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Sex, Out

Crime ocorreu na Travessa Correntinos (Foto: Reprodução/Google Street View)

Cidade

Um homem foi morto a tiros de fuzil e duas pessoas ficaram feridas, neste sábado, 14, por volta das 14h, no bairro do Tremembé, na zona norte de São Paulo. Jurandir Alves da Silva, de 39 anos, estava com a sogra, o enteado e suas duas filhas, indo para um casamento, quando foi surpreendido por dois criminosos. Sua esposa não estava presente na hora do assassinato.

Dois homens, vestindo colete e portando fuzis, atiraram contra Silva, na Travessa Correntinos, e foram embora sem levar pertences das vítimas que testemunharam o ocorrido. A sogra e o enteado da vítima ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Mandaqui. O caso foi registrado no 20° DP. Ainda não se sabe o que motivou a ação. 

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Presidente disse que banditismo não pode acabar com o futuro do País (Foto: Reprodução/Facebook)

Nacional

O presidente Michel Temer disse que o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e de seu motorista, Anderson Gomes, é “inaceitável” e “inadmissível”. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Temer ainda classificou o crime como um “atentado ao Estado de Direito e à democracia”.

Depois de lamentar o crime, o presidente voltou a se manifestar sobre o caso e reafirmou que o governo vai acompanhar as investigações e quer solucionar “no menor prazo possível”.

“O assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, é inaceitável, inadmissível, como todos os demais assassinatos que ocorreram no Rio de Janeiro. É um verdadeiro atentado ao Estado de Direito e um atentado à democracia. No particular, no caso especial, que estamos aqui discutindo, trata-se de um assassinato de uma representante popular, que ao que sei, fazia manifestações, trabalhos, com vistas a preservar a paz e a tranquilidade na cidade do Rio de Janeiro”, declarou Temer.

Temer disse que a intervenção federal decretada pelo governo na segurança do Rio de Janeiro visa “acabar com esse banditismo desenfreado que se instalou na cidade por força das organizações criminosas”.

“Eu quero não só me solidarizar com a família da Marielle e do Anderson Gomes, o seu motorista, me solidarizar com todos aqueles que foram vítimas de violência no Rio de Janeiro, mas, salientar que essas quadrilhas organizadas, essas organizações criminosas não matarão o nosso futuro”, enfatizou.

"Nós estamos ali no Rio de Janeiro para restabelecer a paz, para restabelecer a tranquilidade”, acrescentou.

Pela manhã, Temer se reuniu com ministros no Palácio do Planalto para discutir o caso. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, encontraram-se à tarde ao Rio de Janeiro para acompanhar pessoalmente as investigações do assassinato.

Voz de vereadora morta deve ecoar (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

O Brasil vive há muito tempo de lutas e lutos. A maioria no silêncio de estruturas dominantes, responsáveis por tentar calar vozes que se impõem em um país que não garante a vida, dignidade e a livre expressão de oprimidos.

A democracia foi sequestrada e direitos eliminados. Instituições estão dominadas e a intervenção militar no Rio de Janeiro, com a consequente execução da vereadora Marielle Franco, que também vitimou Anderson Gomes, são componentes atuais e emblemáticos.
A força é imposta em um consenso dominador. Com ela, vem a opressão aos que se opõem e aos pobres criminalizados, todos tratados como inimigos, seja com desprezo, ódio ou comoção. Cada qual, no seu tempo e dose, manipulado pela mídia neste trágico ambiente.


Envolvidos por injustiça, desigualdade e violência, oprimidos reproduzem discursos, preconceitos e ódios de opressores contra os iguais, sem consciência disto. A vida é banalizada no campo e nas periferias, onde o Estado não garante condições plenas à existência.
O silêncio não é eterno e o grito de excluídos não será calado. Ações efetivas à transformação são o desafio, mesmo em tempos sombrios no estado de exceção e terror. Intimidar, aniquilar ou capturar mentes e corpos, ocultando indignações, lutas e ideais, ampliam o domínio.


A criminalização da política e o combate seletivo à corrupção seguem a lógica. Justiçamento e prisões potencializam o ódio. De bonecos enforcados em manifestações, chegamos às tragédias, como a de Marielle, e estatísticas nefastas.
O Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos apurou 124 ativistas mortos, entre janeiro de 2016 e agosto de 2017. Foram indígenas, sem-terra, favelados, defensores sociais, mulheres, homens..., que cruzaram o caminho do sistema articulado.


A ameaça não é velada e a resistência precisa ser clara e prática. O medo não pode sobrepor a esperança, a justiça, a tolerância e a igualdade. O Brasil não suporta mais este contexto, mesmo quando vozes não se calam, multiplicam-se e ecoam.

Apesar de redução no Estado, índice na Capital aumentou (Foto: Reprodução/SSP)

Cidade

Os casos de homicídio na capital paulista sofreram, em maio, a primeira alta mensal do ano e o maior crescimento proporcional desde dezembro de 2012. Os 64 registros, com 66 vítimas, de maio deste ano são 42,2% maior que os 45 casos, com 50 vítimas, do mesmo período de 2017.

A alta é apenas a sexta elevação na estatística entre dados dos últimos 46 meses, a terceira desde o início de 2017. O acumulado de 2018 até aqui ainda é 4,5% menor do que no ano passado. Esse tipo de crime está em queda no mês e no ano no Estado de São Paulo.

O ano de 2012 foi marcado pelo aumento da violência e por um embate entre agentes de segurança e criminosos membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Foi este confronto o fator apontado como responsável pela alta na quantidade de assassinatos na capital, assim como no Estado. Em dezembro daquele ano, os casos de homicídio saltaram de 96 para 156, alta de 62%, consolidando o aumento da violência já sentida durante nove dos 12 meses.

Para a alta mais recente, a Secretaria da Segurança Pública ainda não tem explicação. "Não conseguimos detectar nenhum motivo determinante", disse nesta segunda-feira, 25, o secretário Mágino Alves Barbosa Filho. A pasta informou que 37% dos casos foram cometidos durante o período da greve dos caminhoneiros, iniciada em 21 de maio.

Problemas de abastecimento de combustível afetaram diversas áreas, inclusive a segurança pública. A Polícia Militar aumentou em dez minutos o tempo das pausas durante as rondas, passando a ficar 30 minutos, em vez de 20, parados na atividade de patrulhamento.

Ainda assim, Barbosa Filho disse não enxergar relação entre a greve e o aumento no número de mortes. Para o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Rafael Alcadipani, a alta acende um "sinal amarelo". "É preciso saber em que áreas da cidade o crime aumento e desenvolver análise e atuações focadas nessas regiões. Historicamente, os homicídios na capital ficam concentrados nas franjas da zona sul e da zona leste, e não temos visto ações específicas", disse.

Os dados da secretaria mostraram que o aumentou que mais pesou na taxa total da capital aconteceu na área do 85.º Distrito Policial (Jardim Mirna), na zona sul, onde os casos saltaram de um para cinco - alta de dez para 13 no ano até o momento. Em oito distritos da cidade, nas zonas sul, leste e norte, houve crescimento de dois casos.

Indicadores

No Estado, quase todos os indicadores de criminalidade tiveram queda. Crimes de homicídio (-7,4%), latrocínio (-40,6%), roubo ( -14,3%), roubo de veículos (-12,4%), furto (-7,6%) e furto de veículo (-13,5%) tiveram redução. O padrão não se repetiu para o crime de estupro, que chegou a sua oitava alta mensal consecutiva e 14.ª nos últimos 17 meses. Em maio, foram registrados 1.036 estupros. A secretaria voltou a reforçar que as campanhas de incentivo para o registro das ocorrências tem influência no aumento das notificações. Barbosa Filho acrescentou ainda que 11% dos registros efetuados em maio não tiveram a data do crime naquele mês, mas sim foram cometidos em períodos anteriores, o que segundo ele vem se repetindo nos últimos meses.

"Toda a mídia está falando disso, como foi o caso do vídeo dos torcedores da copa. As mulheres, agora, estão tomando coragem para noticiar. Estamos debruçados (sobre os dados) para tentar analisar e combater", disse o secretário. Questionado sobre a capacidade de atendimento das Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), ele disse não ter número de policiais mulheres suficiente para permitir prolongar o horário de funcionamento. Ele destacou a implementação de um protocolo único de atendimento para esses casos que facilitaria, segundo ele, o atendimento a vítimas de estupro em todas as delegacias do Estado.

Vitória pode ter sido assassinada por engano (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Cidade

A menina Vitória Gabrielly Guimarães Vaz, de 12 anos, foi assassinada no dia 8 de junho, o mesmo dia em que desapareceu após sair de casa para andar de patins, em Araçariguama, interior de São Paulo. A Polícia Civil informou nesta terça-feira, 26, com base em laudo do Instituto Médico Legal (IML), que a causa da morte foi asfixia mecânica com constrição cervical. A polícia acredita que ela pode ter sido morta com um golpe conhecido como "mata-leão", em que o pescoço da vítima é apertado entre o braço e o antebraço do agressor.

O corpo da menina foi encontrado oito dias após o desaparecimento, num matagal, à beira da Estrada de Aparecidinha, no bairro Caxambu, zona rural do município. Os patins estavam ao lado do cadáver. O laudo apontou ainda marcas compatíveis com amarras nos braços e nos tornozelos da garota, o que indica que ela pode ter sido amarrada a uma árvore antes de ser assassinada.

Conforme o delegado seccional de Seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, o laudo reforçou a hipótese de vingança, pois não há indícios de que a menina tenha sofrido violência sexual.

Segundo ele, não está descartada a hipótese de Vitória ter sido levada por engano, uma vez que a família não tem histórico de inimizades que pudessem levar a uma represália desse tipo.

A polícia incluiu na investigação o irmão de outra garota com o mesmo nome, fisicamente parecida com Vitória, que teria dívidas de drogas com traficantes da região. Essa linha de investigação foi baseada nos depoimentos do único suspeito preso provisoriamente pelo crime, um servente de pedreiro que teria testemunhado o arrebatamento da garota por supostos traficantes.

No último sábado, a Secretaria da Segurança Pública ofereceu recompensa de até R$ 50 mil por informações sobre o crime. A polícia recebeu várias denúncias, mas a maior parte já foi descartada.

Cravinhos teria oferecido aos polícias a quantia de R$ 3 mil a militares por liberação (Foto: Reprodução/ Facebook)

Cidade

Um dos irmãos condenados pela morte do casal von Richthofen, Cristian Cravinhos foi preso na madrugada desta quarta-feira, 18, suspeito de agressão a uma mulher e porte de arma de fogo, e ainda por tentar subornar policiais, em Sorocaba, cidade do interior de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, uma equipe foi acionada para atender uma denúncia de briga de casal e, quando abordou o homem, ele se apresentou como "um dos irmãos Cravinhos". Numa busca, os policiais teriam encontrado uma arma.

Conforme o relato apresentado à Polícia Civil, Cristian teria oferecido R$ 1 mil para ser liberado. Afirmou ainda que seu irmão, Daniel Cravinhos, viria de São Paulo com mais R$ 2 mil para entregar aos policiais. Ainda segundo os policiais, ele teria dito que não queria voltar à prisão.

O homem foi preso em flagrante por corrupção ativa e posse ilegal de arma de fogo e levado a uma cela do 4º Distrito Policial. A mulher que estava com ele foi liberada.

O detido será encaminhado para audiência de custódia ainda pela manhã no Fórum de Sorocaba. Os irmãos Cravinhos foram condenados, junto com Suzane von Richthofen, pelo assassinato dos pais dela, Manfred e Marísia Richthofen, em 2002, em São Paulo. Na época, Daniel era namorado de Suzane.

Cristian foi sentenciado a 38 anos e seis meses em regime fechado, mas deixou a prisão em agosto de 2017, após ser autorizado pela Justiça a cumprir o restante da pena em liberdade.

Estudo foi feito em 121 cidades paulistas durante um ano (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Dois terços dos casos de feminicídio foram cometidos na casa da vítima, segundo pesquisa do Ministério Público Estadual (MPE). Em 58% dos casos foram usadas armas brancas, como facas, para feri-las ou matá-las. Dos registros, em 75% a vítima tinha laço afetivo com o agressor. 

A pesquisa analisou estatísticas de 121 cidades paulistas de março de 2016 a março do ano passado. O Núcleo de Gênero do MPE analisou 356 denúncias apresentadas à Justiça e divulgou o estudo nesta quinta-feira, dia 1º.

A Lei do Feminicídio - que prevê penas mais altas para condenados por assassinatos decorrentes de violência doméstica ou por discriminação e menosprezo à mulher - completará três anos de promulgação na próxima sexta-feira. A lei classifica esses homicídios como hediondos, dificultando, por exemplo, a progressão da pena do condenado, além de elevar em até um terço a pena final do réu. Mas muitos dos crimes passíveis de enquadramento como feminicídio ainda não são registrados assim, dizem especialistas.

De acordo com a promotora Valéria Scarance, coordenadora do núcleo, um dos méritos do estudo é tentar desmistificar informações, como as que indicam que a maioria dos casos é praticada aos fins de semana. O estudo mostra que 68% dos crimes aconteceram durante a semana e 39%, durante o dia.

Para cometer os crimes, a maioria (58%) usou armas brancas, como facas, ou ferramentas (11%), como martelo. O uso de arma de fogo foi constatado em 17% dos crimes. 

"Claro que a arma é um fator de risco nesses casos, mas os dados mostram que o perigo não é afastado quando o homem não tem uma arma. O uso de ferramentas caseiras é constante. Há casos em que até são usados materiais de construção, como blocos de concreto", diz Valéria. Ataques com uso das mãos para asfixiar ou espancar a vítima representam 10% do total. 

Em 75% dos casos, a vítima tinha laço afetivo com o agressor, com quem era casada ou namorava. E em quase metade dos registros (45%) o que motivou o ataque foi a separação ou o pedido de separação do casal. "Vivemos uma doença social, um 'generocídio' motivado por machismo e sentimento de posse", afirma Valéria. 

A pesquisa também chamou a atenção para o dano desse tipo de crime na família da vítima. Para cada quatro feminicídios, um deles atinge outra pessoa além da mulher - as vítimas secundárias, que presenciam o crime ou até mesmo são agredidos ao lado da mãe, por exemplo, no momento do ataque. Também há os que saem feridos na tentativa de defender a vítima principal. 

Em outubro, o jornal O Estado de S. Paulo mostrou que um terço das mães vítimas de feminicídio deixa ao menos três filhos, segundo estudo da Universidade Federal do Ceará com 10 mil famílias vítimas de violência no Nordeste.

Ciclo de violência

A promotora ressaltou a necessidade de as mulheres tentarem quebrar o ciclo de violência e fazer denúncias. "Se opor a essa conduta pode significar evitar a morte. Toda mulher que sofre deve caminhar para a libertação dessa violência. Um passo por dia no sentido contrário", disse, destacando a importância do registro de boletim de ocorrência e até mesmo de pedidos diretos à Justiça para medidas protetivas. Ela reconheceu, porém, que há dificuldades para atendimento adequado nas delegacias, mas disse que os servidores passam por treinamento para melhoria. 

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança mostraram que em 2016, dos 4.606 assassinatos de mulheres no País, 621 foram registrados na polícia como feminicídio. Dez Estados não forneceram dados específicos sobre esse tipo de crime. 

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

Opinião

Desde 2013, o Ibope realiza a Pesquisa Brasileira de Mídia, a pedido do governo federal. O objetivo é saber por quais meios os brasileiros se informam. Desde o início, o estudo – que é feito nacionalmente e com uma amostra de cerca de 15 mil pessoas, distribuídas por todas as Unidades da Federação – revela a prevalência da TV sobre os demais meios. Mas, desde 2016 (último ano da análise, publicada em 2017) há evidências do avanço da Internet, que se consolidou como o segundo meio de comunicação mais usado (49% da amostragem), ameaçando inclusive a soberania televisiva (89%). A soma é superior a 100% porque se pode indicar mais de uma opção. E as eleições deste ano reforçam o poder da internet e dos meios digitais. Para o bem ou para o mal, estas formas se cristalizaram como o caminho preferido de muitos brasileiros para o consumo de notícias. E não são poucos aqueles que fazem isso de modo exclusivo, bebendo apenas na fonte de sites, blogues, aplicativos e redes sociais. E, ainda que estes não sejam maioria, dedicam mais tempo nestes acessos. Enquanto o tempo médio em frente à TV é de três horas e 21 minutos, entre aqueles que utilizam a web (segundo a mesma pesquisa Ibope) é de quatro horas e 40 minutos, superando seis horas entre o público de 16 a 24 anos. Mais importante que a quantidade de informação disponível na web e redes sociais são a relevância e qualidade do conteúdo oferecido. Evidentemente, no universo digital há muitas empresas e grupos sérios, que primam pela credibilidade do que oferta. No entanto, há um sem número de virulentos guetos, que servem de fábrica para as fake news. Assim, nunca é demais ressaltar que estar na internet, Facebook ou WhatsApp não representa selo de veracidade. Ainda são os meios tradicionais que têm o compromisso com a verdade, por não sair noticiando o que não foi confirmado. Falta isso nos rincões digitais. E até que se separe o joio do trigo, esta revolução representará não um avanço, mas um retrocesso. Nesta nova era, a verdade já não basta para a formação da opinião pública, nem é antídoto à manipulação. Agora se consome aquilo em que se quer acreditar, acriticamente e ainda que falso, desprezando o que vai contra as próprias convicções. A isso se convencionou chamar de “pós-verdade”.

Mais uma pesquisa dá empate técnico entre os dois oponentes (Fotos: Klaus Silva /TJSP/ Fotos Públicas e Reprodução/Twitter)

Cidade

Os candidatos ao governo do Estado de São Paulo João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB) estão tecnicamente empatados na disputa para o segundo turno, aponta a mais recente pesquisa Ibope/TV Globo/Estadão divulgada nesta quarta-feira, 17. Doria tem 52% dos votos válidos - quando são excluídos os brancos, nulos e indecisos - e Márcio França, 48%. A margem de erro é de três pontos porcentuais. É a primeira pesquisa Ibope para o governo de São Paulo neste segundo turno das eleições 2018. Se considerados os votos totais, Doria tem 46% das menções e França, 42%. Eleitores que declaram a intenção de votar em branco ou nulo são 10%; 2% não sabem ou preferiram não responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de outubro. Na intenção de voto espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista de candidatos, Doria aparece com 28% das intenções de voto, também empatado tecnicamente com França, que tem 26%. Neste caso, os indecisos são um quarto dos entrevistados. Outros 15% manifestam a intenção de votar branco ou nulo, e 6% disseram nomes diferentes, que não estão na disputa. A rejeição de Doria é a maior - 32% apontaram que não votariam nele de jeito nenhum. A de França, que vinha se mantendo baixa no primeiro turno - subiu e agora está em 20%. No dia 6 de outubro, véspera do primeiro turno, era de 9%. Também chama a atenção a quantidade de eleitores que não os conhecem - 18% disseram não conhecer Doria o suficiente para opinar. No caso de França, o número é de 28%. A pesquisa ouviu 1.512 votantes e a margem de erro estimada é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. O nível de confiança utilizado é de 95% - esta é a chance de os resultados retratarem o atual momento eleitoral. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo sob o protocolo Nº SP-07777/2018 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo Nº BR-BR-07265/2018.

Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

Opinião

Confesso que essa batalha do #elenão e #elesim algumas vezes me deixa confuso. Afinal, quem é o seu “ele não”? Ou o “ele sim”? Parece que as pessoas têm medo de falar esse nome que supostamente não pode ser dito. Vejo um enorme questionamento sobre machismo. Geralmente, quem fala isso é uma mulher. Vi, inclusive, a vice do Haddad criticando o machismo e em uma certa frase ela usou a palavra feminismo três vezes. Eu fico confuso: o machismo é proibido, errado, questionado, uma coisa que deve ser totalmente excluída da sociedade, mas o feminismo radical pode? Sempre fui a favor dos direitos iguais. Há dez anos, quando ganhei a guarda definitiva do meu filho, defendia essa postura sem hipocrisia. Eu acho que não existe nenhuma diferença entre homem e mulher. Se fosse há 2 mil anos, quando tudo era à base da força física, faria sim diferença em uma caça, batalha, onde era necessário usar espada, ou armadura pesada para defender uma civilização. Mas hoje, você precisa de uma espada para decidir alguma coisa? Não, uma caneta decide. As mulheres são atuantes nas universidades e ocupam altos cargos. Sei que ainda existe diferenciação, fruto de uma cultura absurda, subdesenvolvida. Afinal, a mulher é tão capaz quanto o homem, e o contrário também, e ambos podem sozinhos gerir uma família, assim como aconteceu comigo. Eu administro as tarefas de ser pai, empresário, profissional e empreendedor. Fiquei com nosso filho porque chegamos a um acordo, o que não significa que eu, naquela situação, era melhor ou pior do que a mãe dele. Quem questiona o machismo, assim como quem questiona o feminismo ou a homossexualidade é tão preconceituoso ou mais do que aquele que está só externando a sua possibilidade ou vontade política. Essa campanha #elesim e #elenão, vou fazer isso ou vou fazer aquilo, é desgastante. Meu filho tem 12 anos e eu o criei sem a ajuda de ninguém, absolutamente sozinho, nem minha família tão pouco a da mãe dele. Sempre eu e ele a vida inteirinha. Basta a gente querer, e deixar o preconceito de lado. Daniel Toledo é Advogado especializado em direito internacional, consultor de negócios e sócio fundador da Loyalty Miami

Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

Opinião

Bolsonaro nada de braçada no Estado de São Paulo onde, segundo a última sondagem do instituto Paraná Pesquisas tem quase 70% das intenções de voto do eleitorado local. Daí não ser surpresa o fato de tanto João Doria (PSDB) quanto Márcio França (PSB) desejarem e precisarem dos votos dos correligionários do capitão reformado para vencer a disputa ao Palácio dos Bandeirantes. França até que saiu na frente nesta disputa particular, ao obter de primeiro momento o apoio do futuro senador Major Olímpio (PSL), simplesmente o mais bem votado para o cargo em todo o País. Também obteve a preferência do Major Costa e Silva (DC), aliado de Bolsonaro e quinto colocado na disputa estadual. Mas Doria reagiu rápido. Primeiro atraiu o PRTB, partido do general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro, e, em seguida, buscou uma aproximação direta com o próprio presidenciável, ao tentar um encontro com ele no Rio de Janeiro. Embora não tenha sido recebido, o ex-prefeito paulistano saiu de lá com um excelente recorte de uma declaração mais ampla do pesselista, que logo passou a ser usada na campanha do tucano. “Eu sei que ele (Doria) é uma oposição ao PT. Somos oposição ao PT. E eu sei que o outro lado, o França, tem o apoio velado do PT. Então, no momento eu desejo boa sorte ao Doria”, disse Bolsonaro, depois de destacar sua neutralidade na disputa paulista. França até que tentou descolar a eleição no Estado da polarização nacional, mas sem sucesso. Mas, por fim pode ser sugado pelo sentimento anti-PT que varre o País. Enquanto busca se afastar do seu vínculo histórico, seu adversário faz questão de explorá-lo. Com isso, as propostas vão ficando em segundo plano, mascaradas por ataques e tentativas de defesa de ambos os lados. Desta forma, segundo o Paraná Pesquisas, os dois estão em situação de empate técnico (52,3% de Doria contra 47,7% de França), inclusive com rejeição similar (39,8% contra 37%). Diante de linha tão tênue entre a vitória e a derrota, pode ganhar mais votos aquele que mais endurecer o discurso, ainda que, contraditoriamente, em um momento em que o presidenciável do PSL busca mais equilíbrio em suas falas. Ainda assim, quem conseguir convencer essa parte do eleitorado paulista que pode jogar no mesmo time do ex-militar do Exército certamente não ficará de urnas vazias.
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Decisão do STF preserva direito de trabalho à grávida, mesmo se ela desconhecer a gestação (Foto: André Borges/Agência Brasília/Fotos Públicas)

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Verdade já não basta para formar a opinião pública, nem é antídoto à desinformação (Foto: Allan White/ Fotos Públicas)

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Vice de Haddad, Manuela d'Ávila é uma critica do machismo (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

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Em uma disputa acirrada, França e Doria tentam colar suas imagens a Bolsonaro (Fotos: Klaus Silva /TJSP, Fernando Frazão/ABR e Marcos Corrêa/PR

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