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Seg, Nov

Usuários sofreram na manhã desta terça-feira (Foto: Reprodução Twitter/La Toledo)

Cidade

Uma falha ocorrida hoje pela manhã, em um trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), gerou lotação na estação Perus, da Linha 7-Rubi. Os passageiros foram orientados a mudar de plataforma e acabaram atravessando os trilhos, o que é proibido e os coloca em risco. O problema ocorreu entre 6h20 e 7h15.

O Metrô News questionou à empresa qual foi o tipo de falha e o que foi feito para amenizar a situação dos passageiros na estação. Aguarda-se retorno para publicação das respostas neste espaço.

Os trens passaram a circular com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações Luz e Francisco Morato, da própria CPTM. Ao G1, a companhia disse que tirou o equipamento da via às 7h10 e que a circulação estava em processo de normalização. As plataformas permaneceram lotadas.

A Linha 7-Rubi é dividida em duas: Luz-Francisco Morato e Francisco Morato-Jundiaí. Junto com sua extensão, são mais de 60 quilômetros de trilhos. Há estimativa de que a linha transporte mais de 560 mil passageiros, em média, por dia.

Pelo Twitter, vários usuários reclamaram das constantes falhas na CPTM. “Perus, às 7h45. Quando isso vai funcionar?”, questionou La Toledo, publicando uma foto da estação lotada. “Estação Perus completamente lotada”, reclamou Juliano Mello.

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Além de impulsionar economia, uso de bicicleta colabora para a saúde dos brasileiros (Foto: Genivaldo Cavalho/ I.O./ Fotos Públicas)

Economia

Substituir o transporte coletivo ou o carro por uma bicicleta no caminho ao trabalho pode gerar redução no tempo de viagem e uma economia de R$ 138 a R$ 451 no bolso do cidadão, além de elevar o PIB em R$ 870 milhões. Estes dados fazem parte de um estudo do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e levam em consideração apenas viagens pedaláveis, ou seja, percursos de até 8 quilômetros, feitos entre 6h e 20h, e por pessoas com até 50 anos.

“Para chegar a este resultado sobre o impacto no PIB, nós consideramos estudos que comprovam que quanto menos tempo a pessoa leva para chegar ao trabalho, mais produtiva ela se torna, fica menos doente e falta menos”, afirmou Victor Callil, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.

No caso do cálculo referente ao PIB, R$ 18,7 milhões são oriundos de pessoas que deixariam o carro e ganhariam mais tempo com o uso da bicicleta no trajeto ao trabalho, valor que sobe a R$ 628 milhões no caso do transporte coletivo. Já os R$ 225 milhões restantes são resultado do aumento da fluidez do trânsito com a redução de automóveis.

“Existe um grande potencial pedalável em São Paulo, mas é preciso dar infraestrutura não só com ciclovias, mas tornar as ruas um local menos inóspito para o ciclista, o que favorece tantos os pedestres quanto os motoristas”, argumentou Callil.

Outro dado importante apontado pela pesquisa é que o uso da bicicleta nos casos citados traria uma economia de R$ 34 milhões ao Sistema Único de Saúde nos custos hospitalares de doenças cardíacas e diabetes.

“Minha economia pagou a bicicleta”

O diretor de engenharia de máquinas Marcos Alberto Costa utilizou a bicicleta por três anos para ir ao trabalho. Ele gastava cerca de R$ 200 por mês com condução, mas decidiu parcelar uma bicicleta em seis vezes. O valor de cada parcela era equivalente ao gasto mensal com passagens do transporte coletivo. “Depois que eu paguei a bicicleta, eu fiquei por dois anos e meio com R$ 200 a mais no bolso para fazer qualquer coisa”, contou Costa. Se ele fosse de carro, a economia seria ainda maior, pois o custo da viagem com o veículo iria variar de R$ 300 a R$ 400 a cada 30 dias.

Segundo ele, além do resultado financeiro, as pedaladas diárias lhe garantiram um melhor rendimento físico. “Eu emagreci 13 kgs, meu condicionamento físico mudou e até meu sono melhorou. Melhorou em todos vários aspetos, não foi só no bolso”, explicou. 

Muitos guarulhenses não vão utilizar as estações inauguradas (Foto: Willian Moreira/AE)

Opinião

No meio do caminho tem um trem, tem um trem no meio do caminho entre Guarulhos e São Paulo. Inaugurada no afogadilho do calendário eleitoral, a linha 13-Jade da CPTM, entre a Zona Leste da Capital e o Aeroporto de Guarulhos, é mais uma obra pela metade entregue pelo Governo.

No mesmo trilho do atraso de outros projetos, o ramal atenderá parcialmente as duas maiores cidades do Estado. Guarulhos têm milhares de trabalhadores que se deslocam à Capital, e vice-versa, e o novo trem não chegará a importantes bairros.

O projeto de 2000 ficou restrito à faixa do aeroporto, com outra parada no Parque Cecap. A ligação de 12 quilômetros com a estação Engenheiro Goulart, ao custo de R$ 2,3 bilhões – o dobro do previsto – percorre cinco quilômetros na cidade, dos quais apenas dois atendem usuários. Outros sete quilômetros são sobre o Parque Ecológico e as rodovias Ayrton Senna e Dutra.

Mas a população de Guarulhos não reside no aeroporto. Bairros, como Haroldo Veloso, São João, Presidente Dutra e Pimentas, os mais populosos da cidade, deveriam ser beneficiados pela linha. Esta foi a cobrança ao governador Geraldo Alckmin na apressada inauguração, antes de deixar o cargo para disputar a eleição. Distante de terminais, o passageiro precisa pegar ônibus para acessar o aeroporto. A circulação também é parcial. A operação será em abril apenas aos sábados e domingos, das 10h às 15h, com longos intervalos de 30 minutos.

Com a ampliação dos dias em maio, no mesmo horário, e em junho, das 4h à meia-noite, o passageiro arcará com a passagem de R$ 4. A Prefeitura também não preparou a integração direta de ônibus com o sistema ferroviário de regiões guarulhenses para as duas estações.

Depois de ver desativado, em 1965, o Trem da Cantareira, de 1915, que vinha pela Zona Norte e atendia vários bairros, como Vila Galvão, Gopoúva, Centro, depois a Base Aérea, a cidade recebe o novo trem agora com 1,3 milhão de habitantes – em 1960 eram 100 mil. São as obras hoje em São Paulo, onde tem sempre uma “pedra” no meio do caminho.

Fila para atendimento chega a durar mais de uma hora (Foto: Raphael Pozzi)

Cidade

Retirar a primeira ou a segunda via do bilhete único, bloqueá-lo ou até recarregá-lo no posto da SPTrans localizado em Santana, na Rua Olavo Egídio, se tornou motivo de dor de cabeça nos últimos meses. As filas são gigantescas e o tempo de espera ultrapassa, facilmente, uma hora.

Além do aguardo, vários munícipes chegam até o balcão e não podem realizar procedimentos. O comerciante Antônio Augusto reclamou. “Esperei mais de uma hora e, quando cheguei lá, me disseram que tenho que desembolsar R$ 24 para passar meus créditos”, disse. “Perdi viagem”, resumiu Ana Beatriz, que não sabia que é necessário fazer cadastro no site da SPTrans antes de emitir o Bilhete Único.

A reportagem demorou uma hora e 20 minutos na fila para que o serviço de emissão fosse realizado. A SPTrans solicitou à empresa responsável pelo atendimento no posto de Santana que adote medidas para agilizar o atendimento com maior número de funcionários para melhorar o serviço aos usuários e reduzir o tempo de espera.

Desde 7 de junho, o bilhete único municipal só pode ser emitido com foto e nome impressos. O cartão anônimo não é mais comercializado. O usuário deve se cadastrar no site bilheteunico.sptrans.com.br. Só então o atendimento pode ser feito em uma das 34 unidades que fazem o serviço na Capital.

Prefeitura acredita que mudanças serão benéficas para os paulistanos (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo publicou as normas, na manhã desta terça-feira, 24, da reestruturação do sistema de ônibus municipais. O projeto prevê redução de 190 linhas de coletivos da cidade e uma diminuição de 646 veículos em operação. Atualmente, são 1.339 linhas e 13.591 coletivos em operação. Por outro lado, segundo o secretário municipal de Mobilidade e Transportes, João Octaviano, os itinerários com trajetos mais curtos vão permitir a adição de 105 mil vagas a mais no sistema, para reduzir a lotação, e trazer mais 952 mil pessoas ao sistema.

A licitação lançada nesta terça, resultado de um processo iniciado ainda em 2015, resultará em contratos que vão somar R$ 67,5 bilhões, mais do que um orçamento anual inteiro da Prefeitura, mas por um prazo de 20 anos. Octaviano afirmou que o valor por ano, pouco mais de R$ 8 bilhões, são os mesmos valores que a cidade gasta hoje com os coletivos, incluindo aí as receitas vindas do pagamento direto da passagem, feito na catraca, da venda de créditos para o bilhete único (em todas as modalidades) e dos subsídios que a Prefeitura gasta com o sistema (em 2018, a previsão é de R$ 2, 2 bilhões). 

Ao comentar o fato de que a cidade terá mais ônibus em operação, mas por um mesmo preço, Octaviano afirmou que o edital prevê a substituição dos coletivos atuais por veículos mais novos, com ar condicionado, wi-fi, tomadas USB e câmeras de vigilância. "Terão toda a tecnologia embarcada", afirmou. Também citou o fato de que a Prefeitura determinou que os novos coletivos tenham fontes energéticas menos poluentes do que o diesel atual -- mas a frota só será 100% limpa daqui a 20 anos.

Para explicar a redução de coletivos e linhas com acréscimo do número de lugares oferecido a cada viagem, a Prefeitura argumentou ainda que os novos ônibus serão maiores nos eixos de grande circulação, de ligação entre os terminais.

Ainda ao falar da manutenção dos mesmos custos praticados atualmente, Octaviano argumentou também que os empresários de ônibus terão lucro menor do que o atual. "A taxa de retorno deles vai cair de 14% para 9,8%", afirmou.

A previsão é que os envelopes com as propostas dos empresários interessados sejam abertos entre os dias 11, 12 e 13 de junho. Mas as mudanças no sistema, com o corte e alteração de linhas, só deverá ocorrer 12 meses após a assinatura dos contratos. "Nenhuma mudança de linha será feita sem que a população seja comunicada", afirma. O processo de mudança, ainda segundo o secretário, só deve ser concluído daqui a quatro anos.

Empresários que já estão na cidade, e possuem garagens para suas frotas, não precisarão adquirir novos espaços. Já algum empreendedor de fora que quiser participar do processo, terá de comprar ele mesmo um terreno para abrigar seus coletivos por meio de uma desapropriação que poderá ser feita pelo poder público. Mas com os custos todos, incluindo a obtenção de licenças ambientais, feitos pelo empresário.

Número de ônibus 14.457 (Antes) 13.592 Depois

Quantidade de Linhas 1.339 (Antes) 1.149 (Depois)

Oferta de lugares (real) 1.033.354 (Antes) 1.139.010 (Depois)

Oferta de lugares por veículo (média) 76 (Antes) 89 (Depois)

Cobertura da rede (km) 4.680 (Antes) 5.100 (Depois)

Serviço ATENDE (frota) 428 (Antes) 540 (Depois)

Demanda (dia útil) 9.330.040 (Antes) 10.282.094 (Depois)

Bruno Covas diz que trabalhadores ficarão menos tempo no transporte público com mudanças (Foto: Lucas Dantas)

Cidade

A Prefeitura de São Paulo confirmou que deverá iniciar a licitação para o transporte público na Capital na próxima segunda-feira, 16, depois de três anos de atraso. Todo o processo deveria ter começado em 2013.

O número de ruas atendidas deve crescer 25%, mas a quantidade de ônibus que circula na Capital deve ser reduzida de 13,6 mil para 12,7 mil, assim como as linhas disponíveis, e culminar no aumento dos micro-ônibus. Ganha quem oferecer a menor tarifa à Prefeitura. 

O processo de mudança será liderado por João Octaviano Machado, nomeado secretário de Mobilidade e Transportes de São Paulo, que confirmou a informação anteontem, durante sua posse.

Nesta terça-feira, em entrevista à Rádio CBN, o prefeito Bruno Covas rebateu as críticas sobre a redução no número de linhas e afirmou que, embora possam ocorrer diversas reclamações no início do novo sistema de transporte, a mudança irá reduzir o tempo de viagem do trabalhador até a casa dele, “que é o que importa”.

Concessão será de 20 anos

O prazo de concessão do serviço para a iniciativa privada é de 20 anos e o contrato pode chegar a R$ 140 bilhões. As propostas pela gestão do transporte coletivo devem ser entregues entre 11 e 13 de junho. Também estão nos planos da secretaria a concessão do gerenciamento do sistema do Bilhete Único e dos terminais de ônibus.

Greve começou e acabou na manhã desta segunda-feira (Foto: Reprodução/ Twitter)

Cidade

Cerca de 100 mil pessoas que utilizam o Corredor ABD, no horário de pico da manhã, e mais 90 mil passageiros de linhas intermunicipais que operam em Guarulhos tiveram seu percurso de ida ao trabalho prejudicado nas primeiras horas desta segunda-feira (19). As informações são da EMTU, empresa reponsável pela administração dos ônibus.  

Isto porque houve uma paralisação comandada por sindicatos de motoristas de ônibus locais. Segundo a EMTU, a ação não tem nenhuma relação com questões salariais.

De acordo com os grevistas, a iniciativa foi um protesto contra a Reforma da Previdência, que saiu da pauta da Câmara dos Deputados por causa da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

 Em Guarulhos, os ônibus de 85 linhas não puderam sair das garagens e a situação só começou a se normalizar a partir das 6h30. No Corredor ABD, o bloqueio do Terminal Santo André, por parte dos sindicalistas, paralisou os trólebus na entrada do terminal até às 9h15 e ainda provoca atrasos na operação de todo o Corredor. Só os ônibus a diesel puderam operar. No total, oito linhas foram afetadas com o bloqueio.

No ABC, os veículos trafegaram por caminhos alternativos, próximo ao Terminal, na tentativa de transportar os usuários ao longo do Corredor ABD. Em nota, a EMTU considerou a atitude "lamentável".

Bancos

Os bancários também aderiram à paralisação. Segundo o sindicato, 885 dos bancários votaram pela participação na greve em assembleias realizadas nos dias 8, 9, 14 e 15 deste mês nas agências e centros administrativos dos bancos nas sete regionais do sindicato em São Paulo e Osasco.

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

"Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo?", questionou Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Ag. Brasil)

Nacional

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), encerrou intempestivamente uma entrevista coletiva no 1º Distrito Naval, no Rio. O militar da reserva estava sendo perguntado sobre a continuidade dos atendimentos de saúde no Programa Mais Médicos, já que cerca de 8,3 mil profissionais podem deixar o País com decisão de Cuba de interromper a parceria. Bolsonaro respondeu apenas uma pergunta após ser questionado sobre o Mais Médicos - não comentou, por exemplo, a indicação do economista Roberto Campos Neto para a presidência do Banco Central (BC). O presidente eleito voltou a criticar os termos do acordo com Cuba no Mais Médicos, que prevê o repasse direto ao governo caribenho de 70% dos salários dos profissionais de saúde. Repetiu que a situação dos profissionais de saúde cubanos é "praticamente de escravidão" e questionou a qualidade dos serviços prestados. "Nunca vi uma autoridade no Brasil dizer que foi atendido por um médico cubano. Será que devemos destinar aos mais pobres profissionais, entre aspas, sem qualquer garantia de que eles sejam realmente razoáveis, no mínimo? Isso é injusto, é desumano", disse Bolsonaro. O presidente eleito defendeu o exame presencial de validação do diploma dos médicos incluídos no programa. "O que temos ouvido, em muitos relatos, são verdadeiras barbaridades. Não queremos isso para ninguém no Brasil, muito menos para os mais pobres. Queremos o salário integral (dos médicos cubanos) e o direito (deles) de trazer a família para cá. Isso é pedir muito? Isso está em nossas leis, que estão sendo desrespeitadas", resumiu Bolsonaro antes de encerrar a entrevista, que durou menos de cinco minutos. O futuro presidente do Brasil também prometeu asilo político para todos os médicos cubanos que pedirem. "Há quatro anos e pouco, quando foi discutida a Medida Provisória (que criou o Mais Médicos), o governo da senhora Dilma (Rousseff) disse, em alto e bom som, que qualquer cubano que, por ventura, pedisse asilo, seria deportado. Se eu for presidente, o cubano que pedir asilo aqui, (que) se justifica pela ditadura da ilha, terá o asilo concedido da minha parte", afirmou.

Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.
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Articulistas

Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

Opinião

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

Opinião

O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

Opinião