Motoristas de aplicativos buscam união por medo de assaltos (Foto:Ivo Lindbergh)

Cidade

Ser um motorista de aplicativo de transporte individual não é uma missão fácil. Além do número crescente de pessoas que aderem ao serviço, é preciso colocar na ponta do lápis a taxa cobrada pelos aplicativos, a manutenção ou aluguel do veículo e o possível prejuízo com assaltos. Para tentar minimizar o último problema, os condutores têm formado grupos no Whatsapp para monitorar a segurança e a localização de seus companheiros de profissão.

“É uma maneira que a gente tem de tentar se policiar, mas 100% de garantia não existe”, contou o motorista Ricardo Tenório, que formou o grupo Amigos da Mobilidade, que reúne motoristas de empresas como Uber, 99 e Cabify. Com 120 integrantes, o grupo foi formado há dois anos e meio e conta com uma planilha de dados com informações sobre a cor do veículo, placa, nome do motorista e um contato para emergência. 

A preocupação não é à toa. Segundo dados obtidos pelo portal G1 via Lei de Acesso à Informação, o número de assaltos a motoristas de aplicativos subiu de 1.123 para 3.952 de 2016 para 2017. Para os motoristas, ser roubado traz um prejuízo imensurável, uma vez que, além do dinheiro, ele pode perder dois instrumentos de trabalho: o celular e o veículo.

Segundo a motorista Maria Aparecida Alves, que há um ano trabalha com aplicativos de transporte, a situação é ainda pior para as condutoras. “Nós somos mulheres, não temos a força dos homens, a probabilidade de sermos atacadas é muito maior do que a de um homem”, disse.

Cida, como é conhecida, afirmou que também se sente mais segura com a utilização de um aplicativo de localização de família, neste caso o Life360, com o qual é possível monitorar a localização de um aparelho em tempo real, com registro de suas últimas localizações.

O perfil do passageiro suspeito

Segundo motoristas de Uber, o principal perfil de passageiro que levanta suspeitas é aquele que pede a viagem em dinheiro e possui cinco estrelas de avaliação. Neste caso, ele sabe que o motorista precisa ter dinheiro para troco e uma avaliação positiva pode significar que o perfil acabou de ser criado. A inclusão do dinheiro na forma de pagamento é uma das principais reclamações dos colaboradores.

 Posicionamento das empresas

Uber

A Uber informou que tem adotado no Brasil a tecnologia machine learning para identificar riscos com base na análise, em tempo real, dos dados das milhões de viagens realizadas diariamente por meio do aplicativo. A ferramenta, que usa algoritmos que aprendem de forma automatizada a partir dos dados, bloqueia as viagens consideradas potencialmente mais arriscadas, a menos que o usuário forneça detalhes adicionais.

99

A 99 informou que estimula os motoristas a usarem aplicativos de conversa para trocarem mensagens sobre segurança e, em caso de acidente, oferece um canal de atendimento exclusivo para emergências de segurança no 0800-888-8999, que oferece auxílio imediato. A assistência pode incluir o envio de um carro em ocorrências em que o veículo tenha sido levado, por exemplo.    

Cabify

A empresa informou que investe e desenvolve continuamente tecnologias para reduzir os possíveis riscos de segurança de todos os envolvidos na plataforma. Essa tecnologia traz informações de todas as etapas de uma viagem, fazendo com que todas elas tenham diferentes tipos de registros, inclusive por GPS, mostrando as informações da viagem. Com isso, é possível à Cabify dar suporte em caso de incidentes.   

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Ação acontece entre às 9h e 16h desta quinta, 22

Saúde

 Os usuários da estação Penha, da Linha 3-Vermelha do Metrô, poderão se submeter a testes gratuitos para identificar casos de tuberculose, nesta quinta-feira, 22, das 9h às 16h.

O evento é uma iniciativa da UBS Vila Aricanduva e tem o apoio do Metrô.  O objetivo é orientar os usuários sobre a doença, além de oferecer a coleta de sangue, que será feita no próprio local por uma equipe da área da saúde.

Caso o resultado seja positivo, um profissional entrará em contato, em até 4 dias, com o paciente, que, por sua vez, deverá procurar uma Unidade Básica de Saúde próxima à sua residência e iniciar o tratamento imediatamente.

 

Uber era pilotado por comando automático, sem direção humana (Foto: Divulgação)

Mundo

O acidente envolvendo um veículo autônomo da Uber, que matou uma moradora de Tempe, no Arizona, na última segunda-feira, 19, provavelmente aconteceria mesmo se fosse um carro comum, com a direção feita por humanos.

As informações fazem parte de uma investigação preliminar divulgada pela polícia local e noticiado pelo site do jornal San Francisco Chronicle.

Segundo a polícia, ao ver imagens produzidas pelo próprio veículo “fica muito claro que teria sido difícil evitar essa colisão em qualquer tipo de modo [autônomo ou humano] baseado em como a pedestre surgiu”, disse Moir.

O Volvo SUV, adaptado pela empresa de transporte privado, possui ao menos duas câmeras de vídeo, uma voltada para a rua e outra para o motorista. As imagens estão sendo usadas pela polícia para ter mais detalhes sobre o caso

Projeto de lei define o campo de atuação dos motoristas de aplicativos de transportes (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

A Constituição de 1988 incluiu, dentre suas cláusulas pétreas, a liberdade ao exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, autorizando, contudo, ao legislador infraconstitucional a criação de regras limitadoras voltadas às qualificações profissionais. A crise econômica que assola o Brasil, somado ao crescente índice de desemprego, obrigou os profissionais das mais diversas áreas a aderir às novas alternativas de mercado, como os aplicativos de transportes.

O maior obstáculo para esta nova atividade profissional no Brasil sempre foi a ausência de regras legais que a regulamentassem, criando, assim, enormes entreveros com os taxistas. A lei 12.468/11, que regulamentou a profissão de taxista, dispõe que é privativa deste profissional a atividade de transporte individual remunerado de passageiros. Com a edificação desta nova profissão de motorista, surgiu a extrema necessidade da criação de uma nova legislação que abarcasse esses milhares de profissionais e os tirassem da clandestinidade.

Atendendo aos anseios dos motoristas dos aplicativos, das empresas e dos clientes, a Câmara dos Deputados, na semana passada, aprovou o projeto de lei que define o campo de atuação destes profissionais, aguardando tão somente a sanção presidencial para se tornar lei. Assim que sancionada pelo presidente da República, a nova legislação exigirá a contratação de seguro de acidentes pessoais a passageiros e que o motorista tenha a CNH da categoria B ou superior, com a informação de que exerce atividade remunerada. Caberá aos municípios e ao Distrito Federal a criação de normas regulamentadoras, cobrando os tributos, exigindo a contratação do DPVAT e que o motorista esteja inscrito como contribuinte individual no INSS.

Com a regulamentação da legislação federal, cabe agora aos motoristas se unirem ao Sindicato dos Trabalhadores com Aplicativos de Transporte de São Paulo (Stattesp) e às diversas associações para exigirem do poder público municipal a criação de regras que acolham a seus anseios, bem como para lutarem por melhores condições junto à Uber, Easy Taxi, 99 Taxi, Cabify e outras, que hoje lhes impõem regras contratuais muitas vezes leoninas, por meio de contratos de adesão.

*Cristiano Medina da Rocha é advogado e professor universitário 

Serviços precisam regulamentados (Foto: Marcelo Camargo/ABR)

Opinião

Foi em abril de 2017 que começou a tramitar no Senado o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 28. De iniciativa do deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), buscava regulamentar as empresas de transporte por aplicativo, como Uber, 99, Cabify e Lady Driver. No último dia de outubro do ano passado, 46 dos 58 presentes na Casa, optaram pela aprovação de três importantes mudanças no texto original vindo da Câmara: retiraram a obrigatoriedade do uso de placas vermelhas, extinguiram a exigência de que o condutor seja dono do veículo e atribuiu às Prefeituras apenas a competência de fiscalizar o serviço de apps, mas não de autorizar o exercício da atividade.


E assim, no ir e vir do Legislativo, a matéria retornou à Câmara dos Deputados, que, a partir desta terça-feira, 27, deve retomar a discussão do polêmico projeto, que atinge diretamente os interesses de milhões de passageiros. Ciente dos riscos, a gigante Uber reagiu e lançou uma campanha, veiculada em emissoras de rádio e TV, chamando de “lei do retrocesso” aquela que pode ser a nova legislação. Dessa forma, convocou os usuários a se mobilizarem contra a retomada do projeto original e pela manutenção das emendas favoráveis feitas pelos senadores. Mas o cidadão não se sensibilizou com a convocação e, como típicos brasileiros, esperam, diferente dos motoristas destas empresas, que fazem barulho em muitas cidades, em nome do seu direito de seguir trabalhando.


O caminho dos aplicativos não tem retorno e já não dá para imaginar as grandes cidades sem estes motoristas. No entanto, essa atividade, como qualquer outra, precisa ser regulamentada por lei federal, que possa fazer com que quem presta o serviço seja fiscalizado e se sujeite a vistorias e que quem lucra com ele pague as devidas taxas e impostos. Evidentemente, as normas devem ser equilibradas e justas, para que garantam às diferentes forças em disputa condições adequadas de competição. Assim todos ganharão: as empresas, que almejam o lucro, e os usuários, que só querem um serviço bom e, preferencialmente, mais barato.

Atriz superou timidez para obter sucesso na carreira (Foto: Pedro Curi/TV Globo)

Fora dos Trilhos

Em vídeo no seu canal no YouTube, a atriz Giovanna Ewbank contou como se tornou atriz e apresentadora, além de revelar que quando criança seu desejo nunca foi ter seguido nessa carreira: ela queria ter sido veterinária.

“Nunca pensei em ser atriz, em ser apresentadora, modelo, em ser conhecida. Meu sonho sempre foi ser veterinária. Sempre amei animais, peguei na rua, cuidava deles. Em certo momento, eu percebi que não ia conseguir ser veterinária. O meu amor por eles era tão grande que eu não conseguia vê-los sofrer. Quando o animal não sobrevivia, ficava muito mal, eu sofria muito. Decidi que não seria veterinária e iria ajudar todos os bichos que passassem pela minha vida”, contou Giovanna.

A mulher de Bruno Gagliasso disse que só depois decidiu fazer moda para seguir os passos da mãe, a estilista Deborah Ewbank. Ela também falou que, apesar de fazer comerciais desde criança, a vontade de virar atriz só veio após fazer escola de teatro, para vencer a timidez. 

Estilista morreu enquanto dormia (Foto: Reprodução/Facebook)

Fora dos Trilhos

O estilista Hubert de Givenchy, lenda da alta-costura, morreu aos 91 anos, enquanto dormia. O francês, que fundou a casa Givenchy na década de 1950, ficou famoso ao vestir nomes como Jacqueline Kennedy Onassis, Grace Kelly e Elizabeth Taylor. Givenchy nasceu em Beauvais no dia 21 de fevereiro de 1927.

O estilista desenhou o famoso tubinho preto utilizado por Audrey Hepburn no filme "Breakfast at Tiffany's" ("Bonequinha de Luxo"), de 1961. Ele fazia parte do grupo de elite de designers sediados em Paris, ao lado de nomes como Christian Dior e Yves Saint Laurent, que redefiniram a moda após a 2ª Guerra Mundial

A diretora artística de Givenchy, Clare Waight Keller, disse nesta segunda-feira, 12, em sua conta no Instagram, estar "profundamente entristecida pela perda de um grande homem e artista que teve a honra de conhecer"

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Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
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