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Sáb, Nov

Rodovia Castelo Branco é uma das saídas prejudicadas pelo temporal (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O temporal que atingiu regiões da Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira, 29, deixa pontos inundados na região de Osasco e antecipa os congestionamentos da véspera de feriado nas saídas da capital paulista. Devido aos bloqueios na região do Alphaville, a Marginal do Rio Tietê e a Rodovia Castelo Branco têm filas de trânsito quase paradas nos dois sentidos. A chuva chegou à capital por volta das 17 horas, pela zona norte.

O corredor Norte-Sul e a Marginal do Rio Pinheiros têm trânsito mais carregado do que o normal na direção norte. Na zona sul, também já há registro de congestionamentos nas saídas da cidade pelas rodovias Anchieta e Imigrantes. Às 17 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contabilizava mais de 140 quilômetros de lentidão nas vias de São Paulo - mais do que o dobro do normal para o horário.

Conforme o Corpo de Bombeiros, não há registros graves, mas uma pessoa está ilhada próximo ao Shopping Tamboré, em Barueri. Na zona norte de São Paulo, ainda há bloqueios parciais em razão da queda de árvores durante as chuvas dos últimos dois dias.

O Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura anunciou estado de atenção para alagamentos nas marginais do Tietê e do Rio Pinheiros, zonas norte, oeste e centro. Áreas de instabilidade atuam sobre a cidade, segundo a meteorologia, com maior risco para a região norte.

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Desabamento aconteceu por conta de fortes chuvas (Foto: Romildo de Jesus/Futura Press/AE)

Nacional

Quatro pessoas morreram após o desabamento de um prédio de três andares na manhã desta terça-feira, 13, em Pituaçu, bairro localizado na zona leste de Salvador. São elas: Robert de Jesus, de 12 anos,  Artur de Jesus, de um ano de idade, Rosemeire Pereira de Jesus, de 34 anos, e Alan Pereira de Jesus, de 31 anos. As quatro vítimas fatais pertenciam a uma mesma família. Rosângela Santana de Jesus, avó das crianças, passou mal e foi levada ao hospital.

Segundo a Defesa Civil do município (Codesal), o edifício ficava em uma área de ocupação informal e desabou devido às fortes chuvas que atingiram a cidade na manhã desta terça, sendo que em alguns locais o índice pluviométrico chegou a 100 milímetros.

O Corpo de Bombeiros informou que, ainda, pelo menos três pessoas foram atendidas por moradores e encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital: Sabrina Menezes, de menos de 1 ano de idade, Alex Pereira de Jesus, de 29 anos, e uma mulher identificada como Beatriz, de 30 anos.

Segundo os vizinhos, pelo menos seis pessoas viviam no imóvel, mas ainda não se sabe quantas delas estavam no local no momento do desabamento. Os trabalhos de busca continuam e o Samu montou uma estrutura emergencial na área, com seis ambulâncias e 15 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos.

Fortes chuvas atingem Salvador

Segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal), a queda do prédio foi a ocorrência mais grave registrada na capital da Bahia em função da forte chuva que atinge a cidade nesta terça-feira. A tempestade ainda provocou acidentes de trânsito, deslizamentos e alagamentos em diversos pontos.

Em nota, a Prefeitura lamentou a tragédia e garantiu que a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza vai prestar toda a assistência necessária às famílias atingidas, incluindo as de seis residências vizinhas embargadas temporariamente. As famílias serão cadastradas e vão receber auxílio-moradia.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, o tempo ficará instável em Salvador até quarta-feira,14, com nebulosidade, chuvas isoladas e trovoadas.

*Com informações da Agência Brasil. Matéria atualizada às 14h04. 

Direção defensiva é um caminho para evitar acidentes (Foto: Aloísio Maurício/FOTOARENA/AE)

Cidade

Os números de acidentes e mortes no trânsito caíram em São Paulo, de acordo com relatório anual da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Dados mostram que, no ano passado, houve 2.569 acidentes a menos do que em 2016. O município registrou 797 óbitos, contra 854 no ano anterior.

Entretanto, as mortes aumentaram em oito das dez vias mais letais. A principal foi a Avenida Senador Teotônio Vilela, cujos acidentes fatais subiram de dez para 19. O crescente número de óbitos coincide com o aumento no limite de velocidades nas pistas marginais, no início do ano passado.

De acordo com o especialista em mobilidade urbana, Luiz Vicente Figueira Filho, ainda há várias falhas dos motoristas, como a utilização do celular ao volante.

Multas são reduzidas em 15%

De acordo com o Painel Mobilidade Segura, com dados atualizados pela CET, o número de multas também caiu na Capital: foram aplicadas 13,2 milhões de penalidades, contra 15,5 milhões em 2016. Houve também uma pequena queda com relação a 2015, quando 13,3 milhões de infrações foram flagradas. “É preciso ter campanhas de conscientização durante todo o ano, não só em épocas específicas. Além disso, a educação no trânsito tem que começar nas escolas, para crianças”, comentou o professor Mello Filho.  

Temporal causou transtornos aos paulistanos (Foto: Amanda Migliano/O FOTOGRÁFICO/AE)

Cidade

As fortes chuvas que atingiram o Centro, as Marginais Tietê e Pinheiros e as Zonas Oeste, Sul, Leste e Norte da Capital, na tarde desta quarta-feira, provocaram lentidão acima da média no trânsito, 23 pontos de alagamento e, pelo menos, 47 quedas de árvore.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 19h, havia 106 quilômetros de lentidão entre as vias monitoradas pelo órgão. A média para o horário em um dia comum varia entre 65 e 94 quilômetros.

O Corpo de Bombeiros informou que atendeu 47 chamados para quedas de árvore em diferentes pontos da cidade e 21 ocorrências de enchentes. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a cidade registrou 23 pontos de alagamentos nos momentos de maior precipitação. O estado de atenção na cidade foi encerrado às 18h30.

O transporte sobre trilhos também foi prejudicado pelas chuvas. A Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentou problemas nas estações Primavera-Interlagos e Grajaú.

Fortes chuvas têm atingido a Capital nos últimos dias (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

Cidade

O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo ajuizou, nesta segunda, uma ação civil pública pedindo a condenação por improbidade administrativa do secretário municipal de Habitação, Fernando Chucre, e do prefeito regional da Lapa, Carlos Eduardo Fernandes.

A denúncia fala que, apesar de alertas feitos por promotores sobre a situação de uma ocupação irregular nas margens do Córrego da Água Branca, na Zona Oeste, nada foi feito pela gestão.

A forte chuva que atingiu a cidade na terça-feira passada, dia 20, fez o córrego transbordar e um bebê de um ano e oito meses morreu; 88 casas foram destruídas.

Os promotores de Justiça Camila Mansour Magalhães da Silveira, Roberto Luís de Oliveira Pimentel e Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, que assinam a petição inicial, acreditam que o estrago nas residências e a morte da criança “decorreram de omissão por parte de Chucre e Fernandes”, segundo nota do MP.

A Prefeitura Regional Lapa e a Secretaria Municipal de Habitação disseram não ter sido notificadas sobre a ação civil pública. Chucre e Fernandes afirma que estão à disposição do MPE.

Cidade está em estado de atenção por causa do temporal (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

A forte chuva que atinge a capital paulista na tarde desta terça-feira, 20, deixou a cidade em estado de atenção para alagamentos e provocou a morte de uma idosa. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela foi vítima do desabamento de uma casa na Rua Maria Renata, na região do Limão, zona norte de São Paulo.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), há alertas de alagamento para a zona oeste, sudeste, norte, centro e também nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. Importantes avenidas como a 9 de Julho, a Rebouças e a 23 de Maio foram interditadas. 

Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), alagamentos interromperam a circulação de trens da Linha 8-Diamante, entre as Estações Palmeiras-Barra Funda e Lapa. Às 17h05, a operação foi normalizada. As Linhas 9-Esmeralda e 11-Coral operam com velocidade reduzida. No Metrô, a Linha 3-Vermelha, a mais movimentada do sistema, também está com lentidão em função da chuva e dos alagamentos.

De acordo com entrevista do capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, à GloboNews, houve ao menos 33 ocorrências envolvendo queda de árvores na capital paulista.

Conforme o CGE, as próximas horas seguem com tempo instável, com chuvas atuando em outros bairros, com potencial para formação de alagamentos, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

De acordo com informações da meteorologista Josélia Pegorin, do Climatempo, a chuva intensa foi causada pela presença de nuvens carregadas em vários locais do Estado e na capital, que trouxeram o temporal para a primeira tarde de outono de 2018.

"Temos uma frente fria, que chegou ao litoral de São Paulo, e foi um dia quente, além da grande disponibilidade de umidade no ar", explica Pegorin.

Por ser uma estação de "transição", o outono deve ter uma redução gradativa da umidade e da temperatura na maioria dos Estados, mas a mudança pode levar algumas semanas. "A atmosfera leva um tempo para se adaptar à estação." 

Interdição

Por causa da chuva, as Avenidas 23 de Maio e 9 de Julho ficaram totalmente interditadas, no sentido do Aeroporto de Congonhas, perto do Viaduto Euclides Figueiredo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A Avenida Rebouças também foi interditada, em ambos os sentidos, na altura da Avenida Brasil.

O Túnel Anhangabaú, no sentido do aeroporto, na região da Praça da Bandeira, e o Túnel Max Feffer, no sentido bairro, também foram bloqueados. 

A Rua Antônio Munhoz Bonilha foi bloqueada, em ambos os sentidos, perto da Avenida Nossa Senhora do Ó. Já a Avenida Francisco Matarazzo também esteve com alagamento intransitável, nas proximidades da Avenida Pompeia. A Avenida Rubem Berta foi interditada, em ambos os sentidos, perto do Viaduto Onze de Junho. As informações são da CET.

Sabesp age para que reservatórios não sequem novamente (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Com a proximidade do fim de período de chuvas no Estado de São Paulo, surge um medo na população: afinal, é possível que os municípios vivam uma nova crise hídrica? A última situação deste tipo teve seu ápice em 2016, quando o Sistema Cantareira teve uma redução drástica e histórica na sua capacidade.

Mas, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), isso dificilmente ocorrerá novamente. Em março, a oferta de água para a região vai aumentar por conta do início da operação de duas obras estruturantes: o novo Sistema São Lourenço e a interligação do reservatório Jaguari, localizado na bacia do paraíba do Sul, com o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, levando mais 11,5 mil litros de água por segundo para o abastecimento, volume suficiente para 3,5 milhões de pessoas. As duas obras somam um investimento de R$ 2,7 bilhões.

De acordo com o engenheiro hídrico Antônio Eduardo Giansante, professor do Mackenzie, apesar de o uso de água ter diminuído 15% na Região Metropolitana de SP pós-crise hídrica, faltam campanhas permanentes de conscientização. “A população tem que ser alertada, a todo momento, que o desperdício de água é prejudicial e, sem ela, não há futuro para a humanidade”, afirmou.

Para Fernando Braz Tangerino Hernandez, professor de hidráulica e irrigação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), segurança hídrica depende de planejamento, obras e conscientização. “O uso racional ou inteligente da água depende do homem, não da natureza”, concluiu.

Fórum Mundial da Água ocorre este mês

Pela primeira vez, o Fórum Mundial da Água, em sua oitava edição, será realizado no Hemisfério Sul. E o local escolhido foi Brasília. O evento ocorre entre 19 e 21 de março. Para o professor Giansante, a escolha foi certeira. “Esse tipo de discussão dentro do nosso País pode ajudar bastante na melhora dos nossos recursos hídricos”, comentou.

Durante o fórum, a Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vão realizar uma premiação para soluções ecoinovadoras em gestão de águas. “Precisamos utilizar os recursos, como a água, de maneira mais eficiente e evitar ou reduzir os impactos negativos para o meio ambiente”, disse Regina Cavini, Oficial Sênior da ONU Meio Ambiente. A expectativa é que se reunirão cerca de 40 mil representantes de 170 países.

 

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"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

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Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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