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Leilão de imóveis é um negócio transparente e seguro, mas nem sempre rápido (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

 O sistema de leilões tem expandido cada vez mais seus horizontes e tem se tornado uma opção para quem sonha em adquirir casa própria. O problema é que muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre como funciona este modelo de negócio.

Segundo André Zukerman, diretor da Zukerman Leilões, ao contrário do que muitos pensam, o leilão de imóveis é um processo de venda transparente e seguro. Este modelo de plataforma comercial atualiza o valor da propriedade em tempo real, de acordo com os lances, com intuito de permitir uma quantia que o mercado está disposto a pagar.

Uma das principais dúvidas dos interessados, porém, é o fato de a maioria dos imóveis estarem ocupadas e o risco de a unidade se achar habitada, o que pode vir a gerar um prejuízo financeiro e emocional ao comprador.

No caso da desocupação, para pregões extrajudiciais, o processo tornou-se mais ágil. Nele, o novo dono pode requerer a disponibilidade junto à Justiça e uma liminar pode definir um prazo de até 60 dias, na maioria dos casos. “Já nos judiciais, dez dias após a homologação do pregão, caso a transação amigável não seja bem-sucedida, o comprador deve requerer ao juiz da causa a desocupação. Nessas situações, quando a propriedade já está envolvida em algum processo judicial, significa que um juiz a colocou em leilão para utilizar o valor arrecadado na quitação das dívidas das mais diversas naturezas”, explicou Zukerman. 

Segundo o especialista, o cliente deve procurar empresas que possuem uma boa estrutura, composta por profissionais capacitados, o que garante a transparência por meio de canais de atendimento especializados, assegurando que não ficará nenhuma dúvida

Imóveis sustentados viram nova tendência

A procura por imóveis residenciais e comerciais ganhou um item a mais. A geração atual de compradores não busca apenas por localização, lazer, tamanho ou preço. O cuidado com o meio ambiente também é um fator decisório, segundo especialistas ouvidos pela reportagem.

“A preocupação com o futuro do planeta e o aumento da conscientização ambiental têm feito as pessoas optarem por imóveis que reutilizam recursos como água, reduzam o gasto com energia, optem por materiais menos poluentes, madeiras de reflorestamento com selo verde, entre outros”, disse Daniel Katz, presidente da Katz Construções.

Daniel Katz Katz Construções DIVULGAÇÃO

Eficiência - Kratz afirma que eficiência energética atrai clientes (Foto:Divulgação) 

Um exemplo é o bairro Jardim das Perdizes, que conta com eficiência energética e vagas para veículos híbridos e elétricos. Já o Edifício Eco Berrini, em bairro de mesmo nome, tem um sistema de ar-condicionado inteligente, que controla vazão de ar de acordo com a necessidade

Em outros Estados, merecem destaque o Edifício Eurobusiness, em Curitiba, que tem elevadores inteligentes para economizar energia, e o Beverly Hills, de Minas Gerais, que conta com dispositivos para economia de água, captação de águas pluviais, aquecimento de água com uso de energia solar e iluminação com LED.

“O empreendimento também disponibiliza medição individual de consumo de água, luz e gás, o que permite que cada morador pague exatamente o que consumir, evitando assim o desperdício”, explicou o engenheiro responsável pelo Beverly Hills, Lucas Horta. O prédio ainda garante a acessibilidade de pessoas com deficiências.

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Novas regras do Imposto de Renda exigem uma apresentação maior de informações (Foto: Divulgação)

Economia

Uma das regras para tornar obrigatória a declaração de Imposto de Renda (IR) é a posse de bens ou direitos a partir de R$ 300 mil. Ou seja, um imóvel com valor superior a esse já torna a realização do documento imprescindível. Este ano, a Receita Federal realizou algumas mudanças nesta seção e o Metrô News explica as principais.

Até o ano passado, todos os dados do imóvel, como endereço e escritura, deveriam ser informados no campo “Discriminação”. Agora, o órgão criou espaços diferentes, que solicitam inscrição municipal, data de aquisição e área útil. Além disso, se o imóvel for inscrito no Registro de Imóveis deve-se informar o número de matrícula.

No registro, constam os detalhes do bem, como metragem, localização, loteamento e histórico de transações do próprio imóvel. A inscrição municipal pode ser obtida no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), no canto superior esquerdo da primeira página do carnê.

Apesar da mudança, a Receita não colocou os itens como obrigatórios e estes não impedem a entrega da declaração. No entanto, as informações devem passar a ser solicitadas de forma imprescindível a partir do ano que vem. Para evitar problemas no próximo documento, o recomendado é informar todas as solicitações do programa já em 2018.

Leilão tem venda de cotas para consórcio

Com uma taxa de administração menor que os juros cobrados pelo financiamento, a Sold Leilões oferece 11 cotas de consórcios com lances iniciais de R$ 5,7 mil para imóveis e automóveis. O lance pode ser dado até o dia 10 de abril pelo site da administradora

As cotas oferecidas pela empresa chegam a apresentar um deságio de até 50% de desconto sobre os valores já pagos pelos consorciados. A economia é alcançada pela diferença entre o valor já pago e o lance inicial.

Leilão de Imóveis DIVULGAÇÃO

Contemplação pode ocorrer por lance ou sorteio, mas valor pago será o da carta de crédito (Foto:Divulgação)

Quem adquirir a cota assume as parcelas que começam depois da data de arrematação. “Outra vantagem é que o cliente assume uma cota de um grupo já em andamento”, explicou o leiloeiro da Sold, Henri Zylberstajn.

Entre alguns dos destaques do leilão para aquisição de imóvel está uma oferta a partir de R$ 24 mil e com o total de 32 parcelas já pagas, e outra com crédito no valor de R$ 397,8 mil, que tem lance inicial a partir de R$ 71 mil.

Vale ressaltar que, nesta modalidade de compra, o consorciado não adquire o bem na hora. Ele precisa ser contemplado por sorteio ou lance e recebe uma carta de crédito que pode ser destinada para aquisição do objeto de desejo. Por este motivo, a taxa de administração é menor do que os juros cobrados em financiamentos bancários.

Prédio funciona como AMA, que realiza exames, consultas e cirurgias (Foto: Reprodução/TV Globo)

Cidade

O prédio que abrigava o antigo Hospital Sorocabana, na Lapa, zona oeste de São Paulo, foi leiloado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo para quitar dívidas trabalhistas de um funcionário de seus antigos gestores. No endereço, hoje funcionam duas unidades de saúde municipais. A Prefeitura não contestou a realização do leilão nem informou o que irá ocorrer com os serviços que vêm sendo prestados ali, em caso de perda do edifício.

O imóvel foi arrematado por R$ 16 milhões por uma pessoa física, proprietária de um hospital de Cotia, na Grande São Paulo. O pagamento já foi efetuado à Justiça, de acordo com o TRT. Como o valor arrecadado é muito maior do que a dívida trabalhista em si, o restante dos recursos, ainda segundo o tribunal, volta para o credor, no caso o polo passivo dos antigos donos, que tem outras dívidas.

Mesmo com o pagamento, diz o TRT, o processo ainda pode ser questionado. Em nota, a Prefeitura se limitou a dizer que "adotará as medidas legais cabíveis para evitar qualquer descontinuidade na assistência médica à população prestada nos equipamentos de saúde instalados no imóvel em questão", sem mais detalhes. O serviço de emergência que funciona no Sorocabana tem capacidade para até 15 mil pacientes por mês.

Histórico

Erguido em 1955 em terreno doado pelo Estado, o hospital fechou em 2010, por problemas financeiros. O antigo gestor é a Associação Beneficente de Hospitais Sorocabana (ABHS), criada pelos funcionários de uma das estradas de ferro que deram lugar à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Foi, por décadas, um dos principais hospitais da zona oeste. O complexo prestava serviço para o Sistema Único de Saúde (SUS), com 156 leitos.

Após ser retomado pelo Estado, foi transferido à Prefeitura em 2012. As unidades clínicas foram abertas naquele ano, na gestão Gilberto Kassab (PSD). Na época, era planejada a reabertura total, com 120 leitos.

Uma reforma começou a ser executada na gestão Fernando Haddad (PT), mas não foi à frente. O ex-prefeito João Doria (PSDB) falou em obter empréstimo internacional de R$ 1 bilhão para obras na área de saúde, incluindo a da Sorocabana, mas a verba também não saiu.

Hoje, três dos sete andares são ocupados pela unidade da Rede Hora Certa - que faz exames, consultas e cirurgias - e da Assistência Médica Ambulatorial (AMA), com capacidade para 5 mil consultas mensais.

Em maio, a Prefeitura recebeu uma manifestação de interesse para transferir a gestão do hospital à iniciativa privada. Segundo o secretário municipal de Desestatizações, Wilson Poit, o processo não caminhou pela questão de posse do terreno, que é do Estado, e pelas dívidas relativas ao imóvel. Moradores da Lapa mantêm movimento organizado para reivindicar a reabertura total da unidade e fariam reunião com membros da Comissão de Saúde da Câmara Municipal na semana que vem.

Dívida

Segundo o processo do TRT, um ex-funcionário da ABHS reclamou dívida de horas extras, indenização por acidente de trabalho, adicional de insalubridade e outros quesitos ainda em 2012, quando a Prefeitura já tinha posse da unidade.

O total reclamado foi de R$ 24,9 mil. Não houve defesa por parte da associação e o julgamento ocorreu à revelia, dando vitória ao reclamante.

Após a condenação, as contas correntes do polo passivo do hospital - os antigos gestores - foram congeladas por determinação do TRT. Como não tinham os valores devidos, os bens foram levantados.

No 10.º Cartório de Registro de Imóveis da cidade, o hospital constava como de propriedade da ABHS, em escritura de 1980, e havia sido penhorado para pagamento de dívidas em diversas ocasiões. A juíza Juliana Harek Valeiro, da 89.ª Vara do Trabalho, determinou a ida do imóvel para leilão em 4 de fevereiro.

O imóvel tem valor venal de R$ 72,9 milhões, segundo consulta feita pelo Estado na Secretaria Municipal da Fazenda, mas o prédio foi avaliado em R$ 40,9 milhões. A avaliação considerou uma dívida de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de R$ 14 milhões e as demais penhoras do prédio.

O lance mínimo do leilão foi estabelecido em 40% do valor, ou R$ 16,3 milhões. O prédio foi arrematado por esse valor no dia 14 deste mês. O Estado não conseguiu localizar os representantes da ABHS ontem à noite.

O imóvel já quase havia ido a leilão em 2012, antes da transferência ao Município, por causa de outra dívida trabalhista. Na época, o governo do Estado conseguiu barrar o processo.

Empresário contesta decisão da Justiça (Foto: Gabriela Biló/AE)

Nacional

Dono do lance que arrematou o triplex no Guarujá, o empresário Fernando Gontijo também tem pendências com a Justiça. Ele foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal por improbidade no âmbito da Operação Confraria, deflagrada na Paraíba em 2005 contra fraudes em licitações na prefeitura de João Pessoa.

Além de Gontijo, outros oito sentenciados - entre eles, Cícero de Lucena Filho (PSDB), ex-governador do Estado e ex-prefeito de João Pessoa, que chegou a ser preso na ação da Polícia Federal - devem pagar multa de R$ 852 mil.

O valor é referente ao superfaturamento de obras públicas de infraestrutura bancadas com dinheiro de convênios entre a União e a prefeitura.

Na ação, Gontijo é apontado como representante da Via Engenharia em uma licitação que teria sido fraudada. Ele recorre da decisão no Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Gontijo afirmou que, em 2001, enquanto executivo da Via, assinou "um contrato na qualidade de procurador da empresa". "O contrato estava parado, inativo, mas, infelizmente, a juíza liberou o procurador de outra empresa, houve uma confusão do meu nome com o de um acionista da empresa e acabou me condenando", afirmou ele.

"Isso não faz o menor sentido, num contrato de 20 anos atrás. Infelizmente, a nossa Justiça é lenta, né?", afirmou o empresário, que disse ter visto processo sobre os mesmos fatos ser arquivado na área criminal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Defesa alega que ex-ministro não tem dinheiro (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

Quatro imóveis, no valor global de R$ 11.050.375,00, do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), vão a leilão no dia 26 de abril. Segundo o edital, os bens serão vendidos "no estado em que se encontram, de forma individual" e os lances poderão ser ofertados pela internet.

"O leilão será realizado no dia 26 de abril de 2018, a partir das 14 horas e, caso não haja arrematação do(s) bem(ns), haverá uma segunda praça, no dia 4 de maio de 2018, a partir das 14 horas", informa o edital.

O juiz Sérgio Moro mandou alienar os imóveis para leilão em janeiro. Na ocasião, o magistrado apontou que "nenhum dos imóveis é utilizado atualmente como moradia" por Dirceu e que havia "inequívoco risco de esvaziamento do confisco".

Serão leiloados o imóvel sede da JD Assessoria, empresa de consultoria do ex-ministro, em São Paulo, no valor de R$ 6 milhões, um imóvel em nome da filha de Dirceu, também na capital paulista, avaliado em R$ 750.375,00, uma chácara em Vinhedo, interior paulista, de R$ 1,8 milhão, e uma casa em Passa Quatro - cidade onde morava a mãe do petista -, em Minas Gerais, de R$ 2,5 milhões.

Não primeiro leilão o valor mínimo de cada unidade será o da avaliação judicial. Caso haja um novo leilão, o valor mínimo para a venda "corresponderá a 80% do valor da avaliação judicial".

"Não será de responsabilidade do arrematante o pagamento de débitos fiscais e tributários incidentes sobre o(s) imóvel(is) arrematado(s) (art. 130, CTN), lançados até a data da arrematação. Fica, todavia, responsável pelo pagamento dos débitos de outra natureza, tais como condomínio, fornecimento, energia elétrica e gás, cujos valores serão apurados e juntados aos autos pelo leiloeiro para ciência do(s) arrematante(s)", determina o edital.

Em novembro do ano passado, a defesa de Dirceu informou que dois imóveis tinham dívidas de IPTU e condomínio em atraso. Os advogados relataram à Justiça que as dívidas da casa de Passa Quatro estavam "longe de comprometer os imóveis" e afirmaram que o petista usaria a aposentadoria da Câmara - de R$ 10 mil - para quitar as dívidas "o quanto antes".

O petista foi preso em agosto de 2015 na Operação Pixuleco, 17ª fase da Lava Jato. O ex-ministro ganhou liberdade em maio do ano passado, por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Dirceu foi condenado por Moro em duas ações penais a 32 anos e 1 mês de prisão - 20 anos e 10 meses em um processo e 11 anos e 3 meses em outro. Em setembro do ano passado, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) - a Corte de apelação da Lava Jato - julgou a primeira ação que condenou Dirceu e aumentou a pena de 20 anos e 10 meses para 30 anos, 9 meses e 10 dias por corrupção passiva, pertinência a organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Após a decisão da 2ª instância, o ex-ministro entrou com embargos de declaração. O recurso foi negado em novembro. O Tribunal da Lava Jato está analisando embargos infringentes do petista.

Defesa

Com a palavra, o advogado Roberto Podval, que defende José Dirceu:

"O leilão só comprova a absoluta falta de dinheiro de José Dirceu, bem diferente dos delatores que fizeram da delação um bom negócio."

Veículo largado nas ruas atrapalha moradores e trânsito local (Foto: Divulgação)

Cidade

Abandonar um carro velho ou mesmo um veículo novo cheio de multas parece ser uma opção muito utilizada por quem não quer dar um destino correto à sucata e nem pretende regularizar a situação do automóvel. Somente no ano passado, 21.475 veículos foram recolhidos pela Prefeitura de São Paulo, o equivalente a quase 60 carros por dia.

Em 2016, foram tirados das vias públicas 20.688 automóveis, cujos proprietários não os queriam mais. Este ano, já foram realizados 3.691 atendimentos relacionados a abandono veicular. Segundo o especialista em Mobilidade Urbana da Universidade Mackenzie, Luiz Vicente Figueira Mello Filho, é exatamente a falta de punição que contribui para esta irregularidade. “A gente vê claramente que tanto nos casos em que há a questão burocrática, para dar baixa do veículo no sistema público, como no abandono sem pagar os tributos devidos, ambos terminam sem nenhuma penalização”, afirmou o especialista do Mackenzie.

Hoje, a maior punição que a Prefeitura chega a aplicar é a multa de R$ 15.520 quando o carro é recolhido ao pátio. Segundo o professor, em alguns casos, compensa mais financiar um veículo novo do que pagar a multa. Entre as soluções propostas por Figueira para reduzir este tipo de problema está a vinculação da placa ao proprietário, como acontece na Alemanha. “Quando o cidadão vai trocar o veículo o tributo tem de ficar com ele. Isso faz com que seja preciso regularizar a sua placa para utilizá-la em um novo automóvel. É vincular a placa à pessoa física ou jurídica”, explicou.

Outra maneira seria realizar uma fiscalização mais ofensiva, mas, de acordo com o professor, esta medida atingiria principalmente a classe mais pobre. “Essa é uma medida impopular, que nenhum político gostaria de encampar, principalmente em momentos de eleição”, afirmou.

Veículos e carcaças irregulares vão para leilão

Segundo a Secretaria das Prefeituras Regionais, o Governo municipal não pode utilizar nenhum dos veículos apreendidos, mesmo que o dono já tenha desistido do bem. Com esta determinação, tanto carros em condição de uso quanto as carcaças são leiloados para repor os gastos com o recolhimento do automóvel e manutenção dos pátios. A Prefeitura não informou quanto os leilões rendem aos cofres públicos.  

De acordo com o artigo 6º do Decreto nº 51.832/2010, se o proprietário não providenciar a retirada de seu automóvel 90 dias após a data de remoção, o veículo ou a sucata são levados à leilão pela Prefeitura Regional competente.

De acordo com a Prefeitura da cidade de São Paulo, qualquer cidadão que encontrar um veículo abandonado pode entrar em contato pelo telefone 156 ou pelo site http://sac.prefeitura.sp.gov.br. Em fevereiro, o leitor José Silveira procurou o Metrô News para informar que um veículo placa GLR – 1763 tinha sido abandonado na Rua Leopoldina, no Ipiranga. Após entrar em contato com a reportagem, Silveira relatou que ocorreram também disparidades entre o prazo que a Prefeitura afirma realizar o serviço e o tempo em que realmente faz. Cerca de 20 dias depois da denúncia ao jornal, o carro velho foi, finalmente, retirado do endereço citado. 

Passo a passo para recolhimento de veículos

1- O cidadão faz a denúncia do carro abandonado pelo número 156 ou pelo site http://sac.prefeitura.sp.gov.br.

2- A Prefeitura vai ao local e adesiva o automóvel ou a carcaça para que o proprietário retire o bem da via pública em até cinco dias úteis. Caso contrário, o veículo é recolhido ao pátio.

3- É aplicada uma multa de R$ 15.520 ao proprietário. Caso o dono do veículo não tome providências nos próximos 90 dias após a data de notificação, o automóvel é levado para leilão. Vale ressaltar que se não for possível identificar o responsável pelo veículo, o bem é considerado carcaça.

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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