Ação exibe cultura japonesa na região da Paulista (Foto: Divulgação)

Cidade

A Imigração Japonesa ao Brasil completa 110 anos em 2018. Para marcar a data,  o hotel InterContinental São Paulo recebe até o dia 24 de julho a exposição “Templos e Monumentos históricos do Japão". 

A mostra reunirá peças do acervo cultural do Consulado Geral do Japão, em São Paulo, que representam ícones do patrimônio da Unesco. Elas estarão expostas nas áreas sociais do hotel para celebrar a relação multicultural de harmonia e respeito construída há tantas décadas.

Há mais de um século, o navio Kasato Maru aportava no Brasil com a primeira geração de imigrantes japoneses. Hoje a população de japoneses já chega a mais de um milhão de pessoas, tornando-se a maior comunidade desta nacionalidade fora da Terra do Sol Nascente.

Obras da exposição

  • Cúpula da bomba atômica (ruínas em Hiroshima)
  • Himejijo (castelo em Hyogo)
  • Byodoin (templo em Kyoto)
  • Kinkakuji (templo em Kyoto)
  • Nijojo (castelo em Kyoto)
  • Horyuji (templo em Nara)
  • Kasuga taisha (templo em Nara)
  • Nikko Toshogu (templo em Tochigi)
  • Matsuri (Festivais do Japão)

Serviço

Exposição: “Templos e Monumentos históricos do Japão"

Local: InterContinental São Paulo

Al. Santos, 1123 - Cerqueira Cesar

Data: até dia 24 de julho 2018

BLOG COMMENTS POWERED BY DISQUS

Arena Rostov vai receber o jogo de estreia do Brasil, dia 17 de junho, contra a Suíça (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

Durante a 1ª fase da Copa do Mundo da Rússia, a Seleção Brasileira vai jogar em três cidades: Rostov, São Petersburgo, e Moscou. A primeira é a mais desconhecida, mas tem um centro comercial forte, assim como um diversificado setor industrial. O estádio em que o Brasil jogará contra a Suíça é a Arena Rostov, que tem capacidade para 45 mil espectadores, construída especialmente para o torneio.


O município de São Petersburgo é a 2ª maior cidade do País e já foi até capital do Império Russo, de 1732 a 1918. Estimativa de 2012 mostra que a cidade tem 5 milhões de habitantes, quase metade dos habitantes da cidade de São Paulo. Lá, a Seleção jogará contra a Costa Rica, no Estádio Krestovsky, que tem capacidade para 68 mil torcedores.


Na terceira rodada, quando enfrenta a Sérvia, o Brasil estará na capital, Moscou. A cidade tem dois estádios para o campeonato: o Lujniki, que receberá a final, e a Arena Otkrytie, do Spartak. Este será o palco do último jogo da Seleção na fase de grupos. O local tem capacidade para 45 mil torcedores.

Bandeira verde está ativa nas contas de luz desde janeiro (Foto:Lucas Dantas)

Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que as contas de luz terão bandeira verde no mês de março. Com isso, os consumidores não terão de pagar taxa adicional no próximo mês, o que deixará a conta mais barata. A bandeira verde está em vigor desde janeiro.

A bandeira verde sinaliza condições de geração de energia favoráveis, com chuvas chegando aos reservatórios das hidrelétricas. “Apesar da bandeira verde, é importante que os consumidores mantenham as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica”, informou a Aneel.

O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. No novo sistema, a bandeira verde continua sem taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na bandeira vermelha, o adicional varia entre R$ 3 e R$ 5 a cada 100 kWh.

Situação não recebe a devida atenção dos paulistanos (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Ainda restam duas audiências públicas voltadas à discussão sobre as mudanças na Lei de Zoneamento. Ambas estão programadas para acontecer hoje (na Rua Oscar Freire, 2.500, às 18h30) e na quarta, 28 (Sesc Consolação, às 18h30). Outras três já foram realizadas na semana passada. O assunto, infelizmente, não tem ganhado o devido destaque, mas é dos mais importantes para a cidade e seus cidadãos, uma vez que está relacionado a um conjunto de regras que estipula o que pode ser construído e funcionar em cada bairro. Portanto, tem a ver com a realidade e rotina de mais de 12 milhões de paulistanos.


Essa questão volta à tona menos de dois anos depois de ser debatida, definida e sancionada na gestão Fernando Haddad. No entanto, o atual chefe do Executivo, João Doria, resolveu retomar o assunto, com vistas a aprovar alterações até a metade deste ano. Não são poucas as entidades que criticam a atitude da atual administração, tendo inclusive um grupo de 156 delas assinado uma carta aberta ao prefeito repudiando a urgência em mudar algo que, de tão recente, ainda não foi nem implementado. Diante disso, elas cobram a apresentação dos estudos técnicos que motivaram a revisão.


E entre os pontos que causam tanta celeuma estão a permissão para se construir prédios em maior número e mais altos no miolo de bairros “já saturados”; ampliação da área para o estabelecimento de shoppings, universidade e hospitais; e a concessão de um desconto de 30% no valor que as construtoras pagam para poder erguer edifícios maiores (chamada de outorga onerosa). Na prática, a Prefeitura abre mão de aproximadamente R$ 150 milhões por ano, ou R$ 2 bilhões em 15 anos, conforme o colunista Américo Sampaio, da rádio CBN. Se esse valor é muito ou se é muita generosidade para quem não precisa; se as mudanças favorecem à cidade ou apenas ao setor imobiliário, é isso que a população é convidada a debater e se posicionar nestas audiências públicas. Trata-se de uma oportunidade rara de se ouvir a voz do cidadão, que terá a chance real de contribuir para a construção de uma cidade que acolhe a todos e que não pode ser ignorada por ninguém.

Doria estima quatro mil empregos para moradores da região de Cidade Tiradentes (Foto: Divulgação/PMSP)

Cidade

Para melhorar a qualidade de vida e as oportunidades de emprego para quem mora no bairro Cidade Tiradentes, a Prefeitura de São Paulo vai publicar na terça-feira, 06, o edital para a contratação de um projeto de intervenção urbanística e modelagem de negócio para implantação de um pólo comercial na região. A previsão de investimento no local é de R$ 500 milhões.

Maior complexo de moradia popular da América Latina, onde vivem cerca de 220 mil habitantes, o bairro do extremo leste da cidade mantém uma taxa de desemprego de 11,6%, superior ao índice de 10% da cidade. A expectativa é que o novo empreendimento gere 4 mil empregos.

“Este polo comercial, além de oferecer serviços e lazer para a população de Cidade Tiradentes, vai gerar empregos, através do setor privado, para que as pessoas tenham a oportunidade de trabalhar perto de suas casas e ter mais tempo para ficar com a família, fazer um curso ou praticar um esporte, podendo ter uma vida mais feliz”, disse o prefeito João Doria (PSDB) durante assinatura para liberação do edital, anteontem.

O estudo vai avaliar a viabilidade para instalação de shopping center, centro universitário, equipamentos públicos e parques de lazer em uma área de 685 mil m², pertencente à Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP) e avaliado em R$ 90 milhões.

Grande parte das multas é por excesso de velocidade (Foto: Divulgação/ Detran)

Cidade

UM Citroen C3 com R$ 10,5 milhões em multas foi apreendido por policiais militares do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), que atuam no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na segunda-feira (19), na Avenida Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo.

Grande parte das 1.390 infrações cometidas refere-se a excesso de velocidade e não indicação de condutor em caso de pessoa jurídica. Fabricado em 2013, o automóvel está registrado em nome de uma empresa. 

De acordo com a legislação federal de trânsito, quando a empresa não indica o motorista que cometeu a infração, o valor da multa é multiplicado pelo número de vezes que aquela mesma infração se repetiu nos 12 meses anteriores.

O automóvel apreendido não estava licenciado e foi removido ao pátio Sul da Prefeitura. O carro poderá ir para leilão como forma de pagar parte dos débitos. O restante da dívida permanece em nome do proprietário.

Mais de 6,8 mil itens são perdidos mensalmente no Metrô de São Paulo. Em sua maioria, documentos, que completam quase 63% do total de itens. O número já supera a média mensal registrada no ano passado, de 6,6 mil objetos – no total de 2016, foram 80 mil artefatos enviados à Central de Achados e Perdidos. O índice de recuperação era de 24% e teve uma pequena queda para 22% este ano. 

Segundo Marcos Borges, coordenador de Atendimento e Serviços ao Usuário do Metrô, a taxa ainda é baixa. “As pessoas acabam não acreditando que existe uma consciência boa, que vá entregar um objeto achado para os funcionários”, disse. De acordo com ele, qualquer trabalhador, desde o setor de limpeza até a segurança, está treinado para agir. 

O pequeno espaço da central não estava lotado, como costuma ficar, no dia em que a reportagem visitou o local, pois os itens ficam por dois meses disponíveis ali, até que são entregues ao Fundo Social de Solidariedade do Estado, que decide a destinação de cada material. 

Dentre o que foi encontrado pelo Metrô News, muitos documentos, celulares, carteiras, mochilas e bolsas. “É importante destacar que os usuários podem confiar e devem nos procurar sempre que precisarem de ajuda, seja encontrando um item ou procurando por algo”, explicou o coordenador. Hoje o Metrô conta com 4,5 milhões de usuários por dia.

Inusitado – Até próteses de perna foram esquecidas por usuários do Metrô de São Paulo recentemente (Foto: Lucas Dantas)

 

Espada e até máquina de escrever 

Dentaduras, próteses de perna, um alcorão escrito em árabe e intacto, uma espada com inscrições japonesas, um violão elétrico, algemas e várias muletas. Tudo isso está dentre os objetos perdidos nos vagões do Metrô. “Tem algumas histórias engraçadas”, alerta o coordenador Marcos Borges, enquanto entra na sala. 

Ele contou que um dos acontecimentos mais hilários foi quando um senhor procurou o espaço questionando sobre uma dentadura. Depois de algumas perguntas e um teste feito pelo próprio usuário, finalmente ele teria encontrado o objeto desejado e levou de volta a sua preciosa prótese dentária. “Só que ele retornou, três dias depois, para devolver. Não era a dele, que nunca foi achada”, contou, gargalhando, o coordenador.

 

Documentos são maioria 

Os objetos mais encontrados são cartões, documentos, bilhetes de transporte, artigos de papelaria, artigos pessoais e peças de vestuário. Só que algumas coisas são bem curiosas: no alto de uma prateleira, um isopor de motoboy, com a inscrição do Uber Eats, aguarda o dono talvez voltar para recuperá-lo.

 

Despercebido – Dentaduras e instrumentos musicais são esquecidos (Foto: Lucas Dantas)

  

Foto: Lucas Dantas

 

Consulta informatizada 

A Central de Achados e Perdidos do Metrô foi inaugurada em 15 de junho de 1975, na estação São Judas da Linha 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi). Em 1981, o posto foi transferido para a estação Sé, onde permanece até hoje. O local conta com um sistema informatizado, que permite a consulta de um item esquecido a partir de qualquer estação.

  

Foto: Lucas Dantas

 

Falta atenção 

De acordo com a professora do curso de Psicologia da Universidade UNG, Solange Rodrigues Martins Camargo dos Santos, os smartphones são os “vilões” das distrações. “Se tem gente que é até atropelada na rua porque não presta atenção ao trânsito, imagina esquecer um documento no Metrô? Isso distrai muito e a nossa memória precisa de atenção. Se a pessoa não está focada no que ocorre à sua volta, vai perder um monte de coisas mesmo”. O professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Fraga, concordou. “No mundo moderno, com os acessórios eletrônicos, é muito mais fácil dispersar a atenção e perder as coisas”, falou. “O importante é que, mesmo em uma sociedade competitiva, em que todos querem ganhar, os objetos são devolvidos”, afirmou o especialista.

  

 

Quem procura, acha! 

O atendimento pessoal é feito na estação Sé, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7h às 20h, e abrange todas as linhas, inclusive a Linha 4-Amarela. As consultas de documentos e objetos identificados também podem ser realizadas na Central de Informações do Metrô pelo telefone 0800-7707722, todos os dias, das 5h30 às 23h30, ou ainda pelo site do Metrô (www.metro.sp.gov.br).

 

Foto: Lucas Dantas 

  

Foto: Lucas Dantas

 

Foto: Lucas Dantas

VEJA NOSSA EDIÇÃO VIRTUAL

França é candidato à reeleição, mas precisa crescer nas pesquisas (Foto: Roberto Casimiro/AE)

Cidade

Márcio França (PSB) já sabia que seria governador antes mesmo de assumir o cargo no dia 6 de abril deste ano, quando Geraldo Alckmin (PSDB) deixou a função o cargo para disputar a Presidência da República. França sempre teve na política a meta de ser governador do Estado. Começou sua carreira como vereador de São Vicente, onde também foi prefeito por duas vezes e teve uma aprovação de 80% após terminar o segundo mandato. Entre as propostas que quer implantar no Estado está o alistamento de jovens, programa que realizou em São Vicente e que afirma ter reduzido a violência drasticamente na cidade litorânea. Sobre a disputa à reeleição, França garante que é o candidato com mais visão social e diz que usar o termo esquerda para definir um partido é um tanto antiquado. Durante a entrevista ao Metrô News, fez questão de ressaltar que é diferente de seus principais adversários: Paulo Skaf (MDB) e Doria (PSDB). “Eles acham que podem colocar uma administração privada no poder público, como se fosse uma empresa, mas é preciso olhar o social. Eu tenho experiência para isso”, argumentou França. Para o governador, eleger Skaf seria como colocar uma gestão a do presidente Michel Temer (MDB) em São Paulo, enquanto eleger Doria significaria colocar alguém que não cumpre o que promete, como terminar o mandato à frente da Prefeitura de SP Qual a principal marca que você vai deixar nesta primeira gestão como governador? Claro que do ponto de vista de repercussão pública vai ser a greve dos caminhoneiros. As pessoas associaram a questão de desobstruir, abrir o diálogo com a categoria a mim. Mas o que eu penso que é mais importante é a mudança histórica de alguém que vai ser candidato à reeleição não ser do PSDB. Também ampliamos a Univesp, com aumento de 3 mil para 45 mil vagas no ensino superior, e fizemos duas concessões de rodovias que saíram com pedágios mais baratos, com média 25% a 30% menor, por exigirmos uma outorga menor. Você acha que fez mudanças significativas depois da transição para a sua gestão? Sim. Penso que isso foi possível porque respeitei as linhas de equilíbrio fiscal. Ninguém percebeu uma mudança que tenha tido traumas, mas nós mudamos secretários, quase dois terços são secretários de carreira, mudamos o comportamento no diálogo com o servidor público, há três anos sem negociações. Márcio França acredita que pessoas se lembram dele por diálogo com caminhoneiros (Foto: Divulgação) E como ocorreu este diálogo com o funcionalismo? Foram pequenos gestos que foram importantes, como a regra geral em que a Procuradoria-Geral do Estado recorria de todos os processos movidos pelo funcionalismo, mesmo sabendo que iam perdem no Superior Tribunal Federal. Não fazemos isto agora. Quais projetos essenciais você quer aprovar ainda nesta gestão? Tem um que está em andamento, o alistamento civil com jovens, que pretende contratar 4.530 jovens nas 100 cidades mais violentas do Estado para realizarem trabalhos nas ruas. Este é um programa que fiz quando era prefeito. A minha cidade era uma das mais violentas do Estado. Depois da implantação do programa, ela não ficou nem entre as 100 primeiras. Estes jovens começarão a trabalhar e serão tutelados com a gente. Será uma espécie de piloto para o que queremos fazer para o ano que vem, a ser lançado em todas as cidades, com 80 mil jovens, cada um recebendo uma bolsa no valor de R$ 500. Abriremos vagas para mulheres também, mas elas não farão serviços nas ruas. Quais os próximos passos na área do saneamento? A Sabesp é a terceira maior empresa do mundo em saneamento e conseguiu, recentemente, fazer parceria com municípios que não tinham a rede, como Carapicuíba e Guarulhos, que vai ser um ganho muito grande de despoluição na veia. A gente tem uma meta, por exemplo, de zerar o rodizio em Guarulhos em oito e dez meses depois de assinar uma negociação que estamos em andamento para ajudar a cidade tanto no abastecimento quanto no tratamento de esgoto.   Governador afirmou que conseguiu diminuir a violência em São Vicente, cidade na qual já foi prefeito (Foto: Roberto Casimiro/AE) Mas tratar o esgoto é um problema que demanda grande investimento e esforço. Como você fará isto? É fato. O tratamento de esgoto é demorado. Leva-se anos para fazer, mas estamos testando equipamentos novos que devem ser colocados na ponta dos canais para despoluir a água que chega. É muito mais prático. Os técnicos querem tratar de casa, e estão certos, mas sou adepto de que temos que fazer da solução mais rápida, ainda que não seja definitiva.   Mas a crise hídrica está batendo na porta do Estado. Há chance de rodízio? Chance zero, mas a preocupação é grande. A crise hídrica é evidente. Tem chovido menos, mas a Sabesp se preparou com grandes obras de transposição, por isso estamos sobrevivendo. Vamos lançar uma campanha nova, em breve, reforçando aos paulistas para fazerem economia. Não temos a pretensão de multar ninguém neste momento. O senhor ainda pretende desvincular a Polícia Civil da Pasta de Segurança e alocar à Justiça? Pretendo. Depende da aprovação da Assembleia. Agora ela tem que aprovar ou não. Insisto que a Polícia Civil é judiciária, e o fato de ter a desvinculação administrativa e orçamentária só vai ajudá-la. Mas falando de segurança é incrível que ninguém tenha noticiado que nós abrimos 66 delegacias que estavam fechadas à noite, simplesmente com um valor que se paga a mais, uma gratificação paga para qualquer servidor por um terço a mais para o serviço que ele presta. E também valorizei os policiais. Nós aprovamos a lei e ela foi sancionada: agora toda a defesa jurídica deles será feita pela Defensoria Pública. Márcio França rechaça rótulo de esquerdista, mas afirma que é preocupado com o social (Foto: Daniel Teixeira/AE) O senhor vem de um partido mais alinhado à esquerda, qual a diferença da sua gestão para uma gestão tucana? Isso é uma expressão meio antiquada, mas pelo menos tenho uma preocupação social maior que os representantes de outras siglas. Aqui em São Paulo, faz quase 30 anos que o mesmo modelo prosseguia no comando. A minha gestão é mais social.  Constantemente partidos e candidatos tentam barrar a sua publicidade. Qual sua opinião sobre isso? Eles querem me esconder. Como sou o novo governador, se eles conhecerem os três candidatos que vão disputar é difícil escolherem os outros dois. São pessoas do bem, só não sabem o que falam, não tem conhecimento da administração pública. Eles acham que podem fazer a gestão pública como privada. É como colocar o modelo Sesi e Senai no Estado, mas os pais pagam R$ 300 a R$ 400 por isso. Aqui temos 3,5 milhões na rede estadual, muitos alunos não têm, é como seu eu dissesse que o sujeito que está no restaurante gratuito vai ter que pagar a comida. Já o Doria quer privatizar o Aeroporto de Barretos, mas não tem movimento, não tem interesse. Você acredita que apenas três candidatos têm chances reais de vencer a eleição? Na verdade, existem quatro candidaturas que vão disputar o Governo do Estado. O PT, quem gosta é fiel e quem não gosta não quer. Uma candidatura é do MDB, do Governo Michel Temer, que não acho que será um bom caminho para São Paulo. O outro é o PSDB do Doria, que demos a oportunidade para mostrar sua capacidade de administração, mas que a desperdiçou. Se as pessoas souberem que eu sou o atual novo governador, as pessoas vão ter a chance de fazer uma opção. O que você pretende fazer na área da Saúde? Estamos com 101 hospitais e estamos acabando mais dois. São 31 mil leitos. Quando falam na televisão parece que não tem nada funcionando. Tem muita gente que vem de fora. O serviço público tem que ser melhorado, mas nem extinto e nem cobrado. Nós temos que abrir as ames aos finais de semana. Isto vai permitir zerar, em seis meses, uma fila de 1 milhão de consultas e 300 mil exames.  E as obras do Metrô. Qual sua pretensão para agora e para um novo governo? Nós temos que retomar todas que estão paradas. Algumas teremos que licitar de novo, porque muitas empresas quebraram, foram acusadas na Operação Lava Jato. Outras o Governo Federal furou na hora do financiamento. Neste ano temos de nove a oito estações para entregar. Está atrasado, mas o governo inteiro parou, o País parou, muitos estados não vão conseguir pagar nem o 13º salário. Tem alguma outra obra sobre trilhos que pode marcar sua gestão? A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ter aprovado a proposta da empresa Rumo será um grande passo para aumentar o transporte de carga a granel de 30 milhões para 70 milhões por ano. É uma obra marcante. A malha paulista liga o Mato Grosso, maior produtor de grãos, ao Porto de Santos, principal saída de commodities do País. Esta malha já existe, mas ela vai ser restaurada e vai abrir ainda dois eixos laterais, ligando São Paulo até Itirapina e a cidade de Colômbia até Araraquara. E o que pode ser feito na área da habitação? Nós pretendemos fazer três coisas. Cada casa hoje custa em torno de R$ 125 mil a R$ 130 mil. O Estado tem um R$ 1,3 bilhão por ano para este tema. A gente tem o suficiente para construir 10 mil casas. É pouca casa.  No interior, vamos criar lotes urbanizados. Você cede um terreno e um cartão com R$ 8 mil e o cidadão vai ter três plantas pré-aprovadas para construir a casinha dele.  E na Capital? Na Capital, a meta é imediatamente poder mudar o conceito da construção no Centro. Desocupar prédios públicos com repartição e transformar em apartamentos. Também queremos negociar para que empresários vendam apartamentos próprios por R$ 125 mil. Quando desocupamos prédios ocupados os proprietários vendem por um preço muito mais alto. Também estamos lançando os programas de recuperação dos atuais prédios da CDHU.

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Na década de 1950, a teoria da “unanimidade burra”, de Solomon Asch, comprovou a tese de que  algumas pessoas, quando em grupo, acreditam nas coisas mais absurdas e patéticas, ignorando a lógica e a verdade. A experiência colocava um inocente voluntário dentro de um grupo formado por atores, todos dispostos a um teste que consistia em examinar uma placa com uma linha vertical à direita e três linhas verticais díspares à esquerda, onde apenas uma delas era igual à da direita. O examinador perguntava qual das alternativas era a idêntica e, por mais óbvia que fosse a resposta, os atores, cúmplices e combinados, respondiam a alternativa errada. A cobaia, mesmo tendo absoluta certeza do correto, duvidada da própria razão e concordava com a maioria, escolhendo a alternativa falsa, confirmando a tendência humana da maioria seguir a opinião dos outros. O poder da mídia sobre a opinião pública é um bom exemplo disto, pois desvia a atenção para a verdade, dando foco a inverdades tendenciosas. A propaganda induz o estúpido, mas não convence a mente atenta. Quanto mais se promove opiniões medíocres e ignorantes, mais as pessoas abandonam por convicção a racionalidade e o senso crítico, transformando-se em massa de manobra a ser conduzida por um caminho pavimentado por mentiras rumo ao final de um arco-íris, onde não há pote de ouro, mas sim uma ratoeira à espera. Em tempos de eleições isto fica muito mais evidente quando o grupo dominante ignora os desejos da população e cria, em conluio com que há de mais nefasto, uma tendência a se seguir. Talvez você não se recorde, mas, na eleição passada, a tendência era “mulher votar em mulher”, afinal, sem a força da militância, a presidente, que afundou o País, jamais seria reeleita. Hoje, a única mulher candidata não recebe este apelo, talvez por não fazer parte do grupo de interesse, que aliás contém uma candidata que se diz empoderada e independente, mas se rendeu às ordens de um presidiário, macho opressor, aceitando abandonar sua própria candidatura para ser vice decorativa numa chapa confusa na qual sequer aparece em algumas propagandas oficiais da campanha. O candidato líder nas pesquisas, mesmo sem apelo algum de publicidade, vai na contramão do establishment e recebe adjetivos depreciativos até quando atacado violentamente num atentado à sua própria vida. O trinômio “machista-racista-homofóbico” foi tatuado a contragosto em suas costas, já que a população nada questiona e tudo aceita. Ironicamente, seu mais forte adversário é publicamente conhecido por ser autoritário, arrogante, violento e representar o que há de pior e mais retrógrado na política brasileira. Mas, apesar das diversas provas de seu real machismo, racismo, homofobia, coronelismo, e suas constantes declarações polêmicas, estúpidas e discrepantes, é blindado pela mídia e acariciado pela bolha asquerosa e egoísta de uma medíocre parte da classe artística e “intelectual” brasileira. Tudo é um jogo sujo e inescrupuloso de interesses que em nada compartilham com os da população. Não se deixe levar pela minoria que se finge maioria. Não acredite no que lê, no que ouve. Esteja atento, não tema a discordância e vote sabiamente. Para se viver em paz, vote calado, vote em segredo, pois esta é a única arma que você possui.

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Esta eleição se apresenta como uma das mais importantes de nossa historia. De um lado, trata-se da oportunidade de escolher a pessoa mais capaz de comandar o País, governantes dos Estados que o compõem e representantes na esfera parlamentar. De outro, trata-se de eleger os núcleos ideológicos que definirão políticas de Estado.   Portanto, no caso da eleição para a Presidência, o pleito leva em consideração uma visão de mundo, o modo como os protagonistas  enxergam as tarefas do Estado, o mercado e a economia (cunho mais estatal e/ou mais privado), programas sociais, infraestrutura, potenciais e riquezas naturais etc. Numa tentativa de sumarizar tais visões,  chega-se às três principais correntes políticas que governam os Estados modernos: o socialismo, a social-democracia e o capitalismo.   O primeiro tem seu eixo fincado na transformação social por meio da distribuição de riquezas e da propriedade, abarcando a luta de classes, a extinção da propriedade privada, a igualdade de todos. Na teoria marxista, o socialismo encarna a fase intermediária entre o fim do capitalismo e a implantação do comunismo. O capitalismo se ancora na propriedade privada e na acumulação do capital, tendo como motivação a busca pelo lucro. Portanto, constitui o contraponto do socialismo. Já a social-democracia abriga a intervenção do Estado na economia (distribuição de renda mais igualitária) e nos programas sociais, sob o escopo do bem-estar social e, no território político, dá guarida à democracia representativa. Emerge como sistema que combina aspectos do socialismo e do capitalismo. O fato é que a derrocada do socialismo clássico, a partir do desmantelamento da URSS e a queda do Muro de Berlim, em 1989, estendeu o território da social-democracia, sendo este o modelo de nações democráticas, principalmente no continente europeu.Seja qual for o vencedor dessa eleição, a real política brasileira imporá barreiras intransponíveis para a instalação de uma ideologia radical. Disso não devemos ter receio. *Gaudêncio Torquato é jornalista, professor titular da USP e consultor político e de comunicação

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

A cada pesquisa divulgada mais se revela um cenário polarizado entre o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Assim, quem pode ficar de fora já começa a pensar nas alternativas após 7 de outubro. Um deles é o bloco de partidos que apostou no ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Formados por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade, essa aliança garantiu ao tucano um gordo tempo na TV, mas que, pelos menos até agora, não se reverteu em intenção de votos. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) é um dos que nunca escondeu sua preferência pelo ex-capitão do Exército. Foi ele, por exemplo, quem idealizou a viagem de Bolsonaro à Asia, em fevereiro deste ano, e esteve lá, ao lado do colega de Câmara. Outro que já disse que não tem como apoiar Haddad em um ainda hipotético segundo turno foi o ex-ministro da Educação de Michel Temer e atual candidato ao Senado Mendonça Filho, de Pernambuco. Ele foi um dos primeiros do DEM a sugerir o caminho em direção a Alckmin, sendo, inclusive, apontado com alternativa a vice na chapa. Ontem, foi a vez de Major Olímpio, um dos coordenadores da campanha bolsonarista em São Paulo, declarar que “muitos quadros” do Centrão devem se debandar da campanha de Alckmin e declarar apoio ao candidato do PSL. “Já estão fazendo missa de corpo presente há alguns dias”, ironizou. Dentro do governo Temer, que oficialmente apoia Henrique Meirelles, também já tem gente olhando para depois do primeiro turno. Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo, segundo o blog Radar, da Veja, defende que, em havendo o confronto PSL-PT, que o MDB e o presidente declarem apoio a Bolsonaro. Duílio Malfatti, secretário de Publicidade e Promoção do Planalto foi mais específico em sua página no Facebook, ao se referir ao pesselista logo após o atentado: “Tomara [que] ganhe no 1º turno”. E assim, os organizadores da campanha de Bolsonaro vão reiterando a confiança. E o reforço natural de sua base de apoiadores revela que esta percepção extravasou o núcleo mais leal, podendo desta forma fazer o fiel da balança pender para o lado deles. Assim, aquilo que estava tão distante até alguns meses, já parece bem factível a essa altura da disputa.
Ainda não possui um cadastro? Registre-se

ou

Articulistas

Colunistas

Manter o voto em sigilo é garantia de paz (Foto: Antônio Cruz/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Não devemos temer uma ideologia radical no próximo governo (Foto: Reprodução/Flickr)

Opinião

Num possível segundo turno contra Haddad, Bolsonaro deve ganhar apoio de outros partidos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABR/Fotos Públicas)

Opinião

Legislação deve ser mudada, pois a violência cresce a cada dia no Brasil (Foto: Wilson Dias/ABR/Fotos Públicas)

Opinião