19
Sex, Out

Prefeitura quer reduzir impacto de poluentes na Capital (Foto: Flávio Corvello/AE)

Cidade

Além do Parque do Ibirapuera, conforme o Metrô News já mostrou, na terça-feira, 15, outros 12 locais na Capital serão pontos de coleta de lixo eletrônico. “A custo zero para o município. Essa é uma preocupação com a sustentabilidade e com o futuro das nossas crianças”, afirmou o Secretário do Verde e Meio Ambiente, Eduardo de Castro.

A Prefeitura informou que o os parques Trianon, Prefeito Mario Covas, Independência, Codeiro Martin Luther King, Lina e Paulo Raia, Buenos Aires, do Povo, Aclimação, Burle Marx, Piqueri, do Carmo e Vila Guilherme também serão contemplados com esses pontos.

Os materiais descartados serão retirados pelo Sistema da Green Eletron, entidade gestora fundada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) para gerenciar a Logística Reversa de equipamentos eletroeletrônicos.

Os materiais passíveis de recuperação serão enviados aos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs), que integram o programa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Serão coletados computadores (notebooks e CPUs), impressoras, celulares, tablets, monitores e equipamentos eletroeletrônicos de pequeno porte. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) situam o Brasil na segunda colocação em um ranking dos países das Américas na produção de e-lixo, só perdendo para os Estados Unidos. É também o sétimo maior do mundo.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Serviços de varrição estão garantidos até quarta-feira, 13 (Foto: Bruno Rocha/AE)

Cidade

Com a proibição de firmar novos contratos emergenciais para a varrição da cidade, os paulistanos podem ver o lixo se acumular nas ruas a partir de quinta-feira, 14. A informação foi confirmada pelo prefeito Bruno Covas (PSDB).

Com o edital que prevê a contratação de uma nova empresa barrado pelo Tribunal de Contas do Município e a perspectiva de contratos emergenciais travada por uma decisão da 10ª Vara da Fazenda da Capital, a Prefeitura vai tentar novamente ir à Justiça para manter o serviço. “Vamos recorrer mais uma vez da decisão para que possamos fazer o contrato emergencial, senão a cidade não tem coleta a partir do dia 14”, afirmou Covas.

O Governo municipal sofreu nova derrota, quarta-feira, 6, quando teve o pedido de reconsideração da decisão negado. Segundo a 10ª Vara, para evitar a licitação, a Prefeitura precisa fazer um contrato emergencial de forma pública e isonômica. A ação que barrou a contratação de urgência foi movida por uma das empresas que não foi contratada.

Para se ter uma ideia de como a falta deste serviço pode impactar o dia a dia do paulistano, basta imaginar cerca de 3 mil toneladas de lixo por dia a mais nas ruas paulistanas. Este é o volume de resíduos retirados das vias da Capital e encaminhados para o aterro sanitário.

Aterro sanitário da CDR, que recebe a varrição da Capital, quer se expandir até Guarulhos (Foto:/ Arquivo MN)

Cidade

O aterro sanitário CDR Pedreira, administrado pela Veolia, no Tremembé, Zona Norte da Capital, tem apenas dois anos de vida útil. Isso causaria um colapso no sistema de coleta de lixo de São Paulo, já que o local recebe 3 mil toneladas por dia do material coletado na varrição.

A Veolia tenta ampliar o local, que se destina a receber os resíduos da Capital paulista, para o terreno vizinho. Só que este já se encontra na cidade de Guarulhos. O projeto está em tramitação na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Mas os moradores do município vizinho fazem jogo duro e pressionam contra o aterro.

O vereador Edmilson Souza (PT), líder da Oposição na Câmara guarulhense, apresentou projeto para vetar o novo aterro. “Não é justo que nós paguemos o preço de outros municípios”, afirmou.

As principais reclamações são de que há uma vila de moradores nas proximidades e que os urubus, que seriam atraídos para o local, poderiam atrapalhar rotas de aviões, que vão até o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Segundo o professor de Química do Mackenzie, Rogério Aparecido Machado, a falta de conscientização quanto à reciclagem gera essa discussão. “Não há nenhum incentivo para quem pensa em tratar e reciclar lixo, hoje, no Brasil.”

Se for aprovado pela Cetesb, o aterro precisará ser validado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente. Além da opção de Guarulhos, a CDR admite outras a distância superior a 50 quilômetros, o que deixaria a operação mais cara. A empresa afirma que a área está fora da rota de aviões. A Prefeitura de Guarulhos não se opõe ao projeto

Prefeitura fará licitação neste ano

Em São Paulo, a Prefeitura encaminha cerca de 12 mil toneladas por dia de resíduos domiciliares aos aterros, sendo parte para o Aterro Sanitário Caieiras e a outra para a Central de Tratamento de Resíduos Leste (CTL).

O Centro de Disposição de Resíduos (CDR) Pedreira recebe os resíduos provenientes de varrição da cidade. Ao todo, são cerca de 3 mil toneladas por dia encaminhados para esse aterro.

A administração informou que o contrato com este vence em outubro de 2018 e será feito um processo de licitação neste prazo para nova contratação de aterro sanitário.    

 

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Confesso que essa batalha do #elenão e #elesim algumas vezes me deixa confuso. Afinal, quem é o seu “ele não”? Ou o “ele sim”? Parece que as pessoas têm medo de falar esse nome que supostamente não pode ser dito. Vejo um enorme questionamento sobre machismo. Geralmente, quem fala isso é uma mulher. Vi, inclusive, a vice do Haddad criticando o machismo e em uma certa frase ela usou a palavra feminismo três vezes. Eu fico confuso: o machismo é proibido, errado, questionado, uma coisa que deve ser totalmente excluída da sociedade, mas o feminismo radical pode? Sempre fui a favor dos direitos iguais. Há dez anos, quando ganhei a guarda definitiva do meu filho, defendia essa postura sem hipocrisia. Eu acho que não existe nenhuma diferença entre homem e mulher. Se fosse há 2 mil anos, quando tudo era à base da força física, faria sim diferença em uma caça, batalha, onde era necessário usar espada, ou armadura pesada para defender uma civilização. Mas hoje, você precisa de uma espada para decidir alguma coisa? Não, uma caneta decide. As mulheres são atuantes nas universidades e ocupam altos cargos. Sei que ainda existe diferenciação, fruto de uma cultura absurda, subdesenvolvida. Afinal, a mulher é tão capaz quanto o homem, e o contrário também, e ambos podem sozinhos gerir uma família, assim como aconteceu comigo. Eu administro as tarefas de ser pai, empresário, profissional e empreendedor. Fiquei com nosso filho porque chegamos a um acordo, o que não significa que eu, naquela situação, era melhor ou pior do que a mãe dele. Quem questiona o machismo, assim como quem questiona o feminismo ou a homossexualidade é tão preconceituoso ou mais do que aquele que está só externando a sua possibilidade ou vontade política. Essa campanha #elesim e #elenão, vou fazer isso ou vou fazer aquilo, é desgastante. Meu filho tem 12 anos e eu o criei sem a ajuda de ninguém, absolutamente sozinho, nem minha família tão pouco a da mãe dele. Sempre eu e ele a vida inteirinha. Basta a gente querer, e deixar o preconceito de lado. Daniel Toledo é Advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami

Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

Opinião

Bolsonaro nada de braçada no Estado de São Paulo onde, segundo a última sondagem do instituto Paraná Pesquisas tem quase 70% das intenções de voto do eleitorado local. Daí não ser surpresa o fato de tanto João Doria (PSDB) quanto Márcio França (PSB) desejarem e precisarem dos votos dos correligionários do capitão reformado para vencer a disputa ao Palácio dos Bandeirantes. França até que saiu na frente nesta disputa particular, ao obter de primeiro momento o apoio do futuro senador Major Olímpio (PSL), simplesmente o mais bem votado para o cargo em todo o País. Também obteve a preferência do Major Costa e Silva (DC), aliado de Bolsonaro e quinto colocado na disputa estadual. Mas Doria reagiu rápido. Primeiro atraiu o PRTB, partido do general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, e, em seguida, buscou uma aproximação direta com o próprio presidenciável, ao tentar um encontro com ele no Rio de Janeiro. Embora não tenha sido recebido, o ex-prefeito paulistano saiu de lá com um excelente recorte de uma declaração mais ampla do pesselista, que logo passou a ser usada na campanha do tucano. “Eu sei que ele (Doria) é uma oposição ao PT. Somos oposição ao PT. E eu sei que o outro lado, o França, tem o apoio velado do PT. Então, no momento eu desejo boa sorte ao Doria”, disse Bolsonaro, depois de destacar sua neutralidade na disputa paulista. França até que tentou descolar a eleição no Estado da polarização nacional, mas sem sucesso. Mas, por fim pode ser sugado pelo sentimento anti-PT que varre o País. Enquanto busca se afastar do seu vínculo histórico, seu adversário faz questão de explorá-lo. Com isso, as propostas vão ficando em segundo plano, mascaradas por ataques e tentativas de defesa de ambos os lados. Desta forma, segundo o Paraná Pesquisas, os dois estão em situação de empate técnico (52,3% de Doria contra 47,7% de França), inclusive com rejeição similar (39,8% contra 37%). Diante de linha tão tênue entre a vitória e a derrota, pode ganhar mais votos aquele que mais endurecer o discurso, ainda que, contraditoriamente, em um momento em que o presidenciável do PSL busca mais equilíbrio em suas falas. Ainda assim, quem conseguir convencer essa parte do eleitorado paulista que pode jogar no mesmo time do ex-militar do Exército certamente não ficará de urnas vazias.
or
or

Articulistas

Colunistas

Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

Opinião

Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

Opinião