Prefeitura afirma que, em dias, o imóvel estará completamente pintado (Foto: Vinícius Bacelar)

Cidade

Há mais de um mês, o Metrô News tem relatado que a antiga bilheteria da Estação de Trem da Vila Matilde, desativada desde 2000, estava com um aspecto de abandono. Com pichações, acúmulo de lixo e rachaduras, o imóvel era alvo de reclamações de moradores da região.

No entanto, na última semana, a Prefeitura mandou pintar o local, embora ainda seja possível ver algumas pichações na parte superior do espaço.

 “A Prefeitura Regional Penha informa que o prédio da antiga Estação Vila Matilde recebeu pintura antipichação na última semana. A ação está programada para ser executada na parte superior nos próximos dias”, disse a administração municipal em nota.

Vale lembrar que, no início de maio, após ser questionado pelo Metrô News, o Executivo Paulistano afirmou que realizaria um mutirão no ambiente na primeira semana do mês passado. Porém, nada foi feito no prazo estipulado.

Quase um mês depois, o Metrô News procurou novamente a Prefeitura para falar sobre o imóvel. A administração municipal, então, disse à época que realizaria o mutirão na segunda fase do Programa Asfalto Novo no viaduto Dona Matilde. Mas, desta vez, evitou marcar uma data para o serviço. 

Imagens da antiga estação no mês passado e na última semana (Fotos: Vinícius Bacelar)

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No início de maio, antiga bilheteria apresentava pichações e rachaduras. Situação continua a mesma hoje (Foto: Vinícius Bacelar)

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A antiga bilheteria da extinta Estação de Trem de Vila Matilde, inaugurada na década de 20 e desativada em 2000, continua com aspecto de abandono após quase um mês de o Executivo Paulistano afirmar ao Metrô News que realizaria um mutirão no espaço.

Segundo a Prefeitura, na primeira semana de maio, serviços seriam feitos no local com o objetivo de deixa-lo limpo, já que, atualmente, a extinta bilheteria está totalmente pichada e possui acúmulo de lixo.

Questionada novamente pelo Metrô News nesta semana, a administração municipal afirmou que o mutirão foi adiado, porém evitou estipular uma nova data. “O mutirão está previsto para acontecer durante a passagem da segunda fase do Programa Asfalto Novo no viaduto Dona Matilde. A Prefeitura Regional Penha realiza serviços de zeladoria diariamente no entorno do espaço, como varrição e coleta de lixo”, informou em nota.

Destino

Ainda sobre o aproveitamento do espaço, que foi cedido pela CPTM à Prefeitura por meio de um convênio, o Executivo Paulistano disse que espera sugestões de como utilizá-lo. De acordo com a administração, no último 16, houve uma reunião para debater esta pauta.

“A Prefeitura Regional Penha informa que continua em tratativas com associações de bairro ligadas a projetos sociais e culturais. No momento, a regional aguarda a apresentação de projetos para a utilização da antiga Estação Vila Matilde. No dia 16 de maio, representantes da Prefeitura Regional Penha, CPTM e Sociedade Amigos da Vila Matilde realizaram vistoria no local”, destacou. 

Local apresenta pichações e acúmulo de lixo (Foto: Reprodução/Facebook Eu Sou da Vila)

Cidade

Quem passa pelo Viaduto Dona Matilde, no bairro de Vila Matilde, na zona leste de São Paulo, depara-se com uma construção totalmente pichada e que possui acúmulo de lixo. Trata-se da antiga bilheteria da extinta Estação de Trem de Vila Matilde, inaugurada na década de 20 e desativada em 2000, com o início da operação do Expresso Leste – trecho da Linha 11 - Coral da CPTM que liga a Estação da Luz à de Guaianazes.

Responsável pelo espaço após fechar um convênio com a CPTM, a Prefeitura afirmou que tem planos para reutilizá-lo, sem dar detalhes de como faria isto.

“A Prefeitura Regional Penha informa que está em tratativas com associações de bairro ligadas a projetos sociais e/ou culturais para utilização do espaço. Os serviços de zeladoria no entorno são realizados. Inclusive, a regional já programou um mutirão de serviços nesta semana”, informou o Executivo Paulistano em nota enviada ao Metrô News. Até a tarde desta terça-feira, 1º, nenhum serviço havia sido realizado.

Imagem da antiga bilheteria em 2017 (Foto: Reprodução/Google Street View)

Histórico de abandono

Por um tempo, após a desativação, a fachada da bilheteria ostentava os seguintes dizeres: “Estação Vila Matilde – Galeria de Exposição”, dando a ideia de que, ali, havia algo que preservava a história do local.

Imagem de 2011 (Foto: Reprodução/Google Street View)

No entanto, o Metrô News conversou com alguns moradores e comerciantes da região. Eles disseram que o espaço, há anos, aparenta estar completamente abandonado. “Moro há 14 anos na Vila Matilde. Para não dizer que nunca vi algo na tal da galeria, uma vez expuseram umas fantasias de carnaval. De resto, só alguns moradores de ruas que dormem onde funcionava a bilheteria da estação”, disse a advogada Bruna Carolina Soares.

Administrador da fanpage “Eu sou da Vila”, que possui quase 9.500 curtidas no Facebook, Luiz Fernando Mantovam declarou que nunca viu movimentação no espaço. “Está abandonado. O pessoal invade lá. Seria bacana fazer um museu que contasse a história quase centenária da Vila Matilde [o bairro completou 95 anos em 2017]. Tivemos a Toco, uma casa de shows histórica da Capital, que poderia ser homenageada. Além, claro, de imagens e textos que relembrassem a história da própria estação”, completou Mantovam.

Pichações e rachaduras tomam conta do lugar atualmente (Foto: Vinícius Bacelar)

Ambiente também tem acúmulo de lixo (Foto: Vinícius Bacelar)

 Portões permanentemente fechados mostram que lugar não é visitado (Foto: Vinícius Bacelar)

 

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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