Prefeitura quer reduzir impacto de poluentes na Capital (Foto: Flávio Corvello/AE)

Cidade

Além do Parque do Ibirapuera, conforme o Metrô News já mostrou, na terça-feira, 15, outros 12 locais na Capital serão pontos de coleta de lixo eletrônico. “A custo zero para o município. Essa é uma preocupação com a sustentabilidade e com o futuro das nossas crianças”, afirmou o Secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo de Castro.

A Prefeitura informou que o os parques Trianon, Prefeito Mario Covas, Independência, Codeiro Martin Luther King, Lina e Paulo Raia, Buenos Aires, do Povo, Aclimação, Burle Marx, Piqueri, do Carmo e Vila Guilherme também serão contemplados com esses pontos.

Os materiais descartados serão retirados pelo Sistema da Green Eletron, entidade gestora fundada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para gerenciar a Logística Reversa de equipamentos eletroeletrônicos.

Os materiais passíveis de recuperação serão enviados aos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), que integram o programa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Serão coletados computadores (notebooks e CPUs), impressoras, celulares, tablets, monitores e equipamentos eletroeletrônicos de pequeno porte. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) situam o Brasil na segunda colocação em um ranking dos países das Américas na produção de e-lixo, só perdendo para os Estados Unidos. É também o sétimo maior do mundo.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Serviços de varrição estão garantidos até quarta-feira, 13 (Foto: Bruno Rocha/AE)

Cidade

Com a proibição de firmar novos contratos emergenciais para a varrição da cidade, os paulistanos podem ver o lixo se acumular nas ruas a partir de quinta-feira, 14. A informação foi confirmada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

Com o edital que prevê a contratação de uma nova empresa barrado pelo Tribunal de Contas do Município e a perspectiva de contratos emergenciais travada por uma decisão da 10ª Vara da Fazenda da Capital, a Prefeitura vai tentar novamente ir à Justiça para manter o serviço. “Vamos recorrer mais uma vez da decisão para que possamos fazer o contrato emergencial, senão a cidade não tem coleta a partir do dia 14”, afirmou Covas.

O Governo municipal sofreu nova derrota, quarta-feira, 6, quando teve o pedido de reconsideração da decisão negado. Segundo a 10ª Vara, para evitar a licitação, a Prefeitura precisa fazer um contrato emergencial de forma pública e isonômica. A ação que barrou a contratação de urgência foi movida por uma das empresas que não foi contratada.

Para se ter uma ideia de como a falta deste serviço pode impactar o dia a dia do paulistano, basta imaginar cerca de 3 mil toneladas de lixo por dia a mais nas ruas paulistanas. Este é o volume de resíduos retirados das vias da Capital e encaminhados para o aterro sanitário.

Aterro sanitário da CDR, que recebe a varrição da Capital, quer se expandir até Guarulhos (Foto:/ Arquivo MN)

Cidade

O aterro sanitário CDR Pedreira, administrado pela Veolia, no Tremembé, Zona Norte da Capital, tem apenas dois anos de vida útil. Isso causaria um colapso no sistema de coleta de lixo de São Paulo, já que o local recebe 3 mil toneladas por dia do material coletado na varrição.

A Veolia tenta ampliar o local, que se destina a receber os resíduos da Capital paulista, para o terreno vizinho. Só que este já se encontra na cidade de Guarulhos. O projeto está em tramitação na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Mas os moradores do município vizinho fazem jogo duro e pressionam contra o aterro.

O vereador Edmilson Souza (PT), líder da Oposição na Câmara guarulhense, apresentou projeto para vetar o novo aterro. “Não é justo que nós paguemos o preço de outros municípios”, afirmou.

As principais reclamações são de que há uma vila de moradores nas proximidades e que os urubus, que seriam atraídos para o local, poderiam atrapalhar rotas de aviões, que vão até o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Segundo o professor de Química do Mackenzie, Rogério Aparecido Machado, a falta de conscientização quanto à reciclagem gera essa discussão. “Não há nenhum incentivo para quem pensa em tratar e reciclar lixo, hoje, no Brasil.”

Se for aprovado pela Cetesb, o aterro precisará ser validado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente. Além da opção de Guarulhos, a CDR admite outras a distância superior a 50 quilômetros, o que deixaria a operação mais cara. A empresa afirma que a área está fora da rota de aviões. A Prefeitura de Guarulhos não se opõe ao projeto

Prefeitura fará licitação neste ano

Em São Paulo, a Prefeitura encaminha cerca de 12 mil toneladas por dia de resíduos domiciliares aos aterros, sendo parte para o Aterro Sanitário Caieiras e a outra para a Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL).

O Centro de Disposição de Resíduos (CDR) Pedreira recebe os resíduos provenientes de varrição da cidade. Ao todo, são cerca de 3 mil toneladas por dia encaminhados para esse aterro.

A administração informou que o contrato com este vence em outubro de 2018 e será feito um processo de licitação neste prazo para nova contratação de aterro sanitário.    

 

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

Vale a reflexão sobre o desarmamento no Brasil (Foto: Arquivo/ABR)

Opinião

Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

Opinião

Excessos nas redes sociais podem ser prejudiciais (Foto: USP Imagens/Fotos Públicas)

Opinião

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião