Rodovia Castelo Branco é uma das saídas prejudicadas pelo temporal (Foto: Reprodução/Facebook)

Cidade

O temporal que atingiu regiões da Grande São Paulo na tarde desta quinta-feira, 29, deixa pontos inundados na região de Osasco e antecipa os congestionamentos da véspera de feriado nas saídas da capital paulista. Devido aos bloqueios na região do Alphaville, a Marginal do Rio Tietê e a Rodovia Castelo Branco têm filas de trânsito quase paradas nos dois sentidos. A chuva chegou à capital por volta das 17 horas, pela zona norte.

O corredor Norte-Sul e a Marginal do Rio Pinheiros têm trânsito mais carregado do que o normal na direção norte. Na zona sul, também já há registro de congestionamentos nas saídas da cidade pelas rodovias Anchieta e Imigrantes. Às 17 horas, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) contabilizava mais de 140 quilômetros de lentidão nas vias de São Paulo - mais do que o dobro do normal para o horário.

Conforme o Corpo de Bombeiros, não há registros graves, mas uma pessoa está ilhada próximo ao Shopping Tamboré, em Barueri. Na zona norte de São Paulo, ainda há bloqueios parciais em razão da queda de árvores durante as chuvas dos últimos dois dias.

O Centro de Gerenciamento de Emergências da Prefeitura anunciou estado de atenção para alagamentos nas marginais do Tietê e do Rio Pinheiros, zonas norte, oeste e centro. Áreas de instabilidade atuam sobre a cidade, segundo a meteorologia, com maior risco para a região norte.

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Direção defensiva é um caminho para evitar acidentes (Foto: Aloísio Maurício/FOTOARENA/AE)

Cidade

Os números de acidentes e mortes no trânsito caíram em São Paulo, de acordo com relatório anual da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Dados mostram que, no ano passado, houve 2.569 acidentes a menos do que em 2016. O município registrou 797 óbitos, contra 854 no ano anterior.

Entretanto, as mortes aumentaram em oito das dez vias mais letais. A principal foi a Avenida Senador Teotônio Vilela, cujos acidentes fatais subiram de dez para 19. O crescente número de óbitos coincide com o aumento no limite de velocidades nas pistas marginais, no início do ano passado.

De acordo com o especialista em mobilidade urbana, Luiz Vicente Figueira Filho, ainda há várias falhas dos motoristas, como a utilização do celular ao volante.

Multas são reduzidas em 15%

De acordo com o Painel Mobilidade Segura, com dados atualizados pela CET, o número de multas também caiu na Capital: foram aplicadas 13,2 milhões de penalidades, contra 15,5 milhões em 2016. Houve também uma pequena queda com relação a 2015, quando 13,3 milhões de infrações foram flagradas. “É preciso ter campanhas de conscientização durante todo o ano, não só em épocas específicas. Além disso, a educação no trânsito tem que começar nas escolas, para crianças”, comentou o professor Mello Filho.  

Desabamento aconteceu por conta de fortes chuvas (Foto: Romildo de Jesus/Futura Press/AE)

Nacional

Quatro pessoas morreram após o desabamento de um prédio de três andares na manhã desta terça-feira, 13, em Pituaçu, bairro localizado na zona leste de Salvador. São elas: Robert de Jesus, de 12 anos,  Artur de Jesus, de um ano de idade, Rosemeire Pereira de Jesus, de 34 anos, e Alan Pereira de Jesus, de 31 anos. As quatro vítimas fatais pertenciam a uma mesma família. Rosângela Santana de Jesus, avó das crianças, passou mal e foi levada ao hospital.

Segundo a Defesa Civil do município (Codesal), o edifício ficava em uma área de ocupação informal e desabou devido às fortes chuvas que atingiram a cidade na manhã desta terça, sendo que em alguns locais o índice pluviométrico chegou a 100 milímetros.

O Corpo de Bombeiros informou que, ainda, pelo menos três pessoas foram atendidas por moradores e encaminhadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o hospital: Sabrina Menezes, de menos de 1 ano de idade, Alex Pereira de Jesus, de 29 anos, e uma mulher identificada como Beatriz, de 30 anos.

Segundo os vizinhos, pelo menos seis pessoas viviam no imóvel, mas ainda não se sabe quantas delas estavam no local no momento do desabamento. Os trabalhos de busca continuam e o Samu montou uma estrutura emergencial na área, com seis ambulâncias e 15 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos.

Fortes chuvas atingem Salvador

Segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal), a queda do prédio foi a ocorrência mais grave registrada na capital da Bahia em função da forte chuva que atinge a cidade nesta terça-feira. A tempestade ainda provocou acidentes de trânsito, deslizamentos e alagamentos em diversos pontos.

Em nota, a Prefeitura lamentou a tragédia e garantiu que a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza vai prestar toda a assistência necessária às famílias atingidas, incluindo as de seis residências vizinhas embargadas temporariamente. As famílias serão cadastradas e vão receber auxílio-moradia.

Segundo o Serviço Nacional de Meteorologia, o tempo ficará instável em Salvador até quarta-feira,14, com nebulosidade, chuvas isoladas e trovoadas.

*Com informações da Agência Brasil. Matéria atualizada às 14h04. 

Temporal causou transtornos aos paulistanos (Foto: Amanda Migliano/O FOTOGRÁFICO/AE)

Cidade

As fortes chuvas que atingiram o Centro, as Marginais Tietê e Pinheiros e as Zonas Oeste, Sul, Leste e Norte da Capital, na tarde desta quarta-feira, provocaram lentidão acima da média no trânsito, 23 pontos de alagamento e, pelo menos, 47 quedas de árvore.

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), por volta das 19h, havia 106 quilômetros de lentidão entre as vias monitoradas pelo órgão. A média para o horário em um dia comum varia entre 65 e 94 quilômetros.

O Corpo de Bombeiros informou que atendeu 47 chamados para quedas de árvore em diferentes pontos da cidade e 21 ocorrências de enchentes. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), a cidade registrou 23 pontos de alagamentos nos momentos de maior precipitação. O estado de atenção na cidade foi encerrado às 18h30.

O transporte sobre trilhos também foi prejudicado pelas chuvas. A Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrentou problemas nas estações Primavera-Interlagos e Grajaú.

Fortes chuvas têm atingido a Capital nos últimos dias (Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas)

Cidade

O Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo ajuizou, nesta segunda, uma ação civil pública pedindo a condenação por improbidade administrativa do secretário municipal de Habitação, Fernando Chucre, e do prefeito regional da Lapa, Carlos Eduardo Fernandes.

A denúncia fala que, apesar de alertas feitos por promotores sobre a situação de uma ocupação irregular nas margens do Córrego da Água Branca, na Zona Oeste, nada foi feito pela gestão.

A forte chuva que atingiu a cidade na terça-feira passada, dia 20, fez o córrego transbordar e um bebê de um ano e oito meses morreu; 88 casas foram destruídas.

Os promotores de Justiça Camila Mansour Magalhães da Silveira, Roberto Luís de Oliveira Pimentel e Marcus Vinicius Monteiro dos Santos, que assinam a petição inicial, acreditam que o estrago nas residências e a morte da criança “decorreram de omissão por parte de Chucre e Fernandes”, segundo nota do MP.

A Prefeitura Regional Lapa e a Secretaria Municipal de Habitação disseram não ter sido notificadas sobre a ação civil pública. Chucre e Fernandes afirma que estão à disposição do MPE.

Cidade está em estado de atenção por causa do temporal (Foto: Reprodução/Twitter)

Cidade

A forte chuva que atinge a capital paulista na tarde desta terça-feira, 20, deixou a cidade em estado de atenção para alagamentos e provocou a morte de uma idosa. Segundo o Corpo de Bombeiros, ela foi vítima do desabamento de uma casa na Rua Maria Renata, na região do Limão, zona norte de São Paulo.

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), há alertas de alagamento para a zona oeste, sudeste, norte, centro e também nas Marginais do Tietê e do Pinheiros. Importantes avenidas como a 9 de Julho, a Rebouças e a 23 de Maio foram interditadas. 

Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), alagamentos interromperam a circulação de trens da Linha 8-Diamante, entre as Estações Palmeiras-Barra Funda e Lapa. Às 17h05, a operação foi normalizada. As Linhas 9-Esmeralda e 11-Coral operam com velocidade reduzida. No Metrô, a Linha 3-Vermelha, a mais movimentada do sistema, também está com lentidão em função da chuva e dos alagamentos.

De acordo com entrevista do capitão Marcos Palumbo, do Corpo de Bombeiros, à GloboNews, houve ao menos 33 ocorrências envolvendo queda de árvores na capital paulista.

Conforme o CGE, as próximas horas seguem com tempo instável, com chuvas atuando em outros bairros, com potencial para formação de alagamentos, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

De acordo com informações da meteorologista Josélia Pegorin, do Climatempo, a chuva intensa foi causada pela presença de nuvens carregadas em vários locais do Estado e na capital, que trouxeram o temporal para a primeira tarde de outono de 2018.

"Temos uma frente fria, que chegou ao litoral de São Paulo, e foi um dia quente, além da grande disponibilidade de umidade no ar", explica Pegorin.

Por ser uma estação de "transição", o outono deve ter uma redução gradativa da umidade e da temperatura na maioria dos Estados, mas a mudança pode levar algumas semanas. "A atmosfera leva um tempo para se adaptar à estação." 

Interdição

Por causa da chuva, as Avenidas 23 de Maio e 9 de Julho ficaram totalmente interditadas, no sentido do Aeroporto de Congonhas, perto do Viaduto Euclides Figueiredo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). A Avenida Rebouças também foi interditada, em ambos os sentidos, na altura da Avenida Brasil.

O Túnel Anhangabaú, no sentido do aeroporto, na região da Praça da Bandeira, e o Túnel Max Feffer, no sentido bairro, também foram bloqueados. 

A Rua Antônio Munhoz Bonilha foi bloqueada, em ambos os sentidos, perto da Avenida Nossa Senhora do Ó. Já a Avenida Francisco Matarazzo também esteve com alagamento intransitável, nas proximidades da Avenida Pompeia. A Avenida Rubem Berta foi interditada, em ambos os sentidos, perto do Viaduto Onze de Junho. As informações são da CET.

Sabesp age para que reservatórios não sequem novamente (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

Com a proximidade do fim de período de chuvas no Estado de São Paulo, surge um medo na população: afinal, é possível que os municípios vivam uma nova crise hídrica? A última situação deste tipo teve seu ápice em 2016, quando o Sistema Cantareira teve uma redução drástica e histórica na sua capacidade.

Mas, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), isso dificilmente ocorrerá novamente. Em março, a oferta de água para a região vai aumentar por conta do início da operação de duas obras estruturantes: o novo Sistema São Lourenço e a interligação do reservatório Jaguari, localizado na bacia do paraíba do Sul, com o reservatório Atibainha, do Sistema Cantareira, levando mais 11,5 mil litros de água por segundo para o abastecimento, volume suficiente para 3,5 milhões de pessoas. As duas obras somam um investimento de R$ 2,7 bilhões.

De acordo com o engenheiro hídrico Antônio Eduardo Giansante, professor do Mackenzie, apesar de o uso de água ter diminuído 15% na Região Metropolitana de SP pós-crise hídrica, faltam campanhas permanentes de conscientização. “A população tem que ser alertada, a todo momento, que o desperdício de água é prejudicial e, sem ela, não há futuro para a humanidade”, afirmou.

Para Fernando Braz Tangerino Hernandez, professor de hidráulica e irrigação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), segurança hídrica depende de planejamento, obras e conscientização. “O uso racional ou inteligente da água depende do homem, não da natureza”, concluiu.

Fórum Mundial da Água ocorre este mês

Pela primeira vez, o Fórum Mundial da Água, em sua oitava edição, será realizado no Hemisfério Sul. E o local escolhido foi Brasília. O evento ocorre entre 19 e 21 de março. Para o professor Giansante, a escolha foi certeira. “Esse tipo de discussão dentro do nosso País pode ajudar bastante na melhora dos nossos recursos hídricos”, comentou.

Durante o fórum, a Organização das Nações Unidas (ONU) Meio Ambiente e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vão realizar uma premiação para soluções ecoinovadoras em gestão de águas. “Precisamos utilizar os recursos, como a água, de maneira mais eficiente e evitar ou reduzir os impactos negativos para o meio ambiente”, disse Regina Cavini, Oficial Sênior da ONU Meio Ambiente. A expectativa é que se reunirão cerca de 40 mil representantes de 170 países.

 

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