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Sex, Nov

Ação exibe cultura japonesa na região da Paulista (Foto: Divulgação)

Cidade

A Imigração Japonesa ao Brasil completa 110 anos em 2018. Para marcar a data,  o hotel InterContinental São Paulo recebe até o dia 24 de julho a exposição “Templos e Monumentos históricos do Japão". 

A mostra reunirá peças do acervo cultural do Consulado Geral do Japão, em São Paulo, que representam ícones do patrimônio da Unesco. Elas estarão expostas nas áreas sociais do hotel para celebrar a relação multicultural de harmonia e respeito construída há tantas décadas.

Há mais de um século, o navio Kasato Maru aportava no Brasil com a primeira geração de imigrantes japoneses. Hoje a população de japoneses já chega a mais de um milhão de pessoas, tornando-se a maior comunidade desta nacionalidade fora da Terra do Sol Nascente.

Obras da exposição

  • Cúpula da bomba atômica (ruínas em Hiroshima)
  • Himejijo (castelo em Hyogo)
  • Byodoin (templo em Kyoto)
  • Kinkakuji (templo em Kyoto)
  • Nijojo (castelo em Kyoto)
  • Horyuji (templo em Nara)
  • Kasuga taisha (templo em Nara)
  • Nikko Toshogu (templo em Tochigi)
  • Matsuri (Festivais do Japão)

Serviço

Exposição: “Templos e Monumentos históricos do Japão"

Local: InterContinental São Paulo

Al. Santos, 1123 - Cerqueira Cesar

Data: até dia 24 de julho 2018

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Arena Rostov vai receber o jogo de estreia do Brasil, dia 17 de junho, contra a Suíça (Foto: Reprodução/Facebook)

Copa 2018

Durante a 1ª fase da Copa do Mundo da Rússia, a Seleção Brasileira vai jogar em três cidades: Rostov, São Petersburgo, e Moscou. A primeira é a mais desconhecida, mas tem um centro comercial forte, assim como um diversificado setor industrial. O estádio em que o Brasil jogará contra a Suíça é a Arena Rostov, que tem capacidade para 45 mil espectadores, construída especialmente para o torneio.


O município de São Petersburgo é a 2ª maior cidade do País e já foi até capital do Império Russo, de 1732 a 1918. Estimativa de 2012 mostra que a cidade tem 5 milhões de habitantes, quase metade dos habitantes da cidade de São Paulo. Lá, a Seleção jogará contra a Costa Rica, no Estádio Krestovsky, que tem capacidade para 68 mil torcedores.


Na terceira rodada, quando enfrenta a Sérvia, o Brasil estará na capital, Moscou. A cidade tem dois estádios para o campeonato: o Lujniki, que receberá a final, e a Arena Otkrytie, do Spartak. Este será o palco do último jogo da Seleção na fase de grupos. O local tem capacidade para 45 mil torcedores.

Bandeira verde está ativa nas contas de luz desde janeiro (Foto:Lucas Dantas)

Economia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que as contas de luz terão bandeira verde no mês de março. Com isso, os consumidores não terão de pagar taxa adicional no próximo mês, o que deixará a conta mais barata. A bandeira verde está em vigor desde janeiro.

A bandeira verde sinaliza condições de geração de energia favoráveis, com chuvas chegando aos reservatórios das hidrelétricas. “Apesar da bandeira verde, é importante que os consumidores mantenham as ações relacionadas ao uso consciente e combate ao desperdício de energia elétrica”, informou a Aneel.

O sistema de bandeiras tarifárias leva em consideração o nível dos reservatórios das hidrelétricas e o preço da energia no mercado à vista. No novo sistema, a bandeira verde continua sem taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Na bandeira vermelha, o adicional varia entre R$ 3 e R$ 5 a cada 100 kWh.

Situação não recebe a devida atenção dos paulistanos (Foto: Reprodução/Facebook)

Opinião

Ainda restam duas audiências públicas voltadas à discussão sobre as mudanças na Lei de Zoneamento. Ambas estão programadas para acontecer hoje (na Rua Oscar Freire, 2.500, às 18h30) e na quarta, 28 (Sesc Consolação, às 18h30). Outras três já foram realizadas na semana passada. O assunto, infelizmente, não tem ganhado o devido destaque, mas é dos mais importantes para a cidade e seus cidadãos, uma vez que está relacionado a um conjunto de regras que estipula o que pode ser construído e funcionar em cada bairro. Portanto, tem a ver com a realidade e rotina de mais de 12 milhões de paulistanos.


Essa questão volta à tona menos de dois anos depois de ser debatida, definida e sancionada na gestão Fernando Haddad. No entanto, o atual chefe do Executivo, João Doria, resolveu retomar o assunto, com vistas a aprovar alterações até a metade deste ano. Não são poucas as entidades que criticam a atitude da atual administração, tendo inclusive um grupo de 156 delas assinado uma carta aberta ao prefeito repudiando a urgência em mudar algo que, de tão recente, ainda não foi nem implementado. Diante disso, elas cobram a apresentação dos estudos técnicos que motivaram a revisão.


E entre os pontos que causam tanta celeuma estão a permissão para se construir prédios em maior número e mais altos no miolo de bairros “já saturados”; ampliação da área para o estabelecimento de shoppings, universidade e hospitais; e a concessão de um desconto de 30% no valor que as construtoras pagam para poder erguer edifícios maiores (chamada de outorga onerosa). Na prática, a Prefeitura abre mão de aproximadamente R$ 150 milhões por ano, ou R$ 2 bilhões em 15 anos, conforme o colunista Américo Sampaio, da rádio CBN. Se esse valor é muito ou se é muita generosidade para quem não precisa; se as mudanças favorecem à cidade ou apenas ao setor imobiliário, é isso que a população é convidada a debater e se posicionar nestas audiências públicas. Trata-se de uma oportunidade rara de se ouvir a voz do cidadão, que terá a chance real de contribuir para a construção de uma cidade que acolhe a todos e que não pode ser ignorada por ninguém.

Doria estima quatro mil empregos para moradores da região de Cidade Tiradentes (Foto: Divulgação/PMSP)

Cidade

Para melhorar a qualidade de vida e as oportunidades de emprego para quem mora no bairro Cidade Tiradentes, a Prefeitura de São Paulo vai publicar na terça-feira, 06, o edital para a contratação de um projeto de intervenção urbanística e modelagem de negócio para implantação de um pólo comercial na região. A previsão de investimento no local é de R$ 500 milhões.

Maior complexo de moradia popular da América Latina, onde vivem cerca de 220 mil habitantes, o bairro do extremo leste da cidade mantém uma taxa de desemprego de 11,6%, superior ao índice de 10% da cidade. A expectativa é que o novo empreendimento gere 4 mil empregos.

“Este polo comercial, além de oferecer serviços e lazer para a população de Cidade Tiradentes, vai gerar empregos, através do setor privado, para que as pessoas tenham a oportunidade de trabalhar perto de suas casas e ter mais tempo para ficar com a família, fazer um curso ou praticar um esporte, podendo ter uma vida mais feliz”, disse o prefeito João Doria (PSDB) durante assinatura para liberação do edital, anteontem.

O estudo vai avaliar a viabilidade para instalação de shopping center, centro universitário, equipamentos públicos e parques de lazer em uma área de 685 mil m², pertencente à Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (Cohab-SP) e avaliado em R$ 90 milhões.

Grande parte das multas é por excesso de velocidade (Foto: Divulgação/ Detran)

Cidade

UM Citroen C3 com R$ 10,5 milhões em multas foi apreendido por policiais militares do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), que atuam no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), na segunda-feira (19), na Avenida Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo.

Grande parte das 1.390 infrações cometidas refere-se a excesso de velocidade e não indicação de condutor em caso de pessoa jurídica. Fabricado em 2013, o automóvel está registrado em nome de uma empresa. 

De acordo com a legislação federal de trânsito, quando a empresa não indica o motorista que cometeu a infração, o valor da multa é multiplicado pelo número de vezes que aquela mesma infração se repetiu nos 12 meses anteriores.

O automóvel apreendido não estava licenciado e foi removido ao pátio Sul da Prefeitura. O carro poderá ir para leilão como forma de pagar parte dos débitos. O restante da dívida permanece em nome do proprietário.

Mais de 6,8 mil itens são perdidos mensalmente no Metrô de São Paulo. Em sua maioria, documentos, que completam quase 63% do total de itens. O número já supera a média mensal registrada no ano passado, de 6,6 mil objetos – no total de 2016, foram 80 mil artefatos enviados à Central de Achados e Perdidos. O índice de recuperação era de 24% e teve uma pequena queda para 22% este ano. 

Segundo Marcos Borges, coordenador de Atendimento e Serviços ao Usuário do Metrô, a taxa ainda é baixa. “As pessoas acabam não acreditando que existe uma consciência boa, que vá entregar um objeto achado para os funcionários”, disse. De acordo com ele, qualquer trabalhador, desde o setor de limpeza até a segurança, está treinado para agir. 

O pequeno espaço da central não estava lotado, como costuma ficar, no dia em que a reportagem visitou o local, pois os itens ficam por dois meses disponíveis ali, até que são entregues ao Fundo Social de Solidariedade do Estado, que decide a destinação de cada material. 

Dentre o que foi encontrado pelo Metrô News, muitos documentos, celulares, carteiras, mochilas e bolsas. “É importante destacar que os usuários podem confiar e devem nos procurar sempre que precisarem de ajuda, seja encontrando um item ou procurando por algo”, explicou o coordenador. Hoje o Metrô conta com 4,5 milhões de usuários por dia.

Inusitado – Até próteses de perna foram esquecidas por usuários do Metrô de São Paulo recentemente (Foto: Lucas Dantas)

 

Espada e até máquina de escrever 

Dentaduras, próteses de perna, um alcorão escrito em árabe e intacto, uma espada com inscrições japonesas, um violão elétrico, algemas e várias muletas. Tudo isso está dentre os objetos perdidos nos vagões do Metrô. “Tem algumas histórias engraçadas”, alerta o coordenador Marcos Borges, enquanto entra na sala. 

Ele contou que um dos acontecimentos mais hilários foi quando um senhor procurou o espaço questionando sobre uma dentadura. Depois de algumas perguntas e um teste feito pelo próprio usuário, finalmente ele teria encontrado o objeto desejado e levou de volta a sua preciosa prótese dentária. “Só que ele retornou, três dias depois, para devolver. Não era a dele, que nunca foi achada”, contou, gargalhando, o coordenador.

 

Documentos são maioria 

Os objetos mais encontrados são cartões, documentos, bilhetes de transporte, artigos de papelaria, artigos pessoais e peças de vestuário. Só que algumas coisas são bem curiosas: no alto de uma prateleira, um isopor de motoboy, com a inscrição do Uber Eats, aguarda o dono talvez voltar para recuperá-lo.

 

Despercebido – Dentaduras e instrumentos musicais são esquecidos (Foto: Lucas Dantas)

  

Foto: Lucas Dantas

 

Consulta informatizada 

A Central de Achados e Perdidos do Metrô foi inaugurada em 15 de junho de 1975, na estação São Judas da Linha 1-Azul (Jabaquara/Tucuruvi). Em 1981, o posto foi transferido para a estação Sé, onde permanece até hoje. O local conta com um sistema informatizado, que permite a consulta de um item esquecido a partir de qualquer estação.

  

Foto: Lucas Dantas

 

Falta atenção 

De acordo com a professora do curso de Psicologia da Universidade UNG, Solange Rodrigues Martins Camargo dos Santos, os smartphones são os “vilões” das distrações. “Se tem gente que é até atropelada na rua porque não presta atenção ao trânsito, imagina esquecer um documento no Metrô? Isso distrai muito e a nossa memória precisa de atenção. Se a pessoa não está focada no que ocorre à sua volta, vai perder um monte de coisas mesmo”. O professor de Psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Eduardo Fraga, concordou. “No mundo moderno, com os acessórios eletrônicos, é muito mais fácil dispersar a atenção e perder as coisas”, falou. “O importante é que, mesmo em uma sociedade competitiva, em que todos querem ganhar, os objetos são devolvidos”, afirmou o especialista.

  

 

Quem procura, acha! 

O atendimento pessoal é feito na estação Sé, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7h às 20h, e abrange todas as linhas, inclusive a Linha 4-Amarela. As consultas de documentos e objetos identificados também podem ser realizadas na Central de Informações do Metrô pelo telefone 0800-7707722, todos os dias, das 5h30 às 23h30, ou ainda pelo site do Metrô (www.metro.sp.gov.br).

 

Foto: Lucas Dantas 

  

Foto: Lucas Dantas

 

Foto: Lucas Dantas

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Presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou a decisão pelo Twitter (Foto: Divulgação)

Mundo

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou há pouco a indicação do embaixador Ernesto Fraga Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores de seu governo. Diplomata há 29 anos, Araújo é diretor do Departamento de Estados Unidos, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty. Bolsonaro anunciou a indicação por meio de sua conta no Twitter. “A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje”, escreveu o presidente eleito, classificando o diplomata como um “um brilhante intelectual.” Com o novo anúncio, sobe para oito os nomes confirmados para a equipe ministerial do governo eleito. Alguns escolhidos atuam diretamente no governo de transição. Nas declarações públicas, Bolsonaro avisou que pretende reduzir de 29 para de 15 a 17 o número de ministérios, extinguindo pastas e fundindo outras. A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

"Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares", disse o presidente eleito (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Saúde

O governo cubano informou nesta quarta-feira, 14, que está se retirando do programa social Mais Médicos do Brasil após declarações "ameaçadores e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que anunciou mudanças "inaceitáveis" no projeto do governo. O convênio com o governo cubano é feito entre Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). "Diante desta realidade lamentável, o Ministério da Saúde Pública (Minasp) de Cuba tomou a decisão de não continuar participando do programa Mais Médicos e assim comunicou a diretora da Organização Panamericana da Saúde (OPS) e aos líderes políticos brasileiros que fundaram e defenderam esta iniciativa", anunciou a entidade em um comunicado. Cuba tomou a decisão de solicitar o retorno dos mais de 11 mil médicos cubanos que trabalham hoje no Brasil depois que Bolsonaro questionou a preparação dos especialistas e condicionou a permanência no programa "à revalidação do diploma", além de ter imposto "como via única a contratação individual". O programa Mais Médicos tem 18.240 vagas em 4.058 municípios, cobrindo 73% das cidades brasileiras. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção segue uma ordem de preferência: médicos com registro no Brasil (formados em território nacional ou no exterior, com revalidação do diploma no País); médicos brasileiros formados no exterior; e médicos estrangeiros formados fora do Brasil. Após as primeiras chamadas, caso sobrem vagas, os médicos cubanos são convocados. "Não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países", declarou o governo. "As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informou em nota o Ministério da Saúde. De acordo com o governo cubano, em cinco anos de trabalho no programa brasileiro, cerca de 20 mil médicos atenderam a 113.539 milhões de pacientes em mais de 3,6 mil municípios. "Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história", disse o governo. Segundo o governo de Cuba, mais de 20 mil médicos cubanos passaram pelo Brasil e chegaram a compor 80% do contingente do Mais Médicos, criado no governo Dilma Rousseff. Cuba anunciou que manteria o programa depois do impeachment da ex-presidente petista, apesar de considerar o afastamento um "golpe de Estado". Bolsonaro critica Cuba O presidente eleito Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a decisão do governo cubano.  Condicionamos à continuidade do programa Mais Médicos a aplicação de teste de capacidade, salário integral aos profissionais cubanos, hoje maior parte destinados à ditadura, e a liberdade para trazerem suas famílias. Infelizmente, Cuba não aceitou. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Além de explorar seus cidadãos ao não pagar integralmente os salários dos profissionais, a ditadura cubana demonstra grande irresponsabilidade ao desconsiderar os impactos negativos na vida e na saúde dos brasileiros e na integridade dos cubanos. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018 Atualmente, Cuba fica com a maior parte do salário dos médicos cubanos e restringe a liberdade desses profissionais e de seus familiares. Eles estão se retirando do Mais Médicos por não aceitarem rever esta situação absurda que viola direitos humanos. Lamentável! — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) 14 de novembro de 2018

e temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", questionou Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)

Nacional

O presidente eleito da República, Jair Bolsonaro, afirmou, nesta quarta-feira, 14, que quer preservar o meio ambiente, mas "não dessa forma que está aí". Ele culpou políticas ambientais e indigenistas pelo atraso de algumas regiões do País e disse que "o índio quer ser o que nós somos". Bolsonaro citou como exemplo a situação de Roraima, que disse ter potencial para ser "o Estado mais rico do Brasil". "Se não tivesse problemas ambientais e indigenistas, tinha tudo para ser Estado mais rico do Brasil. Esse é um problema que temos que resolver. O índio quer ser o que nós somos, o índio quer o que nós queremos. Se temos na Bolívia um presidente índio, por que aqui o índio tem que ficar confinado numa reserva?", declarou Bolsonaro . Durante reunião com governadores, em Brasília, Bolsonaro contou que está na iminência de anunciar o nome do seu ministro do Meio Ambiente e afirmou que "não será o que dizem". Lembrou, ainda, que desistiu de fundir a pasta com a Agricultura por orientações do setor produtivo.

Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

A solução dos problemas começa com um diálogo franco e aberto. Daí ser louvável a reunião agendada para hoje, em Brasília, entre o presidente eleito Jair Bolsonaro e os 27 novos governadores do País. Todos eles têm um grande desafio pela frente, mas, evidentemente, se trabalharem em parceria, e não boicotando o que pode ser bom para o Brasil, haverá grande chance de que os remédios necessários sejam encontrados e o trabalho seja bem feito. Os futuros chefes do Executivo estadual têm muito a contribuir com o presidente eleito. E, politicamente, também têm muito a ganhar, quando o projeto deste novo Brasil der certo. Percebe-se que, aos poucos, as nuvens negras de uma campanha desgastante vão se dissipando, a razão começa a prevalecer e, ao invés de torcer contra, é cada vez maior o número daqueles que preferem alimentar a esperança que a descrença. Aliás, uma célebre frase do escritor latino Públio Siro, diz que “quem perdeu a confiança não tem mais o que perder.” A hora não é para isso. Na verdade, o momento pede que se dê crédito aos novos condutores da Nação e que se guardem as pedras previamente preparadas para serem jogadas na vidraça. E muitos dos novos governadores estão dispostos a ajudar Bolsonaro, inclusive na aprovação da reforma da Previdência, essencial para o ajuste das contas públicas do País. Por sua vez, a maioria das Unidades da Federação também está com suas contas no vermelho, por gastarem mais do que arrecadam, e esperam suporte da União para manter a máquina funcionando. Relatório do Tesouro Nacional, por exemplo, apontou que 16 Estados mais o DF descumpriram a Lei de Responsabilidade Fiscal no ano passado, ao destinar mais de 60% da receita para o pagamento de salários e aposentadorias. Assim, sobra cada vez menos para serviços básicos, como segurança e educação. Os problemas são complexos, daí a necessidade do diálogo e da busca por novas perspectivas. E a reunião de hoje em Brasília, com Bolsonaro e os governadores, oferece exatamente esta oportunidade. Desde agora, a capacidade de cada um deles estará colocada à prova, mas já começam bem, buscando o apoio e o entendimento mútuo, ao invés da divisão pura e simples. No final, quem ganha mesmo com isso é o Brasil e os brasileiros. Ainda bem!
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Colunistas

Sucesso do agronegócio é fundamental para a economia brasileira e a geração de empregos (Foto: Antonio Costa/Fotos Públicas)

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Doria é um dos governadores eleitos que já declararam apoio a Bolsonaro (Foto: Reprodução/Twitter)

Opinião

Tentaram boicotar até um programa que visa a ajudar crianças com deficiência física, o Teleton, apenas por que Sílvio Santos agradeceu e enalteceu o presidente eleito (Foto: Reprodução/SBT)

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O uso de bicicletas reduz problemas na Mobilidade e na Saúde, como a diminuição da poluição (Foto: Rovena Rosa/Ag Brasil/Fotos Públicas)

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