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Sex, Nov

Jovem se fantasiam anualmente para o Zombie Walk (Foto: André Tambucci/Fotos Públicas)

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Se no Brasil, a homenagem aos mortos, durante o Dia de Finados, neste 2 de novembro, o sentimento é de saudade misturada a uma sensação fúnebre, há quem aproveite este período para curtir conforme os mexicanos, no que consideram o Dia de Los Muertos (Dia dos Mortos).

A data mexicana é comemorada entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro e ficou conhecida mundialmente pelas festas, caveiras, pinturas e comidas típicas. No Brasil, boates aproveitam para realizar ações relacionadas ao tema.

Outras casas também aproveitam a temática do Dia das Bruxas, comemorado nos Estados Unidos no dia 31 de outubro, no qual crianças se fantasiam e batem nas portas dos vizinhos com a pergunta: “gostosuras ou travessuras?”

De olho nesta movimentação, o Metrô News separou algumas dicas para o leitor não passar o feriado trancado em casa. 

Dicas

Nos Trilhos

Hoje, a casa Nos Trilhos convida você para uma estação abandonada de um pequeno vilarejo mexicano, no qual vivos e mortos se unem para celebrarem uma noite regada a tequila, reggaeton, moombahton e outros ritmos latinos. Ingressos promocionais variam de R$ 30 a R$ 40. Na porta o custo sobe para R$ 50. Endereço: Rua Visconde de Parnaíba, 1253, na Mooca.

Tokyo

A temática do Dia dos Mortos ao estilo mexicano também terá festa na Tokyo, hoje, que começará às 18h e promete chegar até as 6h do dia seguintes, com karaokê, projeções macabras, maquiagem, entre outras atrações. Com nome na lista a entrada é de R$ 40. Sem o nome o valor sobe para R$ 50. O cliente também pode optar pela consumação de R$ 100. Endereço: Rua Major Sertório, 110, no Centro.

Boate Blue Space

Hoje, véspera do Dia de Finados, a boate LGBT Blue Space realiza uma festa com drag queens encarnam personagens com a temática halloween.  A entrada com flyer custa R$ 25. Sem flyer o valor sobre para R$ 35. Se optar por consumação, a entrada custa R$ 60 até 1h. Depois sobre para R$ 80.  Endereço: Rua Brigadeiro Galvão, 723, na Barra Funda.

Open Bar dos Mortos

No feriado de Finados, a Blitz Haus preparou uma festa sinistra para quem ama zumbis. Será Dia dos Mortos com dez opções de bebidas em open bar de oito horas (22h às 6h) em um ambiente com om pista de dança 3D, três bares, restaurante e lounge com games gratuitos, incluindo arcades, mesas de sinuca e pebolim. O ingresso custa R$ 60 + taxa de R$ 6. Endereço: Rua Augusta, 659, na Consolação.

Zombie Walk SP

A Zombie Walk é uma marcha pública de pessoas vestidas de zumbi que acontece em diversas cidades do mundo. O evento surgiu na Califórnia em 2001 e, desde 2006, é realizado anualmente em São Paulo, sempre no dia 2 de novembro, Dia de Finados. O trajeto revive pontos históricos da Capital. Para participar, basta chegar fantasiado ou simplesmente simpatizar com a ideia. A concentração começa às 15h, na praça da República, e termina às 17h, no Vale do Anhangabaú.

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Data é uma tradição católica que perdura há séculos (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

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O Dia de Finados, celebrado nesta sexta-feira, 2,  é uma tradição católica que perdura há muitos séculos. De acordo com a professora de Antropologia da Religião Lidice Meyer Pinto Ribeiro, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a ideia surgiu no Século V, mas cada igreja separava um dia diferente para rezar aos mortos.

No entanto, foi no Século XIII que a data escolhida foi 2 de novembro. “É uma comemoração cristã, porque, à época, não havia tido a criação do protestantismo. Portando, não tinha uma divisão, era uma única igreja”, explicou a especialista. A celebração era semelhante: cristãos se reuniam após o Dia de Todos os Santos, visitavam túmulos, levavam flores e acendiam velas para iluminar o caminho das almas.

Em alguns locais, como no México, colonizado pela Espanha, houve uma junção do Dia de Finados com comemorações locais e indígenas, como a “Santa Muerte”. Por isso, lá há uma verdadeira festa, que dura dias, bem diferente do que é no catolicismo tradicional.

Já dentro da vertente protestante, disse a professora, a data não é comemorada. No caso de religiões africanas, há uma ideia maior da celebração de antepassados. “Nos terreiros de Candomblé, existe uma casa separada para este tipo de culto. Eles acreditam que, enquanto a pessoa for lembrada, ela não morre”, afirmou Lidice.

Para orientais, lanternas guiam as almas mortas

Uma situação interessante é a de que, no Japão, os cristãos têm a tradição de acender lanternas na porta de casa no Dia de Finados para orientar os mortos, além de oferecer comida aos antepassados. “Quando chegaram ao Brasil, os orientais passaram a fazer coisa semelhante, levando pratos para os cemitérios. Isso começou a ser abolido porque atraia muitos bichos, eles tiveram que parar”, contou a professora Lidice.

No entanto, a proibição não quebrou a tradição: algumas famílias japonesas cristãs contam com um altar dentro de casa, em que é ofertado alimento à alma dos antepassados.

Distância entre trens e plataformas é grande na CPTM (Foto: Vagner Campos/Fotos Públicas)

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Os vãos entre trens e as plataformas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) causam 952 acidentes com passageiros, em média, por ano. Os dados foram obtidos pelo SPTV e mostram que, em 2015, 871 passageiros caíram nos vãos; em 2016 foram 989 e, em 2017, 997.

Na manhã de quinta-feira, 30, uma mulher de 25 anos caiu no vão na Estação Osasco e foi resgatada por funcionários e pelos bombeiros. Enquanto o socorro acontecia, os trens pararam de circular entre as estações Osasco e Presidente Altino (linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, respectivamente). Ela teve ferimentos na cabeça e foi levada a um hospital.

O levantamento mostra que, somente em 2017, quase 500 passageiros caíram nos vãos só na Linha 11-Coral. Na 9-Esmeralda, foram 151 quedas. Na 12-Safira, houve 143 casos. Também no ano passado, a CPTM instalou borrachões na beira das plataformas da Estação Luz, no Centro, para evitar acidentes.

A CPTM disse que o vão maior é pelo compartilhamento com os trens de cargas e que promove campanha de conscientização.

Maria Elisabete Oliveira: a primeira mulher a conduzir o Metrô de São Paulo (Foto: Lucas Dantas)

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Ao iniciar o dia, depois de chegar a uma estação de Metrô, os usuários praticamente não percebem que, para que tudo funcione corretamente, muitos trabalhadores estão por trás de uma estrutura gigantesca. E nela, é comum encontrar mulheres em diversas funções. Para entrar no trem, é bem capaz que o usuário cruze com operadoras de estação, seguranças e auxiliares de limpeza.

Não é comum vermos mecânicas, operadoras de trem e encanadoras. Mas elas existem e matam um leão por dia para que os usuários tenham uma viagem tranquila.


O Metrô News conversou com mulheres que ajudam o Metrô a seguir nos trilhos. A auxiliar de limpeza Thais de Almeida Campos, 27, a operadora de trem Maria Elisabete Oliveira, 61, a encanadora Mônica Duarte Moreira, 39, a agente de segurança Viviane Leão, 48, a agente de estação Fernanda Cristina, 36, e a mecânica Mila Chinen, 28, mulheres comuns, mas que são um modelo de perfeição no exercício de suas profissões.

Esforço não falta para deixar tudo bonito

A auxiliar de limpeza Thais de Almeida Campos tem uma filha de quatro anos, acorda 4h e chega ao trabalho às 6h. “Trabalho na parte da limpeza de copas, escritórios e banheiros. É um serviço difícil, mas bastante sossegado”, disse. Ela mora em Guaianases, na Zona Leste, e trabalha no Brás.
“Hoje eu dou graças a Deus por ter um emprego. Estou construindo uma casa, pensando no futuro”, contou Thais.

MULHERES do METRÔ Thais de Almeida FAXINEIRA 2

"A mulher faz tudo no cotidiano e ainda pode levar um dinheiro para casa é abençoada." Thais de Almeida Campos, auxiliar de limpeza

 

Trabalho bruto e mão na massa

Mecânica não é uma atividade muito associada às mulheres. Mecânica de trem, então, dá para contar nos dedos. E uma delas é Mila Chinen. Há nove anos ela conquistou seu espaço em um ambiente marcadamente masculino. “Antes de ser oficial, eu fui aprendiz e depois fui efetivada”, disse. Ela contou que estudou no Senai por curiosidade. “Tive essa oportunidade e não larguei”, comentou.
No pátio de Jabaquara existem mais três mecânicas e uma eletricista.

MULHERES do METRÔ Mila MÊCANICA de MANUTENÇÃO 7

"Se você tem um objetivo, independentemente de ser uma área masculinizada, deve correr atrás." Mila Chinen, Mecânica de trem

Os olhos na estação e no bom serviço

Apesar de gostar do trabalho como encanadora, Mônica Duarte Moreira hoje faz parte da inspeção do operacional. Ela é como os “olhos” do Metrô, indo de estação em estação e anotando os equipamentos quebrados, locais sujos e tudo o mais que esteja fora de ordem. “Mas eu já desentupi muito ralo, troquei várias tampas de ralo e fiz muita limpeza de caixa d’água”, contou com um sorriso tímido no rosto.

MULHERES do METRÔ Mônica Duarte ENCANADORA 3

"A chave para ser feliz é aceitar o que você é, suas limitações, seu corpo." Mônica Duarte Moreira, inspeção

Elegância resolve muitos problemas

Ao se imaginar um segurança, normalmente vem à cabeça uma pessoa que tenha de resolver problemas usando de trulência. Não é o caso de Viviane Leão, que está há 21 anos no Metrô. Hoje ela fica no monitoramento, mas trabalhou por 16 anos nas estações. “A gente tem que conversar bastante.

O diálogo é mais importante do que uma ação de defesa e, por entender isso, nunca precisei usar a força”, comentou, orgulhosa.
A moça é mãe de quatro filhos e disse que o mais difícil de sua rotina é conciliar as funções de mãe, pai, segurança e dona de casa. “Não pode deixar uma bagunça aqui ou outra ali”, falou. Além de tudo, ela ainda corre cinco vezes por semana. “Faço de tudo para me ocupar”, concluiu.

MULHERES do METRÔ Viviane Leão AGENTE DE SEGURANÇA 6

"Ser mulher é ser humano. Nós temos a empatia, nos colocamos no lugar do outro, nos preocupamos com todos. Ser mulher é algo forte, é algo bonito." Viviane Leão, segurança

Simpática, forte e ainda moderna

Fernanda Cristina, formada em Fisioterapia e há três meses na supervisão da estação Praça da Árvore, teve “duas dificuldades enormes” na vida: ser mulher e ser negra. “Eu sempre senti preconceito, mas resolvi batalhar contra isso. Não é porque sou mulher e negra que eu vou desistir de tudo e ficar reclamando”, falou.

Após supervisionar o trabalho prestado na estação, ela gosta de ficar com o filho, de oito anos. “Meu marido é segurança no Metrô, então temos escalas diferentes. Quando eu estou trabalho, ele está com ela e vice-versa.” Sempre com um sorriso no rosto, ela contou que hoje a diferenciação é muito menor. “É só se dedicar. Todo mundo tem potencial e a galera aqui é como uma família.”

MULHERES do METRÔ FERNANDA CRISTINA agente de estação 4

"Sou mulher e sou negra, mas sempre corri atrás dos meus sonhos. Para ter sucesso, é preciso se dedicar, acreditar em si mesmo e não desistir." Fernanda Cristina de Oliveira Miranda, operadora de estação

A “mãezona” dos jovens do Metrô

A “mãezona” da turma é Maria Elisabete Oliveira, a primeira mulher a desempenhar a operação de trens no Metrô de São Paulo. “Claro que eles [os mais jovens] me consideram assim”, disse, em conversa realizada na sala de descompressão dos profissionais, em Itaquera. “Também, tenho 31 anos de operação de trens: comecei em 1986”, contou.

Ela descreveu que, à época, existia muito preconceito. “Eu fui bastante desrespeitada no começo, porque os homens, em sua maioria, não queriam que eu trabalhasse aqui”, afirmou. Isso só lhe deu mais força para continuar. Perguntada se já teve que entrar em baixo de um trem, ela não pestanejou. “Claro. Hoje é mais tranquilo, as válvulas são no próprio vagão. Antes, era pior”, falou.

MULHERES do METRÔ Maria Elizabete OPERADORA de TRÊM 9

"Fui bastante desrespeitada no começo, porque os homens, não queriam que eu trabalhasse aqui. Mas temos a mesma capacidade." Maria Elisabete Oliveira, operadora de trens

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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