Fila para atendimento chega a durar mais de uma hora (Foto: Raphael Pozzi)

Cidade

Retirar a primeira ou a segunda via do bilhete único, bloqueá-lo ou até recarregá-lo no posto da SPTrans localizado em Santana, na Rua Olavo Egídio, se tornou motivo de dor de cabeça nos últimos meses. As filas são gigantescas e o tempo de espera ultrapassa, facilmente, uma hora.

Além do aguardo, vários munícipes chegam até o balcão e não podem realizar procedimentos. O comerciante Antônio Augusto reclamou. “Esperei mais de uma hora e, quando cheguei lá, me disseram que tenho que desembolsar R$ 24 para passar meus créditos”, disse. “Perdi viagem”, resumiu Ana Beatriz, que não sabia que é necessário fazer cadastro no site da SPTrans antes de emitir o Bilhete Único.

A reportagem demorou uma hora e 20 minutos na fila para que o serviço de emissão fosse realizado. A SPTrans solicitou à empresa responsável pelo atendimento no posto de Santana que adote medidas para agilizar o atendimento com maior número de funcionários para melhorar o serviço aos usuários e reduzir o tempo de espera.

Desde 7 de junho, o bilhete único municipal só pode ser emitido com foto e nome impressos. O cartão anônimo não é mais comercializado. O usuário deve se cadastrar no site bilheteunico.sptrans.com.br. Só então o atendimento pode ser feito em uma das 34 unidades que fazem o serviço na Capital.

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Motorista chegou a ficar preso nas ferragens. Não se sabe o motivo do acidente (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

Um acidente frontal entre dois ônibus na Rua da Passagem Funda, em Guaianases, na zona leste de São Paulo, deixou pelo menos 23 feridos - sendo 15 levados aos hospitais de Guaianases, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista e Ermelino Matarazzo. Não há informação sobre mortes ou pessoas com ferimentos graves.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista de um dos veículos chegou a ficar preso nas ferragens, porém já foi retirado. A corporação usou nove viaturas para atender a ocorrência. A via ficou interditada nos dois sentidos pela manhã.

A frente do carro ficou completamente destruída (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Um motorista morreu após colidir o carro na traseira de um ônibus articulado na zona sul de São Paulo na manhã desta quinta-feira, dia 1º. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente ocorreu por volta das 5h30 na Rua José de Barros Magaldi, altura do número 2.000, no Jardim São Luis.

A frente do veículo ficou completamente destruída. A vítima, que ainda não teve o nome divulgado, foi retirada das ferragens com parada cardiorrespiratória. Os bombeiros realizaram procedimento de massagem cardíaca por alguns minutos, mas o motorista não resistiu e morreu no local.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a Rua José Barros Magaldi, sentido centro, esta totalmente interditada por volta das 7h. O desvio era feito pela Rua Teodósio de Matos, uma bifurcação com a rua do acidente, e o trânsito fluía normalmente no horário acima.

Ciclista

Um carro e um bicicleta colidiram no Viaduto Miguel Mofarrej, sentido centro, sobre a Avenida Doutor Gastão Vidigal, na zona oeste da capital paulista. Segundo os bombeiros, o ciclista estava consciente, teve ferimentos e foi atendido no local.

Uma pessoa sofreu queimaduras e foi encaminhada para o hospital (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

Um ônibus foi incendiado na Rodovia Raposo Tavares, na zona oeste de São Paulo, na noite desta terça-feira, 27. O caso ocorreu na altura do Km 14, próximo ao Shopping Raposo, sentido São Paulo, informou o Corpo de Bombeiros.

A corporação registrou a ocorrência por volta das 20h20 e enviou três viaturas ao local. De acordo com a Polícia Militar, os criminosos entraram no coletivo e roubaram os passageiros. O motorista foi obrigado a deixar o veículo atravessado na via de modo a bloquear o fluxo na via.

Em seguida, os passageiros tiveram de descer do ônibus, que foi incendiado e ficou totalmente destruído. A PM informou que uma pessoa foi encaminhada ao pronto-socorro Bandeirantes com queimaduras.

Ainda não há informações sobre o motivo do incêndio nem sobre o estado de saúde do ferido, que não se sabe se era passageiro ou um dos criminosos.

O Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER-SP), que administra o trecho, informou que a via, sentido São Paulo, estava totalmente interditada por volta das 20h45. A via foi liberada às 6h07 desta quarta-feira, 28.

Prejuízo atrapalha melhoria dos transportes e queda no valor da tarifa (Lucas Dantas)

Cidade

O número de bilhetes únicos cancelados por fraudes e irregularidades no ano passado é quatro vezes maior que de 2016. Em 2017, 374 mil cartões foram inutilizados por conta de suspeitas de condutas ilegais. No ano retrasado foram apenas 90 mil.

De acordo com os dados da SPTrans, a maior causa dos cancelamentos ocorre por conta de recargas falsas. Dos 374 mil cancelamentos, 254 mil ocorreram por conta deste tipo de crime. Os outros 120 mil são referentes à gratuidade utilizada por estudantes, idosos e deficientes. Segundo a SPTrans, não existe a mesma informação associada aos bilhetes de 2016. Também não foi informada a perda de arrecadação com estas ilegalidades.

De acordo com o especialista em gestão pública e professor da Universidade Mackenzie, Cecílio Pires, esta atitude prejudica o próprio usuário, uma vez que o dinheiro desviado ou perdido teria de retornar para melhorias no próprio sistema de transporte. “Eu diria que a fraude está generalizada no nosso País. Claro que tem que ter a fiscalização preventiva, mas paralelamente tem que ter uma conscientização do brasileiro. Mudança de cultura”, disse.
Segundo a SPTrans, o custo do sistema de transporte em 2017 foi de R$ 7,7 bilhões, dos quais R$ 2,9 bilhões foram usados para compensações tarifárias das gratuidades. A demanda por dia útil é de 9,6 milhões de passageiros. Destes, um quarto utiliza benefícios de isenção (10% idosos, 3% pessoas com deficiência e 12% escolar).

Punição e conscientização

Segundo Cecílio Pires, para que as fraudes e irregularidades deixem de prejudicar o sistema de transporte e seus usuários é necessário mais fiscalização. “A questão é que isso é um crime. Ele tem de ser apurado administrativamente. Eventuais sanções devem ser aplicadas, mas o Ministério Público precisa ser informado.”

Questionada sobre as ações feitas para coibir este tipo de fraude, a SPTrans informou que trabalha, ao lado da Secretaria de Mobilidade e Transporte e da polícia, para atuar na prisão de fraudadores e desenvolvendo novas formas de identificar fraudes, aumentando a capacidade de detecção desses casos. Em nota, a empresa ressaltou ainda que “faz campanhas de conscientização para que os usuários não comprem passagens mais baratas, evitando, ainda, perdas financeiras potenciais ao terem seus bilhetes bloqueados”.

Será a 5ª edição da "Sexta Sem Carro" em São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A 5ª edição da “Sexta sem Carro” acontece nesta sexta-feira, 23, das 6h às 18h, quando serão fechadas algumas vias do Centro Histórico de São Paulo para a circulação de veículos. A ação começou em outubro e é realizada em toda última sexta-feira de cada mês para, segundo a Prefeitura, promover o uso de transporte público e bicicletas, além de incentivar soluções como a prática da carona entre amigos e vizinhos e as pequenas viagens a pé.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não informou quais foram os resultados obtidos. Funcionários da empresa vão acompanhar o evento durante o dia, realizando monitoramento nos desvios e os principais cruzamentos afetados, orientando os motoristas sobre a restrição na circulação.

Desvios

Sentido da Praça da Sé/Praça Ramos de Azevedo: Rua Senador Feijó, Rua Cristóvão Colombo, Rua Riachuelo, Túnel Papa João Paulo II, Avenida Prestes Maia, Avenida Senador Queirós, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Rua Coronel Xavier de Toledo e Praça Ramos de Azevedo.

Sentido da Praça Ramos de Azevedo/Praça da Sé: Rua Conselheiro Crispiniano, Avenida São João, Avenida Ipiranga, Avenida São Luís, Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí, Rua Maria Paula, Viaduto Dona Paulina, Praça Dr. João Mendes, Rua Anita Garibaldi, Rua Roberto Simonsen, Rua Venceslau Brás e Praça da Sé.

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

Bolsonaro atraiu filiações ao PSL (Foto:Fernando Frazão/ABR/Fotos Públicas)

Nacional

Apenas partidos pequenos aumentaram o número de candidatos nas eleições deste ano em relação a 2014. Enquanto siglas tradicionais como PT, PSDB, MDB, PDT e PSB reduziram a quantidade total de registrados, houve um aumento expressivo entre as siglas de menor porte. O partido de Jair Bolsonaro, o PSL, é o que mais apresentou candidatos - 1.451, um aumento de 74,4% em relação a 2014. Das 35 siglas existentes, 12 vão ter mais postulantes neste ano do que nas últimas eleições gerais - PSL, PROS, Avante, Podemos, PRB, Solidariedade, PMN, PCO, PSOL, Patriota, PRTB e PPL. Há ainda três partidos que vão estrear nas urnas em âmbito nacional: Rede, Novo e PMB, que, juntos, somam 1.606 candidaturas. Os números têm como base os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É possível que haja pequenas alterações até o dia 20, quando as informações estarão 100% atualizadas. A legenda que registrou a maior variação porcentual no número de candidaturas foi o PCO (142,8%). A sigla, no entanto, é um ponto fora da curva - tinha apresentado somente 49 candidatos em 2014 e, agora, lançou 119. Em seguida, vem o PROS, com 1.018 candidatos, ante 485 em 2014 (aumento de 109,9%, mais que o dobro de um pleito para o outro). Entre os que mais reduziram candidatos, estão PCB (diminuição de 45,2%), PTB (-33,4%) e PSTU (-31,9%). Entre as siglas maiores, PSB (-31,4%), PSDB (-18,3%) e PDT (-16,4%) tiveram os maiores índices de diminuição de candidatos. O PT registrou queda de 6,8% e o DEM, de 5,5%. Segundo o cientista político Marco Antônio Teixeira, da FGV-SP, uma das explicações para este cenário pode ser a cláusula de barreira, que, a partir de 2018, impõe aos partidos desempenho mínimo para que sejam autorizados a ter acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV no horário eleitoral. "Os pequenos estão em busca de capilaridade", disse Teixeira. A nova regra exige, para este ano, que as legendas tenham 1,5% dos votos válidos para a Câmara, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação e com 1% em cada uma dessas unidades. A cláusula aumenta gradativamente até 2030 e busca afunilar o sistema partidário brasileiro, altamente fragmentado. Para a cientista política Luciana Veiga, professora da UNI-Rio, a estratégia faz sentido e pode servir à sobrevivência. "Mesmo que não elejam muitos nomes, os partidos com várias candidaturas têm chance de alcançar a cláusula com uma votação mais pulverizada." Um caso mais específico é o do nanico PSL, que, com a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República, atraiu deputados na janela partidária e, agora, busca se consolidar com a ampliação da bancada no próximo pleito. "O PSL não tinha nada, arranjou meia dúzia de deputados e agora precisa crescer (para se manter vivo)", afirmou Teixeira. Conforme o Estado mostrou na quarta-feira, a nova casa de Bolsonaro registrou mais de 13,6 mil filiações em 2018, impulsionadas pela figura do presidenciável. Trata-se de número quatro vezes maior que o dos partidos adversários na disputa pelo Palácio do Planalto. Concentração Quanto aos partidos tradicionais, o motivo da diminuição de candidaturas passa por um uso mais direcionado dos recursos do fundo eleitoral. Com as regras inéditas de financiamento de campanha, as siglas apostam mais em candidaturas viáveis, com pouca abertura à renovação. É o caso do PSB, a legenda tradicional que mais reduziu o número de postulantes. A estratégia, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, é concentrar os recursos em campanhas com grandes chances de vitória. "O novo fundo não facilita a renovação", afirmou ele. O PSB não tem candidatura própria à Presidência da República e não compõe nenhuma coligação, mas conta com nomes fortes em eleições regionais. "O fundo eleitoral concentra muitos recursos nos grandes. O problema dos maiores não é dinheiro, não é sobrevivência. É otimizar os cargos que já têm", afirmou Luciana Veiga. 

Candidatos ao governo fizeram questão de mencionar presidenciáveis (Foto: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Cidade

Os candidatos ao governo de São Paulo presentes no primeiro debate televisionado, na Band, aproveitaram o último bloco do programa para nacionalizar a discussão. Houve menções ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), bem como contra a polarização política no País. O ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho (PT) disse ser, com orgulho, amigo de Lula e candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes. No fim do bloco anterior, Marinho havia feito a primeira menção dele a Lula no debate. Em embate com Rodrigo Tavares (PRTB), ele disse que os governos petistas combateram a corrupção e afirmou que o PT "é a grande esperança" do povo brasileiro. Tavares citou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), cujo vice, general Hamilton Mourão, é do PRTB. Marinho citou ainda acusações de corrupção contra o PSDB. O tucano João Doria o rebateu nas considerações finais e falou que o petista não pode comparar Alckmin a Lula. "Alckmin tem mais de 40 anos de vida pública ilibada. Lula está preso em Curitiba", afirmou. Ele cobrou ainda "respeito" do petista, que no final do bloco anterior havia mencionado o nome da esposa do ex-prefeito paulistano, Bia Doria. "Ela não é ré como o senhor", disse. Na despedida do público, Rodrigo Tavares também atacou Alckmin. "Ele fez bom trabalho sim no Estado de São Paulo, mas como anestesista. Ele anestesiou o Estado de São Paulo", afirmou. Nos apontamentos finais, Márcio França (PSB) levou novamente a discussão para o nível nacional. Ele disse que a população de São Paulo vê os exemplos do PT, do PSDB e do MDB e que só ele representa a mudança. O governador paulista lembrou também a mediação dele na greve dos caminhoneiros. Paulo Skaf (MDB) encerrou o debate exaltando as escola do Sesi, que ele usou para criticar ensino estadual de São Paulo. Antes disso, coube ao empresário a primeira das duas únicas menções a Deus no debate. A segunda foi de Lisete Arelalo (PSOL), que disse que o povo "deu graças a Deus" pela renúncia de alguns candidatos. Ela afirmou ainda que vai seguir com o legado da vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 14 de março. Marcelo Cândido (PDT) ressaltou a experiência como prefeito de Suzano (SP).

Para a maioria dos eleitores, Bolsonaro e Alckmin são os favoritos para avançarem na disputa (Foto: Daniel Teixeira e Adriana Spaca/AE)

Nacional

Uma nova pesquisa sobre as intenções de voto à Presidência da República, divulgada na quarta-feira, 15, pelo Instituto Paraná, mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se enfrentar no 2º turno, caso o ex-presidente Lula (PT) tenha sua candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Questionados sobre percepção de quais candidatos vão para a segunda fase das eleições, 43,3% apostam em Bolsonaro e 26,7% no tucano. Neste quesito, Ciro Gomes (PDT) vem em terceiro, com a expectativa de 21% dos eleitores. Em seguida aparece Marina Silva, com 20,7%, e Fernando Haddad (PT), provável substituto de Lula, tem 10,1% das apostas.  Mas nas intenções de voto, Lula, mesmo preso, ainda lidera com 30,8%, um crescimento de quase 2% na comparação com a pesquisa anterior feita pelo mesmo instituto. No cenário com Lula, Bolsonaro é o segundo colocado, com 22%, e Alckmin, que na pesquisa anterior tinha uma desvantagem de 3% para Marina Silva (Rede), viu a diferença para ela cair pela metade. Marina tem 8,1% das intenções de voto e ele 6,6%. No cenário sem Lula, Bolsonaro lidera com 23,9% das intenções de voto. Com a saída do ex-presidente da disputa, Marina Silva e Ciro Gomes (PDT) parecem receber parte de seu eleitorado, e ficam à frente do tucano. Marina chega a 13,2%, Ciro fica com 10,2% e Alckmin  8,5%. Esta é a primeira pesquisa divulgada após o debate realizado pela Rede Bandeirantes, na semana passada, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o no BR-02891/2018. O levantamento foi feito com 2.002 eleitores, em 168 municípios brasileiros, entre os dias 9 e 13 de agosto de 2018. A margem de erro, para mais ou para menos, é de 2%.  

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião

Depois que alguns presidenciáveis apresentaram suas propostas para o País, no debate da semana passada, hoje é a vez de sete candidatos ao Governo do Estado de São Paulo fazerem o mesmo na Band, a partir da 22h. É uma grande chance para alguns deles saírem da obscuridade e mostrarem seus programas de gestão e, principalmente, seus rostos, para um eleitorado que não tem dado tanta atenção a eles. É uma brecha aberta inclusive para o governador Márcio França, que, embora no cargo desde abril –, quando Alckmin deixou o posto para concorrer à Presidência –, ainda luta para se fazer mais conhecido entre os eleitores, que podem dar a ele a chance de continuar ocupando o Palácio dos Bandeirantes, como chefe do Executivo. E o que não falta na história política paulista é a figura de vice que conseguiu alçar voo solo e ganhou o papel de protagonista. O próprio Alckmin é um destes, que, com o agravamento da doença de Mario Covas, em janeiro de 2001, assumiu interinamente o governo e, depois, ratificou nas urnas sua permanência. Há semelhanças entre os dois, como o fato de eles terem iniciado na política longe da Capital, sendo vereador e prefeito de suas respectivas cidades natais, depois deputado federal, até serem convidados para comporem a chapa que venceria o governo paulista. Mas, certamente, o desafio de França é bem maior do que aquele encarado por Alckmin, 16 anos atrás. A começar pelo enfrentamento com dois fortes concorrentes, que até outro dia era também seus aliados: Paulo Skaf e João Doria. O emedebista e o tucano lideram com folga a corrida ao Bandeirantes e, se nada mudar até 7 de outubro, estarão no segundo turno. E o problema do atual governador é justamente se interpor entre seus concorrentes. Terá a primeira chance hoje. Para isso precisa mostrar à audiência que é diferente de ambos, e dos demais, e que tem mais a oferecer. Só que do outro lado estarão dois experientes debatedores, já testados em eleições anteriores. Já França faz sua estreia em um programa deste nível. É mais um obstáculo para o político de São Vicente superar, se quiser seguir adiante na disputa.
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

Vale a reflexão sobre o desarmamento no Brasil (Foto: Arquivo/ABR)

Opinião

Juntos, os hospitais filantrópicos, como é o caso das santas casas, acumulam uma dívida de R$ 21 bilhões (Foto: Edson Lopes Jr/ (Arquivo) – A2 Comunicações/Fotos Públicas)

Opinião

Excessos nas redes sociais podem ser prejudiciais (Foto: USP Imagens/Fotos Públicas)

Opinião

Alckmin e França possuem semelhanças em suas carreiras políticas (Foto: Arquivo/MN)

Opinião