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Sáb, Out

Raimundo entrou no Metrô há 30 anos e ajudou a filha Naiana a ingressar, ela auxiliou o marido Christian, que depois incentivou o pai, Josenildo (Foto: Ivo Lindbergh)

Cidade

Uma história de amor entre pais e filhos para lá de curiosa, envolvendo a vida profissional de integrantes das famílias Silva e Torres, aconteceu no Metrô. O patriarca da primeira, Raimundo Nonato Cândido da Silva, 56, quando ainda era bastante jovem, iniciou sua jornada na empresa, há mais de 30 anos. Ele teve duas filhas: Naiana e Caroline.

Durante a criação das meninas, elas escutavam o pai contar histórias curiosas e interessantes que ele via e vivia nas linhas, como OTM – sigla utilizada para caracterizar o funcionário que auxilia os passageiros nas plataformas. profissional

Quando as duas chegaram à adolescência, ele deu uma forcinha para que elas seguissem pelo mesmo caminho. “Ele nunca nos obrigou, mas incentivou para que a gente entrasse no Metrô também”, contou Naiana. Ela iniciou sua carreira na área de manutenção em 2006, como aprendiz. Depois, estudou, prestou concurso público e, desde 2008, é funcionária da empresa.

Acontece que, durante os estudos, ela conheceu Christian Silva Torres, 29, na sala de aula. Eles iniciaram o namoro e o rapaz trabalhava em outra companhia, também com a manutenção de equipamentos. “Quando abriu um novo concurso, há cinco anos, ela começou a me incentivar a entrar também”, disse.

Nesse momento, ele começou a estudar mais intensamente para a prova. E teve a essencial ajuda do seu pai, Josenildo Vieira Torres Júnior. “Ele foi muito importante, porque me auxiliou na hora dos estudos”, disse.

O casal se realizou profissionalmente, mas a história do sogro de Naiana, e pai de Christian, sofreu um baque quando ele ficou desempregado. “Eu atuava na área de telecomunicações, que foi muito afetada pela crise. Acabei perdendo o emprego e, com 53 anos, fica mais difícil de achar alguma vaga”, falou.

Foi então que filho, nora e até o consogro tiveram uma ideia: no próximo concurso, avisariam Josenildo e o ajudariam a passar na prova. Dito e feito: este ano, ele conseguiu sair da fila dos desempregados e entrou para o Metrô. “É muito curioso, porque normalmente os pais que ajudam os filhos a conseguirem uma carreira. No nosso caso, foi o contrário”, disse Christian, rindo. 

Próximas gerações

Christian conversou com o Metrô News em seu posto de trabalho, na estação Tamanduateí. Já Naiana estava na Corinthians-Itaquera. No entanto, a grande distância entre os dois não os impediu de dar a mesma resposta para uma pergunta em comum: vão incentivar os filhos a entrarem no Metrô. “É uma empresa que nos deu tudo, desde o meu pai, até nós, agora”, falou Naiana. “Não tem porque dizer não. A gente é muito feliz aqui. Claro que, se eles quiserem seguir outras carreiras, não vamos impedir”, disse Christian. Os dois moram em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Josenildo também tem uma casa. Já Cândido vive em São Mateus. 

Treinamento árduo antes de começar 

Josenildo está há três semanas em treinamento, que ocorre no pátio da estação Jabaquara. Ele contou que se trata de um período de três meses, difícil, mas sabe que valerá a pena. “Estou muito feliz e realizado com tudo isso”, disse.  

Raimundo Nonato Cândido da Silva

“O que eu quero dizer para minhas filhas é que elas são o meu orgulho. Fico muito feliz de ver que elas estão bem, trabalhando, conquistando suas coisas.” 

Naiana Rodrigues Cândido

“Eu queria agradecer pelo incentivo que meu pai me deu. Ele me guiou. Desejo que a gente fique muitos e muitos anos contando nossas histórias engraçadas um para o outro. Eu te amo, pai!” 

Christian Silva Torres

“Eu e meu pai temos uma relação que é de parceria, fazemos piadas, brincamos. Somos muito amigos. Eu desejo toda a sorte do mundo para ele nessa nova caminhada.”

 
Josenildo Vieira Torres Júnior

“O Christian é o meu motivo de orgulho. Eu o admiro muito e sou muito grato pelo que ele fez por mim. Por toda a ajuda que ele me deu nesse momento da minha vida.”

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Receita pode cancelar o CPF de quem não declarar o IR (Foto: Marcos Santos/ USP Imagens)

Economia

O período para entregar a Declaração de Imposto de Renda (DIR) começou no dia 1º e vai até 30 de abril. Para quem ainda tem dúvidas sobre como elaborar o documento, o Metrô News conversou com dois especialistas: a consultora tributária Elisangela Zebini, professora do Senac, e o contador Daniel Nogueira, especialista em Imposto de Renda da Crowe Horwath, empresa de auditoria.

Este ano, a Receita Federal estima o recebimento de 3.151.762 declarações somente na Capital. No Estado, 9.257.063 pessoas devem realizar tudo no prazo. Os contribuintes precisam baixar o programa gerador da declaração no site da Receita Federal (idg.receita.fazenda.gov.br).

Deve declarar o imposto ao fisco quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70. Além deste caso, contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, com soma superior a R$ 40 mil, e pessoas com ganho de capital na alienação de bens, assim como aqueles que operaram em bolsas de valores.

Também deve declarar quem teve receita bruta superior a R$ 142 mil em atividade rural e quem tinha a posse de bens em valor superior a R$ 300 mil. Quem passou à condição de residente do País, em qualquer mês do ano passado, também entra na lista do Leão. Confira as perguntas e respostas

Como se deve declarar pensão alimentícia?

Elisangela Zebini: Se um contribuinte informar um dependente que receba pensão alimentícia, deve incluir como rendimentos tributáveis recebidos de pessoa física. Para quem tem a obrigação de pagar, deverá ser declarado o pagamento com os dados do beneficiário.

Como declarar um carro que foi roubado?

Daniel Nogueira: Informe na ficha de bens e direitos que foi roubado. É preciso citar, inclusive, o número do boletim de ocorrência. Deixe em branco o valor do bem em em 31/12. Caso tenha recebido valores a título de seguros, informe na ficha de rendimentos isentos e não tributáveis.

Como declarar um plano de saúde empresarial?

Daniel Nogueira: No caso do convênio totalmente pago pela empresa, os valores não são dedutíveis para o contribuinte e não devem ser informados. No caso de coparticipação em que o contribuinte arca com parte do valor do convênio, deverá ser informado na ficha de pagamentos efetuados o valor desembolsado pelo próprio declarante.

Como declarar carro parcelado?

Elisangela Zebini: O veículo deve ser informado na ficha de bens. No campo de descrição deverá ser informado todos os dados, tais como descrição do veículo, chassis, placa, cor, dados da nota fiscal ou CPF, Renavam, o valor da aquisição e a forma de pagamento. No campo de valores, em 2016, deverá informar o valor zero e, em 2017, informar o valor efetivamente pago no ano­calendário. Quanto às parcelas a serem pagas, declarar em dívida e ônus.

Tenho ganhos como pessoa física e jurídica. Devo realizar duas declarações?

Daniel Nogueira: Deve ficar claro que existem declarações específicas para as pessoas jurídicas, mas os dividendos e rendimentos recebidos por você, de sua empresa como pró­labore, devem ser informados em sua declaração de ajuste anual.

Há alguma ação que deva ser realizada quando um dependente começa a declarar o IR?

Elisangela Zebini: Por parte do dependente, não. Já os pais deverão retirá-lo da ficha de dependente.

Quais as consequências se eu for obrigado a declarar e não fizer o documento?

Daniel Nogueira: O contribuinte que estiver obrigado a apresentar sua declaração e não fizer o envio, ficará sujeito a multa mínima de R$ 165,74 podendo chegar a 20% do valor do imposto devido, caso tenha valor a recolher.

Maria Elisabete Oliveira: a primeira mulher a conduzir o Metrô de São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Ao iniciar o dia, depois de chegar a uma estação de Metrô, os usuários praticamente não percebem que, para que tudo funcione corretamente, muitos trabalhadores estão por trás de uma estrutura gigantesca. E nela, é comum encontrar mulheres em diversas funções. Para entrar no trem, é bem capaz que o usuário cruze com operadoras de estação, seguranças e auxiliares de limpeza.

Não é comum vermos mecânicas, operadoras de trem e encanadoras. Mas elas existem e matam um leão por dia para que os usuários tenham uma viagem tranquila.


O Metrô News conversou com mulheres que ajudam o Metrô a seguir nos trilhos. A auxiliar de limpeza Thais de Almeida Campos, 27, a operadora de trem Maria Elisabete Oliveira, 61, a encanadora Mônica Duarte Moreira, 39, a agente de segurança Viviane Leão, 48, a agente de estação Fernanda Cristina, 36, e a mecânica Mila Chinen, 28, mulheres comuns, mas que são um modelo de perfeição no exercício de suas profissões.

Esforço não falta para deixar tudo bonito

A auxiliar de limpeza Thais de Almeida Campos tem uma filha de quatro anos, acorda 4h e chega ao trabalho às 6h. “Trabalho na parte da limpeza de copas, escritórios e banheiros. É um serviço difícil, mas bastante sossegado”, disse. Ela mora em Guaianases, na Zona Leste, e trabalha no Brás.
“Hoje eu dou graças a Deus por ter um emprego. Estou construindo uma casa, pensando no futuro”, contou Thais.

MULHERES do METRÔ Thais de Almeida FAXINEIRA 2

"A mulher faz tudo no cotidiano e ainda pode levar um dinheiro para casa é abençoada." Thais de Almeida Campos, auxiliar de limpeza

 

Trabalho bruto e mão na massa

Mecânica não é uma atividade muito associada às mulheres. Mecânica de trem, então, dá para contar nos dedos. E uma delas é Mila Chinen. Há nove anos ela conquistou seu espaço em um ambiente marcadamente masculino. “Antes de ser oficial, eu fui aprendiz e depois fui efetivada”, disse. Ela contou que estudou no Senai por curiosidade. “Tive essa oportunidade e não larguei”, comentou.
No pátio de Jabaquara existem mais três mecânicas e uma eletricista.

MULHERES do METRÔ Mila MÊCANICA de MANUTENÇÃO 7

"Se você tem um objetivo, independentemente de ser uma área masculinizada, deve correr atrás." Mila Chinen, Mecânica de trem

Os olhos na estação e no bom serviço

Apesar de gostar do trabalho como encanadora, Mônica Duarte Moreira hoje faz parte da inspeção do operacional. Ela é como os “olhos” do Metrô, indo de estação em estação e anotando os equipamentos quebrados, locais sujos e tudo o mais que esteja fora de ordem. “Mas eu já desentupi muito ralo, troquei várias tampas de ralo e fiz muita limpeza de caixa d’água”, contou com um sorriso tímido no rosto.

MULHERES do METRÔ Mônica Duarte ENCANADORA 3

"A chave para ser feliz é aceitar o que você é, suas limitações, seu corpo." Mônica Duarte Moreira, inspeção

Elegância resolve muitos problemas

Ao se imaginar um segurança, normalmente vem à cabeça uma pessoa que tenha de resolver problemas usando de trulência. Não é o caso de Viviane Leão, que está há 21 anos no Metrô. Hoje ela fica no monitoramento, mas trabalhou por 16 anos nas estações. “A gente tem que conversar bastante.

O diálogo é mais importante do que uma ação de defesa e, por entender isso, nunca precisei usar a força”, comentou, orgulhosa.
A moça é mãe de quatro filhos e disse que o mais difícil de sua rotina é conciliar as funções de mãe, pai, segurança e dona de casa. “Não pode deixar uma bagunça aqui ou outra ali”, falou. Além de tudo, ela ainda corre cinco vezes por semana. “Faço de tudo para me ocupar”, concluiu.

MULHERES do METRÔ Viviane Leão AGENTE DE SEGURANÇA 6

"Ser mulher é ser humano. Nós temos a empatia, nos colocamos no lugar do outro, nos preocupamos com todos. Ser mulher é algo forte, é algo bonito." Viviane Leão, segurança

Simpática, forte e ainda moderna

Fernanda Cristina, formada em Fisioterapia e há três meses na supervisão da estação Praça da Árvore, teve “duas dificuldades enormes” na vida: ser mulher e ser negra. “Eu sempre senti preconceito, mas resolvi batalhar contra isso. Não é porque sou mulher e negra que eu vou desistir de tudo e ficar reclamando”, falou.

Após supervisionar o trabalho prestado na estação, ela gosta de ficar com o filho, de oito anos. “Meu marido é segurança no Metrô, então temos escalas diferentes. Quando eu estou trabalho, ele está com ela e vice-versa.” Sempre com um sorriso no rosto, ela contou que hoje a diferenciação é muito menor. “É só se dedicar. Todo mundo tem potencial e a galera aqui é como uma família.”

MULHERES do METRÔ FERNANDA CRISTINA agente de estação 4

"Sou mulher e sou negra, mas sempre corri atrás dos meus sonhos. Para ter sucesso, é preciso se dedicar, acreditar em si mesmo e não desistir." Fernanda Cristina de Oliveira Miranda, operadora de estação

A “mãezona” dos jovens do Metrô

A “mãezona” da turma é Maria Elisabete Oliveira, a primeira mulher a desempenhar a operação de trens no Metrô de São Paulo. “Claro que eles [os mais jovens] me consideram assim”, disse, em conversa realizada na sala de descompressão dos profissionais, em Itaquera. “Também, tenho 31 anos de operação de trens: comecei em 1986”, contou.

Ela descreveu que, à época, existia muito preconceito. “Eu fui bastante desrespeitada no começo, porque os homens, em sua maioria, não queriam que eu trabalhasse aqui”, afirmou. Isso só lhe deu mais força para continuar. Perguntada se já teve que entrar em baixo de um trem, ela não pestanejou. “Claro. Hoje é mais tranquilo, as válvulas são no próprio vagão. Antes, era pior”, falou.

MULHERES do METRÔ Maria Elizabete OPERADORA de TRÊM 9

"Fui bastante desrespeitada no começo, porque os homens, não queriam que eu trabalhasse aqui. Mas temos a mesma capacidade." Maria Elisabete Oliveira, operadora de trens

Preso por assassinato, Mizael poderá advogar quando passar para regime semiaberto (Foto: Werther Santana/AE)

Cidade

Embora as exigências para obter o cadastro junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) envolvam a moralidade e a idoneidade do profissional, oito anos após matar de forma cruel a ex-namorada e também advogada Mércia Nakashima, por não aceitar o fim do relacionamento, o assassino Mizael Bispo de Souza continua registrado na Ordem, em situação regular e, ainda que esteja preso, pode prestar consultoria jurídica e tem chances de advogar de dentro da cadeia, quando for para o regime semiaberto.

“A sociedade precisa saber que a OAB está contra a punição. Eles querem trânsito e julgado e o esgotamento de todos os recursos. Para eles não terem uma posição contraditória, de estar no Supremo Tribunal Federal pedindo a revogação da prisão após condenação em segunda instância. Eles acabam não punindo os próprios membros”, afirmou Rodrigo Merli, promotor de acusação do caso.

O Estatuto da Advogacia dá o poder de punir disciplinarmente os inscritos na OAB exclusivamente ao Conselho Seccional, em cuja base territorial tenha ocorrido a infração, no caso, o Estado de São Paulo. A instituição afirmou que o processo corre sob sigilo.

Para o juiz Leandro Cano, responsável pela condenação de Bispo em 1ª instância, os argumentos de que existe uma morosidade na Justiça ou mesmo que seria necessário aguardar uma condenação para avaliar uma sanção já não cabem mais, uma vez que Mizael já foi condenado em duas instâncias e teve sua pena aumentada de 20 anos para 22 anos e oito meses em 2017. “A partir do momento que houve uma prisão, a OAB já deveria ter tomado alguma providência, como uma suspensão, até que todos os pontos fossem resolvidos”, argumentou.

Merli e Cano concordam que, se fosse um caso contrário, na qual um promotor ou um juiz fosse acusado e até mesmo condenado em primeira e segunda instâncias, a OAB faria o pedido de afastamento.

“OAB escolheu ficar do lado de um homicida”, diz irmão

Para Márcio Nakashima, irmão de Mércia, a OAB preferiu ficar do lado de um homicida do que da vítima, que também era advogada. “É um corporativismo da OAB. Eu acho que é isso, não vejo outro motivo. O artigo 70 diz que ele pode ser suspenso de forma cautelar. Se não for corporativismo, é inércia”, disse Nakashima.

Para ele, a perda da irmã é irreparável, mas ver uma situação de impunidade com o assassino é ainda pior. “O Mizael foi condenado, teve a pena aumentada e continua autorizado a prestar serviço. Se alguém quiser contratar o serviço dele é só ir à cadeia falar com ele”, afirmou.

Nakashima ressaltou ainda que Mizael é um policial militar reformado. Por não ter um dedo da mão direita, ele alega que não consegue atirar. “Teve um momento no tribunal que ele falou que atirava melhor que qualquer um, mas ninguém tomou ciência disso. Tanta gente precisando trabalhar e a polícia está pagando um homicida”, argumentou.

Inquérito ainda está aberto

Presidente da subseção Guarulhos da OAB, o advogado Alexandre de Sá é assistente de acusação no caso Mércia Nakashima. Ele afirmou que após o aumento da pena, em 2017, foi aberto um processo disciplinar para avaliar a situação de Mizael Bispo.

“Para excluir um advogado tem que se ter a aprovação de dois terços do conselho seccional. São 80 conselheiros. Mizael ainda está recorrendo, mas como houve uma confirmação em segunda instância a OAB decidiu abrir o processo”, explicou.

Para Merli, a OAB de Guarulhos poderia ter pedido a suspensão do cadastro. Quando assumiu o caso, Alexandre de Sá chegou a pedir a suspensão do registro de Mizael como advogado, mas, até agora, o processo não andou. Ainda de acordo com o Estatuto da Advocacia, o Tribunal de Ética e Disciplina do Conselho onde o acusado tenha inscrição principal pode suspendê­lo, preventivamente, em caso de repercussão prejudicial à dignidade da advocacia, depois de ouvi­lo em sessão especial para a qual deve ser notificado a comparecer, salvo se não atender à notificação. Neste caso, o processo disciplinar deve ser concluído no prazo máximo de 90 dias.

Sá alegou que a prerrogativa de suspender ou excluir um advogado é da OAB estadual. Segundo ele, a Ordem exclui entre sete e oito advogados por mês. Existem quatro possibilidades que caracterizam a abertura de um procedimento de cassação ou suspensão de um advogado: ser considerado moralmente inidôneo, praticar crime infamante, fraude e o acúmulo de três suspensões.

“O caso do Mizael é crime infamante, pela gravidade e pela repercussão negativa à imagem da advocacia”, afirmou Sá. “O que nos chama a atenção é, principalmente, a morosidade em relação a um fato que atinge diretamente a imagem da advocacia”, disse o juiz Leandro Cano.

Entenda o caso

3 de maio de 2010

Aos 28 anos, a advogada Mércia Mikie Nakashima desaparece após deixar a casa da família, em Guarulhos.

Junho de 2010

O carro e o corpo da advogada são encontrados na Represa de Nazaré Paulista, nos dias 10 e 11. Três dias depois, um pescador afirma ter visto um carro ser empurrado dentro da represa. No mesmo mês, a Justiça decreta a prisão preventiva do vigia Evandro Bezerra Silva, suspeito de auxiliar no crime.

Julho de 2010

Evandro é preso em Sergipe e indiciado por assassinato. Mizael também é acusado, mas tem a prisão preventiva suspensa. Em depoimento à Polícia Civil, Silva confirma que Mizael matou Mércia por ciúmes. Segundo o vigia, ele não aceitava o fim do relacionamento.

Agosto de 2010

Perícia confirma que Mércia levou um tiro no maxilar, mas que a causa da morte foi afogamento.

Dezembro de 2010

Polícia decreta prisão preventiva de Mizael Bispo de Souza e de Evandro Bezerra Silva. Ambos se tornam foragidos.

Fevereiro de 2012

Mizael se entrega no Fórum de Guarulhos.

Junho de 2012

O vigia Evandro é encontrado em Alagoas. Ele é preso e encaminhado para São Paulo.

Março de 2013

O júri condena Mizael Bispo, depois de quatro dias de julgamento, a 20 anos de prisão.

Julho de 2013

O vigia Evandro Bezerra da Silva é condenado a 18 anos e oito meses de prisão como cúmplice do assassinato.

Junho de 2017

Tribunal de Justiça de São Paulo aumenta a pena de Mizael para 22 anos e oito meses.

Setembro de 2017

Tribunal de Justiça de São Paulo reduz a pena de Evandro para 17 anos e dois meses.

Março de 2018

Mizael Bispo de Souza segue com registro na OAB

Geraldo Alckmin prometeu entregar 18 novas estações até dezembro de 2018 (Foto:Luiz Cláudio Barbosa/ Código 19/ AE

Cidade

A estação Eucaliptos, da Linha 5-Lilás, do Metrô, vai ser inaugurada neste final de semana, segundo informações do governo estadual.

A abertura ao público deve acontecer com a emissão do certificado de segurança para circulação dos trens com usuários por parte da empresa Bombardier, explicou a empresa.

A expectativa é que a operação seja assistida, com horário reduzido e passagem gratuita até Brooklin. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, no começo do ano, que o Estado iria entregar 18 estações até dezembro.

Além da Eucaliptos, está prevista, a entrega das estações Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo. Já a estação Campo Belo fica para dezembro. Este mês deve ocorrer também a entrega das paradas São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União e Jardim Planalto, todas da Linha 15-Prata.

Será a 5ª edição da "Sexta Sem Carro" em São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A 5ª edição da “Sexta sem Carro” acontece nesta sexta-feira, 23, das 6h às 18h, quando serão fechadas algumas vias do Centro Histórico de São Paulo para a circulação de veículos. A ação começou em outubro e é realizada em toda última sexta-feira de cada mês para, segundo a Prefeitura, promover o uso de transporte público e bicicletas, além de incentivar soluções como a prática da carona entre amigos e vizinhos e as pequenas viagens a pé.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não informou quais foram os resultados obtidos. Funcionários da empresa vão acompanhar o evento durante o dia, realizando monitoramento nos desvios e os principais cruzamentos afetados, orientando os motoristas sobre a restrição na circulação.

Desvios

Sentido da Praça da Sé/Praça Ramos de Azevedo: Rua Senador Feijó, Rua Cristóvão Colombo, Rua Riachuelo, Túnel Papa João Paulo II, Avenida Prestes Maia, Avenida Senador Queirós, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Rua Coronel Xavier de Toledo e Praça Ramos de Azevedo.

Sentido da Praça Ramos de Azevedo/Praça da Sé: Rua Conselheiro Crispiniano, Avenida São João, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí, Rua Maria Paula, Viaduto Dona Paulina, Praça Dr. João Mendes, Rua Anita Garibaldi, Rua Roberto Simonsen, Rua Venceslau Brás e Praça da Sé.

Salário é de $ 3.113 (Foto: Divulgação/metrosp_oficial)

Cidade

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) está com inscrições abertas para o concurso referente a oito vagas de oficial de logística almoxarifado I, das quais uma é reservada para pessoa com deficiência. O salário inicial para o cargo é de R$ 3.113. O contrato é válido por um ano com possibilidade de renovação para o mesmo período.

Para participar é preciso ter cursado o ensino médio e ter carteira nacional de habilitação (CNH) categoria B ou superior.  Além do salário, os contratados terão direitos aos benefícios de auxílios refeição e alimentação, bilhete de serviço, plano de saúde, previdência suplementar e seguro de vida em grupo (os últimos três são opcionais) 

A prova será composta por 60 questões de múltipla escolha de português, informática, matemática e raciocínio lógico e conhecimentos específicos. O teste deve ser realizado no dia 8 de abril e os locais das provas serão divulgados pela organizadora do processo de seleção.

As inscrições para o processo seletivo estão abertas desde o dia 6 de fevereiro e se encerram em 6 de março. O cadastro pode ser feito site da Fundação Carlos Chagas – www.concursosfcc.com.br. O valor da taxa é de R$ 65. 

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

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Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.
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