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Seg, Out

Instalação de banheiros vai ser bancada com recursos da iniciativa privada (Foto: Amanda Migliano/AE)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo continua a ter problemas em seus processos de concessão e sofreu mais uma derrota decretada pela Justiça. Na última quarta-feira, 12, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu o edital que trata da concessão de banheiros públicos na Capital, prevista para esta sexta-feira, 21.

Segundo a decisão, há “graves discrepâncias e divergências” do edital perante a legislação. As propostas já deveriam ter sido abertas no dia 11 deste mês, mas, segundo nota da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras, o governo decidiu adiar para o dia 21 por conta de alguns questionamentos ao edital por pessoas físicas e jurídicas.

Um dos pontos que chamou a atenção da justiça foi o fato do prefeito Bruno Covas (PSDB) ter flexibilizado a utilização de painéis de propaganda em 200 dos 500 equipamentos públicos que devem ser disponibilizados aos munícipes, o que pode ferir a Lei Cidade Limpa. O contrato está estimado em R$ 57,9 milhões e o prazo de concessão é de até 25 anos.

A Secretaria informou, em nota, que prepara defesa ao mandado de segurança impetrado pela Justiça paulista e que a licitação não tem data marcada para ocorrer.

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Padrinho e afilhado assumem novos desafios (Foto: Fábio Vieira/FOTORUA/ESTADÃO)

Opinião

Chegou a derradeira semana para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito João Doria, ambos do PSDB, deixarem os seus cargos, com vistas à disputa das eleições gerais de outubro. Serão os últimos dias para fazer despachos, inaugurar obras e lançar projetos.

O prazo de descompatibilização acaba no sábado, 7, mas Alckmin já marcou a cerimônia de transmissão do cargo ao vice, Márcio França (PSB), na tarde da próxima sexta-feira, no Palácio dos Bandeirantes. Já Doria também conta os dias para passar o bastão para seu sucessor, o também tucano Bruno Covas, neto do ex-governador Mário Covas, morto em 2001.

A parceria Alckmin e Doria deu muito certo em 2016. O governador apostou no empresário e apresentador de televisão como uma figura nova que poderia vencer a eleição à Prefeitura. Encarou muita resistência, mesmo dentro do ninho tucano, mas mostrou que estava certo, após uma vitória estrondosa de Doria, ainda no primeiro turno. Alckmin vai partir para a sua segunda disputa à Presidência da República. Em 2006, mesmo com o escândalo do Mensalão, ele foi derrotado no segundo turno pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Desta vez, tenta se firmar como nome forte do centro para ir ao Planalto.

Doria prometeu, em cartório, “prefeitar” por quatro anos, mas decidiu tentar manter a hegemonia do PSDB em São Paulo. Nas prévias, teve 80% dos votos, uma mostra de força no partido, apesar de um certo distanciamento de Alckmin, após os dois pleitearem a Presidência, no ano passado. O objetivo de Doria é repetir o senador José Serra, que, deixou a Prefeitura para governar o Estado. E o projeto político do PSDB é bem audacioso, pois visa à conquista do comando do País e também do Estado e da cidade de São Paulo, algo inédito na história do partido.

A prefeitura já está sob controle, e Bruno Covas já pensa em sua reeleição. Quanto ao restante do plano, Benjamin Franklin ensinou que “aquele que persegue duas lebres de uma só vez não alcança uma delas e deixa a outra escapulir.” Resta saber qual lebre escapará – se é que escapará – aos tucanos: a Presidência da República ou o Governo do Estado de São Paulo.

Doria deve se candidatar ao Governo de São Paulo (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Paulo)

Opinião

O prefeito João Doria, embora ainda mantenha silêncio sobre a questão, está de partida precocemente da prefeitura de São Paulo. O caminho que pavimentou lentamente, e de forma muito bem pensada, pode – se tudo sair como planejou – levá-lo do Palácio Anhangabaú, sede do poder Executivo paulistano, para o Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do governador deste Estado. Desta forma, em se confirmando, a Capital deve se preparar para mudanças, ainda que sutis, nos rumos da sua administração pública.


Doria terá até 7 de abril, conforme prescreve o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para abrir mão do seu cargo atual, para o qual foi eleito em primeiro turno com 3.085.187 votos. Passará a batuta para seu vice, Bruno Covas. Assim, o neto do ex-governador Mário Covas poderá vir a ter dois anos e oito meses à frente da Prefeitura da maior cidade do País. Já o futuro do atual mandatário dependerá do resultado das urnas. Se for bem-sucedido no pleito estadual, sentará na cadeira que hoje é ocupada pelo seu padrinho político, Geraldo Alckmin. Se não for, não poderá reaver a Prefeitura, conforme a reza a lei eleitoral, e terá de repensar sua trajetória política.


A pergunta que parte da população deve fazer é se a esperada troca de cadeiras no Executivo municipal é boa ou não para a cidade. Teoricamente, pelo fato de o partido de prefeito e vice ser o mesmo – o PSDB – não deve haver descontinuidade das políticas públicas. Afinal, boa parte dos cidadãos se sentiria traída se, a esta altura do “campeonato”, fossem colocadas em prática mudanças que fogem ao programa de governo escolhido por ela durante a eleição de 2016. Mas, inteligente que é, o jovem Covas sabe muito bem disso e já conta os dias para herdar aquilo que lhe é de direito. A julgar por sua bem-sucedida trajetória, tem potencial para tirar proveito de sua nova posição, trabalhando duramente para valorizar seu passe e projetar seu nome. Quem sabe, na hora certa e com a sensação de dever cumprido, deixará o prédio ao lado do Viaduto do Chá para voos ainda mais altos.

Covas "herda" a prefeitura de Doria e fala sobre sua gestão (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Em seu primeiro pronunciamento como prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) afirmou nesta segunda-feira, 9, que sua gestão "não será contaminada por questões eleitorais" e destacou que terá como foco transformações sociais em educação e saúde. "Sou daqueles que acreditam que mais vale eliminar uma fila do que construir um viaduto", afirmou, indicando que trabalhará para a criação de 85 mil vagas em creches e para concluir 7 Unidades Básicas de Saúde.

O discurso foi feito três dias após João Doria (PSDB) deixar o cargo de chefe do Executivo municipal para disputar candidatura ao governo estadual. Covas também prometeu retomar as obras paradas dos CEUs, reformar 28 centros esportivos, concluir o Hospital da Brasilândia, contratar equipes do Programa de Saúde da Família e criar prontuário eletrônico.

O novo prefeito reforçou que seguirá as promessas feitas por Doria na campanha eleitoral de 2016 e o plano de metas estabelecido pela gestão. "Tivemos mudança de piloto, mas o rumo a direção a rota continuam os mesmos", afirmou.

Evento

De terno cinza e gravata laranja, Covas chegou por volta das 10h no Hall do Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura. Ao lado de Covas estava o ex-prefeito João Doria (PSDB), que não discursou.

Covas disse que tem pressa e que "é tempo de arregimentar recursos". "Tenho pressa. São apenas 33 meses que temos pela frente pra pagar a minha divida de gratidão. Não é muito tempo", disse. Em seguida, citou uma frase de Martin Luther King - "O tempo é sempre certo para fazer o que está certo". Citou ainda Aristóteles e versos de Gonzaguinha.

O novo prefeito citou o avô Mário Covas, prefeito de São Paulo entre 1983 e 1986. "Como lembrou Mário Covas em seu discurso de posse como prefeito de São Paulo, não é sem razão que o vocábulo política encontra sua raiz na expressão polis, isto é, cidade", disse Bruno Covas.

Sobre o programa de desestatizações, que prevê a concessão de 55 projetos à iniciativa privada, o novo prefeito disse que os recursos obtidos servirão para desonerar a máquina pública e serão gastos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

Em relação aos 15 meses de Doria à frente do Executivo, o novo prefeito classificou o como "audaciosos". Covas exaltou a criação de 17 Centros Temporários de Acolhida (CTA), a inclusão de 2 mil pessoas no programa Trabalho Novo, títulos de propriedade e unidades habitacionais entregues, a PPP da Habitação em parceria com o governo estadual, o Corujão da Saúde, o aumento de câmeras de 75 para 1.505, a criação do programa de desestatização e a realização do Carnaval de rua.

Antes de Covas iniciar o discurso, um apoiador gritou "1, 2, 3, é Covas outra vez". Vereadores, deputados estaduais e federais, secretários, prefeitos regionais, lideranças religiosas e prefeitos da região metropolitana participaram da solenidade. Representando o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), estava o secretário de Justiça, Márcio Elias Rosa.

No discurso em nome dos secretários, Júlio Semeghini, líder da pasta de Governo, exaltou o governo de Mário Covas Neto, avô do novo prefeito.

O presidente da Câmara dos Vereadores, Milton Leite, disse que em um ano e quatro meses o ex-prefeito Doria "trabalhou o correspondente a quatro anos". Leite se colocou à disposição de auxiliar o novo prefeito na gestão, mas destacou que "os recursos são muito poucos". "Temos de trabalhar muito para transformar o pouco em muito", disse.

Apesar de dizer que manterá pensamento de Doria, Covas faz mudanças chaves no município (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Em seu primeiro dia útil de trabalho, o prefeito Bruno Covas (PSDB) anunciou trocas em cargos-chave do primeiro escalão da Prefeitura de São Paulo. As Secretarias das Prefeituras Regionais, de Transportes e de Obras (que agora voltará a se chamar de Infraestrutura e Obras) terão novos titulares. A maioria dos novos nomes vem da própria Prefeitura.

O novo secretário de Transportes é João Octaviano, que até sexta-feira ocupava a presidência da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Indicado pelo presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM), ele ocupará espaço deixado por Sérgio Avelleda, que agora será chefe de gabinete do prefeito. Octaviano se comprometeu a continuar a licitação para o serviço de ônibus da cidade, atrasada desde 2013, que está marcada para ser lançada no próximo dia 16.

Avelleda, réu em uma ação judicial por improbidade administrativa no caso que ficou conhecido como Cartel do Metrô, foi para a chefia de gabinete de Covas com a saída de Wilson Pedroso, que acompanhou o ex-prefeito João Doria. Na presidência da CET, Covas indicou o engenheiro Milton Persoli, servidor de carreira da empresa que vinha ocupando cargo de secretário-adjunto das Prefeituras Regionais.

Na Secretaria das Prefeituras Regionais, foi anunciada a entrada de Marcos Penido, que antes era o secretário de Obras. Ele trocou de posição na administração com a saída de Claudio Carvalho, ex-executivo da incorporadora Cyrela e amigo de Doria, que vinha ocupando o cargo a convite do ex-prefeito e anunciou que o auxiliaria na campanha ao governo do Estado.

Penido e Covas afirmaram que novas mudanças podem ocorrer nas 32 Prefeituras Regionais, mas Covas lembrou que ele mesmo havia indicado os nomes dos atuais ocupantes dos cargos.

A mudança de Penido deixaria a Secretaria de Obras vaga. O espaço será preenchido pelo antigo presidente da estatal SP Obras, empreiteira da Prefeitura, Vitor Aly. Na estatal, Covas indicou um amigo, o executivo Maurício Brun Bucker, da empresa de engenharia Construdata, que já havia ocupado cargos por indicação na SP Obras.

Câmara

Na secretaria da Casa Civil, cargo que havia sido criado para Bruno Covas pelo ex-prefeito Doria, após sua saída da Secretaria das Prefeituras Regionais, Covas convidou o vereador Eduardo Tuma (PSDB), vice-presidente da Câmara. Será o vereador quem fará a articulação entre o Executivo e o Legislativo. Tuma é tido como aliado do presidente da Câmara, Milton Leite (DEM), e chegou a fazer críticas pontuais à gestão Doria em ocasiões como a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou a dívida ativa da cidade.

Por fim, haverá ainda nas próximas semanas uma troca na Secretaria da Justiça. Advogado eleitoral de Doria, Anderson Pomini, atual titular do cargo, deixará o governo para auxiliar o ex-prefeito em sua campanha. Em seu lugar, deve assumir o advogado Rubens Rizek Júnior, ex-corregedor geral da administração no governo do Estado e amigo de Covas, com quem trabalhou quando o prefeito ocupou cargo de secretário do Meio Ambiente do governo do Estado.

Bruno Covas disse que só não aumentará impostos se a reforma da Previdência for aprovada (Foto: Alex Silva/AE)

Cidade

Chamado de “prefeito” e “futuro prefeito” por João Doria (PSDB) e por secretários, o vice-prefeito e secretário da Casa Civil, Bruno Covas (PSDB), disse que, se a reforma da Previdência não passar, a Prefeitura deixará de investir em outras áreas e precisará aumentar impostos.

Segundo ele, 90% do IPTU arrecadado será destinado à Previdência pública em 2018, valor que deverá ser de 100% no ano que vem. “Ou a gente faz a reforma da Previdência ou vai ter que aumentar os impostos na cidade de São Paulo. A Prefeitura acha mais justo fazer a reforma da Previdência”, declarou Bruno.

Nesta segunda-feira, Doria criticou a decisão da Câmara Municipal de adiar, por 120 dias, a votação do projeto de reforma da Previdência. “Estamos com a consciência tranquila de que cumprimos com a nossa obrigação: alertar o Legislativo sobre os riscos da falência da maior cidade brasileira”, afirmou.

Segundo Doria, se a reforma não for aprovada, o Município terá um rombo orçamentário de R$ 5,8 bilhões, o que impactaria serviços municipais de áreas diversas. “Cumprimos com o nosso dever. O Executivo cumpriu o seu papel, de mostrar a gravidade desse tema”, disse. “Durmo com a consciência tranquila, resta saber se outros dormirão com a consciência tranquila também.”

Não há informações sobre local e data do ocorrido (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) foi condenada a indenizar em R$ 50 mil uma passageira que sofreu abuso sexual. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), relatos confirmaram que um homem ejaculou na direção da vítima dentro de um dos trens da companhia. Como o processo está em segredo de Justiça, não foram divulgadas informações sobre o local e a data do abuso. 

Em nota, a CPTM informou que irá recorrer da decisão e que "repudia o abuso sexual dentro e fora dos trens". A companhia também ressaltou que "intensificou o treinamento dos empregados das áreas de segurança e operação específico para atendimento às vítimas de abuso sexual e as campanhas de conscientização para estimular as denúncias".

Na condenação, o juiz André Augusto Salvador Bezerra, da 42ª Vara Cível da Capital, ressaltou que a CPTM não negou o episódio de abuso. "Reconheceu a ré (a companhia) o lamentável assédio descrito na inicial. Reconheceu, por consequência, não ter cumprido o contrato de transporte em questão, por ter deixado de levar a autora incólume ao local de destino", escreveu Bezerra.

Os "sofrimentos evidentes" enfrentado pela passageira também foram reiterados pelo juiz na decisão. "Gerou na vítima evidentes ofensas extrapatrimoniais, atingindo-a como ser humano que, certamente, teve irreparável trauma. Deve, portanto, a ré, indenizar a autora", disse.

Histórico

Um caso semelhante foi analisado pela Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em dezembro de 2017, que considerou cabível a ação da vítima contra a CPTM. "É possível, a meu ver, que o ato libidinoso/obsceno que ofendeu a liberdade sexual da usuária do serviço público de transporte - praticado por outro usuário - possa, sim, após o crivo do contraditório e observado o devido processo legal, ser considerado conexo à atividade empreendida pela transportadora", afirmou na época o ministro Luis Felipe Salomão. 

Na decisão, o STJ determinou o retorno para o primeiro grau da ação de indenização por danos materiais e morais. A vítima desse caso ainda era menor de idade no momento do abuso. Não há informações se o caso é o mesmo avaliado pelo TJ-SP nessa semana

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Na capital, tucano tem rejeição de quase 40% (Fotos: Reprodução/Twitter e Carlos Bassan/Fotos Públicas)

Cidade

De acordo com levantamento divulgado nesta segunda, 22,  pelo Instituto Paraná Pesquisas, o candidato tucano ao governo do Estado, João Doria, cresceu quase dois pontos percentuais na disputa contra Márcio França (PSB). O ex-prefeito da Capital tem 54,1% das intenções de voto (antes, eram 52,3%). Já o atual governador caiu de 47,7% para 45,9%. Dentre o eleitorado paulistano, 37,6% afirmaram que votariam com certeza em Doria, enquanto 21,7% poderiam votar nele. O índice de rejeição do tucano é de 38,9%. No caso de Márcio França, 31,7% contaram que têm convicção na escolha por ele, 25,8% disseram que poderiam votar e 40% não votariam de jeito nenhum. Ainda segundo a pesquisa, a grande maioria dos paulistas acredita que João Doria será o próximo governador do Estado: 58,5% dos entrevistados têm essa percepção. Apenas 31,6% imaginam que França pode ganhar a eleição.No caso da opção de voto para presidente, Jair Bolsonaro (PSL) tem 69,1% do eleitorado paulista, enquanto Fernando Haddad (PT) te, 30,9%. Foram entrevistados 2.010 eleitores, entre os dias 18 e 21 de outubro, em 88 municípios do Estado.

Ex-capitão lidera em todas as pesquisas (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Nacional

Nova pesquisa do BTG/FSB, divulgada nesta segunda-feira, 22,  mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) aumentou sua vantagem dentro da margem de erro contra Fernando Haddad (PT). Segundo o levantamento, o ex-capitão conta com 60% dos votos válidos, contra 40% do adversário. A margem de erro continua sendo de dois pontos percentuais. No último estudo, publicado em 14 de outubro, Bolsonaro aparecia com 59% das intenções de voto, contra 41% do petista. No cenário espontâneo, quando o nome dos candidatos não é dito ao entrevistado, o ex-militar caiu um ponto percentual, ficando com 48%, enquanto Haddad cresceu um ponto, chegando a 31%. Os votos brancos e nulos atingem 6%, enquanto 5% responderam “nenhum” e 11% não souberam opinar. Na intenção de voto estimulada, porém, o candidato do PSL cresceu um ponto percentual, de 51 para 52%. Haddad permaneceu com 35%. Votos brancos e nulos somaram 4%, não souberam 4% e 5% responderam que não escolheriam nenhum dos dois. A pesquisa também abordou a decisão definitiva de votos de cada eleitor. Neste momento, 94% dos que votariam em Bolsonaro afirmaram que estão convictos da decisão. Nos eleitores do petista, o índice é de 90%. A rejeição dos candidatos ficou em 52% para Fernando Haddad e 38% para Bolsonaro. Foram entrevistados 2 mil eleitores, entre 20 e 21 de outubro.

Há propostas para reduzir o desemprego? Ao menos 13 milhões de pessoas querem saber (Fotos: Tânia Rêgo/ABR e Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de toda a riqueza produzida no País, foi de 1%. O avanço parece pequeno, mas foi muito comemorado depois de dois anos seguidos de queda. Talvez isso tenha contaminado os especialistas, que começaram 2018 otimistas, apostando que este importante marcador da economia chegaria a 2,7%. Essa percepção foi se atenuando ao longo dos meses e, atualmente, a previsão é de que, ao fechar dezembro, alcance 1,5%, o que não seria desprezível. Até lá, isso é um problema para a equipe econômica de Michel Temer. Mas, e para 2019, com qual margem de crescimento trabalham o estafe dos dois presidenciáveis? O leitor já perguntou isso para o seu candidato? Em meio a campanhas empobrecidas, até aqui os postulantes à Presidência da República não têm dado muita importância à difícil tarefa de oferecer soluções factíveis para os problemas reais da Nação. Certamente um tópico que interessa diretamente a pelo menos 13 milhões de brasileiros é saber qual a meta de criação de emprego para o ano que vem ou para os próximos quatro? Henrique Meirelles, por exemplo, saiu da disputa, mas tornou célebre a promessa de abrir 10 milhões de postos de trabalho durante seu mandato, se fosse eleito. Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, por enquanto, não externaram um número, mas devem saber que esta é uma questão central. Se o tema preocupa a eles, então deveriam responder qual é a receita deles para combater o desemprego. Para isso, não é segredo, vão precisar movimentar a economia novamente. Mas não em marcha lenta, que é o estado em que se encontra atualmente. O País precisa de um motor de crescimento poderoso, e alguém precisará vir a público e explicar se este será o próprio governo, por intermédio de investimento público, principalmente em infraestrutura; o setor privado, apostando no agronegócio ou na indústria nacional; ou simplesmente as famílias, que com uma injeção de otimismo se sentiriam mais confiantes em consumir e, assim, dariam início a um círculo virtuoso, de mais compra, mais fabricação, mais necessidade de mão de obra. E se o assunto é trabalho formal, porque não falar em salário mínimo. A previsão inicial para 2019 é de aumento dos atuais R$ 954 para R$ 1.006. Será confirmada? Tantas perguntas mais importantes para discutir e por enquanto ficamos na sessão de perfumaria.

Candidato do PSL mantém grande vantagem sobre adversário (Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR e Ricardo Stucket/Fotos Públicas)

Nacional

A segunda pesquisa Datafolha do segundo turno da eleição presidencial mostra que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se manteve à frente de Fernando Haddad (PT). O capitão reformado do Exército passou de 58% para 59% das intenções de voto válidas em relação ao levantamento da semana passada, enquanto o petista foi de 42% para 41%. Considerando os votos totais, Bolsonaro tem 50%, contra 35% de Haddad. Brancos e nulos somaram 10% e indecisos, 5%. A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. Rejeição A rejeição ao candidato Fernando Haddad (PT) superou a de Jair Bolsonaro (PSL) no último levantamento realizado pelo Datafolha para o segundo turno das eleições deste ano. Segundo a pesquisa, 54% dos entrevistados não votaria de jeito nenhum no petista, contra 41% para o capitão do Exército.Considerando os votos por região, Bolsonaro continua vencendo em todas, exceção feita ao Nordeste, onde Haddad tem 53% das intenções de voto, contra 31% do capitão reformado do Exército. No Sudeste, região mais populosa do País, o presidenciável do PSL bate o petista por 55% a 29%. No sul, a diferença chega a 61% contra 27%.A pesquisa Datafolha foi realizada a pedido da TV Globo e do jornal Folha de São Paulo. Ela tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 9.137 eleitores em 341 municípios entre ontem e hoje. O levantamento foi registrado no TSE com o código BR-07528/2018. 
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Apesar de constar no ordenamento jurídico pátrio, o Princípio da Isonomia quase não é observado e aplicado (Foto: Nelson Jr./SCO/STF )

Opinião

Crescimento do número de suicídios revela que sociedade brasileira está doente. Campanha Setembro Amarelo alertou para os riscos (Foto: Leonardo Sá/Agência Senado)

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Nem o diabo, que é o pai da mentira (Jo 8:44), deve acreditar que existam socialistas cristãos (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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