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Sáb, Nov

Novo trajeto deve atender 120 mil usuários por dia (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) entregou, neste sábado, a Linha 13-Jade da CPTM, que liga a Zona Leste, por meio da Estação Engenheiro Goulart, ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, com parada nas estações Guarulhos-Cecap e Aeroporto-Guarulhos. Esta é a única obra da CPTM para ser entregue este ano.

“Estamos integrando São Paulo ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. Serão 12,2 km de quilômetros de ferrovia nova, que vai interligar o sistema de trem da CPTM com o Metrô. É uma grande conquista para qualidade de vida da população, estimulando o desenvolvimento”, ressaltou Alckmin.

Neste primeiro mês de funcionamento, a operação será assistida e o trem estará disponível somente aos sábados e domingos, das 10h às 15h. O percurso será feito em cerca de 15 minutos e terá baldeação para a Linha 12-Safira. No segundo mês, a operação ocorrerá no mesmo horário, mas será ampliada para todos os dias da semana. Em ambos os casos as viagens serão gratuitas.

Somente a partir de junho os trens funcionarão das 4h à meia-noite, com tarifa de R$ 4. Neste mesmo mês começará a funcionar o serviço Connect (das 5h às 9h e das 16h às 20h), com trens que sairão do Brás até ao aeroporto sem necessidade de baldeação. A viagem deve durar 35 minutos.

Já em julho começa a funcionar o Airport-Express, serviço que vai ligar a Estação Luz até o aeroporto sem realizar nenhuma parada nas demais estações do trajeto. Serão determinados quatro horários diferentes para cada sentido da viagem e o valor da passagem deve ser definido pela CPTM em breve.

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Muitos guarulhenses não vão utilizar as estações inauguradas (Foto: Willian Moreira/AE)

Opinião

No meio do caminho tem um trem, tem um trem no meio do caminho entre Guarulhos e São Paulo. Inaugurada no afogadilho do calendário eleitoral, a linha 13-Jade da CPTM, entre a Zona Leste da Capital e o Aeroporto de Guarulhos, é mais uma obra pela metade entregue pelo Governo.

No mesmo trilho do atraso de outros projetos, o ramal atenderá parcialmente as duas maiores cidades do Estado. Guarulhos têm milhares de trabalhadores que se deslocam à Capital, e vice-versa, e o novo trem não chegará a importantes bairros.

O projeto de 2000 ficou restrito à faixa do aeroporto, com outra parada no Parque Cecap. A ligação de 12 quilômetros com a estação Engenheiro Goulart, ao custo de R$ 2,3 bilhões – o dobro do previsto – percorre cinco quilômetros na cidade, dos quais apenas dois atendem usuários. Outros sete quilômetros são sobre o Parque Ecológico e as rodovias Ayrton Senna e Dutra.

Mas a população de Guarulhos não reside no aeroporto. Bairros, como Haroldo Veloso, São João, Presidente Dutra e Pimentas, os mais populosos da cidade, deveriam ser beneficiados pela linha. Esta foi a cobrança ao governador Geraldo Alckmin na apressada inauguração, antes de deixar o cargo para disputar a eleição. Distante de terminais, o passageiro precisa pegar ônibus para acessar o aeroporto. A circulação também é parcial. A operação será em abril apenas aos sábados e domingos, das 10h às 15h, com longos intervalos de 30 minutos.

Com a ampliação dos dias em maio, no mesmo horário, e em junho, das 4h à meia-noite, o passageiro arcará com a passagem de R$ 4. A Prefeitura também não preparou a integração direta de ônibus com o sistema ferroviário de regiões guarulhenses para as duas estações.

Depois de ver desativado, em 1965, o Trem da Cantareira, de 1915, que vinha pela Zona Norte e atendia vários bairros, como Vila Galvão, Gopoúva, Centro, depois a Base Aérea, a cidade recebe o novo trem agora com 1,3 milhão de habitantes – em 1960 eram 100 mil. São as obras hoje em São Paulo, onde tem sempre uma “pedra” no meio do caminho.

Obra da CPTM sofre com mais um atraso (Foto:Willian Moreira/AE)

Cidade

O serviço Airport Express da Linha 13-Jade da CPTM, que ligará a estação Luz diretamente ao Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, teve o início de sua operação adiado de julho para agosto.

Segundo a CPTM, a operação foi postergada devido ao atraso da empresa Siemens na execução do sistema de sinalização. A CPTM está aplicando multas à Siemens, previstas em contrato. O novo serviço irá custar R$ 8. A Linha 13-Jade foi inaugurada em março, pelo ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Apesar da previsão de atender 120 mil passageiros por dia, reportagem da Folha de São Paulo, na quarta-feira, 12, revelou que a média diária de passageiros é de 7.147 pessoas por dia útil. Segundo a Emtu, os ônibus que ligam Cumbica, onde fica o aeroporto, à capital paulista, registram 6,7 mil passageiros por dia útil.

“Eu ainda não andei nesta linha porque para mim é mais útil pegar o Armênia 175”, disse o supervisor de call center Alexandre Gomes. Mas há quem esteja satisfeito, como a especialista em mídias sociais, Nathália Bergocce, que mora no Parque Cecap, e trabalha no Itaim Bibi. “Eu não chego mais atrasada ao trabalho”, afirmou.   

Transporte ferroviário pode agilizar locomoção na cidade de Guarulhos (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Em um de seus últimos atos como governador de São Paulo antes da renúncia para disputar a Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB) deve entregar as estações Cecap e Aeroporto, da Linha 13-Jade da CPTM, no dia 31 de março. A informação foi confirmada por Paulo Gonçalves, presidente da CPTM, em apresentação no Instituto de Engenharia.

Estas serão as únicas estações da CPTM a serem entregues neste ano, com investimento, entre obras e aquisição de trens, de aproximadamente R$ 2 bilhões. A linha será responsável por fazer a ligação entre o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos à Zona Leste da Capital, por meio da Estação Engenheiro Goulart.

Como já é praxe, tanto no Metrô quanto na CPTM, a nova linha deve começar a operar de forma parcial, das 9h às 13h, sem cobrança de tarifa. Em meados de abril, a estação deve funcionar normalmente.

Além da viagem regular, entre Aeroporto e a Estação Engenheiro Goulart, a Linha 13 prevê mais duas modalidades de viagem: A Connect e a Airport Express. O primeiro modelo prevê a partida para o aeroporto, a cada 24 minutos, da estação Brás. Já o último modelo terá partida na Luz e só realizará parada no destino final.

Nesta sexta, 2, o governador inaugurou a Estação Eucaliptos do Metrô. 

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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