobrothers – Cia Chocobrothers (Espanha) – 50 min. LIVRE

A trupe combina diferentes técnicas circenses como manipulação de chapéus, equilíbrio em parada de mão, malabarismos com claves, equilíbrio em rola-rola, barra fixa e mesa de dândis mesclando os números com grandes doses de humor. Precisão, projeção, poder e prazer, são maneiras de definir a atuação desses três personagens carismáticos: Brian, o glamuroso apresentador; Jenifer, a dançarina empolgada e James, o “quase” rei da acrobacia. As situações inusitadas que criam durante a apresentação prometem divertir o público com performances de alto risco e cenas nostálgicas.

 – 11H45– PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 – 12h30 - LONA FAMÍLIA QUEIROLO – O Homem Foca – Guga Morales (Rio de Janeiro – Brasil) – 45 min. LIVRE

Este espetáculo mistura números de equilíbrio extremo com malabarismos. Guga Morales ficou conhecido como o Homem Foca após ter aperfeiçoado uma técnica circense no qual o artista equilibra uma bola sobre um cone na boca até finalizar com o equilíbrio de taças sobre o fio de uma faca. Encerrando o espetáculo vem o número de monociclo onde o artista apresenta truques de dissociação e malabarismo a dois metros de altura. 

 - 12H30 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Amor e Risco – O Atirador de Facas – Daniel Wolf e Estrela Rigoletto – (São Paulo – Brasil) – 06 min. LIVRE

Neste número de risco e tensão, Daniel Wolf atira facas em Estrela Rigoletto com seus olhos vendados.

 – 13h15– PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 - 13H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Circo sem Fronteiras – Cia Palhaços sem Fronteiras – 50 min. – LIVRE

Este espetáculo de variedades combina diversão e comicidade por meio de números de malabares, equilíbrio bambolê e palhaçaria. O elenco é formado por diversas companhias e artistas que se reuniram por um objetivo comum: desenvolver projetos circenses para regiões afetadas por situações de crise, causadas tanto por guerras e desastres naturais, como em áreas de exclusão social.

 – 14H – LONA FAMILIA ORFEI – Vida de Circo - Trupe Circodança (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Este espetáculo une quatro das principais artes: dança, circo, teatro e cinema. Artistas circenses, atores e bailarinos com necessidades especiais e mobilidade reduzida contam a história de Laura e sua trupe sob uma lona de circo.  Essa integração faz com que cada artista utilize o máximo de seu talento e se supere continuamente, rompendo com todos os preconceitos. A Cia Circodança acredita que a arte foi feita para todos e sua proposta é quebrar barreiras e paradigmas para que o artista seja percebido como um agente ativo das suas necessidades e vontades, com potencial criativo e sensibilidade para realizar grandes eventos, independente de sua mobilidade ou necessidade especial.

 – 14H45 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Fonzera – Cia Singular (São Paulo - Brasil) – 50 min. LIVRE

"FONZERA" é a tradução do que o palhaço Fonso faz em cena e leva ao público a magia do Circo. O espetáculo solo é repleto de mágicas, mímica e ventriloquia, apresentando artes circenses que se tornam mais raras a cada ano. Fonso leva o público ao seu mundo, onde um desenho fala, uma pessoa se transforma em um boneco e as mágicas são incríveis, até mesmo quando dão errado, sempre jogando com o erro no universo do palhaço.

 – 14H45 – LONA FAMILIA SEYSSEL – Cordas Nupciais - Circo Pitanga (Bélgica) – 50 min. LIVRE

A trupe do Circo Pitanga apresenta um espetáculo que brinca com acrobacias, esquetes de teatro, entre outros. O enredo traz à cena o momento mais importante na vida de um casal: o casamento. Porém, a pressa e o destino os envolvem em vários acontecimentos desastrosos e cômicos, que dão mote para números aéreos de tirar o fôlego. Será que haverá um final feliz?

 – 15H30 – LONA FAMILIA QUEIROLO - O Circo Fubanguinho - Trupe Lona Preta (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Inspirado nas charangas, farsas e bufonarias, o espetáculo traz à cena a história de dois palhaços que, apesar de expulsos do picadeiro e demitidos da trupe pelo dono do circo, tentam de todas as maneiras reconquistar seus empregos. Motivados por interesses diferentes, o dono do circo e os funcionários formam uma união de contrários. O primeiro polo representa a ordem, a produtividade e a eficiência; já o segundo simboliza a marginalidade, a ineficiência e improdutividade. Desse sistema de contradições são extraídos os elementos mais valiosos das cenas.

 – 16H15– PALCO FAMÍLIA TANGARÁ – Can Can Volant – Irmãos Sabatino (Uruguai) – 12 min. LIVRE

O Cancan é uma dança francesa criada em 1850, realizada por lindas moças vestindo roupas coloridas e esvoaçantes, com liberdade total de movimentos e ao som de trombones e cornetas. Com passos sensuais e acrobáticos, as dançarinas faziam a cidade de Paris perder a cabeça. Este espetáculo valoriza a virtuose e cria o inesperado, com homens no lugar das mulheres. Muita concentração, acrobacias e suspense, aliados ao bom humor da trupe, são os ingredientes utilizados no trapézio de voos e barra Fixa. A peça presta uma homenagem aos cabarets franceses da Belle Époque, do século XIX.   

 -16H15 – LONA FAMÍLIA ORFEI – Le Petit Poutpourri – Parque do Circo (São Paulo – Brasil) – 50 min. LIVRE

Este espetáculo apresenta números que incluem comédia física, gags cômicas e destrezas elevadas, criando uma atmosfera mágica e construindo junto com o público um original espetáculo circense. Trata-se de um show de variedades composto por diferentes artistas que se revezam entre o palco e a banda, construindo cenas que cativam a família inteira.

 - 17H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Mix Dux – Circo Dux (Rio de Janeiro) – 50 min. – LIVRE

O espetáculo é composto por uma seleção dos números do repertório do Circo DUX, lapidados ao longo de diversas apresentações no Brasil e no exterior. Voltado para todo tipo de público, Mix Dux traz à cena uma coletânea de experiências, com números surpreendentes. Sempre envolvendo a destreza e a comicidade, o espetáculo apresenta força, ilusionismo, música e outras habilidades circenses. Os artistas também executam músicas clássicas até os funks contemporâneos em um piano de canecas.

 - 17H45 – LONA FAMIIA QUEIROLO – Magia – Turma do Biribinha –(Alagoas – Brasil) – 06 min. LIVRE

No picadeiro, Biribinha usa seus velhos truques de mágica para dirigir um filme, sem elenco e sem dinheiro. Ao longo do caminho Biribinha descobre que é dentro de si, mais precisamente em seu coração, que está à verdadeira fonte da transformação; descobre que o amor, o riso, a fé e as brincadeiras podem levá-lo a uma jornada cheia de surpresas. Partilhando divertidos momentos com o público, este torna-se o elenco, ajudando o palhaço a vencer este grande desafio.

 - 18H15 – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Revive – Laís Camila –(São Paulo – Brasil) – 06 min. LIVRE

A artista, que já integrou o elenco do Cirque du Soleil, apresentará um bem executado número de Lira, com muito impacto, contorção e força.

 – 19H – LONA FAMILIA SEYSSEL - Piccolo Circo - Teatro de Variedades - Piccolo Circo - Teatro de Variedades (São Paulo – Brasil) – 60 min. LIVRE

O Piccolo Circo Teatro de Variedades apresenta um espetáculo ingênuo e poético inspirado no formato clássico de variedades do início do século XX. Uma pequena companhia circense, tipicamente brasileira, se reveza na apresentação dos números e na interpretação das músicas. Personagens característicos trazem ao público informações sobre a história do circo, da cultura e dos costumes da época, através de seus relatos.

 - 19H – PALCO DONA CAROLA GARCIA – Circo de Doisdo – Cia Pé de Cana (Limeira – Brasil) – 60 min. – LIVRE

O espetáculo conta a história de Capivara e Fiofó, dois palhaços atrapalhados, donos de um pequeno circo, onde fazem de tudo. Por falta de pagamento, eles são abandonados pelos outros artistas, e decidem resolver sozinhos essa grande empreitada, realizando o espetáculo. Entre acrobacias, malabarismos e muita palhaçada, a confusão está formada e a diversão é garantida.

 – 19H45 – LONA FAMILIA QUEIROLO - Molavin – Cia Tato Villanueva (Argentina) – 45 min. LIVRE

Se pode esquecer a verdade repetindo uma mentira, uma nuvem de fumo grosso e intangível. Esta Opéra Bufa conta a vida e as visões de Molavin, um vendedor de fumaça que,

cansado de mentir, procura recuperar sua dignidade. Ainda que tenha que morrer por

isso.

 – 20H15 – LONA FAMILIA ORFEI – Cabaré Contemporâneo – Direção de Lincoln Rollim

 

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Doria articula com DEM para disputar o governo do Estado de São Paulo (Foto: Reprodução/Rede Social)

Política

Após se aproximar do PSD, o prefeito João Doria investe agora no apoio do DEM para uma eventual candidatura pelo PSDB ao governo de São Paulo. A negociação partidária, que envolve o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM-BA), ocorre à revelia do governador Geraldo Alckmin e no momento em que uma ala tucana tenta adiar as prévias paulistas da legenda para maio.

Com o adiamento das prévias, o prefeito seria forçado a deixar o cargo para entrar na disputa interna. Pela legislação, os políticos que forem concorrer nas eleições deste ano devem renunciar até o dia 7 abril.

Doria e Maia conversaram sobre a sucessão em São Paulo no avião do prefeito, durante um voo entre Rio e Salvador na terça-feira de carnaval. Ao chegar à capital baiana, eles se juntaram ao prefeito ACM Neto. Questionado sobre o encontro, Maia disse que a palavra final sobre uma eventual aliança em São Paulo será do diretório regional do DEM.

O prefeito deve almoçar no sábado com o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia, pré-candidato do DEM ao governo, e com dirigentes paulistas da sigla. A ideia é oferecer a Garcia a vaga ao Senado. Por essa configuração, o presidente licenciado do PSD, ministro Gilberto Kassab, seria o vice de Doria na chapa e o chanceler Aloysio Nunes (PSDB), o segundo candidato ao Senado. A movimentação de Doria incomodou aliados de Alckmin.

O governador tenta evitar um racha em sua base na campanha pelo Palácio dos Bandeirantes. Pré-candidato à Presidência, Alckmin não descarta convidar o vice-governador Márcio França (PSB), que deve assumir em abril o governo e disputar a reeleição, para se filiar ao PSDB e ser o candidato único da coalizão governista. Tucanos paulistas ventilam ainda a possibilidade de acrescentar uma cláusula ao estatuto da legenda que tornaria todos os detentores de cargo executivo candidatos "natos" à reeleição - ou seja, sem a necessidade de disputar prévias.

Receio de ficar "travado" fez com que Splitter se aposentasse aos 33 anos (Foto: Reprodução/Facebook)

Esporte

O medo do futuro fez Tiago Splitter encerrar sua carreira de maneira de prematura aos 33 anos. O agora ex-jogador, primeiro brasileiro a ser campeão da NBA, explicou ao Estado que não queria pagar o preço, talvez alto, de passar por outra cirurgia no quadril, agora do lado esquerdo, continuar jogando basquete, e se arrepender mais pra frente. 
 

"Coloquei tudo na balança. Sabia que não jogaria mais como antes Também não era apenas passar por outra cirurgia. Eu tinha de pensar no meu futuro. Quero estar andando quando estiver com 50, 60 anos... Não quero estar em uma cadeira de rodas. Pensei no que era melhor para o meu futuro, para minha saúde", afirmou Splitter.

A decisão não foi tomada de uma hora para outra. O processo, segundo ele, começou depois de ficar fora dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, por causa do primeiro problema no quadril. "A gravidade da lesão ficou clara para mim naquele momento", comentou.

Splitter ainda voltou ao basquete em março de 2017 após colocar uma prótese no quadril do lado direito e até se sentiu bem. O problema ficou insustentável ao voltar aos treinos pelo Philadelphia 76ers na temporada seguinte da NBA. "A dor voltou. Fui ao médico novamente, conversei com especialistas e fiquei sabendo que teria de operar o outro lado." 

O medo de não conseguir andar foi decisivo para se aposentar. "Não foi discutido, nenhum médico me disse claramente (que corria o risco de não andar), mas o que sei é que preciso já realizar outro procedimento no mesmo lado direito, porque toda prótese tem prazo de validade. Pode ser 15, 20 anos, dependendo do peso e do você faz. É óbvio que tenho de pensar nisso. Tirei todo o suco que podia dessa laranja", afirmou.

"Mas estou tranquilo. Muitos atletas passam por isso. Não estou com dor, o que é mais importante, e preparado para enfrentar uma nova etapa."

O ex-pivô não tirou sequer um tempo para digerir sua decisão. Nesta segunda-feira já estava em Boston para um curso de business. Splitter quer continuar no basquete. Só não escolheu ainda o caminho. "Gostaria de dizer de que está claro, mas não está. Gosto muito de estar na quadra, gosto de competir, mas tenho um lado de estratégia, de fazer contratações. A ideia não muda muito, o que difere é o trabalho diário."

O técnico Gregg Popovich, que o comandou no San Antonio Spurs, quando foi campeão da NBA, abriu as portas para o brasileiro. "Não tive uma oferta de trabalho, fui convidado para fazer um estágio com o Pop. São coisas diferentes. Claro que gostaria de estar lá, seja como técnico, auxiliar ou diretor."

Splitter só lamenta não ter conquistado uma medalha olímpica ou mundial pela seleção. "Fiquei devendo isso, mas fui muito feliz pela carreira que tive. Ganhei mais do que perdi. Sempre competi no mais alto nível e tenho orgulho de sempre ter deixado tudo em quadra."

 

Prejuízo atrapalha melhoria dos transportes e queda no valor da tarifa (Lucas Dantas)

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O número de bilhetes únicos cancelados por fraudes e irregularidades no ano passado é quatro vezes maior que de 2016. Em 2017, 374 mil cartões foram inutilizados por conta de suspeitas de condutas ilegais. No ano retrasado foram apenas 90 mil.

De acordo com os dados da SPTrans, a maior causa dos cancelamentos ocorre por conta de recargas falsas. Dos 374 mil cancelamentos, 254 mil ocorreram por conta deste tipo de crime. Os outros 120 mil são referentes à gratuidade utilizada por estudantes, idosos e deficientes. Segundo a SPTrans, não existe a mesma informação associada aos bilhetes de 2016. Também não foi informada a perda de arrecadação com estas ilegalidades.

De acordo com o especialista em gestão pública e professor da Universidade Mackenzie, Cecílio Pires, esta atitude prejudica o próprio usuário, uma vez que o dinheiro desviado ou perdido teria de retornar para melhorias no próprio sistema de transporte. “Eu diria que a fraude está generalizada no nosso País. Claro que tem que ter a fiscalização preventiva, mas paralelamente tem que ter uma conscientização do brasileiro. Mudança de cultura”, disse.
Segundo a SPTrans, o custo do sistema de transporte em 2017 foi de R$ 7,7 bilhões, dos quais R$ 2,9 bilhões foram usados para compensações tarifárias das gratuidades. A demanda por dia útil é de 9,6 milhões de passageiros. Destes, um quarto utiliza benefícios de isenção (10% idosos, 3% pessoas com deficiência e 12% escolar).

Punição e conscientização

Segundo Cecílio Pires, para que as fraudes e irregularidades deixem de prejudicar o sistema de transporte e seus usuários é necessário mais fiscalização. “A questão é que isso é um crime. Ele tem de ser apurado administrativamente. Eventuais sanções devem ser aplicadas, mas o Ministério Público precisa ser informado.”

Questionada sobre as ações feitas para coibir este tipo de fraude, a SPTrans informou que trabalha, ao lado da Secretaria de Mobilidade e Transporte e da polícia, para atuar na prisão de fraudadores e desenvolvendo novas formas de identificar fraudes, aumentando a capacidade de detecção desses casos. Em nota, a empresa ressaltou ainda que “faz campanhas de conscientização para que os usuários não comprem passagens mais baratas, evitando, ainda, perdas financeiras potenciais ao terem seus bilhetes bloqueados”.

Especialistas apontam ser preciso refazer o asfalto (Foto: Lucas Dantas)

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A Prefeitura de São Paulo fechou, somente no ano passado, 668 buracos por dia. O número é pouco mais de 22% superior ao registrado em 2016, quando foram tapadas, em média, 545 crateras ao dia. A Secretaria das Prefeituras Regionais não informou quanto foi gasto com o serviço nesses dois anos analisados.


O professor do departamento de engenharia civil do Centro Universitário FEI, Creso Peixoto, explicou que a ocorrência de buracos tem a ver com a absorção de água. “Quando há infiltração, a capa asfáltica não responde como deveria quando os carros forçam as camadas”, afirmou.


De acordo com a professora de engenharia Maria Emília da Silva Oliveira, da Universidade Presbiteriana Mackenzie Campinas, vários fatores causam um buraco e a volta dele após um conserto. “Falta de manutenção, má qualidade dos materiais de reparo e mão-de-obra má qualificada estão entre eles”, disse. “As operações tapa-buraco são métodos paliativos”, ressaltou.


O engenheiro civil Marcos Timóteo, professor da Universidade de Guarulhos, concordou. “O tapa-buraco de hoje não é efetivo. Muitas vezes, eles são feitos duas ou três vezes no mesmo local ao longo de um ano”, disse.


Para Maria Emília, só há uma solução para acabar com o problema: o recapeamento. “Tem que se tirar as camadas que compõe o asfalto hoje e começar de novo, como se fosse a primeira vez”, afirmou

Ideia é dar maior fluidez ao trânsito paulistano (Foto: SECOM)

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A gestão do prefeito João Doria (PSDB) lança, nesta sexta (16), um edital de chamamento público para receber estudos do setor privado para viabilizar a privatização da rede semafórica da capital paulista, que é da década de 1980. O foco é aumentar em até 25% o número de semáforos.

O objetivo é fazer um longo contrato de concessão no qual a empresa terá de investir em tecnologia para modernizar até 85% dos 6.399 semáforos de São Paulo, alvos constantes de vandalismo e apagões. O investimento necessário está estimado em R$ 1 bilhão.

Só 600 semáforos têm automação em tempo real, ou seja, o tempo de abertura e fechamento é controlado a distância de um centro de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Os novos aparelhos também vão controlar a velocidade dos carros e farão a contagem dos veículos no cruzamento, o que, segundo a Prefeitura, permitirá modificar a programação para que os semáforos fiquem abertos mais ou menos tempo, conforme o trânsito da região.
O secretário municipal de Mobilidade e Transportes, Sérgio Avelleda, estima até 20% a mais de fluidez do trânsito com os semáforos inteligentes.

Doria é cotado para disputar sucessão de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes Crédito: Lucas Dantas

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Durante passagem pelo carnaval de Salvador na terça-feira, 13, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), reafirmou que o seu partido terá candidato próprio nas eleições deste ano. O tucano disse ainda que "não há nenhum mal" o vice-governador de São Paulo Márcio França se filiar à legenda e participar do processo de disputa interna pela vaga para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes. "Se o vice quiser se filiar ao PSDB, não há nenhum mal", afirmou Doria.

Entretanto, o prefeito da capital paulista defendeu a realização de prévias dentro do partido tanto para eleições estaduais quanto federal. "Sou filho das prévias. É bom, é saudável", pregou, acrescentando que o ideal é que as prévias se realizem simultaneamente em São Paulo e nos demais Estados".

Coletiva DORIA Carnaval de rua 2018

Crédito: Lucas Dantas

O tucano também disse que não fará oposição ao atual vice-governador, caso este lance candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. França tem sido cotado para ser o candidato de atual governador Geraldo Alckmin, também do PSDB.

Acompanhando o prefeito paulista na folia baiana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que só vai decidir sobre uma eventual candidatura à Presidência da República "entre março e junho". E lembrou que o DEM conta com outros nomes importantes e em condições de disputa para a vaga. "Acho que essa eleição está aberta. Aquele que conseguir organizar politicamente um campo vai ter chance de ganhar", afirmou.

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França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

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Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Eymael disse acreditar que Haddad estará no segundo turno (Foto: Ivo Lindbergh)

Nacional

O gaúcho José Maria Eymael, conhecido principalmente pelo jingle de campanha “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão”, criado em 1985, chega a disputa de sua quinta eleição presidencial e garante: “somos os únicos capazes de derrotar o PT nas urnas”. Crente de que o candidato petista Fernando Haddad (PT) herdará os votos do ex-presidente Lula (PT) e estará no segundo turno, Eymael acredita que seu partido, o Democracia Cristã, é prejudicado pela falta de espaço na televisão e no rádio, assim como pela recente reforma eleitoral, “feita para manter quem está no poder”, e que se muitos soubessem de sua história com certeza lhe confiariam o voto.  Segundo Eymael, sua legenda não está nem à esquerda e nem à direita. “A democracia cristã é uma força transformadora”, explicou o democrata. Entre suas principais propostas está a Reforma Tributária, para diminuir a pressão governamental sobre as empresas e colocar o Brasil para surfar nas “ondas do desenvolvimento”. Eymael foi eleito, em 1986, deputado federal constituinte com 72.132 votos, tendo sido reeleito em 1990 com 34.191 sufrágios. Questionado se está na hora de rever a Constituição, o democrata cristão negou esta possível necessidade. “A Constituição precisa amadurecer, mas é a responsável pelo maior período democrático de nosso País”.    Candidato é contra o Fundão Partidário e critica falta de espaço na TV e nas rádios (Foto: Ivo Lindbergh) O que faltou para a Democracia Cristã crescer como outros partidos, a exemplo do PT, PSDB e MDB? Então, hoje, o pouco tempo que nós temos é o grande obstáculo. Com as redes sociais, este problema é um pouco amenizado. Se eu tivesse tempo para falar o que fiz aos trabalhadores: aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais, proteção contra demissão sem justa causa, a estimulação de lazer como promoção social e mecanismos para proteger a mulher no mercado de trabalho…Seria um outro universo. As pessoas me conhecem, mas não conhecem o conteúdo. É uma dificuldade. E como driblar esta falta de tempo? Redes sociais. Hoje, a minha fanpage tem participação do Brasil inteiro. Embora não tenha como negar a importância da TV. Tenho feito também a campanha corpo a corpo. Minha agenda está lotada: Brusque (SC), Brasília, Campinas, Cuiabá (MT). Não tem lugar em que eu me sinta melhor do que a rua. Qual é o principal mote da sua campanha? Qual seria a primeira coisa que faria ao ser eleito? Primeira coisa: montar um time do presidente. Reduzir 29 ministérios para 15. Não economiza quase nada, mas o presidente, assim, terá um time próximo, com pessoas que conversam diariamente com ele. Também tem que ser feita uma reforma tributária. Este sistema tributário que nós temos, com todas as mexidas que ele sofreu, esmaga as empresas. Tem que ser algo que o empresário entenda. Perde-se muito tempo só para entender o que se paga. O sistema também é muito injusto. Um comerciante da zona leste de São Paulo, por exemplo, recebe uma multa e tem quinze dias para recorrer. Até ele falar com o contador, o prazo já acabou. É preciso ter uma igualdade maior entre contribuinte e fisco. E quais seriam os critérios para escolher este time do presidente? Nenhuma indicação de partido político. Se eu me eleger presidente, eu me elejo de forma independente. Vou me eleger pela Democracia Cristã. Chega de indicação de partido político. Nós temos que buscar pessoas que tenham excelência na sua área de trabalho. É isto que tem que ser feito. Temos que conversar, respeitar opiniões diferentes, mas sempre ir para o diálogo preparado. Assim, você sensibiliza as pessoas. Na elaboração da Constituição, falaram que o nosso partido não tinha representatividade e que iríamos nos machucar. No final, fui um dos 15 deputados com mais propostas aprovadas. Sintetizando: o Legislativo legisla e fiscaliza. O Executivo governa. E o Judiciário julga. Eymael afirmou que corte abrupto do imposto sindical foi um erro (Foto: Ivo Lindbergh) O que é preciso fazer na questão da segurança? Quem foi que propôs a criação do Ministério da Segurança Pública em 2010? Nós. A intenção era integrar as inteligências das forças de segurança do País – municipais, estaduais e federal. Colocar o Exército para fechar as fronteiras. Adotar procedimentos internacionais de sucesso em países desenvolvidos na área de segurança. Agora apresentaram o Ministério da Segurança Pública como se fosse uma novidade em 2018. O que vemos hoje é uma situação em que as polícias não se comunicam e não compartilham informações. Um Estado não está conjugado com os demais. Isso que gera esta insegurança nacional. E na área da saúde? Eu falo sempre na “Saúde da Inteligência”. É a saúde da prevenção. Tem que se prevenir, mas, na prática, isto não existe. Por exemplo, a falta de saneamento é uma das grandes causadoras de doenças no Brasil. Só que não se faz nada em termos de saneamento no País. Qual a sua visão sobre o atentado a Jair Bolsonaro? Nós tivemos uma posição oficial. É um retrato da insegurança do País. Veja o seguinte. O Bolsonaro estava cercado por 25 agentes da polícia federal. Vai alguém com uma faca e consegue atingir o Bolsonaro. O próprio discurso do Bolsonaro falando que a solução era armar todo mundo não é a solução. Para Eymael, processo de impeachment que tirou Dilma Rousseff do poder foi indecente (Foto: Ivo Lindbergh) O senhor é contra o armamento então? Porte de armas seletivo. Que é mais ou menos o sistema que temos hoje. Só que nós temos que fazer que nem o sistema europeu. Você tem o porte de arma seletivo, mas a pessoa que tem periodicamente tem que demonstrar que tem condições de ter uma arma. Em um segundo turno, quem o senhor apoiaria? Hoje, o Haddad vai para o segundo turno e eu estou absolutamente convencido disso. E só a democracia cristã pode derrotar o Haddad. Nenhum outro candidato tem condições. O Lula vai transferir os votos. Hoje os jornais já dizem: um terço do eleitorado brasileiro já aceita votar em alguém indicado pelo Lula. Mesmo só com 9% ele já vence o Bolsonaro no segundo turno. Por que? Porque nós somos as conquistas sociais dos trabalhadores. O partido com a totalidade dos avanços sociais na Constituição, todos os avanços sociais dos trabalhadores presentes na Constituição são da Democracia Cristã. Num segundo turno, o tempo de TV é igual, não são mais os oitos segundo que nós temos. E se o senhor não chegar no segundo turno, apoiaria outro candidato? Se eu te responder esta pergunta eu já estaria aceitando não ir para o segundo turno (risos). Quais estatais você manteria e quais você privatizaria? Eu mantenho Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, por uma questão de segurança nacional. As demais eu ia fazer uma análise da vantagem de continuar com elas ou não. Como o senhor trataria a questão dos refugiados venezuelanos? Tem que acolhê-los e fazer uma distribuição dentro do território nacional. Mas o Brasil não pode ficar indiferente à situação da Venezuela, que é um regime ditatorial. No governo do PT houve uma certa condescendência. O Temer poderia ter um certo posicionamento. Qual sua posição sobre a Reforma Trabalhista? Em termos gerais eu acho que houve um avanço. Dando um pouco mais de liberdade na relação entre patrão e empregado. O que eu acho que foi um erro foi o corte abrupto do imposto sindical, sem uma transição, sem dar uma chance para os sindicatos se adequarem e criarem novas fontes de receita. O estrago já está feito. Tem que fazer um amplo debate nacional para ver como os sindicatos vão se manter. É preciso fazer a Reforma da Previdência? Tem que fazer. O problema fundamental é o período de vida mais longo. A previdência foi calculada com base em um período mais curto. Tem que ter uma elevação na idade mínima e tem que ter uma transição inteligente. A Previdência está quebrada. Tem que ter reforma, mas também tem que cobrar quem está devendo. Como o senhor avalia os resultados do último impeachment? Olha os dois anos do Temer. Tinha que ter sido mais transparente o sistema de impeachment. Uma análise realmente, uma comprovação de desvio. Aquilo foi carta marcada com o vice-presidente tramando para tomar o lugar da presidente. Nós defendíamos, em 2016, a convocação de novas eleições. A coisa foi alongando, o TSE acabou não julgando, com o MDB articulado para tomar conta do governo. Eymael conta a história do seu famoso jingle:  Foi um golpe então? Foi indecente. O que o senhor pretende fazer para gerar emprego? Emprego é fruto do desenvolvimento. Tem algumas medidas que podem ser tomadas. Uma delas, eu coloquei que o ICMS pode ser seletivo, menor, para os produtos mais necessários, como no caso dos genéricos, em São Paulo. A cesta básica da constituição poderia ter este critério. O setor que mais reage é a construção civil. Ter uma redução no ICMS da Construção Civil poderia ser um avanço. Outra questão é a seguinte. Hoje tem financiamento, a pessoa tem que ter 20% para comprar o imóvel. Ela não compra. Se ela tivesse 100% de financiamento ela passaria a ter este financiamento e pagaria um valor inferior ao que paga de aluguel. O risco para os bancos é zero porque tem a garantia do imóvel. Mas hoje os juros são elevadíssimos. A parcela ainda fica, muitas vezes, muito mais alta o que o aluguel. Como resolver isto? Aí você entra em uma outra área. A falta de renda não pode representar a falta de moradia. Isto é básico, é fundamental. Hoje, se você não tem renda, você não tem moradia. Este é um problema de gestão pública.    

Skaf acredita que pode se beneficiar do desgaste do PSDB (Foto: Karim Kahn)

Cidade

 Presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, do MDB, diz que é possível construir 50 quilômetros de linha metroviária em um espaço de quatro anos.  “Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô”, continua o candidato, 63, que é do mesmo partido do presidente Michel Temer e tenta pela terceira vez chegar ao Palácio dos Bandeirantes. Foi quarto em 2010 e segundo em 2014. Apesar de estar na mesma sigla de Temer, Skaf busca desvencilhar a sua imagem à do presidente, que sofre com grande rejeição no fim de seu mandato. Como bandeira de sua campanha no Estado, o empresário paulistano aposta no sistema educacional implantado no Serviço Social da Indústria (Sesi) durante a sua gestão. Confira a entrevista completa do candidato.  Como pretende implementar o “Sistema de Ensino Sesi” na Rede Pública? Pretende ampliar o EAD no Ensino Superior?  Pretendo implementar um plano gradual para a universalização do ensino em tempo integral na rede estadual, nos mesmos moldes que fiz com sucesso no Sesi. Em 2020, os alunos que entrarem no primeiro ano do Ensino Fundamental terão aulas em tempo integral. Ao longo de quatro anos adequarei a rede de escolas para receberem o ensino integral. Deixarei todo o caminho pronto para que, em dez anos, todos os alunos do Ensino Fundamental I tenham educação em tempo integral de qualidade. Sobre o ensino à distância, acredito que é uma boa alternativa para educação profissional e superior. Ela vem ganhando força ao longo dos últimos anos. O Senai já possui 210,5 mil matrículas de ensino à distância. Quero levar a experiência do Senai para o Estado de São Paulo. Skaf afirma que deseja proibir as "saidinhas" dos presidiários (Foto: Karim Kahn)  Apesar dos números decrescentes em relação aos homicídios, o paulista não se sente seguro. O que fazer para diminuir esta sensação de insegurança? Como pretende agir em relação às facções?  Não podemos aceitar a insegurança instalada no Estado. A segurança pública está abandonada. A cada 1 hora e 8 minutos, uma pessoa é morta ou sofre tentativa de homicídio. A cada 47 minutos, uma pessoa (mulher ou vulnerável) é estuprada. A cada hora, 107 pessoas são roubadas ou furtadas no estado. É dever do governador garantir que os cidadãos possam ir e vir em segurança. Pretendo agir em três frentes. Primeiro, vou equipar, modernizar e integrar o trabalho das nossas polícias. Elas estarão voltadas para a atividade-fim. Ou seja, para a investigação e o patrulhamento. O nosso foco será a inteligência policial. Além disso, é urgente reassumir o controle dos nossos presídios. Hoje, eles estão nas mãos do crime organizado. Não é possível que o governo paulista seja refém do crime organizado. Pretendo também, utilizar a minha força e liderança política como governador para atualizar a lei penal no Congresso Nacional. Quero acabar com as saidinhas, visitinhas e redução de penas.  Mulheres têm relatado abusos nas proximidades e, até mesmo, dentro das estações do Metrô. Haverá uma política específica para a segurança delas?  É inadmissível que mulheres e meninas sejam violentadas a caminho do trabalho, da escola ou em seu tempo de lazer. As mulheres enfrentam diariamente situações absurdas no transporte público. Precisamos coibir e investigar os crimes e abusos sexuais dentro e fora do transporte público. Para isso, como disse, pretendo aumentar o efetivo policial alocado na atividade-fim. Vou desburocratizar o serviço policial, aumentando assim a quantidade de policiais militares em patrulhamento nas ruas e policiais civis investigando. Com relação especificamente ao transporte público, pretendo aumentar a vigilância por meio da instalação de câmeras nos trens e estações de metrô, da CPTM e nos ônibus intermunicipais da EMTU, cuja licitação compete ao governo. Além disso, no meu governo intensificaremos o programa de denúncia a casos de abusos no transporte público. Precisamos conscientizar a população sobre a importância de denunciar os agressores. Tanto as vítimas quanto as pessoas que presenciam abusos devem denunciar e cabe ao governo garantir que esses crimes não fiquem impunes. Não podemos nos omitir.  Falando em Metrô, o transporte sobre trilhos é um tema que gera bastante palpitação nos paulistas, sobretudo, paulistanos. O que fazer para melhorá-lo?  Mobilidade urbana é um problema que precisa ser enfrentado com planejamento, boa gestão e direcionamento de investimentos. O metrô de São Paulo tem a mesma idade dos metrôs da Cidade do México e de Seul, mas com uma rede bastante inferior. Enquanto São Paulo conta com uma rede de 92 quilômetros, Seul conta com 331 quilômetros de metrô e a Cidade do México com 226 quilômetros. Não podemos continuar expandindo a rede num ritmo de 2 quilômetros por ano. Vamos fazer um amplo projeto de investimentos em metrô, de forma a aumentar o número de conexões da rede e equilibrar a quantidade de passageiros nas estações. Temos um plano de expansão de 100 km de rede metrô em dez anos. Vamos implantar de 40 a 50 quilômetros durante o mandato de quatro anos e criar as condições necessárias para que as obras continuem futuramente no mesmo ritmo. Também iremos investir em modernização das linhas da CPTM, elevando o nível do serviço o mais próximo possível ao do Metrô. Paulo Skaf ao lado de Cidinha Raiz, candidata ao Senado pelo MDB (Foto: Karim Kahn)  Voltamos a nos assustar com o baixo nível do Sistema Cantareira. O que fará para que o abastecimento não seja afetado mesmo em tempos de seca?  Na nossa avaliação, o abastecimento no ano de 2018 está garantido, pois o Cantareira está com nível de 37%, recebendo água da transposição da Bacia do Paraíba do Sul e foram feitas obras de interligação dos sistemas que abastecem a cidade de São Paulo. Para 2019, o abastecimento depende do volume de chuvas que será verificado no período de novembro a abril. Ainda que não haja necessidade de racionalização do consumo este ano, São Paulo não pode ficar à mercê das crises hídricas. Minha prioridade para garantia do abastecimento é o combate às perdas de água. Anualmente, a Sabesp perde mais de 30% do volume total de água captada. Isso representou, apenas em 2017, o desperdício de 850 milhões de metros cúbicos de água. É quase esvaziar um sistema Cantareira inteiro, só em perdas na rede. Além de representar o desperdício de um recurso escasso, afeta a segurança no abastecimento da região metropolitana. Vamos fazer um amplo programa para redução das perdas de água, com investimento em manutenção e renovação da rede, uso de tecnologia e combate às ligações irregulares. Além disso, vamos concluir as obras de interligação dos diferentes sistemas de abastecimento da Grande São Paulo.  Temos visto muitos problemas na área da saúde pública. Quais são os seus planos para estes temas?  Não há maior desrespeito a uma pessoa do que necessitar de atendimento médico e não conseguir. Precisamos garantir atendimento médico com qualidade e rapidez. Não podem existir hospitais sem equipamentos ou com equipamentos quebrados, muito menos equipamentos sem médicos ou técnicos para operá-los. No meu governo vou organizar a saúde por região, desde o primeiro atendimento até a alta complexidade. Precisamos organizar e articular os entes de saúde que compõem a rede SUS no estado de São Paulo, dando resolutividade à atenção básica e desafogando os grandes hospitais para o atendimento à alta complexidade. Além disso, vou implantar o prontuário eletrônico em todo o Estado. O prontuário eletrônico guardará todo o histórico clínico dos pacientes.  E para a habitação?  Com relação à habitação, nos últimos anos, muitos bairros populares foram formados por loteamentos clandestinos e invasões. Essas ocupações trazem insegurança jurídica aos cidadãos. As famílias têm pouco conhecimento técnico e condições financeiras para regularizar a situação da sua moradia. Por outro lado, o CDHU tem forte experiência no tema, precisamos vocacionar o CDHU para gestão, regulação e regularização das habitações. No meu governo, o objetivo do CDHU será a regularização fundiária, gestão de plano de terrenos estaduais para construção de habitações e fomentação de PPPs para construção de moradias. Também investiremos na urbanização das favelas. As comunidades são áreas nas quais o estado não se faz presente. Como se sabe, essas regiões carecem de infraestrutura urbana, educação, saúde, cultura, entre outros. Candidato pretende replicar sistema educacional do Sesi na rede pública estadual (Foto: Karim Kahn)  O Sesi tem um projeto vencedor no esporte. Como replicar isto no governo do Estado? Quais são seus planos em relação à área esportiva?  O esporte é uma poderosa ferramenta à serviço da saúde, da educação e da inclusão social. No Sesi adotamos a pedagogia do exemplo, ao fomentar o aperfeiçoamento de atletas e equipes profissionais, o Sesi não apenas busca resultados expressivos como também contribui para a criação de novos exemplos e dissemina à sociedade uma ampla gama de modalidades esportivas ainda pouco conhecidas no Brasil. Hoje, o Programa Atleta do Futuro do Sesi promove a formação esportiva de quase 115 mil crianças e adolescentes. Pretendo levar a experiência do Programa Atleta Do Futuro para toda a rede estadual de ensino, em parceria com as prefeituras, empresas e demais membros da sociedade civil. Vamos também incentivar a prática de esportes paraolímpicos, com a instalação de equipamentos esportivos adaptados para a prática de esporte de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Como ferramenta de inclusão social, vamos ampliar os equipamentos esportivos nas comunidades da capital e do interior.  Como pretende se relacionar com as administrações municipais, principalmente, da Capital?  Eu pretendo ter um relacionamento muito próximo com os prefeitos. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. Os problemas dos municípios também são problema do governador. As prefeituras são responsáveis pela gestão dos serviços mais essenciais para população, como educação e saúde, mas são os entes da Federação que recebem a menor parcela da arrecadação. Ao longo desses quase trinta anos, a carga tributária aumentou 9 pontos percentuais, saindo de 23,3% em 1988, para 32,36% em 2017.  No entanto, só a União se beneficiou desse crescimento. Do total da arrecadação, 50% é destinado à União, 27% aos estados e apenas 24% são destinados aos municípios. Vamos defender o aumento a fatia dos estados e municípios na receita tributária e apoiar os municípios na geração de soluções eficientes para saúde e educação.  Acredita que a máquina pública está inchada? Pretende diminuí-la?  Uma das minhas primeiras ações como governador será melhorar a gestão do governo, aumentando a eficiência e cortando gastos desnecessários. Faltam professores, policiais, médicos e sobram funcionários em atividades burocráticas. Quero desburocratizar o serviço público e alocar os funcionários nas atividades-fim. Quero os policiais militares nas ruas evitando crimes. Quero a Polícia Civil investigando e punindo os crimes que infelizmente ocorreram. Quero que nossos professores sejam valorizados e respeitados. É assim que vamos transformar São Paulo. Skaf evitou falar sobre Temer na entrevista (Foto: Marcello Casal Jr./ABR/Fotos Públicas)  Como amenizar o problema do desemprego? Quais são seus planos para a economia?  O estado de São Paulo possui 3,5 milhões de pessoas desempregadas. Ampliando esse montante, todo ano aproximadamente 700 mil jovens atingem idade para trabalhar e muitos deles já buscam seu primeiro emprego. Precisamos gerar novos postos de trabalho. Para isso, pretendo atrair mais investimentos para o estado de São Paulo, por meio da busca ativa por novas empresas no Brasil e no exterior. Além disso, tenho um grande programa de investimentos em ferrovias, rodovias, metrô e habitação, áreas que oferecem muitas vagas. Além de gerar empregos, precisamos qualificar a nossa mão-de-obra. O mundo mudou, estamos entrando na quarta revolução industrial, na era da internet das coisas, da nanotecnologia. Essa revolução está criando novos empregos, altamente tecnológicos. Precisamos preparar nossos jovens para esse novo mercado. Para isso, precisamos de educação básica de qualidade e modernização das ETECs e FATECs. Vou equipar, modernizar e implantar laboratórios modernos nas ETECs e FATECs. Além disso, precisamos direcionar as ETECs e FATECs para as vocações locais. O objetivo dos cursos técnicos tem que ser o emprego. Não adianta formar as pessoas em áreas para as quais não há empregos na região. Por isso, vou utilizar a experiência de sucesso do Senai, direcionando os cursos das ETECs e FATECs para o mercado local.  Tendo em vista que o PSDB está há 24 anos no poder e que a taxa de aprovação do presidente Michel Temer, do seu partido, é baixa, como mostrar para o paulista que o senhor é uma opção melhor do que o Doria em um eventual segundo turno?  A população procura um candidato que resolva os problemas que precisam ser atacados. O governador precisa enfrentar as dificuldades que a população sofre diariamente. O que eu quero mostrar para o povo é que sou um candidato de fazer e não de falar. Foi-se o tempo das promessas vazias, dos padrinhos políticos, do jogo de empurra, do só falar e não fazer. Quem me conhece sabe: eu faço antes de falar. Ao longo de anos à frente do Sesi e do Senai, percorri grande parte do estado de São Paulo, mas não foi fazendo política. Foi construindo e reformando escolas, transformando a vida das pessoas. Eu quero apresentar ao eleitor de São Paulo as minhas propostas. Se for da vontade de Deus e a decisão do povo do estado de São Paulo que eu seja eleito, garanto que não vão se arrepender.  

Chequer não se arrepende de ter apoiado o impeachment de Dilma (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Fundador do movimento Vem Pra Rua, que chegou a reunir até 6 milhões de pessoas em protestos pelo impeachment da ex-Presidente Dilma Rousseff (PT), Rogerio Chequer, aos 50 anos, é o candidato do Novo ao Governo do Estado e quer implantar “a nova política”, que “trabalha junto com a população, não contra ela”. Sem coligações e sem tempo de TV, Chequer aposta no poder das mídias sociais e da tecnologia para chegar ao eleitor, além de ações como a que realiza na Avenida Paulista, aos domingos, com dois microfones, um para ele e outra para alguém fazer perguntas sobre as suas propostas. Se eleito, acredita que poderá contar com o apoio da população para inibir os deputados estaduais de votarem contra ou pedirem barganhas em troca da aprovação de projetos necessários aos paulistas. Ele garantiu que não irá lotear Secretarias em troca de apoio. Crítico ferrenho do PT, Chequer não se considera nem de esquerda e nem de direita, e disse que estes argumentos são erros que levam a desvios de informação.  O que você faria em uma situação de crise hídrica? Temos que começar um programa para preparar não apenas as bacias ao redor da cidade de São Paulo, mas as outras bacias hidrográficas do Estado para terem tanto armazenamento de água quanto qualidade, além da necessidade de um saneamento fiscalizado. Hoje, a Sabesp coleta e não trata tudo, e quem regula é a Cetesb. As duas empresas são de controle do Estado. Se você tem interferência governamental nas duas, quem perde é o cidadão que vai ficar sem a devida fiscalização. Chequer acredita que a população paulista perde com a administração estatal da Sabesp e da Cetesb (Foto: Ivo Lindbergh) Então você pensa em passar à iniciativa privada estes serviços? A regulamentação não. A responsabilidade é do Estado. A Sabesp deveria oferecer serviço do que nível que oferecem hoje as empresas de saneamento privado. E os municípios deveriam estar livres e desimpedidos para fazerem parcerias público-privadas de saneamento. O que você pretende fazer para reduzir a sensação de insegurança no Estado? Um dos motivos principais de insegurança é que a capacidade investigativa da polícia civil é muito baixa, que tem que ser recuperada. A outra é o monitoramento de limites. São Paulo não produz nem drogas nem armas. O que chega aqui vem por caminhões. Chegou a hora de nós utilizarmos tecnologia de escaneamento de containers para investigar as cargas que chegam em São Paulo. Na prática, como você pretende crescer o Metrô? A interligação de São Paulo com as outras cidades do Estado é importante. Precisamos avançar nos projetos de montar eixos Norte-Sul e Leste-Oeste: do Vale do Paraíba, Sorocaba, Campinas e Americana e Baixada Santista. Com isto, você diminui esse fluxo de 1,8 milhões de carros que chegam todo dia à Região Metropolitana de São Paulo. Como você pretende ter o apoio da Assembleia Legislativa? O Legislativo, tanto no nível federal ou estadual, sempre que necessário exige novas barganhas ao governo. Além de pedir de emendas e cargos. Este sistema não funciona. Nós vamos fazer uma triangulação com o povo. Na nossa campanha, falaremos quais são as nossas promessas e vamos falar quais são as medidas que precisam da Assembleia. Eu pretendo conversar com toda a Assembleia, mas se houver resistência em projetos de melhoria à vida da população é a população que vai cobrar. Candidato afirma que o transporte sobre trilhos deve ser ampliado no Estado (Foto: Ivo Lindbergh) Como você pretender sanar o déficit habitacional do Estado? Por meio de parcerias feitas com a iniciativa privada. A construção de moradias requer um investimento inicial e os governos não têm recursos suficientes para colocar este pagamento inicial. No entanto, eles conseguem montar parcerias. Não só para construir ou reformar, mas para a zeladoria. O que não pode ser feito é você dar espaços para as pessoas morarem e depois não se preocupar com a qualidade destes espaços. O prédio do Paissandu é o melhor exemplo disso. E para sanar os problemas da Saúde? Trazer modernização à saúde como nunca foi feito no Estado de São Paulo. É absurdo que, em 2018, um usuário do SUS não possa marcar uma consulta ou exame pelo próprio celular. Para isto é preciso um cadastro único, que permitirá um histórico do paciente registrado. Queremos trazer também o conceito do médico de família, que cuidará com uma equipe de uma região geográfica.  Nesta região, ele  fará medicina preventiva, vitaminas, diagnósticos precoces e encaminhará estas pessoas diretamente ao especialista, quando necessário, desafogando o atendimento inicial e resolvendo antes que a pessoa precise perder um dia de trabalho para ficar em uma fila. E como gerar emprego no Estado de São Paulo? O maior empregador do Brasil, hoje, são as médias e pequenas empresas. Existem 5,3 milhões empresas registradas no Estado.  Se cada um contratar uma pessoa você chega a quase metade do desemprego nacional. Precisamos facilitar a forma, os meios, a legislação, para que estes empreendedores que realmente tomam risco possam fazer contratações. Algumas dessas contratações terão de ser feitas em parceria com o Governo Federal e com o Congresso, na mudança de algumas reformas trabalhistas que ainda prejudicam a contratação de pessoas. "Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer" (Foto: Ivo Lindbergh) Os resultados do impeachment para o Brasil, com Michel Temer (MDB) presidente, compensaram? A qualidade do vice-presidente jamais pode ser o critério para não afastar um presidente ou uma presidente criminosa do poder. O dia que nós deixarmos de punir porque o vice-presidente tem baixa qualidade estaremos prejudicando todo processo constitucional e democrático no País. Nós não votamos no Temer. Eu não votei no Temer. Eu nunca tive nenhuma simpatia especial pelo Temer. O Temer tem baixa qualidade então? Principalmente pela qualidade das pessoas que ele se cercou. Trazendo para o governo a velha política. O movimento Vem Pra Rua foi o único que pediu o afastamento do presidente Temer, mas algumas pessoas tinham esperança que ele poderia fazer as reformas necessárias e preferiram fazer vista grossa para a falta de ética que estava rondando a Presidência.  

Alckmin é o candidato que mais tem batido na polarização (Foto: José Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

A polarização da disputa presidencial entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, indicada pelas recentes pesquisas de intenção de voto Ibope e Datafolha, tem feito adversários subirem o tom contra os candidatos que lideram a corrida em seus programas de TV e rádio. Nos programas que foram ao ar nesta quinta-feira, 20, os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Henrique Meirelles (MDB) fizeram ataques diretos a Bolsonaro e Haddad. "De um lado, a turma de vermelho, que quer o fim da Lava Jato para encobrir o maior caso de corrupção da história; do outro, a turma do preconceito, da intolerância e do ódio a tudo e todos", diz o tucano no programa. Alckmin ainda disse que o Brasil já elegeu "um poste vermelho", em referência a Dilma Rousseff (PT), sucessora indicada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e que não pode entrar "de novo em uma aventura, de um candidato que se diz o novo", em referência a Fernando Collor (hoje no PTC, que foi presidente pelo PRN). Já Meirelles apostou no discurso de que o Brasil precisa de um governo que imponha confiança. Com recortes de jornais em que mostra notícias relacionadas a Bolsonaro e ao PT, disse que ninguém confia em gente "desequilibrada" ou "corrupta". "Confiança é a chave que abre todas as portas", diz Meirelles. "Quando você pede uma indicação para cuidar dos seus filhos, você pergunta se a pessoa é de confiança. A mesma coisa acontece com o País. As empresas precisam confiar no governo para fazer investimentos, criar empregos. Ou você acha que vão confiar num governo de alguém despreparado, desequilibrado ou corrupto? Claro que não." Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) mostrou seu currículo e da proposta de limpar o nome de pessoas negativadas no SPC e Serasa. Atual quinta colocada nos levantamentos, Marina Silva (Rede) falou sobre fazer investimentos na saúde e na educação, ao lado de seu vice Eduardo Jorge (PV).

Mesmo no hospital, presidenciável mantém declarações em tom de campanha (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Há exatos 13 dias Jair Bolsonaro foi transferido da Santa Casa de Juiz de Fora (MG) para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas, apesar de um susto aqui e outro ali, o presidenciável está bem ativo, como demonstram os boletins médicos e sua assídua presença nas redes sociais. Ontem, o candidato do PSL agiu rápido e buscou contornar uma declaração de Paulo Guedes, seu conselheiro econômico e nome escolhido para ocupar o Ministério da Fazenda, em caso de vitória do ex-militar. Guedes propôs a criação de um tipo de CPMF, a partir da qual o cidadão pagaria uma taxa sobre qualquer movimentação bancária, que seria destinada ao financiamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Mas, via Twitter, Bolsonaro destacou que sua equipe “trabalha para a redução de carga tributária, desburocratização e desregulamentações. Chega de impostos é nosso lema! Somos e faremos diferente. Esse é o Brasil que queremos”. O posicionamento do candidato vai ao encontro do que pede a sociedade brasileira, que sente o peso de viver no país com a maior carga tributária de toda a América Latina e Caribe. Em 2016, por exemplo, tudo que as três esferas de governo arrecadaram equivaleram a 32,38% do PIB, depois de subir por dois anos consecutivos. Mas, de fato, o novo presidente terá de encarar a questão fiscal do País, que todos comentam, mas que ninguém até agora conseguiu resolver. E o sucessor de Temer não estará imune a isso, pois herdará uma casa desorganizada. Portanto, a ele caberá construir acordos visando a, entre outras coisas, alcançar a estabilidade fiscal. Aumentar impostos pode ser um caminho necessário e o mais fácil. No entanto, não será possível fechar os olhos a temas espinhosos, como previdência, funcionalismo, salário mínimo e, claro, reforma tributária, que certamente, fazem parte da solução.

Ciro Gomes diz rejeitar estratégia e que o “voto útil é um insulto à experiência popular” (Foto: Leo Canabarro/Fotos Públicas)

Opinião

Em muitas eleições há o candidato ideal e o útil. E, nesta, muitos apostam que, no final, o eleitor que ainda não tem o voto consolidado ou que teme um segundo turno polarizado entre PT e Jair Bolsonaro abra mão da paixão, ideologia, apreço ou preferência por determinado candidato (que não tem chance de vencer) e faça uma escolha estratégica e tática na tentativa de evitar a vitória daquele a quem rejeita. Ciro Gomes disse abrir mão desta possibilidade. Segundo ele, “voto útil é insulto à experiência popular”, e disse querer ser eleito por aqueles que o consideram uma saída para o Brasil e não por quem “não queria votar em outro”. Mas esse não é pensamento do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta atrair o eleitorado de João Amoêdo (Novo), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e também de Marina Silva (Rede), ao mesmo tempo que faz um chamamento ao voto anti-PT e fustiga a candidatura de Bolsonaro. “A nossa percepção é que Haddad vai para o segundo turno. Já o voto em Bolsonaro não está cristalizado”, disse João Carlos Meirelles, conselheiro próximo de Alckmin, aparentemente alheio às pesquisas, que mostram que os eleitores de Bolsonaro são os mais convictos. Cerca de 70% deles dizem que não mudará sua decisão ou que a escolha é “firme”, segundo o penúltimo Ibope (11 de setembro), número levemente superior ao de Haddad. Mas a estratégia de atacar pesadamente o ex-capitão do Exército e líder nas pesquisas não é consenso nem entre aqueles que conduzem a campanha de Alckmin. Uma ala da coligação quer que os ataques mirem apenas o PT, e não no candidato do PSL. E mesmo Marina briga por seu lugar ao sol. Depois de perder terreno, a acreana vem se colocando como aquela capaz de fazer um governo de transição, com duração de apenas quatro anos e sem direito a reeleição. Se estes discursos vão funcionar é o que se verá nos próximos dias. O certo é que ainda existe um amplo segmento insatisfeito com mais uma eleição marcada pela radicalização e polarização, que sonha com um nome de consenso e capaz de trazer normalidade ao País. Isso seria bastante útil, mas, aparentemente, está cada vez mais difícil.

Candidatos com ideias opostas crescem em pesquisa (Fotos: Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação e Paulo Lopes/AE)

Nacional

O crescimento de Fernando Haddad (PT) na semana que foi oficializado como candidato do PT à Presidência aumentou as chances de um segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e o petista, afirma a diretora executiva do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari. Na pesquisa divulgada pelo instituto nesta noite de terça-feira, 18, Haddad cresceu 11 pontos em relação ao levantamento apresentado no último dia 11, indo de 8% para 19% das intenções de voto e se isolando em segundo lugar. Bolsonaro continua liderando o cenário, com 28% - ele tinha 26% há uma semana. "Com esse crescimento de Haddad, a probabilidade de haver segundo turno entre ele e Bolsonaro aumentou significativamente, embora não se possa descartar totalmente outros cenários", disse Marcia Cavallari ao Estadão/Broadcast Político. No cenário em que os dois se enfrentam na segunda etapa da eleição, há um empate: 40% a 40%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores de 16 a 18 de setembro em 177 municípios. A margem de erro estimada é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.
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Luiza Trajano, do Magazine Luiza, é uma das maiores representantes do empoderamento feminino no Brasil (Foto: Reprodução/Instagram)

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Temos que preparar os jogadores para a vida, pois poucos vão conseguir fazer sucesso no futebol (Foto: Reprodução/Instagram)

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